A Filha De Ártemis escrita por Carol C


Capítulo 27
Acabou - p.1





Demorei! Mas estou aqui com a primeira parte do primeiro capítulo! Até meia-noite eu posto a próxima! Vocês vão ter muitas emoções nesse cap! Eu realmente espero que gostem!

Por favor gente, podem ter pelo menos três comentários? Que hoje é o último capítulo, amanhã o epílogo e depois já posto o prólogo da segunda temporada que está pronto. E sexta é o primeiro cap. Aí só em janeiro. Por favor! Comentem! Essa parte em itálico do início acontece em algum momento do cap com alguém. Eu não especifiquei porque não quero que mostre quem é e quando é, deixar vocês curiosos.

Uma garota andava entre as árvores do bosque, as sombras das árvores a protegiam.

A água se agitou, o vento sobrou, criando uma música ao passar pelas folhas. A jovem fechou os olhos, aproveitando o som da natureza e a paz que lhe era transmitida. Por isso não percebeu a presença de outro próximo a ela.

A mão dele tocou seu ombro com delicadeza, ela se virou assustada, relaxando ao ver olhos conhecidos.

O jovem analisou a pele pálida da menina, seus traços e seus olhos azuis, que se assemelhavam ao céu noturno. Ele levou a mão para sei rosto, acariciando sua face. Ela fechou os olhos apreciando o carinho, sentiu lábios tocando os seus em um beijo suave, colocou a mão no rosto do jovem, se aproximando para intensificar.

Ele colocou as mãos na cintura dela, puxando-a para si. A reação da garota foi imediata, enrolou seus dedos nos fios longos de seu cabelo.

Os beijos se tornaram mais intensos, perderam a noção do tempo, o sentimento conduzia suas ações. Não pensavam.

Dormiram abraçados com sorrisos nos lábios.

***

POV: Viih

– Vocês estavam se beijando! - o carinha loiro falou com Lily mais uma vez, mas eu via que ele tentava esconder um sorriso.

Todos já sabiam do que havia acontecido na cozinha, e isso não era mistério para ninguém. Agora a briga estava na Lily tentando culpar o garoto pelo beijo, como se ela não tivesse correspondido até ambos perderem o ar e a Lena aplaudir.

– Ele me beijou! Eu não queria! Eu te amo! - ela disse mais uma vez.

Depois do beijo (e das palmas) Willy, Anne que deu esse apelido para ele não impliquem comigo, recebeu um tapa da Lily e ficou escorado na parede enquanto a briga se desenrolava. Ele estava com o olhar distante, e chateado. Ann tentou chamar a atenção dele várias vezes, por fim, desistiu.

– Lilian! Pare de repetir! Você também o beijou!

– Eu não... - ela começou.

– Pare Will. - Willy falou levantando os olhos. - Brigar com a Lily é igual debater com uma parede, não cede com palavras, apenas uma bomba ia acabar com isso.

– Mas... Você não vai contar para ela, Will?

– Finalmente! - exclamei, fazendo com que todos me encarassem. - Façam o favor de contar logo o plano que vocês tiveram para essa anta! Temos apenas mais cinco dias até a lua cheia! E se passar disso, iremos morrer.

Derek riu, ele também sabia do plano, assim como a Ann. Acho que a Lena também sabia, Theo e Kath desconfiavam. Tia Lag, óbvio que sabia, o filho é dela!

– O que!? Que plano? - Lily perguntou. - E por que os dois se chamaram de Will?

O Will moreno se aproximou dela e sussurrou uma palavra que fez ela arregalar os olhos.

Como uma palavra pode ter tanto efeito? Um xingamento, eu sei, mas... Não foi um xingamento. Isso eu tenho certeza.

– Por que você não falou!? - ela gritou - Você podia ter morrido! Por que não me falou?

– Você não notou? - ele arqueou as sobrancelhas. - Eu te reconheci no momento em que você entrou no aeroporto. - completou chateado.

– Eu não tinha a obrigação de te reconhecer! - protestou.

– Tinha sim. - ele deu mais um passo, fazendo com que Lily tivesse de levantar a cabeça para encará-lo. Ele murmurou uma frase (como eu gostaria de ouvir) que fez a armadura orgulhosa de Lily rachar.

– Quer saber? - ela perguntou - Eu te odeio.

Ele não vacilou, aparentemente. Mas sabia que ele estava destruído por dentro. Will sorriu sem mostrar qualquer emoção nesse simples ato, virou as costas e saiu do cômodo. Juan, ou Will loiro como preferirem, se aproximou dela abrindo a boca para dizer algo. Lilian levantou a mão impedindo ele de falar.

– Não tente falar nada, também me enganou e mentiu. Vá embora.

– Tanto faz. - ele deu de ombros. - Só queria te dizer que meu nome é Juan William. - e saiu também.

Eles eram muito espertos, aproveitar o fato de ter o mesmo nome e serem parecidos para confundir todo mundo, mesmo esta não sendo a principal intenção. De qualquer modo, eles não mentiram em nenhum momento.

– Eu também me retiro. - Kath falou, seguindo os dois.

– Os incomodados ou preocupados que se retirem. - Theo comentou saindo.

Derek deu um passo em direção a porta e instintivamente segurei sua mão. Ele me encarou com seus olhos negros.

– Eles precisão de alguém para ajudar no portal. - ele beijou minha bochecha e se foi.

Senti um peso extra na minha mão e quando olhei para baixo, um colar com um medalhão. Sorri.

– Por que ele foi fazer um portal? - perguntei, me virando.

– A feiticeira está mais poderosa, e no último ano ela colocou um feitiço acelerador de tempo no salão. Ela nos prendeu lá para ver o efeito sobre nós. - Maia respondeu. - Então, quanto mais cedo irmos melhor.

– E vamos nos dividir em dois grupos?

– Sim, mas todos vamos nos encontrar na entrada.

Ouvi um barulho como se fosse uma explosão e corri para ver o que era. Encontrei Laguna apoiada no beiral da janela com o semblante triste.

– Eles foram embora. - ela disse sem desviar o olhar. - E eu pude falar com ele. - uma lágrima escorreu por seu rosto.

– O que? - questionei curiosa.

– Que eu o amo. - ela olhou para mim. - Pude lhe dizer uma última vez que o amava.

POV: Kath

Definitivamente, entrar em um portal enjoada não é uma boa escolha.

Assim que acabamos a viagem eu caí de joelhos e vomitei, não foi nada agradável. Will passou a mão nas minhas costas me confortando e esperando que acabasse, quando parou respirei fundo, ele me ajudou a levantar e começamos a andar.

Sentia o olhar dos outros sobre mim, eu era a única menina do grupo, não que isso fosse problema, estava muito acostumada a isso. Só por causa de Derek eu podia estar desconfortável, tirando ele, estava em família, por mais que ignorasse o Juan, ele era parte da família.

– Distante... Distante... O fim está distante e próximo... - Will murmurava enquanto andávamos, apenas eu parecia ouvir. Ele estava andando com o braço na minha cintura, hábito antigo. Virei o rosto para ver se entendia o porquê dele estar falando isso, e vi que seus olhos estavam coloridos. Iguais aos de algumas filhas de Afrodite.

Franzi as sobrancelhas, mas não falei nada. Ele apertou minha cintura por um momento e soltou, me fazendo olhar de novo para ele, seus olhos tinham voltado a cor normal, castanho.

– Pode me explicar por quê você deu uma de Rachel? - perguntei baixo para os outros não ouvirem.

– Nada demais. Protetores tem sua própria fonte de profecia, só que existem poucos que conseguem ouvi-la.

– E você é um desses poucos. - ele assentiu.

'Na verdade, ele é o único que consegue me transportar. Por isso estou com ele.' uma voz falou na minha cabeça. 'Se eu não encontrasse alguém para me receber, eu não poderia ajudá-los com tanta frequência.'

Muito bem, estou falando com um ser espiritual na minha cabeça, e isso é completamente normal.

'Seu sarcasmo é adorável'

– Quem que fez esse plano de nos dividirmos? - perguntei tentando esquecer a voz.

Uma imagem veio na minha cabeça nessa hora, como se fosse um flashback.

Theo e uma mulher muito parecida com a Clair, ela irradiava poder, então acho que era sua mãe. A cena era de anos atrás, se não me engano, na época que fomos para o acampamento a primeira vez.

– Só não quero que você a machuque, ou faça qualquer coisa que a prejudique. - ela dizia.

– Senão... - Theo começou, sempre questionando as coisas.

– Você vai vir para cá. - não a imagem de qual lugar que ela lhe mostrou, mas ele ficou apavorado, vi isso em seus olhos.

– Eu juro, pela minha vida, que não vou fazer nada que a machuque.

– Pelo Estige? - ela perguntou arqueando uma sobrancelha

– Pelo Estige eu juro. - ele disse depois de hesitar por alguns segundos.

A cena foi substituída por outra, mais recente. Dessa vez Theo e Clair estavam de frente um para o outro.

– Eu já te disse que eu não gosto de você! E estou bem sem você. - ele protestava.

– Já entendi isso, só quero um último beijo. - ela sorriu inocente e falsamente.

– Nós terminamos faz dois anos! Por que só agora? Eu não vou dar coisa nenhuma! - ele cruzou os braços irritado.

– Se você não der vai partir meu coração, me machucar. - ela explicou - Você jurou pelo Estige, não lembra? - assombro passou pelo resto dele. - Sei que não vai me beijar por causa da Kath, mas você me disse que preferia trair alguém a fazer este mesmo alguém ficar se culpando pela sua morte. - ela cochichou, mas pude ouvir. - Então, mudou de ideia? - questionou.

Então ele a beijou.

Pisquei repetidas vezes, será que aquilo era verdade? Foi por causa dessa... Traição que eu e o Theo ficamos afastados. Nesse dia eu queria lhe contar uma coisa muito importante, mas desisti.

'O passado já foi escrito, o futuro é o único inserto.' a voz falou novamente. 'Precisava te mostrar a verdade.' e sumiu.

Will estava cantarolando alguma outra música baixinho, mas pelo olhar dele, ele sabia o que tinha acontecido. O que eu tinha visto.

– E foi esse o motivo que nos levou a dividir. - Derek terminou.

– Entendo.

– Então todos vamos nos encontrar na frente do castelo depois de amanhã.

– Por que não amanhã?

– Willian falou que ia explicar alguns detalhes para o outro grupo amanhã.

Will concordou alegando que teríamos de descansar e nos preparar psicologicamente, e percebi, em seus olhos, que era muito mais do que uma simples conversa.

Algumas horas depois, paramos para arrumar as barracas e descansar, eu não fazia ideia do quanto estava com fome até ver Will e Juan trazendo caça.

– Quando vocês aprenderam a caçar? - perguntei pegando um pedaço da ave que eles abateram.

– Não é muito mais difícil do que acertar em uma alvo. - ele sorriu levemente.

– Eu só peguei os peixes porque sou uma negação em arco e flecha. - Juan comentou.

Os garotos foram dormir não muito tempo depois. Isso é o mistério, como eles conseguem dormir tanto. O único que ficou comigo foi o Will, ele ficou um bom tempo fitando a fogueira, até eu me sentir incomodada com o silêncio.

– Então... Você vai me contar o que aconteceu com você nesses anos? - perguntei tentando chamar sua atenção.

– Os últimos três anos fiquei no acampamento protetor fazendo quase absolutamente nada.

– E o primeiro ano? - seus olhos estavam repletos de dor quando me encararam.

– Por favor não vamos falar sobre isso. - um sorriso iluminou seu rosto segundos depois. - Que nome você daria se você tivesse uma filha?

Comecei a rir.

– Voltando a brincadeira dos nomes? - ele concordou gargalhando, ele continuava o mesmo de anos atrás, sempre que queria mudar de assunto, perguntava isso. Pelo menos, comigo. - Você sabe que eu nunca pensei em ter uma menina, sempre tive mais ideias para nomes masculinos.

– Você não mudou nada? - ele arqueou as sobrancelhas. - Achei que pelo menos tivesse alguma ideia.

– Ok... Deixe-me pensar. - comecei a acariciar meu queixo, fazendo com que ele risse ainda mais. - Já sei! Willa! - isso fez sua cara fechar quase que instantaneamente.

– Isso é piada velha. Não mudo minha opinião sobre você deixar o pai escolher o nome da princesa. Pelo menos ele tem bom gosto.

– Ei! Não ofenda a lady das rosas selvagens de tal maneira, seu simples plebeu. - Empinei o nariz.

– Desculpe, falsa milady. - ele sorriu abertamente, aquele sorriso que faz você se apaixonar. - Estou me sentindo com treze anos de novo, é uma sensação tão boa.

– Então, vamos continuar. Se você tivesse uma filha, qual seria o nome dela?

– Diana. - ele respondeu sem hesitar, deitando no chão. - Eu não vou mudar minha escolha.

– Eu sabia que você ia responder isso. - dei de ombros. - E se fosse menino?

– Não sei. Eu sempre pensei em deixar a mãe escolher se fosse um garoto. - ele levantou os olhos para o céu. - Mas acho que talvez... Alexandre. É uma opção.

– Por que Alexandre?

– É o nome do meu avô. - ele disse. - Se você tiver um menino, qual seria o nome?

– Trevor. O primeiro seria Trevor, com certeza. - Will revirou os olhos.

– Em homenagem ao pai, imagino eu.

– Com certeza. - meu sorriso aumentou. - Amanhã nós vamos lutar, certo?

– Começar o plano, sim. E você vai ser minha participante especial. - essa resposta me fez franzir as sobrancelhas.

– Como?

Ele se sentou ao meu lado, passou o braço pelos me ombros, puxando-me para perto de si. E começou a contar o plano. A chance de dar errado era pequena. Muito pequena. Eu queria saber como ele tinha essas ideias.

– Nenhum deles sabe. - ele confessou no final. - E eu preciso que você não fale nada.

Assenti, encostei a cabeça em seu peito e fechei os olhos, ele começou a cantarolar para mim, não demorou muito para eu dormir.

– Bom dia, flor do dia. - essa voz me fez abrir os olhos, encontrei Theo me encarando de ponta cabeça. - Está na hora do café da manhã. - ele se abaixou para beijar minha testa e levantei a cabeça, fazendo com que nossos lábios se encostassem.

– Já entendemos que se amam, agora podem vir comer? - Juan perguntou com o olhar preso no chão.

Sentei e aceitei a ajuda de Theo para levantar. Ele estava com os cantos dos lábios levantados e os olhos brilhando, uma pergunta estava implícita nesse brilho e assenti minimanete para que ele soubesse a resposta. Ele me abraçou, sussurrando 'Eu te amo' no meu ouvido.

– Podem vir, por favor? - Juan perguntou mais uma vez.

Nos sentamos próximo a ele. E comemos as frutas que ele deu, e tomamos o suco.

– De onde vocês tiraram tudo isso?

– Pergunte para o Will quando ele voltar. Já estava tudo pronto quando acordamos. - Theo deu de ombros.

– E ele não estava? - Derek negou vagamente, ele não estava prestando muita atenção na conversa, estava olhando fixamente para uma pulseira de couro que estava entre seus dedos.

O fato de eu estar observando pareceu atrair a atenção de Juan para o objeto, e seu pescoço ficou avermelhado, como se estivesse nervoso.

– Eu já te disse para ligar pra ela! - ele exclamou irritado.

– Mas eu posso...

– Nem termine de falar! - interrompeu - Se você a tem agora aproveite! Ligue para ela todos os momentos antes que você a perca! - ele se levantou e saiu com passos pesados.

– O que foi isso? - cochichei para Theo.

– Ele perdeu a namorada ano passado, rosa. - ele respondeu. - Sim, conseguimos ter uma conversa normal enquanto você dormia.

– Como assim perdeu a namorada?

– Ela faleceu em um acidente de carro, e depois perdeu a mãe. Ele ainda não superou, ele estava com a tia Laguna desde então.

– Que triste. Talvez ele ache alguém.

– Ninguém sabe o próprio futuro.

Uma pergunta rondou minha mente. Will fingiu ser Juan, Juan viu os monstros, a crizira, ele era semideus também? Fiz essa pergunta para Theo.

– Sim, filho de Zéfiro.

O dia passou rápido, e Will não voltou, pelo menos, na hora que eu dormi, ele ainda não havia chego. E dormi relativamente cedo, de qualquer modo, nenhuma reunião levava mais de doze horas.

– Eu não vou deixar ela ir! - uma discussão me acordou. - Leve ela de volta pra casa da sua mãe! Mas ela não vai entrar naquele castelo! - reconheci a voz de Theo.

– Calma, cara! Até a Annie vai entrar! Por que ela não pode? Todos arriscam vidas. Todos os dias! Por quê sua namorada tem que ser exceção? - ouvi Juan perguntar.

– Eu tenho meus motivos!

– Se for dizer que o motivo é que você a ama, pode esquecer. Não vai ser exceção.

– Fiquem calmos os dois. - Will falou, abri os olhos minimamente e ele me viu e fez um sinal para que eu esperasse. - Vá indo com o Derek, nos encontramos lá. - ouvi passos se afastando, que mascararam os sussurros que se seguiram, só ouvi a última frase. - Vou deixar você conversar com ela. Pergunte o que ela pensa sobre isso.

Sentei, já desperta, e vi Will correndo. Ele provavelmente voltaria depois. Theo estava com o olhar triste.

– Por que eu não posso ir?

– Eu não quero que você se arrisque, flor. - ele sussurrou.

– E eu digo o mesmo para você, trevo. - levantei e andei em sua direção. - Não pode decidir por mim.

– Eu não quero que você vá. E você não vai. - frisou.

– O que faz você pensar que eu vou te obedecer? - arqueei as sobrancelhas. - Você não é meu pai! Eu decido o que faço e como faço! Somos semideuses! E estamos entre os sortudos que alcançaram essa media de vida! Eu posso me arriscar sim!

– Não! Você não pode se arriscar! - ele gritou.

– E posso saber o motivo!? - retruquei no mesmo tom.

– Pensa que eu não sei que está grávida?

ACABOU!!! A primeira parte. Por favor! Comentem! Senão eu demoro para postar o segundo cap da 2ª temporada! Eu quero postar tudo até o primeiro antes de viajar! Então, por favor, colaboração. Quero três comentários em cada capítulo quando voltar!





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