Marotos - Uma Nova História escrita por Sara_McGonagall


Capítulo 3
Aula de Herbologia


Notas iniciais do capítulo

Problemas em sala de aula e é claro mais confusão...



Era início de ano letivo e o primeiro jogo da Gryffindor havia sido ganho. Até aí as coisas estavam indo bem. Fora a “mágoa” ou o “orgulho ferido” dos Slytherin, que não podiam ver um único Gryffindor sem puxar a varinha ou dizer algo grosseiro. Sarah no entanto não ligava pra isso, sempre aturou várias palavras “carinhosas” e nem por isso deixara isso lhe afetar. Bem, pelo menos até aquela manhã...

— Porque está com essa cara? - perguntou Alice sentando-se ao seu lado na mesa da Gryffindor.

— ahhh nada demais... – respondeu Sarah se servindo de suco de laranja - ... quase fui acertada pela espada daquela armadura no corredor do terceiro andar...

— Aquegue con os penacos? – disse Alice com a boca cheia de empadão.

— Exatamente... – continuou Sarah pegando um pedaço de torta - ...vou te contar, eu já estou a 7 anos aqui e nunca vi essas cobrinhas tão oriçadas...

— Eu sei... – agora era Olivia que do seu jeito distraído continuava a falar - ... eu não quero ser pessimista mas to achando que eles estão “se achando” isso só pode dizer uma coisa...

E então Sarah e Alice olharam uma para outra e voltaram a olhar para ela que pousou o copo de suco na mesa e encarou as meninas com um ar de profunda sabedoria.

— É oras... é obvio que tem alguma coisa aí.. to sentindo isso. Eles parecem que se sentem “protegidos”...

— Só se for pelo Slug... – respondeu Sarah dando de ombros – Não tem muitos professores que gostem da mania que tem os sonserinos... o professor Bruce por exemplo... só faltou estuporar a priminha do Sírius na nossa última aula.Sarah lembrava-se perfeitamente do que havia acontecido.

Por algum motivo, Bellatrix havia enfeitiçado uma lufana. Ela no entanto desafiou o professor Lorigan o qual tentou persuadir o professor Slughorn a castigá-la mas no máximo ela foi tirar o pó de alguns livros da biblioteca. A pobre garota lufana tivera sérias conseqüências. Madame Ponfrey tivera de ficar com ela uma semana para fazê-la recuperar a memória.

— Por falar nisso... – disse Alice se chegando mais perto de Sarah e Olivia pareceu entender ou pelo menos “Adivinhar” o que a garota iria perguntar - ... é verdade o que Olivia me contou?

A garota olhara de uma a outra com a sobrancelha arqueada. Obviamente elas deviam estar falando do pomo que Potter havia lhe dado mas até então ela não entendia o motivo dos “sorrisinhos” que elas estavam dando. Na verdade tinha uma idéia mas não quis dizer logo de cara.

— E o que foi que a Olivia te contou? - perguntou ela olhando de uma a outra e então - Eiii parem de me olhar assim... o que foi que deu em vocês?

— Ah deixa de enrolação... – disse Alice chegando ainda mais perto e praticamente sussurrando – é verdade que o Potter lhe deu o pomo que capturou no jogo contra as cobras?

— Bem... é... – disse Sarah mas Olivia a interrompeu.

— E dedicou a vitória a ela... o que não é um espanto afinal se ela não tivesse explodido a camisa da Mandy e ela derrubado aquele bando de gente em cima do Malfoy... o resultado podia ser diferente.

— Ele dedicou a vitória a você? – perguntou Alice espantada e os olhos brilhando. – Ahhh que emoção...

— Qual é Alice... – disse Sarah por fim - ... e Olivia, você estava lá... eu não fiz aquilo com intenção alguma... tecnicamente a blusa dela estouraria a qualquer momento eu só... dei uma forcinha...

— Mas salvou a pátria... – respondeu Olivia se levantando.

— Não é a mesma coisa... – retorquiu Sarah agora com uma voz séria - ... gente eu simplesmente achei que se achasse um meio de distrair o apanhador... talvez tivéssemos uma chance né...

— Mas convenhamos... – falou Alice ajeitando a mochila enquanto as outras duas se levantavam - ... eu não me lembro de Potter alguma vez ter dado ou dedicado a vitória a alguém...

— A não ser a si mesmo... – completou Olivia já se dirigindo e acompanhando as garotas para fora do salão principal. O cinza escuro avisava que seria mais um dia de chuva, o que queria dizer também, mais duas aulas de Trato de criaturas canceladas. O que queria dizer também que poderia aproveitar esse tempo para dar uma olhada no que poderia cair nos NIENs afinal, iria prestar eles no fim do ano. Sarah até pensou em falar sobre isso mas infelizmente Alice queria detalhes.

— E como foi que ele disse... o que foi que ele fez? O que foi que você fez???

— Ei ei... dá pra parar com isso? – disse Sarah enquanto começavam a subir as escadas para ir a aula de Feitiços. - Olha... você o conhece... não pode ver um rabo de saia que sai abanando a calda... – o que não deixava de ser verdade, Potter fazia coleção de garotas como troféus, e Sarah tinha orgulho, não queria ser mais uma na estante - ... não obrigado... não tenho vocação para enfeite de estante...

— Mas Sarah... – tentou argumentar Alice e Olivia a impediu.

— Deixa isso pra lá Ally... você conhece a leoa... não cutuca ou os arranhões podem ser mais doídos do que imagina...

Sarah entrou na sala tentando ignorar o comentário de Alice. Olivia sentou-se ao lado dela enquanto Alice decidira ir sentar-se mais a frente com Lily. A principio Sarah não notou que duas mesas ao lado estavam James e Sírius. Os dois estavam concentrados em uma conversa com os dois ocupantes da mesa atrás deles. Remus e Peter.

Olivia apenas ajeitou-se na sua cadeira e ficara encarando Sarah que se demorava para tirar o que precisaria para a aula.

— O que é agora Olivia? – perguntou ela já imaginando que o assunto anterior ainda não tinha sido encerrado.

— Nada oras... só estava me perguntando porque você acha que seria “mais um troféu” – respondeu Olivia dando de ombros – Você não é como Mandy que só falta esfregar... aquelas coisas nas fuças de um dos marotos para chamar atenção... você conseguiu sem esforço algum...

— O que me torna um caso AINDA mais impossível... – disse ela baixinho para que somente Olivia a ouvisse. – Olha Oli... eu não falo com ele a mais de uma semana... acho que se fosse algo “tão especial” como você e Alli presumem provavelmente a gente teria pelo menos dito um “Oi” não é? Eu nem se quer vi ele a uma semana... obviamente ele tem coisas mais importantes pra fazer...

— Muito bem alunos... sei que muitos de vocês estão aqui para uma aula de DCAT mas como o professor Lorigan teve de se ausentar na escola, a professora Sprout decidiu adiantar um período para que pudessem já ter uma idéia do que irão enfrentar nos seus Niens.

Sarah ergueu a cabeça e olhou para os lados. Achara estranho o professor de DCAT ter se ausentado em 7 anos ele jamais deixou uma aula se quer...Com um aceno de varinha a professora McGonagall mudara todo a decoração da sala de aula. No lugar do armário de equipamentos aparecera outro cheio de adubos. Na estante onde haviam os utensílios de mesa agora estava um cabideiro com as vestimentas para trabalhar com terra e as mesas dos alunos se transformaram na mesa de trabalho usada nas estufas. Tecnicamente Sarah achou que era mais prático trazer uma estufa até eles do que levar a turma toda até lá mas enfim, não precisaria de mais nada do que tinha na mochila.

— Obrigado Minerva... – disse a professora baixinha e com cabelos desgrenhados com um chapéu bem característico. – Como vão vocês meus brotinhos... espero que não tenham se decepcionado muito...A professora Sprout não era conhecida por ser a professora mais severa. Não, estava ainda muito longe disso: havia ganhado a admiração e o respeito de seus pupilos, mesmo com sua personalidade cativante e modo de agir um tantinho atrapalhado de vez em quando, o que nunca a fez passar por incompetente.

Nunca teve problemas com seus alunos: geralmente os Huffepuff tinham fama de serem mais comportados e educados. Mas, nem mesmo estes conseguiam escapar do preconceito e exarcebação de autoridade que agora dominava os corredores da escola.

Contudo, ela tentava manter sua postura e evitar alguma piadinha ou que tocassem no assunto. Afinal era algo MUITO delicado o que acontecia no mundo bruxo.James e Sírius com seus olhares examinadores logo perceberam algo diferente.

O maroto mor cutucou seu amigo que por sua vez chamou atenção do dueto atrás de si.

— Vocês não estão achando que a professora esta... – começou ele mas Remus acabou por completar assim que uma lufana corrigia a professora sobre o adubo utilizado nos Aconitos.

— Muito estranho... decididamente até para os padrões da escola... – disse por sua vez Remus.

— Primeiro Lorigan tem de se ausentar da escola... – começou James e então Sírius completou.

— E a Sprout errando algo na sua própria disciplina? Com certeza tem algo de “podre no reino da comarca...”

— É Dinamarca seu tapado... – corrigiu Lupin.

— A comarca é minha... o ditado é meu... e você entendeu... então não enche Aluado... – respondeu acidamente Sírius.

A professora então começou sua aula e já se encontrava organizando seus apetrechos, deixando tudo preparado para a aula daquela manhã. Colocou os utensílios que precisaria sobre a bancada, depois foi verificar as plantas, assim tirara um exemplar de plantas raras e começara a folhear, procurando o que precisaria passar aos alunos naquela aula. Geralmente ela sabia tudo de cabeça mas naqueles dias...

De repente a porta se abre com um baque e dois sonserinos adentram no recinto, um deles Dimitri Ulsten. Seu olhar fora rapidamente em direção aos marotos no fim da sala e com um sorrisinho cínico olhou para a professora. Sarah notara que ela correspondera o olhar como se o desaprovando mas mesmo assim não disse uma palavra.

Obviamente como a maioria da classe todos achavam Herbologia algo nada proveitoso. Lily ficava irritada quando ouvia algo do gênero e sempre falava algo.

— Lily... a professora sabe como se defender dos alunos não precisa de uma “Heroina ruiva” – disse Alice baixinho. Não que as encrencas com alunos da Sonserina fossem algo a temer, longe disso, mas tinha “algo” no ar que não estava cheirando NADA BEM.

— Bem alunos... não terão algo “terrível” se é que me entendem... como as Estufas estão com certas ervas escassas irão plantar algumas... são Acônitos, e esses de acordo com as anotações nos seus livros... – disse ela mostrando a eles a página - ... tem uma tabela para que anotem seus avanços... primeiro vamos pegar esses vasos... todos tem a terra fertilizada naquele tonel ali...Lily nunca ligara para o preconceito sonserino, obviamente era muito mais bruxa do que qualquer um ali de sangue puro.

Mas todos sabemos como é o cérebro cruel de alguns. Estava compenetrada no que queria a professora e não ligara para o resto ao seu redor. Alice parecia muito mais interessada em olhar para mesa de Frank.

— Se quiser ir lá ficar com Frank não tem problemas... – disse ela mas ouvindo um “não” de Alice se concentrava na sua planta diante de si. Lilly tinha uma personalidade forte. Isso, ninguém podia negar: SE cismasse em dizer que pau era pedra, pau seria pedra até o fim!

Talvez, toda essa determinação tenha contado muitos pontos para ser nomeada monitora, além de suas notas e racionalidade. Estava distraída quando algo inusitado tirou-lhe da sua habitual concentração. Um vaso caira ao lado da mesa Sonserina poucos passos adiante fazendo com que Lindsay Morgan saltasse praticamente no colo de Dylan Strouph da sonserina. Meneou a cabeça já imaginando o que teria acontecido mas estava sem paciência para uma briga com Potter.

— Aposto 6 galeões que você não consegue fazer com que essa aula fique emocionante... – disse Sírius desafiadoramente a James enquanto ele tamborilava os dedos sobre o livro. -... Pontas onde você tá com a cabeça?

— Tecnicamente não sei não cachorrão... – disse ele ajeitando os óculos e espichando os braços como se espreguiçando-se. – ... e sim, consigo causar emoção nessa aula... mas sei que você está mais liso do que o caule de um coqueiro... então...

— James Potter não aceitando um desafio? – perguntou Lupin agora com um “quê” de desafio na voz. – Essa é nova até pra mim...

— Eu não disse que não aceitava Sr. Aluado... – respondeu James empinando o nariz e então virou-se, e no caminho que seus olhos percorriam vira Sarah e Olívia. Parara por alguns minutos e então continuou - ... só sei que esse pulguento vai acabar me devendo mais que as calças que veste...

— Bom se você não tem coragem... – disse Sírius dando de ombros e pegando a varinha discretamente.

— Opa... opa... opa... pêra lá... quem disse que eu não tenho coragem? – respondeu Pontas arqueando a sobrancelha - ... tudo bem... se você não se importar de andar pelado da cintura pra baixo depois da aula...

— As garotas vão adorar isso com certeza... – retorquiu outra vez Sírius com sorriso maroto nos lábios.

— Wingardium Leviosa – disse James com a varinha apontando por debaixo da capa que estava usando pra aula.

O vaso que outrora estava na frente da mesa de Dylan desviou alguns milímetros e espatifou-se ao lado dele fazendo ele e é claro a jovem loira ao seu lado saltarem com o susto. Eles olharam para os lados assustados enquanto James sorria com o canto dos lábios para os amigos. Olivia pegara uma das sementes que havia no seu banco e atirara com tudo na cabeça de Lupin.

— Out... mas que mer... – disse ele então ele virou-se para ela.

— O que há com vocês? Quase enterrei a Sarah viva aqui! – “gritou ela” aos sussurros enquanto Remus via Sarah tirando terra de cima de si.Remus apontou para James e este dera-lhe um peteleco atrás da nuca. Ok que não perdera o sorriso, mas quando viu que não foi correspondido quando olhou para Sarah e Olivia fechou a cara.

Dylan por sua vez, olhara fulminantemente para a mesa dos marotos e Sarah percebeu.

— Agora é que teremos problemas... – disse baixinho e Olivia encarou Sarah e esta indicou a professora. E o sonserino Dimitri que acabava de se levantar.

— Professora Sprout, se me permite uma observação antes que continue com sua equivocada atitude, não sou responsável por interromper sua aula. Sei o que parece mas se parar para analisar os fatos que a cercam ao invés de insistir em achar um culpado para impor sua tentativa erronia disciplina emum inocente. Não sei como ministrou sua matéria neste colégio até o ano passado, mas entenda que na minha terra algo tão primário quanto a planta quejaz ao seus pés é enfrentado pelos alunos no primeiro ano. Se esperava lecionar esta matéria a seguir, teria sérias dúvidas quanto vossas capacidades educacionais, o que creio não ser o caso, estou certo?! Desta forma, e partindo por base do que estamos aprendendo nesta aula, que obviamente não é como tratar, plantar ou mesmo fazer com que os visgos do diabo se encolham,creio que a senhora deve começar a procurar entre outros o verdadeiro culpado dessa... marotisse Mas se vossa senhoria pensar, como eu, que seria uma perda de tempo, sugiro que retorne a sua cadeira e continue sua aula, antes que alguém se irrite com sua falta de profissionalismo e reporte esse lamentável incidente a quem poderá garantir que de agora em diante teremos aulas ao invés de uma caça ao culpado.

— Como é que ele ousa... – Sarah ouviu o um garoto da HufflePuff falando. Era muita falta de respeito com uma professora, quem esse sonserino pensava que era. Sarah olhara para trás para ver Remus se levantar e encarar o garoto. Obviamente a posição de Monitor o tornava o “segundo em comando”. Sírius segurava firmemente James pela capa que parecia querer voar no pescoço do sonserino.

— Com o perdão da palavra Srta. Sprout... gostaria de fazer uma pergunta... - disse ele tomando a palavra, seus olhos indo até os da professora e então voltara-se para o aluno. - ... Desculpe-me se estou me intrometendo mas não pude deixar de notar a insatisfação por parte do Sr. Ulstin. - então olhou friamente para o garoto - ... Gostaria de saber então o que ele faz em Hogwarts se considera o estudo aqui realmente fraco. Existem muitas outras escolas, as quais eu tenho certeza aceitariam um aluno com sua capacidade e talento, então... por que submeter a nós... - e olhou para os colegas em volta - ... bruxos e bruxas com sua presença... poderia poupar-nos não? Creio que muitos não fariam objeção alguma ou se quer notariam sua falta... - Correspondera ao olhar do jovem que não parecia nada satisfeito. Contudo voltou-se para a professora e sorriu. - E creio que existem profissionais nessa escola muito capacitados.

Se tinha algo para tirar uma jovem Grifinória do sério, seria praticamente insultarem seus amigos. Sarah sempre fora alguém que não podia ver injustiças ou até mesmo a arrogância dos sonserinos com respeito aos outros, isso ainda lhe fazia ainda mais explosiva e impulsiva do que antes. O fato do sonserino se dirigir a professora Sprout com tamanha imponência fora a gota d’água. Remus ignorando o fato de que já estava no “caderninho” dos alunos sonserinos tomou a atitude de um monitor tentando defender a professora que parecia ter sido “pega de surpresa” com tal atitude.Por um instante Sarah pensou que a discussão estaria acabada ou que a professora Sprout interviria, porém não fora isso que acontecera e o Sonso não pareceu (como sempre) respeitar a presença de um professor.

O Sorriso debochado a fizera remexer na cadeira.

— Sua intromissão não foi escusada por minha parte, mas de toda forma já que se pronunciou, devo dizer, apenas por benevolência de minha parte e não porque você de fato mereça qualquer explicação, que o Ministro da Magia russo impôs esta mudança ao seu primogênito, a quem o senhor tem o prazer de olhar no momento, então, meu caro Lupin, não se trata de uma escolha, mas simplesmente respeito pelas decisões de meu pai. Se minha presença lhe incomoda tanto, mesmo quando eu sequer havia me reportado à sua diminuta pessoa até o momento, sinto lhe informar que não pretendo abandonar meus estudos apenas por seu desgosto. Agora... muito me surpreende sua afirmação de que sequer sou notado quando se deslocou metade de uma sala apenas para tentar me ofender. Mas não se preocupe, Sr. Lupin, sua existência sim era ignorada por minha pessoa até o momento e contanto que se resuma à sua habitual insignificância nada mudará quanto a isso.

— Como se alguém se importasse se você nota ou não alguma coisa Ulstin... – retorquiu ela sentindo o rosto começar a queimar – Ah é... cobras tem o cérebro muito limitado... não conseguem rastejar e falar ao mesmo tempo...

Sarah recebera um olhar fulminante do garoto aquela altura. Mas não conseguiu segurar, aquela petulância de Dimitri a tirou do sério. Então recebera um cutucão de Olivia que indicara a mesa onde se encontravam os marotos. Sírius dera-lhe uma piscadela mas James apenas um sorriso. Não fora um sorriso comum, tecnicamente ela teve a impressão de que era mais um “sorriso de aprovação”.

Aquilo foi como dar uma injeção de ânimo nos lufanos que olharam agradescidos ao jovem monitor. Remus voltou-se a sentar na bancada enquanto dava uma piscada para Olivia. Algo dizia a Sarah que não iria demorar muito para a amiga finalmente ter um encontro com o garoto. Enfim o que ninguém notava era que algo muito estranho iria acontecer. Uma varinha fora puxada sem que ninguém percebesse e apontada para o fundo da sala, ali, no chão em um lugar onde jamais pensariam que algo do gênero estivesse. Para olhos não treinados, este seria apenas um dente de leão comum, mas, se adicionado uma pequena gota de água comum, a simbólica flor tomaria uma devoradora. Suas pétalas seriam como tentáculos aprisionando sua vítima e a matando por asfixia. Como eu disse ninguém havia notado aquele pequeno vaso no meio de outras flores. Por fim, a varinha milimetricamente planejada e escondida fora apontada para o vaso e então, ele começara a tremer. Foi apenas questão de minutos para que o vaso estremecesse, se partisse e começasse a crescer. E a primeira coisa que fez foi laçar o pescoço de uma jovem Corvinal, Elizabeth Culler e começar com a festa.

A garota esperneava, tentando se libertar enquanto outra, uma bela grifinória latina chamada Melissa Guapo tentava libertá-la inutilmente. Mal sabia ela que aqueles tentáculos não se partiriam tão facilmente assim. Com um movimento rápido outros três tentáculos imobilizaram suas mãos e a envolveram por completo. Sua garganta começando a apertar enquanto o ar ficava cada vez mais rarefeito e difícil de chegar aos seus pulmões. Em um minuto a sala estava silenciosa e no outro tudo parecia virado de cabeça para baixo. Sarah recebera um puxão de Olivia e com uma Pá cortara o tentáculo que acabara pegando o pé da amiga.

— Mais que porcaria é essa? – falou Olivia subindo no alto da mesa.

— E como é que eu vou saber? Reduccto! – disse Sarah já com a varinha em punho – Uma ajudinha aqui vai bem Olivia...Dois outros tentáculos voaram na direção das duas jogando uma para cada lado da mesa. Enquanto chuvas e dezenas de feitiços voavam pela sala de aula.

Professora Sprout estava amarrada contra uma das pilastras da sala sem poder se mexer.

— Remus!!! - disse Peter rapidamente pegando a varinha falando um feitiço! - Glaucius!!!

Embora estivesse furiosa, notara que Peter puxara a varinha. Um raio prateado saiu de sua varinha tocando o tentáculo e se espalhando pela planta. A imobilizando. Num reflexo Sara fora para puxar a sua varinha quando James se jogara sobre ela evitando por pouco de que algo a acertasse. Logo pensara que fosse o bendito sonso que havia perdido a compostura mas ao ver Peter com a varinha em punho olhando e conjurando um feitiço, é que se dera conta de que escapara de uma planta.

Olivia poucos passos dela sendo amparada por Remus enquanto Sírius combatia e evitava que os tentáculos daquela planta maluca chegassem no restante da sala. Seus tentáculos eram como cordas grossas e viscosas. Estavam se estendendo rapidamente por toda a sala.

— Você está bem? – perguntou James a segurando.

— Acho que sim... – respondeu ela tentando se levantar. Se perdera por um momento nos olhos do garoto, engraçado como estavam verdes aquele dia.

— Dá pra parar de xavecar a Perks e vir dar uma forcinha aqui?

Sarah piscara e se levantara rapidamente assim como James. Este apenas sorriu meio sem jeito (o que era raro para o garoto) e seguiu com a varinha em punho para ajudar Sírius. Sarah não teve muito tempo. Vira Peter congelando aquela planta e, a única coisa que lhe veio a mente foi pegar a primeira coisa pesada que viu e arremessar contra os cristais de gelo que ela se tornara. Pegara o banco onde estava sentada e com um movimento brusco atirou-o sobre a planta. Sua mira era relativamente muito boa, treinava horas e horas os arremessos e a cada dia melhorava ainda mais.

O impacto do banco de madeira e a força com que arremessara, fez com que a planta agora frágil por ter sido congelada se reduzisse a pequenos cristais de gelo esverdeados e roxos. Alguns deles tão afiados como facas se voltaram contra a garota e um deles ferindo-lhe o rosto de raspão.

Tinha de admitir, fora uma atitude impensada mas ainda assim não sabia como ela tinha pensado naquilo. Já Peter ficara espantado com a própria ação. O que levara ele a pensar em um feitiço tão rápido ele não sabia, mas tinha certeza de que a couraça dos tentáculos não seriam tão fáceis de serem partidos. Lançara um olhar espantado para Remus que lhe dera tapinhas nas costas lhe dando os parabéns enquanto uma Srta. Sprout olhava atordoada para um vaso de plantas. Via que ela murmurava algo mas não tinha idéia ou estava espantado ainda para conseguir ouvir. Apenas ouvia as batidas fortes do seu coração. E não ouvia mais nada.

Já Sarah ainda estava com um pedaço do banco em suas mãos. O corpo todo tremia, ela só não sabia dizer porquê. Adrenalina talvez, mas seja o que quer que fosse, havia feito o que sempre fazia. Protegera seus amigos. Então sentiu alguém segurar seu braço delicadamente...

— Eu fico com isso... – disse James tirando dela o que sobrava do banco. Ele sorriu de uma maneira que Sarah não conseguira entender. Talvez pela confusão que tinha sido a aula, ela apenas desviara os olhos e vira Lupin enfaixando a mão de Olivia, provavelmente ela teria se cortado.

— Está sangrando... – ouviu James e então notara que ele tentava tirar uma mecha de seu cabelo que grudara no rosto.

— Não é nada... – disse ela e ao encostar no alto do supercílio e sentira a ferida arder. Fizera uma careta o que fez com que James sorrisse ainda mais.

— Não é nada? – Então tirou um pedaço de pano e colocara sobre o ferimento – Acho melhor ir até a Ala hospitalar ver isso... um rosto bonito não pode ter nenhuma cicatriz...

— Eu até acho que cicatrizes são charmosas... – disse ela se recompondo, tecnicamente era a primeira vez que se falavam novamente depois de uma semana do acontecido e isso ela não deixou escapar - ... é só impressão minha ou a gente só se fala em casos de “extrema emoção”?

James dessa vez gargalhou, Sarah não sabia se estava rindo do que ela dissera ou se vira algo engraçado ao qual ela ainda não tinha percebido. Então ele aproximara-se bem do seu rosto o que fez com que ela recuasse sem nem ao menos perceber.

— Então acho que temos de mudar isso não? – dera uma piscadela e sorriu – Dê uma passada na Ala hospitalar para ver isso... – agora ele se afastava andando de costas até encontrar Sírius.

— É impressão minha ou está interessado na Perks? – disse Sírius quando James finalmente o alcançou no topo da escada. Peter estava ajudando a professora Sprout que estava com um hematoma enorme na cabeça e estava desacordada.

— E se estiver? – perguntou James com um sorriso maroto nos lábios. – Eu não sei Almofadinhas... ela é “diferente” das garotas que conhecemos...

— É... ela não é uma fã sua que fica correndo e babando em você... – agora era Lupin que os alcançava. Estavam já próximo a escadaria para o sétimo andar.

— Não... – falou James parando e parando na escada - ... não é isso...

— Então o que é? – disse Sírius sentando-se ao seu lado.

— Quando eu souber Almofadinhas... você será o primeiro a saber... – disse por fim e entrando na torre seguido de seus amigos. – Mas no momento tenho coisas mais importantes no que pensar...

Quando Sarah finalmente chegou a torre da Gryffindor, Olivia e Alice voaram praticamente para saber o que tinha acontecido.

— Ué... vocês estavam lá... – disse ela sentando-se na cadeira próxima a mesa de estudos - ... vocês viram que um dos cristais voou e raspou na minha cabeça.

— Ah qual é Sah... a gente quer saber da “outra coisa”... - perguntou Alice dando saltinhos.

— Ahh pelo amor de Morgana Sarah não seja idiota... – agora era a voz de Lily vindo das poltronas - ... elas querem saber se você estava com o Potter.

— Eu?? - Sarah tivera uma crise de riso – Eu??? Ahhh gente qual é.... cês tão achando...

As duas se entre olharam e agora até mesmo Lily estava de pé andando até elas.

— É... pois é exatamente isso que estão comentando por ai... – disse ela agora cruzando os braços - ... que você é a mais nova “vítima” do Potter.

— Ahhh tenha santa paciência... – respondeu Sarah - ... eu e o Sr. “eu sou o maioral”? Qual é... ele nem se quer olharia pra minha cara se eu não tivesse salvado a pele dele e a moral dele no jogo de Quadribol...

— Mas não é isso o que parece... – disse Lily outra vez e agora sentou-se – Olha Sarah, eu sei que você pode não acreditar, mas convenhamos ele tá te cercando como uma presa... é óbvio que ele quer alguma coisa...

— E alguém por acaso pensou na possibilidade de que “EUzinha aqui” não caia na lábia dele? – respondeu ela -... Helooo sou eu... Sarah Perks... aquela que vive socando caras por menos coisas que isso! Qual é...

— Espero que seja assim.. . – disse Lily resignada – ...você é minha amiga Sarah, se fosse outra garota tudo bem... mas os marotos não levam nada a sério...

— A não ser pegar o pessoal da sonserina... – respondeu Olivia e então percebendo a gafe afinal o melhor amigo de Lily era um sonserino.

— A questão é... eles não levam garota alguma a sério... – disse ela - vocês não viram como ficou Mandy? Convenhamos ela é uma idiota mas vi ela no banheiro do terceiro andar e cara, eu tive pena.

— Você é que é muito mole Evans... – disse Emmeline que entrava agora sacudindo um jornal na mão.

— O que é isso Emme? – perguntou Olivia tirando o jornal.

— Bem... isso é algo para fazer Lily parar de perturbar o pobre do Potter... – Lily fizera uma cara ofendida e então Emme colocou as pernas na mesa e disse – Páginas 3 Olivia....

— Uau... quer dizer que o pai do Potter agora é um foragido? – disse Alice.Sarah sentira-se mal por isso. Ficara pensando mil e um motivos de não terem se falado e a resposta estava estampada em dúzias de jornais. Ele deveria estar preocupado.

— Então senhorita monitora pega leve com o Potter... – disse Emmeline – Até porque, vamos ter novidades no jantar...

— Novidades? – perguntaram as 3 juntas e Sarah arqueou a sobrancelha.

— É... – disse Emme fazendo ar de mistério - ... minhas fontes me dizem que teremos “vizitas” esse ano... não me perguntem quem ou porque... mas é isso que os quadros tem comentado...

— Bom... – disse Lily levantando-se - ... eu não sei vocês mas é muita informação pra minha cabeça... vou para a cama.

— Sem jantar? – perguntou Alice.Lily não respondeu. Apenas subiu as escadas e sumiu no alto delas.

Sarah, Alice, Emmeline e Olivia seguiram rumo ao salão principal. Ele estava apinhado de gente e todos falando e tagarelando sobre o que tinha acontecido na aula de Herbologia. Quando Sarah apontou na porta de carvalho sentiu-se terrivelmente intimidada. A maioria das cabeças, ou pelo menos a maior parte delas voltara-se a ela. As quatro olharam uma para a outra e mais que depressa seguiram pra mesa da Gryffindor.

— Porque raios estavam olhando pra gente? – perguntou Olivia e então Mandy parou as costas delas.

— Não sabe a resposta Perks? – disse ela e então Sarah respirou fundo uma vez. – Todos estão comentando sua “eficácia” no ataque... mas eu acho que você ser a nova “vitima do Potter” - Sarah respirou uma segunda vez... - é o que realmente esta te dando fama.

— Escuta aqui sua projeto de falsa bruxa puro sangue... – disse Sarah levantando-se - ... não sou vítima de ninguém e não é um simples sorrisinho maroto que faz um estrago em minha inteligência... agora eu posso fazer um estrago tremendo na sua cara se não parar de me encher!

— Pois tente... – disse ela apontando a varinha pra Sarah ao mesmo tempo que Emmeline, Olivia e Alice ficavam em pé.Sarah pegara rapidamente o pulso de Mandy e puxou-a com tudo contra si. Girando o corpo a fazendo tropeçar no banco e se curvar contra a mesa e afundando a cara de Mandy no bolo de chantily.

— Acredite Mandy... – Disse Sarah puxando-a de volta com a cara toda suja de glacê - ... azarar você não vale o esforço...

Dizendo isso a empurrou para longe o mais interessante que ao contrário de Alice, Olivia e Emme as amigas de Mandy não moveram uma palha para ajuda-la. Sarah então voltou a sentar-se respirando fundo.

— Droga... aquela coisa estragou meu apetite... – disse por fim e então Peter se manifestou.

— Meu bolo de baunilha.... – disse com olhar triste - ... Com tantos bolos aqui você tinha de jogar ela no meu bolo favorito?

— Me desculpa Pettigrew... mas eu não tive muito tempo pra selecionar o melhor cardápio... – disse Sarah e só então se dera conta sobre os marotos estarem ali.

— Qual é Rabicho... você pode conseguir outro na cozinha... você sempre faz isso... – disse Lupin meneando a cabeça e sorrindo.

— E ai Emme... – disse Sirius sentando-se ao lado da garota.Sarah no entanto baixou os olhos no prato e não conseguia levantar o olhar. Se já era vergonhoso ter perdido a calma em pleno salão principal agora tinha de encarar Potter depois do que Mandy havia dito??? Era demais para ela. Nisso sentiu o garoto sentando-se ao seu lado e ficara rígida como uma porta.

Se ele lhe dissesse uma gracinha, umazinha que fosse acertaria-lhe a cara. No muque sem magia.

— Mandy mereceu... – disse ele por fim então respirou fundo. Sarah notou que ele não estava “normal” havia alguma coisa errada que ela não sabia, até se tocar sobre a notícia do jornal. É obvio que ele não estaria bem. Então levantou os olhos e conseguiu encará-lo. - ... lembra-se que eu disse na sala hoje a tarde?

— Que precisaríamos mudar o fato de conversarmos sob pressão? – disse ela fazendo cara de pensativa - ...é... eu lembro.

— Agora pode ser essa hora... se estiver bom pra você... – disse James pegando ela de surpresa. Sarah sentira um frio estranho passar pelo corpo mas por sua expressão, ele mais precisava de alguém que o ouvisse do que ter uma “conversa” em si.

— Claro... Mandy conseguiu acabar com meu apetite mesmo.. – disse ela dando de ombros. - vamos?

James então sorriu timidamente para ela, pegara sua mão e a conduzira para fora do salão principal. Durante todo o trajeto, Sara ficara pensando se realmente deveria ter saído para uma conversa "particular". Tinha de admitir afinal, se já estavam falando que ela era a nova "vítima" dele, o que falariam agora?

Tentou parecer calma enquanto ele lhe conduzia até o pátio interno. Não lembrava-se de ter andado por lá a noite. Engraçado como ele estava quieto, e Sarah notou, mas estava tecnicamente cansada de ser "alvo" como ela mesmo tinha visto da Torcida imbecilizada e é claro das fofocas. Ele então soltou sua mão e andou mais alguns passos e sentou-se no muro dos corredores que levava para a outra parte do castelo.

— Eu acho que tenho lhe causado alguns problemas... - disse ele por fim ajeitando os óculos.

— Você acha? - respondeu ela sarcástica e então dera de ombros e então se aproximara. De certo modo ele não parecia ser "tão asustador" como todos o pintavam e então sorriu para quebrar a "tensão" - Olha... sinceramente eu não ligo muito pra isso afinal... pergunte ao Sírius... até porque... você não estava comigo quando eu enchi a líder da sua "torcida imbecilizada" de furunculos...

— Então foi você? - disse ele com um sorriso - Não achei que fosse capaz de algo do gênero...

— Bem... não tenho seu talento para sair das encrencas... - sorrindo ela respondeu - ... mas sou tão boa quanto você para entrar nelas... a professora McGonagall que o diga...

Então seu rosto ficara sério outra vez, talvez a conversa estava sendo chata, ela não tinha muito contato com ele como poderia saber que tipo de conversa ter? Então lembrou do jogo de quadribol.

— E como está a Eleonora... - perguntou ela por fim - ... os sonerinos pegaram ela de jeito.

— Ela está bem... porém... não está mais no time... - disse ele agora encarando as mãos apoiadas aos joelhos.

— Só porque foi levada ao chão por um Sonserino ela desistiu do time? - perguntou ela - ... eu hein, então devia estar em outra casa...

— Não... não é por isso que ela não está no time... - disse James agora saltando da mureta e encostando ao seu lado - ... a familia dela está sendo perseguida...

— Como é que você sabe? - Sarah agora estava chocada, não que ela não soubesse que havia algo errado mas problemas com o ministério da magia não tinha viva alma de bruxo que não os tivesse.

— Meu pai... - então dera um sorriso sem jeito - ... ele trabalha no ministério...

— Ah... - então Sarah acabara de tocar em um ponto sensível, se arrependimento matasse ela teria caído mortinha naquele instante... ainda mais dando-lhe em si um Avada. Tinha de fazer alguma coisa. Então respirou e decidiu falar seriamente e sem rodeios - ... Olha Potter... eu não...

— Me chame de James... - interrompeu ele e Sarah respirou fundo e recomeçou.

— Olha James... - disse ela por fim - ... não quero que pense que só porque "tive a sorte" de te ajudar no jogo de Quadribol você tem a obrigação de falar comigo... - ele então cruzou os braços prestando atenção, Sarah então dera dois passos para frente e virou para encara-lo - ... não vou dizer que esse povo todo dizendo "Oh você é a nova vítima do Potter" não me incomoda... - então ela deu de ombros - tá... incomoda mas eu sei lidar muito bem com isso...

— É... eu sei... - disse ele calmamente dando um passo na direção da garota - ... deu para notar isso no salão principal...

— Viu... eu sei me cuidar... eu sei me virar sozinha... e não dou a mínima para o que dizem ou não de mim... - disse ela por fim.

— Então acha que eu só falo com você pelo que você fez... - disse ele dando mais um passo na direção da garota. Que congelara .

— E porque mais seria... - respondeu Sarah indo até a fonte e sentando-se na beirada - ... James estudamos a 6 anos na mesma casa, nunca passamos de um "OI".

— E você não pensou em outro motivo... - respondeu ele parando diante ela e sentando-se.

— Outro motivo? - perguntou ela com sarcasmo - Que outro motivo seria? Falta de horários disponiveis na sua agenda marota?

— Um motivo para conseguir manter uma conversa civilizada com você sem que me deixasse com olho roxo... - respondeu ele e notara que o rosto de Sara ficara rubro e sorriu docemente. Algo que Sarah notara.

— Ahhh qual é... ninguém veio me pedir o porque o Clearwatter ficou com o olho roxo... - respondeu ela.

— Bom... - disse James sentando ao seu lado - ... porque o Clearwatter ficou com o olho roxo?

— Simplesmente porque na nossa "penúltima visita" a Hogsmeade ele tentou me fazer beber a poção do amor... ai... quando saímos do três vassouras ele tentou me agarrar ai eu soquei ele... foi simples... - disse Sarah e então sorriu - ... eu não saio esmurrando todo mundo... sou uma doce e sensível bruxa mal compreendida...- dizendo isso James gargalhou e ela sorriu ao ver isso.

— Bem... quanto a mal compreendida eu não sei... - disse ele com um sorriso matreiro nos lábios - mas quanto ao doce e sensível... eu não me incomodaria de descobrir...

"Estava demorando..." - pensou Sara mas fingira não notar a indireta. - Está dizendo isso para evitar ganhar um olho roxo... - disse ela levando na brincadeira. - Mas não adianta Sr. Potter... aqui em sua frente existe uma garota que não se deixa enganar tão fácil por suas palavras...

Ele apenas abaixou os olhos e sorriu. Era incrível como era fácil conversar com ele. Ela olhou para o céu, fazia dias que não apareciam estrelas. Ok que estava chegando o inverno mas uma noite de lua geralmente era pra ter não é?

— Eu não me importaria de arriscar... - respondeu ele e sorriu acompanhando o olhar dela para o alto.

— Engraçado... - disse ela - ...eu tenho reparado que nos últimos anos, não tem tido muitas noites "bonitas"... - e então olhara pra ele - ... sabe.. com luar, estrelas... parece sempre fechado... cinzento...

— Talvez... - começou a dizer ele e a garota reconheceu uma certa tristeza em sua fala - ... o tempo só esteja refletindo o que esta acontecendo no mundo mágico...

— O que quer dizer? - perguntou Sarah. Ela sabia que tinha algo errado seus avós mesmo mandavam a ela cartas praticamente duas por semana. E as coisas que estavam sendo ditas no Profeta diário...

— Digamos que o que o Profeta diário noticia... não é exatamente a verdade... - disse ele agora dando um suspiro.

— E alguma coisa naquele jornal é? - disse Sarah tentando não deixar que o assunto morresse e então respirou fundo. - Eu não sei exatamente o que está acontecendo... mas sei que boa coisa não é... meus avós estão me entupindo de cartas dizendo para me manter afastada de estranhos e obviamente de bruxos perigosos... pedem para confiar em Dumbledore... e acredite... para eles falarem assim...

— Eu não sabia que morava com seus avós.... - disse James por fim.

— Ha... existe muita coisa que não sabe ao meu respeito Sr. Potter... - respondeu ela e sorriu - ... meu pai morreu quando eu era bebê...e minha mãe alguns anos antes de eu entrar em Hogwarts...

— Sinto muito... não queria... - disse ele mas Sara fez sinal de que tudo bem - Eram bruxos?

— Meu pai era... Steven Perks... - disse ela olhando para a água da fonte que borbulhava - ... não sei exatamente como foi sua morte, o Ministério disse pra minha mãe que ele morreu em serviço... mas não sei não.

— Ele trabalhava para o ministério? - perguntou James agora parecendo interessado.

— Auror... ele estava trabalhando num caso no Egito se não me engano... acho que era coisa grande... - e então meneou a cabeça -... não ligue, eu apenas não acho que ele possa ter sido morto por algum bruxo bebado e burro... - e sorriu sem jeito e então pegou um pendente em forma de lua que fora deixado por ele - ... foi ele quem me deu isso... estava dentro de um pomo de ouro... meu avô é tecnico do time de quadribol de Falmouth... agora sabe porque entendo de quadribol ...

— Você é neta do Warrior Perks? Aquele da seleção da Inglaterra? - agora fora a vez dele ficar espantado.

— Ué... porque o espanto? Só porque sou uma garota não quer dizer que não possa entender de assuntos de garotos... - respondeu ela guardando seu pendente de volta.

— Nâo... não foi o que eu quis dizer... - disse ele com um sorriso - meu pai sempre foi fã dele... aprendeu a jogar com ele... tinha até uma imagem dele no quarto ano...

E então o garoto ficara sério. Sarah queria poder fazer alguma coisa, mas não tinha muita idéia do que fazer. Então fora a vez que ele começou a falar.

— Cara é tão injusto... - disse ele levantando-se e começando a andar - ... meu pai deu a vida por aquele ministério e agora...

— Agora está sendo procurado como um desertor... - disse Sarah por fim e ele a encarou - ... eu sei James... não tem uma só pessoa nesse castelo que já não tenha ouvido falar do seu pai... e não acredito que ele possa ser realmente tudo o que dizem...

Sarah vira que James a encarara, queria poder ter algum poder sensorial para saber o que ele estava pensando. Então seu rosto tomara uma expressão diferente, podia arriscar que ele a estava olhando diferente.

— As coisas no ministério estão piores do que você pensa... - disse ele se aproximando e a encarando - pessoas tem desaparecido, familias inteiras tem sido mortas e o Ministro não faz absolutamente nada...

— E os professores também estão com medo... - Sarah observou que ele a olhou e então ficara em pé - ... e o professor Bruce também está sendo investigado estou certa?

— Ele está sendo acusado por defender meu pai... - disse ele seu olhar era totalmente diferente do garoto confiante e cheio de si que Sarah conhecera.

— Não se preocupe... ele é um ótimo auror... não vai se deixar capturar tão fácil... e a gente tem Dumbledore... ele vai saber como ajuda-lo...

James sorriu ternamente para ela, Sarah não sabia dizer exatamente o que estava sentindo mas, até o momento parecia que a imensa barreira que separava os seus dois mundos tinha se rompido para sempre.



Notas finais do capítulo

Como já disse, não adianta reclamar galera... a história do fórum é essa...



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Marotos - Uma Nova História" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.