Remember December escrita por Anne Masen


Capítulo 14
Décimo Quarto Capítulo.


Notas iniciais do capítulo

Olá, meus anjinhos! Tudo bem? Aqui estou eu com mais um capítulo de RD. Espero que gostem, obrigada pelos reviews e pelo carinho, boa leitura!



A notícia do casamento foi rapidamente espalhada, Edward mal conseguia se conter de alegria e por isso fez questão de contar para todos assim que chegamos em casa. Esme ficou muito emocionada – aliás, todos ficaram. Parecia que as coisas finalmente estavam começando a dar certo.

–O que você acha de Amanda entrar com as alianças? Acho que ela gostaria disso – disse Edward deitado ao meu lado na campina, dias depois de nossa formatura.

–Seria ótimo – respondi, rolando na relva e pairando em cima de seu peito – Portanto que Edward Cullen esteja no altar a minha espera, até a Rainha pode entrar com as alianças.

Seu corpo chacoalhou embaixo do meu em uma risada.

–Não vou decepcioná-la, pode confiar. Não há nada no momento que eu queira mais do que deslizar uma aliança por seu dedo, Bella – sussurrou docemente. Ele afagou meu rosto antes de depositar um beijo em meus lábios.

Eu estava começando a me empolgar com a sensação de seus lábios nos meus quando ele me afastou e nos fez sentar. Eu resmunguei.

–Tem algo que eu quero lhe mostrar – disse Edward. Ele colocou a mão no bolso do casaco e de lá tirou uma aliança, prateada e brilhante. – Era de Esme, agora que Carlisle lhe deu uma nova, ela achou um desperdício deixar esta no porta joias. Ela me deu esta manhã quando falei que iria comprar uma pra você. É quase um presente de casamento.

Eu apenas sorri, e bom, Edward estava radiante. Toda a expressão séria que ele veio mantendo para fazer a surpresa se fora, agora eu não estranharia se ele desse cambalhotas de alegria.

–É perfeita – eu disse. – Eu... eu não sei o que dizer! Obrigada, Edward, é linda, eu amei.

Ele pegou minha mão esquerda e beijou-a.

–Se você quiser algo mais moderno é só me dizer, ok? - Edward sussurrou, ele me puxou para o círculo de seus braços e espalhou beijos por meu pescoço – dificultando minha capacidade de raciocínio.

Logo eu já tinha esquecido o que ele dissera.

–O que? – murmurei debilmente me puxando para mais perto dele, eu podia sentir meu coração quase batendo na velocidade da luz em meu peito. E tamanha a nossa aproximação, acho que até Edward sentia.

O puxei pela camisa, fazendo-nos cair deitados na relva novamente. As mãos dele foram devagar até minha cintura ao mesmo tempo que eu passava os braços por seus ombros. Por mais que o clima estivesse um pouco frio eu senti meu corpo quente, era como eu me sentia quando Edward me beijava de forma tão intensa.

Ele inverteu a posição de nossos corpos e agora eu estava por cima, comecei a distribuir beijos por seu rosto, e pescoço. Ficar com Edward daquele jeito me fazia esquecer do mundo e querer apenas uma coisa: ele.

–Nós deveríamos parar – disse ele apertando mais meu corpo contra o seu, em uma contradição perfeita do que ele havia acabado de dizer.

–Protesto – retruquei me afastando para desabotoar os primeiros botões de sua camisa. Ele girou e ficou e ficou em cima de mim, suas mãos prenderam as minhas ao lado de minha cabeça. Ele se aproximou para sussurrar em meu ouvido.

–Nós realmente deveríamos parar, amor. – sua voz era rouca e eu podia perceber que ele não queria ter se dizer aquilo – Porque infelizmente este lugar não é exclusivamente nosso, e se alguém chegasse aqui e nos encontrasse desse jeito, bom, não seria a coisa mais confortável do mundo – ele riu de leve – e por último, porém não menos importante, está mesmo ficando frio.

Ao refletir por um por segundo vi que ele tinha razão, mas não pude deixar de ficar desapontada por termos que nos interromper. Meu lábio inferior se projetou para frente em um beicinho.

–Não fique assim, você não sabe o quanto eu gostaria de interditar este local só pra nós dois – ele beijou minha mão carinhosamente, mas seus olhos estavam em brasa.

Eu desviei o olhar de seu rosto, a forma como Edward me olhava me fez corar.

–Não ajuda muito você ficar dizendo essas coisas pra mim, Edward.

Fomos forçados a sair da campina não muito tempo depois, Edward tinha razão quando falou sobre o clima. Quase gemi de alívio ao entrar no volvo de Edward onde o aquecedor foi ligado depois de andar pela trilha que nos levava até a campina com o vento gelado batendo em meu rosto.

–Tome. – Edward me deu seu casaco – Você parece estar precisando mais do que eu.

Agradeci e fiquei me perguntando como ela também não estava com frio, pelo menos não tanto quanto eu, quer dizer, meus dentes batiam furiosamente uns contra os outros.

–Acho que você está doente – concluiu Edward de mal gosto – Desculpe, eu não deveria tê-la trazido para um lugar tão aberto em um tempo tão frio. Vou cuidar de você, prometo.

Eu revirei os olhos.

–Obrigada pelo cuidado, mas acho que você não deve ficar se culpando por tudo que acontece comigo. Ambos sabemos que eu tenho resistência baixa, e é só um resfriado, logo passa.

Então eu espirrei três vezes seguidas.

–Vou cuidar de você – repetiu ele decidido.

***

–Edward, você pode por favor dizer a Maria que eu não quero mais essa sopa? – pedi pela milésima vez naquela tarde – Porque parece que ela faz questão de me ignorar.

Eu podia sentir uma forte vontade de vomitar só de sentir o cheiro daquela papa se aproximando do meu rosto toda vez que Maria me fazia descer aquilo goela abaixo. Edward apenas afagou minha mão e voltou a ler seu livro, nem se deu ao trabalho de me socorrer, de dar a mesma resposta novamente. Desculpe, Bella, sei que essa sopa não é muito boa, mas irá lhe fazer bem. É só que com o que estou preocupado.

–Vamos, criança, só mais algumas colheradas e eu tiro isso de perto de você – insistiu Maria. Ela aproximou a colher de mim e eu virei o rosto, feito uma criança birrenta.

Ouvimos Edward suspirar e deixar seu livro de lado. Sorri imaginando que ele iria me salvar, ele apenas sorriu para Maria e pegou o prato de sua mão, para depois dizer a ela:

–Obrigado, Maria. Você está liberada, deixe que eu lido com esta menina teimosa – Então ele colocou um pouco de sopa na colher e me olhou com olhos suplicantes – Vamos, Isabella, por mim?

Odiei Edward por ele fazer isso, era jogo baixo, sujo, imundo, encardido. E também me odiei por não conseguir tirar os olhos de seu rosto de anjo, me fitando tão carinhosamente. O rosto glorioso a minha frente sorriu quando eu abri a boca automaticamente e ele pôs a colher em minha boca. Engoli com esforço a droga de sopa.

–Feliz? – perguntei fazendo uma careta.

–Excepcionalmente – ele sorriu e se inclinou para beijar meus lábios.

Suspirei quando ele se afastou e foi na cozinha para deixar o prato de sopa na pia. Voltou um minuto depois me trouxe para perto, afagou meu rosto enquanto eu tombava cabeça para trás, apoiando-a no braço do sofá. Mantive meus olhos fechados até ouvir Edward falar.

–Está cansada. – sussurrou – Vou preparar a cama para você descansar um pouco.

–Não é necessário, estou bem – respondi abrindo os olhos e encontrando Edward fitando-me, a preocupação estampada em seu rosto, e seu cenho estava franzido – Não se preocupe, Edward, eu estou mesmo bem.

–Você não parece bem, anjo – discordou.

Não pude descordar. Olheiras haviam se instalado em baixo de meus olhos, eu ficara um pouco mais pálida do que o normal, e também estava mais magra. Sentia-me cansada com frequência, e me arrastava por aí feito um zumbi quando Edward não estava do meu lado. Ele estava realmente preocupado comigo, às vezes não me deixava andar, insistia em me carregar toda vez que eu precisasse subir escadas.

–Vou ficar bem – reafirmei.

Ele nada falou, apenas ficou na sala comigo lendo seu livro, ou passando rapidamente os canais da TV. Não queria que ele ficasse preso a mim daquele jeito, eu me sentia um bebê, incapaz de fazer algo sozinha. Por que ele não saía? Dava uma volta? Qualquer coisa! Lutei contra o meu lado egoísta que gritava para que ele ficasse comigo.

–Você sabe que não precisa ficar aqui me vigiando 24h por dia, certo? – perguntei com a voz fraca.

Edward virou o rosto na minha direção, ele estava confuso.

–Como assim?

–Não quero que se sinta obrigado a ficar comigo só porque estou parecendo um zumbi – franzi o cenho.

Ele riu.

–Não estou aqui por obrigação, Bella. Eu quero ficar aqui cuidando de você. Quantas vezes terei que repetir que não suporto a ideia de ficar longe de você? – Edward acariciou minha mão.

Assenti, aliviada por não ser um problema para ele. Pensei nos dias em que eu “perdi” por causa da virose, perdendo a oportunidade de procurar um local para trabalhar. Se bem que assim que eu conseguisse ficar de pé, Edward me faria procurar emprego em qualquer lugar do mundo, pois ele sabia o quanto eu queria começar minha vida profissional.

Outro assunto no qual foquei fora a proposta de Julia, avó de Amanda. Em minha primeira conversa com Edward, combinamos que seria mais prudente esperar pela formatura antes de tomar qualquer decisão. Bom, este dia já se passou.

Eu ainda não falara com Edward sobre meus planos, mas eu tinha tudo esquematizado; pediríamos a guarda de Amanda, depois compraríamos um apartamento para nós três, tudo isso depois do casamento, ou seja, daqui há um mês no máximo, se a rapidez com que a cerimônia está sendo organizada fosse levada em conta.

Edward apoiaria tudo de bom grado, eu sabia, e por isso já passara noites imaginando como seria viver assim. Seria a época mais feliz da minha vida, com certeza, ter Edward ao meu lado, para sempre, e ainda tendo a oportunidade de cuidar da pequena Amanda.

–Sinto falta de Amanda – comentei – Talvez possamos visitá-la mais tarde.

Então eu esperei pela sua negação, alegando minha fragilidade. Mas Edward franziu os lábios e permaneceu em silêncio, e ao que me pareceu ela estava pensando no que me dizer. Até ele me puxar para seu colo eu ainda não sabia que provocara uma batalha dentro dele. Edward odiava me negar coisas, e praticamente arrancava seus cabelos quando tinha de fazer isso.

–Como posso negar algo a você quando nem eu mesmo quero? – sussurrou em meu ouvido, fazendo um arrepio descer por minha espinha – Eu não deveria permitir. – ele lutou contra si mesmo por mais um segundo – Você tem 15 segundos para se arrumar antes que eu mude de ideia.

Sorri, vitoriosa. Alguma coisa parecida com um gemido escapou de meus lábios quando Edward beijou delicadamente meu pescoço, de repente, ficar ali me pareceu uma ótima ideia. Ele me afastou, sorrindo torto quando eu apertei meus braços a sua volta.

–Já se passaram 7 segundos.

–Tudo bem, estou indo – resmunguei enquanto me levantava, depois chamei Maria para me ajudar a subir as escadas.

***

–Então pequena, o que você acha?

Edward obteve a resposta quando Amanda deu um grito animado e jogou os bracinhos em seu pescoço. Ele a rodou no ar, fazendo-a dar uma gostosa gargalhada.

Quando ele a colocou no chão, Amanda correu até o banco em que eu estava sentada e me abraçou forte.

–Posso segurar o buquê também, nem que seja só um pouco? – perguntou com os olhinhos brilhando.

Eu ri, beijando o topo de sua cabeça.

–Claro, querida – ganhei mais um abraço com essa, depois ela correu até Edward. Ele se sentou com ela no gramado onde estávamos – nos fundos do orfanato, onde as crianças costumavam a brincar. Amanda olhava atentamente para o alto, escutando sobre o que Edward lhe contava sobre um corvo que bicava uns frutos de uma árvore.

Fiquei completamente distraída com a visão dos dois por vários minutos, até que senti o peso de um olhar em minhas costas. Olhei sobre o ombro, mas só haviam outras crianças por ali, que nem pareciam notar minha presença. Balançando minha cabeça, acreditei que era só impressão.

Mas não era, eu não quase não o vi ali parado, dentre as árvores. A expressão do homem com mais ou menos 40 anos era de uma dor profunda, porém eu me enganara em pensar que eu era seu foco.

Seus olhos fitava atentamente cada movimento de Amanda, que por sua vez só tinha olhos para Edward. Fiz um esforço para deixar o banco sem que fosse vista por Edward, e andei na direção do homem. Mas foi só seus olhos angustiados pousarem em mim por um segundo, e de repente ele não estava mais ali.

Fiquei parada no meio do parque, dentre as crianças. Afinal, o que estava acontecendo?




Notas finais do capítulo

Então, não esqueçam de me dizer o que estão achando ok? Beijos!