As Quatro Casas De Hogwarts - Ano 1 escrita por Larissa M


Capítulo 2
Capítulo 2 -Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts


Notas iniciais do capítulo

Mais um capítulo, tá bem grande...



Já estava entardecendo quando o trem finalmente chegou a Hogwarts. Daniel, Ryan, Alice e Ellen tinham tido tempo suficiente para conversar, se conhecer, e trocar cartas de sapo de chocolate. Daniel acabou explicando para Ellen como funcionavam as cartas, embora ela se recusasse a admitir que não soubesse.

Todos estavam prontos para descer do trem quando soou o apito. Logo assim que desceram, foi uma confusão. Alunos mais velhos passando apressados; inúmeras corujas; gatos e sapos sendo carregados pelos alunos e o que Daniel reconheceu como monitores, dando ordens aos mais novos. Eles estavam no meio disso, sem saber para onde seguir.

Até que ouviram uma voz, vinda da sua esquerda:

- Alunos do primeiro ano, por aqui! Alunos do primeiro ano!

Daniel se virou para olhar quem era e se assustou com o tamanho do homem que os esperava, gritando para que o seguissem. Tinha pelo menos 3 metros de altura, seus cabelos e barba eram espessos e grisalhos. Ele formava uma figura assustadora a meia-luz. Para completar, um cachorro o seguia de perto, tão grande que chegava a ser maior que alguns alunos dali.

Os garotos se aproximaram um pouco relutantes, mas viram que outros tantos do primeiro ano faziam o mesmo. O gigante anunciou:

- Vocês me acompanharão numa viagem de barco até o castelo, – ele indicou com sua mão enorme o castelo atrás dele – atravessando o lago. Não se preocupem, estarão seguros comigo. Sou o guarda-caça de Hogwarts, Rúbeo Hagrid.

Lentamente, todos os alunos do primeiro ano iam se aproximando, e Hagrid indicava um barco para cada grupo de quatro. Dan, Ryan, Ellen e Alice ficaram com o mesmo barco.

- Como vamos chegar ao outro lado? – Ryan perguntou - Temos que remar...? – Como se o estivessem escutando, os barcos começaram a se movimentar sozinhos, em direção ao outro lado.

À medida que o barco se aproximava da outra extremidade do lago, os contornos de um castelo se tornavam mais nítidos a todos os alunos, que olhavam fascinados.

O castelo era grande, e Daniel contava inúmeras luzes acesas nas janelas, refletidas na superfície do lago. O crepúsculo dava uma coloração alaranjada às suas paredes e torres do castelo.

Em pouco tempo, os barcos cruzaram o lago, e os alunos chegaram à outra margem. Hagrid os levou pelos terrenos do castelo em direção à entrada, onde puderam ver o castelo de perto pela primeira vez – era imenso. Ainda acompanhando o guarda-caça, eles cruzaram as portas abertas e entraram no Saguão de Entrada. Todos olhavam, admirados com o tamanho do Saguão. Porém, não tiveram muito tempo para ficar olhando, foram levados a uma pequena sala do lado direito Saguão.

Quando todos estavam lá dentro, o guarda-caça anunciou:

- É aqui que eu deixo vocês! Aguardem enquanto eles vêm te buscar! – Hagrid se despediu com um aceno e um sorriso, depois, fechou a porta atrás de si, deixando todos os alunos do primeiro ano sozinhos.

Quase que automaticamente, todos os alunos que já conheciam alguém dali começaram  a cochichar entre si.

- O que vai acontecer agora? – Daniel perguntou para Ryan, que conhecia melhor o mundo bruxo.

- Eu acho que é agora que nós vamos ser Selecionados.

- Ah. Eu perguntei para meus pais como ia ser a Seleção, mas eles se recusaram a responder. “Faz parte da surpresa”, foi o que disseram. – Daniel justificou sua pergunta.

- Nós vamos ser selecionados por um chapéu. – Alice esclareceu os dois, dizendo isso como se fosse uma coisa natural.

- Um... Chapéu? – Ellen perguntou, cética.

- É. Você deveria saber que agora que está no mundo bruxo há várias coisas diferentes. Não se surpreenda à toa. – Alice respondeu, sem perceber que estava sendo rude.

- Eu não estava surpreendida. – Ellen disse, e completou baixinho, para Alice não ouvir – Só cética. Um chapéu... Não é qualquer um que acredita nisso!

Daniel riu. Ele, que estava do lado de Ellen, pode ouvi-la. Nem Ryan nem Alice, que estavam atrás dos dois ouviram.

- Do que você está rindo? – Ryan perguntou.

Daniel abrira a boca pra dizer uma mentira qualquer quando toda a sala ficou em silêncio. Ele se virou para frente e notou que um bruxo alto, com vestes verdes e chapéu cônico, entrara por uma porta nos fundos da sala.

- Boa-noite, alunos do primeiro ano. Meu nome é Prof. Longbottom.

Alguns sussurros. Longbottom era um nome conhecido no universo bruxo.

- Vocês passarão por um teste com a finalidade de saber em que casa estarão. As casas são: Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina. Não se preocupem com o teste, é simples. Formem uma fila, por favor.

Levou algum tempo, mas os alunos conseguiram se organizar.

- Agora, sigam-me, quero que fiquem enfileirados em frente a mesa dos professores.

O Prof. Longbottom os conduziu pela porta que ele havia usado para entrar, levando-os a um recinto que fazia o Saguão de Entrada parecer pequeno.

Cada novo rosto que passava pela porta em direção ao Salão se admirava com seu tamanho, ou talvez pela quantidade de bruxos ali presentes. O Salão Principal possuía uma longa mesa, que Daniel julgou ser a dos professores e diretor. Era paralela a uma das paredes do Salão. Depois dali, quatro mesas compridas era o lugar onde todos os alunos ficavam. Eles tinham a impressão de  que não havia teto. Acima deles viam apenas o céu estrelado. Inúmeras velas flutuavam pelo Salão, iluminando-o completamente.

Quando Daniel parou de olhar ao redor, o Prof. Longbottom estava colocando um banquinho de três pernas na frente dos alunos e, por mais inacreditável que fosse, um chapéu por cima dele. Um rasgo se abriu sozinho no chapéu e começou a se mexer. Era impossível, mas o chapéu falava:

Sua hora chegou

Estudantes, não sabem,

Mas devem se unir

Porque quem quer que fique separado

Irá se partir.

Diferentes, assim os separei.

Cada qual com seu ser

Porém, os reunirei.

Imaginam, oh, imaginam.

Mas esquecem,

No seu íntimo,

Seres humanos habitam.

Para a escola se manter

Ouçam-me, jovens,

Assim como os antigos:

Deverão seguir o chapéu

E da paz não serão munidos.

Nem Daniel nem Ryan prestaram muita atenção no que o chapéu dizia. Parecia uma música, ou mais uma poesia, mas ambos estavam muito nervosos para entender. Alice ouvia atentamente, isso era visível por seu rosto. Ellen não prestava atenção em tudo, mas ouviu quando o chapéu descreveu as quatro casas:

Sou um chapéu;

Isso vê pelo meu exterior.

Não nota que eu

Sou magicamente provido,

No meu interior.

Sou um chapéu – um Chapéu Seletor!

Meu trabalho aqui,

O meu pendor,

É lhes dizer em que casa ficará

Na escola de Hogwarts.

Qual será?

Apenas os mais bravos,

Em sua essência, ousados,

São merecedores da Grifinória.

Casa para muita glória.

Aqueles que são bondosos.

Vão para Lufa-Lufa;

Sua lealdade é incontestável.

Sua justeza além do admirável.

A Corvinal é a casa para os pensadores,

Que se orgulham de seu intelecto.

Vá para esta casa

Se entre todos é o mais esperto.

Para a Sonserina,

Os ambiciosos são admitidos.

Conseguem seus objetivos a qualquer custo,

Porém entre si são unidos.

Venham, recém-chegados!

Não temam!

Me experimentem e direi a verdade!

O Chapéu Seletor – assim ele se apresentara – parou tão abruptamente quanto havia começado. Sem dar tempo para refletirem, o Prof. Longbottom anunciou:

- A pessoa cujo nome eu chamar deverá se sentar no banco e colocar o Chapéu Seletor sobre a cabeça. Depois de anunciada a casa, se sentará na respectiva mesa.

Assim, o professor começou a chamar os alunos. O primeiro foi:

- Allen, Davis.

Um garoto, muito nervoso, se adiantou a colocou o chapéu sobre a cabeça. Não demorou muito tempo, o rasgo se abriu na boca do chapéu, e ele disse:

- GRIFINÓRIA!

Palmas irromperam de toda a mesa na extrema esquerda do Salão, a olhar da mesa dos professores. Todos lá tinham detalhes das vestes vermelhos e dourados. Seu emblema era um leão.

Não demorou muito, foi a vez de Ryan.

- Cooper, Ryan!

Daniel reparou que, quando Ryan passou por ele, murmurava:

- Grifinória, Grifinória...

Ryan se sentou no banquinho e pôs o chapéu na cabeça. Ele ouviu uma voz, mas constatou que ninguém mais ouvia, e deveria ser o Chapéu, falando só para ele.

Família de Grifinórios, eu me lembro... Você possui as qualidades, mas eu acho que você ficará melhor na...

- LUFA-LUFA! – o Chapéu gritou, agora para todos.

Os estudantes de uma das mesas do centro, a segunda se contar da direita, irromperam em aplausos. Ryan foi sentar-se à mesa, muito surpreso. Esperava Grifinória, ou Corvinal, mas não Lufa-Lufa.

Enquanto ele relembrava as palavras do Chapéu Seletor antes de colocá-lo na Lufa-Lufa, a seleção continuava.

Duas pessoas foram para Sonserina, outra uma para Corvinal, e mais uma para a Lufa-Lufa. A vez de Ellen ia se aproximando.

- Ford, Michael.

O garoto se adiantou ao banquinho e o Chapéu anunciou mais uma vez:

- GRIFINÓRIA!

Finalmente, foi a vez de Ellen.

- Green, Ellen.

A garota foi andando vagarosamente para o banco. Estava nervosa, sim. Não tinha certeza de qual casa gostaria de ficar, mas queria, mesmo que não admitisse, ficar na mesma casa que Daniel.

Ela se sentou no banco e colocou o chapéu, que afundou até o nariz.

Hum... – pensou o chapéu, em sua cabeça – Tem sangue de trouxa... É difícil... características mais marcantes da Corvinal... ou será Sonserina? – na mesma hora Ellen começou a pensar: Corvinal não... Eu não quero ficar na mesma casa que Alice... Ellen não tinha simpatizado com Alice, que não havia sido gentil com Ellen. Como Alice tinha tanta certeza de que iria para a Corvinal, Ellen não queria ir também.

O chapéu continuou a pensar por algum tempo. Ficou em silêncio, enquanto Ellen aguardava, nervosamente. Finalmente, ele chegou à uma conclusão....

- SONSERINA! – a Chapéu Seletor anunciou.

Ellen foi relativamente satisfeita para a mesa da Sonserina, que ficava na extrema direita do Salão. Quando passou pela mesa de Ryan, deu a ele um sorriso para encorajar o garoto, que parecia meio perdido na mesa da Lufa-Lufa.

- Hills, Alice. – O Prof. Longbottom anunciou, e na mesma hora Ellen virou a cabeça.

Alice se dirigia apressadamente para o banquinho, querendo acabar logo com o nervosismo. Ela se sentou e a chapéu escorregou pela sua cabeça, parando no nariz. Mais uma vez, quem estava com o chapéu na cabeça pode “ler” os pensamentos dele.

Há, eu vejo uma mente esperta, sim... Muito astuta, mas receio não ser a melhor casa para você... Está bem claro, só pode ser...

- CORVINAL!

Alice se levantou e foi sorrindo para a segunda mesa da esquerda para direita, que aplaudia entusiasticamente.

Agora restavam mais ou menos metade dos alunos que antes estavam ali. Daniel esperou por sua vez, muito mais nervoso do que antes, pois casa novo amigo tinha ido para uma casa diferente. E se ele fosse para a Grifinória? Não, ele não iria desistir de falar com eles só por causa das casas... Sem perceber, já havia chegado sua vez:

- Potter, Daniel. – um número muito maior de cabeças se virou para olha-lo. Seria parente dos Potter? Daniel não ligava, ele só foi rapidamente para o banquinho e repetiu o processo feito pelos outros alunos do primeiro ano.

Interessante... Creio que você vai ser bem rápido, meu jovem... Tem as características corretas da...

- GRIFINÓRIA!

Daniel se levantou. O que estava temendo aconteceu: os quatro que tinham acabado de virarem amigos foram cada um para uma casa. Daniel foi, deprimido, para a mesa da Grifinória, que aplaudia. Ele procurou os outros nas suas respectivas casas. Alice estava bem perto, de frente para ele. Ela parecia ter se dado conta do que aconteceu apenas agora. Olhava de uma mesa a outra; mas sorriu quando encontrou o olhar de Daniel. Alice estava muito satisfeita com a casa em que ficara, ao contrário dos demais.

A seleção ainda continuava, mas eles prestavam apenas meia atenção.

Ao final, um bruxo com vestes púrpuras, que aparentava ser muito velho se levantou de sua cadeira, que se destacava das demais.

- Boa noite a todos. – automaticamente se fez silêncio em todo Salão – Sejam bem-vindos a Hogwarts. Para quem ainda não me conhece, sou o diretor de Hogwarts, Gordon Lavoisier. Antes de iniciarem esse delicioso banquete – Daniel olhou para o próprio prato, mas não viu nada, e se perguntou se a comida viria depois. – gostaria de dar alguns avisos. Primeiro: A floresta Proibida está fora dos limites da nossa escola, portanto nenhum aluno pode adentrá-la. Segundo: os testes para Quadribol começam na terceira semana de aulas, fiquem preparados, capitães. Terceiro... Podem começar o banquete!

O diretor da escola sentou e num instante apareceram diversos pratos de comida em cada uma das mesas. Ele tinha razão: o banquete não só era delicioso, mas possuía uma variedade que Daniel nunca havia visto. Enquanto comia, o garoto se perguntou se aquilo tudo fora feito magicamente, ou se alguém teve o trabalho de cozinhar para quatro mesas repletas de alunos esfomeados.

Já tendo enchido o prato – e o estômago – Daniel voltou a se preocupar com seus amigos, nas outras casas. Eles pareciam estar satisfeitos, pelo menos depois de ter comido um pouco, e se situado com o ambiente do Salão.

- Ei, você! – Daniel ouviu chamar, de algum lugar a sua esquerda – Menino Potter!

Daniel se virou. Um garoto com cabelos densos e negros acenava para ele, e, num segundo foi se aproximando, e pediu para quem quer que estivesse ocupando a cadeira a frente de Daniel saísse, sentando-se ali.

- Você é o novo Potter? – ele perguntou.

- Sou. – Daniel mastigava o mais rápido possível, para deixar a boca livre. – Porquê?

- Não sei se você já sabe, mas nós também somos Potter. – Agora que o menino dissera, Dan começou a reparar em semelhanças com o verdadeiro Harry Potter. O garoto a sua frente usava óculos, e seu cabelos lembravam enormemente os de seu pai. Porém, Daniel não falou nada quanto à semelhança. Lembrou-se de que ele mesmo não gostava de ser confundido com parente dos Potter, e imaginava que aquele garoto também não gostaria de ser identificado pelo pai.

- Sim, eu já sabia disso. Coincidência, não? – Daniel respondeu.

O menino sorriu. Ele era obviamente mais velho que Dan, mais alto, e vestia roupas adornadas com as cores da Grifinória.

- Sou Albus. – ele se apresentou – Você é Daniel, certo? – Dan apenas concordou com a cabeça – Tem certeza que você não é parente nosso? É tão parecido.

Daniel parou para pensar. Albus tinha certa razão. Seus cabelos, embora não tão desorganizados quanto os de Albus (que mesmo assim mantinha uma boa aparência), eram também pretos, e só um pouco mais curtos. Os olhos de Daniel eram azuis, e os de Albus verdes. Fora isso, eles eram extremamente parecidos.

Daniel notou outra pessoa em pé, se aproximando.

- Caramba, Albus, já está importunando o novato. – uma garota ruiva, que aparentava estar no mesmo ano que Albus, chegou por trás dele.

- Que isso, Rose, estou sendo simpático. E o nome dele é Daniel. – sem nem se importar, Albus pediu, sem muita educação, para uma garota do primeiro ano sair da cadeira do lado dele, e disse para Rose se sentar. A garota ruiva revirou os olhos para ele, mas se sentou, desculpando-se para a garota do primeiro ano.

- Oi, Daniel, eu sou a prima de Albus, Rose. – ela sorriu para ele, simpaticamente. Daniel ficou vermelho. Ele achou Rose muito bonita, mas conseguiu responder:

- Oi, você já sabe meu nome, então nem preciso me apresentar. – ele sorriu, esperando não estar parecendo idiota. Ela sorriu de volta.

- Então, Rose, eu estava dizendo para Daniel como ele é parecido comigo, não acha? Poderia se passar pelo meu irmão mais novo.

Rose começou a analisar Daniel, o que o fez ficar mais vermelho ainda. Para disfarçar, ele bebeu mais suco de seu copo.

- Sim, só que ele é mais bonito.

Daniel se engasgou com o suco, mas percebeu que Rose só estava brincando com o primo, que pareceu realmente ofendido.

- O quê? Mas claro que sou mais bonito... Sem ofensas – acrescentou para Daniel.

- Eu estava de sacanagem.... e desde quando você é tão preocupado com sua aparência? Achou uma garota bonita, foi?

Daniel deixou os primos conversarem. Assistiu, rindo, à Albus reagir a Rose ficando muito vermelho, e inventando uma mentira qualquer. Olhando através de Rose, Daniel encontrou o olhar de Ellen, muito distante. Porém num segundo sumiu, coberto por diversas cabeças que estavam entre ele e ela. Daniel teve uma ideia.

- Ei, Albus, por acaso nós podemos ir para as outras mesas?

O garoto respondeu, pacientemente.

- Claro, mas todos vão ficar te olhando. Quanto mais porque você é novato. Por quê? Algum parente em outra casa?

- Não. Eu conheci alguns alunos no trem e eles foram para outras casas. – Daniel explicou.

- Outras casas? Vocês não tem sorte, não é? Dependendo da casa, eles nem estranham... Qual das mesas?

- Sonserina. – Daniel disse, prevendo uma resposta negativa.

- Desista. Fala com a pessoa depois, é melhor. Logo Sonserina, que azar...

- Albus... – Rose disse – Não vai criando inimizades entre eles...

- Eu disse que azar porque eles foram parar em casas diferentes! Não enche... – Albus revirou os olhos e disse para Daniel. – Ela tem essa coisa de ser amiguinha de todo mundo, seja quem for. Mas o que eu posso fazer se os Sonserinos ficam puxando briga? Eu revido, claro.

- Não entra na dele, Daniel. – Rose se defendeu.

- Eu vou me manter neutro por enquanto. – ele respondeu, não querendo tomar partido na briga dos primos.

Albus já havia se distraído da conversa, olhava para o outro lado da mesa da Grifinória, interessado em alguém.

- Daniel, gostei de te conhecer, mas agora eu vou voltar pra lá... Boa sorte no primeiro dia. Espero que você dê um bom jogador de Quadribol.

Albus se levantou e voltou de onde tinha vindo. Rose ficou para trás. Ela o olhava com solidariedade, Dan se perguntou por quê. Ela disse:

- Você pode tentar falar com seu amigo da Sonserina ainda hoje. Depois do banquete nós vamos para nossa Sala Comunal. Só não se perca de seu monitor. Você vai saber quem é. – acrescentou depois do olhar de dúvida de Daniel.

- É uma amiga da Sonserina. E um amigo na Lufa-Lufa. – ele deixou Alice de lado, por que não tinha falado com ela direito, e não seria muito estranho e mais azar ainda ter três amigos nas três casas.

Daniel olhou triste para o prato, já vazio. Rose lhe lançou um olhar de pena.

- Você vai se dar bem aqui, acredite. E não é porque vocês sentam em lugares diferentes do Salão que vão deixar de serem amigos. – Ela lançou um olhar para mesa da Sonserina, o que fez Daniel imaginar se ela também não tinha amigos por lá. Era uma justificativa do modo como estava agindo.

Rose sorriu e se levantou.

- Eu gostei de você, de verdade. Até mais, Dan. – ela acenou e foi embora, deixando no seu lugar uma cadeira vazia.



Notas finais do capítulo

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