Charlie escrita por Reet


Capítulo 5
04 - Charlie expulsa traficantes


Notas iniciais do capítulo

Suas lindas!
Obrigada pelos reviews, eu fiquei muito feliz e isso me motivou a continuar, mas eu espero que continuem assim :D
Esse capítulo é tosco e exagerado, mas eu gosto dele porque vai servir de base fsohfosho tentem imaginar cada cena! Isso é importante :K
ps. como aviso nas notas da história, que a fanfic Charlie é inspirada em Bella Problema X Edward Solução, esse capítulo tem o fator dos mexicanos vindo da mesma (y)



Despejei minhas batatinhas e minhas caixas de sanduíches em cima da bancada com uma caneta permanente e fui escrevendo meu nome em cada porcaria que eu havia comprado.

Nesse momento, Gerard tomava uma Ice com os pés em cima da bancada olhando para minha cara; Danny trotava pela casa com o telefone no ouvido falando alguma coisa que eu não ouvia.

Empilhei minhas porcarias na dispensa quando Danny voltou à cozinha balançando o telefone e sorrindo como um babaca.

– Adivinha? Consegui convidar todo mundo, Ge – Danny disse – Eles vão chegar em uma hora e meia e a festa vai rolar até tarde, prepare-se, pois está vindo todo mundo!

– Festa? – Eu arqueei a sobrancelha com planos perversos em mente.

– É sim! – Danny se virou para mim – E você vai ficar longe, trancadinha no seu quarto sem incomodar ninguém, ouviu?

– Danny – Gerard retrucou – Eu sei que ela é um mini-capeta, irritante e tudo aquilo que o pai dela disse... Mas vai aliviar a cabecinha da criança se ela participar da festa, vamos concordar.

– PARTICIPAR? Você quer explodir a casa? – Danny puxou a garrafa de Ice de Gerard e tomou um pouco, devolvendo a garrafa para o irmão que olhou com nojo para a boca da mesma – Só vai ter adolescente e gatas de vinte anos, a gente vai zoar muito, strip poker e bebida alcoólica por todo canto! Vê se o mini-capeta se encaixa na nossa “festa”?!

– Ei! Eu também sou adolescente – Disse alto.

– Você tem cinco anos, senta aí. – Gerard murmurou – É, cara. Mas ela pode conhecer o irmão mais novo de alguma gata por aí, e pode melhorar pro nosso lado. Deixa a menina solta, ela decide o que vai fazer.

Danny apontou o dedo na cara de Gerard.

– Vou deixar, mas se a casa explodir será você que vai explicar o que aconteceu para mamãe, lembrando que foi você quem aceitou a criatura na nossa casa.

Gerard deu de ombros e forçou um sorriso para mim.

– Bem, agora eu vou tomar meu banho. – Avisou Gerard.

Eu sorri diabolicamente e aguardei minutos até ouvir o grito do ruivinho tingido de dentro do banheiro. Ele grita como um gay. Provavelmente porque a água deveria estar muito quente, desde a última vez que eu usei o chuveiro para limpar os pés e alterei a temperatura. Danny me olhou com desconfiança e eu gargalhei.


Duas horas depois, eu mexia no meu netbook dentro do quarto, procurando algum sinal de wi-fi naquele quarto. Bem de perto eu ouvia o som bate estaca que parecia vir de dentro do meu corpo, e de fundo, as gargalhadas dos adolescentes na sala ao lado fazendo a festa.

Subi em cima do guarda roupa. O quadradinho avisou que tinha encontrado um sinal. Seriam longas tardes em cima do guarda roupa mexendo na internet. Fechei a tela do netbook e desci do guarda roupa.

Estava decidia a sair daquele quarto e fazer alguma coisa, mas usando aquela roupa e aquele boné azul que eu nunca sairia do quarto. Tirei o jeans e a blusa xadrez, puxando um vestidinho de alças preto que ia até a metade das coxas para combinar com as sapatilhas douradas. Penteei os fios loiros embaraçados, antes que saísse do quarto, meu celular tocou e eu atendi nos primeiros toques.

– Alô? – Respondi.

Charlie!

Era a voz do meu pai, eu entrei no meio daquela bagunça de festa e vi as cenas mais tensas da minha vida de mini-capeta. Adolescentes quase fazendo sexo ao vivo na sala. Beijos e amassos em cada canto da casa, alguns passeavam me empurrando um pouco com garrafas de bebida alcoólica por aí. Eles eram todos bem maiores que eu, me abaixei e engatinhei pelo chão da casa fazendo-os cair quando achavam que eu era apenas um tapete. A música estava mais alta e eu precisei prestar atenção na voz do meu pai no telefone.

Eu ia perguntar como você e os meninos estão indo, e avisar que já estamos quase chegando aqui. – Disse – Mas acho que vocês estão bem... Isso é Maroon 5?

– Que?! Não, acho que é Neon Trees mesmo – Respondi, e me perguntei mentalmente como meu pai conhecia bandas atuais assim – Eu poderia dizer, bem, estamos bem. Ainda quero voltar para casa.

A Jeane está mandando um beijo para você, e para os meninos. O Gerard não está atendendo o celular, pode passar para ele um minutinho?

– Espera, deixa eu ver – Fiquei de pé e pulei algumas vezes tentando achar o Gerard.

Charlie, você está em alguma balada?

– Nãaao! Claro que não, papai! – Eu menti descaradamente – Que tipo de “quase-irmãos” seriam eles se me levassem para uma balada? Puff, eu to em casa!

Hã. Porque se você estivesse em uma, eu só aconselharia não dormir muito tarde, ok?

Respirei fundo. Não via os cabelos ruivos de Gerard em lugar nenhum, pelo contrário, eu via várias cabeças ruivas, mas nenhuma pertencia à Gerard. Subi em cima do sofá que eu achei em algum lugar depois de dar um encontrão em alguns garotos bêbados. Nem sinal de Gerard, nem de Danny.

Pigarreei.

– O-OI! – Forcei voz de homem no telefone. – Sou Gerard!

Bebê? É a mamãe! – Segurei o riso pelo apelido idiota que Jeane deu pro filho – Como é que está aturando a diabinha? Muito trabalho?

– Que isso! – Pigarreei novamente quando deixei minha voz sair fina – Ela é um amor de pessoa! Em menos de vinte e quatro horas aqui em casa Danny já apanhou quinhentas vezes, mas está tudo na paz.

Tapei o telefone para rir bem alto pela voz forçada que eu tinha feito, voltei ao telefone.

Certo, qualquer problema muito grande, é só ligar. Posso falar com Danny?

– Não, quero dizer, ele está cagando. Sabe como é, tomou muita Ice e entrou no banheiro. Tchau mãe.

Desliguei o telefone e coloquei no bolso do vestido. Voltei a engatinhar pelo chão da festa, eu queria chegar até a cozinha sem ser pisoteada, então senti alguém me puxar pelo vestido e gritei – como se eu conseguisse superar o volume da música.

– O que está fazendo, pirralha? – Danny gritou para falar mais alto que a música.

– Chegando até a cozinha, me larga, idiota.

– Pensei que fosse ficar no quarto a noite inteira e... Que vestido curto é esse? Você está louca? Algum amigo meu pode vir aqui e te estrupar!

Eu arregalei os olhos diante da ameaça e besliquei com força o braço de Danny, então ele me soltou e eu voltei meu caminho para a cozinha, Danny veio atrás de mim.

A cozinha estava menos lotada do que a sala e a escada para o segundo andar, que tinha pessoas trepando até no corrimão. Estava uma bagunça maior até que meu quarto.

E Danny continuava me seguindo como um zumbi. Eu peguei uma caixa de pizza de mussarela no congelador, com o nome de Gerard e coloquei no microondas.

Minha barriga roncou, eu me apoiei na bancada e fiquei olhando para Danny em uma brincadeira sinistra de serinho.

Notei que os olhos azuis dele são realmente claros e parecem duas gotas de gelo.

Ele começou a rir primeiro.

– Cara, seu nariz é muito feio! – Ele gargalhou mais alto.

Eu levei minha mão até o nariz, ofendida. Meu nariz não era feio, era bonitinho. Deixava meu rosto com um ar angelical, que eu mesma nada tinha. O microondas apitou e eu peguei um pedaço de pizza na mão e comecei a devorar, Danny pegou um também.

Então do nada, Gerard aparece, bêbado até o último fio de cabelo ruivo que ele tinha naquela coisa que chama de cabeça, mas não guarda cérebro nenhum porque ele é quase maluco.

– Maaano, Chaaarlie! – Soltou seu bafo de bêbado em cima de mim. – Pizzaa!

Pegou um pedaço de pizza e se sentou na bancada ao meu lado. Um garoto bombado de faculdade que deveria ter vinte anos e uma tatuagem de ursinho no braço apareceu com um grupo de boiolas ainda mais bêbados que Gerard. Eles foram catando pedaços de pizza, e quando não tinha mais, o cara retirou o meu pedaço da minha mão. Eu o encarei torto.

Ah, ele queria morrer. Ninguém tira comida da minha mão.

Eu pulei da bancada no pescoço do grandalhão que gritou com o susto, puxei um prato das mãos de algum adolescente panaca e quebrei na cabeça do cara, que nesse momento já tinha deixado a pizza cair no chão – o que me deixou com mais raiva.

– CHARLIE! SAIA DAÍ! – Danny gritava atrás de mim, mas o grandalhão corria pela cozinha gritando de dor, disse algo sobre ter caído cacos de vidro em seus olhos. – CHARLIE, DESÇA AGORA!

– ESSE MALUCO COMEU MEU PEDAÇO DE PIZZA, CARA! ELE PEDIU PRA MORRER! – Eu gritei de volta, quebrei mais um prato na cabeça dele.

– Mamãaaaaaae! ELA É ASSASSINA! – O grandalhão choramingou embaixo de mim. Segurou minhas pernas e tentou me empurrar.

Então eu caí das suas costas, mas Danny me segurou atrás do grandalhão. Eu lutei contra os braços de Danny e acertei o cotovelo na sua barriga, Moritz gemeu de dor.

– Me solta, babaca! Eu ainda não acabei com o ursinho ali!

– Charlie, dá pra ficar quieta?

Eu mordi o braço de Danny que me segurava e ele gritou de dor, me soltando no segundo seguinte. Eu avancei para o grandalhão com a tatuagem de ursinho, ele correu de mim até a sala e antes de chegar à sala, eu tropecei com três homens que entraram na frente.

– Segurem essa menina! – Danny gritou para os três homens.

Eles usavam barbas grossas e roupas gordas, tinham a pele bronzeada e olharam para mim com seus olhos esbugalhados.

Assim que Danny chegou, ele me agarrou pela cintura e agradeceu aos três homens de aparência mexicana. Gerard chegou atrás, bem bêbado e se escorou em um dos homens.

– Olha, vou te contar, meu chapa – Gerard disse – Essa menina é FOGO! Ela é um mini-capeta, e chegou para atormentar esse gayzão aí.

– Gerard, cala a boca, eu não sou gay. – Danny balançou a cabeça – Obrigado mais uma vez por pegarem a pirralha, curtam a festa, cara. E você, Charlie, eu vou te trancar no meu quarto!

– Então estamos em una fiesta, hermanos? – O cara do meio disse com um sotaque mexicano.

Quando eu digo que o pessoal da Califórnia abusa do espanhol pelas praias de Los Angeles ninguém acredita. Nesse momento eu estava de queixo caído para os mexicanos.

– Sim, mas a Charlie estava em uma briga! – Gerard respondeu, escorado nos mexicanos.

– Y el niño ganhou la briga?

– Companheiro, ela é uma menina! Parece um... um menino, mas não é!

Ele estava rindo como um bêbado, que de fato, estava, exageradamente bêbado. Isso pode alterar os neurônios dele?

Olhei para Danny e Danny olhou para mim. Aqueles caras provavelmente não são amigos dele, e ele sabia disso. Tinha alguma coisa errada.

– Bem, a diabinha ali quebrou uns pratos na cabeça do ursinho, e ele saiu chorando da festa, então parece que sim, hermanos.

Eu gargalhei quando Gerard tentou imitar o sotaque dos mexicanos, um deles alisou o bigode grande ainda com os olhos esbugalhados em mim, senti Danny me apertando contra seu corpo.

– A gente conhece vocês? – Gerard perguntou para os latinos.

– Creo que não. – Respondeu os latinos se embolando na frase, juntos e com aquele risinho que escondia alguma coisa por trás.

– De onde vocês vieram, caros?

– Viemos del México y fomos barrados em aeropuerto, eles encontraram la danadita dentro da maleta.

– E como ela coube dentro da mala? – Gerard perguntou retoricamente.

Eu inclinei a cabeça para Danny.

– Sabe, Moritz, acho uma boa hora de acabar com a “fiesta” – Eu disse para o idiota do Moritz.

– Será que me dão licença, companheiros? Eu preciso conversar rapidamente com essa danadita aqui. – Danny apontou para mim e me puxou pelo braço para um canto desocupado de casais.

Ele respirou fundo sem soltar meu braço.

– Traficantes! – Quase gritou.

– Percebi.

– Preciso tirar eles da minha casa! – Danny gritou para mim e eu acertei um tapa na cara dele – Francamente, garota, em menos de vinte e quatro horas com você, eu já recebi dois tapas na cara, uma mordida, um chute e um beliscão!

– Se você parasse de ser tão burro quanto seu irmão bêbado ali com os traficantes, pelo menos. – Eu respirei fundo – Vamos fazer o seguinte, tire o pessoal da sala que eu faço o serviço aqui na cozinha e mando os traficantes pra fora!

– Que? Você só pode ter merda na cabeça! Eu não vou deixar uma criança do seu tamanho falar com traficantes como eles!

Eu pisei forte no pé de Danny e ele gritou.

– Ai!

– Olha pra minha cara e responde: você acha que eu tenho medo de narcotraficantes?

Danny negou fazendo um biquinho e foi em direção à sala espantando quem passava pelo caminho. Eu peguei duas panelas debaixo da pia – aqueles que eles nunca usam – e subi em cima da bancada, batendo uma panela com a outra. O pessoal da cozinha olhou para mim, inclusive os traficantes e Gerard.

– PRESTEM ATENÇÃO AQUI! – Gritei – A festa acabou agora, e se vocês não saírem daqui no próximo minuto eu vou martelar na cabeça de todos vocês com as panelas que eu tenho na minha mão, PORRA! E vocês aí – Eu apontei para os latinos -, se não meterem o pé com esse seu inglês fajuto com sotaque de espanhol, eu vou chamar o FBI.

Eles arregalaram os olhos para mim, e para completar, a música foi pausada. Muitos adolescentes reclamaram, mas a cozinha esvaziou em poucos minutos e a casa inteira estava completamente vazia apenas com um Gerard bêbado, Danny e eu.

Segundos depois Gerard desmaiou no chão da cozinha e eu me sentei na bancada para observar o bêbado jogado no chão, Danny estendeu a mão para mim e eu bati a minha junto com a dele. Quando eu tiver filhos, vou mostrar para eles como expulsar narcotraficantes de casa como eu fiz.




Notas finais do capítulo

E fim foshfoshfos fim do capítulo ^-^ O final é chaatiiinho foshfos, mas o próximo é melhor como sempre, o próximo supera fshfos Mereço reviews? Estão gostando? Encontraram erros? Falem comigo, eu não mordo! @_@
Até mais vocês, espero seus reviews e beijinhos!