A Filha De Ártemis escrita por Carol C


Capítulo 16
Pesadelos





Aviso!

Os caps sempre são divididos.

Esse não vai ser diferente.

Porém, o estilo de divisão é diferente.

O cap se chama 'Pesadelos, Discussões e Realidade'

a divisão vai ser:

- Pesadelos (p.1)

- Discussões (p.2)

- Realidade (p.3)

Tudo bem?

Boa leitura!

POV: Lily

Filha de Hécate?! E Ártemis!? Senti todos olharem para mim como se eu fosse uma aberração. Me senti um pouco tonta e senti uma mão no meu ombro.

- Vou levar ela para o chalé, tudo bem Quíron? - falou a pessoa

- Leve-a! Ela está em choque. - Quíron falou preocupado

Deixei minha cabeça tombar no ombro da pessoa, e fechei os olhos.

Senti meus pés saírem do chão, e senti o leve balanço, confirmando que alguém me carregava. A pessoa me deitou em algo macio, e deixei minha cabeça cair no encosto.

- Abra os olhos. - ela pediu fazendo carinho em minha cabeça

Fiz o que ela pediu, e deparei-me com os olhos que faziam meu coração quadruplicar a velocidade.

- Oi Will... - falei engolindo o choro e sentando-me - O que aconteceu?

- Você entrou em choque. Mas pelo visto melhorou.

Abri a boca para falar algo, só que na mesma hora ele gemeu de dor, e senti um puxão na barriga. Logo senti meu corpo cair no chão frio. E ouvi vozes fortes ecoando pelo aposento.

- Isso não pode estar acontecendo! E seu juramento?!

- E como é que ele não é um meio sangue!?

- Como que ela pode ser de duas!?

- Por que só disseram hoje!?

- Mas...

- CHEGA! - uma voz gritou e as outras sumiram - Levantem-se semideuses.

Levantei, seguida de Will, que ficou ao meu lado. Os doze grandes deuses estavam na nossa frente, junto de outros deuses menores, como Hécate, Zéfiro, Íris, que eram os únicos que estavam lá. Calipso e Circe também estavam lá, mas não sei o motivo.

Como sei que eram elas? Não sei, supus pela descrição que havia ouvido das histórias de Percy e Annabeth.

- Pode se explicar Ártemis. - Zeus falou - Por que quebrou o juramento?

- Tecnicamente, não quebrei o juramento. - Ár... Minha mãe disse.

- Exato. - Hé... Minha mãe disse. (autora: decida-se, quem é sua mãe?) (Ly: fica quieta por favor!) (autora: mas...) (Ly: quieta!) - Biologicamente falando, ela é minha filha.

- Eu me apaixonei pelo pai dela, anos antes de Hécate conhecê-lo, e ele era um homem bom. Eu o abençoei. A primeira filha dele nasceria na lua cheia, seria considerada minha filha. Com poderes, aparência e personalidade parecida. Mas não imaginaria que a primeira filha dele seria com uma deusa! Ainda mais ela! - disse apontando para Hécate, que complementou

- Nossas magia conflitaram! Por isso Lilian muda de aparência. Ela é filha de duas deusas da noite!

- Quem sabia sobre essa aberração?! - Zeus gritou, aquilo foi uma facada no meu peito, minhas mães se levantaram, mas quem respondeu foi o Will.

- ABERRAÇÃO!? Ela não é! Ela é uma garota inda e maravilhosa que sofreu um monte por ser diferente! Sofreu por mudar de aparência! E você ainda vem falar isso!? Agora entendo porque falam que preferem Hades a Zeus! Depois disso eu também prefiro!

- Ei! - reclamou Hades que estava no fundo da sala em tamanho humano.

- Não estou falando que você é o pior, sempre preferi você a Zeus. Sua história é muito melhor.

Isso fez com que Zeus ficasse boquiaberto, e minhas mães sorriram com as palavras dele.

- Quem sabia sobre a garota? - perguntou ele mais calmo

- Calipso, Circe, Zéfiro e Íris. Apenas eles. - Hécate falou

- Depois conversarei com eles. - ele se virou para Ártemis - Seu irmão não sabia, filha?

- Não senhor. - Ártemis falou fria

- Por que está com esse humor?

- Você chamou minha filha, sua neta de aberração. Como eu reagiria?

- Mas...

- Chega de 'mas' Zeus! - ele se ajeitou e mudou de assunto.

- E sobre o garoto? O que ele faz no acampamento meio sangue?

- Eu permiti. - Hécate disse - Ele tinha que estar lá para ser seguro reconhecê-la.

- E por que ele tem sangue de dois deuses?

- Eu me apaixonei pela mãe dele quando ela ainda estava no ensino médio. - Zéfiro falou - Mas eu não queria deixa-la com dificuldades, então apenas virei amigo dela.

- Eu a conheci quando ela tinha vinte anos. Achei que era uma boa idade, mas ela falou poucas e boas para mim. - Apolo falou

- E eu a encontrei, mas ainda continuo amigo dela. Mas ela não queria que Apolo fosse o pai da criança, então colocou um nome falso, que ela me chamava quando saíamos, na certidão do garoto. - Zeus assentiu e logo tomou a palavra novamente

- Hécate, você não me convenceu com o fato de tê-lo deixado entrar. Ele não podia entrar lá com menos de dezessete anos!

- Essas regras devem ser mudadas!

- Por que? Só para beneficiar essa criatura que você chama de filha?!

Nessa hora um brilho ofuscante iluminou a sala inteira, cegando-me por alguns segundos, e os outros também.

- Não fale assim dela. - Will falou num tom baixo indo para a minha frente.

- Cuidado com o que faz rapaz... - Zeus disse fuzilando-o com o olhar

- A festa acabou! Os dois tem que ir! - Apolo disse.

- Não acabou ainda não! - Zeus contradisse

- Acabou! - senti novamente o puxão, e caí no sofá do chalé.

Will estava caído no chão de olhos fechados, levantou lentamente e ajoelhou ao meu lado.

- Está tudo bem?

- Sim. - ele me examinou cuidadosamente - Certo. Não estou bem. Todos me acham...

- Estão preocupados porquê você é poderosa.

- Mas não fui eu que fiz aquela luz! - reclamei, fazendo com que ele abaixasse a cabeça - Desculpa por ter gritado.

- Tudo bem.

- Fica comigo hoje? Só por hoje?

- Claro! - ele se levantou, me sentei para que ele sentasse atrás de mim. Ele me colocou entre suas pernas e me abraçou, puxando-me para que deitasse em seu peito.

- Por que isso só acontece comigo?

- Você é especial. E muitas pessoas acham que isso é ruim. Mas é bom.

Fiz carinho em sua mão, indo para seu braço, mas parei quando senti algo diferente em seu pulso.

- O que é isso? - perguntei levantando o braço dele.

Um sol e uma lira. Por que estava lá? Marcado na pele?

- Ah. Isso... Fui reconhecido assim, achei estranho.

- E é filho de...

- Apolo.

Observei a marca por mais alguns instantes. Nunca ninguém havia sido reconhecido daquela maneira.

Pelo menos. Não no acampamento meio sangue.

- Mas porquê assim?

- Não sei. Vai saber, ele poderia querer mostrar de um modo diferente. - falou dando de ombros

- Talvez.

Ficamos em silêncio por alguns minutos, fechei os olhos. Só que o sono não veio.

- Will... Não consigo dormir.

Ele começou a cantarolar uma música de ninar, e conforme ele fazia isso eu acabei pegando no sono. E sonhei.

No sonho, estava em um lugar escuro. Um corredor escuro, iluminado apenas por tochas. Ouvi uma risada maligna vindo de algum lugar acima de mim. E comecei a andar. Ouvi uma porta sendo aberta.

- Com o menino desse jeito ele não dura nem mais duas semanas. - falou um guarda que passava por ali, o segui.

Ele foi até uma porta e abriu-a, dando lugar a um espaço amplo. Arregalei os olhos.

- Parem! Já é o suficiente por hoje! - eles falaram com dois seres grandes que estavam lá - Levem-no à cela!

As criaturas passaram por mim carregando alguma coisa nos braços, mas pela conversa, soube que era um garoto. Tentei vê-lo, mas um som insuportável desviou minha atenção.

Olhei para dentro do aposento novamente. Havia uma bola, um cristal vermelho lá. Em cima de um pedestal, como se fosse algo muito importante, o que devia ser. Aproximei-me do objeto, senti ele pulsando, como se tivesse vida própria, mas logo percebi que ele devia estar ligado a algo vivo.

Algo que chamou minha atenção, era que ele parecia estar ficando mais vermelho. O que me fez olhar para os lados a procura de algo.

Foi nessa hora que vi as marcas no chão.

Me agachei para observa-las melhor, e percebi que era sangue. Como não era em excesso presumi que eles bateram no garoto até ele sangrar, pelo fato das criaturas não estarem carregando arma alguma.

Ouvi novamente o som, só que dessa vez ele não parou, porém ficou mais forte. Fazendo com que eu tivesse que colocar as mãos nos ouvidos para abafa-lo. Saí correndo da sala. e suspirei de alivio quando me afastei o suficiente para não ouvir o som.

Olhei para os lados, em busca de algo que me levasse até o garoto. Para, ao menos, tentar ajuda-lo. Ouvi passos vindo por de trás da parede.

- Vamos! Seus brutamontes! São apenas dois lances de escada até o calabouço! Por que reclamam tanto na volta!? - disse o mesmo guarda que eu havia encontrado antes.

Como estava em um sonho, imaginei que poderia atravessar a parede, e consegui.

Haviam degraus e mais degraus, para cima e para baixo. Fui para baixo, com cuidado para não cair.

Logo cheguei em um beco sem saída, em que havia apenas uma parede. Tentei atravessa-la, mas não consegui.

Procurei por algo que abrisse aquela coisa. E encontrei uma das pedras, havia um símbolo, empurrei-a. E a parede escorregou, liberando um caminho escuro. Com apenas algumas tochas iluminando-o. Assim que pisei no corredor, todas as tochas se acenderam.

Olhei para os lados, procurando alguma ameaça. Como não vi nenhuma, segui em frente.

Depois de vários minutos caminhando, e descendo mais escadas, ouvi uma respiração fraca. Corri para onde o local de onde vinha o barulho. E parei em frente a cela. Passei milha mão pelas grades, vendo se poderia transpassa-la.

O que mais me incomodava, é que pareciam locais específicos tinham algo que não me deixavam passar. Como se tivessem um feitiço para eu descobrir cada coisa.

Passei pela grade. Procurei pelo rapaz. E o vi encolhido no canto. Uma imagem de dar dó. Andei até lá.

O cabelo loiro estava bagunçado e sem brilho. Ele tinha marcas roxas nos braços alvos e magros, ele soltou um gemido, se encolheu ainda mais, abraçando as pernas e colocando a cabeça no meio delas.

Me aproximei, vendo que ele estava muito machucado, mas parei, quando ouvi os soluços. Ele estava chorando, fiquei de joelhos ao seu lado.

- Vai ficar tudo bem. - falei

Ele virou de costas, e ficou em silêncio. Foi quando vi o pulso dele.

Um sol com uma lira no centro.

Acordei sobressaltada. E comecei a chorar.

- O que aconteceu? - Will perguntou com a voz rouca de sono. - Está chorando? - perguntou me abraçando

Virei e enfiei o rosto em seu peito, agarrando sua camisa, ele passou as mãos pelas minhas costas.

- O que aconteceu? Pesadelo? - perguntou e assenti - Não precisa contar se não quiser.

- Promete que você vai ficar aqui? - perguntei com a voz embargada

- Vou tentar ao máximo. - respondeu

Apertei os olhos. Ele fez carinho na minha cabeça e começou a cantar.

- A la nanita nana nanita ella, nanita ella. Mi niña tiene sueño, bendito sea, bendito sea. A la nanita nana nanita ella, nanita ella. Mi niña tiene sueño, bendito sea, bendito sea. Fuentecita que corre, clara y sonora. Ruiseñor que en la selva, cantando y llora. Calla mientras la cuna se balancea. A la nanita nana nanita ella.

Não consegui ouvir o final, acabei caindo num sono, sem sonhos. Felizmente.

POV: Will

Ela devia ter sonhado algo muito ruim para ficar daquele jeito. E ela estava muito assustada, cantei uma cantiga de ninar que minha mãe cantava para minhas primas quando elas tinham pesadelo. Ela cantava para mim também, só que mudando a letra original.

Observei ela dormir, pouco depois encostei a cabeça e dormi.

Estava no Olimpo. De novo.

Hécate estava parada na minha frente ao lado de Ártemis.

- Espero que saiba o risco que estamos correndo por você! - Hécate disse estreitando os olhos

- Que risco!? - perguntei

- Você só deveria ter encontrado a Lilian com dezessete anos. Não agora! Estamos indo contra as regras fazendo os dois se encontrarem tão cedo.

Franzi as sobrancelhas.

- Por que?

- Você não é um meio sangue puro. É diferente. Igual os que estão onde você deveria estar!

- E onde que eu deveria estar?

- No terceiro acampamento de meio sangues!

- Calma prima. - Ártemis falou acalmando-a - Olha. Se você fizer algo errado, que não planejávamos, vocês serão separados. Nem que seja a força.

Enrijeci. Como é que ela pode falar isso!?

- Sinto em dizer. Mas é a verdade. - ela disse, e engoli em seco - Boa noite e preste atenção.

E se dissipou.

Mas, como estou com um azar de outro mundo (autora: já pediu sorte para o Theo?) (Will: para de me interromper, por favor) (autora: olha como fala comigo!), outro sonho começou.

Era um lugar amplo, não havia ninguém lá, e uma voz começou a falar.

- Olha... Que lindo... Está apaixonado? Não para de pensar nela? Acha que morreria se ela te esquecesse? Que fofo... - falava com ironia - Mas isso vai acontecer. Não se preocupe. Ela vai te esquecer, vai te trocar. E não irá trocar nem uma palavra com você! Ou falar sobre você!

- De quem está falando!? - gritei e minha voz ecoou

- Daquela meio sangue que você gosta. Lilian, não é? O amor entre os dois não é eterno. E pelo seu emocional ser o mais fácil de ser abalado, você vai morrer pouco a pouco. Com o esquecimento, a dor, a perda e... O mais importante. A troca!

Assim que ela falou veio a imagem na minha frente da Lily beijando outro garoto.

- ISSO NÃO VAI ACONTECER! - gritei

- Vai sim! Você só está negando porquê sabe que é verdade.

E o pesadelo acabou aí.

Acordei ofegante. Fechei os olhos e comecei a respirar mais devagar.

Isso não podia acontecer. Pensei abraçando a Lily, que ainda dormia tranquilamente em cima de mim.

O pior do sonho, é que ela tinha uma parcela de realidade.

Minha mãe sempre disse que meu lado emotivo poderia me matar. Sempre que acontecia algo triste, minha mãe ficava assim, eu? Ficava normal mente o triplo. Me afeto muito com as emoções, e isso é um perigo.

- Will? - Ly perguntou se mexendo um pouco

- Bom dia Ly. - falei beijando o topo de sua cabeça.

- Hoje é o grande dia. - ela disse levantando a cabeça.

- O que?

- Os deuses virão ao acampamento!

E... O pior dia da minha vida começa agora.

Depois de ter aquela conversa com a Ártemis, estou achando que os deuses querem mais me ver morto.

- É mesmo!

- Eu vou ver a minha mãe!! - ela disse com os olhos brilhando

- Vamos! - levantamos - Vou para o chalé! Depois venho aqui!

- Vamos conhecer este chalé! Nunca vim aqui! Esse é o de Hécate, não é?

- Sim. - falei

Começamos a andar. Era maior do que qualquer dos chalés.

O de Hécate tinha uma sala! Sala! E parecia ter um segundo andar.

Não.

Espera.

Ele tinha mesmo um segundo andar!

E cheio de livros!!! AMEI! Posso me mudar para cá!? (autora: não) (Will: ah!!! Por que!?) (autora: você está me magoando muito! Você disse que não quer que eu fale mais com você!) (Will: desculpa. Agora posso mudar?) (autora: desculpado. E NÃO! Não pode mudar!) (Will: por que!?) (autora: contra as regras do acampamento)

- Will.- Lily me chamou

- O que foi? - perguntei

- O que são essas chaves? - ela perguntou apontando para cima.

Tinham várias chaves penduradas no teto, e cada uma tinha uma cor diferente.

- É... Talvez cada filho de Hécate tenha uma. Chave é um dos símbolos dela.

- Eu tenho? - ela perguntou franzindo as sobrancelhas.

- Tem. Foi com ela que eu abri o chalé. Estava numa corrente no seu pulso ontem. - falei puxando-a até onde havia guardado-a - É essa. - falei apontando para a chave roxa com detalhes em prata e uma lua

- Que linda! - ela olhou em volta. - Será que eu tenho todos esses irmãos?

- Provavelmente.

- Sou a única aqui, por quê?

- Talvez porque eles estejam em outro lugar.

Ela abaixou a cabeça.

- Vamos subir?

- Que tal procurar o quarto?

Assenti. Andamos e achamos uma porta. Lá tinha uma placa escrita Lilian.

- Achamos! - falei - Podemos subir? - pedi sem conter a animação

- Vamos ver! - ela disse abrindo a porta

Enorme, isso que o quarto dela era. Um armário grande. Uma cama de solteiro com a cabeceira de mogno encostada na parede. Com quadros de fotografias antigas, uma escrivaninha, e um banheiro!

- Que grande! - ela disse entrando. Abriu o armário e viu todas as roupas dela lá, livros e o violão - Caramba! Amei!

Saímos, voltando para a sala. E percebemos que era o único quarto.

- Mas e se vier mais alguém? - perguntou, e a porta do quarto dela se transformou num longo corredor, cheio de portas.

- Respondeu sua pergunta?

- Sim. - ela entrou no quarto dela no corredor, era igual o outro! - Meus deuses! Esse chalé é incrível!

- É mesmo! Vamos subir? - ela assentiu

No segundo andar tinha uma salinha com duas poltronas, um abajur entre as duas e almofadas no chão. Um cantinho de leitura. E tinha prateleiras enormes cheias de livros!

- Vamos ver!

E ficamos lá, vendo. Tinham livros de tudo! Mas o principal era magia. (autora: não me diga) Magia estelar, magia básica, magia do amor, magia dos deuses, magia do amor (autora: Afrodite ia gostar desse), poções, etc.

- Olha esse! - Lilian falou pegando um grosso - Tem todos os feitiços, desde os simples até os mais complexos!

- Depois do café nós vamos para a campina testa-los. Ok?

- Tudo bem.

Saí de lá e fui em direção ao chalé de Apolo. Troquei de roupa rapidamente e saí de volta, indo para o pavilhão, sentando na mesa de Apolo.

- Levantem-se os deuses estão chegando.

Todos ficamos de pé. O sol brilhou mais forte e um mercedes conversível vermelho parou no gramado.

- BOM DIA PESSOAL! Quetal um poema? - falou o jovem loiro

- NÃO! - todos gritaram

- Bem vindo Senhor Apolo. - Quíron o cumprimentou, revirei os olhos

- Bom dia Quíron! Os outros já estão chegando!

Um vento soprou do oeste, e apareceu um jovem com uma moto.

- Bom dia jovens!

- Olá senhor Zéfiro! Chegou rapidamente. - Quíron falava cada vez que um deus chegava

- Sim. É bom te ver Quíron.

As ondas da praia aumentaram, e apareceu um pescador.

- Olá peixinhos!

Logo já estavam todos os deuses reunidos.

Bom...

Quase todos.

Nem Ártemis nem Hécate haviam chegado. E esperávamos em pé pela chegada delas.

Uma trombeta de caça foi tocada. E os lobos desceram a colina, junto de um grupo de garotas vestidas com roupa prateada.

- Olá semideuses. -falou uma garota de aparentemente doze anos, ah! Deixa, vocês sabem como a Ártemis é.

Ela passou os olhos pelo pavilhão e quando eles pousaram em Lily, ela brilhou e ficou com a aparência de dezoito anos.

- Filha. - ela disse cumprimentando-a com um leve aceno

As caçadoras estavam com as bocas escancaradas, principalmente Thalia.

Uma fumaça roxa se espalhou pelo acampamento inteiro. E do meio dela saiu uma pantera e um lobo negro, seguidos de uma figura encapuzada que andava lentamente em nossa direção. A cada passo dado por ela a fumaça ficava mais espessa. E vários campistas já estavam tremendo de medo.

- Lady. - falei me curvando um pouco

"É, dá saudações para ela e não para mim."

- Pánthira

"Melhor."

Hécate abaixou o capuz e o acampamento voltou ao normal.

- Obrigada pelo show Hécate.

- Sei que você tem inveja de mim Zeus.

Apesar dos deuses estarem aqui, o café da manhã foi normal. Razoavelmente. Réia chegou para participar e ficou sentada na mesa de Hécate com a Ly.

Depois do café consegui escapulir do meio dos filhos de Apolo e ir para a campina que eu ficava com a Ly todas as tardes.

Fiquei deitado na grama. Até que ouvi passos, me levantei e preparei o arco.

- Calma Willian, não vou te machucar. - falou Réia se aproximando

- Por que quer falar comigo?

- Eu sei o que você está passando. Quer fugir das coisas, não é? Quer ficar com a Ly, mesmo sabendo que não pode. - ela disse e abaixei a cabeça - Tudo vai se resolver. No tempo certo.

Ela saiu e fiquei ali.

- Will!!! - Ly gritou pulando nas minhas costas, me assustando

- Meus deuses! Que susto. - falei rindo

- Minha mãe falou para eu treinar magia. Ela disse que você ia me ajudar. - ela disse mostrando o livro.

- Ajudo sim.

Sentamos no chão e começamos a ler. Eu comecei a falar o que ela tinha de falar.

Ela conseguiu fazer vários, fogo, água, vento. Chamar as armas quando estão longe. Névoa, entre outras coisas.

- Will... Vamos voltar para o acampamento? - ela estava balançando de um lado para o outro.

Levantei rápido e segurei ela, bem na hora que as pernas dela vergaram.

- Calma. Você se esgotou. Vamos ficar mais um pouco aqui.

Ela respirou fundo, e ficamos cinco minutos descansando.

- Vamos. - ela se levantou e me puxou pela mão

Começamos a descer a colina. E ouvi gritos irritados.

- Parece a Hécate. - Ly falou

- Vamos lá? - perguntei

- Mas com cuidado.

- Vamos pelas árvores. - falei, ela assentiu

Não demoramos muito, chegamos nos galhos e começamos a andar.

Chegamos perto de uma área extremamente afastada do acampamento. E nos agachamos. Tiramos algumas folhas da frente e vimos Hécate, Ártemis e... Afrodite!?

- O QUE VOCÊ FEZ!? - Hécate gritou irritada

- Os dois são tão fofos juntos! E combinavam tanto! Tive que juntar! Nem sabia que eles ainda existiam! - Afrodite se defendeu

- Você tem filhos que são!

- Mas eu nunca sei quem é e quem não! São escolhidos pelo destino! Senão os deuses nunca deixariam ninguém ser!

- Eu sei! Mas você não podia fazer com a minha filha!

- Não é culpa minha que os dois combinam!

- Você sabe que eles terão de ser separados se levarem isso adiante, não sabe?

- Mas o amor pode sobreviver!

- Não necessariamente. - Ártemis se pronunciou - Eles podem ser separados. E se forem, serão por, pelo menos, três anos. Há uma grande possibilidade de eles nunca quererem olha para a cara um do outro.

- Isso mesmo. - apoiou Hécate

- Se eu fazer o laço de um dos dois permanecer, o amor ainda existirá. - Afrodite disse

- Sabe que um protetor não pode ficar com uma protegida. - ela sussurrou olhando para onde nós estávamos.

Eu ouvi, mas parece que Lily não.

POV: Lily

- O que... - ia perguntar para o Will o que Hécate tinha dito, mas vi ele oscilando, e quase caiu. - Will! - falei segurando ele pelo braço

- Deuses... - ele sussurrou, apoiando a cabeça no tronco da árvore.

- Eles jamais poderão ficar juntos! E espero que trate de arrumar isso o mais rápido possível!

E elas sumiram da clareira. Virei para ver se o Will estava bem e vi algo que me surpreendeu.

- Você está chorando?!



Notas finais do capítulo

Prontinho! O próximo daqui algum tempo! Mas não vou demorar. Como falei, estou com criatividade total!



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