Charlie escrita por Reet


Capítulo 13
12 - De quem é o Indeterminado?


Notas iniciais do capítulo

Awn seus reviews me deixaram feliz. Obrigada, lindas *-*
Esse capítulo é intermediário, o próximo vocês vão gostar ainda mais, e talvez eu comece a postar de 4 em 4 dias agora, ok? Para dar tempo de todo mundo ler.
Vou deixar o capítulo falar por mim, então curtam.



Na noite daquele dia, os meninos todos foram dormir na sala, cuidando de Indeterminado, fizeram aquelas camas improvisadas e Gerard, uma pessoas muito fofa com pedras e animais, achou uma caixa de papelão no lixo, enfeitou com cobertores e colocou Indeterminado dentro. Ah, que lindo. Parece um hotel cinco estrelas.

Falar de um cachorro chamado Indeterminado parece até estranho. No ano retrasado, na minha escola, tínhamos um menino que era gay assumido e o chamavam de sujeito indeterminado por causa disso.

– Indeterminado sujou seu cobertor, Ge. – Lucas comentou, olhando no canto do olho para a caixa de papelão com o cachorro e depois voltou sua atenção aos quadrinhos.

Gerard estava na cozinha – saiu correndo com uma frigideira na mão, xingando alto, pois Indeterminado havia feito xixi nos cobertores do ruivinho tingido.

Eu, por outro lado, estava sentada no sofá comendo um Cupnoodles com um garfinho de sobremesa envolto por panos de prato, pois o copo estava quente e fumegante. Queimei a língua várias vezes, desgraça, mas preferi ficar quieta por algum instinto estranho do fundo do meu esôfago, o mesmo instinto que me fez queimar a língua quando eu parava de prestar atenção no garfo e olhava mais a frente, onde Danny mordia fortemente o lábio inferior tentando ganhar de Andrews no videogame.

– Uh–huul! – Danny comemorou quando ganhou do garoto de cabelos negros muito seduzente.

– Isso foi sorte – Andy tentou se defender.

– Nunca é sorte, Danny ganha assim mesmo. – Lucas disse – É o segundo melhor da casa. O terceiro é você, Andy, mas não tente ganhar de Danny. Perda de tempo na certa.

Andrews assobiou e chamou minha atenção.

– Odeio assobios, pare com isso já ou arranco sua língua. – Eu murmurei.

– Certo, amizade. – Andy deu de ombros – Quem você prefere no videogame, eu ou Danny?

– Que tipo de pergunta é...? – Parei de falar, brisando no olhar competitivo que Danny lançava para Andrews. Balancei a cabeça já e respondi – Mas é claro que é você, Andyzito.

Andrews fez uma careta e voltou a fitar o videogame, dividindo uma barra de chocolate com Danny.

– Aliás, quem é o primeiro jogador da casa? Gerard é terrível... – Danny começou, mas foi respondido pelo seu próprio pensamento depois de olhar para minha cara assassina de campeã de videogame entre os meninos – É a menina dos meninos.

– Exatamente, maninho. – Eu fiz uma careta para o diminutivo que usei.

Era até estranho chamá–lo de irmão, eu não ficava muita segura dos assuntos que seguiriam depois disso. Terminando o cupnoodles, mas deixando o resto do caldo, deixei o copo de plástico em um ângulo bem planejado em cima da mesa do centro. Observei em silêncio quando Danny foi colocar seu braço para trás com a intenção de se apoiar na mesa, e derrubou o caldo do cupnoodles de vegetais em cima dele.

Ele saiu xingando pelo caldo quente na sua blusa e correu escada acima no meio das gargalhadas que incendiavam a sala.

– Ah, como eu adoro isso, do fundo do meu esôfago. – Eu disse, parando de rir e indo ao banheiro para colocar o pijama e me arrumar para dormir.

Penteei o cabelo sentada no chão do banheiro, observando o nada e fazendo amizade com a sombra na parede que se mexia. Os fios loiros caíam e isso me deixava com medo, eu achava que tinha câncer quando o cabelo caía muito. Vesti um short acinzentado razoavelmente curto e uma camiseta velha do Guns, colocando meias branquinhas nos pés, pois estava ficando frio naquela noite.

Sentei–me no mármore da pia. Sempre me dizia que podia quebrar e eu podia me machucar muito. Dane–se, eu adoro sentar no mármore, quem não gosta? Bati minha cabeça no espelho.

“Não, não, não, Charlie! Não vá se apaixonar por esse idiota” Pensava. Que raios estavam acontecendo comigo? Em uma semana eu havia conseguido não conhecê–lo direito e já estava vidrada naqueles olhos azuis que me mantêm em segurança quando eu preciso. E o pior, uma das minhas regras principais – eu costumo criar regras para mim mesma, mas tenho todo o poder de alterá–las a hora que bem entendesse, e isso me deixava com a sensação de transtorno obsessivo compulsivo, pois não conseguia deixar de segui–las ou alterá–las para seguir a regra – e ela era importante, pois me mantinha segura de tudo que eu mais tinha medo, que era gostar de alguém.

E gostar de alguém significa criar laços.

Criar laços é a pior coisa que uma pessoa como eu poderia fazer, depois de ter cortado o laço mais importante da minha vida, o laço com a minha mãe, e jogado o laço na fogueira, lançando ela para um hospício por tentar homicídio comigo e ser uma psicopata.

Saí do banheiro em silêncio, as luzes da sala já estavam apagadas, mas o quatro mariquinhas estavam sentados na frente do videogame – Lucas lia sua revista em quadrinhos e Gerard apertava, ou estrangulava, o Indeterminado, o buldogue filhote e muito fofo.

Entrei no meu quarto e me enfiei debaixo da cama com as luzes acessas, fechando os olhos e sorrindo para o travesseiro, dizendo para mim mesma de que eu iria ficar bem.

Ouvi alguém abrindo a porta do quarto e antes de jogar uma indireta feia para a pessoa desgraçada que me interrompeu no meu estado “indo dormir”, disseram, ou disse:

– Boa noite, gentileza. – Com a maior ironia, mas mesmo assim, me senti como fogos de artifícios depois de ouvir aquela voz vindo me dar boa noite.

E a luz foi apagada, logo em seguida, a porta de madeira foi fechada.

Eu delirei bastante depois disso, quase soltei gritos de felicidade, mas tampei minha boca e o que eu pensei depois não é tão importante, acabando aqui aquele dia e no próximo parágrafo, iniciando outro.

Tudo bem, naquela noite tive outro daqueles sonhos aterrorizantes com a minha mãe, Caillet, dentro.

Dessa vez o sonho foi bem mais calmo. Fora uma lembrança de uma vez que viajamos, meu pai, minha mãe e eu, para Bariloche, na Argentina. Eu conheci a neve pela primeira vez. Péssima impressão para neve naquele dia.

Eu observava de longe uma garotinha cômica de mais ou menos seis anos jogar neve gelada em seu próprio cabelo loiro, deixando–o cada vez mais molhado. A neve descia pelo seu rosto como água, e de algum ângulo pareciam até lágrimas. Sentada em um banco, mas inclinada para por a mão na neve, estava Caillet. A neve em suas mãos era vermelha de sangue. Ela tentava inutilmente esconder uma faca debaixo da neve. Conseguiu.

Joseph se aproximou com uma careta como se estranhasse ter deixado sua pequena filha, eu, perto da mãe homicida da menina.

Charlie mais nova andou como um pingüim por suas pernas estarem envoltas em uma calça grossa pelo frio da neve e se abaixou na frente da mãe, levando as mãos à neve para pegar a faca escondida. Caillet me empurrou com força para longe do local e a pequena Charlie começou a chorar alto.

O choro começou a ficar cada vez mais alto, até que machucou meus ouvidos e eu acordei. Não foi bem assim, sabe, meu corpo inteiro tremulou e eu rolei na cama, chegando até a beirada quando me dei conta de que estava acordada. Fechando os olhos novamente e relaxando a tensão muscular, me deixei cair da cama, mesmo que aquilo tenha doído depois.

Ouvi alguém prendendo a risada depois disso. Levantei a cabeça e vi, do outro lado da porta, três cabeças invasoras dentro do meu quarto. Lá encima, por ser o mais alto – que família de gente alta – o Moritz ruivo era o único que não prendia a risada direito. Embaixo dele, a cabecinha meiga de Andy, segundo mais alto, e por último, os cachos despenteados de Lucas. Ah, espera, lá embaixo mesmo, rente ao chão, tinha a cabecinha do buldogue Indeterminado.

– Vocês viram? Ela estava chorando! – Lucas gargalhou.

– Luc, ela está te ouvido, cara. – Andy balançou a cabeça e saiu correndo, seguido por Gerard, que ficou esperto, e Lucas correu atrás deles por último.

Mesmo sem sutiã, escovar os fios embaraçados e principalmente lavar o rosto, eu comecei a correr atrás dos três, tirando aquela energia do cu do diabo – porque geralmente eu acordo cheia de lerdeza.

Não tinha nada nas mãos, precisava arranjar algo! Eles correram por cima das camas improvisadas e eu passei por cima de Danny, tropeçando quando ele segurou meu tornozelo, me fazendo cair em cima dele. Meu rosto foi enfiado no travesseiro e minhas pernas, ele segurava.

– Que palhaçada é essa de manhã?! – Ele disse, tonto.

– Não sou palhaço, pergunta para os três idiotas que estão a fim de morrer logo cedo espiando enquanto eu dormia! – Gritei.

Danny fez “Shh” para mim e tampou minha boca, voltando a fechar os olhos do meu lado. Olhei para seu rosto interrogativamente. Quando abriu os olhos novamente, sorriu para mim e eu revirei os olhos.

Foi a coisa mais amigável que eu já fiz com ele. Essa troca de olhares.

– Você precisa desencalhar, meia–sombra. – Danny murmurou – Eles só estavam brincando.

– Você precisa tirar as mãos do meu tornozelo para que eu volte a correr atrás deles. – Eu chutei Danny e consegui me levantar.

Quando finalmente alcancei os meninos, usei minhas habilidades ninjas de faixa preta e chutei–os. Seguraram meu pé – e eu caí de cara no chão, vermelha de raiva. Por algum deus da sorte, conseguiram me prender no banheiro e eu fiquei lá, gritando desesperada para sair, ouvindo Danny gritar do outro lado para que abrissem a porta para mim antes que eu quebrasse tudo aqui dentro, e os meninos discutiam com ele. Abriram a porta e eu corri como um tourinho vendo o paninho de assoar o nariz vermelho, batendo de frente com Danny do outro lado, que era quem tinha aberto a porta.

Depois de muitos xingamentos e perturbações logo cedo, tomamos um café da manhã super saudável, notou a ironia? Tinha pizza gelada com ketchup e mostarda com direito a coca–cola sem gás. Que beleza, como meu ex–professor de geografia costumava falar.

Todos se arrumaram – eu coloquei jeans, all–star branco (mudei as sapatilhas por tênis), uma blusa de alças branca pedindo para ser suja com um pouco de sorvete de chocolate e colete jeans com tachinhas douradas. Prendi os fios em um rabo muito alto deixando a franja grande e sem corte escorrendo pelo rosto. Assim, saímos de casa com os panfletos e Indeterminado em uma coleira, com o carro dos gêmeos.

– Vamos colar cartazes pelo centro e o bairro onde encontrei Indeterminado – Andrews disse como se fosse um capitão, inflando o peito cheio de importância, idiota. – Nos separar em grupos e...

– Eu fico com o Indeterminado. – Eu falei rápida. Ninguém discutiu.

– Certo: Charlie, o buldogue e eu rodamos pelo centro, onde tem a ponte e a galeria de lojas – continuou o maníaco por matança – Os gêmeos e Lucas rodam pelo meu bairro.

– Não quero ficar junto com o Andrews, sem ofensa, mas já ofendendo, ele é muito maníaco. – Eu falei – Quero ir com Gerard e o buldogue. Não discutam comigo.

Os meninos concordaram e foi assim. Danny estacionou o carro no centro e se separou com Andrews e Lucas, mais um bolo de cartazes com a foto do Indeterminado. Eu, Ge e o buldogue ficamos com mais um bolo de cartazes e passeávamos pelas ruas do centro de Los Angeles colando cartazes nos postes.

– Olha, um ponto de ônibus – Eu falei – Vamos colar lá.

– Estranhamente estamos nos dando bem. – Gerard disse – Mas o Inde... Indeterminado puxa muito a coleira.

– Me dê aqui, seu molengão! – Eu peguei a coleira do buldogue filhote e senti o puxão forte do cão. De repente, Indeterminado começou a correr com uma velocidade do cacete pela calçada.

Gerard gritava meu nome, vindo atrás de mim, que corria desesperadamente atrás de Indeterminado, qual latia como nunca e teve o atrevimento de atravessar a rua cheia de carros engarrafados e eu quase fui atropelada – sendo Gerard arremessado para o outro lado da rua e se levantando, dizendo como um bêbado que estava bem.

Peguei a coleira de Indeterminado e puxei um pouco, dando tempo para que Ge me alcançasse e puxasse junto comigo. Nesse momento, o ruivo esbarrou com um cara muito alto – se possível, ainda mais alto que ele e o outro Moritz. O cara usava trancinhas negras no cabelo e tinha um rosto angelical, usando roupas gordas e óculos aviador. Ao seu lado, outro homem um pouquinho mais alto que o primeiro, usando um topete preto e piercings pelo rosto, usava também maquiagem. Gerard soltou um grito. Eu arregalei os olhos e puxei Indeterminado para meu colo, com medo de que fossem ladrões vestido para uma festa fantasia ou coisa do tipo.

– São Tom e Bill Kaulitz! – Gerard gritou.

– Seus amigos? – Eu perguntei de olhos arregalados.

– Não, aqueles famosos que tocam na banda Tokio Hotel! Como eu queria ter o Danny aqui! Nós dois, adoramos a banda de vocês!

Os dois caras muito, muito altos pareceram meio encabulados por uma declaração tão gay assim na rua e riram.

– Ge, não entendo... – Eu falei – Que são eles, mesmo? – Falei com a maior cara de pau na frente dos caras.

– São os gêmeos Kaulitz! Do Tokio Hotel – Gerard se virou para os gêmeos e tirou não sei de onde, um pequeno caderno e canetas para os caras altos assinarem.

– Ah, tipo você e o Danny? Os gêmeos Moritz. – Eu balancei a cabeça – Ei, seus sobrenomes são quase iguais.

– Você também quer um autógrafo, lindinha? – O cara de tranças passou a língua pelo piercing negro que tinha no lábio inferior para mim, como uma espécie de tentar me provocar com sua lindeza profunda e sexy.

Eu pisei em seu pé. Estou falando sério, pisei em seu pé e chutei o saco do cara mais alto ainda. Gerard ficou incrédulo, mas agradeceu pelos autógrafos e saímos os dois correndo, pois nesse momento, Indeterminado pulou do meu colo e voltou a correr pelas ruas de Los Angeles.

Os cartazes, onde estavam impressas várias fotos do buldogue meigo do Indeterminado com suas frases “Que quem é o Indeterminado?” se espalhavam pelo ar enquanto corríamos. Olhava para o chão e seguia o Indeterminado com os olhos, quando o vi pular no colo de alguém e no momento seguinte, eu havia esbarrado com as costelas de outro alguém e caído no chão da calçada de Los Angeles.

Mirei Danny com meu olhar assassino. Como eu ainda conseguia ameaçá–lo assim mesmo gostando, eca, dele? Não sei, simplesmente odiava todo mundo, que era o sentimento maior sobre ele.

Nos encontramos e decidimos parar um tempo para tomar sorvete enquanto Gerard contava como tinha encontrado os gêmeos Kaulitz e como queria de forma fofa estar ao lado do irmão enquanto teve aquele maravilhoso momento “gêmeos”. Andy e Luc conversavam com Indeterminado no colo. Tem noção de como eu me sentia sozinha?

Não tomei sorvete de chocolate para não sujar minha linda blusa – tomei de morango e fiquei com uma linda mancha rosa no meio da blusa. Ah, que inspirativo. Os meninos me zoaram por causa disso, óbvio.

– Muuuuito idiota!

– Nunca vi mais burra! Haha!

– Caaara, que tonta!

Danny ficou calado, por incrível que pareça, eu pensei que seria o primeiro a zoar com a minha cara. Eu espirrei quando senti uma brisinha gelada nos braços nus, pois não usava casaco, Los Angeles é quente de manhã. Danny me olhou preocupado e eu desviei o olhar.

– Já colamos muitos cartazes por hoje, vamos embora, pessoal.

Disse o castanho de olhos azuis feito duas órbitas da água mais pura e mais angelical. Claro que, eu estou dramatizando dois meros e ridículos olhos azuis: agora, eu estou inferiorizando. Certo, certo. Bonitos olhos azuis, satisfeita?!

E fomos para casa, todos se jogando no sofá, eu caí em cima de Lucas, pois pegou meu lugar favorito. Já me sentia tão intima dos meninos ali que me jogar em cima deles ou de repente ficar tão próxima era a coisa mais normal e eu nem levava à sério. Só com Danny, pois ele era sempre o mais cuidadoso com isso. Falando sério agora, quem precisa relaxar mais é ele.

Ou será que sou eu quem fica preocupada demais em me aproximar?

Ah, dane–se. Acontece que minutos depois de chegarmos em casa, a campainha tocou e Indeterminado latiu para a porta. Gerard foi abrir e abriu um sorriso grande ao ver quem batia.

– Hermanos!

Encarei Danny e ele me encarou.

Na porta, os três mexicanos vestiam vestidos muito grandes para taparem suas pernas cabeludas, com seus bigodes sujos de maquiagem rosa e laranja e usavam um salto alto, enfeitavam suas cabeças com grandes chapeis femininos do século passado, mas era fácil reconhecê–los. Aquilo era uma cena ridícula e me fazia rir.

– Oooh, ustedes acharam la Clotilde! – O mexicano do meu disse com a voz fingida de mulher.

– Clotilde? – Eu arqueei a sobrancelha.

– Si, dulce criança que no vai chamar le FBI... – Outro mexicano disse, recebendo um tapa do primeiro – Quero dizer, la nostra cachorrita.

– É macho. – Andrews retrucou.

– É porque Clotilde é segundo nome! – O mexicano terceiro disse com a voz máscula, pigarreou e voltou a voz de mulher forçada – É na vierdade... Antonio Clotilde.

No segundo seguinte, os três mexicanos narcotraficantes adentraram a casa, erguendo seus punhos e encostando a porta, arrancando bigodes coloridos e mostrando os verdadeiros.

– Todos caladitos ou compadres e yo vamos socar tudo! – O mexicano narcotraficante gritou.

Eu me levantei do sofá, farta daquela palhaçada de entraram na “minha” casa, vendo os rostos aterrorizados de mãos para o alto de todos os meninos. Eu segurava um copo de água. Veja bem, segurava. Quando me levantei, atirei o copo na mesa de vidro, quebrando os dois e os mexicanos me olharam, todos assustados comigo.

– Caladito é o caralho, quem vai socar aqui sou eu se vocês não se retirarem.

É assim que a Charlie coloca moral, aprendam comigo.



Notas finais do capítulo

Viu? Esse capítulo foi uma completa chatisse. Já tenho o próximo pronto mas... só com reviews. Vou deixar um spoiler, ok?
" Não volte a me agarrar, Moritz! Gritou, batendo os pés."
'Ela tinha as curvas perfeitas da cintura até as coxas e estava arrepiada com o corpo brilhante por causa da água quente, os fios de cabelo muito grandes estavam molhados e tapavam seus seios, ela estava vermelha mesmo debaixo dágua. Gritou novamente quando me viu parado.
SAIA! SAIA! Gritou, e se atirou no chão da banheira, onde eu não podia a ver nua, pois a banheira era funda."
u_u chega de spoiler, você só vão ler daqui a 4 dias. Até mais, babies.