As Quatro Casas De Hogwarts - Ano 1 escrita por Larissa M


Capítulo 15
Capítulo 15 - Prof. Stuart


Notas iniciais do capítulo

Aeeee gente, consegui postar, e n me ferrei em nenhuma prova até agora! =D espero que gostem do capitulo, e saibam q o proximo n demora.
mt obrigada a todos q leram até aqui!!



Após dias de sua monótona rotina na Ala Hospitalar, Daniel foi finalmente liberado. Ellen nunca o deixava cair no tédio, nem ficar sem nenhum livro para ler. Os dois gostavam tanto de conversar sobre Quadribol e sobre qualquer assunto que tivessem lido nos livros que o resto do grupo, os que não se interessava muito pelo esporte, por vezes os deixavam sozinhos conversando.

Quando Daniel foi liberado, era de manhã, e ainda não estava aberto o horário de visitas. A poucos dias de Natal, Daniel já estava se perguntando se ia passar a véspera lá. Quando saiu, ficou aliviado, e foi direto para o Salão Principal. Olhando para o relógio enquanto saia da enfermaria, viu que já estava quase no horário que Ellen sempre vinha para visita-lo.

Ele cobriu a distância entre a Ala Hospitalar em minutos, e entrou no Salão Principal. Não foi difícil localizar seus amigos: cinco pessoas, sentadas a mesa da Lufa-lufa, com uniformes de diversas cores. Quando Ellen notou a presença de Daniel, ele já estava do lado dela.

– Dan! Porque você não avisou que ia sair? – ela disse, se levantando para dar um abraço no amigo.

– Nem eu mesmo sabia. Srtª Pomfrey só me disse isso hoje. – ele se explicou.

Tomando o lugar ao lado de Ellen, foi saudado pelo resto dos amigos enquanto se acomodava para tomar seu café-da-manhã.

– Nós estávamos quase saindo para ir te visitar. – Alice explicou.

– Que bom que não foram, porque eu que não ia comer outras vez naquela enfermaria... – Daniel falou, olhando cobiçoso para todos os pratos de comida que o aguardavam.

Enquanto Dan tentava escolher apenas os mais gostosos, a conversa seguia no resto do grupo.

– Oh, Alice, - disse Ellen - você já falou para o Erick sobre aquelas garotas do terceiro ano?

A primeira vez que as garotas falaram com Alice e Ellen tinha sido há um tempo, mas ainda não tinham mencionado nada para Erick, apesar de elas já terem procurado Ellen mais de uma vez depois do ocorrido. Nunca houvera uma oportunidade para apresentar as garotas a ele, e Ellen estava grata por isso. Não queria deixar Erick numa posição desconfortável sem ao menos avisá-lo previamente.

– Não falei nada, não. - respondeu Alice, fechando a cara. Nunca ficava feliz quando o assunto era o “fã-clube de Erick” (assim Ryan apelidara o grupo de garotas que vivia ao redor do garoto).

– O que vocês estão guardando de mim? – Erick perguntou, sem soar ofendido.

– Ah, nada de mais, mas eu pensei que fosse bom avisar você antes... – Ellen falou. – É sobre umas garotas da Sonserina.

Inclinando a cabeça para enxergar por trás de Ryan, que estava bloqueando sua visão da mesa da Sonserina, Ellen procurou as garotas até acha-las. As três estavam juntas, como sempre.

– Ah não! – disse Ryan, suspirando – Não me diga que é o fã-clube de novo!

– É o “fã-clube”. – respondeu Alice, colocando aspas verbais na frase. – Aquelas três garotas ali – ela apontou discretamente na direção das três. – Vieram falar com a gente outro dia...

Ao mesmo tempo, os garotos viraram a cabeça para ver as alunas da Sonserina.

– Não ao mesmo tempo! – Alice falou, dando um tapa na cabeça de Erick.

– Ei, isso doeu! – Erick se virou de volta, massageando a nuca.

– Desculpa. – Alice respondeu – Mas vocês viram? Então, elas foram procurar a gente pra perguntar se falamos com você, e ver se poderíamos introduzir elas a você.

Ryan estava revirando os olhos, mas Erick não parecia ter a mesma atitude.

– Até que são bonitinhas. – ele disse, brincando.

– Bonitinhas? - Alice perguntou, dando mais uma olhada nas garotas, como se quisesse se certificar de que a aparência delas não tivesse mudado de um segundo para o outro. – Sinceramente, Erick, eu reconheço que você é um ótimo jogador de Quadribol, e merece atenção, mas não é para tanto. – ela disse, levando Erick a sério.

– Concordo. – Ryan falou. – Acho esse negócio de fã-clube ridículo.

– Não é fã-clube. – Alice respondeu. – Ia ser pior se fosse.

– Imagine se elas usassem bottons dizendo: “Nós amamos o Erick”. – Daniel sugeriu, rindo da própria piada.

O resto do grupo riu junto dele, mas Alice não gostou da ideia. Erick, o que deveria se sentir mais perturbado com tudo aquilo, estava levando na boa. Não queria a atenção de todo mundo, mais apreciava o fato que eles o achavam um grande jogador de Quadribol. Ele mesmo não tinha certeza quanto a isso, e muito menos tinha interesse em qualquer uma daquelas garotas.

– Mas todo mundo sabe que é só pela aparência que elas julgam. – ele disse, num tom modesto. – Não estou querendo dizer que eu sou bonito nem nada...

– Você é. – Ryan e Alice disseram juntos, corando logo em seguida.

– Obrigado.

– Mas você tem que admitir que aquelas garotas são realmente bonitinhas... – Daniel falou, só para implicar.

– Sinceramente, Daniel, não é em você que elas estão interessadas... – Ellen respondeu.

– Era brincadeira. – ele respondeu.

Com as duas garotas do grupo e Ryan perturbados com o assunto do fã-clube, os seis deixaram o Salão Principal aliviados. Nate, Erick e Daniel ainda riam deles até quando ele chegaram à saída, e foram parados por ninguém menos do que as três garotas. Aproximando-se por trás, uma delas cutucou Ellen no ombro, chamando numa voz que não passava de um sussurro.

Ellen deu um pulo de susto, virando-se.

– Ellen? – era a ruiva. Parecia que era ela quem sempre fazia tudo no grupinho.

– Sim? – Ellen respondeu, recuperando-se do susto. Puxou a manga das vestes de Alice, que nem havia percebido a presença das garotas. Ela se virou, e assim que percebeu o que estava acontecendo fechou a cara.

O resto do grupo parou também, percebendo a ausência de ambas garotas. A ruiva fazia gestos estranhos para Ellen, que não conseguia interpretar. Foi quando a garota olhou para Erick que Ellen finalmente entendeu o que ela queria dizer. Elas queriam ser apresentadas para Erick.

Alice havia percebido de cara. Estava contra a ideia de ficar apresentando desconhecidas a Erick, mesmo porque sabia que o garoto não se interessava por nenhuma delas daquele jeito. Era uma perda de tempo ficar paparicando-o, assim ela pensou. Uma das garotas virou o rosto ao encontrar o olhar de Erick, claramente envergonhada. Virando-se para trás, Alice lançou um olhar de “eu te disse” para Erick. O garoto se limitou a rir.

Quando todos já estavam voltados para as três, Ellen começou:

– Bem... Erick, essas são as nossas, ahn, colegas. – Ellen disse, percebendo que nem ao menos se lembrava do nome de alguma delas.

– Eu sou Ruby. – A ruiva se apresentou. Alice pensou sarcasticamente: Que conveniente, uma ruiva que se chama Ruby. Criatividade é o que não falta...

Dano um passo a frente, a loira que acompanhava Ruby também disse seu nome, assim como a outra garota. Erick, educadamente, mas um pouco desconfortável, apertou a mão de cada uma, dizendo seu nome:

– Sou Erick Lavoisier. – Era desnecessário dizer seu nome; era óbvio no rosto de cada uma que elas pareciam saber mais coisa sobre Erick mais do que a própria Alice.

O silêncio tomou conta do grupo. Ninguém mais sabia o que dizer. Erick estava mais desconfortável ainda, assim como as três garotas. Alice estava rindo delas internamente, assim como Ellen. Os outros nem se importavam com a situação.

– Bom, a gente se vê Erick. – a ruiva falou. – Ah, eu gostei muito de assistir seu último jogo.

As outras duas assentiram, e elas se retiraram. Erick apenas agradeceu com um “obrigado” quase sussurrado. Quando elas estavam longe demais para ouvi-los, ele falou:

– Isso foi mais estranho do que eu pensava.

Alice, rindo, falou:

– Eu pensei que elas tivessem o que dizer para você! Sinceramente, pareciam patéticas.

Ellen e Ryan concordaram, rindo também.

– Vai ver – Daniel falou, rindo também. – Que estavam tão envergonhadas que nem falar na frente dele conseguiam.

– Que exagero! – Erick disse, agora incomodado com toda a atenção dada a ele. Não achava que a merecia, quanto mais daquele jeito. Estava satisfeito com os amigos que tinha, não queria ser popular.

– Awn, acho que alguém também ficou envergonhado... – Ryan falou, rindo alto e dando uma cotovelada em Erick. O garoto, vermelho, nem respondeu.

O grupo seguiu caminho, prosseguindo com as brincadeiras. Eles passaram uma agradável tarde na companhia uns dos outros, mas mantiveram distância do campo de Quadribol. Daniel queria pelo menos ir no campo, mas Ellen manteve todos distantes de lá. Não ia permitir que Daniel subisse numa vassoura tão cedo. Nem mesmo ela estava mais jogando e não praticava fazia tempo.

No frio que estava lá fora, eles entraram no castelo novamente. Estavam a três dias do Natal e Daniel não tivera tempo para comprar, muito menos pensar no que daria para os amigos. Resolveria a situação depois.

No caminho que faziam para a biblioteca, ao subir as escadas para o quarto andar, eles ouviram vozes. A princípio, nada alarmante; afinal não eram os únicos no castelo. Mas, depois que foram chegando mais perto, Alice percebeu de quem pertenciam as vozes, e parou o grupo.

– O qu... – Ryan começou a perguntar, mas ela o calou com um urgente gesto de mãos. Pediu para eles escutaram, ainda silenciosamente. As vozes vinham da curva do corredor e, aos poucos, eles foram percebendo que pertenciam a Hunnigan e outro adulto.

Pela luz dos archotes na parede e a semiescuridão do crepúsculo do lado de fora das janelas, duas silhuetas negras eram visíveis de onde o grupo de amigos se encontrava. Estavam no topo das escadas, e os dois outros bruxos, na curva do corredor. Ellen fez um claro gesto de desapontamento para Alice, indicando que ficar ali no corredor bisbilhotando não era nada parecido com o que ela havia dito antes. Alice se desculpou silenciosamente, dizendo que explicava depois. Ryan estava animado em ouvir a conversa.

– Eu ouvi que você foi parar na Ala Hospitalar... – O outro bruxo disse, e os alunos perceberam que era seu professor de DCAT. Ele não chegava a ser o melhor professor dos garotos, mas certamente era adorado por todos. Era mais ou menos da idade de Hunnigan, mas parecia ser dez anos mais novo. Prof. Stuart era muito mais simpático e agradável que Hunnigan, e era o diretor da Grifinória. Rumores diziam que os dois já se conheciam desde seus tempos de escola, e não se davam bem desde então. Stuart desmentia alguém sempre que ouvia isso, e falava que o problema que Hunnigan tinha era com todo mundo.

– Sim. – Hunnigan respondeu friamente. Via-se, apenas pelo seu tom de voz, que não queria dar continuidade ao assunto.

– Bem, espero que você esteja melhor, seja o que for que aconteceu... – o professor disse. – Eu notei que você está mancando. Por acaso, magrelo, - ele disse, usando um tratamento que os alunos nunca haviam visto antes. – você não tentou...

– Basta. – Sua voz era cortante. Stuart parou na hora. – Eu acho que isso já ficou para trás, Prof. Stuart.

O outro ajeitou sua postura, como se fosse mais importante que o outro. Era certamente mais alto; Hunnigan sempre estava com as costas ligeiramente curvadas. Stuart olhou Hunnigan de cima a baixo, com um sorriso malicioso. O grupo não podia ver o gesto de onde estava, mas todos perceberam quando Prof. Stuart começou a se mover... em direção a escada.

Mais rápida que todos, Alice, que vinha na frente, disse em voz alta:

– Ellen, você pode me emprestar aquele seu livro de Quadribol?

A frase pronunciada por Alice pareceu acordar todos. Cada um fez o que pode para parecer o mais ordinário possível, como se estivessem simplesmente subindo as escadas, e nunca tivessem ouvido uma única palavra dos dois professores.

O truque funcionou. Assim que Prof. Stuart fez a curva em direção a escada, todos já estavam em movimento, falando em voz baixa entre si ou somente acompanhando o grupo. Ellen respondeu a Alice, para dar mais versatilidade à farsa.

– Mas é claro que sim! Eu vou ter que passar no meu dormitório primeiro, eu deixei o livro lá hoje de manhã...

O Prof. Stuart passou por eles com um sorriso, e cumprimentou os que conhecia melhor com um aceno de cabeça. Os alunos retribuíram, continuando com a farsa. Parecia que a pequena conversa que tivera com Hunnigan nunca existira; o que só contribuía para aumentar a curiosidade do grupo. [n/a e dos leitores também, né Paola?]

Eles continuaram seguindo caminho, terminando o lance de escadas e virando no corredor em que os dois bruxos estavam instantes antes. Hunnigan desaparecera; não se via sinal dele por nenhum lugar. Ninguém sabia como ele tivera tempo de sumir de vista tão rápido, em um corredor tão longo.

O grupo estava se comunicando apenas com olhares indagadores, pois ainda não achavam seguro o bastante sair falando o que terminaram de ouvir. Primeiro, subiram o mais rápido possível para a biblioteca, onde acharam, mais uma vez, um refúgio seguro para partilharem os seus segredos sem serem ouvidos.

Ryan exclamou, assim que chegaram:

– O que foi aquilo?

Era o que todos estavam se perguntando, e o que nenhum podia responder.

– Vocês já viram o Prof. Stuart agir daquele jeito? – Ellen perguntou, enquanto todos tomavam seus lugares ao redor de uma mesa.

– Nunca. – Nathan respondeu. - Stuart é tão simpático! Você acha que tem alguma coisa ver com a rixa que os dois supostamente tinham?

– Pelo visto é verdade. – Daniel falou. Prof. Stuart sempre dizia que os dois eram “bons amigos”.

– Bem, não foi isso que nenhum de nós viu. – Erick falou.

A discussão se seguiu do mesmo modo. Tudo o que podiam fazer era imaginar o motivos que Prof. Stuart tinha para fazer tal coisa. Isso ia além de apenas uma rixa entre professores. O apelido, além de antiprofissional, parecia ter sido usado há muito tempo, quando os dois ainda estudavam juntos. Nenhum deles sabia a idade de algum dos professores; mas sabiam que eles estudaram na mesma época em Hogwarts.

– E o que Stuart queria dizer? – Alice perguntou.

– Como assim? – Erick perguntou a ela.

– O Prof. Stuart ia dizer que Hunnigan tentou alguma coisa, mas parou antes de completar a frase.

Todos relembraram o diálogo entre os dois professores, vendo que Alice estava certa.

– O que quer que seja, Hunnigan não queria ouvir vindo de Stuart.

– Mas talvez fosse só uma brincadeira de Stuart. Ele chamou Hunnigan pelo apelido, não necessariamente significa que esteja certo sobre o que ele fez. – Alice disse espertamente.

– “Brincadeira” é pra falar o eufemismo, não acha? – Ryan disse. – E mais: Alice, foi você quem fez a gente ficar lá e escutar! Não foi o que a gente combinou...

– Eu sei, mas o que eu podia fazer?! – Alice falou. – Não quis escutar as escondidas, foi mais por reflexo que eu parei vocês. Eu escutei a voz do Hunnigan, e vi que eles estavam tendo uma conversa séria. E além do mais, o nosso combinado foi partilhar qualquer coisas que descobríssemos.

– Alice tem razão. – Ellen disse. – Mas isso acabou não ajudando em nada, afinal.

Ellen estava certa. O grupo agora só tinha mais o que pensar sobre Hunnigan, e nada ainda descoberto. Parecia que história do professor era complicada, e envolvia mais do que eles estavam pensando. Daniel prometeu tentar tirar alguma informação de Stuart, pois o professor era o diretor de sua casa, e sempre fora mais afeiçoado aos alunos da própria casa. Estava fora de questão, porém, abordar Hunnigan. Mesmo sendo da mesma casa que o professor, nem Alice nem Erick quiseram se candidatar para falar com ele. Conheciam a natureza do professor, que não era nem um pouco agradável. Ele era um homem fechado, e dificilmente se dirigia aos alunos se não fosse para dar a matéria ou tirar dúvidas.

Cansados de discutir um assunto sem fim, o grupo se retirou da biblioteca, até se esquecendo do que vieram fazer ali em primeiro lugar. Alice insistira que eles deveriam fazer os deveres de casa, e foi apoiada por Ellen, mas o resto recusou. A desculpa usada foi que estavam no meio das férias, e ainda nem passara do Natal.

Pensando justamente naquela data, Daniel precisava arrumar os presentes que iria dar aos amigos, e isso num curto período de tempo. Resolvendo que, se algo desse errado e ele não conseguisse os presentes por algum motivo, ele disse aos amigos:

– Gente, preciso falar uma coisa com vocês.

Todos olharam para ele, curiosos. Imaginavam se não seria alguma coisa relacionada com Hunnigan quando ele continuou:

– É que... Vou ser franco, eu não tenho o presente de Natal da maioria de vocês ainda, sabem, eu fiquei na Ala Hospitalar até hoje, então, se por acaso no dia eu não tiver nada o que mostrar...

– Relaxa, Dan. – Ryan respondeu. – A gente entende.

– Aliás, presentes não são tudo. – Nathan completou, com um sorriso.

– Qualquer coisa você entrega pra gente depois... – Erick falou - Mas não se sinta pressionado.

Aliviado pela compreensão dos amigos, Daniel sugeriu que fossem logo comer o jantar. Já estava escurecendo àquela hora, e eles continuaram com sua rotina regular até o cair da noite, onde, infelizmente, tiveram que se separar e seguir para diferentes dormitórios.



Notas finais do capítulo

hahaha, sou mt do mal pelos misterios, ou do mal é pouco? relaxem, já já eu resolvo... Bjs leitores! =3