Minha Amada Potter escrita por B_M_P_C


Capítulo 4
Desafiando, encontro a noite na cozinha.


Notas iniciais do capítulo

Yasmin Albuquerque
PoorlittleRichGirl
Mila Pink
Nessa_Malfoy
Dear Lestrange
CaroolCalixto
pink_rock_girl
Nath Black Pevensie
Hina Potter
Bitch
obrigada pelos reviews minhas lindas!
E desculpe a demora!
Boa leitura!



Lílian Luna Potter narrado:

            Uma semana se passou desde que eu cheguei aqui, as coisas estão tranqüilas, talvez porque eu estar com Lith praticamente o tempo todo quando não estou em sala de aula dê medo nos covardes sonserinos e os idiotas grifinórios.

            Agora estou sentada lendo um livro, quando um folheto caí em cima de mim, meu irmão que joga, e sorri maroto, como se estivesse rindo de ter que me entregar aquilo. Eu abaixo os olhos para ver, e vejo que o folheto avisa sobre os testes para artilheiro da Grifinória, eu suspiro, ele acha a ideia ridícula, e posso ver os amigos idiotas dele se aproximando de mim. Lithiu rosna baixinho e eu passo a mão em sua cabeça a acalmando.

            Está tudo bem – eu penso a acalmando, e tiro minha varinha do bolso do moletom preto que estou usando, olhando com ar de desafio para meu irmão.

            -Sabe né irmãzinha, só te entrego isso por mera formalidade – ele fala com total desprezo e eu suspiro, sentindo uma raiva sobre humana, e algo estranho preencher o meu ser, quase que uma raiva que nunca havia sentindo. Acho que estou cansada de ser tratada assim por Albus, ou por qualquer outro idiota de Hogwarts.

            -Bem, que bom que entregou, é bom saber disso – falo com ar de desafio, e guardo no bolso o folheto – Farei o teste Albus – não espero um segundo para ouvir os risos que vem da boca daqueles idiotas, eu reviro os olhos e levanto.

            -Bem, você nem sabe montar numa vassoura, vai ser divertido de ver – escuto Riley Malfoy falando com um sorriso maroto, eu suspiro, e reviro os olhos, pela primeira vez na vida suas palavras não me dão medo, e sim desprezo por quem as pronunciou.

            -E quem disse que eu não sei montar? – eu falo dando um sorriso maroto que herdei do meu avô paterno – Você não me conhece Malfoy, na verdade ninguém aqui conhece, nem minha prima, nem meu irmão – eu dou mais um dos meus sorrisos e dou ombros – Amanhã no teste vocês vão ver que o desprezo idiota de vocês os fez inventar coisas que eu não sou.

            E bem dizendo isso eu saio andando firme dali, e Lithium vêm atrás de mim, pela primeira vez não escuto risadas, ou xingamentos, todos estão perplexos com a minha atitude, e eu também estou, por isso saí dali. O que tinha acontecido comigo?

            Nunca ousei desafiar meus irmãos assim, nem em meus sonhos mais loucos, talvez eu esteja começando a ficar louca, ou talvez seja simplesmente eu realmente estar cansada de ser usada, e pisada por aqueles idiotas. Bem, claro que Lith por perto e ver meu irmão um pouco com receio pode ter ajudado, e eu estou procurando explicações demais, sei que isso é bom demais para ser verdade, e que é bem provável que eu não vá aparecer no teste da grifinória, nunca iria me humilhar desse jeito, mesmo que eu fosse boa.

            Você devia ir treinar, sabemos que você é boa, e estou a fim de correr um pouco, sem ninguém ficar me olhando assustado Lithium fala cautelosamente para mim, sentindo que eu estou nervosa e confusa, e talvez até pensando em desistir, e eu sei que para a minha pantera negra, eu deveria continuar com a ideia, e continuar sendo confiante e até um pouco rebelde.

            Eu suspiro e me dirijo a sala precisa, não precisava falar minha decisão para Lith, ela simplesmente sabe para onde vou. A sala precisa é meu refúgio para absolutamente tudo, quando estou triste, entediada, ou querendo jogar quadribol vou para lá e ela parece que lê meus sentimentos, sei fazer ela funcionar para o que eu quero.

            Se eu quero que ela se transforme em um campo de quadribol para eu poder jogar, ou treinar, ela simplesmente vira isso, e ainda tem jogadores dos melhores ali, claro que eles não falam ou interagem comigo, mas são ótimos jogadores, e eu consigo treinar. Obviamente, foi assim que fiquei boa o suficiente para rir de algumas jogadas idiotas dos ex-jogadores da grifinória.

            Na hora da discussão com Albus eu só vi a vaga de artilheiro, mas agora que estou analisando melhor o folheto, vejo que tem vaga de batedor, e com certeza sou melhor batedora do que artilheira, mesmo que eu seja boa nas duas posições.

            Chego logo na sala precisa, e penso exatamente no que quero, assim que entro vejo o campo de quadribol e os jogadores me esperando, coloco uma roupa adequada, e monto na vassoura que tem ali, pego um bastão e me posiciono, assim que o jogo começa deixo meus instintos me guiar, e enquanto jogo consigo ver Lithium correndo atrás de um ponto prata, que tem o tamanho de uma goles e tem asinhas, é o pomo de prata dela, a Sala Precisa deixa aquilo especialmente para ela, para que brinque enquanto eu jogo.

Riley Black Malfoy narrando:

            Estou deitado no sofá da Sala Comunal da sonserina, não tem ninguém aqui, praticamente todos os meus amigos estão em alguma sala vazia, na primeira festa do ano organizada pela Rose, o que significa que vai rolar muita coisa lá, até drogas trouxas. Mas por algum motivo, hoje não quis ir, esse tipo de coisa ultimamente não tem me agradado, parece superficial demais.

            Na verdade, por algum motivo estou pensando na putinha da Potter agora, ela disse que vai fazer o teste amanhã, e sei que Rose vai aprontar alguma coisa, não que me importe, vou rir muito, tenho certeza, mas algo me diz que estamos errados sobre ela... Não, o que diabos estou pensando?

            Sabe, não me importaria se você parasse de ser grosso com a senhorita Potter, ela tem uma pantera negra muito bonita e simpática, talvez você esteja sendo um idiota em relação a ela – normalmente as pessoas dizem que os animais puxam o dono e tenho certeza que meu leopardo puxou meu lado mulherengo e que se importa, eu encontrei Black ano passado, e mesmo ainda nem tendo um ano, ele está tentando fazer com que eu fale com a Idiota, só porque ela tem uma pantera negra, ele também insiste que eu posso gostar dela, que ela pode ser legal, e que ela pode ter o mesmo talento de se comunicar com felinos que eu tenho.

            Você só quer que eu fale com a garota para que você fale com a pantera - eu respondo para Black, que se pudesse estaria revirando seus olhos azuis, o que era uma anomalia, considerando que seu pelo era totalmente negro, por isso o nome, Black.

            Em fim, eu suspiro e levanto, estou decidido a ir até a cozinha, estou morto de fome, e Black vai me seguir de qualquer jeito, e eu consigo levantar antes que ele responda, ou faça alguma pergunta difícil que eu não vá saber a resposta, ou talvez saiba, mas nem morto a pronunciaria em voz alta.

            Estamos quase na cozinha, fomos em silencio, acho que Black ficou bravo comigo por ter meio que o chamado de mulherengo, ele não gosta disso, e vive dizendo que não é pela pantera que quer que eu e a Potter sejamos pelo menos cordiais.

            Você estava um arraso lá, amanhã com certeza todo mundo vai ficar super surpreso com você – eu ouvi a voz falando mentalmente, sei que estou na verdade captando uma conversa entre felinos, mas jurava que já tinha ouvido aquela voz na minha mente.

            Não sei Lithium, nem sei se eu vou, nós duas sabemos que eu só falei aquilo porque estava com raiva, agora eu estou pensando seriamente em sei lá, ficar quieta e me esconder das provocações - aquela voz era de Lílian Potter? Porque estava parecendo, mesmo que eu soubesse que ela estava falando na minha mente, e bem, eu já tinha visto isso acontecer antes, mesmo que eu tivesse achado que havia imaginado.

            Você sabe que eu acho que não deveria aceitar tudo que lhe dizem, ficar quieta não é uma boa solução... – a pantera parou de falar, com certeza Lílian não estava lhe dando atenção, ou ela tinha ouvido eu e Black chegando – Tem alguém se aproximando, e pelo cheiro é o Black e o Malfoy.

            Black? – mas a pantera não tem tempo de responder, eu entro na cozinha e me deparo com Lílian Potter sentada em cima de um dos balcões comendo um sorvete, e sorrindo para a pantera, ela está com o rosto mais corado do que o normal, como se tivesse correndo até agora, seu cabelo está úmido, seus olhos brilhantes, e está com um short dourado mostrando as belas pernas, e uma camiseta de manga cumprida vermelha com uma estampa de leão na frente, percebo que ela está bonita, e mesmo que eu tente tirar o pensamento da cabeça não consigo, é a mais pura verdade.

            -Lilían? – eu pergunto a olhando de cima a baixo, e tentando não pensar em como ela é gostosa, mas vejo que ela fica vermelha, e olha para mim de cima a baixo também, eu tento não ficar vermelho, a maioria das meninas já tinha me visto sem camiseta, e era como eu estava agora, estava só com uma calça de jeans, estou de pé no chão, sem camisa, e com o cabelo totalmente bagunçado.

            -Oi – ela sussurra e percebo que seu rosto passa da expressão de surpresa e vergonha, para uma expressão de medo, e eu sei de quem ela tem medo, não é do Black ou nenhum dos elfos domésticos dali, ela tem medo de mim, eu sempre soube disso, mas então porque eu estou me importando tanto agora?

            -Oi – eu respondo tentando ser gentil, tentando como o Black disse não ser o que eu costumo ser perto dela, agora o porque eu não faço a menor ideia – Você vai mesmo fazer o teste amanhã? – ela suspira e desvia o olhar de mim, olha para o sorvete e morde o lábio.

            -Vou sim – ela responde e larga o sorvete de lado, levanta dali e chama a sua pantera com um gesto dirigindo-se a porta, eu quero falar alguma coisa, a abraçar, não sei da onde vêm esses sentimentos estranhos, e também não quero que ela vá embora.

            -Espera – eu sussurro e vejo ela virar olhando confusa e um pouco temerosa – Tome cuidado sua prima não via te livrar dessa.

            -Vou ter cuidado – ela responde olhando-me com aqueles olhos que parecem me prender em um universo estranho e que não conheço, ela se vira de novo, e eu escuto a chamar pedindo que espere, ela vira novamente, e eu dou um sorriso.

            -Boa sorte – eu falo, ela dá um sorriso simples e sincero para mim, que me faz perguntar para minha consciência o que ela havia feito que eu a odiava?

            -Obrigada – e com essa resposta ela saí da cozinha, ela parece estar tremendo, e eu suspiro, olhando para o sorvete que ela estava comendo, parece quase intocado, e eu não lembro de vê-la comendo durante o dia, será que eu a havia feito largar a única coisa que ela comera o dia inteiro?

            E o porquê eu estava me importando tanto?



Notas finais do capítulo

Espero dois reviews, e espero que tenham gostado!
Amo vocês por lerem e desculpem mesmo minhas demoras!
Beijinhos ;*