Apenas Amigos escrita por Luana Cristina, Larissa Oliveira


Capítulo 2
Capítulo dois


Notas iniciais do capítulo

Larissa: Olá lindas! Ok, eu tinha falado que era pelo menos um capítulo por semana, certo? Mas a louca da Luna simplesmente quis escrever e me levou no barco junto com ela (rs). Eu queria agradecer a todos que mandaram as reviews com suas opiniões do que estão achando, porque isso motiva a gente demais! Enfim, viemos com mais um capítulo de uma Lily doidinha >< Bem típico, não é? KK Espero que gostem, e dependendo da recepção nós postamos ainda mais esse final de semana! Beijos cats!
Luana: Olá novamente pessoas, quantos comentários lindos, para alegrar o coração *-*
Esse capitulo foi a coisa mais J/L ever! Confesso que eu estou apaixonada pela forma como estamos conduzindo essa história, conheçam mais do James e tentem não deixar o mel escorrer muito pela tela. Vejo vocês no próximo capítulo... Continuem mandando review que anima para o próximo capitulo vir mais rapido. Beijos.



Nós ainda estávamos vendo um filme de suspense, e eu acabara de gritar para a mulherzinha sair da casa. Se ela ouvisse meu conselho, não estaria sendo cerrada ao meio agora. James estava brincando com a minha mão e eu abri um meio sorriso.

– Você não vai assistir? Porque eu adoraria ver alguma comédia romântica...

Ele riu de mim, e eu o empurrei fracamente brincando. Seu olhar se encontrou com o meu e por um momento eu me perdi em seus olhos castanhos, sorrindo bobamente. Céus, como ele conseguia ser tão perfeito?

– Lily, eu...

– Sim? – perguntei curiosa. James me olhava de um jeito diferente, com um brilho no olhar.

– Eu preciso te dizer uma coisa. Faz algum tempo que tenho guardado isso e... Lily, eu te amo.

Um milhão de pensamentos lotou a minha cabeça. Ele não podia simplesmente dizer isso ao meu pobre coração, que disparou loucamente com aquelas palavras. Eu estava sem fala. Minhas mãos tremiam. Eu mal podia conter o sentimento que irradiava dentro de mim.

– James, eu... – comecei, e ele me impediu. Se aproximou mais de mim, e eu fechei os olhos, enquanto sua boca ficava cada vez mais perto e...

E o maldito celular tocou. Droga. Mil vezes droga.

Apenas um sonho. Foi apenas isso. Suspirei e mal abri os olhos, tateando até achar o objeto que fazia um barulho alto, desligando e o tacando bem longe. Meu humor matinal era simplesmente lindo. Finalmente tomei coragem para abrir os olhos e fiquei zonza por alguns segundos, até conseguir me tocar que estava deitada ao lado de James na sala, e céus, ele conseguia ser lindo até dormindo! Como uma pessoa normal consegue isso? Ri com o meu pensamento bobo, e fiquei o admirando por alguns segundos... É, se apaixonar pelo melhor amigo não é nada legal. Me levantei com um pouco de vergonha na cara que ainda me restava e passei reto pelo espelho. Peguei um copo d'água e dei um sorriso maléfico.

– Já acordei mãe, sem água, por favor! - ele levantou em um segundo assustado. Olhei para ele rindo.

– Eu não sou sua mãe, sabe?

– Eu sei que você não é minha mãe, Lily. – ele revirou os olhos castanhos esverdeados e começou a procurar seus óculos. – Perdemos a hora vendo filmes?

– Sim, de novo. Sabe James, quando você quiser dormir aqui é só falar, vocês estão sempre perdendo a hora vendo filmes até altas horas da noite... – minha mãe chegou já me deixando corada, obrigada mãe, belo jeito de começar o dia.

James bagunçou ainda mais os cabelos negros com as mãos. As olheiras estavam bem visíveis e eu ri ao perceber isso. Ele me olhou confuso e apontou para o meu cabelo desgrenhado rubro.


– Você parece péssima, Lily.


Peguei a primeira almofada que vi e taquei nele.


– Mãe, me diga por favor que fez algumas panquecas. – supliquei e ela sorriu docemente.


– Claro. E alguns cookies para você, James.


– Você mima demais ele. – resmunguei.


– Claro que ela me mima Lily, ela me ama mais que você, não é Sra. Evans? – ele olhou para ela fazendo a minha carinha de cachorro que caiu da mudança, ok eu admito que nele ficou muito mais sexy e irresistível, mas é minha!


– Claro que eu te amo James, amo os dois.


– Espera ai! Você não tem que amar ele, e ele tem que parar de roubar as expressões das outras pessoas!


– Você está se recusando a emprestar a carinha pidona para o seu melhor amigo, Lily? – perguntou ele todo dramático.


– Ah, nem vem! – choraminguei e minha mãe riu saindo da sala em direção à cozinha.


– Venham comer, crianças!


– Claro!


– A única criança aqui é ele!


Falamos juntos, e só ouvi mamãe dizer:


– São seis e dez. – Ops, escola.



– Merda! Hoje é segunda-feira, e já tem escola

Antes de tudo eu preciso realmente expressar meu ódio mortal por segundas-feiras, as pessoas dizem que sexta feira treze dá azar? Definitivamente não, não tem como um dia chamado sexta-feira ter azar, pois é último dia de ir para a escola da semana, um dia antes do fim de semana. Mas as segundas, ah... as segundas, você desanima só de pensar no quanto de tempo vai demorar até outra sábado chegar, fora que segundas feiras tem um carma de sempre atrair algo ruim, elas deveriam ser feriados, eliminadas para sempre das nossas vidas!

– Hoje vai ser um dia e tanto... – James suspirou e eu lembrei que ele teria que conversar com Caroline.


– Coragem! – tentei animá-lo.


– Claro, porque você mal saiu debaixo das cobertas ainda, não é? – ironizou ele e eu fiz bico.


– Vá se ferrar, James.


– Você está vendo como a sua filha se comporta Sra. Evans? Eu acho que ela deveria ficar de castigo por me tratar de forma tão grosseira – ele disse para minha mãe se fazendo de coitado, o fuzilei com o olhar e dei um tapa em seu ombro.


– Cala a boca! Vou me trocar – peguei uma panqueca e subi as escadas em direção ao meu quarto correndo, não antes de ouvi-lo gritar.


– Eu também vou, te pego em meia hora!


Dei um meio sorriso que sumiu quando vi a minha situação no espelho. James estava certo, eu estava péssima. A coisa tava tão roxa embaixo dos meus olhos que parecia que eu tinha levado um soco, e meu cabelo ruivo não ajudava muito semelhante a um espantalho como estava. Comi o último pedaço da panqueca e me enfiei embaixo do chuveiro, como se fosse melhorar alguma coisa.


Minutos depois me vi tentando de todas as formas me deixar mais apresentável, mas aparentemente não existia corretivo algum que fosse mágico ao ponto de fazer essas olheiras desaparecerem “Merda!”


Desistindo da minha maquiagem, penteei meu cabelo, e me enfiei na primeira roupa que vi pela frente, não tenho a mínima chance de parecer bonita mesmo hoje, para que vou perder meu tempo escolhendo uma roupa? Além de que, eu já estou atrasada, droga!


– LILY! – ouvi mamãe gritar.


– JÁ ESTOU DESCENDO! – respondi sabendo que James estaria esperando por mim, e segundos depois ele buzinou.


Peguei os livros e de um jeito muito delicado (claro, aham) os coloquei na mochila. Olhei-me no espelho mais uma vez, só para checar, e eu estava quase apresentável.


Meu cabelo ruivo estava preso numa trança de lado, feita de qualquer jeito, e meus olhos verdes estavam levemente marcados pelo lápis de olho. Uma calça jeans, camiseta branca e meu velho par de all star. Desci às escadas e furtei mais uma panqueca.


– Tchau, mãe!


Encontrei com James, já sentado no volante me olhando irritado.


– Como você consegue ser lerda! Eu estou te esperando há dez minutos, e você tinha mais vinte, estamos atrasados!


– Calma, já estou entrando, não é como se não nos deixassem entrar por dez minutos de atraso.


Ele resmungou algo, enquanto eu entrava no carro, e começou a dirigir.


– Ei, James?


– Fala.


– Você tomou banho?


– Você acha que eu sou o que? Por céus, Lily, é claro!


Olhei de esguelha para ele e sorri ao mexer em seu cabelo que agora notei estar molhado bagunçar.


– Eu demorei anos para arrumá-lo! - ele resmungou, e deu um sorriso maroto.


– Para quê? Você sabe que nunca vai conseguir ganhar do seu cabelo... - murmurei fuçando nos CD's.


– Pelo mesmo motivo que você tentou esconder sua olheira, a camada de maquiagem é visível do outro lado do oceano. – fiz careta para ele.


– Sério?


– Não, você está bonita. – ele disse me fazendo corar.


– Obrigada.


– Você fica uma graça corada, e sempre cora quando te fazem elogios – ele disse rindo, o corrigi mentalmente que é apenas quando ele me faz elogios.


– Eu já mandei você se ferrar hoje? – perguntei sorrindo.


Ele manteve os olhos na estrada e ignorou o celular que vibrou incessantemente, respondendo:


– Você é sempre um amor de pessoa, Lily. Essa sua habilidade me assusta.


Como de costume, eu bati nele e olhei novamente para o celular que voltou a vibrar.


– Caroline?


– Provavelmente, não estou a fim de falar com ela hoje.

– James eu não sei se você percebeu mas vocês estudam na mesma escola, e no mesmo ano, e tem muitas aulas em comum.

– Eu sei disso, é exatamente por isso que não estamos indo para escola ruiva.

– O QUÊ? James Potter, o que você pensa que está fazendo? - perguntei finalmente percebendo que aquele não era o caminho que eu tanto conhecia.


– Apenas arranjando um pouco de diversão. - ele sorriu de canto.


– Oh Deus, onde eu fui me meter quando você virou meu melhor amigo? E eu detesto quando você me chama de ruiva, significa que está aprontando algo. – cruzei os braços, zangada.


– Você vai se divertir, eu prometo. Além de que, quem é a pessoa que vive proclamando que toda segunda-feira deveria ser feriado? Vamos fazer dessa segunda-feira um feriado Lily.


Matar aula... Isso não estava certo. Mas eu estava com James, e isso influenciava fortemente meus pensamentos. Querem saber? Por que não? Por que eu não posso me divertir com o meu melhor amigo (ignorem o fato da minha pessoa estúpida ter se apaixonado pela criatura), e fazer dessa segunda-feira uma sexta? Eu ri e tirei meu all-star, jogando a mochila no banco de trás.


James me olhou surpreso.


– Não vai espernear nem ameaçar a minha vida por estarmos fazendo algo tão errado?


– Provavelmente eu faça isso depois, quando me arrepender seriamente disso. - respondi dando de ombros.


James apenas rolou os olhos e sorriu. Ele dirigiu mais cinco minutos e eu fiquei tentando reconhecer onde nós estávamos.


– Chegamos.


O lugar era lindo. Eu desci descalça e senti a grama verde acariciando meus pés, e me deixei levar pela vista. Havia uma árvore enorme, daquelas realmente velhas e que te passavam a sensação de pura magia, com três balanços. Um jardim tímido se encontrava perto dali, e eu me encantei ainda mais ao ver lírios brancos; para me deixar de boca aberta, um rio de águas límpidas corria mais para frente.


– Isso é... Lindo!


James se limitou a sorrir.


– Minha mãe me trazia aqui quando eu era pequeno, achei que iria gostar.


– Isso realmente existe? – olhei para ele ainda maravilhada com a visão do lugar.


– Sim existe, achei há algum tempo. Não é maravilhoso? – ele disse se aproximando e deitando na grama.


– É perfeito.


Que se dane o carma das segundas-feiras, isso é o que eu chamo de uma segunda perfeita, já mencionei que eu não tenho culpa de me apaixonar por James? Me levar a esse lugar é mais do que prova disso, mundo cruel as coisas deveriam ser mais simples!


Só que por hora, vou esquecer-me de tudo isso, e me afundar nesse paraíso particular.


Eu me deitei ao seu lado e olhei para o céu azul, admirando a forma como o vento soprava delicadamente meu rosto, o silêncio do lugar e a presença de James. Ele apontou para as poucas nuvens no céu.


– Aquela lá se parece com um cavalo...


Eu olhei para onde ele havia apontado.


– Só se for um cavalo com calda, né.


– Ali, Lily! É claro que é um cavalo!


Eu ri de repente, percebendo a conversa que estávamos tendo.


– Que foi?


– Estamos brigando por causa de nuvens.


– Somos nós, brigamos por filmes e chocolate, por que não por nuvens?


– Por que são nuvens? – eu disse incrédula, e ainda sorrindo.


– Se elas fossem de chocolate, você teria um pensamento bem diferente...


Eu o olhei indignada.


– Você pensa o quê? Que eu sou uma morta de fome?


Ele não respondeu nada e riu. O idiota ainda riu! Eu me sentei e comecei a estapeá-lo, enquanto James se protegia.


– Ah, mas agora você vai ver, Lily Evans! - disse isso quando eu me levantei e comecei a correr pelo gramado, rindo. Outra idiota, claro.


– Dê o seu melhor! - gritei e continuei a correr.


James bagunçou de um jeito fofo os cabelos, e tirando o par de tênis, riu de longe.


– É melhor correr, ruiva!


E de uma coisa eu sabia; aquela manhã seria perfeita.



Notas finais do capítulo

Reviews?