As Quatro Casas De Hogwarts - Ano 1 escrita por Larissa M


Capítulo 12
Capítulo 12 - Alegrias e Surpresas


Notas iniciais do capítulo

nem sabia o que fazer com esse capítulo até que eu tive uma ideia... bem, vcs vão ver.



A pergunta de Ryan foi respondida nas semanas seguintes. Como o período letivo tinha chegado ao fim, todos os alunos que iriam passar as festividades em casa tinham pegado o Expresso de Hogwarts logo pela manhã. Eles eram a maioria, por isso os alunos restantes quase tinham o dormitório para si mesmos.

Como todas as aulas estavam encerradas, os amigos possuíam todo o tempo a seu dispor. Sem ter que acordar cedo nem frequentar aulas chatas, todos estavam aproveitando as férias.

A amizade entre Alice e Ryan ainda não estava como era antes. Mas com toda certeza estava quase chegando lá. Estranhamente, Alice se sentia melhor em companhia de Ellen. Certa manhã, ambas estavam conversando, à espera dos outros.

- Ellen, você me desculpe completamente o incidente do jogo de Quadribol. – ela disse, entre garfadas de seu cereal.

- Mas é claro, isso é passado. Sinceramente, você precisa parar de se desculpar por tudo. – Alice refletiu o que ela tinha dito, e era verdade: ela estava se desculpando por qualquer coisinha errada que fizesse.

- Acho que é o receio de errar de novo.

- Ah, relaxa. Todos nós erramos. Mas eu estou muito ansiosa para o próximo jogo.

Sonserina contra Grifinória. O jogo mais esperado por toda escola estava para acontecer nos primeiros meses do próximo semestre. Na Copa das casas, Sonserina estava nas frente, seguida de Corvinal, Lufa-Lufa e, por último Grifinória. Isso não ajudava em nada o humor de Daniel, mas tudo o que os Grifinórios precisavam fazer era vencer a Sonserina com pelo menos uma diferença de duzentos e cinquenta pontos para conseguirem o primeiro lugar. O que não era uma tarefa nada fácil, considerando a habilidade do time. Alice perguntou a Ellen se estava tudo bem entre ela e Daniel.

- Tudo ótimo. – ela respondeu. – Não, eu estou mentindo – disse, um segundo depois – A gente chegou a brigar uma ou duas vezes, mas era só porque eu estava de brincadeira com ele. Acho que quando o assunto é Quadribol, não há brincadeiras para Dan.

- Mas agora está tudo certo entre vocês, né?

- Isso. Mas eu estou preocupada com o jogo.

- Vai dar tudo certo, Ellen. Se for o caso, tome cuidado para não comemorar muito na frente dele. Porque, cá entre nós, Sonserina tem muito mais chances de ganhar, não é?

- Com certeza. – disse Ellen, sorrindo. – Eu espero que seja o mesmo ano que vem. Eu pretendo tentar a sorte como apanhadora.

- Mas isso é ótimo! Mas eu nunca vi você voando, que tal a gente ir ao campo um dia desses? – Alice sugeriu, animada.

- Claro!

A conversa se seguiu nesse ritmo, até que os outros foram chegando, aos poucos. Primeiro Ryan e Nathan, que se sentaram na frente das garotas, com cara de sono. Alice tinha sido apresentada à Nathan um dia depois do reencontro, e eles se deram bem logo de cara. Alice achou que Nate era muito parecido com Ryan, mas não comentou nada com eles. Quando as garotas já tinham terminado o café-da-manhã (eles haviam se sentado à mesa da Corvinal, que era a única que estivera vazia na hora em que elas chegaram). Todos os outros alunos que passavam olhavam torto para eles. Aquilo havia se transformado numa reunião das quatro casas quando Daniel se juntou a eles, seguido de Erick.

Todo o grupo havia sido apresentado para Erick também. Ele fora simpático com todos, assim como era com todos. Fazia parte de sua personalidade. Como estavam nas férias, e ninguém que Erick conhecesse além de Alice havia ficado na escola, ele se juntara ao grupo, sem nem se incomodar por serem um ano mais novos.

- Oi gente. – Erick cumprimentou, animado, o oposto de Daniel, que murmurou algo inaudível e foi logo comer o seu café.

Os amigos riram do estado de Daniel, e Ellen serviu-o um copo de suco de abóbora antes que ele derramasse na mesa.

O grupo de seis amigos, bem aconchegados e alimentados, ficou na mesa da Corvinal por quase toda a manhã. Não sentiam nenhuma vontade de sair, muito pelo contrário. A conversa seguia animada, e até Ryan se sentia mais à vontade na presença dos novos membros do grupo. Quando saíram do Salão Principal, foi para seguir para os terrenos, que estavam brancos de tanta neve acumulada ao longo da noite.

Eles seguiram para o lago, que estava congelado. Com magia ou sem, começaram uma guerra de bolas de neve: Alice, Ellen e Erick contra Daniel, Ryan e Nathan. Eles jogavam as bolas de neve usando a força física ou com um simples feitiço de levitação, que naquele estágio todos já dominavam.

Por terem Erick, mais forte e mais velho, o time das garotas levou vantagem, e acabou ganhando, depois que Ellen acertou Daniel em cheio no rosto, fazendo todos gargalharem alto.

Gentilmente, Ellen ajudou Daniel a limpar o rosto e principalmente o cabelo de toda neve.

- Valeu por deixar meu cabelo todo molhado. – ele ironizou.

- Nem vem me dizer isso! – Ellen rebateu - Até parece que se eu tivesse dado mole você não ia me jogar uma bola de neve!

- Eu não dei mole!

- Então a minha mira é ótima.

Daniel resmungou alguma coisa, mais concentrado em arrumar o cabelo. Acabou deixando-o todo bagunçado.

- Aqui, deixe que eu ajude.

Apenas com os dedos, sem luva, Ellen deu um jeito de fazer o cabelo de Daniel parecer mais organizado.

Ryan se agachou no chão, e, tarde demais, os dois sentiram a neve atingir ambos diretamente no rosto.

- Agora pra valer! – Daniel falou, mas estava rindo. Com a ajuda da varinha, levantou mais de quatro bolas de neve no ar, mirando cada uma em um amigo, exceto Ellen. Eles estavam esperando, e conseguiram desviar das bolas, mas Daniel e Ellen não cessaram seu ataque.

Até todos os quatro estarem cobertos de neve, Dan e Ellen não pararam. Foi a vez deles rirem quando Ryan exclamou em altas vozes sobre como seu cabelo ficava quando estava molhado.

Com frio, eles se refugiaram na escola, e subiram direto, cada um para seu dormitório, para trocarem de roupas por trajes que estivessem secos. Voltaram a tempo do almoço, e depois seguiram direto para o campo de Quadribol. Erick, o único ali que fazia parte do time, levou sua vassoura. O resto deles pretendia pegar emprestado da escola.

Chegando lá, Alice, Nathan e Ryan seguiram direto para as arquibancadas, enquanto Daniel, Ellen e Erick iam para o campo.

- Nossa. – Alice disse – Agora que eu estou pensando, eu nunca vi nenhum deles voando.

- Pra falar a verdade, nem é tão interessante assim. – Ryan disse. – Na maior parte das vezes Ellen pega o pomo antes que Daniel possa ver, e ele fica furioso.

- Ele não demostra que está furioso. Não para ela, mas dá pra perceber. – Nathan completou.

- Ellen me contou que eles se desentenderam uma vez por causa de Quadribol também.

- Uma vez?! – Ryan disse, dando ênfase ao “uma”. – Então ela estava sendo muita modesta.

Nathan riu, mas Alice ficou preocupada.

- Eles brigam a cada dois dias, mais ou menos. Mas o Dan não consegue ficar bravo com ela, e parece que nem o contrário. Aí eles acabam fazendo as pazes.

- Tanto que a gente fica até confuso. “Espera, vocês estão brigados ou se falando?” – Nathan disse.

Os dois riram, e Alice os acompanhou. Lá embaixo, os outros três ainda estavam se aquecendo.

- Afinal, qual o seu lance com Erick? – Ryan perguntou, observando o garoto enquanto esse voava. – Ele parece ser bem diferente dos outros da Corvinal.

- De todos os outros da Corvinal. Sinceramente, não sei aonde aquela casa vai parar. Poucas exceções que eu tenha visto até agora. – Alice respondeu. Pensou em Chloe, e em outros de séries mais avançada os quais ela nem sabia o nome.

- Mas não desvie do assunto. – Nathan falou. – E Erick?

- Ah, Erick, bem, o que eu posso dizer dele?

- Diz como vocês se conheceram. – Ryan sugeriu.

Alice, então, começou a contar para os dois garotos como tinha conhecido Erick e se tornado uma amiga tão próxima assim dele. A narrativa começou desde quando ele se encontrou com ele no corredor, completamente por acaso, e foi seguindo com todos os detalhes até o tempo atual. Alice ficou um pouco envergonhada quando falou sobre a noite em que eles tinham passado juntos na Sala Comunal, e acabou omitindo algumas partes.

- Por Merlim, alguém ficou sabendo que você estava lá embaixo com ele? – Ryan perguntou, rindo da situação. – Sozinha?

- Não! A gente subiu para dormir, afinal já era tarde. – Alice mentiu, desviando o olhar para o campo.

Por fim, o três já tinham se aquecido o bastante, e a verdadeira ação ia começar assim que Erick soltasse o pomo. Daniel e Ellen iam competir para ver quem conseguia alcançar o pomo de ouro primeiro. Em meio tempo, Erick ia tomar conta dos balaços, ou melhor, se assegurar de que fossem lançados contra os jogadores.

- Vocês não acham esse lance todo dos balaços muito perigoso? – Nathan perguntou. Assim como Ryan, ele não era muito chegado a Quadribol.

- Relaxa, Erick têm eles sobre controle. – Alice disse.

Nem Nathan nem Ryan deixaram de ficar preocupados, mas Alice estava ansiosa para ver a amiga voando, por isso nem se importou muito.

E Ellen realmente fez mais do que tinha falado. A corrida entre o grifinório e a sonserina para agarrar o pomo estava de tirar o fôlego. Ambos voavam tão bem nas vassouras que sem dúvidas iriam entrar para os times. Erick lançava os balaços de um lado ao outro, tentando dar mais emoção ao jogo. Como os dois apanhadores estavam tão próximos, ele nem precisou mirar exatamente num deles; era só lançar o balaço que o próprio escolhia seu alvo.

Logo no início, Ellen localizara o pomo de ouro e, na pressa para agarrá-lo denunciara a sua posição para Daniel, que não perdera tempo em ficar no encalço do pomo. Por um tempo, os dois voavam lado a lado, sem perder o pomo de vista. Porém, numa curva muito fechada, o balaço veio na direção contrária ao pomo, obrigando os dois a se separarem, perdendo também pomo.

A técnica que Ellen estava usando consistia em analisar o campo o alto possível, sem perder toda a visão das áreas mais baixas. Voando de um lado ao outro regularmente, ela procura por qualquer indício do pomo. Fosse um lampejo dourado ou uma manifestação de Daniel. Claro, ela estava atenta a qualquer tentativa do outro jogador de enganá-la.

Daniel estava tendo problemas com um balaço peculiarmente insistente. Tentou as mais variadas manobras para se desviar da maldita bola, até o momento me que Erick veio e o lançou em outra direção, piscando para Daniel.

Nas arquibancadas, os três espectadores assistiam, animados. Seus comentários se limitavam a poucos fatos do que estava acontecendo no campo; todos estavam absortos demais no jogo para conversarem sobre outra coisa.

- Caramba, aquele balaço não larga do Daniel!  - Ryan comentou.

- Algum de vocês viu o pomo? – Nathan perguntou, um tempo depois.

- Olhem lá! – Alice quase gritou, apontando para um lugar na base do campo, do outro lado das arquibancadas.

- Onde, onde? – Ryan perguntou, vasculhando com o olhar o lugar onde ela apontara.

Mas o que ele encontrou não foi o pomo, e sim uma estudante.

- Não é o pomo, é a Emily. – Alice esclareceu ambos os garotos – Ela divide o dormitório comigo.

Agora que Alice dissera, Ryan notou que a garota que estava lá vestia um cachecol das cores da Corvinal, combinando com seu uniforme. Seus cabelos loiros caiam em cachos, e sua maça do rosto estava rosada pelo frio.

- O que ela está fazendo aqui? – Alice perguntou, desgostosa. – Eu nem sabia que ela tinha ficado na escola.

- Ela deve ter visto que nós viemos para cá e resolveu assistir o treino com a gente. – Nathan deu um palpite.

- Não, Nate, ela não seria o tipo de pessoa que gostaria da minha companhia. E nem eu da dela.

- Deixa ela pra lá, não está fazendo nada mesmo! – Ryan disse - E pelo o que você me falou, Alice, ela é inofensiva quando está sozinha.

- Inofensiva... – Alice murmurou, mas Ryan não ouviu.

Voltando sua atenção ao jogo, Alice viu que Ellen não tivera sucesso em localizar o pomo, assim como Daniel. O jogo se seguia um pouco lento, por isso Alice voltou a olhar para Emily. A garota estava sentada, e tentava acenar para alguém...

Erick.

- Como eu sou idiota. – Alice comentou – é claro que ela está aqui por causa do fabuloso Erick, quem ela tanto idolatra.

- Como é que é? – Nathan perguntou, esticando a cabeça para olhar para Alice por cima de Ryan.

- Ah, vocês não sabem? Erick é extremamente famoso – ela pronunciou a palavra com um toque de desgosto – na Corvinal. E todas as garotas adoram, desculpem-me, idolatram ele. Eu tenho que dizer que sim, ele ganhou quase sozinho todos os jogos, mas não é motivo pra tanto.

Emily ainda acenava, em vão, para Erick. Assim que ela percebeu o olhar dos três, abaixou a mão, tentando disfarçar.

- Você está dizendo que ela está ali para ver Erick?

- Exatamente. – Alice respondeu. – Mas ele nem sabe que ela existe. – Alice disse com prazer na voz.

- Coitada. – Ryan comentou – e você ainda fica aí, rindo dela.

- Ryan, você sabe o que ela ajudou a fazer. – Alice disse com frieza.

- Mas se eu fosse você, - disse Nathan, na esperança de suavizar o clima – eu não me importaria tanto com ela. Afinal, como você mesma disse, Erick nem sabe que ela existe. É de dar pena.

Isso bastou para fazer com que Alice e Ryan concordassem um com o outro.

De volta ao campo, Ellen finalmente conseguira achar o pomo, mas não ia entregar assim tão fácil para Daniel. Desviando de um balaço com facilidade, ele fingiu dar mais uma volta no campo, quando na verdade estava se aproximando cada vez mais do pomo. Era difícil fingir que não vira nada, mas assim que ela percebeu que Daniel tinha dado as costas para ela, acelerou com toda a capacidade da vassoura para cima do pomo de ouro.

Quando Daniel finalmente notou a intenção de Ellen, era quase tarde demais. Ela estava fazendo a volta no campo, curvando perto de uma das balizas e Dan estava a meio campo de distância. Sem perder tempo, ele acelerou o máximo que pode, levando sua vassoura ao extremo.

Quando estava à 2 metros de Ellen, seguindo a garota pela diagonal, ele viu uma coisa que ela nunca chegou a reparar.

De longe e de baixo, Erick lançava mais um balaço na direção dos dois. Ellen estava a centímetros do pomo, sem conseguir ver o balaço, que vinha por trás. Seguindo numa linha reta e já tendo escolhido seu alvo, o balaço seguiu furiosamente para cumprir sua função.

Tudo aconteceu num segundo. Daniel cobriu os dois metros que restavam entre ele Ellen no mesmo momento em que a garota segurava o pomo, ainda vitoriosa em sua mente.

Com o impacto, Dan caiu direto para a grama abaixo de si.

Os quatro espectadores arfaram em surpresa, levantando-se do banco.

Ellen levou outra fração de segundo para perceber que alguma coisa estava errada. Ela ouviu um grito, depois, para seu horror, viu um vulto vermelho debatendo-se para ficar na vassoura, indo direto para o chão.

- Daniel! – ela gritou, mergulhando, tentando salvar o garoto antes que caísse, mas em vão.

As intenções de Erick eram as mesmas, mais ele estava longe demais para poder alcança-lo a tempo. Agarrando o balaço em seu caminho, para impedir que fizesse mais estragos, Erick pousou sua vassoura no chão, ao lado do grifinório que agora jazia caído. Ellen chegou logo depois. Em seguida, Nathan, Ryan e Alice, que vieram correndo das arquibancadas.

Constatando que Daniel já estava com mais atenção do que necessária, Erick chamou Nathan para o ajudar com os balaços, e eles sumiram em direção ao vestiário.

No campo, no centro dos três amigos, estava Daniel. Ellen estava ajoelhada ao seu lado, com medo de tocá-lo e machuca-lo mais ainda. Ryan e Alice estavam do outro lado dele, no mesmo estado de choque.

- Dan, Dan... – Ellen sussurrava.

- Calma, ele está desmaiado. – disse Erick, voltando ao campo. – Provavelmente quebrou o osso onde o balaço bateu, mais nada.

Ellen choramingou mais ainda, e Alice deu uma cotovelada em Erick, pelo seu tom frio que não estava ajudando em nada.

- Eu vou chamar Senhorita Pomfrey. – Nathan disse.

- Eu vou junto. – Ryan disse.

Correndo o mais rápido que podiam, Ryan e Nathan foram chamar a enfermeira da escola, Srtª Pomfrey. Ela era uma enfermeira jovem, mas eficiente e seu ofício assim como sua mãe. Ela sucedera Madame Pomfrey na escola, depois que a mesma falecera. Diziam que ela era extremamente similar à mãe, se não pior. [n/a gente, achei melhor fazer uma filha da Pomfrey para simplificar as coisas. Afinal ela não vai ser tão importante assim].

- Me levem imediatamente a ele. – ela ordenou assim que os garotos explicaram, com breves palavras, a situação de Daniel.

O grupo de cinco pessoas seguiu de perto Srtª Pomfrey enquanto ela carregava o amigo em uma maca enfeitiçada. No entanto, quando eles chegaram à enfermaria, ela não os deixou entrar, dizendo que precisava de privacidade.

- Foi tudo minha culpa. – Erick disse, com raiva de si mesmo – Se eu não tivesse tido essa ideia dos balaços...

- Deixa de ser bobo, Erick. Todo mundo sabe que é sempre isso que fazem quando são dois apanhadores que vão jogar. – Alice disse, mas ela mesma não estava muito certa sobre isso.

- Ele só estava desmaiado, vai ficar bem. – Nathan disse.

- É claro que ele vai ficar bem – Ryan disse.

Todos estavam fazendo afirmações, mas nenhum deles estava certo sobre nada que dissera. A única que permanecia calada era Ellen. Também não se mexia, e seu olhar estava vago.

Gentilmente, Alice pegou a mão da amiga, e a obrigou a abri-la. Ellen ainda segurava o pomo de ouro, sem perceber.

- Ellen, solte, você está amassando o pomo. – Alice disse delicadamente.

Ellen soltou o pomo, que voou baixinho. Uma de suas asas estava machucada, e ele não ia voar para lugar algum.

Os cinco ali pardos olharam para o pomo de ouro, enquanto esse fazia esforços para se mexer.

- Tem como curá-lo? – Ellen perguntou.

- Eu acho que sim. Se você usar o feitiço correto. – Erick respondeu.

- Você devia deixa-lo para Daniel, quando ele melhorar. – Alice sugeriu.

- Não. Vai ser como se eu estivesse cantando vitória. – Ellen disse, capturando o pomo novamente.

- Não. Vai ser como se você dissesse que o esforço dele não foi em vão. – Ryan disse. – De se jogar na frente do balaço não foi por nada.

Ellen levantou o olhar, fixando-o em Ryan, confusa.

- O que você quer dizer, “se jogou na frente do balaço”? – Ellen perguntou.

- Você não viu? – Nathan perguntou.

- O que eu não vi? O balaço acertar Daniel enquanto ele tentava pegar o pomo? Não, eu não vi. Se eu não estivesse tão absorta em...

- Não. Não foi isso o que aconteceu. – Erick começou a explicar.

- Ellen, o balaço estava indo na sua direção. Daniel entrou na frente para impedir que ele te acertasse.

Ellen arquejou, surpresa mais uma vez. Ela abraçou Alice para afogar as suas lágrimas, mas não foi o suficiente. Odiando-o por sua burrice e ao mesmo tempo admirando-o por sua coragem e sofrendo por sua dor, Ellen não sabia o que sentia. Seus pensamentos estavam confusos, e só clarearam quando Srtª Promfrey abriu a porta da enfermaria e anunciou:

- Ele acordou e está bem.



Notas finais do capítulo

E então? Reviews plz! :3