Remember December escrita por Anne Masen


Capítulo 9
Nono Capítulo.


Notas iniciais do capítulo

Hey,resolvi postar logo mais um capítulo de RD, rs. Fiquei feliz no capítulo anterior pela quantidade de leitores ter aumentado, rs.
Boa leitura!



Pov Isabella.

– Onde você vai? - Perguntei quando Kevin pegou a chave de seu carro na mesinha ao meu lado.

– Vou encontrar com Katherine – Respondeu, me beijando o rosto como despedida.

– De novo? - Eu não via sentido, pareciam carrapatos, estavam sempre juntos – Você encontrou com ela faz uma hora e meia, eu acho. - Franzi o cenho.

Ele riu.

– Isso são ciúmes, Bella?

Revirei os olhos e ignorei suas palavras. Claro que eu não tinha ciúmes de Katherine.

– Sim, de novo, mas parece que é Edward que quer me ver. – Comentou Kevin.

– Edward? - Larguei o livro que lia e me levantei do sofá – O que ele quer?

– Só saberei quando encontrá-lo. - Kevin sorriu, e saiu pela porta de casa.

Fiz uma careta, frustrada, me intrigava o fato de Edward querer falar com Kevin, que eu saiba, desde a volta de Edward o diálogo entre os dois não passava de um simples “Oi”.

Quer dizer, era mais plausível que Edward quisesse falar comigo, certo?

Gemi alto. Que saco, não era possível que eu me incomodasse com o fato de Edward chamar por Kevin, e não a mim. Subi as escadas quase me arrastando e entrei em meu quarto, não ficando surpresa por ver Maria ali, arrumando minhas coisas que eu deixara espalhado.

– Você costumava ser mais organizada, srta. Swan. Arrumar seu quarto tem me causado dor nas costas – Reclamou Maria – Tenha piedade da sua velha Maria – Ela riu.

– Desculpe, mas esses dias não tenho tido cabeça para arrumar nada – Respondi, me jogando na cama recém arrumada, ganhando um olhar cansado de Maria – Vou arrumar- Prometi, sorrindo fraco.

O que lhe atormenta, criança? - Perguntou Maria, de repente preocupada.

– Eu não sei – Respondi, triste por não saber. Maria riu disso, a mesma se sentou ao meu lado na cama.

– Certo, vamos ver: Quando isso começou?

Desde que Edward voltou para Londres.

– Deixe-me adivinhar, desde a volta de Edward Cullen, não é?

Que isso, deu pra ler mentes agora, Maria?

Não verbalizei a resposta, corar e baixar o olhar já dizia tudo.

– Você ainda gosta dele, Bella?

- Não como antes! - Rebati, rápido e na defensiva demais para convencer alguém - Sério, não como antes.


– Então por que você se abala com a existência dele? - Perguntou Maria com a mão na cintura.

– Pergunta difícil, Maria, próxima por favor.

– Ok, pergunta respondida, você ainda o ama.

Abri os olhos - que nem percebi que os fechara - e me sentei na cama de imediato.

– Não! Claro que não, Maria! - Gritei, exaltada - Eu. Não. O. Amo! É tão difícil entender isso?

Arfei, sentido o maldito buraco arder. Eu já havia me acostumado a viver com a dor abafada, então quase gritei ao sentir ao senti-la voltar a tona quando as palavras de Maria fizeram efeito. As imagens de Edward e eu, no passado me torturavam por completo.

Eu sentia meu rosto molhado pelas lágrimas, e eu tentava achar Maria em minha frente, mas ela não estava ali, e por um segundo eu pensei que estivera delirando toda essa cena que me fez perder o controle. Mas interrompi o pensamento quando a vejo entrar no quarto com uma caixa preta na mão.

Uma caixa preta não. A caixa preta.

– Não negue, querida, se não fosse verdade, você veria isso e daria de ombros - Ela abriu a caixa e despejou seu conteúdo em cima da cama.

– Não! Por favor, Maria, não me faça ver isso - Gritei como uma louca. - É doloroso demais - Chorei.

Maria cobriu as fotos e presentes com um travesseiro, e no segundo seguinte eu estava em seus braços, chorando feito um bebê louco.

Chorei, solucei, e chorei. Chegava a me perguntar como uma pessoa poderia chorar tanto de uma vez só.

– Desculpe querida, mas precisava fazer você ver o óbvio - A voz de Maria era de arrependimento.

A vertigem me tomou e eu me vi soluçando novamente.

Eu sei, droga, eu sei! - Eu me levantei e gritei.


E perdi o controle, revelando:

– Droga, eu o amo! Amo-o com todas as minhas forças! Eu ainda o amo!

E então eu sorri, aliviada. Depois me dei conta da realdade: Eu não era correspondida. Afinal, por não ser correspondida é que tudo acabou mal.

– Mas eu não posso, Maria! Eu não posso amá-lo, droga! Não posso...!

E de repente tudo ficou preto, e eu me senti caindo.

[...]

Já era noite quando eu voltei a consciência, Maria deve ter me colocado na cama, pois que eu me lembre, eu havia caí do no chão.


– Maria? - Chamei, minha voz estava resumida a um sussurro, limpei a garganta antes de chamá-la novamente – Maria?


Com esforço, consegui me levantar. Saí do quarto com passos lentos e silenciosos e encontrei na sala Katherine e Kevin. Tudo normal até aí.


– Bella, você acordou – Katherine disse, olhando preocupada para seu namorado.


O que eu não entendi foi a cena seguinte; Edward saiu entrou na sala rindo com uma menina de cabelos castanhos e cacheados, eu nunca a havia visto. Ao me verem, ambos pararam de rir.


– Olá, Isabella – Disse a garota.


– Você me conhece. - Observei, um pouco assustada.


– Desculpe minha grosseria, sei quem você é porque todos já me falaram sobre você – Ela olhou para Kevin, Edward e Katherine – Meu nome é Larissa. - Ela sorriu – Não se preocupe, todos falaram muito bem de você.


Não pude deixar de rir, eu me sentia bem quando ela falava, sua simpatia era encantadora.


Ao contrário de como me sinto quando vejo Caroline, refleti.


E me voltando para Edward, digo:


–Olá, Edward – Eu sorri, corando, apenas a presença dele já era suficiente para fazer meu rosto esquentar.


–Olá, Bella – Ele sorriu torto. Senti meu coração falhar e voltar a bater rápido.


–Então, qual o motivo da reunião? - Perguntei.


–Eu estava na casa de Edward, ele me pediu um livro emprestado, então viemos para cá, antes de ir embora Maria disse que você estava dormindo, não quis incomodar.


–Hum...


Pedi licença e fui até a cozinha para beber um pouco de água. Estava de costas para a porta, então tomei um pequeno susto com a voz de veludo que ouvi.


–Você não costumava dormir de tarde, dizia que se dormisse, de noite ficava acordada – O riso baixo de Edward soou na cozinha.


–Desculpe, não quis assustá-la – Completou.


Fiz um gesto que dizia “tudo bem” e andei em sua direção.


– Desculpe, não quis assustá-la - Completou.


Fiz um gesto com a cabeça que dizia "tudo bem" e cruzei a cozinha, parando em sua frente.


– Mas sim, não costumo dormir durante a tarde, mas dessa vez acho que desmaiei - Eu corei.


– Desmaiou?Por que? - De repente ele estava preocupado, pegou minha mão, analisando-a como se ali fosse encontrar o motivo pelo meu desmaio.


Suspirei, primeiro porque ele estava ali, tão perto e segurando minha mão. Segundo porque eu tentava pensar em algo para dizer que não fosse: Desmaiei porque sofri de um desgaste emocional enquanto gritava e chorava para Maria que eu ainda te amo, Edward. Mas não ligue para isso, eu desmaio todo dia, com certeza.


Pisquei e baixei o rosto, olhando nossas mão juntas, assim ele não veria em meu rosto que o que eu lhe dissesse é mentira:


– Não tenho me alimentado muito esses dias, então acho que fiquei fraca o suficiente para desmaiar hoje mais cedo - Dei de ombros, ainda sem olhar seu rosto, que mesmo sem olhar sabia que ele estava atento as expressões do meu.


– Como, Bella? Para uma estudante de medicina você anda muito descuidada com sua alimentação - Ele balançou a cabeça, desaprovando o meu falso descuido.


Sorri fraco.


– Vou me cuidar, prometo.


Quando Katherine entrou na cozinha tratei de tirar minha mão da de Edward, mas acho que ela notou meu ato repentino, não me importei com isso.


– Edward, acho melhor irmos, está ficando tarde - Katherine parecia muito envergonhada em ter aparecido naquele momento. Agora sem dúvida eu sabia que ela havia visto minha mão na de Edward.


– Tudo bem, já estou indo - Respondeu Edward, Katherine assentiu e deixou o cômodo.


Dei um pigarro para quebrar o silêncio que se seguiu.


– Obrigada por se preocupar, Edward - Digo com sinceridade.


– Disponha - Ele sorriu.


– Só não comente isso com Kevin, está bem? Ele é horrível quando se trata de minha saúde - Tanto física, mental, ou emocional, tirando o fato de que minha saúde - pelo menos a física - estava impecável. Completei mentalmente.


– Este será nosso segredo - Seu sorriso torto quase me fez suspirar. Quase. - Mas peço que se cuide, Bella, não quero que fique doente - Seus olhos se fixaram nos meus, agora que eu já voltara a lhe fitar.


– Hey, sou uma estudante de medicina, lembra? Sei me cuidar - Tentei rir, mas sem sucesso.


Ao voltarmos para a sala me despedi de Katherine e Larissa, deixando para me despedir de Edward só na porta.


– Até logo, Isabella - Disse ele, depois pegou minha mão e delicadamente depositou um beijo ali.


– Até logo - Sussurrei, vendo-o andar na direção de seu carro.


E logo, eles partiram.


Voltei para dentro de casa, e Kevin já havia subido e entrado em seu quaro quando peguei em cima do sofá o livro que lia nesta tarde. Ao abri-lo encontrei um papelzinho, e quando li, senti uma pontada de inveja da caligrafia elegante, nele dizia:


Cuide-se, por favor. Edward


Um sorriso bobo brotou em meus lábios, e eu fiquei brincando com o papelzinho na mão, totalmente distraída. E quando finalmente fui dormir, já passava da meia noite.


[...]


Os alunos levantaram a cabeça quando o inspetor adentrou a sala de aula.


– Só levarei um segundo, sr. Cullen.


– Fique a vontade - Respondeu Edward.


A aula foi interrompida durante alguns minutos enquanto o rapaz falava sobre a inauguração de uma nova biblioteca no segundo andar da universidade.


– Será nesta sexta-feira, e quem quiser comparecer, será muito bem vindo. Obrigado - O inspetor deixou a sala.


Pelo que notei, ninguém ligou para muito para a tal inauguração. Eu nem fazia questão de ir, e mesmo que fizesse eu não iria sozinha, então o evento mal passava pela minha cabeça enquanto a aula acabava e eu organizava minhas coisas na bolsa.


–Bella? - Ouvi a voz de Edward, mas não me virei e continuei a guardar minhas coisas.


–Sim?


Ele nada disse por um tempo, e me perguntei se ele não teria ido embora. Até que ele disse:


–Sobre a inauguração que irá acontecer – sua voz estava estranha, mostrava todo seu nervosismo – Bom, eu estava pensando... Você não gostaria de me acompanhar?


Deixei uma caneta que guardava cair no chão, e senti meu corpo ficar imóvel. Por essa eu não esperava. Não soube o que dizer, se falasse agora provavelmente iria gaguejar, de fato, não queria motivos para ficar envergonhada na frente dele. Só o fato de sentir seu olhar em minhas costas já me fazia aparentar um tomate, que dirá gaguejar diante de um convite.


Passei as mão no cabelo, me virei e o encarei, cruzei os braços no peito antes de responder.


–Achei que iria convidar Caroline, uma vez que agora estão tão íntimos, saindo juntos para almoçar – Não pude evitar de corar ao tocar no assunto, eu só rezava para que não aparentasse que eu estava com ciúmes, por Deus, isso não.


–Não tenho nada com Caroline – Rebateu Edward de cenho franzido. - Sair uma vez com uma pessoa não significa nada.


–Então você saí com as pessoas por nada, sem compromisso? - Provoquei, segurando o riso.


–Você entendeu, Isabella – Respondeu ele corando. Depois sorriu para mim. - Se eu ter saído com Caroline para almoçar pode ser considerado digamos que um encontro, então naquele dia você estava me convidado para um encontro? - Completou no mesmo tom de provocação que o meu.


–Claro que não – Baixei a cabeça, corando violentamente.


–Então você saí com as pessoas por nada, sem compromisso? - Edward não aguentou e jogando a cabeça para trás riu alto.


–Você entendeu, Edward - Não pude deixar de rir junto com ele.


Depois das “brincadeiras”, fui até a porta – até ele – e fitei seu rosto.


–Se não está comprometido, logo não me causará problemas – Observei – Então aceito seu convite, sr. Cullen, será um prazer acompanhá-lo.


Sorri e saí da sala, no caminho encontro Caroline no corredor, a mesma passou por mim com uma cara não muito amistosa, e depois entrou na sala em que Edward ainda estava. Tentei entender sua expressão, ela com toda certeza do mundo não ia com a minha cara. Balancei a cabeça para esquecer seu rosto e continuei a andar, entro em meu carro e vou para casa.


Eu tinha que me acostumar, minhas noites estavam começando a ficar mais estranhas. Tanto que quase me belisquei umas cem vezes para ver se sonhava quando naquela noite encontrei Caroline sentada em meu sofá na sala de minha casa. Sim, Caroline. Por que?


–Bella – Disse Maria quando me viu, ou quando me viu olhar confusa na direção de um certa pessoa sentada no sofá – Assustador né? Também fui pega de surpresa, dizendo ela, veio fazer uma visita a tia – Maria não acreditava em nem uma dessas palavras que Caroline dissera.


–Como assim? Vocês não se dão bem, Maria? - Aquilo estava claro pelo tom de voz da mesma, mas eu queria explicações.


–Caroline nunca foi uma boa sobrinha, Isabella. Bom, não depois da morte de sua mãe, e depois de ter convencido Rita a ficar na Flórida, onde tinha nascido. - Ela olhava para a sala, onde Caroline lia uma revista tranquilamente. - Nunca gostei daquela amiga dela.


–Que amiga?


–Caroline passou a metade da adolescência na Flórida com uma amiga – Eu percebia cada vez mais que Maria não queria dizer o nome da tal amiga.


–Que amiga, Maria? - Perguntei.


Maria me olhou, depois suspirou. Mas não teve chance de responder, Caroline entrou na cozinha e me cumprimentou.


–Olá, Bella, nem vi você chegando – Ela sorriu.


Fiquei perplexa, uma hora ela vinha com “cara não muito amistosa” e agora sorria para mim.


–Oi, Caroline.


Maria pediu licença e se retirou, deixando-me com Caroline.


–Então, fiquei sabendo que você irá com Edward para a inauguração da biblioteca – Comentou ela, olhando as unhas pintadas de um rosa bebê.


–Sim, ele me convidou – Reafirmei, olhando em seu rosto.


–Interessante – Ela deixou as unhas perfeitas de lado e me olhou – Soube disso quando eu fui convidá-lo para ir comigo.


Só por maldade tive vontade de gargalhar e gritar algo do tipo: “Rá! Já era, eu vou com ele, perdeu Caroline!”


Mas não fiz, claro que não.


–Edward deixou bem claro que vocês não tinham nem um compromisso. Acredite, Caroline, não aceitaria o convite dele se vocês tivessem algo, mas como ele me garantiu não ter nada com você, não vi mal algum em aceitar – Explico, dando de ombros.


–Entendo, não se preocupe com isso, Bella, vou arranjar alguém. - Garantiu.


–Sei que vai.


Silêncio.


–Desculpe me intrometer, Isabella, mas vocês já tiveram algo né? Digo, você e Edward – Falou ela.


Eu só gostaria de saber quem é o maldito que fica falando a vida dos outros por aí, pensei.


–Aham – Murmurei de má vontade. Esse não era um assunto que eu gostasse de falar, muito menos com Caroline.


–Sinto muito por ter acabado – Disse ela – Vocês deveriam ter formado um lindo casal.


Apenas fiquei olhando para sua cara, tentando demonstrar o quanto eu queria mudar de assunto.


Caroline conversou comigo por um tempo, as vezes falava em Edward. Eu nem prestava muita atenção no que ela falava, só desejava que ela fosse embora.


–Caroline, você ainda pretende falar alguma coisa com Maria? - A interrompi quando ela falava de como havia gostado de vir para Londres – É porque eu tenho que acordar cedo amanhã e já está ficando tarde, eu adoraria ficar aqui conversando com você, – Mentira – mas sabe como é né, gostaria de ir dormir cedo.


Tradução: Faça o favor de ir embora!


Ela sorriu.


–Me desculpe, Bella, nem vi o tempo passar, está mesmo tarde, tenho que ir.


E depois de nos despedirmos - ambas sabendo que nossas frases de adorei-conversar-com-você eram falsas -, ela se foi.


Suspirei subindo para meu quarto. Definitivamente eu não gostava nem um pouco de Caroline.




Notas finais do capítulo

Gostaram? Comentem por favor! xx