Marotos - Uma Nova História escrita por Sara_McGonagall


Capítulo 30
As paredes tem ouvidos


Notas iniciais do capítulo

Ois pessoas que eu adoro, bem... primeiro quero pedir desculpas pela demora, tive problemas pessoais e tecnicos por assim dizer e não consegui fazer o capítulo de acordo com o que eu queria. Contudo prometo me esforçar mais no próximo. Segundo, vou deixar CLARO, que o que conto na fic é basicamente a trama do que ocorreu no fórum, com algumas modificações (para que possa fazer sentido ok) então não adianta virem reclamar comigo de que "isso ou aquilo" está errado. FORAM MAIS DE 10 ANOS JOGANDO ou seja, o forum esse ano faria 16 anos ou seja o livro 05, 06 e 07 nem tinham sido lançados ainda... portanto meus caros OBVIAMENTE tem coisas que na época não tínhamos conhecimento (no quesito magia). Vou sim continuar escrevendo da melhor forma que EU achar melhor, e mais conveniente. Pois antes de tudo essa FAN FIC é "baseada" no universo Harry Potter, Marotos e Animais Fantásticos, e se é BASEADA não precisa ser idêntica... como digo sempre é uma NOVA HISTÓRIA e se é "NOVA" nunca foi contada ^^.



O alarme ensurdecedor anunciando feitiços sendo realizados nos corredores começaram a ecoar pelo castelo. Obviamente o fato de James ter explodido o megafone no corredor anterior informara ao diretor e seus pupilos de que havia alunos “rebeldes” andando livremente longe de suas torres. Se não bastasse os tambores que tamborilavam canções que nunca nem se quer bruxos normais haviam ouvido antes, Peter lançou no corredor duas bombas de bosta. Nem tudo eram flores para os sonserinos que se dispersaram pelos corredores do castelo. Sabendo mais ou menos quem seriam os “delinqüentes” Lucius Malfoy, Ken Carter, Regulus Black e Rosalie Parkinson se dirigiram para o local. Remus, James, Sírius e Peter já estavam a postos.

— Nossa... devo admitir que estão ficando cada vez mais "lisos" esses burados por onde andam... fizeram dieta pra se embrenhar mais rápido? – disse Remus pegando a mão de Olivia sem perceber puxou-a para mais perto do grupo. Do outro lado do corredor Malfoy aparecia diante a eles com uma corja de capangas acompanhando, finalmente a batalha ia começar.

— Bem, creio que seja a crença limitada de que tem alguma chance... – disse Regulus Black com o olhar firme no grupinho feminino que estava ali. Emme cerrou os olhos enquanto o garoto continuou - ... ninguém os ensinou de que quem sai a caça pode ser caçado também? Nota-se que inteligência não faz parte do quesito de importâncias da Gryffindors... ou estariam presos em suas jaulas..

— Maninho... – disse Sírius com um sorrisinho maroto nos lábios - ... mamãe sempre disse que você era bom com as palavras... mas na minha opinião no quesito prática... você deixa muito a desejar...

James encarava um a um do grupo de serpentes. Eles achavam mesmo que poderiam ter alguma chance? A Gryffindor não era uma das mais conceituadas casas por acaso. Tinha ótimos duelistas, sem contar o talento e a coragem para enfrentar injustiças. Como essas várias que estavam acontecendo a muito tempo.

“Amycus Carrow estava contando mesmo que aquele grupinho pararia a Armada Gryffindor sobe a liderança dos Marotos?” – pensou James, um sorriso maroto brotou em seus lábios. “Realmente, o comensal não passa de um desinformado que pagara caro por sua completa ignorância!”

— Potter, de toda sua trupe de aberrações, nunca pensei que fosse você, acredito eu, quem iria mostrar o que realmente são – O olhar de Malfoy encontrou o olhar de Potter, e apontou para os restos de bomba de bosta ao redor. – Agora sim os bruxos vão querer que esse mundo seja expurgado dos sangues-ruins e daqueles trouxas anormais, não acha?  Valeu, parceiro...

Se tinha uma coisa que James se orgulhava em dizer que aprendeu em Hogwarts, foi ignorar falas de pessoas que não mereciam ser ouvidas. E foi assim que ignorou Malfoy. James virou seu olhar para seus amigos e disse calmamente.

— Malfoy é meu! Acabem com o resto! Sem piedade ou remorso...– disse James com a voz fria, mas era possível ver o tom de uma ordem vinda de um capitão para seus soldados antes de um embate contra as forças inimigas!

— Pode deixar... estou contando com isso... – respondeu Remus dando um sorrisinho para Sírius que retribuiu.

— Acho que tenho uma sujeira para limpar aqui, hoje, não é? – disse Lucius erguendo sua varinha de supetão e gritou – Circumseptum!

— PROTEGO! – disse James rapidamente fazendo o feitiço ricochetear e ir para outra direção atingindo assim a outra cobra sonserina que se esgueirava escondido a fim de cercá-los. James deu dois passos a frente, tomando a dianteira dos vermelhos e apontou sua varinha para Lucius, mantinha  os olhos fixos em Lucius,  e este é um dos três que Potter realmente tem o prazer de duelar contra, não pelo fato do garoto Slytherin ter algum talento ou importância na guerra, pois isso ele não tem, Malfoy não passava de um covarde, mas para James,  ele queria ver o garoto pagar por tudo o que estava fazendo, merecendo ou não. Para James Potter, Lucius Malfoy era um ser o qual não merecia piedade.

— COVARDE!!!- gritou enfurecida Alice que então notara o sonserino que iria acertá-los pelas costas. - PULSUS ELECTRICA - Uma descarga elétrica fora lançada da varinha de Alice em direção a Rosalie que era a outra sonserina que aparecia na surdina para emboscar os leões. - Gosta de machucar, não????- disse a menina visivelmente furiosa com a varinha ainda apontando para Rosalie - Acha isso bom, não é? Eu não gosto, mas pra você acho que vou ter que abrir uma exceção... Anda logo! Luta feito uma bruxa! REDUCTO!!!

O feitiço que Rosalie estava mandando passou raspando por Olivia, isso fez com que Remus ficasse ainda mais revoltado.

— Eu devia saber que fariam algo do gênero...- disse ele referindo-se ao “ataque pelas costas” -  Vamos lá... não foi pra isso que vieram? Porque não lutam como bruxos! Incarcerous! – bradou Remus mirando a varinha imediatamente contra Akira, o outro aluno sonserino que havia ousado tentar atingir Olivia pelas costas.

— Protego! – disse ele e rapidamente fazendo um movimento com a varinha e se escondendo atrás de uma coluna.

— Típico das cobrinhas sair se escondendo não? – disse Sírius agora encarando o irmão Regulus que acabara de se defender de um feitiço. Com um movimento rápido, Sírius transfigurou a coluna em que Akira estava escondido em pó e este fora acertado por um feitiço, sabe-se lá de onde. – Você não aprende mesmo não é? Estupefaça!

O raio saiu serpenteando de sua varinha em direção ao peito do irmão que estava se defendendo de outro feitiço lançado e caiu estatelado no chão.

— É o que eu sempre digo... duelar de vez em quando não faz mal a ninguém... – disse Sírius com um sorriso.

— Aí depende... – respondeu Peter - ... se você é a vítima com certeza duelar faz mal...

— Sábias palavras Pettigrew... – respondeu Sírius meneando a varinha e lançando um feitiço não verbal atingindo sua priminha Narcisa que caía aos seus pés estuporada.

Enquanto isso, James duelava a todo vapor com Lucius Malfoy. - Isso é tudo de que é capaz? Não fico surpreso, Potter, de que precise de capangas para protegê-lo... – Malfoy movia a varinha rapidamente em um floreito mas James se defendia sem pestanejar. - Que pena. – falou Lucius novamente -  Não basta querer mostrar sua pseudossuperioridade, mas tem que destruir o castelo também? – perguntou o sonserino com um sorriso sádico - Em cada sala deste edifício, a história bruxa é construída... – e a voz de Lucius  tornou-se pretensiosa – Vergonhoso. Terei que puni-lo desta vez.

A varinha de Malfoy fora apontada para James e dela saíram cinco bolas de fogo, do tamanho de balaços, a velocidade rasgando o ar poeirento, flamejante, mortal. Sem se dar o direito a pausas, Lucius pôs em prática o que ensinara aos seus companheiros de Morsmordre, e dessa vez gritou para que todos sentissem sua sede de destruir Gryffindor. Seu feitiço era invisível, mas as palavras cabalísticas eram mundialmente conhecidas. - CRUCIO!

— Ahhhh não mesmo seu... seu.... projeto de Testralio com Basilisco!  - disse Emmeline que acabava de derrubar Ken Carter com um Estupore. – Bombarda!

O teto acima da cabeça de Lucius estilhaçou-se e ele fora atingido por algumas pedras que caíram. O garoto foi ao chão atordoado. James então andou até ele rapidamente, pegou-o pelo colarinho e o ergueu até a altura dos seus olhos.

— Não mexa com um leão se não souber como vencê-lo! – E desferiu-lhe um soco fazendo o garoto cair desacordado no chão. - Valeu Emme.

— Sempre as ordens capitão... – disse a menina fazendo continência.

— Padfooth... – disse James e Sírius respondera rapidamente – não vai demorar para que mais cobras apareçam... não vi o Ranhoso e muito menos sua priminha Bella por aqui e não acho que eles tenham perdido esse combate por opção...

— Está bem... vou atrás da Sarah... – respondeu Sírius tirando o pó de suas vestes - ... para esses dois não estarem dando suporte é porque estão aprontando alguma...

— Também acho... Sarah estava indo para o quarto andar... – disse James olhando para todos que estavam ali – Frank está bem?

— Está... – respondeu Alice que estava o ajudando a se levantar.

— Admito que levar um estupore pelas costas não é muito bom... – disse Frank apoiando-se no ombro da namorada.

— Olivia e Alice... levem Frank até a torre para ele se recuperar. Remus venha comigo... vi lufanos sendo cercados e com certeza precisam de apoio... Peter e Emme... sigam para as torres... vi algo muito estranho perambulando por lá...

— O que devemos procurar exatamente? – Perguntou Peter curioso.

— Acho que irão saber quando chegarem lá... – disse James encarando os sonserinos caídos – Não vai demorar para nosso diretor vir atrás desses aí...

A armada Gryffindor se separou cada um indo em direção indicada por James. Sírius por sua vez voltou até onde estavam ribombando os tambores, e desceu um lance de escadas, precisava chegar ao quarto andar antes que mais sonserinos aparecessem.  Sírius percorreu rapidamente o quarto andar a procura de  Sarah mas ela não estava por lá. Provavelmente teria descido atrás de Lilly já que ela não havia passado pela bagunça que ele e os amigos tinham feito. Passou rapidamente por pirraça que jogava bolões de água em 3 sonserinos enquanto eles inutilmente o tentavam acertar com feitiços.

— Impedimenta! – disse Sírius  fazendo o trio ficar paralisado como estátuas.

— Tinha tudo sobre controle... – disse Pirraça com um ar imponente.

— Eu sei amigo... – respondeu Sírius com um sorriso - ...mas sua ajuda é necessária mais para cima... tem várias cobrinhas perdidas nos corredores precisando de um banho... por acaso você não viu a Perks?

— Hummm só porque você me falou sobre um bom grupo de alvos... vou te dizer que a vi descendo as escadas rumo ao segundo andar a algum tempo atrás. Estava discutindo fervorosamente com a monitora... acho que ela vai passar o resto do ano em detenção... – disse pirraça coçando o queixo – ISSO NÃO É DEMAIS???

Os olhos do poltergeist brilharam diabolicamente o que fez Sírius arquear uma de suas sobrancelhas,  Mais que depressa agradeceu o fantasma que flutuou para o andar de cima e correu pelas escadarias sem se importar se encontrava algum conhecido ou “desavisado” no caminho.  Não foi difícil detectar  uma imagem que fez seu coração saltar no peito assim que desceu a escadaria.

— Tire suas patas de cima dela... – falou Sírius entre os dentes. A imagem de Snape no chão debruçado sobre Sarah fez seu estomago dar voltas.

— Como sempre... – começou Snape se levantando sem olhar para Sírius - ... tirando suas conclusões precipitadamente...

— Estupefaça! – bradou Sírus mas o sonserino se defendeu majestosamente – Lute feito um bruxo seu canalha!

— Não vou perder meu tempo.... – respondeu o garoto se defendendo novamente de outro feitiço - ... e sugiro que você também não desperdice o seu... acredito que ela precise ir a enfermaria.

— Ora seu... – mas então vira a camisa de sara empapada de sangue e ficou desesperado. – SARAH! O QUE FOI QUE VOCÊ FEZ?

Mas Severo Snape já não estava mais lá, Sírius mais que depressa pegou a amiga nos braços e enquanto tentava segurar a varinha firme em uma das mãos e corria por todo o corredor em direção a enfermaria.

— Aquele seboso aborto de basilisco.... – murmurava ele - ... aguenta firme leoa...

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Assim que subiram para o corredor onde James havia lhes mostrado no mapa, Peter e Emme praticamente pararam na entrada dele estupefatos.

— Mas que raios de bagunça aconteceu aqui? – perguntou Emme vendo escombros, e retratos rasgados. Um dos cavaleiros do quadro ao lado estava enfiado no meio da família sentada a mesa no retrato da frente.

O chão estava repleto de escombros, Emme acabou tropeçando em algo e esbarrando em Peter que dera um sonoro “Ai”.

— Cuidado onde pisa.... – disse ele massageando o ombro.

— Eu estou tentando... – respondeu ela azeda enquanto olhava o chão e ouvia a reclamação de alguns quadros. – Mas o que é que vocês tanto reclamam?

— Foi ela... aquela ruiva maluca! – disse o senhor que estava no retrato com a família – Ela me ameaçou com poção para remoção de manchas!

— Conhecendo como eu o conheço... – respondeu Peter - ... me admira que alguém ainda não tenha feito isso!

— Quem disse isso?  -  Perguntou Emme e então vira ele apontando para onde virava o corredor e ela pode ver um par de pernas estirado ao chão – PETTER... RÁPIDO!

Os dois saíram correndo até o final do corredor onde encontraram entre os escombros 3 corvinhas desacordadas.

— Essas aí não são do Informativo? – perguntou Peter e Emme meneou a cabeça confirmando.

— Ei... ei... Berta??? – disse Emme reconhecendo a menina mais próxima que parecia meio acordada. – Você ta bem?

— Eu... eu... estou...  – começou Berta a dizer e então ela pareceu recobrar a consciência de imediato – Cuidem-se... o Troll.... ele... digo... tem um Troll aqui... ele me atacou... lançou feitiços em mim com seu tacape...

— Troll? – perguntou os dois juntos mas foi Peter quem respondeu.

— Não vimos nenhum Troll por aqui Berta... você tem certeza do que viu?

— Claro que eu tenho certeza... – disse ela parecendo contrariada – se eu não tivesse lhe azarado... eu estaria bem pior...

Peter trocou olhares com Emme e então eles ouviram alguém.

— Aeeee.... alguém viu a marca da vassoura que me atropelou???

— Fica aqui com a Berta.... – disse Emmeline para Peter - ... vou ver quem é.

— Aloooooooo... – novamente dizia uma voz mais adiante. – Já vou avisando... se tentarem alguma coisa com a PanPan aqui... vou fazer furúnculos brotarem dos lugares mais sombrios do seu corpo!

— Pandy? – perguntou Emme se aproximando cautelosamente.

— Eu conheço essa voz... – disse a outra garota - ... Vance?

— Sim... – respondeu a garota indo de encontro a garota ruiva.

— Toma cuidado... tem coisas nesses corredores que até Morgana duvida...- disse ela virando-se para Emme que levara um susto ao ver o estado dos olhos da garota – Onde é que você está afinal.

— Aqui Pan... – disse Emme tocando o ombro da colega - ... o que foi que aconteceu com seus olhos?

— Sinceramente eu não sei... – disse a garota, seus olhos estavam vermelhos e inchados como se uma conjuntivite severa tivesse tomado conta deles. – Estava eu, Berta e Anny andando aqui nos corredores... ai do nada subiu uma neblina não sei de onde e uma mulher com cobras na cabeça apareceu...

— Ou ou ou.... – disse Emme caindo na gargalhada – mulher com cobras na cabeça?

— É... eu não sei muito bem... – disse Pandora  cerrando o cenho tentando ver a expressão de Emme - ... sabe, eu costumo dormir nas aulas de História da magia... er...

— Você quer dizer a Medusa? – perguntou Emme e Pandora acenou com a cabeça rapidamente confirmando.

— Isso... isso ... essa  “usa” ai... – disse a corvinal levantando-se do chão com a ajuda da Emme. - ... ela começou a lançar feitiços em mim sabe... eu até que tentei me defender jogando umas coisas nela para ver se derrubava...

— Mas... Pandy... se fosse a Medusa mesmo... diz a lenda que você tinha que ter virado uma estátua de pedras... – disse Emme.

— Eu lá vou saber porque não virei pedra... estou muito contente por estar viva... – disse a menina então cambaleando - ... ou quase... cadê a Blackmoon...

— To aqui... – disse alguém mais a frente - ... onde é que você e a Berta se meteram me deixando sozinha com dois monstros???

— Tá falando do quê Anny? Eu estava aqui o tempo todo! Você e a Jorkins se esconderam! – respondeu Pandora revoltada.

— Querem parar vocês duas? – respondeu Emme – Anny você consegue andar?

— Acho que sim... – a voz da garota veio de algum lugar mais a frente.

— Então venha.... Peter está com a Berta no outro lado e uma pedra enorme caiu sobre a perna dela, ele vai precisar de ajuda para levar ela até a enfermaria... – disse Emme pegando o braço de Pandy e jogando sobre seu ombro – Vamos Pandy...

Em poucos minutos já tinham alcançado Berta e Peter que os esperava no final do corredor.

— Acho melhor levar essas três para a enfermaria...- disse Peter assim que viu Emme chegando com Anny e Pandora.

— Eu não estou maluca... eu vi uma Troll me lançando feitiços... – disse Berta revoltada mas Peter não deu muita importância. Seus olhos esquadrinhavam um pó fosforescente que brilhava a um canto da entrada do corredor.

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— Estupefaça! – disse James enquanto corria pelos corredores rumo ao pátio externo perto das estufas. De onde haviam brotado tantos sonserinos, bem ele não sabia dizer. Remus o ajudava e tinha de admitir que estavam cada vez melhores nos combates. – Belo golpe...

— Valeu... – respondeu Remus massageando a mão que acabara de socar um dos garotos que aparecia em sua frente. – Feitiços são bons mas minha força de Lobo tem feito mais estragos...

— É meu amigo aluado... não vou querer experimentar esse seu lado...- respondeu James com um sorriso.

— O que estamos procurando exatamente? – perguntou Remus enquanto viravam no final da estufa 3.

— Algo me diz que está depois... – nem bem James havia terminado de falar já estavam ouvindo estampidos vindo do corredor externo que ligava as estufas a ala leste. – Eu não disse?

Os garotos correram até o local e encontraram Amy azarando um dos capangas de Lucius Malfoy. Rapidamente ela levantou a varinha em direção a ambos e Remus ergueu as palmas das mãos em sinal de paz.

— Calma aí texuga... – disse o monitor - ... somos da resistência.

— Desculpa Remus... – respondeu a garota visivelmente nervosa. Amos que estava segurando Justin apoiado em um dos ombros encarou os garoto. – É que nos trancaram na estufa com uma planta maluca que cresceu do nata e quase nos matou.

— Mas o que vocês estavam fazendo nas estufas a uma hora dessas? – perguntou Remus.

— Eles vieram atrás de mim... – disse Key “kibum” um garoto oriental que os marotos conheciam por sempre explodir as coisas. Por isso o nome já dizia ‘kibum”. - ... a professora Sprout me deu permissão pra usar as estufas fora do horário, para ter créditos extras sabe... acabei perdendo a hora e meus amigos vieram ao meu encontro.

— Estávamos saindo... – disse Amos tentando segurar um “semi consciente” monitor Texugo - ... quando aquela planta maluca começou a nos atacar. Quando corremos para a porta, estava trancada por fora.

— A planta atacou Justin pelas costas... – disse Amy mas Remus não estava prestando atenção, as marcas e cicatrizes nas mãos e pescoço de Justin o deixara ainda mais curioso.

— É melhor vocês o levarem a enfermaria... – disse James – vamos ajudar a chegar lá.

— Alguma noção de quem possa ter prendido vocês lá dentro? – perguntou Remus e Amos o encarou.

— Vocês devem saber melhor do que eu... – respondeu o garoto - ... somente as cobras poderiam estar perambulando pelo castelo... obviamente algum deles nos viu e achou divertido trancar a gente com uma planta perigosa.

— E conheço alguém sádico o suficiente para isso... – disse James olhando para Remus que pareceu responder com apenas o olhar.

O caminho rumo a enfermaria não foi tão difícil assim, James só estava preocupado em o que dizer para Madame Ponfrey quando chegasse lá. Ajudaram os lufanos a chegarem com segurança. Sabia dos riscos e sabia que certamente teriam de enfrentar as consequências do que tinham feito mas pelo visto todos ali estavam dispostos a lutar contra a tirania de Amycus Carrow I e não mediriam esforços para isso.

Assim que entraram na porta puderam ver uma quantidade maior do que o esperado de alunos, Amy e Amos levaram Justin diretamente para a ala onde estava madame Pomfrey e suas ajudantes e então Peter e Emme apareceram de trás de uma divisória.

— O que vocês encontraram? – perguntou rapidamente James vendo os rostos cobertos de fuligem.

— Três enxeridas do jornaleco da escola procurando furos de reportagem... – disse Emmeline sem muito ânimo.

— Encontramos Blackmoon, Jorkins e Medley atordoadas no corredor... – completou Peter.

— Elas vieram com um papo de que um Ciclope e uma medusa usaram feitiços contra elas... – disse Emme e Remus a encarou curioso. – Sim... eu sei.. eu sei... – falou a garota sem deixar o monitor perguntar - ... acho que alguém lançou um confundus nelas...

— OU... – começou Peter – usaram pó de beladona pra formar a tal névoa alucinógena... – todos encararam Peter com espanto.

— E como conseguiriam pó de beladona? – perguntou Emme – Até onde eu sei é proibida pelo Ministério da Magia...

— E você acha que eles não tem meios de conseguir? – disse Peter – Só eu sei de vários fornecedores bem influentes da travessa do tranco. Pelo preço certo, pode-se fazer uma grana com isso.

— Principalmente se você tem acesso a ingredientes cultivados nas estufas... -  respondeu Remus encarando James.

— Você acha que havia mais alguém além dos lufanos? – perguntou Emme curiosa.

— Algo me diz que eles estavam na hora errada e no lugar errado...  -  respondeu James, foi então que viu Sírius conversando com madame Ponfrey e engoliu em seco. Remus notou sua expressão e rapidamente chamou atenção de Sírius que foi ao seu encontro.

James encarou o amigo com um olhar suplicante e o garoto entendeu. Respirou fundo, e então começou a falar.

— Snape atacou a Sah... – disse o garoto vendo o olhar de James começar a endurecer - ... ela vai ficar bem de acordo com a Ponfrey, mas realmente foi de assustar...

— O que foi que ele fez? – perguntou James entre os dentes.

— Não sei, mas quando cheguei perto não pensei duas vezes em lançar um feitiço contra ele... – disse Sírius - ... Ele estava debruçado sobre o corpo da leoa, que tinha a camisa toda ensangüentada...

James então ameaçou ir até atrás do biombo de onde Sírius tinha saído mas Remus o segurou enquanto Sírius bloqueava com o corpo.

— Eu preciso vê-la! – disse James

— Ela precisa de repouso... – respondeu Sírius - .... não estou mentindo quando digo que também fiquei assustado, mas a enfermeira disse que embora tenha algumas cicatrizes ela ficará bem..

— Ci... cicatrizes? – perguntou Emme arregalando os olhos.

— Eu não sei que feitiço aquele seboso usou nela... mas não foi coisa boa... – respondeu Sírius. - ... vocês sabem que eu não me abalo fácil, e... bem, realmente fiquei assustado com o estado que a encontrei.

Remus pode notar que os nós da mão do capitão estavam brancos tamanha a força que ele fazia para não tirar Sirius da frente e ir de encontro a garota. Mas madame Ponfrey pareceu.

— Senhores... por favor, isso aqui está uma loucura... agradeço por ajudar trazendo os feridos, mas preciso que saiam.

— Como está Sarah Perks? – perguntou rapidamente James.

— Ela vai ficar bem Sr. Potter... – respondeu a enfermeira - ... mas vai ter de ficar repousando aqui essa noite, caso ela esteja melhor poderá vê-la amanhã.

— O que exatamente a atingiu? – perguntou Remus.

— Não sei dizer... – disse a enfermeira – Mas abriu vários cortes profundos em suas costas... o que a fez perder muito sangue, mas... as feridas estão praticamente cicatrizadas... vou deixá-la em repouso por precaução.

— A Senhora não sabe dizer o que causou? – perguntou James.

— Sr. Potter... – disse ela dando um profundo suspiro - ... desde que esse sádico que se intitula diretor assumiu o cargo, aprendi a não questionar o que acontece com os alunos para poder honrar a minha promessa ao professor Dumbledore e proteger os alunos, se não souber os motivos que os trazem aqui, não precisarei reportar-me ao diretor. Agora se me derem licença...

Remus olhou para os companheiros assim que James virou-se a ele, tinha certeza de que ele partiria para cima de Snape quando tivesse oportunidade. Contudo estava quase amanhecendo e o caos tinha tomado proporções absurdas. Por incrível que possa parecer o diretor ainda não havia se manifestado, então era melhor correr para dentro da torre da gryffindor antes que essa boa sorte acabasse.

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O dia seguinte todos já estavam cientes do que os esperava. Amycus estava sentado na cadeira que antigamente pertencera a Albus Dumbledore e esperava com feições duras a chegada dos alunos para o café da manhã. Aos poucos o salão principal foi se enchendo de rostos apreensivos, sem mencionar que o silêncio era mortal. Nunca havia se visto os alunos tão quietos. Remus embora não tivesse dormido na noite anterior (e duvidava que alguém mais tivesse dormido) estranhou quando chegou com seus companheiros de casa ao salão principal e não viu nenhum dos professores sentados a mesa, a não ser obviamente Carrow I que assim que despontaram na porta os encarou com olhar mortífero até que eles tivessem se sentado.

— Algo me diz que teremos problemas...  – comentou ele baixinho. James olhou fingindo inocência assim como Black e Peter. Quem os visse ali, sentados e comportados JAMAIS diria o que tinham aprontado na noite anterior.

— O que tenho mais interesse em saber... – disse James agora voltando os olhos para os amigos - ... porque motivo Carrow em pessoa não foi nos caçar...

— Vai ver estava ocupado demais tentando entrar na torre do barba branca... – disse Sírius fazendo uma careta.

— O que você tem? – perguntou Peter.

— Fome... escuta... seus amigos da cozinha não vão servir o café da manhã? – perguntou Sírius a Peter que deu de ombros.

Remus apenas meneou a cabeça, a aproximação da lua cheia já o deixava de mau humor somado a fome que sentia, o grau de rabugice já estava nas alturas.

— Cadê o resto do pessoal? Porque os caras do Ministério estão tirando a gente a força das torres? – perguntou Emme que chegava e sentava-se ao lado de Peter.

— Olivia foi até enfermaria... – Começou Remus e então pareceu voltar a realidade e perguntar para Emme - ... o... o que foi que você disse?

James e os marotos então olharam em volta. Pessoas vestidas de negro e cyano com símbolos do Ministério da Magia escoltavam os alunos até suas mesas.

— Mas que porcaria é essa? – perguntou Sírius mas Amycus levantou-se e trancou as portas de carvalho que davam acesso ao salão principal com o sacudir da varinha.

Remus passou os olhos pelas mesas, elas estavam apinhadas de gente. Parecia que, assim como nos jantares de abertura de ano,  toda a escola estava presente.

— Cadê os professores? – Os garotos ouviram um aluno menor perguntar mas ninguém soube responder.

— Pelo que vejo... – começou Amycus passando adiante da mesa dos professores e indo em direção ao patamar mais a frente. Os ministeriais pareciam empoleirar-se diante as portas de saída para evitar que algum aluno desaparecesse. - ... todos parecem estar satisfeitos com a bagunça que aconteceu na noite passada.

Remus viu James e Sírius o encararem sérios quando Amycus I os encarou.

— Hoje... como podem ver... – continuou o diretor - ... pedi para os elfos não lhes servirem o desjejum... afinal... não fizeram por merecer.

— Então... vai nos castigar nos fazendo passar fome? – Agora quem perguntava era Derick, o monitor da Ravenclaw. Remus nunca o tinha visto tão furioso.

— É um bom jeito de obter respostas meu caro... e nem de longe vocês serão tratados com tamanho descaso... – continuou Amycus andando calmamente - ... afinal, temos aqui alunos exemplares os quais são de minha confiança... e sei o quanto estão empenhados em me ajudar a manter a Ordem. – Ele então andou mais um pouco e encarou a mesa dos sonserinos – Alunos esses, que fazem parte do meu ciclo de confiança.

—Nem é preciso dizer quais são eles... – murmurou Sírius cruzando os braços sobre a mesa.

— Quero que saibam que... – então ele parou diante a mesa da Gryffindor - ... que a partir de hoje, os alunos que desrespeitarem as MINHAS CONDIÇÕES, serão levados para as masmorras e terão de se submeter ao que eu quiser. Não me importa quem sejam seus pais... – então lançou um olhar para James que continuou o encarando -  ou de que famílias vocês pertencem... – desta vez para Sírius - ... esta rebeldia descabida pelas regras impostas pelo nosso Ministro da Magia vai acabar! – Seu olhar de fixou no quarteto maroto completo agora - ... nem mesmo quem participou desse ato e está na enfermaria irá escapar... agora podem ir para suas torres e aguardar meu chamado. Seus professores já estão cientes do ocorrido e embora muitos tenham feito vista grossa... serão responsabilizados e punidos pelo Ministério da Magia.

Um a um os alunos foram saindo de suas mesas, pelo que Remus percebeu nenhum aluno embora estivessem muito revoltados desafiou o diretor por medo ou no caso “precaução” já que as coisas podiam ficar muito piores do que estavam. Indignação e revolta era o que se ouvia pelos corredores, principalmente naquele dia onde momentos após chegarem a torre da Gryffindor, Amycus Carrow chamou os marotos para uma conversa particular. Obviamente Remus, Sírius, James e Peter já sabiam o que aconteceria mas por vias das dúvidas Emme correu até a sala da professora Minerva McGonagall que a recebeu mancando e com uma bengala. A garota explicou-lhe a situação e mesmo com certa dificuldade professora Minerva saiu em direção as masmorras. Se tinha algo que ela não estava mais agüentando eram essas maluquices desenfreadas de Amycus por tentar manter a Ordem, estava claro que seus apoiadores achavam normal expor alunos a tortura física e psicológica e ainda assim o Ministério se mantinha obtuso? Não alguma coisa tinha de ser feita, nem que para isso tivesse de usar todas as armas que conseguisse. Obviamente o fato da professora de Transfiguração estar ali não era algo comum sem mencionar nas circunstâncias atuais.

Se prostrando em frente a masmorra onde se encontravam os quatro marotos, a professora bateu na porta. Mas nada aconteceu. Conseguia ouvir alguns gemidos abafados é claro mas nada ensurdecedor como os gritos que ouvira pelos corredores.

— Tem certeza Srta Vance... – perguntou a professora McGonagall mais uma vez e foi então que um dos Ministeriais abriu a porta com cara de poucos amigos.

— O diretor não avisou... – disse ele.

— Não pedi permissão ao diretor... e creio que está com alunos de minha responsabilidade passando por... – então viu os garotos sentados, molhados de suor praticamente imobilizados em quatro cadeiras - ... Mas o que é que vocês pensam que estão fazendo?

— Não pode interferir... são ordens do M... – novamente tentou dizer o Ministerial mas Minerva o interrompeu.

— Eu não estou pedindo... porque então não estão também “castigando” os alunos que me acertaram ontem a noite? Vamos... se a política de correção do Ministério deve ser aplicada... exijo que se aplique também nos alunos sonserinos que me nocautearam! – então ela pegou a bengala e mostrou para o bruxo - ...ou vão querer que o conselho internacional de magia fique sabendo desses seus métodos medievais? – Então olhou para Emmeline que estava atrás dela – Srta Vance... vá até o corujal e entregue essa carta a maior e mais rápida coruja que encontrar... – então se voltou para o bruxo - ... caso ela não chegue ao conselho, irei pessoalmente até eles se for preciso... e até que eles venham e punam pessoalmente os alunos, ninguém nessa escola tem permissão para tal nível de tortura...

Com a varinha ela acordou Remus que rapidamente piscou desnorteado.

— Sr. Lupin, creio que deva levar os seus amigos para fora desse calabouço – disse ela fazendo um movimento libertando os outros.

— Sim professora... – disse ele pegando um braço de James e o colocando sobre os ombros. De longe ele parecia o mais abatido, embora estivesse semi-consciente, ainda sim dera um sorrisinho maroto ao sair da sala. Sírius por sua vez ajudava um Peter que mancava.

— Professora... e os outros alunos? – perguntou Sírius – Tem corvinais e lufanos aqui gritando horrores...

— Eu sei Sr. Black... – respondeu ela – E é exatamente por isso que o conselho internacional de magia ficará sabendo dessas atrocidades... quero ver se a população vai ficar feliz em saber que seus filhos estão passando fome e sofrendo abusos... – Então se aproximou mais a modo que só eles ouvissem – Os outros professores já estão tomando partido... então estejam preparados... – Sorriu docemente.

— Professora... – começou James fazendo uma careta segurando o lado esquerdo do corpo - ... o cara lá... ele deu a entender que Amycus estava atrás do Lorigan...

— O professor Lorigan saiu da escola essa noite Sr. Potter... – disse ela e Remus pode ver um fio de tristeza em seu olhar.

— Mas... ele não estava ajudando a Madame Ponfrey com a Sah? – perguntou Sírius.

— E ajudou... – respondeu a professora - ... seus conhecimentos foram de muita valia, e serei eternamente grata a ele por isso... contudo, o fato dele ter duelado com Amycus na torre da diretoria logo após a aventura dos senhores pelos corredores... não foi exatamente um exemplo de conduta. – as chamas dos archotes tremeluziam as sombras criadas enquanto eles passavam. Ouvia-se alguns gritos ainda nos calabouços e a cada passo que davam em direção ao primeiro andar a professora ficava com suas feições mais duras. Remus sabia que ela já estava por um fio, mas era inteligente e saberia lidar com a situação. Bem, ele esperava sinceramente que sim.

Conforme os dias se passavam, mais e mais atrocidades eram presenciadas pelos alunos. O ministério andava de mal a pior já que as queixas contra o diretor estavam cada vez piores, e embora a ala do ministério responsável pelo ensino estivesse tentando colocar panos quentes, a cada dia, mais e mais bruxos começavam a duvidar da veracidade sobre tudo o que o Ministério estava divulgando. Isso basicamente obrigou Amycus a controlar seus impulsos malignos, o que o deixou com um mal humor terrível. Remus, assim como todo outro bruxo que não era da casa das serpentes estava sofrendo punições. Não perdera o distintivo pois sua professora de Transfiguração acabou intervindo afirmando com todas as palavras de que ele estava fora da cama sim, mas para tentar impedir os colegas. Sim, ela sabia que não era esse o motivo, mas não o questionara ou mencionara nada a ninguém sobre os verdadeiros motivos dele estar perambulando pelos corredores depois do toque de recolher. Também tinha a aproximação da lua cheia, começava a sentir os primeiros sintomas. Seu humor estava por um fio, vez ou outra conseguia sentir o cheiro das botas de Peter a dois andares de distancia.

— Que é isso Moony... – disse Sírius certa tarde quando iam até a ala hospitalar onde o velho zelador os colocou para limpar comadres. - ... vai dizer que você não está contente por ter de passar seu tempo livre vendo as mais belas enfermeiras?

— Alguma vez na vida... você já pensou em outra coisa que não fosse um rabo de saia? – perguntou Remus meneando a cabeça.

— E existe algo melhor do que isso meu amigo? – respondeu Sírius novamente com um sorriso maroto brotando nos lábios.  – Você mais do que eu sabe o quanto é bom um carinhosinho depois de uma batalha...  – então cerrou os olhos e o cutucou com o cotuvelo - ... ou vai dizer que a Horby não vem lhe dando atenção suficiente? Hã hã hã...

— Não posso pedir mais atenção do que Olivia me dá... além disso.. – respondeu Remus enquanto andava pelo pequeno e estreito corredor que dava acesso ao quarto andar. Iam sair pela abertura atrás do espelho quando Remus ouviu sussurros vindos do lado de fora e uma voz bastante conhecida.

— Você não pode fazer isso Justin... é arriscado demais!

Remus fez sinal com o dedo sobre os lábios indicando silêncio para Sírius e ambos encostaram o ouvido para poder ouvir a conversa.

— E você quer que eu faça o quê exatamente Amy?- Remus reconheceu a voz do monitor Hufflepuff. – Que espere aquele sádico do nosso direto usar o que eu sou para me forçar a fazer seus trabalhos sujos?

— Ele não sabe que você é um lobisomen Justin... -  agora era a monitora Lufana quem falava.

— O que ela está dizendo? – perguntou Sírius que parecia não conseguir ouvir o que estava acontecendo do lado de fora, já Remus, conseguia ouvir perfeitamente bem. Fez novamente sinal para que o amigo ficasse quieto e aguçou ainda mais seus ouvidos.

— Mas não vai demorar muito para descobrir... – Remus ouvia o garoto dizer baixo - ... você sabe sobre o que estão falando das catacumbas aqui da escola... mesmo a gente alimentando o boato de estar mal assombrada, alguém pode desconfiar... principalmente ele que convive com monstros das trevas... – Justin parecia desolado - ... ainda mais agora que tenho de me apresentar para as detenções... como vou me ausentar?

— Vamos dar um jeito Justin... – dizia Amy cautelosa - ... você sabe que Kibum está perto... você mesmo viu o que a professora Sprout disse sobre o acônito!

— Estar perto não quer dizer que funcionará comigo Amy... – respondeu o garoto - ... sou um lobisomen prestes a ser descoberto...

O som das vozes começou a ficar mais distante e então cuidadosamente Remus foi girando o espelho e saiu no corredor assim como Sírius.

— Vai me contar o que é que estava acontecendo? – perguntou o garoto ao monitor que lhe deu um pescotapa.

— Se você não latisse a toa eu poderia ter ouvido mais... – disse ele -  venha... vamos procurar James e o Peter...

Os dois garotos subiram o restante das escadarias vez ou outra pegando um atalho aqui e ali. Então realmente ele tinha razão quando achou suspeita a ida dos lufanos no meio da noite até as estufas. Assim que cruzaram a passagem para a sala comunal, encontraram um James Potter e Pettigrew acompanhados de membros da AG.

— Por onde é que vocês andavam? – perguntou James sem cerimônias.

— Nossa... sentiu tanta falta da gente assim? – disse Sírius mandando um beijo para James que fizera uma careta.

— Na atual circunstâncias... – começou Frank - ... qualquer demora pode ser aviso de que tem alguém sendo torturado nas masmorras...

— Não seja dramático... – disse Sírius jogando-se no sofá e pegando uma porção de bolinhos de mel que estavam sobre a mesa - ... andaram assaltando o malão de que quem?

— Com os cumprimentos de nosso amigo Peter... – disse James dando uma piscadinha para Peter - ... podem tentar deixar a gente sem comer algumas vezes mas não tem como eles conseguirem controlar a ida e vinda dos nossos fornecedores...

Remus então olhou para James e fizera sinal para que ele o acompanhasse, os dois se afastaram do grupo que conversava um tanto animado apesar dos pesares.

— O que foi Moony? – perguntou James massageando o ombro.

— Sei porque os lufanos estavam nas estufas... – disse ele baixo e então James se aproximou. - ... na noite que os ajudamos a chegar na ala hospitalar, eu notei algumas cicatrizes em Hardy... cicatrizes essas que eu mesmo tenho idênticas...

— Você está querendo dizer.... – começou James e então Remus confirmou com a cabeça.

— Exatamente... eles não estavam tentando pontuações extras... Kibum está desenvolvendo uma poção de acônito...  – disse Remus e James então coçou a cabeça.

— Eles estão querendo achar a cura para Licantropia? – perguntou James o encarando.

— Não sei James... – disse Remus esperançoso - ... mas seja o que for, está perto de conseguir... mas se descobrirem que Justin é lobisomem...

— Ele terá passagem direta para fora da escola... – respondeu James e então encarou Remus. - ... então todo aquele papo de um novo fantasma nas catacumbas não é exatamente mentira...

— Suponho que eles o tem levado até lá para que se transforme... – disse Remus.

— Você os conhece bem não é? – perguntou James e Remus meneou os ombros – Eles vão precisar de ajuda para esconder ele dessa vez, mal conseguimos sair da torre para as refeições sem ter alguém do Ministério na nossa cola...

— Está sujerindo... – começou Remus e James confirmou com a cabeça.

— Toda ajuda é bem vinda amigo... e eles também poderão te ajudar se realmente aquele japinha descobrir uma poção que o livre desse pesadelo...

Remus meneou a cabeça concordando, já tinha isso em mente. Mesmo que James não pedisse ele daria um jeito de falar com Hardy e Cavendish, os monitores da casa Hufflepuff.

A passagem novamente se abriu e Olivia entrou acompanhando Sarah. A garota parecia visivelmente abatida, embora tentasse se manter firme.

— Ora... ora... se não é a Leoa mais destemida dessa casa... – disse Sírius abrindo um enorme sorriso.

— Eu tinha de voltar algum dia não? – respondeu a garota – Ou acha que iam se livrar de mim tão fácil assim...

Embora o que havia acontecido não fosse exatamente algo engraçado, a garota sorriu. Foi quando seus olhos encontraram os de James, ela continuou sorrindo embora sentisse as borboletas em seu estomago novamente. Ainda mais quando ele levou uma das mãos aos cabelos e os bagunçou. Podia ver que seu rosto haviam marcas escuras e sua mão direita estava enfaixada.

 - E como vocês estão... – perguntou ela diretamente para James e depois olhando para Remus - ... Oli me disse o que aquele .... aquele...

— Estamos bem... – respondeu James timidamente. Remus então trocou olhares com Olivia.

— Que bom ver que você está bem... ficamos preocupados... – disse Remus – Oli se quiser bolinhos de mel é melhor irmos ou Peter dará um fim neles rapidinho...

Sarah não era boba, sabia que Remus havia deixado James e ela sozinhos por alguma razão. Então se aproximou mais de James para poder ver melhor os hematomas deixados pelos capangas do diretor.

— Colocou alguma coisa sobre esses hematomas? – perguntou ela olhando para o corte sobre a sobrancelha do garoto.

— Não está tão ruim quanto parece... – respondeu ele dando um sorriso sem jeito. – Sah eu...

— Eu sabia exatamente que podia ter consequências...  – respondeu ela rapidamente - ... dei as costas ao inimigo... fiz algo que uma Gryffindor jamais poderia ter feito.

— Mas fui eu quem lhe pediu para fazer isso... – disse ele por fim - ... se não tivesse sido tão...

— Eu poderia ter dito não desde o inicio... mas não fiz isso não é? – respondeu ela novamente – A única culpada sou eu... e mais ninguém...

— Eu prometo a você... – disse ele se curvando para encará-la nos olhos -... irei até o inferno se for preciso para fazê-los pagar...

— Não lembro muito bem do que houve James... em uma hora eu estava discutindo com Evans e no momento seguinte... – então ela fechou os olhos mas as imagens em sua mente era uma grande confusão - ... Madame Ponfrey disse que devido a perda de sangue e ferimentos, minha mente ficaria confusa... então... até que minha cabeça esteja em ordem... e eu realmente me lembre... não quero você e muito menos os outros se metendo nisso...

Nesse instante novamente o retrato se abriu e Lily entrou na sala comunal. Ela parecia nervosa e quando deu de cara com Sarah e os membros da AG, pareceu se assustar. Girou nos calcanhares e novamente saiu por onde entrou.

— Ué... o que foi que deu nela? – perguntou Peter do outro lado da sala.

— Vai ver ela esqueceu alguma coisa na biblioteca... – disse Emmeline distraidamente – Ela passa mais tempo lá do que em qualquer outra parte da escola.

Sarah apenas acompanhou com os olhos a ruiva até ela desaparecer, seu instinto sabia que mesmo que sua mente estivesse confusa sobre o que realmente tinha acontecido, o comportamento da monitora era muito suspeito.



Notas finais do capítulo

Desculpem qualquer erro, ou confusão. Mas precisava fazer um capítulo de ligação para o que vem depois e para não ficar muito extenso tive de dividir ele ao meio. kkkk



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