As Quatro Casas De Hogwarts - Ano 1 escrita por Larissa M


Capítulo 19
Capítulo 18 - Dedo-duro


Notas iniciais do capítulo

hey gente! preciso dizer que semana que vem eu tenho provas, ou seja... tentei ao máximo adiantar proximo cap, mas n garanto nada. São tipo, 3 provas num dia só. Mas eu vou tentar.



Quando Ryan se deu conta de onde estavam indo, seu coração disparou muito mais do que antes. Hunnigan levava os três em direção à seu escritório, o que não podia significar boa coisa. Se ele fosse apenas tirar pontos, o teria feito lá mesmo no lago. Mas, como caminhava para seus aposentos, Ryan temia muito mais o que poderia fazer. Ao menos, seu irmão também teria as mesmas consequências, pois, mesmo que ele achasse que a Grifinória era melhor, a crença de Hunnigan era bem diferente. Para o professor, apenas a Corvinal tinha o privilégio de ser menos (ou nem um pouco) prejudicada em suas aulas. As outras casas eram igualmente desprezadas.

O professor caminhava com passos rápidos e decididos, sem olhar uma vez sequer para os garotos, que o seguiam sem protestar. Hunnigan era o tipo de professor que impunha respeito onde quer que estivesse. Rachel lançava olhares de repreensão para Mattew e Ryan, e o irmão mais velho tentava se comunicar com ela sem que Hunnigan notasse, para dizer que ela deveria ir embora. Não queria que a garota sofresse quaisquer consequências dos atos dele, e não sabia até onde Hunnigan iria para puni-los.

Quando ele abriu a porta do seu escritório, que ficava logo no primeiro andar, a surpresa foi de todos. O diretor em pessoa aguardava a chegada de Prof. Hunnigan em pé, em frente à lareira. Quando avistou o professor, ele sorriu em saudação, mas, ao ver os alunos acompanhando-o, ergueu uma sobrancelha em questionamento.

– Prof. Hunnigan! – ele o saudou, dando um passo a frente. O professore se mantivera parado à porta, tão surpreso quanto os próprios alunos às suas costas. – Está ocupado com alguns alunos, vejo...

Vendo uma oportunidade única, Hunnigan transformou o que podia ser uma situação de uma desagradável visita do diretor para uma solução ao problemas da briga dos irmãos.

– Oliver, esses alunos estão me acompanhando pois os achei nos terrenos de Hogwarts infringindo uma clara regra, que tenho certeza absoluta de que estavam cientes, agora há pouco.

O diretor ergueu as sobrancelhas mais uma vez, convidando o professor a continuar sua narrativa. Entrando em sua própria sala, Hunnigan foi contando o ocorrido enquanto os três alunos também entravam e se acomodavam um pouco distantes de si próprios e de seus professores. Hunnigan não chegava a gostar do que estava fazendo, mas sua inexplicável raiva que parecia sentir pelos alunos ainda estava lá.

– Entendo. – o diretor disse quando Hunnigan terminou sua fala. Se virando para os irmãos, perguntou. – Estaria invadindo a privacidade de vocês se perguntasse qual foi o motivo da briga?

A educação do diretor espantou mais Hunnigan do que os próprios alunos.

– Ahn, eu não sei dizer quanto à Mattew, mas eu briguei primeiramente pelo o que ele fez para mim. – Ryan respondeu. – Mas não acho que o motivo da briga muda alguma coisa do que nós fizemos.

Ryan achou que não havia como melhorar sua situação, então foi completamente franco com o diretor. Vira educação e uma crescente vontade de ajudar no homem, ao contrário do perfil de Hunnigan.

– Longa história, presumo? – O diretor perguntou, mas não esperava resposta. – Os senhores são irmãos, correto? – os dois assentiram em resposta, e ele continuou – E a senhorita é? – ele perguntou para Rachel.

– Rachel Clarke. – ela respondeu. – Namorada de Mattew. Eu vim junto, pois estava presente no local.

– Compreendo. – o diretor disse, dando a volta pela escrivaninha e parando junto à cadeira. – Você se importa...? – Quando Hunnigan fez que não com a cabeça, e se postou a uma janela à esquerda, o diretor tomou o lugar, e fez um gesto para os jovens se sentarem nas poltronas à sua frente.

Hesitantes, eles tomaram seus lugares, e o diretor prosseguiu.

– Ambos estavam cientes de que é proibida a prática de magia nos corredores (ou terrenos) de Hogwarts assim como é proibido duelar?

Ryan assentiu com a cabeça. Mattew fez o mesmo.

– Charles, não vejo sua preocupação em trazer ambos para cá. – ele disse para Hunnigan. – A situação pode ser resolvida facilmente por alguns pontos à menos para cada casa. Talvez, uma carta para os pais. – o diretor falou com um olhar significativo para os dois.

– Mas, senhor, se eu não interrompesse os dois, o Sr. Cooper - o mais novo - agora estaria provavelmente na Ala Hospitalar, dançando incessantemente sob o efeito do feitiço Tarantallegra.

Mattew não conseguiu conter um sorriso, e Ryan teve de agradecer Hunnigan, apesar de tudo, pois o livrara de ser humilhado na frente do irmão.

– Entendo. – disse o diretor. – O que o sugere que façamos com os dois então, Charles?

Ryan mordeu o lábio na expectativa. Sabia que qualquer coisa que Hunnigan sugerisse seria pior do que o diretor estava pensando, na certa.

– Detenções. No mínimo. E, claro, pontos de cada casa.

– Mas eu não cheguei a lançar nenhum feitiço! – Ryan protestou, reparando no plural que ele usara na palavra detenção. – O senhor estava lá, você viu.

– Mas certamente tinha a intenção. – Hunnigan disse, ainda achando que sua palavra era a final.

– Eu acho – o diretor começou – que o mais correto seria vocês dois resolverem qualquer que seja o problema que levou a isso. Mas, - ele continuou – tal coisa não está no poder da escola, e cabe a vocês essa decisão. Por isso, não vou intervir de qualquer modo em sua vida pessoal, mas, embora ache que essa infração não vá se repetir, sou obrigado pelas regras da escola a tirar pontos de cada um pela tal.

Os dois irmãos assentiram em silêncio. Ambos ainda não estavam dispostos a conversar francamente com o outro, mas, assim como o diretor dissera, também não estavam dispostos a repetir as agressões.

Os protestos de Hunnigan nem chegaram a sair da boca do professor. Ele foi silenciado com um gesto do diretor, que se levantou de sua cadeira.

– Estou ficando velho. – comentou com um ar de riso. Sua idade era desconhecida, mas via-se, pelos seus cabelos brancos e sua compostura, que já era velho fazia tempo, mas gostava de brincar com a idade. Ryan conseguiu retribuir o sorriso, e imaginou que ótimo professor ele fora um dia. Um completo oposto de Hunnigan, com seu mal humor constante e sua injustiça com os alunos. – Vinte pontos devem bastar. – ele acrescentou, e Ryan soube que vinte pedrinhas amarelas e vermelhas estavam caindo das respectivas ampulhetas no Saguão de Entrada.

– Mas, diretor... – Hunnigan começou, mas foi silenciado novamente por um gesto de mãos.

– Charles. Deve estar se perguntando o porquê dessa minha visita. – o diretor se virou para ele, e depois para os alunos. – Os senhores poderiam esperar lá fora, por favor? Vou ouvir o que professore Hunnigan tem a dizer; depois eu os chamo novamente. Sr. Mattew Cooper, poderia chamar Prof. Stuart, por favor?

– Sim, senhor. Mas não vejo em que o professor poderia ajudar...

– Você vai ver. Apenas o chame, por favor. Obrigado.

Os três alunos se retiraram, parte aliviados, parte curiosos. Mattew partiu assim que pisou do lado de fora da sala, sem ao menos lançar um olhar para sua namorada. Ryan encostou-se na parede ao lado da porta, acompanhado por Rachel.

– Temos sorte. – comentou. – O que você acha que o diretor quer discutir com Hunnigan?

– Não faço ideia. – a garota respondeu. Ryan havia se esquecido de que, ao contrário de seus amigos, o resto da escola provavelmente tinha uma opinião apenas razoavelmente ruim de Hunnigan. Rachel provavelmente não estava interessada em discutir esse assunto, muito menos vira os acontecimentos envolvendo Hunnigan durante o período de Natal. – Provavelmente vai dizer que ele estava errado quanto às detenções.

– O que é verdade. – Ryan disse, mas já estava com os pensamentos em outro lugar. Queria que seus amigos estivessem ali; muita coisa havia acontecido desde o momento em que ele os deixara na escadaria. Pensara em sair correndo para achar os amigos, mas eles não ajudariam muita coisa. Além do mais, o diretor poderia chama-los a qualquer momento.

Dizem que pensamentos podem gerar acontecimentos. Ryan acreditava naquilo, mas não pensava muito sobre o assunto naquela hora. No entanto, foi exatamente o que aconteceu. Nathan passeava, despreocupado, pelos corredores da escola. Estava voltando para seu dormitório, desacompanhado dos amigos. Ele parou assim que notou Ryan, encostado no canto da porta com uma aluna da Lufa-Lufa, até então uma desconhecida para ele. Imaginava o que o amigo estaria fazendo ali parado no meio do corredor com aquela garota quando percebeu que ali era a porta do escritório de Hunnigan.

– Ryan! O houve? Porque não foi procurar a gente? – ele perguntou.

– Nate! – Ryan respondeu, e fez uma pausa. – Muito aconteceu depois que vocês me deixaram na escadaria. – olhando para Rachel, ele rapidamente introduziu os dois, e explicou para Nathan a complicada situação. Relembrando que era a namorada de Mattew que estava parada atrás dele, Ryan mediu suas palavras, tomando cuidado para não dizer nada ofensivo, embora esta fosse sua vontade.

Nathan não pareceu surpreso depois que o amigo terminou sua narrativa. Ele suspirou, dizendo:

– Toda vez que vocês estão juntos, mesmo que estejam tentando conversar de um jeito civilizado, termina em uma briga. Toda vez. Ryan, eu nunca lhe disse que Mattew estava completamente errado; assim como eu também nunca disse que você estava completamente certo. Mas, dessa vez, eu tenho que dizer: ele não foi uma das pessoas mais...

O que quer que Nathan fosse dizer, nunca chegou aos ouvidos de Ryan. Antes que pudesse terminar, a porta do escritório de Hunnigan abriu violentamente, e o professor saiu da sala com passos pesados. Atrás dele, parecendo tão calmo quanto as águas do lago, apareceu o diretor. Ele nem ao menos prestou atenção nas ações de Hunnigan; ao invés, ele calmamente deu algumas ordens aos alunos:

– Vocês poderiam, por favor, dizer ao Sr. Mattew Cooper, quando ele voltar acompanhado do Prof. Stuart, que nós os estaremos esperando em minha sala? – ele disse para Rachel. Depois que ela assentiu, ele acrescentou. – Obrigado, Srtª Clarke. Eu não vou precisar mais de você nem dos irmãos Cooper. Vocês estão livres para ir.

Depois de lhes dar um sorriso caloroso, o diretor fechou a porta da sala e saiu atrás de Hunnigan, mantendo sempre seu passo firme e ritmado.

Muito mais aliviado do que a segundos atrás, Ryan disse, deixando-se encostar-se à parede:

– Obrigado, diretor! Eu realmente pensei que nós estávamos ferrados quando o Hunnigan apareceu lá no lago.

– Mas Mattew teria merecido. – não foi Nathan, mas sim Rachel, que pronunciou aquelas palavras. Os garotos olharam para ela em surpresa, enquanto a garota se explicava. – Estou falando sério. Vocês dois devem saber disso: antes que começássemos a namorar, Mattew era tão idiota comigo quanto hoje é com você, Ryan. Eu não gostava nem um pouco dele. Mas eu pensava que ele estava mudado. Obviamente, estava errada.

– Eu não sei nada quanto a isso. – Nathan disse. – Assim como Ryan me contou, quando ele primeiro veio procura-lo, não estava atrás de briga alguma.

– Sim. – Ryan concordou. – Mas ele acabou causando uma do mesmo jeito.

– Bem, nós três sabemos o quanto mal humorado ele é. – Rachel disse. – Talvez Nathan esteja certo.

Ryan ainda se recusou a acreditar nos dois. Pensava que Rachel só estava dizendo aquelas palavras porque ela queria acreditar que estavam certas. Ela não queria ser enganada por Mattew, pois, ao contrário de Ryan, ela não estava nem um pouco acostumada.

– Talvez. Mas só talvez. – Ryan disse.

Felizes, Ryan e Nathan se despediram de Rachel, que prometeu que ficaria para trás para dar o aviso à Mattew. Ryan também tinha assuntos inacabados com Mattew, mas não iria resolvê-los naquele dia, e nem estava com a disposição. Porém, tinha certeza de que essa era a intenção de Rachel ao escolher ficar para trás para falar com o namorado – se é que este ainda poderia sustentar o título.

Os três se despediram brevemente, a foram ansiosos para seus destinos.


À dois andares de distância, Mattew Cooper trazia o Prof. Stuart consigo; mas não era só isso que estava ocupando o tempo do garoto.

– Sabe, professor – Mattew tinha a vantagem de Prof. Stuart ser o diretor da Grifinória e, por conta disso, agia um pouco parecido com Hunnigan: sempre gostava mais de seus próprios alunos. Porém, o professor nunca cometia nenhuma injustiça com as outras casas. Ao menos, não uma que fosse tão óbvio quanto aos do colega. – Ontem eu vi uma coisa muita curiosa na nossa Sala Comunal.

– E o que seria isso? – disse o professor, educadamente. Na verdade, não prestava muita atenção no que o aluno vinha lhe dizendo.

– Bem, eu não tenha certeza do que vi. – disse Mattew, ciente de que o outro não estava com total atenção nele, e justamente tentando mudar essa situação.

– Me conte. – Stuart o convidou a dizer mais, aos poucos focando mais nas palavras do garoto.

– Eu acho que eu vi... Bem, eu acho que vi uma Sonserina na Sala Comunal da Grifinória.


Os seis amigos já haviam se juntado, e estavam relaxados nos jardins. Ryan já havia terminado sua história, e, mais uma vez, eles estavam trocando opiniões, vendo o que seria o mais aconselhável para Ryan fazer. O próprio garoto estava mais aliviado por não estar na Ala Hospitalar do que preocupado com a possibilidade de Mattew tentar algumas coisa.

Mas já Daniel e Ellen não conseguiam tirar o incidente da Sala Comunal da Grifinória da cabeça. No caso de Daniel, esse sentimento se misturava principalmente com culpa, pois, afinal, a ideia fora inteiramente dele, e Ellen apenas o acompanhou. É claro que, para a garota, ela tivera tanta culpa quanto ele, e nunca jogaria tudo para cima de Daniel.

Antes mesmo que pudessem verbalizar seus temores para o resto dos amigos (estiveram conversando no meio tempo em que Ryan fora para no escritório de Hunnigan, justamente sobre o perigo de Mattew abrir a boca) quando Nathan avistou uma garota ruiva, se aproximando rapidamente do grupo, e parecendo extremamente insatisfeita.

Como eles eram os únicos presentes por aquele local, tão logo ela surgiu em seu campo de visão, foi associada à problemas. Especialmente quando Nathan a reconheceu como sendo Rachel.

– Rachel? – Ryan perguntou quando a garota chegou perto.

– Eu vim a pedido do diretor. – ela disse, seu tom soando urgente. – Mas não vim para falar com você, Ryan, embora o assunto seja o seu irmão.

– O que foi que ele fez dessa vez? – Ryan perguntou, fazendo Daniel e Ellen engolirem em seco.

– Bem, eu não sei ao certo. Ele me disse que tinha presenciado uma cena um tanto... estranha. E depois de falar com o diretor me pediu para chamar Daniel Potter e Ellen Green. São vocês, não são? – ela perguntou, olhando para os dois, sentados no chão.

– Somos. – disse Daniel, tentando manter-se calmo. - Obrigado. Eu acho.

– Eu não acredito que ele fez isso. – Ryan exclamou, se levantando de pronto. – Já não basta quase ferrar comigo, ele precisa descontar nos meus amigos...

– Ryan, calma. – Alice disse. – A gente tem como resolver esse problema.

Quando ela viu que eles estavam para protestar, desconsiderando completamente a lógica do argumento, Alice pediu ajuda a Erick. Afinal, ele era o neto do diretor.

– Erick, o diretor é alguém bastante justo, não é mesmo?

– Exatamente. É a palavra de vocês contra a de Mattew. E, acho eu, depois dessa briga ele está um pouco desmoralizado, pra usar o eufemismo.

Sem aguentar mais aquela pressão e diferentes opiniões, Ellen apressou Daniel, e eles foram juntos (seguidos de dois lufanos indignados, Rachel, Erick e Alice) para a sala do diretor.

O ambiente era, para dizer o mínimo, o oposto do que a sala de Hunnigan fora, à primeira vista, para Ryan.

Caberiam facilmente os sete, mais os dois professores, Mattew e o próprio diretor naquela sala. Mas, o grupo de amigos se separou logo na entrada do Salão Principal. Alice se desviou com Erick, e a ausência deles só foi notada andares acima. Ryan e Nathan ainda estavam lá, mesmo sem terem sido convidados.

O ambiente em que eles entraram era amplo e com uma arrumação peculiar. A primeira impressão era de que todos os objetos estavam randomicamente espalhados, ou deixados para trás por uma mente desatenta. Mas, quando se reparava em cada um particularmente, via-se que, na verdade, estavam todos muito bem em seus lugares. A maior variedade de instrumentos mágicos que os amigos já haviam visto estava espalhada pela sala, em mesas, mesinhas, armários e a própria escrivaninha do diretor. Isso sem contar uma coruja parda, que ficava solta pelo ambiente e dois sapos numa mesinha ao parapeito de uma janela. O ambiente também era circular, assim como as diversas torres do castelo. Com um total de cinco janelas, era muito bem iluminado, com uma vista dos arredores de Hogwarts de tirar o fôlego. Geralmente, os cômodos que os alunos poderiam acessar não ficavam em tal altura, proporcionando a eles certa limitação quando a vista de suas janelas, ao contrário da sala do diretor.

Antes mesmo de bater a porta podiam-se ouvir as altas vozes vindas da sala, e, quando eles adentraram o lugar, ouviu-se com clareza o que diziam:

– Não é possível que isso seja verdade. Nunca houve nenhum caso de uma aluna da Sonserina ter entrado no dormitório da Grifinória, ou de qualquer outra casa. E também é coincidência demais que ela seja amiga do irmão de quem a está acusando. Me diga, como que uma aluna de primeiro ano faria algo do tipo? Isso é um absurdo.

Para surpresa de todos ali, a pessoa que estava se pronunciando em defesa de Daniel e Ellen era Charles Hunnigan.




Notas finais do capítulo

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