As Quatro Casas De Hogwarts - Ano 1 escrita por Larissa M


Capítulo 11
Capítulo 11 - O Reencontro


Notas iniciais do capítulo

Aeeee, finalmente, tava morrendo de vontade de escrever esse cap!!! Sem mais palavras, senao acabo soltando spoiler...



Uma semana antes do término das aulas Alice estava mais ansiosa do que em qualquer momento de sua vida. Ela ia de aula em aula, mas um pensamento não saía de sua cabeça: Eu preciso falar a coisa certa com eles. Erick sempre tentava tranquilizá-la, e por vezes conseguia, como também não tinha sucesso.

Alice contara tudo sobre Chloe para Erick, mas o garoto não tinha a mesma impressão sobre Chloe que Alice tinha:

- Espera, espera. – ele disse logo depois que Alice contou tudo para ele. – Você está me dizendo que começou a confiar nessa garota sem conhecê-la direito?

- Mas eu conheço ela! – Alice argumentou, tentando se defender.

- Mas você não a conhece tão bem assim. Digamos que ela não seja confiável.

Alice lança um olhar cético para Erick, dizendo:

- E quais motivos ela teria para enganar a gente? – Alice perguntou, pensando ter vencido a discussão, mas Erick tinha uma resposta.

- Nunca se sabe o motivo das pessoas. Mesmo que você as conheça muito bem, ela ainda pode estar escondendo coisas que você nem imagina, e pode te enganar.

Alice parou para pensar no que Erick tinha dito. Se pensasse bem, aquela descrição cairia bem ao que ela própria tinha feito... Mas Erick sabia, e muito bem, dos motivos. Com raiva e envergonhada, Alice disse quase gritando no corredor que eles estavam andando:

- Você não estava se referindo a mim quando disse isso, não é?

- O que...? – Erick parecia confuso – Você sabe que eu...

- Erick, você sabe muito bem dos meus motivos, não precisava ficar falando como se fosse... Como se fosse... Um exemplo de algo horrível a se fazer!

Alice disse isso mais enfurecida ainda, e continuou seu caminho pelo corredor deixando um Erick confuso e chateado sozinho no meio do corredor.

Ela se arrependeu assim que saiu de perto de Erick. Não queria brigar com ele; tinha mais feito isso por vergonha do que por raiva. Mas Erick não a culpava. Ele pensou bastante em o quão nervosa Alice se encontrava naquela semana e aceitou de bom grado às desculpas que ela deu a ele naquele mesmo dia. Isso só tinha feito com que se sentisse mais envergonhada consigo mesma, algo que Erick também tentava amenizar:

- Está tudo bem, você fez sem pensar.

- Mais é aí que está o problema. Não costumo ser impulsiva. – Alice não conseguia se perdoar, e aquela conversa, há um dia antes da data marcada, se seguia como em muitos fins de tarde passados na biblioteca.

Aquele era uma discussão antiga, que Erick estava determinado a ganhar. Alice não podia se explicar para os seus antigos amigos e esperar pelo perdão deles sem antes ela mesma ter se perdoado.

- Você estava com medo. É compreensível. Você nunca teria feito isso se a sua situação fosse diferente da que era.

- Mas esse é o problema! E se a situação se repetir?

- Tem razão, isso pode acontecer. Mas você vai estar preparada. Você vai ter quem ajudá-la.

Alice ponderou e percebeu que Erick tinha uma ponta de razão, embora ela ainda se recusasse a admitir tal coisa. Desaviando completamente do assunto, Alice sugeriu que descessem para comer, o que Erick aceitou.

Chegando ao Salão Principal, eles notaram que Chloe comia sozinha, e resolveram se juntar a ela.

A discussão sobre Chloe (que levara a briga de Erick e Alice) tinha retornado depois, embora os dois tivessem sido mais suaves ao sugerirem seus pontos de vista. Erick, mais uma vez, levou Alice à lógica, e os dois resolveram testar a veracidade das palavras de Chloe antes de fazer algo de maior importância. Por isso, não tomaram nenhuma medida direta em relação às garotas, e Alice manteve o mesmo relacionamento que possuía antes com elas. Ela sempre dava a mesma desculpa para Chloe, quando essa perguntava o que elas iriam fazer:

- Agora não. Tenho assuntos pendentes para resolver. Mas prometo que semana que vem a gente pense em alguma coisa.

Chloe não ficava muita satisfeita com essas respostas, mas percebeu que Alice realmente tinha motivos para não agir; e só preferia não partilhar com ela. Chloe era paciente, e passou a não se importar mais com isso.

- Oi, Chloe. – Alice cumprimentou ao se aproximar dela, no jantar um dia antes do reencontro.

- Olá. – ela respondeu, sorrindo. – Estavam na biblioteca, suponho?

Erick riu, sentando-se de frente para Alice.

- Nós vamos para a biblioteca com tanta frequência assim?

Todos riram, e Chloe teve que dizer que sim.

Desde mais cedo naquele dia, Alice andava como se não enxergasse o que quer que estivesse do seu lado. Nos corredores, olhava diretamente para frente; nas aulas divididas com outras séries também. Tudo isso, claro, proporcionado pelo medo de cruzar olhares com Daniel, Ellen ou Ryan. Principalmente Ryan. Ela ainda lembrava vividamente em como Ryan a tratara naquele dia em que chamara Erick de ruivinho. Alice estava mais perturbada com o maldoso apelido do que o próprio Erick.

Por isso, enquanto jantava, olhou muito mais para o seu prato do que seria normal.

Apenas a uma mesa de distância, Ryan também fazia o mesmo. Naquela noite os quatro não estavam comendo juntos, por isso só Nathan se encontrava junto dele.

- Ryan, eu sinto que você está evitando olhar para certa pessoa... – disse Nathan, sempre muito bom em observar.

Ryan resmungou algo em respostas, ainda com o olhar fixo no seu prato de comida. Nathan suspirou.

- Caramba, você vai encontrar com ela amanhã! Já estava na hora de você, ou melhor, vocês quatro pararem com isso.

Nathan se referia ao comportamento que Daniel e Ellen vinham tendo recentemente. Ambos também começaram a agir parecido com Ryan. Os dois evitavam encontrar Alice, mas isso já era corriqueiro. O diferencial era que eles nem mencionavam, nem olhavam mais para ela, o que Ryan vinha fazendo. Todos estavam cientes do que estava para acontecer, e já tinham esgotado seus assuntos sobre o que dizer e como trata-la, então, passaram a evita-la mais do que o normal. Alice fez o mesmo que os outros três, e foi nisso em que Nathan e Erick repararam naquela noite.

- Vocês ficam se evitando, porque? – Erick perguntou, ao lado de Alice. – Não vai ficar tudo resolvido amanhã?

- Vai ficar, ainda não está. – Alice respondeu.

- Na minha opinião – disse Nathan, para Ryan, - Vocês tinham que parar com isso.

- Agora não dá mais tempo, não é? – Ryan resmungou em resposta, sabendo que estava com a razão, e que isso seria o suficiente para mostrar para Nate que ele não queria levar o assunto adiante.

A verdade era que, em ambas as partes, os amigos se sentiam ansiosos, temorosos, e, no caso de Alice, nervosa. Todas essas emoções juntas, se somadas ao peso usual dos estudos, deixa a todos sobrecarregados, sem saber a quem recorrer a ajuda.

O último dia de aula do primeiro semestre veio, e trouxe consigo a neve, que caía num fluxo constante e intenso nos terrenos e no castelo, cobrindo tudo com uma camada branca. O guarda-caça teve problemas com suas plantações, que até àquela hora estavam se seguindo bem para o inverno. Mas, como em todo fim de ano, era a hora de cortar os mais robustos pinheiros da Floresta Proibida e levá-los até o Salão Principal, onde serviriam de enfeite para o esplêndido banquete de Natal, o qual Ryan, Daniel, Ellen, Nathan, Alice e Erick pretendiam participar.

 As aulas, ao contrário do que Ryan esperava, passaram com uma velocidade impressionante. Até as aulas mais chatas e entediantes conseguiram parecer como se estivessem se passando num lugar onde os minutos eram como segundos. O mesmo aconteceu para Daniel e Ellen.

Assim como o combinado, estavam eles na biblioteca às 12:30, meia hora antes, à espera de Alice. Eles haviam comido mais cedo, justamente para ter um tempo de sobra antes do encontro. Nathan perguntara a Ryan o que ele preferia: que ele fosse ou não. Ryan consultou os outros dois, e decidiram que seria melhor para Alice se Nathan não comparecesse. Afinal, eles duvidavam que a garota soubesse ao menos o nome de Nathan.

Ao contrário da maior parte das vezes em que eles iam para a biblioteca, um silêncio se instalara na mesa (como sempre, a mais afastada da bibliotecária o possível). Foi quebrado por Daniel, que ainda possuía duvidas:

- Então...Vocês querem repassar o que a gente pensou?

- Sim. – concordou Ellen, avida por alguma distração. – Nós vamos ser formais com Alice, sem intimidade alguma, e sem agressividade também – ela lançou um olhar significativo para Ryan, para fez questão de não responder.

- Exato. – Daniel disse – Vamos dar a chance de ela falar tudo o que tem a dizer.

Com um suspiro, Ryan completou:

- Não importa o que seja. – os dois assentiram.

- Só depois nós vamos dizer o que a gente acha.

- Mas temos um porém. – Ryan disse. – não sabemos o que ela quer.

- Mas fazemos uma ideia. – Ellen disse – Como você mesmo falou, a única coisa que ela poderia querer é reatar a amizade.

Ryan ainda estava um pouco relutante, mas admitiu que fora o que ele dissera. E ele acrescentou:

- Foi por isso que resolvemos dar uma chance a ela, não é? É o que nós vamos fazer. O que eu vou fazer.

Ellen não pode deixar de esboçar um fraco sorriso, que se apagou logo assim que encontrou o olhar de Ryan novamente. Ele não estava feliz, mas já era um avanço quanto toda a questão de Alice. Na verdade, nenhum deles sabia exatamente o que sentir...

... Até Alice chegar.

Ela se aproximou hesitante da mesa, as palavras de despedida de Erick na porta da biblioteca ecoando em sua mente: “Não se esqueça do repassamos ontem à noite. Vai dar tudo certo. Você me vez entender, fará o mesmo com eles”. Essas palavras unidas de um sorriso foi o suficiente para fazer Alice avançar e tomar o único lugar vago na mesa quadrada em que estavam sentados.

- Bom dia, todo mundo. – ela disse, tentando manter sua voz calma.

- Bom dia. – Cada um murmurou em resposta.

- Eu... Eu gostaria que vocês me ouvissem. Ouvissem mesmo, tentassem compreender meu ponto de vista.

Eles apenas assentiram, mantendo um incômodo silêncio. Alice continuou:

- Por favor, me deixem terminar antes de falar qualquer coisa.

Esperando cada um, individualmente, dar a resposta silenciosa a ela. Respirando fundo, Alice começou a narrativa.

Ela disse tudo, com todos os detalhes. Não omitiu nem uma única informação. Desde o momento em que suas dúvidas começaram até a poucos dias atrás. Disse como se sentia, o que estava pensando, e, principalmente, seus motivos. O mesmo discurso que havia feito para Erick um dia depois de se conhecerem se repetiu aquela tarde na biblioteca. Ela tentava manter a voz firme, mas não privada de emoções. Ela passaria uma impressão de que não sentia nada depois disso, e era justamente o contrário que Alice estava tentando provar.

Os três ouviram com atenção, por vezes compreendendo o que Alice dizia, por vezes sentindo raiva do que saía de sua boca. As emoções em constante mudança faziam com que Alice vacilasse no discurso, e se embolasse nas palavras. Mas ela continuou firme.

Cada um estava chegando a mesma conclusão, embora em tempos diferentes. Ellen estava mais propensa a acreditar no que Alice tinha a dizer, e não via nenhum motivo para ela estar mentindo, muito pelo contrário. Ellen via a sinceridade, o anseio para fazê-los acreditarem em suas palavras estampados em seu rosto. Sempre fora muito boa em traduzir os sentimos das pessoas apenas ao olhar a sua expressão.

Já Daniel não sabia o que pensar. Tendia muito a acreditar em tudo, e sentia que o tom de Alice chegava até a ser apelativo. Por isso, deu uma chance a ela, assim como ele havia combinado com os amigos. Ele sabia que Ellen já havia tirado suas próprias conclusões, e queria ouvi-la antes de qualquer coisa.

Ryan era o que mais sentia raiva dela. Sentia raiva por ela ter sido tão facilmente manipulada pelo o que o resto dizia. Sentia raiva por ela não ter dito nada para ele, e para os outros. Sentia raiva de si mesmo por ter sido tão idiota a ponto de não perceber isso. Mas se tinha uma coisa que não sentia nenhum pouco de raiva era da Alice que ele via de seu lado agora. Ele queria perdoá-la há muito tempo, disso ele sabia. Ele só não queria admitir isso a si mesmo, quanto mais aos outros. Não queria parecer um fraco que confia piamente em qualquer que lhe ofereça algum tipo de confiança. Mas agora que ela se explicara estava mais do que disposto a por um fim definitivo em toda a confusão.

Antes mesmo de ela terminar a sua última frase, Ryan a interrompeu, dizendo claramente:

- Alice, eu acredito em cada palavra do que você disse.

Alice parou no meio da frase, boquiaberta. Piscou algumas vezes, encarando Ryan.

O garoto abriu a boca uma ou duas vezes, mas ele não sabia o que mais dizer. Surpreendendo a todos, Alice se jogou por cima da mesa, e abraçou Ryan o mais forte que pôde.

- Ah, Ryan!

Ryan, extremamente vermelho e de olhos arregalados, retribuiu o abraço timidamente. Ellen e Daniel riam da situação; o momento estranhamente tenso há poucos segundos atrás agora quebrado.

Alice finalmente se soltou de Ryan, indo de encontro a Ellen. Não foi preciso palavras para dizer o que cada uma sentia. O sorriso de Ellen entregava tudo. Elas também se abraçaram, embora com menos intensidade que Ryan e Alice. Ela seguiu para Daniel, abraçando-o brevemente.

- Vocês não conseguem imaginar o quanto eu estava sentindo a falta de vocês! – Alice disse. – Me desculpem, por favor.

- Nós te desculpamos. Por tudo. – Ellen disse, sem hesitar.

- Claro que você poderia ter agido um pouquinho diferente... – Ryan falou ainda ressentido.

- Eu sei, eu fui idiota. – Alice admitiu, e Ryan teve pena dela, por isso não sacudiu a cabeça em concordância.

- Eu iria sugerir para nós esquecermos isso – disse Daniel, sério – mas eu acho que não dá para fazer isso. Mas todos aqui concordam que vamos continuar juntos, certo?

Alice assentiu efusivamente, mas hesitou na hora de prometer em voz alta. Da última vez, tinha vacilado. Será que agora ia manter sua palavra...?

- Eu prometo. – ela disse. – E também prometo que toda a vez que eu ao menos pensar o contrário eu vou me lembrar de agora.

Ryan demorou a responder. Toda a sua consciência dizia que deveria negar as palavras de Alice, transformá-las me nada. Mas o que ele sentia era o contrário disso. Nesse meio tempo, Ellen e Daniel proferiram as exatas palavras de Alice, e agora aguardavam por Ryan.

- Eu prometo também. E toda vez que eu pensar o contrário vou lembrar esse momento.

Todos sorriram, mas o sorriso de Alice era de longe o mais largo. Ela ainda tinha consciência de que levaria um tempo para que tudo voltasse a ser como antes, se é que ia voltar a ser, mas ela evitava esses pensamentos.

- Bom, eu falei para vocês de Erick, não é?

Ryan erubesceu na mesma hora. Ele descobrira que Erick era o “ruivinho”, e se arrependia disso.

- Ah, Alice, antes de qualquer coisa eu queria me desculpar a ele...

- Não tem problema, Ryan, ele nem ligou para isso.

- Mesmo assim.

- Ok. Mas você vai ter que esperar até a hora que a gente for encontrar com ele, eu não faço ideia de onde ele se meteu...

Ninguém sabia mais o que dizer. Ellen pensou em várias perguntas a fazer a Alice, e vários assuntos para contar no tempo em que ela estava fora, mas achou que fosse parecer estranho, então permaneceu calada, até que a própria Alice falou:

- Eu estava me sentindo muito solitária sem vocês. Mesmo com Erick, e há pouco tempo, Chloe.

- Alice – Ryan disse – há quanto tempo você... Se arrependeu? – ele pensou em dizer “percebeu que fez a coisa errada”, mas ia soar muito acusador.

- Há muito tempo. Quase dias depois de ter começado tudo, pra ser sincera. Mas eu tinha me arrependido de ter brigado, mas ainda não de ter dado preferencia a elas. – O “elas” foi pronunciado com um toque de desgosto.

Ryan assentiu calmamente, e continuou a perguntar:

- Então porque não agir antes?

- Oh, eu estava com medo de piorar a situação mais ainda. Eu tentei pedir ajuda, mas ninguém me deu ouvidos por muito tempo. Naquela época ainda não tinha conhecido Erick. Entenda, eu estava com medo de, ao tentar convencer vocês do contrário quando eu tinha deixado minha opinião tão clara, eu só ia soar mais falsa. – Alice fez uma pausa.

Ellen deu um sorriso consolador. Ela se lembrou de quando as duas brigaram sobre Quadribol, mas não guardava nenhum ressentimento quanto a isso. Ela fez outra pergunta. Não para Alice, para Ryan.

- Ryan... Eu sei que Alice era sua melhor amiga e vice-versa, mas mesmo assim, você demorou um bocado até conseguir perdoa-la completamente. Eu e Daniel já queríamos ouvir você, Alice, antes que Ryan. Eu sei que isso te coloca numa posição difícil, e a última coisa que eu quero aqui é piorar as coisa, mas eu precisava perguntar. Tenho certeza que você queria tanto quanto a gente.

- É verdade. – Ryan admitiu. Suspirando, completou – Mas é que eu tenho... Problemas, quanto a confiar desse jeito. Quando eu era mais novo, eu sempre caía nos truques do meu irmão. A cada vez, ele me enganava de um jeito diferente, e, na próxima, eu simplesmente voltava a confiar nele. Eu era muito mais inocente naquela época, eu sei, mas as palavras dele eu me recordo com facilidade até hoje: “Ryan, você é muito imbecil. Você tem que parar de confiar nos outros. Nem todos são o que parecem”. Esse foi um dos únicos conselhos que recebi dele, e isso ficou na minha cabeça. Me desculpe, Alice. Eu devia ter confiado mais cedo, mas é que...

- Não tem problema. . – ela disse. – Isso é passado. Vamos nos concentrar no futuro, agora que tudo está esclarecido.

- É, eu concordo. – Daniel falou – Vocês esquecer seu irmão por pelo menos o resto do dia, ok? – Ryan assentiu silenciosamente.

- Então, mudando de assunto... – Ellen disse - Alice, vai passar o Natal aqui?

- Eu estava em dúvida, mas como Erick ia ficar... Vocês vão ficar não é?

- Vamos. Decidimos que todos vamos passar o Natal aqui. – Ellen respondeu.

- Mesmo porque eu voltei a ter problemas com o meu irmão... E meus pais. – Ryan explicou – Depois eu conto mais detalhes. – ele não estava com vontade de relembrar tudo mais uma vez.

- Espero que não seja nada muito grave. – Alice respondeu, com um sincero toque de preocupação na voz. A expressão de infelicidade no rosto de Ryan indicava o contrário.

- Mas, mudando de assunto... – Ryan disse – Como é o Natal em Hogwarts?

- E você ainda tem dúvidas? – perguntou Daniel – Estamos de férias, com nossos amigos num castelo onde podemos fazer magias à vontade!

Todos os quatro sorriram com as palavras de Daniel, a expectativa das férias com as melhores coisas que podiam desejar agora aflorando em suas mentes. A última tarde de aulas não demorou a passar. Todos estavam ocupados demais pensando o reencontro para se preocupar com outra coisa. Pensando em como tudo tinha dado certo.



Notas finais do capítulo

todos felizes com a volta de Alice? =D agora td mundo vai poder passar o Natal feliz!