Hermione E O Seu Passado Desconhecido. escrita por Isabelle Munhoz


Capítulo 24
Capítulo 23 - E mais uma burrada.


Notas iniciais do capítulo

E ai meus anjos? *-*
Ai eu to tão feliz, mais tão feliz. E sabe por que? Ahh. pela recomendação da MelanieSofie, ficou gigante, quando vc me disse que ia fazer uma recomendação grande nunca imaginei que seria tão grande. Garota vc me ajudou muito, eu tava com bloqueio criativo mais depois de ler sua recomendação pensei, eu não poço deixar eles na mão.E terminei esse cap. Obrigado amore, esse cap. é dedicado pra você.
E tem mais uma coisa que eu quero falar.
Algum dos meus leitores moram em São José dos Campos no interior de S.P? Pq eu moro aqui e queria saber se alguém aqui de S.J.C le a minha fic, e quem sabe a gente marcasse com todo mundo que mora aqui de ir no shop ou algo assim, só me avisam nos comentarios ok?
E aqui está o cap.
Espero que gostem.



    Pov. Hermione Black.

  ...

     Ainda tinha marcas no meu rosto da noite mal dormida. Fora algo realmente difícil dormir durante essa noite, flash da minha briga com Draco no dia anterior inundaram minha mente me causando uma grande insônia.

     - Pelo menos agora é o almoço. – Pansy disse pegando seus livros da mesa.

       Tínhamos acabado de assistir a aula de feitiços. Peguei meu material mais deixando um dos livros abertos na pagina que estudamos hoje.

         - Achei esse feitiço interessante. – falei me levantando. – Adoraria experimentar.

      Corri meus olhos novamente para o livro e analisei cada vez mais o feitiço opugno.Parecia algo interessante de se fazer para um inimigo, uma azaração que não causaria tantos danos assim na pessoa que virou infelizmente a cobaia.

       - Vamos logo Mione, somos as ultimas a  sair da sala. – Pansy me apressou e corri com ela em direção ao salão comunal.

      Me atrapalhei ao andar com os livros que eu segurava, estava cada vez mais difícil manter meu equilíbrio. Desde criança sou assim, com sérios problemas ao andar sem cair, mas desde que entrei em Hogwarts até parece que desapareceu, bem até hoje.

       Fui chegando a entrada do salão comunal principal e aflição tomou conta do meu corpo que me fez parar no mesmo instante. Eu estava sentindo algo estranho...Eu estava com medo?

       - Hermione vamos.- Pansy pediu ao me ver parada feito uma tonta no meio do corredor. – Tudo bem? – ela me perguntou ao me ver com a testa franzida.

          Nada respondi e voltei a andar com a morena que estava com os olhos estreitos e me analisava cuidadosamente como se algo estivesse errado comigo.

          Ao chegarmos ao grande corredor que dava para a grande velha porta de madeira do salão principal vi alguns alunos de varias casas em uma roda rindo e gritando varias coisas que na hora não consegui identificar, sem ao menos saber meu coração acelerou e vi Harry entre os alunos olhando espantado a cena. Suspirei e puxei comigo a Pansy para vermos o que era.

         Mas a cena que eu vi acabou dilacerando meu coração já partido. Era Draco e uma das garotas da Sonserina aos beijos. E logo consegui identificar os gritos de vários alunos, principalmente da Lufa Lufa.

        - Que beijo. – uma garota disse.

        - Que sorte daquela garota. – outra da Cornival disse.

       E os múrmuros se seguiam quase todos da mesma maneira, dizendo que tinham inveja dela ou até a xingando. Mas não prestei atenção nisso. Eu estava mais focada na cena a minha frente, fui me aproximando lentamente. Pansy tentou me impedir mais desprendi meu braço de seu aperto e fui até o Harry que estava próximo dos dois.

       Eu não consigo descrever como eu estava, varias palavras podiam mostrar mais eu não conseguia sequer pensar. Mas resumindo eu estava com um buraco onde antes habitava um coração que batia loucamente. Eu estava tonta e me sentia...

      Traída.

      Sim era isso. Eu me sentia traída por ver aquela cena grotesca na minha opinião. Draco estava com os braços colados no corpo enquanto a garota estava com os dela presos nos fios loiros dele.

       Pansy me olhava preocupada o que me fez pensar se o meu sentimento pela aquela doninha loira irritante estava tão a mostra assim.

     Pigarreei.

     Com aqueles simples som todos se calaram e seus olhos se viraram para mim, como de costume devo ter corado mais continuei com a cabeça levantada. E aquela garota se separou de Draco no mesmo instante, seus olhos cinzas encontraram os meus e pude perceber que o que ele via em meus olhos castanhos era apenas raiva e dor.

      - Hermione. – ele me chamou. – Eu posso explicar.

     Mesmo com uma dor insuportável no peito consegui revirar os olhos como se não me importasse.

         - Eu não ligo. – falei alto tentando fazer com que a minha voz não falhasse. – Não somos nada,  nem ao menos amigos.

          E vendo que eu não agüentaria mais encarar aqueles olhos me virei e fui em direção a torre de astronomia. Pansy me seguiu mais apertei o passo deixando claro que eu queria ficar sozinha, corri o mais rápido que eu pude e desabei nos degraus da torre de astronomia.

        Vendo que eu estava mesmo sozinha não consegui mais me agüentar e me desabei a chorar. Chorei estava preso em minha garganta, chorei por tudo e ao mesmo tempo por nada. Apenas chorei sem um motivo especifico e ao mesmo tempo chorando pelo aquele loiro de farmácia.

        E abri os livros de feitiços e limpei meu rosto para conseguir enxergar melhor. E continuei a analisar aquele feitiço, e peguei minha varinha murmurando varias palavras descritas no livro e no mesmo minuto vários passarinhos de papel apareceu voando sobre mim.

       Abaixei a cabeça limpando o resto das lagrimas que ainda consistiam em minha face.

        - Hermione você tem que me deixar explicar. – Draco apareceu do nada me fazendo levantar de susto e deixar cair o livro no chão. – Ela me agarrou, eu não tive culpa, você tem que acreditar em mim.

            Ele falava tudo tão rápido que até parecia que ele tinha medo que eu o mandasse sair dali. Finge que não estava ouvindo nada e abaixei pegando o livro e meus olhos correu para o feitiço que eu estava fazendo minutos antes.

         E a raiva me dominou. Sem nem pensar eu falei.

       - Pelo menos tirarei um proveito nisso. – Malfoy me olhou confuso. – Testarei meu feitiço.- ele começou a se afastar e eu gritei com toda a minha raiva. – Oppugno.

         E os passarinhos de papel que até então estava desapercebidos por Draco começaram a voar até ele o fazendo correr para se livrar dos passarinhos.

         Assim que eu não o via mais me desabei de novo nos degraus e lagrimas voltaram a cair, não com a mesma intensidade que antes mais ainda rolavam por minha face em completa agonia.

        - Mione. – levantei o rosto esperando ver aquela doninha loiro chata mais não era ele, e sim Blásio. – Tudo bem?

       Passei a mão nas bochechas e dei um sorriso forçado.

       - Claro que estou. - Falei. – Por que não estaria?

      - Eu não sou idiota. – ele falou.

      - E eu por acaso falei isso? – brinquei mais não saiu da maneira que eu esperava, pois minha voz falhou.

       - Como esta se sentindo? – ele perguntou.

        Blás se sentou ao meu lado e encostou a lateral de meu corpo.Suspirei e coloquei minha cabeça em seu ombro.Ele era o meu Harry mais na versão Sonserina, sabia que poderia contar tudo para aquele garoto e que sempre eu poderia me apoiar nele, por que realmente ele fazia parte da minha família.

        - Do mesmo jeito que você se sente ao ver Pansy tão animada por outros rapazes. – sussurrei. – Dói.

        Blás passou seus braços por minha cintura e apertou meu quadril gentilmente.

        - Eu sei. – ele murmurou.

        - Passa? – perguntei com a voz chorosa.

        - Enquanto ainda o amar. – Meu coração martelou em busca da resposta. – Não.

          Suspirei tristemente.

          De certa maneira eu sabia que essa seria a resposta, mais eu podia ter um pouco de esperança não? Era a única coisa que me restava.

          Passei o resto da tarde ali abraçada a Blás que acabou entrando no choro comigo, mas algo me diz que ele chorava por uma certa morena só não queria admitir.

       ***

      - Melhor irmos. – Blás disse se levantando do degrau.

      Assenti e tentei me levantar. Cambaleei um pouco por falta de equilíbrio, que logo restaurei e sai andando em direção ao salão comunal principal ao lado do meu melhor amigo.

        Coloquei o sorriso mais falso que já consegui nos lábios e fui tentando parecer feliz. Poucos perceberiam a dor que eu estava sentindo por dentro, alias eles nem ao menos querem verdadeiramente saber se estou bem ou não, só serem educados.

       - Vou voltar para meu dormitório. – falei para Harry que havia chagado logo que Blás disse que tinha que fazer uma coisa e não queria me deixar sozinha.

          - Não Hermione, precisamos conversar. – Harry me puxou com ele até o jardim onde ninguém podia  nos ouvir. – Lembra que logo depois que começamos a nos falar de novo que eu estava tendo aulas com Dumbledore?

           Assenti. Lembro-me brevemente sobre ele ter falado algo sobre Dumbledore dar aulas sobre Voldemort para Harry, na época achei aquilo muito sinistro.

           - Dumbledore me mostrou uma lembrança de Slughorn, é muito confusa. – e ele começou a me explicar sobre o que aconteceu na cena.

        - Não entendi. – admiti depois de um longo silencio.

         - A lembrança que Dumbledore me mostrou é falsa, o próprio Horacio que modificou. – Harry me esclareceu.

         - Mas por que ele faria isso com a própria lembrança? – perguntei indignada e confusa.

          - O que deve ter acontecido realmente pode ter traumatizado ele ou algo assim. – Harry deu de ombros. – E Dumbledore pediu que eu convencesse o professor a nos dar a verdadeira lembrança.

        Franzi o cenho.

        - E você sabe como fazer isso?- perguntei descrente.

        - Já tentei fazer ele confiar em mim e contar mais não deu certo, amanhã irei defrontar ele depois do clube do Slugh.

        Revirei os olhos.        

        - Você vai? – ele me perguntou.

       - Acho que sim, uma recomendação dele seria ótimo na hora de procurar emprego. – falei.

         Harry assentiu.

         - Agora eu tenho mesmo que ir, estou cansada e quero me jogar na cama. – falei e algo estranho aconteceu.

         Harry olhou para trás de mim como se esperasse ajuda, como se procurasse alguém que o ajudasse com alguma coisa.

       - Tudo b...- não pude terminar por que Rony apareceu correndo com um papel em mãos.

         Olhei assustada. Tinha algo acontecendo.

        - Vocês não vão acreditar. – Rony disse entregando o papel pro Harry que leu e logo me entregou.

       Estreitei os olhos e comecei a ler:

       Queridos Harry, Rony e Mione.

       Nessa manhã Aragogue morreu, e eu queria celebrar seu funeral a esse final de tarde. Sei que não podem sair sem um professor mais eu peço que usem a capa de invisibilidade para vir me ajudar nesse triste momento.

       Hagrid.

       Levantei o rosto e encarei meus dois melhores amigos que estavam abismados.

        - Vocês vão? – perguntei.

       - Hermione. – Rony disse meu não em tom de recriminação. – Aquela aranha deixou seus filhos tentarem nos matar. Acha mesmo que eu vou me arriscar ser pego para fingir chorar?

          Revirei os olhos.

         - Mas é estranho Hagrid pedir para que desobedecemos as regras não? – Harry disse.

          Rony e eu assentimos.

          - Vamos mudar de assunto? – Rony me pediu. – Não quero falar sobre aranhas. – e no final estremeceu.

            E mudamos de assunto.

        - Gente eu tenho que ir mesmo. – falei quando começou a escurecer.

         E aquela expressão confusa e pedindo ajuda voltou para a face de Harry só que também veio para a de Rony. Sem esperar eles dizerem nada dei meia volta e entrei no castelo. Algo estava muito errado com esses dois.

         Não consegui dar dez passos que já ouvi alguém me chamar.

        - Hermione. – parei com tudo já um pouco vermelha de raiva.

        Observei Gina enquanto ela corria ao meu encontro.

       - O que foi? – perguntei.

       - Eu quero ajuda. – ela pediu ofegante por ter corrido. – O  Harry, esta estranho ultimamente comigo.

          Não pude conter e revirei os olhos.

         Sim eu sei que é falta de educação, mais olhe o meu lado. Meu dia hoje foi muito estressante e o que eu mais quero é cair na minha cama e chorar baixinho no meu travesseiro até toda essa dor passar. Mas por alguma razão eu não consigo nem entrar na Sonserina sem alguém querer falar comigo.

          - Eu sei que você esta mal por causa do Malfoy. – ela disse e mexia tanto a cabeça que seus cabelos ruivos se viraram de um lado pro outro. – Sei que gostava dele...

        Analisei a frase.

        - Espera um pouco ai. – falei rapidamente. – Eu não gostava da doninha coisa nenhuma.

         Gina sorriu e revirou os olhos.

           - Hermione, você é a minha melhor amiga. – ela disse e dei um pequeno sorriso. Pelo menos isso não tinha mudado. – Eu te conheço.

         Meu orgulho era muito afetado quando falavam que eu gostava dele, sim eu gostava mais isso me dava uma imagem de frágil entendem? Espero que sim.

         - Sabe de uma coisa Gina, desculpa mais falamos sobre isso outra hora. – falei e a vi olhar ao redor como antes Harry e Rony fizeram.

          Pode ter sido impressão minha ou com os cantos de meus olhos vi Pansy assentindo?

       - Pode ir. – ela disse sorrindo e colocou sua mão em meu braço. – Pode agradecer depois.

          Franzi a testa confusa e sai antes que outro maluco me interrompesse.

        Enquanto caminhava eu pensei em tu do e em todos. Algo estava errado, muito errado. Todos os meus amigos estavam me tratando diferente e... Será que estavam com pena de mim? Eu agüento tudo menos piedade.

         - Qual é a senha? – parei em frente ao quadro nervosa.

        - Uísque de fogo. – falei e ele se abriu.

        Suspirei e entrei.

         A única coisa que consegui pensar ao entrar foi: Isso não pode ser verdade.

....

        Continua...



Notas finais do capítulo

E ai o que acharam?
O qeu vai acontecer?
Tudo no proximo cap.
E me digam se alguem mora aqui em S.J.C, até os leitores fantasmas entenderam?
Até proximo cap.
Bjus