Minha Amada Potter escrita por B_M_P_C


Capítulo 22
Beijos casuais e papos tensos...


Notas iniciais do capítulo

Oooi, minhas moças e meus moços, eu sei que sumi e que isso é algo bem chato e que ando fazendo com frequência, mas eu juro que vou tentar postar mais rápido, mesmo, mesmo, agora eu tenho um pouquinho mais de tempo, bem pouco, mas tenho, e decidi que ao menos no sábado ou na sexta de noite vou me dedicar as minhas histórias (decidi isso na aula de filosofia que foi onde eu fiquei respondendo os reviews de vocês, supostamente eu estava fazendo um trabalho sobre ética, mas ninguém precisa saber, né? Suahsa) Em fim, meninas e meninos, espero que gostem do capítulo, que me perdoem pela demora e que entendam que tem sido dias difíceis, agitados, que eu voltei a querer direito então posso estudar um pouquinho menos e que terminei meu namoro o que me deu tempo para respirar e espaço para novas inspirações e sentimentos...
Bem, espero que gostem do capítulo!
Boa leitura =D



Lilly Luna Potter narrando:

Uma semana depois...

            O mais engraçado de tudo é que ninguém perguntou o que aconteceu comigo, a história que eu e o professor inventamos pareceu colar, e Minerva ainda falou que para não me perturbar não deviam fazer perguntas. Eu sei que ela não acreditou em mim sobre a história de algo ter me atingido e eu não me lembrar de nada.

            A minha detenção foi arrumar alguns livros na biblioteca, e durou só dois dias. Acho que os professores me ajudaram nisso. Albus e Scorpius me obrigaram a comer um monte a semana inteira, e eu não vi Riley.

            Scorpius me contou como ele ficou, e eu suspirei, ele ficou com raiva de mim quando beijei Scorpius, não sei por que, mas ele ficou. Ele não estava andando com a Rose e nem falou nenhuma bobagem para mim, eu o veria no ensaio de sexta feira, que, aliás, é hoje.

            -Linda – Scorpius me chamou, assim que eu estava saindo da minha última aula, eu sorri para ele. Ele se aproximou de mim e me beijou, seu beijo estava calmo e carinhoso, e por incrível que pareça eu e ele estávamos ficando. Rose já tinha me ameaçado, e Lauren me mandou um bilhete que dizia : “Se as coisas já estão fodidas, aproveite enquanto as consequências do que sua prima irá fazer não te atingem, e a provoque”. Se bem que eu não estava ficando com o Scorpius só por provocação, ele beijava bem, e estava me protegendo.

            -Oi loirinho – respondo para ele com um sorriso – Eu tenho que ir pegar minhas coisas, tenho ensaio agora.

            -Eu sei que tem – ele sorriu e me entregou meu material de ensaio – Peguei para você – eu sorri e o abracei.

            -Ah obrigada Scorp – ele pegou minha mochila com os outros materiais.

            -Por nada – ele sorriu – Mas eu acho que eu mereço um pagamento... – ele fala dando um sorrisinho fofo, eu sorrio, e o beijo de novo.

            -Agora preciso ir – dou um selinho em Scorpius e saio, claro que ouço as fofoqueiras e invejosas de plantão soltando piadinhas e me provocando, ignoro meus instintos de sair correndo e simplesmente vou para a sala de ensaio.

            E encontro Riley, ele está tocando violão e cantando. Eu chego ao final da música e a única coisa que eu ouço é a última frase que diz “Eu apenas estou me segurando em você”. Mordo o lábio e suspiro, ele está mal e a culpa é minha.

            -Oi – ele fala olhando para mim, e dando um sorriso de canto, porém vejo dor em seus olhos.

            -Oi – sussurro em resposta – Por que está me ignorando?

            -Não quero atrapalhar você e o Scorpius, ele é ciumento e... – sei que ele está mentindo, só em olhar para os olhos dele, o encaro – Nos dias que você sumiu, eu devia ter ido atrás de você...

            -Tá tudo bem Riley, eu entendo, você achou que eu era uma vadia porque beijei o Scorpius, eu entendo – sussurro para ele, que cora um pouco, e abaixa o olhar.

            -Não foi por isso, isso foi o que eu disse para o Al e para o Scorp, a verdade é que fiquei furioso, não sei porquê – ele admite isso olhando para o chão e então volta a olhar para mim -  Falei tantas mentiras sobre você...

            -Você estava com raiva, tudo bem, eu perdoo você Riley – falo de todo meu coração, eu sabia como ele tinha agido, e não fiquei triste, nem com raiva. Quer dizer, eu tinha outros problemas com o que me preocupar, Riley era o menor deles, e ele sempre foi um babaca, ia demorar um pouquinho mais do que alguns meses para mudar esse traço de sua personalidade.

            -Você tá falando sério? – ele pede erguendo uma sobrancelha. Riley ainda está com o violão no colo, e ele começa a batucar a mão nele, é um pouco irritante, franzo o cenho, se ele não quer acreditar não vou ficar falando que o desculpo.

            -É o que parece – falo revirando os olhos e sento em uma das cadeiras, Riley continua batucando o violão, eu procuro algumas palavras para quebrar o silêncio, mas é estranho... Não consigo achá-las.

            -Então... – Riley fala após alguns minutos – Você e o Scorp... – ele larga o violão e vira para mim, eu suspiro e olho para as minhas mãos.

            -O que tem? – mordo o lábio, aquele assunto me incomoda. A verdade é que gosto de Scorpius, mas não o suficiente.

            -Vocês estão... – Riley morde o lábio incomodado, e umedece os lábios como se estivessem secos demais – Juntos?

            -Você quer dizer... Tipo namorando? – não consigo encarar Riley, é como se eu me sentisse culpada demais para isso.

            -É, tipo isso – ele fala, após alguns segundos.

            -Só nos beijamos, casualmente – dou de ombros, e Riley batuca os dedos na superfície da mesa em que está sentado. Ele está nervoso comigo, e eu estou me sentindo estranha.

            -Ele beija bem? – ele pede quebrando o silêncio de novo – Eu sei, é uma pergunta estúpida, eu sou um garoto, não devia me importar...

            -Sim, ele beija bem, Riley – falo dando um meio sorriso com o desconforto dele, e deixando meus olhos encontrarem os deles. Ele sorri, e eu deixo meus lábios darem um sorriso verdadeiro por um momento, e eu coro violentamente.

            -Isso tá estranho – ele fala e nós dois caímos na risada por motivo nenhum, então Riley levanta e simplesmente me tira da cadeira e me abraça, erguendo-me do chão e me girando – Graças a Merlin você não morreu...

            -Seria mais fácil se eu tivesse morrido – falo sentindo-me confortável nos braços de Riley, mas como sempre, quando alguém toca no assunto dos dias que eu sumi, sinto as lágrimas se formando em meus olhos.

            -Não repita isso Lilly – ele sussurra, sinto o corpo de Riley tremer por um instante – Eu não aguentaria sem você aqui.

            -Ah, por favor, Ri, você teria Anita, Rose, Diane, Katy... Elas te confortariam – eu respondo, e ele me abraça ainda mais forte.

            -Lilly, eu não quero alguém que transe comigo, e sim uma melhor amiga, alguém que eu queira proteger apenas por proteger, não para fingir estar a protegendo e a levar para cama – ele sussurra e seu abraço me faz sentir um calor forte percorrer o meu corpo, quase como se finalmente eu pudesse ter um momento de paz – Eu quero você aqui Lilly. Anita, Rose, Diane, Katy e sei lá as outras, eu só quero na cama.     

            Suspiro, deixando que ele acaricie meus cabelos e me acalmo. Eu ainda sou a amiga dele, não sou bonita, nem atraente o suficiente para ser sua próxima isca, acalmo-me, e sei que ele não voltou inteiramente para o lado da Rose.

            -Obrigada...

            -Hey, abraço em grupo – ouço Hugo gritando, e então ele e Jason abraçam-me, junto com o Riley, e acabamos por perder o equilíbrio e cair no chão, eu caio na risada, e assim que Ruth entra, ela faz uma cara hilária. Ela não sabe se ri, se chora ou nos dá bronca. Ela faz o último, misturado com o primeiro. Ficamos em nossas posições em segundos, e assim que começamos a tocar, e Riley une sua voz a minha, sinto a conexão entre nós tão forte quanto antes.

           

            Riley Black Malfoy narrando:

            O ensaio acaba, e Lilly já está só com regata, ela tem bracelete nos pulsos como sempre, ela toma cuidado para ninguém ver suas cicatrizes. Consigo ver que ela está magra, porém seu corpo continua bonito. Ela está soada, e o cabelo cai bagunçado por suas costas, a algumas mexas estão grudadas em sua testa e bochecha. Os meninos se despedem.

            Ruth já saiu faz tempo, ela disse que estamos ótimos, só mandou eu me acalmar e pediu para Lilly parar de vacilar nos acordes, ela também mandou que Lilly parasse de usar moletons enquanto ainda estivesse quente. Lilly só assentiu, mas sabia que ela não faria isso, continuaria com seus moletons e com seus cortes.

            Assim que nos deixaram a sós eu me aproximo de Lilly e tiro uma mexa do seu cabelo que está em seus olhos e coloco atrás de seu ouvido, e seguro suas mãos, olho em seus olhos e depois para seus pulsos, tiro lentamente seus braceletes, e conto as cicatrizes novas que ela fez.

            -O que Rose disse realmente te fez mal – eu sussurro, e ela olha para os próprios pulsos, sinto algo que me assusta. Lilly não está ligando para as cicatrizes, ela não se importa mais.

            -Ela só me fez cair na real...

            -Lilly... – ela olha para mim, seus olhos estão tão vazios, seguro seu rosto, os lábios perfeitamente desenhados parecem chamar por mim – Você está desistindo de lutar?

            -Lutar pelo que Riley? Se no final eu tenho que obedecer Rose? Se eu a enfrento, meus pais terminam com a minha vida, com o meu pequeno paraíso pessoal no meio do inferno, então de que adianta? O que mudaria eu estar viva ou morta? Morta eu facilitaria a vida das pessoas. – ela responde com a voz tão distante, sinto-me um idiota, eu deveria ter ido atrás dela, assim que ela não apareceu para o café da manhã do primeiro dia.

            -Não fale assim Lilly – eu a repreendo, mas não conseguirei fazer com que acredite que mudaria muita coisa sem ela ali, não conseguiria a fazer entender aquilo ali em Hogwarts e nem perto de quem a lembre Rose. E de certa forma eu a lembro as coisas ruins por qual passou.

            -Não venha com eufemismos ou palavras de incentivo, estou de saco cheio disso – ela sussurra para mim, e solta suas mãos da minha e coloca seus braceletes, e logo depois seu moletom – Tenho treino hoje, e se eu não me apressar vou chegar atrasada – eu coloco as mãos no bolso da minha calça, enquanto a vejo pegando suas coisas apressada.

            -Bom treino – eu falo e ela assente, saindo e me deixando sozinho, olhando para o nada na sala de música. Bagunço meus cabelos e sinto-me culpado, ela não precisa admitir isso, mas sei que também está desistindo por minha culpa.

            



Notas finais do capítulo

E aí, alguém vivo lendo?
Cinco reviews pra uma autora carente? mimi~



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