Hermione E O Seu Passado Desconhecido. escrita por Isabelle Munhoz


Capítulo 50
Capitulo 48


Notas iniciais do capítulo

Faz tempo, eu sei.
Mas voltei! E com animo. Saudades de vocês meus Dramioneiros



Anteriormente em Hermione e seu passado desconhecido:

"Bellatriz pela terceira vez naquele dia estava no banheiro. Ela achava que estava doente, não parava de vomitar e estava super cansada.

– Acho que você esta grávida. – Narcisa disse sem pensar."

***

"E naquele momento Sirius teve certeza. Hermione era mesmo filha dele."

***

"- Sim Hermione. É isso que estou tentando dizer. – Sirius parou suspirou e olhou dentro de meus olhos antes de terminar a frase. – Eu sou seu pai."

***

"- Ele é seu primo? –ela perguntou. Assenti. – Então isso nos faz ...

– Primos de terceiro grau.

– Eu sou prima do Malfoy? – ela disse. – Meu querido Merlin que mal eu fiz pra tu."

***

A guerra começou e agora todos tem que escolher um lado.

Draco um comensal... Hermione esta na Ordem.

***

"– Hermione... – Mody começou – Ela esta morta meninos."

***

"Eu amava Draco Malfoy, e ele viria me buscar."

***

"Não, você vai nos pagar Malfoy... – Ron disse ainda com a varinha estendida, e antes que ele pudesse fazer algo joguei meu corpo para frente e disse:

– Desde quando virou o vingador Ron?

***

Pov. Harry Potter.

...

Meu coração parecia que não conseguia ficar mais dentro do peito. Inicialmente não consegui me mover e comecei a duvidar das minhas capacidades crônicas já que eu estava vendo a minha melhor amiga que convenhamos, estava morta, bem na minha frente.

– Her...Mione? – a voz de Ron não passava de um sussuro.

Ao ver o espanto do ruivo me deixou um pouco mais calmo. Se eu estava ficando maluco, isso quer dizer que ele também estava.

– Eu realmente gostaria de um abraço. – Hermione falou.

Acho que foi nesse momento que Rony saiu do transe que estava e correu a pegando com força para um abraço apertado. Eu ainda não conseguia me mexer, só estava ali parado olhando para os meus melhor amigos. Estava tão concentrado que por um segundo havia esquecido-me da presença de Malfoy ali.

Assim que Rony soltou-a, Mione me olhou com seus olhos suplicantes e corri para abraçá-la. Enterrei meu cabelo por seus cachos e apertei forte.

Ela emagreceu. Foi a primeira coisa que pensei. Não que eu reparasse muito nisso nas garotas, mas o tanto que ela parecia menor me assustava e fiquei com medo de pensar quanto tempo não comia.

Não que a minha situação fosse muito diferente. Estávamos a deriva desde que começamos a caça as horcruxes, corremos risco, quase fomos mortos – como sempre – e quando encontramos Malfoy tínhamos acabado de destruir o colar.

– O que é isso? – a fuinha perguntou olhando para a espada que estava comigo.

Hermione ficou paralisada olhando para aquilo que Draco apontava.

– Isso... é... Merlin! – ela me olhou e seus olhos estavam repletos de expectativa, então ela deveria saber que a espada acabaria com uma horcruxe. Hermione sempre esperta. – Harry! A espada... Como conseguiram?

Dei de ombros.

Nem eu mesmo sabia como a espada fora aparecer no fundo daquele lago congelado.

– Estava no fundo do lago. – Ron respondeu quando percebeu que eu não faria nada que não fosse encarar minha melhor amiga em choque.

Ela levantou a sobrancelha.

– Vocês tem que me explicar isso.

– Só depois que você me explicar como esta viva. – disparei.

Ouvi Malfoy rir, mas deixei de lado.

– Precisamos de privacidade. – aquela voz irritante disse. – Não sei se repararam, mas estamos todos aqui sendo caçados por você sabe quem.

Olhei para Ron e o vi ficar da cor de seus cabelos.

– Você já não deveria ter nos entregado? – meu amigo disse com desprezo, ele odiara Malfoy mais ainda depois da “morte” de Hermione. – Você é um comensal! É o seu trabalho trazer dor e sofrimento para todos aqui.

Mione balançou a cabeça.

– Ron, ele me salvou.

– Como sabemos disso? – ele disparou. – Como podemos saber se ele não estava no meio dessa loucura toda? E só fingiu ter te salvado para você levar ele até Harry. Eu faria isso se fosse um comensal.

Pensei que o loiro iria se irritar, mas só vi mesmo ele caindo na gargalhada.

– Eu confio nele Ronald! – Hermione disse meio transtornada. – Confie no meu julgamento.

Eu não precisava de mais nada para “confiar” no Malfoy – não que algum dia eu realmente fosse, mas se minha melhor amiga achava seguro, eu não iria discordar.

– E como pode ter tanta certeza? – meu amigo as vezes é muito teimoso.

Hermione riu e respondeu como se fosse a coisa mais obvia do mundo:

– Ele esta apaixonado por mim.

Com essa resposta comecei a duvidar do julgamento dela, e Ron também não achou plausível. Vi Malfoy levantando a sobrancelha e olhando indignado.

– E acha que só por isso pode me fazer de gato e sapato, Hermione? – ele indagou.

Ela deu um sorriso – acho que para Malfoy pode ter sido sexy – e se aproximou do loiro colocando sua mão no ombro dele.

– Claro Draco, você faria tudo que eu pedisse né?

Ele não respondeu mas ficou emburrado.

E a conversa estava ganha. Era mais do que obvio para todos ali que o Malfoy iria fazer de tudo para ajudar ela.

– Aonde estão acampados? – ela perguntou.

Percebi que ali no meio do nada com o risco de sermos atacados não conseguiria resposta alguma. Então Ron e eu levamos os dois visitantes até a barraca com os feitiços que estávamos usando.

***

Enquanto Hermione explicava tudo que acontecera com ela, desde o seqüestro e como Narcisa tentara transformá-la em comensal eu só sentia alivio. Não por ela ter continuado fiel a Ordem, e sim por ela estar viva.

Nos últimos tempos eu não conseguia dormir a noite sem a imagem dela para me atormentar. Quando anunciaram que Hermione estava morta eu não conseguia acreditar, e tudo era minha culpa. Ela havia se sacrificado por minha culpa.

Olhar o rosto triste de todos, principalmente de Sirius me fazia sentir mais dor do que já estava sentindo por perder minha melhor amiga.

Eu sentia pressões por todos os lados!

Eu amava meus pais, e cara, como estava feliz por eles estarem de volta. Mas era o meu dever acabar com Voldemort, odiava aquela profecia, porem eu sabia que era minha função e tinha que fazer. E eles com aquela super proteção não estava ajudando muito.

– Então Bellatriz não tem nada haver com tudo isso? – Ron perguntou ainda desconfiado depois que Hermione terminou de contar o que aconteceu com ela.

– Por incrível que parece não. – ela disse sorrindo.

Eu estava tão feliz por vê-la sorrindo. Logo depois que Malfoy nos traiu e se aliou a Voldemort ela não conseguia mais fazer nada, um sorriso era raro e comer sempre gerava uma briga. Então vendo-a feliz apesar de tudo que estava acontecendo era reconfortante.

– Só deu a louca na minha mãe. – Draco disse pela primeira vez. – Só isso.

Desviei o olhar, mas não sem antes conseguir ver Hermione pegando a mão do loiro e acariciando.

– Mas me contem vocês. – ela insistiu. – O que aconteceu? Acharam alguma horcrux? Acabou com alguma? Como anda a viagem? Como foi depois que parti? Céus, Sirius! Como esta Sirius? Lily e Tiago?

Eram tantas perguntas que me deixavam completamente confuso. Eu tentava não pensar nos que deixei para trás, era difícil, mas o único jeito de não enlouquecer de vez. Quando começava a lembrar do estado catatônico de Sirius, mamãe e papai entrando em desespero pedindo para que eu nunca saísse sem eles. Ginny... Meu coração ainda dói ao lembrar da ultima vez que nos vimos.

– Bem, pelo jeito agora somos nós que temos uma história para contar. – Ron disse.

...

Pov. Draco Malfoy.

...

Potter e Weasley revezavam em contar o inferno que foi a vida deles depois do desaparecimento da morena. Devo confessar que eu acabei ficando com dó de ver o cicatriz com aquela expressão de dor ao falar da reação de todos com a morte de Hermione.

Eu ouvia calado e via a dor passar pelos olhos chocolate da minha garota e tentava a todo custo tentar esquecer como foi o meu estado catatônico por ela ter morrido.

Não tinha sido fácil para ninguém.

Depois que tudo estava parcialmente resolvido consegui convencer a todos que Hermione tinha que dormir já que sua aparência não estava muito boa. Depois de discutir um pouco e nos fazer concordar que em três horas era o turno dela para a vigia, finalmente conseguimos fazê-la dormir.

Estava sentado do lado de fora da barraca mexendo na minha varinha e prestando atenção para ver se não teríamos uma surpresa desagradável.

Com a visão periférica vi Potter sentar ao meu lado – era o turno dele também, imagino que eles não confiam tanto em mim como Hermione – e ficar me encarando.

– O que é? – perguntei irritado.

– Como descobriu que sua mãe havia seqüestrado Hermione? – ele perguntou sem rodeios.

– Minha mãe estava estranha. – respondi tentando não pensar demais. – E eu sentia, ela... ela não poderia ter morrido! Não... Hermione não faria isso comigo.

Cicatriz não respondeu então olhei para ele. Seus olhos estavam fechados e uma dor parecia passar por seu rosto. Logo ele balançou a cabeça e suspirou.

– Sei como é isso.

Então continuamos ali fazendo vigia sem dizer mais nada.

***

Hermione acordou e teimosa como era insistiu que eu tinha que dormir. Protestei dizendo que não era eu que estava sendo feita como refém nos últimos dias, mas ela nem ligou para o que eu disse e me fez dormir.

Assim que deitei fiquei rolando para finalmente cair no sono. E quando comecei a sonhar eu não sabia que estava sonhando.

Tudo acontecia tão rápido que meu cérebro não estava assimilando tudo então minha memória só vinha pedaços do sonho. Hermione estava nele, como nos últimos dias todos meus sonhos tinha ela. Eu via seu corpo, e minha cabeça gritava dizendo que era tudo minha culpa. Lembro-me do desespero e logo acordei com o Weasley roncando a poucos metros de mim.

Sentei-me e passei a mão por meus fios loiros tentando controlar minha respiração. Eu tinha que me acalmar, Hermione estava segura a alguns metros de mim.

Levantei o rosto a procura dela e não a encontrei. Meu coração que já estava rápido começou a acelerar mais ainda. Levantei e comecei a andar a procura dela.

Não estava encontrando.

Sai da barraca já em completo desespero por não ter sinal dela. Olhei ao redor e vi Potter dormindo também. Estava escuro o que me impossibilitava de enxergar muita coisa.

– Hermione? – minha voz saiu tremula. – Hermione cadê você?

Quando eu já estava prestes a ir acordar os dois grifinórios depois do desespero vi um galho da arvore mais próxima se mexer e Hermione sair meio confusa por me ver ali.

– Onde você estava? – rosnei.

– Analisando a área. – ela respondeu. – Aconteceu alguma coisa?

Suspirei acalmando meu coração.

– Não. – respondi bravo.

– Então por que esta com raiva?

Olhei-a nos ohos.

– Você não sabe o desespero que eu sentia quando acordei e não te achei? – perguntei como se fosse obvio.

Hermione se aproximou e se escondeu em meus braços.

– Draco, eu estou aqui. – ela sussurrou no meu ouvido. – Não se preocupe, tudo vai ficar bem.

E quando senti seus lábios no meu me deixei acreditar que tudo ficaria bem mesmo.

...

Pov. Sirius Black.

...

Era mais uma noite que eu não conseguia dormir.

Andei pela casa escura tentando não fazer barulho para não acordar Tiago e Lily que deveriam já estar dormindo faz tempo. Fui até a cozinha e tomei um copo de água.

Voltei até a escada e me sentei nos primeiros degraus.

Eu estava acabado.

Desde que Hermione morrera eu sinto que algo em mim também morreu. Nunca desejaria a morte de um filho para alguém, e uma dor que eu não sei como estou agüentando. Aonde eu vou eu lembro dela, aonde eu olho sinto sua presença.

Tudo estava me consumindo.

Principalmente a culpa. Se eu tivesse ajudado mais... Se eu não tivesse permitido... Se... Será que ela estaria viva? Será que se Bellatriz estivesse do nosso lado Hermione ainda estaria aqui?

Mil futuros diferente passavam por minha cabeça todas as noites. Eu ficava imaginando se eu ainda teria minha filha se tivesse feito alguma coisa diferente.

Todos tentaram me ajudar no começo. Eu era grato por isso, mas eles mais atrapalhavam do que ajudava. Tiago era quem mais me dava apoio, mas depois que Harry e Ron sumiram, meu melhor amigo estava tão desesperado que não conseguia me ajudar. Não o culpo.

– Ainda acordado? – levantei o rosto e vejo Tiago sentando ao meu lado. – Você esta bem?

Balancei a cabeça.

– Sei que esta sendo horrível Sirius. – ele disse com a voz baixa. – Hermione nos faz falta, mas temos que nos concentrar, precisamos vingá-la.

Eu não disse nada.

– Estou tão preocupado com Harry que não tenho feito meu papel de melhor amigo ultimamente. – ele disse. – Desculpe.

– Pontas. – chamei. – Sei que esta ruim, não te culpo.

– Esta ruim para todos aqui. – ele disse e o vi fechar sua mão em punho. – Parece que todas as responsabilidades estão caindo sobre as crianças. Harry... é apenas um adolescente por que ele tem que salvar o mundo bruxo? Ron também, por que ele teve que ajudar meu filho... E Hermione? Por que ela teve que morrer para nos ajudar?

Ao ouvir seu nome senti como se enfiassem uma faca no meu peito. Todos depois de um tempo se recusavam a falar o nome dela na minha frente.

– Esse não é o futuro que eu imaginei. – Tiago disse.

Ficamos parados em silencio por uma meia hora antes de voltar para nossos quartos. E o que estava em nossa mente era quando nossa vida virou essa bagunça que estava hora e por que nossos filhos tinham que sofrer tão novos.

...

Continua...



Notas finais do capítulo

O que acharam babys?