A Filha De Ártemis escrita por Carol C


Capítulo 29
Epílogo





ACABOU!!! Acho que vocês já estavam se cansando de mim, não é? Então, a história chega ao fim. Eu não sei se o epílogo está suficientemente bom, mas já da para ter uma ideia do que vai acontecer na próxima temporada. Estou triste por estar acabando... Foi muito bom escrever está história, realmente. E eu espero que vocês gostem da continuação!

O garoto moreno estava com um olhar pensador, enquanto via a garota colocar o remédio em um pano.

– Nunca pensei em ver você como uma enfermeira. - ele disse - É diferente, você nunca foi... Desse tipo. - concluiu sem conseguir pensar nas palavras certas para descrevê-la.

– Não fale nada agora. - ela virou para ele e começou a passar o pano no corte, o que fez o rapaz contorcer seu rosto em uma careta. - Daqui alguns meses a cicatriz sumirá por completo.

– Será que antes de eu segurar o bebê? - ele deu um leve sorriso.

– Que papai bobinho... Não importa como você está, importa que é você. E não aquela criatura que... - a voz da jovem morreu, o assunto era delicado para ambos.

– Ele está bem. Bom, pelo menos, melhor do que estava na última semana, não? - Theo falou tentando amenizar o clima. - E outra coisa, ia acontecer de qualquer jeito.

– Eu sei. - Kath continuou limpando os ferimentos dele com cuidado. - Disseram que podiam apenas retardar o efeito do veneno, e foi o que tentaram fazer.

– Como a Lily está?

A jovem colocou um fio solto atrás da orelha, pensando em como responder.

– Ela não saiu do chalé, desde que chegou está trancada no chalé oito. - respondeu - Acho que Ártemis está falando com ela neste momento. - ela colocou o curativo sobre o machucado e se afastou. - Onde tem mais?

– Os que não passaram com a ambrósia? - ela assentiu - Na nuca e no peito.

Ela sentou na maca ao seu lado e tirou o cabelo da nuca, e encarou os três cortes, marcas da única missão que foram juntos, feitas por corvos criados a partir de magia negra. Katherine fez o mesmo procedimento e cobriu o ferimento.

– Não vire muito a cabeça, nem jogue-a para trás. Pode abrir novamente e sangrar.

– Muito obrigado, doutora Rillier.

– Não há de que, Sr Meyers. - ela desceu e voltou para a frente dele. - Agora, tire a camisa, deixe eu terminar de cuidar de você. - Ela terminou rapidamente de fazer o que precisava. - Pronto, agora você pode ir.

– Eu quero ficar aqui mais um pouco. - ele pediu. - Com você. - terminou.

Ela sentou ao seu lado, e eles ficaram apenas curtindo o silêncio abraçados.

– Desde quando você sabe? - perguntou acariciando a barriga da garota.

– Um mês, ele já tem dois. - ela sorriu.

– Você já escolheu o nome? - a pergunta a fez corar.

– Se for menino, sim. Se for menina você escolhe. - ele arqueou as sobrancelhas, querendo saber qual era o nome. - Trevor. Eu acho um nome lindo.

– Como você chegou a esse nome?

– Trevo, Trevor. - ela deu de ombros

Ele a fitou e sorriu.

Não muito distante dali no chalé de Ártemis, a deusa conversava com sua filha. Que sentia um vazio no local onde deveria estar o coração e respirava pesadamente escorada a mãe.

– Vai passar. - a deusa virgem dizia para a jovem enquanto acariciava suas costas.

– Quando mãe? - ela perguntou com um gemido de dor e fechando os olhos com força.

– É muita coisa para você suportar de apenas uma vez.

A menina sentia como se não conseguisse respirar, sentia o vazio no coração e o resto de seu corpo estava em chamas. Era apenas metade, metade de seu coração, metade de sua vida, metade de sua alma estava viva.

Ártemis encarava sua filha preocupada, ela tinha perdido a pessoa que mais amava, a quem recentemente tinha completado uma ligação e estava tentando acomodar o poder de uma feiticeira imortal em seu corpo. Tudo isso ao mesmo tempo, e a preocupava, ela poderia perdê-la. E o eclipse também se perderia.

– Minha querida... - ela a abraçou e começou a balançar, como se ninasse um bebê. - Eu vou tentar fazer a dor passar, tudo bem? Espere aqui.

Lilian deitou no beliche, e se encolheu. Estava tremendo, e sentia um frio absurdo. Ela queria gritar, porém não conseguia. A deusa da lua voltou com seu irmão e a grande feiticeira que sentiu seu coração partir ao ver a filha naquele estado.

Apolo se aproximou, ajoelhando-se ao lado do beliche.

– Lily, olhe para mim. Por favor. - ela abriu os olhos minimamente, seus lábios formaram um nome, mesmo sabendo que não poderia ser ele.

O deus tocou a testa da menor, e seu peito, acima do coração.

– Ela não vai sobreviver assim. Acho que ela não está conseguindo lidar...

– Com a morte dele? - Ártemis perguntou, também estava sentida com a morte do sobrinho.

– Não. - Hécate respondeu. - Ela fez um feitiço reconhecendo sua posição como feiticeira e exigindo o poder que era dela por direito. Não é poder para um corpo mortal.

– Quer dizer que ela tem que se tornar imortal. - os gêmeos afirmaram.

– Sim, contudo o ritual não pode ser realizado em apenas um dia. Não tem como, simplesmente. Eu consigo organizar tudo no mínimo em três.

– Não é apenas fazer um pentagrama no chão e recitar alguma coisa? - a deusa da lua questionou irritada.

– Não é simples assim. - a deusa da magia estreitou os olhos.

– Parem de discutir! - o outro ordenou. - Ela não vai passar de dois dias, Hécate. Ela não vai aguentar mais. - Ártemis ficou pálida com a notícia, mas a outra deusa apenas arqueou as sobrancelhas.

– Por que não aguentaria?

– Por causa do bebê que virá.

~~~~~~~~~~~~~

Tinha um garoto sentado nos campos de elísio observando as 'pessoas' passarem, algumas reencontraram um antigo amor, então viviam felizes aquela pós vida, em uma casinha naquele campo verde.

Era bem pequeno o grupo de fantasmas que iam para lá, e o garoto sabia. Se bem que nenhum protetor é julgado pelos mesmos juízes dos mortais e semideuses. Halley os julgava e mandava para o Elísio, raros iam para os campos de punição ou asfódelos.

Uma jovem entrou no lugar. Seus cabelos eram brancos prateados como a lua, e imediatamente atraíram sua atenção. Ele sentia que a conhecia, e sorriu. Ele se lembrava daqueles olhos, azuis noturnos. Se levantou e foi na direção dela. Quando a garota o viu começou a rir e chorar de alegria correndo para ele e o abraçando.

– Eu te amo. Eu te amo, eu te amo, eu te amo. - ela repetia sem parar.

Ele beijou sua cabeça. E sentiu o cheiro de noite.

– Calma Lily, está tudo bem.

Os dois apaixonados se sentaram ainda abraçados, e ele perguntou a ela o que havia acontecido nas últimas semanas.

– Eu quase morri, porque eu não era imortal e o poder de feiticeira queria se acomodar. Meu pai voltou. - falou derramando mais lágrimas - Ele cumpriu a promessa de que voltaria, demoraram sete anos, mas ele realmente voltou. E ficou cuidando de mim nas últimas duas semanas, porque eu ainda estava mal. - ela tocou o cabelo antes de continuar a falar. - Fiquei grisalha, não é uma experiência muito boa.

– Definitivamente não é. Pelo menos você não teve que se transformar em névoa. - o garoto sorriu, franzindo as sobrancelhas em seguida. - Se tocar em mim é como tocar em névoa, como você...

– Virei feiticeira da lua cheia, consequentemente do luar. Então, posso tocar em você. - antes que ele falasse mais alguma coisa ela terminou. - Não pergunte o que uma coisa tem a ver com a outra. - ele deu de ombros.

– O Theo e a Kath se acertaram?

– Se acertaram, começaram a namorar. Ele cantou para ela no meio do refeitório e deu para ela uma rosa. E gritou para o mundo que ia ser pai, ele parece bem animado com a notícia.

– Definitivamente está. Ele ama crianças.

Ela abaixou a cabeça, se perguntando se devia ou não contar.

– Seu pai foi me ver ontem. - ela começou. - E disse que estou grávida.

Os olhos do garoto brilharam, ela pode perceber mesmo ele estando meio... Transparente.

– Que maravilha! - ele se jogou em cima dela, beijando seu rosto. - Estou tão feliz por isso, minha Lua. - ela o beijou, igualmente alegre.

– Com licença. - uma voz suave falou próxima a eles, fazendo com que levantassem os olhos.

Não era uma fantasma. Uma mulher de cabelos negros e olhos azuis prateados claros, da cor de estrelas. Will se levantou ajudando Lily a fazer o mesmo.

– O que aconteceu, lady Halley? - garoto perguntou.

Então essa é Halley, pensou Lily, a deusa dos cometas.

– Você é a minha única ligação com Stephen. A única pessoa que posso confiar além dele. Ajude-me. - pedia a deusa com um olhar de súplica, o garoto assentiu, concordando em ajudá-la. - Eu preciso que você encontre minha protegida e cuide dela. Ela é especial demais para mim, eu não suportaria vê-la morta.

– Lady, eu não posso sair daqui.

– Eu cuidarei dela. - propôs a lua cheia. - Poderei fazer isso, tenho certeza.

– Se ela não tiver os filhos, a escuridão nos sufocará. As bebês serão a luz e a escuridão, a balança para equilibrar. Existe luz nas trevas, e estes serão as trevas na luz.

SEGUNDA TEMPORADA NAS NOTAS FINAIS!



Notas finais do capítulo

O filho do Eclipse (sinopse provisória.):
Elas são a salvação, a destruição. A escuridão e a luz. Basta a escolha.
O tempo não para, e elas devem se achar. Achar aquilo que as une, achar a ligação. Sua força e fraqueza.
link: http://fanfiction.com.br/historia/451019/O_Filho_do_Eclipse/



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