A Filha De Ártemis escrita por Carol C


Capítulo 28
Acabou - p.2





Acabou!!! Não acredito!! O bom é que ainda tem o epílogo!

Viu? Eu tentei postar! Mal consegui, já são 1h05. Mas de qualquer jeito.

Espero que gostem! Não me matem!

POV: Theo

Kath grávida? Sim! Eu tive certeza disso ontem, quando sonhei com a minha mãe. Eu pedi para que ela me desse alguma solução para ajudar a Kath, porque ela nunca ficou enjoada por tanto tempo. Já fazia mais de um mês, acho. No acampamento na hora do almoço ou jantar eu via ela franzir o nariz quando algumas comidas passavam. Sendo que ela ama toda e qualquer comida que fazem lá. E também, ela comeu um pouquinho a mais que o normal durante esse mês.

Você acha que iria juntar? Só juntei quando minha mãe falou que depois do terceiro mês melhora! E eu nem desconfiava! Por que? Sou uma anta!

Eu deixei ela com o Will depois, ele falou que ia manter ela segura, sem qualquer arranhão.

Será que ela não entendia?

Cheguei no local combinado não muito tempo depois. Derek estava dividindo a gente em grupos mais uma vez.

– Por que tanta divisão? - perguntei enquanto me aproximava.

– Um grupo tem que salvar Réia, que está presa como refém. Outro tem que destruir a fonte de poder de Iraia e o último vai lutar contra ela. - ele respondeu revirando os olhos como se a resposta fosse óbvia.

– E quem vai participar do último?

– A Lily, o Will e o Juan. - arregalei os olhos.

– Só os três?! Onde que eu vou, então?

– Comigo e com a Maya. A Noa, Viih e Ann vão salvar a rainha.

– Vocês vão na frente que iremos esperar o Will. - Lily falou, ela não estava com sua aparência normal. Seus cabelos estavam mais finos e castanhos claros, assim como os olhos, não entendi o motivo.

– Temos que ir. Agora. - Mayara falou autoritária, e entramos no castelo.

Não tinha nenhum guarda na muralha, ou na entrada, apenas corpos com flechas cravadas e pó de monstro. Eu estava esperando ataque de todos os lados, e não tem nada? Isso está suspeito.

A qualquer momento todos os 'cadáveres' poderiam se reerguer e nos atacar, todavia isso não aconteceu, o que me fez ficar nervoso. Entramos no saguão e seguimos para uma parede. Não falei nada, ninguém falou, e Derek e Maya pareciam saber o caminho. Ela encostou na parede, que se abriu.

– Viih, Anne e Noa, vocês vão descer até o final e procurar um tijolo que tenha este símbolo. - Maya mostrou uma chama com uma lança e espada cruzadas na frente. - É o símbolo da feiticeira, apertem este tijolo e sigam em frente. Não sei se terão guardas lá, a maioria deve estar cuidando da segurança da feiticeira, por isso é fácil escapar quando se tem força.

Estranhei o que ele disse, mesmo assim continuei. Demorou um certo tempo para chegarmos no lugar, porque não tinha uma marcação sequer. Eu estava com minha máquina chaveiro no bolso, assim como a faca.

Sim, eu estou com uma faca sendo que eu nem sei qual é a minha arma, e como minha mãe me deu essa, é essa. E eu treinei um pouquinho com ela... O suficiente para não arrancar meu braço fora.

E se não tinha nenhum guarda cuidando da rainha, acho que cuidando do poder não tinham muitos.

– Não é? - perguntei enquanto Derek procurava a entrada.

– Não necessariamente. - ele respondeu, realmente tinha mais paciência comigo do que sua irmã, eu já havia desistido de conversar com a loirinha grisalha.

Ele abriu a porta secreta. E, para mostrar que mesmo sendo filho da sorte eu tenho meus momentos de azar, acho que tinha pelo menos uns cem corvos nos encarando e estalando os bicos afiados. E alguns raspavam as garras nas paredes.

– Não tem guardas... Contudo tem corvos. Eu acho que preferiria os guardas. - falei me encolhendo.

Eu não devia ter falado, porque isso fez com que todos aqueles pássaros malditos com olhos vermelhos nos encarassem e atacassem.

Vamos falar sério, eram trinta para cada um de nós, não tinha como apenas uma faca ajudar.

– Usa os seus olhos da morte ou seja lá a magia que você tiver! - gritei para Derek, porém mais quem respondeu foi a garota.

– Nossa magia não funciona nesse corredor!

– Maldição! - rosnei.

Alguns pássaros eu conseguia matar, cortar ao meio, a asa, a perna. Não era de grande ajuda, eu estava praticamente cego com todas aquelas criaturas negras voando ao nosso redor.

– Para onde temos que ir? - gritei, esperando que alguém me ouvisse.

Tudo a minha volta era negro, repleto daquelas criaturas de asas, e seus grasnos faziam com que eu não conseguisse escutar quase nada. E não ouvi resposta alguma, continuei andando, ou tentando, ao menos.

Senti as garras de um pássaro na minha nuca, e outro passou fazendo um corte na minha bochecha e outro no meu peito. Caí no chão, ouvi uma voz distante chamando meu nome, e fui engolido pela escuridão.

POV: Lily

Eu e Juan esperamos dar cinco minutos após eles entrarem, então seguimos caminho. Realmente não sabia como Will chegou antes de Theo, mas a destruição no jardim mostrava que ele tinha conseguido.

Vi uma rosa jogada no chão, e ao lado dela tinha uma flecha.

– Vamos seguir em frente. - Juan concordou com um aceno.

Foi só pisarmos no saguão que fomos abordados por duas figuras encapuzadas, a maior estava com as mãos sob as mangas, como um monge e a menor tinha um braço entrelaçado ao seu, segurando uma rosa rubra.

– Chegaram bem na hora, crias dos ventos. - ela sussurrou com a voz maquiavélica. - Vamos?

Eles se viraram, e nós os seguimos. O risco sermos mortos era enorme, apenas esperava que Will soubesse o que estava fazendo.

'Eu sei o que estou fazendo, Ly, fique calma.'

Nós andamos por inúmeros corredores vazios, mas eu sentia que haviam várias criaturas da feiticeira mortas em esconderijos nos locais em que passamos. Os dois encapuzados não diminuíram o ritmo, até que chegamos em um porta de mogno alta e gloriosa.

– Você fica. - a figura maior sussurrou para a acompanhante.

Kath tirou o capuz e jogou no chão, chutando para longe a capa. Ela estava com os olhos brilhando, perigosos e poderosos.

– Vá logo, Will. - antes que ele desse um passo eu o puxei e o beijei.

'Não vamos ter chance de fazer isso lá dentro' defendi em pensamento.

'Concordo plenamente.'

Ele abriu as portas de cabeça baixa, e nós o seguimos, sempre atrás de Kath, que no caso, fazia a líder.

– Então os trouxe, como lhe pedi, meu querido? - Iraia perguntou do outro lado do salão.

Eu nunca havia visto ela pessoalmente, mas sua voz já me atormentou em alguns pesadelos. Ela tinha os cabelos castanhos escuros, e olhos negros, na forma disfarçada. Will me explicou ontem que as feiticeiras tem três formas. A imortal, com toda sua glória e poder; a disfarçada, que mostra apenas parte do que verdadeiramente é; e a mortal que é a mais simples de todas.

Sua forma imortal, a que eu conseguia ver se me esforçasse era aterrorizantemente bela. Seus cabelos eram avermelhados, e os olhos pareciam chamas escarlates, seu rosto era pálido e os lábios vermelhos escuro. A cor da Ira.

– Trouxe a cria de Hécate?

Katherine deu um passo a frente erguendo o queixo.

– Não me chame de cria. Sou tão poderosa quanto minha mãe. - não era mentira, apenas um aviso, não chamá-la de cria, depende apenas da interpretação.

'Shakespeare estava certo quando disse que a vida é uma peça para a qual não podemos ensaiar.' Will falou ontem 'Tudo depende da maneira como você quer interpretar, e de como é interpretado. Sempre usei isso ao meu favor.'

– Não fale enquanto não lhe dirijo a palavra. - ela se levantou, seu vestido engolido pelas chamas da ira - Venha meu amor. - esticou as mãos para seu 'servo'.

Will se aproximou e se ajoelhou, segurando a mão dela e tocando com os lábios.

Isso me deu nojo, mas ninguém precisa saber, certo? Era apenas mais uma encenação.

– Você. - ela disse apontando para Kath. - Sinto seu orgulho. Dê um passo a frente e mostre sua magia.

– Por que vou mostrar minha magia? Não acredita que sou poderosa? - ela desafiou - A dúvida é um mal.

– Realmente garota, mas se não mostrar, seu querido protetor irá morrer.

Um jovem de cabelos negros agarrou Will, fazendo com que o capuz caísse. E segurou uma faca contra seu pescoço.

– Acha que não senti a ligação entre vocês? Ou que não o reconheci? Ele habitou este castelo por quase um ano. Sempre quis saber o motivo de sua sobrevivência, ele não deveria aguentar um mês sem sol.

Ele me contou porquê sobreviveu. Minha mãe, a verdadeira mãe, o ajudou, ficava todos os dias lhe dando forças para mais um dia. Hécate jamais conseguirá ser minha mãe, não depois de tantas mentiras que me contou.

Não sei como, mas no segundo seguinte o salão estava o completo caos. Kath fez um buraco se abrir no centro, e trepadeiras surgiram atacando a vários.

Vários soldados da feiticeira apareceram. Derek estava certo, a grande maioria está cuidando da segurança da 'Lady'.

Willian conseguiu se libertar do aperto do outro garoto, e saiu correndo, tirando a capa. Pegou o arco e flecha e começou a atirar em todos os guardas que estavam nos balcões do alto. Peguei minhas facas e comecei a batalhar contra alguns que estavam próximos a mim.

'Não se mostre até que eu diga que é a hora.', esse foi outro aviso que recebi. A filha de Ártemis não poderia estar naquele lugar no dia da lua cheia, sendo que faltavam... Três dias quando entramos.

'Dois dias agora', ele me respondeu.

Will sentia quando o por do sol acontecia, e quando o mesmo nascia. Não conseguia captar tudo que acontecia ao meu redor, a trepadeira criada por Kath era uma nova espécie carnívora que devorava todos os soldados que pegava, isso fez com que vários debandassem.

O garoto que segurou Will, percebi ele mudando de forma, e ia na direção...

– WILL! - gritei.

Ele olhou na mesma direção que eu e compreendeu. O servo negro estava se transformando em Theo, e ia na direção de Katherine.

Eu não saia o que ia acontecer. A batalha parecia ocorrer rápida demais, e ao mesmo tempo, lenta. Eu não participava de uma luta assim desde... A guerra contra Cronos, há sete anos.

***

Senti uma dor me cortar ao meio, me fez perder o fôlego. Teria morrido, se uma lança não tivesse se cravado no soldado no momento em que ele deu o golpe. Levantei os olhos e vi Juan assentir para mim, e voltou a lutar.

Will tinha caído de joelhos mas já se levantava, com a mão sobre o estomago. 'Theo' se contorcia no chão, voltando a forma de corvo.

Continuei a lutar, e vi na minha mente que havia acontecido, do ponto de vista do Willian.

(autora: consequência da sua ligação ter um 'profeta' protetor.)

Ele ia atacar Kath, na altura do ventre, uma área fatal tanto para ela quanto para o bebê. Ela não sabia quem era na verdade, para ela, era ele. Eu sabia disso, tanto que ela baixou a guarda e abriu a boca para falar algo. Ele pegou a faca e estava prestes a dar o último golpe quando a empurrei. Fazendo com que o golpe me atingisse próximo ao estomago. Tirei a faca de sua mão antes que desabasse por conta da dor e de um golpe final, para que quaisquer ligações da feiticeira com este local morressem.

(autora: fim do que aconteceu)

Fui empurrada contra o chão. Will por cima de mim, ele me beijou.

– Faça agora. A lua nasceu. - ele disse com um sussurro, fechando os olhos.

Não havia mais o que falar. Levantei, ajudando-o em seguida. Iraia nos viu e seus olhos se arregalaram, deixei o feitiço se desfazer. E ela me viu, como eu realmente era, minha aparência disfarçada. Cabelos castanhos e olhos azuis como a noite.

– A cria de Hécate.

– Não sou filha de Hécate. - discordei. - Sou primeira e única filha de Ártemis.

– A filha da lua virgem não existe. - ela contradisse - É impossível.

– Explique isso para minha mãe.

Γεννημένος για την πανσέληνο, η κόρη φεγγάρια, που δημιουργήθηκε από το όμορφο φεγγάρι και αγαπήθηκε από αυτό. Είμαι μια πανσέληνο.Είμαι που προστατεύονται από τον ήλιο της ημέρας, και να έχουν την ευλογία των εκλείψεων. Θα διεκδικήσει τη θέση μου ως μάγισσα, γιατί αυτή είναι η ζωή μου.

(Nascida na lua cheia, filha das luas, criada pela bela lua e amada pela mesma. Eu sou a lua cheia. Sou protegida pelo sol do dia, e tenho a benção dos eclipses. Reivindico minha posição como feiticeira, pois esta é a minha vida.)

Recitei o feitiço. Nunca soube que este feitiço existia, mas sabia que seria um dos poucos que funcionaria comigo. Senti o poder correndo em minhas veias, algo que jamais havia sentido antes.

Μαζί ο ήλιος που με προστατεύει, εκλείψεις και το φεγγάρι να έρθει είμαι. Και είμαι το εκτοπισμοί στο σκοτάδι από την οποία προήλθε.

(Junto o sol que me protege, os eclipses que virão e a lua que sou. E estou banindo-a para a escuridão de onde veio.)

Senti Will tocar meus ombros e deixei que o poder saísse de mim. Ele envolveu a feiticeira e a trancou na luz, fazendo explodir logo em seguida.

– De volta para a escuridão. - conclui.

POV: Will

O salão começou a ruir, as pedras começaram a cair violentamente no piso. Peguei Lily pela mão e a puxei. Eu não conseguia me concentrar no que estava acontecendo. Outra pessoa segurou minha mão e nós saímos de lá por um portal imediato qeu levava de volta para o saguão.

– Aqui é seguro. Não tinha ira nesta parte. - falei sentando no chão e escorando a cabeça na parede.

– Obrigada por nos salvar, Will. - Kath beijou minha cabeça.

Vi Vitória, Ann e Noa chegando com alguns arranhões. Derek e Maya chegaram depois carregando Theo entre eles, que parecia morto, estava extremamente pálido. Kath correu para ele, segurando seu rosto entre as mãos e começou a beijá-lo. O que me fez sorrir um pouco. Apenas um pouco.

Ele olhou na minha direção, já havia soltado Derek e Maya, seus olhos estavam surpresos.

'Sem um arranhão.' formei as palavras com lábios sem emitir um único som.

Lily segurou minha mão. E começou a cantarolar uma música em espanhol, que eu conhecia muito bem. A mesma canção de ninar que quase todas as famílias espanholas conheciam. A música que cantei para ela quando ela teve pesadelos.

– A la nanita nana nanita ella, nanita ella. Mi niña tiene sueño, bendito sea, bendito sea... - encostei a cabeça em seu ombro e ela parou de cantar por um momento. - Está com sono?

– Muito. - suspirei.

Respirar cansava, tudo cansava, até o mínimo movimento. Eu queria apenas fechar os olhos e ir embora, sumir. Eu não aguentava mais, tudo que tinha acontecido nos últimos anos...

– Então durma. Eu canto para você. - ela começou a fazer carinho circulares com o polegar na minha mão. - A la nanita nana nanita ella, nanita ella. Mi niña tiene sueño, bendito sea, bendito sea. A la nanita nana nanita ella, nanita ella. Mi niña tiene sueño, bendito sea, bendito sea. Fuentecita que corre, clara y sonora. Ruiseñor que en la selva, cantando y llora. Calla mientras la cuna se balancea. A la nanita nana nanita ella.

Fui deixando minha mente ir, conforme o ritmo calmo da música. A voz dela estava extremamente baixa, mas eu sabia que se ela cantasse mais alto, sua voz falharia. Eu também sabia que ela estava chorando, e não queria que ninguém visse.

"É uma dança que ninguém precisou nos ensinar. Dança que conheço desde o primeiro momento em que vi meu reflexo nela. Sempre nos conduzimos corretamente, como amigos ou amantes proibidos, éramos a vida um do outro. A nossa dança, apenas nós conhecíamos os movimentos. Eu suspeitei, mas nunca acreditei, que em algum momento. Esta dança chegaria ao fim."*

***

Fim!

(ainda tem o epílogo)



Notas finais do capítulo

*Essa citação eu adaptei de uma tirinha (https://fbcdn-sphotos-b-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/1469912_544900665598903_55210897_n.png) que foi baseada:
1º: The Replacements - O terceiro episódio de AHS Coven, eu tive como base uma fala da Fiona e a adaptei para Heronstairs.
2º: A fala da Isabelle Lightwood em Cidade de Vidro: [...] - É como uma dança, esse negócio de ser parceiro, só que com matança. [...]

Então... Eu adaptei, espero que tenham gostado.



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "A Filha De Ártemis" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.