As Quatro Casas De Hogwarts - Ano 1 escrita por Larissa M


Capítulo 23
Capítulo 22 - Que tal esquecer?


Notas iniciais do capítulo

Aí está: o último capítulo!
Foram seis meses escrevendo essa fanfiction (precisamente) e eu queria agradecer a todos os que me deixaram reviews, e especialmente à Paola (Macarrão) Dargoni! obg por smp me deixar reviews, por me deixar uma recomendação e por não deixar de ler minha fanfiction! Meu deus, eu estou tão dramática hj... kkkkkkkkkkk Aproveitem o último capítulo!



O período letivo ia passando acelerado ao ver dos alunos. Semanas já haviam se passado desde o momento em que o grupo descobriu, por meio de Hagrid, mais informações sobre Prof. Stuart e Prof. Hunnigan, as quais tanto respondiam velhas perguntas quanto criavam mais outras.

Assim como prometido a Rose, nenhum dos quatro abrira a boca pra ninguém, com exceção de Nathan e Erick. Ryan possuía total confiança em Nathan, e Alice em Erick. Eles eram conhecidos de Rose e Albus, de modo que nenhum dos dois se importou muito com isso. Nenhum dos dois possuía nada de novo há acrescentar às especulações repetidas diversas vezes pelos amigos. Não havia muito que dizer depois que o assunto fora dissecado diversas vezes, e vistos de diferentes ângulos.

A única coisa que conseguiram deduzir é que poderia ter sido Stuart quem reportara Hunnigan ao diretor, de modo que assim a presença dele na sala do próprio seria justificada.

Ninguém do grupo tornou a ver Hagrid depois de o terem deixado na cabana naquele dia. Como o guarda-caça não era mais professor, (diziam que o risco de suas aulas apenas aumentou com a idade) era difícil vê-lo pela escola, a não ser quando o viam das janelas do castelo, atravessando os jardins, ou mesmo apenas a luz de sua cabana acesa. Os jogos de Quadribol também eram um modo de ver o meio-gigante, mas, depois do jogo entre a Lufa-Lufa e a Corvinal, o grupo começou a suspeitar que estivessem sendo evitados propositalmente. Talvez Hagrid não quisesse correr o risco de ser questionado daquele modo novamente.

Quanto mais o final do ano letivo ia se aproximando, mas os garotos ficavam ocupados com os estudos. Era uma nova rotina para os alunos do primeiro ano, e, mesmo que já tivessem tido mais de oito meses de aulas, Daniel costumava dizer que ia piorando a medida que o ano ia se aproximando da metade.

No entanto, ainda havia diversas questões a serem resolvidas antes que as férias por fim chegassem.

E Mattew Cooper era uma delas.

Desde o momento em que reatara o namoro com Rachel, (tendo, como de costume, a desaprovação de Ryan) Mattew se mantivera anormalmente quieto. Rachel dera todo o espaço necessário para o garoto se decidir quanto ao irmão, mas, depois de um tempo, interpretara o silêncio de Mattew como ainda uma indecisão. Os amigos do mesmo também vinham notando mudanças no garoto. Eles eram três outros garotos da Grifinória, e os três eram tão detestados por Ryan quanto o próprio irmão. Ryan nunca prestara muita atenção neles, mas já se tornara costume do garoto ver os quatro alunos da Grifinória pelos corredores; todos fazendo exatamente o que Mattew sempre fizera: tirar sarro de outros alunos, e de alguns em especial. No entanto, não era o que vinha acontecendo ultimamente. Mattew, se não estava com Rachel, estava sozinho.

Era fácil para ele evitar os amigos; ou aqueles que algum dia o foram. Os três pareciam se importar apenas minimamente com Mattew. Chamavam-no para junto deles, mas, quando Mattew não atendia, simplesmente viravam o rosto e continuavam com suas piadas. Mattew, por sua vez, não fazia nenhum esforço para ser notado, muito pelo contrário.

Num dia em especial, ele fora pressionado pelos três, após ter corrido o boato por toda a escola de que Mattew Cooper estava namorando uma aluna da Lufa-Lufa. O próprio Mattew ficou impressionado com a habilidade dos amigos de simplesmente ignorar quando o viam com Rachel, mas acreditar piamente nos boatos.

– Matt. – um deles, chamado Ralph, perguntou ao amigo, quando por fim conseguiu alcançá-lo no corredor. – O que está havendo?

– Nada. – Mattew respondeu. – Por quê?

– Soubemos que você está namorando uma garota da Lufa-Lufa. – a ênfase que ele deu na palavra faria qualquer um da Lufa-Lufa o olhar com extremo desgosto. O olhar que Mattew lhe lançou foi parecido.

– Rachel é o nome dela. – respondeu ele, sem cessar as suas longas passadas no corredor. Quando notou que não estava sendo acompanhado, parou para olhar para três dos garotos mais surpresos que já havia visto. Após um tempo encarando-os com o cenho franzido, Mattew assistiu quando um deles caiu na gargalhada, sem acreditar numa palavra daqueles “boatos”.

– Você quer mesmo que eu acredite nisso? – perguntou Ralph.

– Se não quiser acreditar em palavras, veja pelas ações. – Mattew respondeu.

– O que? – outro perguntou. – Quer dizer que é verdade mesmo?

– Sim. Eu já falei. – Mattew respondeu. Começava a perder sua calma. A única coisa que o fez parar foi a visão da própria Rachel, se aproximando do grupo pelo corredor. Seus cabelos ruivos se destacavam do resto da multidão de alunos, e não tardou para os amigos de Mattew notarem o olhar do garoto e virarem o rosto para procurar o que ele estivera vendo.

– Matt? – ela perguntou, ao passar pelos três.

– Oi, Rachel. – ele respondeu, abraçando-a por trás e dando um beijo em sua bochecha.

Os três garotos estavam ainda mais surpresos do que antes. Ralph foi o primeiro a falar:

– Então é verdade. Você está namorando uma garota da Lufa-Lufa.

– O nome dela é Rachel. - Mattew repetiu. Apenas a presença de Rachel que fazia com que sua voz se mantivesse calma. Porém, a namorada sabia como ele estava se sentindo. – Algum problema comigo ou com ela?

– Nenhum. – outro deles respondeu, mas suas palavras eram tão vazias de significado quanto uma janela aberta. – Mas não é normal você estar namorando uma garota da Lufa-Lufa, Matt.

– Vai ter que ser a partir de agora. – ele respondeu, ácido. Não foi a certa atitude a tomar. A situação, já tensa antes do comentário de Mattew, só fez com que seus amigos o olhassem de modo mais desgostoso ainda, assemelhando-se aos olhares que lançavam par Rachel desde que a garota chegara.

– Matt. – ela chamou baixinho. Apenas seu namorado poderia ouvi-la. – Vá com calma. Por favor, não arrume mais brigas; não por mim...

– Se eu algum dia for brigar com alguém, Rachel, o único motivo será você. É o único que vale a pena. – ele respondeu, dando um passo a frente. Mattew continuou a falar, dessa vez em alto e bom tom. – Eu vou continuar com ela, independente do que digam. É bom se acostumarem.

Mattew pegou delicadamente a mão de Rachel e puxou para longe dos garotos, se misturando na multidão. Porém, antes que estivessem longe o suficiente, as palavras de Ralph foram ouvidos mesmo daquela distância, e com o corredor cheio:

– Hipócrita!

A única coisa que parou Mattew foi a Rachel, que segurava a mão do namorado com firmeza.





Charles Hunnigan caminhava solitário por um dos corredores da escola, indo de volta aos seus aposentos após um longo dia de aulas em Hogwarts.

O professor, nas últimas semanas, estivera tão absorto em pensamentos que chegava até mesmo a se distrair completamente em suas aulas, coisa extremamente atípica dele. Naquele mesmo dia, Hunnigan havia perdido a concentração durante uma de suas explicações, ao notar que, mais uma vez, aquele Grifinório de cabelos escuros sentava perto de uma aluna da Corvinal... E os dois pareciam perfeitamente bem juntos. Verdadeiros amigos.

Hunnigan destrancou a porta de seu escritório com um descuidado aceno de varinha, fazendo com que a mesma abrisse violentamente. O professor correu para dentro, trancando a porta de costas. Ele jogou seus materiais em cima da mesa, sem se importar em deixar qualquer ordem ali. Já fazia alguns dias que Charles não arrumava qualquer uma de suas coisas. A escrivaninha estava acumulando cada vez mais objetos, e a cada dia que passava Hunnigan encontrava mais dificuldade em achar o que estava procurando. Com outro aceno de varinha, o professor acendeu a lareira e tomou o seu lugar em frente a ela. Nem se dando o trabalho de tirar o casaco, Hunnigan recostou em sua cadeira e estendeu as mãos para as chamas. Suas mãos sempre ficavam frias quando ele estava preocupado, ou nervoso. Não sabia dizer se estava se sentindo de algum dos dois jeitos.

Ele retirou seus óculos de aro fino, apoiando-os no console da lareira, e buscou com olhos a sua gata de estimação, Rowena. O nome era em homenagem à fundadora de sua casa.

Uma gata rajada de cinza não tardou a aparecer por detrás de um armário, como se chamada pelo olhar do dono. Por vezes Hunnigan achava que ela era a única que lhe entendia por completo, mesmo sendo apenas uma gata. Não há como negar que são animais extremamente inteligentes.

Hunnigan permaneceu na mesma posição por incontáveis minutos. Seu olhar estava fixo na lareira, mas enxergava muito além do vermelho das chamas. Sua mão repousava no dorso de Rowena, acariciando-a vagarosamente. A gata não se mexia, acompanhando o olhar do dono. Hunnigan tentava evitar, mas toda a vez que se deixava levar por pensamentos, e tornava a lembrar de seu antigo amigo de escola.

O professor apenas se permitia lembrar de algumas imagens desconexas de sua infância e adolescência. Se via jogando Quadribol, acompanhado de um Grifinório... Num outro momento, estava se aventurando por perto do Salgueiro Lutador... Já em outra situação se concentrava em seu exame de Transfiguração, e depois ouvia pela primeira vez que daria um ótimo professor...

Da janela, uma coruja piou. Sua penugem branca contrastava com o céu já há muito escuro do lado de fora. Hunnigan não lhe deu atenção. Apenas no terceiro piado foi que ele levantou a cabeça, e foi atender ao chamado do animal.

De imediato reconheceu a coruja. Não havia como esquecer seu dono. Na verdade, estivera mesmo recordando do próprio em sua cadeira, minutos antes.

Receoso, ele abriu a janela, pegou a carta a ele endereçada e enxotou a coruja dali.

Seu ao menos olhar o verso, pois já sabia quem era o seu remetente, Hunnigan abriu o envelope o mais rápido que pôde e se pôs a ler a carta.

Passados minutos, o professor levantou os olhos por segundos, apenas para depois retomar a leitura da carta.

Depois de ter relido-a três vezes, num gesto bruto e com uma careta de desgosto, Hunnigan amassou o papel e, sem pensar duas vezes, atirou-o na lareira a sua frente. Com passos largos e duros, ele se dirigiu à sua cama, sem querer pensar em mais que envolvesse a carta.

A porta bateu com força.

No escritório do professor, a lareira permanecia acesa. O papel da carta ia lentamente sendo consumido pelas impiedosas chamas, que queimavam a tudo sem cessar. Aos poucos, cada sentença; cada palavra; cada letra ia se dissolvendo. Por último, como se para deixar a última impressão de sua passagem por ali, estava um nome:

Scott Stuart.




– Nós precisamos estudar para os exames!

Cinco alunos muito surpresos olharam para Ryan, que acabara de exclamar essa sentença.

– O que foi? – ele perguntou, ao notar os olhares dos amigos. Estavam todos na biblioteca, supostamente estudando. Erick se sentava um pouco mais afastado, junto a seus amigos. De vez em quando parava para perguntar alguma coisa a Alice, ou para receber uma pergunta da própria.

O assunto ao redor da mesa, porém, passara da poção Redutora para os jogos de Quadribol.

– Ryan, você está pedindo para nós voltarmos a estudar? – Ellen perguntou. Não queria admitir, mas estivera mais interessada no último jogo de Quadribol, que definira o campeão do ano (Sonserina, por uma diferença de 50 pontos da Grifinória) do que nos estudos.

– Eu não gosto de Quadribol. – ele se justificou.

– Desde quando? – perguntou Nathan. – Não era você que torcia para os Chudley Cannons no início do ano?

– Ah, mudei de ideia. – ele disse. – Esporte muito violento. – se justificou.

– Eu sempre disse isso... – respondeu Nathan, com um aceno de reprovação. – Você nunca me deu ouvidos.

– É o melhor esporte que existe! – falou Ellen. – E eu conheço um monte de esportes de trouxas, mas nenhum se compara a esse...

– Claro, são trouxas. – respondeu Daniel. Ellen fechou a cara para o garoto. Não gostara do comentário, pois, afinal, vivera num mundo sem magia por 11 anos, sem contar que seus pais e parentes eram trouxas. Dando uma cotovelada em Daniel, para sinalizar que Ellen não gostara nem um pouco do comentário, Alice apontou para ela enquanto a mesma voltava sua concentração para os deveres. Dan não entendeu o gesto, como de costume. Revirando os olhos, Alice disse por ele:

– Eles têm esportes interessantes. No jeito deles, claro.

– Não como Quadribol. – ela respondeu, ainda com o rosto virado para os livros.

– Agora fiquei curioso. – disse Daniel, se dando conta do que dissera antes. – Quais esportes eles jogam? Ainda quero saber, mesmo que você tenha dito que não são melhores que Quadribol...

Ellen levantou a cabeça dos livros, e sorriu de leve para Daniel. Em seguida começou uma explicação de alguns dos esportes que conhecia, embora Daniel não estivesse acompanhando tudo muito bem. Reconhecia alguns, pois era mestiço, e já tinha tido contato com trouxas, mas a maior parte não lhe era familiar. Os dois seguiram numa conversa animada e Ryan, sacudindo a cabeça em reprovação, voltou sua atenção aos estudos, desistindo de tentar convencer os amigos a fazer o mesmo.

Alice tentava se concentrar em seus estudos, mas, pela primeira vez, não estava conseguindo. Não era costume de ela perder a atenção no que estava fazendo mas, naquele dia em questão, encontrou certa dificuldade em fazer o que deveria. Suspirando, disse o que a incomodava em voz alta, na esperança de que algum dos amigos também estivesse na mesma situação do que ela:

– Ryan, - embora a pergunta fosse dirigida a ele, ela tinha certeza de que os outros também a ouviriam. – Você viu o seu irmão por aí ultimamente?

Como Alice pensara, o resto do grupo se virou para ele.

– Não. Na verdade, não o vejo direito desde aquele dia... – Ryan não precisava ser específico; sabia que todos tinham certeza de quando ele estava falando. – Porque?

– Nada. – ela respondeu. – É que eu ando vendo ele aí pelo corredor... Acompanhado de Rachel.

– Sim, ouvimos o boato de que ele voltou com ela. – disse Ellen. – Não sabia que ela era tão boba...

– Não pode culpá-la. – disse Nathan. – Você sabe que ela está completamente apaixonada por ele.

– Então ela foi boba de se apaixonar em primeiro lugar. – disse Ryan.

– Ryan, não se escolhe a pessoa pela qual se apaixona. – explicou Alice, com um tom de quem explica uma coisa óbvia.

– E o que você sabe disso? – ele retrucou, cruzando os braços.

– Eu? – ela disse, ficando instantaneamente corada. – Nunca disse que senti isso. Só que, em tese, você não escolhe a pessoa.

– Sim, e, em tese, a pessoa se apaixona de volta. – disse Erick, do seu canto. Estivera ouvindo a conversa mesmo sem que os outros percebessem. – Tudo, Alice, na teoria, é muito perfeito.

Alice, apesar de muito curiosa para saber o significado por trás das palavras do garoto, não disse nada; apenas assentiu. Não sabia se Erick queria dizer algo mais, escondido nas entrelinhas, ou se ele estava apenas corrigindo-a. Se fosse a primeira das opções, ele nunca havia dito nada para Alice, o que não a fez se sentir particularmente querida. Porém, espantou esses pensamentos da cabeça, dizendo para si mesma que, fosse o que fosse, se Erick quisesse iria contar para ela.

– Bem, não sei como chegamos nesse assunto – disse Alice, por fim – Mas precisamos voltar a nos concentrar nas provas!

– Qual vai ser a primeira mesmo? – perguntou Nathan, se obrigando a concentrar em um livro, apesar de sua preguiça.

– Transfiguração. – ela respondeu.

– Hunnigan. – disseram os outros quatro, juntos. Estiveram evitando esse assunto desde a visita à cabana de Hagrid. Era perigoso ficar comentando sobre esses assuntos em um lugar público como a biblioteca, especialmente enquanto o grupo de amigos de Erick se sentava a poucos metros de distância. O próprio Erick apurou os ouvidos para ouvir o que iriam dizer, mas sem dar pistas aos seus amigos que o assunto ali passara de futilidades para algo de maior importância.

Os cinco se entreolharam, antes de prosseguir com o assunto. Os olhares diziam o que todos já sabiam. Porém, eles continuaram do mesmo jeito.

– Alguma notícia dele? – Ryan falou primeiro.

– Nada. – respondeu Daniel. – ele está estranhamente quieto nesses dias.

– Eu acho que aquilo com o Stuart pegou ele de jeito. – disse Nathan, recebendo um chute por debaixo da mesa. Não mencionar o nome de Stuart estava sendo de suma importância nos últimos dias.

– De qualquer modo, não acho que ele vá aliviar na prova.

– De jeito nenhum. – concordou Alice. – E ainda é Transfiguração. Ou seja, nada fácil.

Ryan resmungou em protesto. Porém, não havia nada que os alunos pudessem fazer, a não ser estudar.

– Vocês acham que ele ainda vai estar assim quando estivermos no segundo ano? – perguntou Daniel.

– Temos que lembrar que o meu avô foi bem direto com ele. – comentou Erick, olhando para eles. Seus amigos se distraiam conversando mais adiante.

– Como você sabe? – perguntou Ellen.

– Eu perguntei a ele. Não diretamente, claro. – respondeu Erick. Em poucas palavras, ele contou aos amigos que havia, na noite passada, esbarrado com seu avô no corredor e, enquanto acompanhava o mais velho até seu escritório, Erick foi conversando com ele, e discretamente perguntou o motivo de Hunnigan estar na sala dele naquele dia em que Daniel e Ellen haviam sido acusados por Mattew.

– Ele me respondeu que precisava conversar com Hunnigan e Stuart; assunto que cabia somente a ele. Disse que precisava chamar atenção do professor, mas nada muito alarmante. Então, quando eu disse que ele parecia bastante preocupado, ele respondeu que fora suficientemente enfático com o professor para colocar ele na linha. – Erick concluiu – Palavras do meu avô.

– Bem, isso a gente pôde observar no dia... – comentou Nathan.

– Nate. – disse Ryan repentinamente – Aliás, isso vale para todos.

Os outros cinco se viraram para Ryan, atentos.

– Eu tenho uma ideia.

– Continue.

– Que tal nós apenas esquecermos? – ele disse, recebendo diferentes reações dos amigos. Porém, antes que os outros pudessem começar a falar, Ryan pediu atenção de novo, e continuou. – Pensem bem: nós estamos no final do período letivo. Daqui a pouco vem os exames; sem contar em outros assuntos com os quais nós temos que nos preocupar. Não acham que é um pouco demais ficarmos nos preocupando com Hunnigan; com Stuart? Eu também estou curioso para descobrir tudo, tenho que admitir, mas eu acho que sinceramente não vale a pena ficar esquentando a cabeça com isso. Já estamos nos tornando um pouco enxeridos demais... – rindo um pouco, pois ele próprio incentivara isso, Ryan continuou – Isso é assunto dos professores, afinal. E eu acho, que nós vamos acabar descobrindo isso, cedo ou tarde. Não somos os únicos que já suspeitam de alguma coisa; tenham certeza.

Cada um dos amigos iam assentindo a medida que Ryan falando, concordando com cada uma de suas palavras. Ele estava sendo franco com eles, e todos acharam que realmente estava falando algo que merecia ser ouvido.

“Então... Que tal esquecer? Apenas por enquanto.”

Daniel, Ellen, Alice, Nathan e Erick disseram suas palavras de concordância e, mesmo que não fosse verbalizado, um acordo, assim que o que Rose havia feito, foi estabelecido entre os seis. Eles sabiam que os outros não o quebrariam.



Uma fumaça esbranquiçada saía da chaminé do expresso de Hogwarts. Os últimos exames fora no dia passado e, agora, todos os alunos da escola de magia se dirigiam ao trem, que os levaria, depois de um ano, a Plataforma 9 e ¾.

Para a alegria geral, todos os alunos do primeiro ano haviam sido aprovados em todas as matérias. Todas as preocupações de algumas semanas antes agora haviam se esvaído, e eles podiam respirar aliviados. A prova de Hunnigan, afinal, não fora tão ruim quanto eles esperavam. As horas de estudo que eles passaram na biblioteca e em suas respectivas salas comunais haviam dado certo.

Alice e Ellen, dentre os amigos que cursavam o primeiro ano, tinham sido as que haviam tirado as melhores notas, tanto de suas próprias casas quanto das outras. Elas foram parabenizadas pelo resto, mas não sem um tantinho de inveja na voz.

A festa de fim de ano fora esplendorosa. Infelizmente os seis não puderam se reunir. Cada um passara o jantar em sua própria mesa, pois fora ali que o diretor anunciara o campeão da taça das casas. Não poderia haver um grifinório na mesa da Sonserina quando os alunos do primeiro ao sétimo ano vibraram com a sua vitória; o pobre coitado seria massacrado pela massa de alunos de verde e prata comemorando o seu dia. O Salão Principal cintilava com as cores da casa ganhadora. Para todo o lado que os alunos olhavam, podiam ver as duas cores para representar a casa de Salazar Slytherin. Ellen se sentiu muito orgulhosa de estar naquela casa em sua última noite como aluna do primeiro ano em Hogwarts.

O resto dos amigos ficou apenas um pouquinho desapontado. Afinal, também era o primeiro ano deles ali, e queriam que sua casa fosse a ganhadora. Apesar disso, ficaram felizes por Ellen.

No dia seguinte ao da festa de fim de ano em Hogwarts, era a vez de eles embarcarem no Expresso de Hogwarts, e seguirem de volta às suas respectivas casas. Nenhum dos amigos estava muito animado com a perspectiva de voltarem as suas casas. Haviam conferido uns com os outros, e não moravam tão perto assim. Sob muita pressão, especialmente da parte de Ellen (ela era a que morava mais longe, pois era a única nascida trouxa dali) os amigos prometeram escrever tanto quanto pudessem.

Na estação de trem de Hogwarts, Nathan parou os amigos antes que pudessem embarcar no trem.

– Nate, me deixe passar! – disse Ryan. – Eu quero logo pegar uma cabine que esteja vazia!

– Não, não e não! – ele falou, pois Ryan não era o único que estava tentando passar. – Primeiro temos que tirar uma foto!

Ryan soltou um gemido de protesto: nunca gostara muito de fotos. Porém, sabia que era impossível argumentar com Nathan. Quando o garoto cismava em tirar uma foto, ia e tirava de qualquer jeito. E nem ouvia às reclamações de Ryan quanto a sua aparência.

– Gente, fiquem ali por favor. – ele disse.

– Nate, você quer tirar uma foto da gente, tudo bem... – disse Ellen – Mas como você vai aparecer.

– Aí está meu truque.

Dizendo palavras que ninguém conhecia e apontando com a varinha para a câmera, Nathan a fez flutuar no ar, enquanto corria para ficar do lado de Ryan.

– Em cinco segundos... – ele falou.

Juntos, os amigos prosseguiram com a contagem regressiva:

– 5...

– 4...

– 3...

– 2...

– 1...

Flash.

Daniel, Ellen, Alice, Ryan, Nathan e Erick sorriram para a foto. Parados na estação, lado a lado, os amigos celebravam um ano de amizade. Um ano que se passara demasiadamente rápido, um ano que, apesar de brigas e desentendimentos, eles ainda conseguiram manter a amizade, apenas fortificando seus laços. Aquela foto seria guardada até muitos anos depois, e relembrada por seis amigos, que nunca esqueceriam seu primeiro ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.




Notas finais do capítulo

T.T acabou o primeiro ano!!! Mas saibam que eu vou escrever mais, como prometido! Aguardem os próximos anos! assim que eu postar o segundo ano, eu coloco o link aqui! Beijos, esperam que tenham gostado da fanfiction!