As Quatro Casas De Hogwarts - Ano 1 escrita por Larissa M


Capítulo 16
Capítulo 16 - Merry Christmas - Parte 1


Notas iniciais do capítulo

Desculpem, eu demorei pra postar! Mas deem um desconto pq eu fiquei doente esses dias, simplesmente n dava pra fazer nada... pra compensar vou postar 2 caps hj! é q o capitulo estava ficando gigante, entao tive q dividir... aproveitem!



O Natal chegou mais rápido do que imaginavam. O tempo do lado de fora continuava o mesmo; a neve caía lentamente, sem pressa, deixando tudo em tons de branco. O fogo que aquecia a lareira na manhã de Natal esmorecia aos poucos, iluminando precariamente a Sala Comunal da Grifinória. No dormitório acima, Daniel ainda estava adormecido, inconsciente dos presentes que o aguardavam no andar de baixo.

Sendo o único garoto no seu dormitório, não havia ninguém quem o acordasse, deixando-o por si próprio. Bocejando, Dan se levantou da cama, mal se dando conta de que dia estava. Foi só quando se levantou  e viu a neve pela janela que se lembrou: era Natal.

Abrindo um sorriso, Daniel se trocou o mais rápido que pôde e desceu as escadas para a Sala Comunal. Não fazia ideia de que parte de seus presentes o aguardavam ao lado da lareira.

Não era o único que estava na Torre da Grifinória naquele momento, e viu outros presentes, ainda sem terem sido desembrulhados, que não eram para ele. Imaginou o que aconteceria se tentasse abri-los; com certeza não era algo agradável. Andando entre a pequena fila de presentes, finalmente achou que pertencia a ele: era pequeno, e vinha acompanhado de um grosso envelope. Retirando-o da pilha, Daniel virou o envelope e viu que era uma carta de seus pais. Dentro, havia cartões de outros familiares, e alguns galeões e sicles de presente. Depois de ler e analisar cada objeto dentro da carta, Daniel guardou tudo de novo no envelope, e o enfiou no bolso.

Estava acomodado em frente aos seus presentes, pronto para desembrulhar o resto, quando se deu conta de que se esquecera do presente de Ellen. Para todos os outros do grupo, Daniel fizera arranjos apressados e conseguira (nem ele mesmo sabia como) enviar um presente para cada um. Todos menos Ellen. Com todos os acontecimentos envolvendo Hunnigan, e agora os deveres que Alice os obrigava a fazer, Daniel acabara se esquecendo de achar um presente para a amiga. Pensara e pensara por muitos minutos, tentando decidir o que dar a ela, mas a resposta não viera. Daniel, por um acaso infortuno, não se lembrara nem minimamente do problema da noite passada, e agora se via numa situação muito mais complicada que antes.

Os presentes que o esperavam ao pé da lareira não eram muitos. Consistiam principalmente em presentes de seus familiares, em cartões e dinheiro bruxo. Sorrindo, Daniel se lembrou de que todos combinaram de entregar seus presentes juntos, já que não partilhavam a mesma Sala Comunal, mas seu sorriso murchou assim que visualizou o rosto de Ellen quando ele viesse de mãos vazias.

Praguejando em voz baixa, Dan recolheu todos os seus presentes do chão e voltou a subir para seu dormitório. Chegando lá, guardou tudo no seu devido lugar, e puxou os presentes que tinha arrumado para os amigos do malão. Hesitou um pouco antes de sair; não fazia ideia do que diria à Ellen. Seu plano era tentar encontrar Alice ou Ryan antes e dizer a eles o que havia acontecido, para pedir ajuda. Duvidava muito que eles fossem resolver seu problema tão rápido, mas precisava tentar.

No caminho para o Saguão de Entrada, Daniel foi pensando em suas opções. Talvez pudesse dar algo que não fosse material... Mas o que? Um beijo e um abraço ela recebia quase todos os dias do amigo; um jogo de Quadribol seria inviável: Ellen ainda não o deixara colocar os pés na quadra. Daniel não tinha que pudesse dar de presente a ela ali e agora, então, o que faria?

O caminho entre o dormitório da Grifinória e o Saguão de Entrada pareceu dez vezes menor, agora que Daniel não queria chegar ao seu destino. Por sorte, quando ia descendo as escadas do segundo andar, esbarrou com Erick e Alice, que faziam o mesmo caminho que ele.

- Alice! – Daniel disse, surpreendendo-a.

Despois de um rápido e desajeitado abraço (ambos estavam segurando presentes) eles continuaram com seu caminho.

- Alice, preciso da sua ajuda. – Daniel falou, num tom urgente.

- O que foi?

- Bem... – ele hesitou um pouco antes de dizer. Não estava exatamente orgulhoso do que fizera, muito pelo contrário. – Eu não tenho presente para Ellen.

- Mas que coisa boba, Dan! – Alice falou.

- Boba?! Você sabe que ela vai me matar...

- Ela não faria isso. – Alice falou, tranquilizando-o. – Afinal, você avisou a gente que não tinha presentes para todo mundo... Me diga, pra quem você comprou?

- Para todos, menos ela.

- Uuh... – fez Erick, quieto no seu canto, mas ouvindo a conversa. – Isso não é bom...

- Ah. – Alice disse apenas. – Você comprou para todo mundo menos Ellen, que, diga-se de passagem, é a mais importante.

- Ela não é a mais importante...

Alice lançou um olhar que fez Daniel se calar. Não adianta mentir para a garota; Alice quase sempre tirava a verdade só por observar.

- Bom, isso é um problema. – ela concluiu.

- Eu disse que não era nada bobo.

Eles já estavam quase no Saguão de Entrada, e Daniel estava ficando mais nervoso a cada passo.

- Dan, nós vamos dar um jeito. – Alice falou.

– Simples, não dê nada material a ela, faça... Algo especial. – Erick sugeriu. – Isso vai dar certo.

- Como se algo especial fosse muito fácil de pensar. – Daniel ironizou. Não levando ele a sério, Erick prosseguiu com sua ideia, sempre tranquilo:

- Pensa em alguma coisa que ela queira muito. Algo que tenha mencionado para você, mesmo que tenha sido apenas uma vez. Não é fácil, mas geralmente sempre tem alguma coisa que alguém queira que não seja material. Desde um dia especial até... Sei lá, eu não conheço Ellen tão bem assim.

Dessa vez, Daniel não ironizou, e começou a levar as palavras de Erick a sério. Tentava com todas as forças se lembrar de alguma coisa, por menor que fosse, que Ellen tivesse lhe dito. Sem querer, a mente de Daniel se voltou para a neve lá fora, ao ver passar por uma das janelas. Se lembrou de como vira a nevasca mais cedo naquele mesmo dia, quando primeiro acordara em seu dormitório.

Seu dormitório. O dormitório da Grifinória. A Sala Comunal. Como uma chama que se ascende, Daniel se lembrou de uma conversa que tivera com Ellen, tempos atrás, nos primeiros dias em que se conheceram.

- Se seu dormitório fosse sete andares para cima no castelo...

- Sete? – ela se espantou – Uau, quantos devem ser ao todo? Eu posso ir à sua Sala Comunal? – Ellen atropelava uma pergunta com a outra, não conseguindo esconder sua curiosidade características de não bruxos.

- Eu não sei, só me atrevo a ir até meu dormitório, por enquanto. Mas eu acho que não, você não pode ir à minha Sala Comunal. – ele respondeu infeliz. – Se nós sentamos separados... Imagina se você entrasse numa sala cheia de gente da Grifinória?

- É verdade. – ela concordou, um pouco triste.

É isso. Daniel pensou, relembrando agora cada detalhe da conversa. Eles também haviam conversado sobre isso depois, quando Ellen insistira no assunto.

- Eu vou mostrar a Sala Comunal da Grifinória à Ellen! – ele disse, terminando o pensamento em voz alta.

- O que? – Alice perguntou, parando no corredor. Erick quase esbarrou nela, mas parou bem a tempo. Ele falou, duvidoso:

- Ela quer ir na Sala Comunal da Grifinória?

- Isso! Eu lembro quando ela mencionou isso para mim; sempre morreu de vontade de ver o lugar. E eu não posso culpa-la, porque também gostaria de visitar a Sala Comunal da Sonserina.

- Mas isso é estritamente proibido! – Alice repreendeu Daniel. – Eu me recordo de ter lido ou ouvido falar de qualquer aluno fazendo uma coisa dessas...

- Albus uma vez me disse que seu pai já fez isso. – Daniel falou, nem um pouco preocupado em quebrar as regras. Estava mais aliviado por ter achado uma solução tão rapidamente.

- Mas o pai dele é Harry Potter! – Alice exclamou.

- E? – Daniel falou. Depois do olhar de perplexidade que tanto Alice quanto Erick lhe lançaram, ele se explicou – Eu sei do que ele fez, não sou nenhum alienado. Mas quando ele estudava em Hogwarts, não era imune às regras só pelo o que aconteceu a ele. Era um estudante, assim como somos.

- Seja lá o que você estiver pensando, me ponha fora disso. – Alice disse. Eles já haviam chegado ao Saguão Principal, mas, para o alivio de Daniel, ninguém ainda estava lá.

Parando ao lado das ampulhetas, os três se puseram a esperar. Daniel ainda tinha algumas coisas a perguntar para Alice, e iria aproveitar o tempo lhe dado.

- Alice... Ou Erick. – ele completou, com um sorriso. Afinal, fora ele quem lhe ajudara mais com a ideia. - O que eu digo a ela?

- Eu não sei, mas diga alguma coisa. – Alice falou. Estava prestes a continuar a frase quando avistou um movimento vindo das escadas das masmorras, e se virou para observar enquanto Ellen vinha subindo as escadas, com um sorriso no rosto. Daniel deu um sorriso amarelo em retribuição, mas se ela notou, não deixou transparecer.

Do outro lado do Saguão, vieram Ryan e Nathan, como se tivessem combinado. Quando todos se aproximaram do grupo, foram minutos de abraços e um feliz Natal desejado a cada um, por cada um.

 Depois que eles trocaram os votos de alegria, todos seguiram para dentro do Salão Principal. Momentaneamente, o grupo ficou chocado com a ornamentação do recinto. Como sempre fora, a decoração de Hogwarts nas festividades surpreendia até mesmo o mais antigo aluno. A cada ano uma nova surpresa lhes aguardava, e, no ano em questão, os amigos encontraram neve espalhada por entre as mesas, cobrindo o chão com uma fina camada branca. A novidade, porém, não os deixava com mais frio, e muito menos atrapalhava qualquer tipo de iguaria que estavam nas mesas. A neve, enfeitiçada, não caia na mesa, e era tão fina que mal poderia atrapalhar os alunos. Olhando para o teto enfeitiçado, Ellen viu que milhares de pequenas partículas caíam, e pareciam brilhar à claridade do sol. Apenas em lugar como Hogwarts era possível ter um dia de Sol com neve.

Cercando todas as quatro mesas, estavam os pinheiros que estiveram fazendo parte da decoração desde o inverno. Agora, eles estavam cobertos com a neve, e todas traziam uma pequena estrela dourado dependurada em seu topo.

O grupo tomou o lugar de costume a mesa da Lufa-Lufa, todos sorridentes e ainda um pouco fascinados com a decoração de Natal. Da mesa dos professores, puderem ver Hagrid, que sorria e acenava, satisfeito por ter ajudado em toda a decoração. Os garotos retribuíram o aceno e o sorriso, dando uma olhada no resto da mesa dos professores. A maior parte deles estava presentes; os outros haviam voltado para casa no feriado. Exceto um, que mesmo estando presente na escola não havia comparecido à mesa. Talvez fosse uma mera questão de atraso, mas o grupo sabia, e muito bem, o quanto Hunnigan prezava a pontualidade.

- Ei gente, - Daniel falou – vocês perceberam que o Hunnigan não está lá?

- Eu vi. – Ryan respondeu. Antes que mais uma discussão sobre o professore pudesse começar, ele disse – Mas o que vocês acham de esquecê-lo por algum tempo, hein? É Natal.

Todos balançaram a cabeça em concordância, e o assunto Prof. Hunnigan foi definitivamente encerrado, ao menos por aquele dia.

Os presentes de cada um ainda estavam embrulhados e guardados com seus devidos donos. Após uma breve troca de ideias, todos decidiram que seria melhor comer, para só depois trocar os presentes. Ninguém se concentraria na comida com cinco presentes diferenciados à sua frente.

A refeição passou rapidamente para todos, principalmente Daniel. Tentava, entre sorrisos e palavras, pensar em como diria tudo a Ellen. Os olhares que o garoto lançava para ela eram respondidos com um erguer de sobrancelhas, o qual Daniel fingia não notar. Suspirando, achou melhor aproveitar o momento e deixar a preocupação de lado por alguns instantes. Era difícil, mas sabia que pensar mais sobre o assunto não estava o levando adiante, e apenas impedindo-o de aproveitar os amigos.

Ellen se lançava mais um olhar indagador, que Daniel novamente ignorava descaradamente. Sorriu amarelado para ela, como se tudo estivesse certo.

Quando chegou a hora, foi um alvoraço tanto que Daniel nem teve tempo de chama-la para terem uma palavra a sós. Todos se levantaram ao mesmo tempo, e foi cada um distribuindo seus presentes. Livros, luvas de Quadribol, um bisbilhoscópio, doces, artigos de logros...

Quando Alice chegou a Daniel, levantou uma sobrancelha, fazendo uma pergunta silenciosa. Ellen estava abraçando Ryan do outro lado da mesa, e ainda não chegara nem em Alice nem em Daniel. O garoto respondeu com uma careta, mas deixou o momento de lado para poder cumprimentar Alice. Afinal, ela era quase tanto sua amiga quanto Ellen. E, diga-se de passagem, extremamente menos complicada. Ele sorriu sinceramente ao entregar o livro que havia comprado a Alice. A garota acrescentou o objeto a pilha cada vez maior de livros ganhos, mas não sem antes analisa-lo de perto, para apenas ser interrompido por Erick.

Ellen veio de encontro a Daniel, e o garoto não lhe negou o prazer de um abraço bem apertado. Beijando a bochecha de Daniel, e fazendo-o se sentir mais culpado a cada minuto, Ellen tirou de suas costas o presente que seria dele em pouco tempo.

Entretanto, antes que ela pudesse lhe entregar, Daniel parou seu braço com um gesto leve. Chegando mais perto dela, sussurrou para que apenas ela ouvisse.

- Escute, meu presente vai ser um pouquinho diferente esse ano. Mas eu prometo que será tão bom quanto qualquer outro.

Ele afastou seu rosto do dela para poder ler a expressão em seu rosto. Ela estava levemente confusa, mas seu sorriso era inconfundível: era o único que Daniel sabia ser verdadeiro, e que em diversas ocasiões Ellen o cedia a ele, mas dificilmente aos outros. Daniel relaxou um pouco. Não fizera tão mal, afinal. Mas ainda se sentia culpado, no fundo, por não ter pensado mais na amiga mais cedo, e ter deixado tudo para última hora. Aquilo não importava tanto naquele momento, pois Ellen estava sorrindo como nunca, animada com a surpresa.

Finalmente, Daniel soltou o pulso de Ellen, e permitiu que ela completasse o gesto de lhe entregar o presente.

- Então saiba que o meu também vai ser um pouco diferente...

Ela disse, deixando a frase no ar, o que só fez com que Daniel ficasse mais curioso. Ele desembrulhou o presente o mais rápido que pôde. Era pequeno e fino, e Daniel já estava imaginando o que poderia caber num embrulho daquele tamanho quando conseguiu se livrar do papel de presente.

Dentro, estava um pequeno cartão.

Olhando para Ellen, intrigado e confuso, viu que ela o incentivava a abrir o cartão. Dentro do pequeno pedaço de papel, ele viu escrito:

15:00, o melhor lugar de Hogwarts.

Quando ele subiu o olhar de novo, para perguntar para Ellen o que aquilo significava, ela já havia desaparecido, agora ocupada com os outros amigos.

A atenção de Daniel foi completamente desviada quando ele foi interrompido por Ryan, que o cutucou de leve nas costas, com um sorriso no rosto. Daniel não hesitou em abraçar o amigo, que retribuiu fervorosamente.

- Feliz Natal, Dan! – ele disse.

- Feliz Natal, Ryan. – o amigo respondeu.

Depois de trocarem presentes, Ryan reparou no pequeno cartão que ainda estava nas mãos de Daniel, e perguntou se poderia vê-lo. Daniel, meio relutante, o entregou ao amigo. Não sabia se Ellen queria que ele tivesse a surpresa exclusivamente ou se poderia mostrar para os outros. Achou que ela não fosse ligar. Explicou a situação para Ryan, imaginando que o garoto nem soubesse da ideia de Ellen.

Pelo contrário, Ryan sabia de tudo o que Ellen estava planejando. Nos dias em que Dan permanecera na Ala Hospitalar, ela já ia pensando nisso, e pediu ajuda para Ryan. Como o garoto era o melhor amigo de Daniel, deveria ser de grande ajuda, e fora. Juntos, os dois chegaram a um consenso, mas não disseram nada para o resto do grupo. Ryan tentava esconder o sorriso misterioso que ameaça aflorar em seus lábios, mas se conteve, expressando uma leve curiosidade.

- “O melhor lugar de Hogwarts”. – ele citou – Você sabe aonde é? – Ryan disse, mordendo o lábio para poder esconder um sorriso. Daniel notou a careta que Ryan estava fazendo, confuso.

- Não... Mas eu tenho até três horas para descobrir. Bem, você sabe? – ele perguntou, erguendo uma sobrancelha para o amigo.

- Não... – Ryan respondeu, e teve que virar o rosto para poder esconder as emoções. – Olha, eu ainda não fui falar com Alice... – ele deixou a frase no ar e se retirou, apenas dando um rápido olhar para Daniel.

Mais confuso do que nunca, Daniel terminou de entregar os presentes, assim como todos. Eles voltaram a se sentar, agora a bagunça muito maior do que antes. Educadamente, recolherem toda a sua sujeira e se retiraram do Salão Principal. Era tanta animação com os presentes que tudo o que falavam era se referindo aos presentes. Um dos mais intrigantes era o presente de Ryan para Nathan, que fora uma câmera fotográfica mágica. Sabendo da queda do amigo por fotografias, Ryan não perdeu tempo em escolher uma câmera que ao mesmo tempo o agradasse e que não fosse tão cara. O dinheiro com que Ryan estava contando era apenas o seu próprio, pois não recebia notícia dos pais há tempos, mas teve ajuda do resto do grupo.

Nathan estava chegando a ser irritante com a câmera. Insistia em pegar uma foto de Ryan, que evitada a câmera de qualquer jeito. Segundo ele, nunca saia bonito em uma foto. Nathan dizia que não, e continuava tentado bater uma foto de Ryan.

- Porque não tiramos todos juntos? – Alice sugeriu. – Comigo por perto, ninguém vai reparar em você Ryan.

Ryan riu da piada da amiga, enquanto Erick discordava completamente dela. Por fim, todos concordaram em bater a foto, e posaram enquanto Nathan tirava a foto. Satisfeito por hora, Nathan sossegou por algum tempo, enquanto Ryan trocara com ele a função de fotógrafo. Já estava começando a se arrepender de ter dado aquela câmera ao amigo.

Com todos tão cheios de presentes, resolveram dar uma passada em seus dormitórios e depois se reencontrar para passar o resto do dia unidos. Daniel tentou em vão ao menos tirar alguma informação de Ellen, mas ela parecia o evitar de propósito.

Enquanto estava subindo as escadas, Dan ficou mais uma vez sozinho com Alice e Erick, e pôde partilhar as informações sobre Ellen. Alice estava surpresa ao ouvir aquilo, pois realmente não sabia de nada, assim como Erick.

- Seja o que for, ela não me disse nada a respeito.

- Mas eu lembro que ela disse que seu presente era algo especial. – Erick completou. – Não quis especificar.

- Estou começando a ficar ansioso. – Daniel confessou, - Não podia ser mais simples? “O melhor lugar de Hogwarts”... Não faço ideia de onde ela esteja se referindo! Poderia ser qualquer lugar...

Erick e Alice ficaram em silêncio por algum tempo, ponderando sobre as palavras de Ellen no cartão.

- Oras, não é tão difícil assim. – Erick disse, depois de um tempo.

- Você sabe aonde ela se referiu? – Daniel perguntou.

- Tenho uma ideia. – ele respondeu. Daniel esperava por mais e, quando viu que Erick não estava disposto a dizer, perguntou:

- E qual é o lugar?

- Você vai descobrir. – ele respondeu.

Estava chateado, mas ainda assim motivado, pois achava que, se Erick pudesse achar a resposta ele também acharia.

- Ah, vamos Erick, diga-nos qual a resposta. – Alice pediu, mas Erick negou com a cabeça, e não cedeu.

Eles continuaram pelo corredor, com Daniel tentando convencer Erick a dar a resposta, frustrado. Mesmo assim, o garoto não cedeu, afirmando que Daniel ia descobrir mais cedo ou mais tarde.

- Mas eu não posso simplesmente não adivinhar isso! Ellen vai ficar chateada comigo mais do que nunca!

- Relaxa, Dan. – Erick falou. – Relaxa. Se você não descobrir, eu te digo.

Erick e Alice deixaram Daniel para seguir para seu próprio dormitório. Daniel não tinha dúvidas de que Erick ia contar para Alice assim que eles estivessem longe o suficiente. Uma coisa que ele estranhava era que Alice tinha dito que não sabia de nada, e Dan tinha tido a impressão de que Ryan estava escondendo alguma coisa. Então, Ellen afinal contara para alguém ou não?

Daniel se fazia todas essas perguntas enquanto continuava seu caminho para seu dormitório. Tinha tantas coisas para refletir, que acabou se esquecendo que era Natal. O garoto só foi se lembrar da data pela segunda vez que viu a neve pela janela. Estava guardando suas coisas no malão, quando sem querer desviou o rosto para cima, e notou mais uma vez a neve que caia lá fora.

Caminhou devagar até a janela, com um sorriso se formando em seu rosto. Mandou a si mesmo esquecer-se de tudo, e aproveitar mais um pouco a data com seus amigos. Porém, Daniel suspirou ao ver que não seria tão agradável assim jogar Quadribol com aquele tempo... Há essa hora seu lugar favorito estaria coberto por camadas de neve...

O melhor lugar de Hogwarts a voz de Ellen ecoou em sua mente. Daniel sorriu mais do que antes, e disparou em direção a saída. Acabara de descobrir aonde sua melhor amiga estava se referindo, e não podia esperar o momento em que voaria novamente numa vassoura, ainda mais na companhia de Ellen.

Antes, porém, teria que dar a ela o seu presente.



Notas finais do capítulo

entao... reviews??