Marotos - Uma Nova História escrita por Sara_McGonagall


Capítulo 17
Suspeitas em Hogsmeade


Notas iniciais do capítulo

Como disse antes meus amores, obrigado de coração por darem tanto apoio e palavras de incentivo. Essa fic como sempre disse é baseada no jogo de rpg que joguei por muitos anos e o qual eu tenho muito carinho pelos personagens. Nesses proximos capítulos que estou escrevendo, usarei trechos e falas de posts feitos pelos jogadores. OBVIAMENTE a maioria são meus mesmos já que irei postar somente a "visão" da minha personagem na história. Mas espero corresponder a todas as expectativas. Não deixem de comentar. bjocas.



— Estou dizendo Albus... – dizia Moody andando de um lado para o outro naquela sala esfumaçada do cabeça de Javali. Embora soubesse desde sempre e Abeforth e Albus não se entendiam, o irmão mais novo de Dumbledore podia até ser ranzinza e não se dar bem com Albus mas quando o assunto era sério, ele colaborava mesmo não ficando presente no mesmo lugar com o irmão por muito tempo. – Ele está atrás de alguma coisa que está lá... é a única explicação.

 

Albus Dumbledore já havia passado por vários bruxos das trevas, o mais perigoso deles, havia conseguido enviá-lo para a própria prisão a qual ele, Grindelwald havia criado para aprisionar seus inimigos. O novo bruxo que estaria surgindo vindo das mais profundas sombras ele conhecia. Fora um aluno brilhante em Hogwarts na época em que era um simples professor de transfiguração. O medo que ele estava causando em todas as partes da Inglaterra era devastador. Embora soubesse, ou pelo menos tentasse compreender os motivos que levara o garoto Tom Riddle a se tornar um bruxo tão cruel, ainda era obscuro. Ou talvez não. Mas isso não justificava o que vinha causando.

 

— Tom sempre foi um garoto inteligente Alastor... – disse finalmente depois de algum tempo ponderando - ... desde criança sempre teve interesse em tudo o que estava ligado a magia e poder. Obviamente... ele iria buscar a comprovação de tal história... – então inclinou sua cabeça e observou o bruxo por baixo dos seus óculos de meia lua – por anos adverti Cuthbert Binns, nosso amado professor de História da Magia que não desse tanta importância a isso...

— Quer dizer que... – começou Moody mas Dumbledore o cortou.

— Exatamente meu caro Alastor... – respondeu ele agora se levantando e andando lentamente pela sala - ... nosso professor era amante de história e fábulas, passou a vida a procura de fatos que poderiam provar a existência real de Merlin já que muitos bruxos acreditam ser ele apenas um mero personagem...

— E que bruxo pensaria uma maluquice dessas? – respondeu Moody achando graça – Foi graças a ele que o conselho formou a Ordem a qual leva seu nome. Como é que um bruxo desses não existiria?

— Você conhece a mentalidade bruxa meu amigo... – disse ele com um pequeno sorriso – uma pessoa só vai acreditar no que lhe é conveniente... e também no que ela realmente quer acreditar. Por esse fato ter passado por gerações... obviamente em algum lugar no passado, ela passou ser apenas um conto...

— Enfim... – Moody começou a dizer impaciente - ... o que realmente ele está querendo? Sim pois se realmente Inys Withrin existe Albus... deve estar guardando algo que ele almeja e muito para fazer o que está fazendo...

— O que... – respondeu Dumbledore com um sorriso - ... um ambicioso e colecionador de relíquias como Tom... ou melhor dizendo, um “buscador” como ele teria interesse meu caro...

Se tinha algo que Moody detestava às vezes era essa mania enigmática de falar que o velho amigo tinha. Ele gostava das coisas as claras, realmente não estava com disposição para adivinhas. Percebendo isso, ou por estar impaciente, Dumbledore continuou. - Tom tem por objetivo controlar o mundo mágico ou não de todas as formas que conseguir...

— Disso eu estou ficando careca de saber... – disse novamente Moody sem paciência alguma.

— E qual seria.... – disse Dumbledore calmamente - ... o maior mago conhecido por seus poderes e conhecimento mágico considerado por nós, o maior bruxo que já existiu...

— Merlin... é óbvio mas... – e só então Moody começou a entender realmente onde Dumbledore queria chegar, Voldemort não queria exatamente “algo”, ele queria era o conhecimento de Merlin – mas é claro... um mago como Merlin devia ter anotações, encantamentos... poções...

— Conhecimento meu caro Alastor... – disse Dumbledore com um sorriso - ... conhecimento este, que como todo e qualquer outro bruxo, possivelmente esteja guardado as 7 chaves.

— É isso Albus... – respondeu Alastor triunfante  - é isso que aquele verme negro está querendo!

— E vai fazer o que for preciso para conseguir... – concluiu Albus agora coçando a barba.

— Agora as anotações de Cygnus faz sentido... – agora era Moody quem andava de um lado para o outro no cômodo - ... o fato de estarem procurando um pedaço de pergaminho...

— E eles ainda não a encontraram... ou... – disse Dumbledore por fim, precisavam agir rápido se queriam tomar a dianteira. O único que seria capaz de comprovar a existência desse artefato seria Alex, e mesmo com sua cabeça a prêmio, ele não teria certeza de que o amigo realmente conseguiria. – Possivelmente é só uma parte do quebra cabeças meu caro......

— A última anotação de Cygnus antes de partir foi que “havia rumores” sobre ele no Egito. Aquele fedelho deve ter mandado algum de seus capachos para lá atrás dele. – disse Moody cerrando os dentes, odiava não por a varinha em ação, se sentia um verdadeiro inútil atrás de uma mesa - ... se eu pudesse eu mesmo iria atrás...

— Paciência meu caro... – disse Dumbledore agora com um olhar sério – Alex tem nos ajudado como pode, todos do castelo Potter estão dispostos a entrar nessa batalha... até mesmo o jovem menino... contudo... me comprometi a tomar conta do jovem Potter e evitar que ele faça algo precipitado...

— Conhecendo o pai... – disse Moody meneando os cabelos de um lado para o outro - ... não é muito difícil de saber que o menino vai atrás dos que estão acusando ele...

— Temos de manter os olhos dele voltados para outro lado Alastor... – disse Albus por fim. Mas até mesmo ele sabia que isso seria extremamente difícil.

 

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A primeira semana de Dezembro chegou, a neve caía exagerada nos últimos dias dificultando qualquer atividade que fosse ao ar livre. O frio congelante que vinha fazendo, praticamente obrigava os alunos a permanecerem em suas salas comunais, muitas vezes até mesmo durante as refeições. Sarah não sabia se gostava realmente disso afinal, podendo evitar encarar James ela o fazia. Sem mencionar que ainda doía e muito quando se encontravam por acaso durante as aulas. Ela sempre que o via procurava sumir de vista, estando ou não acompanhada de alguém. Ele parecia fazer o mesmo, e embora tentasse com todas as forças “coexistirem” no mesmo espaço, era cada dia mais difícil.

— Aquele moleque cabeça de vento! – ralhava Olivia novamente enquanto mais uma vez Sarah dizia não estar disposta a descer para comer – Pelas saias de Morgana, você vai acabar doente se continuar assim!

— Eu lhe avisei que se meter com o Potter ia dar nisso... – a voz de Lily que acabava de chegar a sala comunal ecoou enquanto ela se sentava sem cerimônias na mesa “afastada” onde sempre Sarah se reunia para conversar.

— Olha Evans... – começou Sarah mas não estava nem um pouco disposta a discussões, seu estado emocional era dos piores e por mais que tentasse não estava melhorando.

— Vai catar piolhos na cabeleira do Snape Evans! – respondeu Olivia visivelmente nervosa – Se você sente prazer em pisar em sapos estripados, tudo bem, mas isso não me agrada está ouvindo? – Olívia pegou Sarah pelo braço e a arrastou praticamente da sala. Em todos esses anos em Hogwarts JAMAIS tinha visto a amiga tratar alguém daquela forma. Tanto que depois de estarem uns dois andares abaixo Sarah parou e encarou Olivia que ainda bufava.

— Que é? – perguntou ela e então Sarah a encarou e ela dera um profundo suspiro – Olha Sah, eu sei que está sendo difícil para você, realmente eu sinto muito que o que a infeliz da Evans tenha dito faça realmente sentido...

— Olivia... – começou ela mas a garota novamente começou a falar.

— Ninguém ouviu bem... ninguém trata minha melhor amiga feito um lixo e sobrevive para contar a história!

Sarah apenas esticou seus braços e a abraçou. Era somente isso que ela precisava agora. Era grata por Olivia tomar suas dores mas não queria que sua melhor amiga ficasse com tanto ódio de alguém. Sim, ela realmente havia contado tudo para ela, tudo mesmo. Palavra por palavra que havia sido dita naquela torre de Astronomia. James havia lhe dito com todas as palavras que a amava, e por amá-la a deixaria partir. Seria digno de nobreza se isso não causasse tanta dor assim.

— Eu adoro você sabia? – disse ela a Olivia que começou a rir.

— Também adoro você cabeça de hipogrifo...  – respondeu Olivia.

— Eu acho que estou mais pra cabeça de alce... – disse Sarah fazendo sinal dos chifres, era natural não é? Todos já estavam sabendo sobre o fato do namoro entre ela e James ter terminado, Mandy já estava toda ouriçada novamente com os marotos e não demoraria para novamente vir lhe perturbar. Mas se tivesse Olivia ao seu lado, bem, as coisas poderiam ser bem mais suportáveis. Sarah sabia disso.  Conhecia Olivia desde o seu primeiro ano na escola. Embora Olivia nos seus primeiros anos fosse até meio “Mandy”, depois que Sarah a ajudou, a menina passou de detestável, a amável e confiável. Sempre que via Sra Hornby no Beco Diagonal ou no caso na estação antes dos embarques ela sempre lhe dizia “Obrigado”. Sarah nunca havia entendido o por que, até um natal no seu quarto ano, quando Olivia lhe contou que se realmente havia se tornado uma pessoa melhor, era por conta de sua amizade. E era isso o que realmente lhe dava forças. A sua amizade com Olivia. Sabia das dificuldades que ela passava com a família. O fato de ser cobrada a maior parte do tempo, mas estava realmente decidida a se tornar uma Auror tanto quanto ela. E já haviam até mesmo feito planos sobre o que iam fazer quando saíssem da escola. Mas para isso primeiro tinham de passar nos seus Niems.

— Deixa de ser ridícula... – retrucou Olivia em resposta aos chifres - ... você não ganhou nenhum par de chifres...

— É... – disse ela enquanto parava na entrada do salão principal, Mandy sentada próximo a James falava e gesticulava se mostrando ao mundo. O garoto por sua vez conversava com Sírius seriamente. Remus acenou para Olivia que começou a andar no entanto parou ao ver que Sarah não a acompanhou. Ela virou para encará-la e Sarah apenas abaixou os olhos e seguiu para o lado oposto. Podia ter se passado uma semana, mas as palavras de James ainda ecoavam em seus ouvidos sempre que o via. Doia, e como doía seu coração. Se é que ainda tivesse um.

“Sarah como pode ser tão burra!” – ouvia a vozinha dentro da própria cabeça – “Você sempre foi boa em enfrentar qualquer um... porque raios você não consegue encará-lo?”

— Talvez por ele ser o único por quem realmente eu sinta alguma coisa... – disse ela baixinho enquanto andava a esmo pelo castelo.  O frio dos corredores já não a afetava como antes. Talvez pelo tempo não estar tão frio ou apenas ela é que realmente não estava sentindo coisa alguma. Parou diante a imensa ponte que ligava a escola aos terrenos e o lago, ficara ali observando, foi quando sentiu a presença de alguém mas fingiu não perceber.

— Eu sei que é difícil... – ouviu a voz de Sírius que parou ao seu lado e jogou a sua própria capa por sobre seus ombros. - ... mas não é pegando uma pneumonia que vai resolver...

— Está na função de espião agora? – perguntou ela continuando a olhar para a neve que caía – Já não estou segura o suficiente?

— Não haja como uma pessoa que eu sei que você não é... – disse ele apoiando os braços sobre a mureta e a encarando. – Você sabe por que ele fez o que fez... e acredite, pode estar fazendo aquela pose toda mas sou eu quem dorme com aquele galhudo toda noite. – Sírius então começou a rir assim como ela.

— Isso definitivamente não pegou bem Black... – respondeu ela agora o encarando e sorrindo, porque motivos ele era o único que a fazia rir ela não tinha a menor idéia.

— É... eu sei... – disse ele com um suspiro - ... mas isso não muda o fato de eu acordar no meio da noite com ele gritando desesperado por seu nome.

— E você quer que eu faça o quê exatamente... – disse ela agora séria o encarando - ... fingir que não aconteceu nada? Que foi só algo bobo?

— Jamais iria pedir isso a você... -  respondeu ele sério, e olha que ver Sírius Black sério é algo totalmente inédito - ... nunca vi James assim por ninguém antes e me desculpe dizer... você acabou com ele de todas as maneiras possíveis...

— Não precisa fazer tanto drama assim Black... – respondeu ela mas ele a interrompeu.

— Estou falando sério... – ela então o encarou - ... James sempre teve tudo sobre controle... a única coisa que o faz perder o foco é você.

— Agora só falta Lupin e o Petgrew virem dizer isso...  -  respondeu ela -  não Sírius, o que ele pensa é que eu não sei me defender...

— Então mostre a ele... – respondeu Sírius a encarando de volta - ... prove que ele está errado, que o Senhor James Potter não é o dono da razão. – Ele então segurou em seus ombros e a encarou - ... Seja a Sarah Perks, a Leoa que eu conheço.

— Você sabe melhor que eu que quando ele enfia algo na cabeça... – disse Sarah em meio a um suspiro - .. ele não tira...

— E desde quando ele é mais teimoso que você? – perguntou ele – Eu mais do que ninguém adoraria ver você livre... leve e solta... porque ai quem sabe eu teria alguma chance... hã hã hã – então sorriu o que fez com que Sarah gargalhasse - ... mas sei que o que vocês dois sentem é de verdade, e por sabe-se lá que paranóia na cabeça daquele galhudo, ele acha que você vai ficar melhor sem ele... ele disse que te amava não disse?

— Ele te contou isso? – perguntou ela confusa.

— E ele por acaso consegue esconder alguma coisa de mim? – disse ele cruzando os braços – Aquele galhudo precisou sentir seu perfume na amormentia para enfim acreditar que estava apaixonado por você... e olha que eu e o Moony já tínhamos dito isso a tempos...

— Que história é essa? – quis saber a garota mas ele desconversou.

— A questão é... – disse ele – James está cego por alguma coisa... ele não me conta, nem a Moony... sabemos pelo que ele está passando e diferente dele, eu não acho que afastando você por completo, vai ser melhor para ambos... – então novamente ele segurou seus ombros – Por favor, mesmo que doa não risque ele da sua vida totalmente. Ele precisa de você por perto... – então ele se ajoelhou aos seus pés fazendo a maior cena dramática que conseguiu – por favor Perks...

Sarah sabia que mesmo o assunto sendo sério, ele estava tentando amenizar as coisas. Mas no fundo Sírius tinha razão em uma coisa. Ela não era assim, sempre fora independente, se virou sozinha, e se estava assim agora, não era por culpa de ninguém a não ser por ela mesmo. Tinha de voltar a ser a velha Sarah Perks, a que atirava primeiro e perguntava depois.

— Por favor... Por favor... – viu Sírius ainda ajoelhado e agora agarrando sua perna o que a fez levar um susto.

— ESTÁ BEM SEU XAROPE... – disse ela e então ele levantou-se de um salto com um belo sorriso no rosto. E então ela continuou... – Mas que fique claro... eu não me responsabilizo de dar um avada nas fuças do Potter se ele pisar na bola...

— Tudo bem minha Leoa... – respondeu ele dando um beijo estalado na bochecha da garota o que a fez levar um susto - ... posso lhe chamar assim agora não é? “minha leoa”...

— Não força a amizade Black.. – disse ela sorrindo.

— É... se James me ver te chamando assim... vou ser eu quem vai levar um avada nas fuças... – ele então passou os braços pelos ombros de Sarah e ambos começaram a voltar para o castelo. Sarah sabia que não seria nada, nada fácil mas estava decidida a voltar a ser a Leoa de Sempre.

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O vento cortante daquele inverno não era nada convidativo. Amélia saiu de seu pequeno apartamento no centro de Londres agarrando-se em seu próprio casaco. Estava vestindo toucas e luvas, mas a sensação era de que estava nua devido ao frio intenso. Do prédio em que morava até a cabine telefônica onde poderia facilmente ir para o Ministério era dois quarteirões de distância. Como toda estagiária, ela não estava autorizada a sair aparatando por ai, e depois que o novo ministro assumiu o cargo... bem, todo mundo passava por uma revista. Amélia estava acostumada com os “maus tratos”, afinal ninguém confiava nela, apesar de seus esforços e dos conselhos de Moody. Os bruxos responsáveis pela maioria dos setores daquele ministério eram de reputação duvidosa e talvez por isso desconfiassem da própria sombra.

Ela como toda aprendiz a Auror, bem, sempre teve como inspiração um único bruxo. Alastor Moody. Sim ele era maluco... e também Sim ele era sádico e excêntrico... mas apesar de tudo isso, o bruxo era absurdamente competente. Seu pai sempre comentara sobre sua capacidade de antecipar cada movimento do bruxo que estivesse caçando. Obviamente ela como estagiária sabia tudo o que um Auror devia fazer. Ela mesmo tinha passado por vários testes até finalmente conseguir passar. Obviamente quase reprovou em transformações mas foi por nervosismo que fique isso muito bem claro.

Ela sabia que o trabalho de um Auror era caçar e capturar bruxos das trevas, uma vez ele capturado e entregues às autoridades, autoridades estas que ela já não sabia se existia, mas também não era algo incomum um bruxo das trevas optar por lutar até a morte. Moody deixou claro quando Amélia entrou para o Ministério de que ela não devia ter medo da morte e muito menos, medo de matar outro bruxo se fosse necessário. Bem, ela podia não ter muita experiência no assunto mas tinha passado por várias sessões extras de treinamentos e era boa quando a situação "esquentava".

Embora o treinamento de Auror seja muito desgastante, significando mais três anos de estudo após a graduação da escola, ser um auror é ser muito respeitado na comunidade bruxa, e os membros superiores são potenciais candidatos para o Ministro da Magia. Não que ela tivesse essa pretensão, longe disso.  Mas gostava da sensação de ser uma Auror.

Continuou andando e virou mais uma vez e avistou a cabine velha e suja que todo mundo dizia que estava quebrada. Havia um bêbado por ali, mas ela simplesmente o ignorou. Sabia que ele era apenas o bruxo que ficava guardando a entrada, afinal nos dias atuais todo cuidado era pouco.

"principalmente dentro desse Ministério..." - pensou ela enquanto entrava na cabine e digitava a senha para o acesso. Em poucos minutos ele começou a descer, ela então começou a se livrar um pouco dos casacos que para aquele nível já estava demais. Estava saindo da cabine tirando a manta em pleno átrio quando a "costumeira comoção" parecia estar três vezes pior.

— Como pode ter acontecido isso? - dizia uma senhora com as mãos nos lábios parecendo horrorizada.

— Alguém pelo amor de Merlin faça alguma coisa! - dizia outro.

Amélia ficou sem entender, tentava a todo custo passar pelo meio daqueles bruxos todos com um tom horrorizado na voz e com expressões de espanto. Quando finalmente conseguiu chegar ao “centro” viu o corpo de alguém estirado em frente a uma lareira. Três bruxos com uniformes da Ala dos inomináveis estavam ali averiguando e Amycus Carrow I, o chefe do departamento e conselheiro do Ministro da Magia parecia bem incomodado. Não reconheceu o corpo afinal não conseguia ver o rosto, porém quando ia se aproximar sentiu alguém pegando em seu braço e a puxando para dentro de uma sala.

— Preste muita atenção minha cara pois a partir de agora as coisas vão ficar ainda piores.... -  disse Moody encarando Amélia que ficara paralisada. – Potter está com o que o lord das trevas quer e vai usar de todas as suas armas para conseguir qualquer informação.  Então mantenha olhos, ouvidos abertos e a boca e mente fechadas entendeu?

Amélia simplesmente acenou a cabeça confirmando. Nem que ela tivesse que fazer as próprias poções contra veritasserum ela faria. Olhou mais uma vez para Moody. – Quem é?

— Acredite.... ninguém vai sentir falta desse verme... – disse ele tomando cuidado ao sair da sala com Amélia em seu encalço – Lewis Carter, um seguidor de Voldemort o qual até agora estava foragido em algum lugar...

— E... alguém o encontrou e o enviou para cá... – disse Amélia tentando conter o riso, ela sabia que para achar um servidor das trevas como Carter, que a muito tempo vinha fugindo das mãos do Ministério somente Potter seria capaz de pega-lo.

— Como alguém pode enviar um bruxo nessas condições? E assim? – perguntava uma nova moça que parecia ser uma visitante.

— Não estamos seguros nem aqui... – dizia outra.

A jovem apenas viu Moody dar-lhe uma piscadinha. Tinha certeza de que tinha a varinha dele metida nessa história mas não ia comentar. Tentou mais que depressa bloquear sua mente e fingiu espanto assim como todos os outros. Moody mais do que ninguém parecia indignado que alguém pudesse ter simplesmente entrado tão facilmente no Ministério da Magia e jogado um corpo lá. Amélia podia ver o olhar de Alecto L. Carrow, sua chefe do departamento assim como Walkíria, a representante dos Inomináveis. Ambas cochichavam entre si. A jovem auror tentou se aproximar disfarçadamente mas assim que a notaram foram logo afastando os curiosos e com a varinha pegando o corpo e o levando para a ala reservada aos Inomináveis. Tinha de admitir que se tivesse sido mesmo Charlus Potter quem havia enviado tal corpo, a coisa ia ficar ainda pior para ele.

Como era de se esperar, assim que colocou o pé na pequena salinha onde ficavam os estagiários, sobre sua mesa havia um arquivo.

— Ah, vejo que finalmente chegou... – disse Wilbert, o chefe dos estagiários o qual levava muito a sério o seu trabalho.

— Oras... eu estava tentando chegar mas já que não posso aparatar não é? – respondeu ela sarcasticamente – É um pouco difícil passar por essa multidão aí.

— Bem... – disse ele ignorando praticamente o que ela acabava de dizer - ... como sabe, apareceu aquela... aquele...

— Está falando daquele corpo no saguão? – perguntou ela e ele confirmou mas não sem antes fazer uma careta.

— Não chame aquilo de corpo... – disse ele.

— Quer que chame do quê então? Cadáver? Presunto? – disse ela ele fez sinal para que ela parasse e pela cara com certeza ele iria vomitar. – Se não agüenta ver um corpo meu caro, por que se candidatou a ser auror?

— Oras... pelos privilégios... – respondeu ele – Essa pasta tem uns arquivos que o Olho-tonto deixou aqui para você.

Obviamente Moody queria falar alguma coisa a ela, que consequentemente não tinha conseguido durante o breve encontro momentos antes. Quando Amélia abriu o arquivo haviam vários recortes do profeta diário. Muitos deles, falando sobre Charlus Potter, comandante e um dos generais dos Rebeldes como o Profeta Diário começa a falar, ex auror chefe do Ministério da Magia da Bretanha, era o responsável pelo medo. Era incrível como hoje, graças a um articulado golpe dos seguidores e do próprio Lorde das Trevas ele era considerado um traidor, um bruxo das trevas e um criminoso de periculosidade de alto nível, sua cabeça retém o maior prêmio de recompensa do Ministério da Magia.

Ela na verdade até agora estava realmente impressionada como ele ainda não tinha sido pego em um fogo cruzado. Ministério da Magia em peso atrás dele e os servidores das trevas também querendo sua cabeça. REALMENTE Charlus Potter devia ser tão bom quanto Moody o pintava.

Muita coisa estava acontecendo pelo mundo. As notícias e o medo se espalhando como uma doença. Mais de trinta marcas negras surgindo no céu por toda a Europa, assassinatos, desaparecimentos de trouxas na Inglaterra a números assustadores e as autoridades trouxas não conseguindo explicar metade destes crimes em um país que é mundialmente famoso por ser pacifico e ter uma taxa de criminalidade quase nula, ter tantas mortes e desaparecidos assusta a população. E isso é uma pequena e bem fina fatia do grande bolo de atrocidades comandadas pelo Lorde das Trevas.  

Tecnicamente ela sabia, aquele corpo em meio ao ministério era um lembrete de que mesmo sendo acusado, Charlus Potter estava a solta, e combatendo a tirania do Lorde Negro mesmo com todos dizendo que ele estava do seu lado. Isso era encorajador, mesmo a ela uma simples estagiária. Fechou os arquivos e os enfeitiçou para que só ela pudesse abri-los. Nunca deixava nada pessoal a vista, e muito menos ali, em pleno covil de bruxos onde haviam bruxos com reputação duvidosa. Sabia que agora as coisas iriam se complicar ainda mais pois Potter estava agindo livremente e o Ministério não tinha o controle sobre isso. Moody provavelmente precisaria de seus serviços, era melhor se apresentar a sala dele. Pegou inúmeras correspondências e saiu as distribuindo pelas mesas e corredores. Olhos e ouvidos abertos, mente e boca fechados, como dizia Moody.

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Mais uma vez as aspirais de neve batiam nas janelas geladas, e com elas o natal estava se aproximando. Como todos os anos, Hogwarts tinha em seu salão principal as enormes árvores de natal. Sem mencionar as inúmeras guirlandas de azevinho, franjas metálicas e é claro, ramos de visgo que pendiam nas passagens. Sarah cansou de ver Mandy e suas comparsas fazendo vigia embaixo das passagens somente a espera que o azevinho aparecesse no exato momento que passasse alguém interessante. A jovem não podia dizer que estava bem, sabia que James e Sírius não passariam as festas na escola, e até onde imaginava, iriam era fugir para Godric’s Hollow. Pensou até em contar para alguém mas tinha certeza de que Dumbledore e Minerva já até tinham desconfiado. James estava arredio demais, nervoso demais, SEM mencionar que às vezes, ela mesmo tinha vontade de dar-lhe uns cascudos. Por mais que tentasse, Luy, o gato endiabrado de James fazia todo o possível para lembrar-lhe de que ele estava por perto.

Constantemente encontrava o gato em cima de sua cama, ou ele aparecia do nada com a rosa que James lhe dera. Sarah não sabia se essa atitude lhe fazia bem afinal, embora a rosa não murchasse e ela sabia que estava encantada, ela lembrava o dia em que o perdera. Tentava manter a rosa escondida em seu malão mas SEMPRE ela tornava a aparecer diante de suas vistas não importava o que ela fizesse. Por fim, acabou por desistir de escondê-la e a acomodou ao lado da mesinha de cabeceira. Ninguém além de Olivia sabia a função da flor, e por esse motivo ela encantou uma redoma de vidro, assim somente ela poderia tocá-la.

— Estou começando a sentir falta de quando você mantinha a cabeça dele no lugar... – disse Remus naquela manhã enquanto iam para o salão principal. Novamente James e Sírius estavam em reunião com Lorigan a portas trancadas e ele e Peter estavam acompanhando ela e Olivia. Peter como sempre pegando tudo o que via pela frente enquanto eles apenas o observavam enquanto se sentavam a mesa - ... vai com calma aí Wormtail ou vai acabar se engasgando.

— E porque acha que eu era a responsável? – perguntou a garota enquanto pegava uma torrada e colocava em seu prato – James sempre foi dono do próprio nariz Remus, você conhece ele melhor do que eu.

— Por isso mesmo estou dizendo... por conhecer aquele cabeça de vento... – respondeu o garoto bebendo um gole de suco.

— Ainda não acredito que mamãe vem me buscar... – lamentava Olivia em meio a um suspiro - ... queria poder ficar...

Sarah sabia que o real motivo de Olivia querer ficar era porque Remus também ficaria, no entanto não disse nada. Remus apenas dera um pequeno sorriso.

— Não se preocupe Olivia... – disse ele - ... Sarah não vai estar sozinha, e eu prometo que não vou deixar ela azarar ninguém enquanto você estiver fora.

Olivia dera um sorriso meio sem graça e enfiara uma colherada generosa de mousse de abacaxi na boca. A professora McGonagall passara como sempre mesa por mesa perguntando quem iria passar as festas na escola, e assim que chegou perto do grupo sorriu. - Porque não vejo os senhores Potter e Black?

— Estão com o professor Bruce... – respondeu Remus – precisa que entregue algum recado professora?

— Pode me fazer esse favor Sr. Lupin... – disse a professora- Só os avise para irem ver o professor Dumbledore sim?

— Claro... pode deixar... – disse ele com um sorriso. Limpou sua boca com o guardanapo – Vejo vocês depois... Venha Peter...

Dera um beijo no rosto de Olivia e depois no de Sarah, o que deixou as duas meninas um tanto surpresas.

— Vai ficar Srta. Hornby? – perguntou a professora a Olivia e ela negou com a cabeça – Meus pais vem me buscar, mas se pudesse ficaria.

— Ora... não seja tão dramática... – disse a professora com um sorriso - ... é só um feriado, então olhou para Sarah com um sorriso doce no rosto – Você vai ficar não é Srta. Perks?

Sarah então confirmou com a cabeça enquanto terminava de beber seu suco, o que fez a professora abrir ainda mais o sorriso.

— Que ótima notícia... as festividades de Hogwarts são sempre lendárias... – disse a professora e então vendo a fisionomia de Sarah curvou-se um pouco - ... e só para nível de informação, a Srta Wilson irá para a casa dos tios em Londres por isso você terá um bom descanso...

—  Obrigado professora Minerva.. – respondeu Sarah realmente agradecida, só de pensar que não precisaria ouvir a voz de Mandy por no mínimo uma semana já estava de bom tamanho.

— E espero que as senhoritas estejam prontas... – respondeu ela com um sorriso ainda maior - ... pois esse final de semana começam o torneio de duelos, torçam pela Gryffindor... e aproveitem o passeio em Hogsmeade amanhã...

— Vai ter um passeio ao vilarejo? – perguntou Olivia confusa – Pensei que era a cada trimestre?

— Bem... – disse ela calmamente - ... o professor quis recompensar os alunos dando esse privilégio... e além disso muitos querem comprar seus presentes de natal..– então encarou as meninas por detrás dos óculos - ... espero que não haja inconvenientes dessa vez... pois sabe muito bem Srta Perks... Se sair um dedinho da linha, esqueço o bem que faz ao nosso time de quadribol e lhe envio pra casa!

— Com certeza não vai haver... -  disse Sarah com um sorriso sincero.

As duas confirmaram com a cabeça. Sempre passava as festividades com seus avós, mas com todo o carnaval que o Ministério estava fazendo e o pânico que esse que se intitulava Lord estava causando, bem, seus avós acharam que seria mais seguro que Sarah permanecesse na escola. Eles confiavam plenamente em Dumbledore e sua capacidade de proteger a escola. Sem mencionar que Hogwarts era o lugar mais seguro do mundo, com exceção de Gringots, o banco dos bruxos. E também com a chegada das festividades vinha com ela a ida a Hogsmeade, da última vez tinha tido problemas com os Sonserinos e dolorosamente tivera de cumprir vários dias de detenção. - E então... – disse Alice saltitando no banco - ... quem se candidata a ir comigo achar um presente de natal para o Frank?

— Por mim tudo bem... queria comprar algo para o Remus antes de ir para casa... – respondeu Olivia e então ela olhou para Sarah que apenas fingiu não ouvir. – Quer dizer, podemos comprar na volta não é Alice? Porque não fizemos a tarde das garotas? Acho que a Sah precisa de um tempinho com a gente.

— Olha meninas... – disse Sarah dando um suspiro, não é porque ela não estava mais com James Potter que elas deviam se privar de alguma coisa que gostariam de fazer. – Estou bem é sério... só quero ir ao três vassouras e beber o maior copo de cerveja amanteigada e me acabar naqueles bolinhos de côco com abóbora que só a Madame Rosmerta sabe fazer.

A garota sentiu um incômodo quando viu as duas amigas trocarem olhares e lhe darem um sorriso. “Aquele” tipo de sorriso que os amigos dão quando sentem pena de você. Sarah sabia que isso não era de propósito, mas também não gostava nem um pouco de que a olhassem daquela forma, com certeza elas não tinham a intenção mas infelizmente isso a machucava, querendo ou não. Estava decidida a mudar de assunto quando viu Lily chegando.  Sua fisionomia parecia de alguém doente, uma coloração escura embaixo dos olhos, os cabelos que sempre eram lustrosos e brilhantes pareciam desleixados, fora o desalinho do seu uniforme.

— Que cara é essa Lily... – perguntou Olivia preocupada - ... você parece doente.

— Estou bem... – disse a ruiva um tanto incomodada com a pergunta - ... não sei porque todo mundo me enche perguntando se estou bem...

— Talvez por se preocuparem com você... – respondeu Sarah com azedume - ... ao contrario do que você vêm fazendo...

Sua paciência já não era das boas e se  tinha algo que Sarah jamais admitia era esse tipo de comportamento agressivo. Principalmente com Olivia que tanto se preocupava com ela. Não conseguiu ouvir o que Lily resmungou, na verdade sentiu foi um baque em suas costas. Olivia apenas dera um grito. Algo um tanto gosmento e meio quente começou a escorrer pelas costas da garota e Olivia prontamente já estava em pé.

— Ohhh me desculpe Perks... – a garota ouviu a voz esganiçada de Mandy que se aproximava – Estava treinando o feitiço de levitação e bem o vento o soprou para longe...

— Ahhh com certeza foi isso... – disse Sarah se levantando e sentindo o rosto queimar - ... se estivéssemos nos jardins quem sabe mas aqui? Você nem faz questão de mentir não é boneca inflável!

— Do que foi que você me chamou? – perguntou Mandy agora fulminando o olhar o que fez com que Sarah empinasse o rosto e a encarasse.

— Agora precisa que eu limpe os seus ouvidos?  BONECA INFLÁVEL – respondeu Sarah entoando a voz e falando claramente para que todos ouvissem -  ou quer que eu desenhe para quem sabe ser mais fácil de entender?

— Ora sua... – Mandy ameaçou puxar a varinha mas Sarah acertou-lhe foi um soco no meio do rosto fazendo a garota cair no chão.

— Sua o quê???? – Não sabia que podia chegar a esse extremo principalmente nesses dias, sua paciência estava no limite. – Vai... fala logo porque minha mão está coçando para acertar sua cara outra vez.

—SENHORITAS... O QUE PELAS BARBAS DE MERLIN ESTA ACONTECENDO AQUI??? – disse o professor Flitwick que corria entre os alunos com a varinha em punho – Como duas damas podem cair tão baixo assim...

— FOI ELA PROFESSOR... – começou dizer Mandy mas ela foi interrompida por Olivia.

— Deixa de ser besta Wilson, Sarah só te acertou porque você jogou isso nela... – Olivia pegando o que parecia ser um pote de sobremesas do chão e mostrando.

— Não importa como isso começou... – disse agora o professor Lorigan que entrava no local, sua cara de poucos amigos mostrava o grande auror que ele havia sido antes de começar a lecionar. - ... detenção para duas.

Mandy até tentou argumentar mas o olhar do professor Lorigan a fez encolher.

— EU DISSE AS DUAS... SRTA WILSON... estão proibidas de ir a Hogsmade amanhã, está claro? – disse ele.

— ÓTIMO...- disse por fim Sarah, pelo menos assim Olivia e Alice poderiam ir procurar os presentes para Remus e Frank sem precisar se preocupar com ela. Não queria ser má com as garotas, mas realmente estava sendo difícil manter-se “firme” quando tudo parecia estar desmoronando.

— Mas professor Lorigan... – tentou contestar Olivia mas Sarah a impediu.

— Deixa Olivia... era exatamente isso que a Wilson queria.. – disse ela massageando os nós dos dedos. Ninguém havia lhe dito que dar um soco em alguém podia doer tanto. – Só não contava que ela também ficaria de molho... eu não sei você mas eu vou voltar para a torre.

— Srta Perks... – ouviu a voz do seu professor de DCAT e então parou.

— Sim professor... – disse ela já apontando desanimo, não queria demonstrar desrespeito mas já estava farta de olhares de canto, das teorias mirabolantes do porque motivo tinha acabado seu relacionamento com James e pior ainda, a pena que pareciam estar sentindo por ela.

— Eu sei que as coisas não devem estar sendo muito fáceis... – começou ele, mas pela cara com que ela o encarou o homem apenas deu um sorriso - ... não, eu sei que está cansada de ver as pessoas lhe dizendo que tudo vai ficar bem, que não é fácil... mas se serve de consolo...Faz muito tempo que Wilson estava merecendo isso... então... 20 pontos para Grifiória...

— Está me compensando por não me deixar ir a Hogsmeade? – disse ela cerrando os olhos e então viu o professor se aproximar mais dela com um sorriso matreiro nos lábios.

— Tenho certeza de que a Srta. Vai arrumar uma maneira de ir.. – e então ele sorriu ainda mais - ... só tome muito cuidado...

Sarah ficou sem entender direito o que o seu professor estava tentando lhe dizer, mas não o questionou. O viu sumir de vista no final do saguão e Olivia parar ao seu lado.

— O que é que ele quis dizer? – perguntou ela e Sarah deu de ombros, talvez ele achasse que por estar tão próxima dos marotos, bem, poderia conhecer alguma “marotisse” que a levasse em segurança para fora do castelo sem que ninguém notasse.

— Sei lá... – respondeu ela dando de ombros - ... bem eu vou tirar logo essa meleca antes que comece a atrair formigas...

Subiu as escadarias tão rápido que mal se deu conta quando chegou a entrada com o retrato, tanto que quando foi dizer a senha a porta praticamente escancarou-se e dera de cara com James. Este dera apenas um sorriso sem graça e seguiu seu caminho rapidamente sem ligar para um Sírius Black que vinha a passos largos atrás.

— Ah... olá minha linda e adorável... – então ele empertigou o nariz como se estivesse farejando - ... e porque não dizer doce leoa...

— Doce? – perguntou ela.

— Sim... – então ele virou-a para ver suas costas - ... doce de caramelo inclusive...

— Ah... isso... – então deu de ombros mais uma vez - ... Wilson achou legal praticar Wingardium Leviosa em um alvo...

— Ela voltou a te encher? – perguntou ele cruzando os braços e escorando-se no portal – Você sabe que eu posso colocar tinta permanente no shampoo dela não é? Ou poção para remoção de pêlos...

— Sabe que eu até já pensei nisso... – respondeu ela e então viu o olhar sério dele, sabia que ele faria mesmo sem ela pedir - ... esquece isso, eu já me acostumei e se quer saber... acho que depois do soco de direita que eu acertei nela, bem... duvido que ache algum feitiço para camuflar aquele olho roxo.

— Isso com certeza vai fazer ela parar de enfiar aquele nariz empinado onde não lhe diz respeito... – respondeu Sírius, e então viu a garota não parecer nada animada - ... mas para quem deu um belo soco em Wilson você não me parece muito satisfeita...

— Por conta disso não vou a Hogsmeade amanhã... - respondeu ela, não que estivesse muito animada para ir mas, talvez pudesse se divertir comprando algumas coisas para sua vassoura. Só ela sabia o quanto precisava de luvas novas. - ... mas se serve de consolo... Lorigan me deu 20 pontos por socar a Wilson...

— Bem... não é a única a ter que ficar então... – respondeu ele cruzando os braços – nosso querido capitão quase duelou com um sonserino nas masmorras agora pouco.

— E por que? – perguntou ela curiosa mas logo acrescentou – Bem, digo... não que se precise de muito para acertar uma cobra...

— Eu sei... mas você sabe pelo que ele anda passando, então... provavelmente falaram algo sobre a família dele... o resto... você já deve imaginar... mesmo porque pegaram pesado naquele profeta diário na edição de hoje...  – disse ele com um suspiro - ... se serve de consolo minha priminha também foi pega pela McGonagall. Parece que tentou “brincar” com um primeiranista... mas eu acho que a “Mimi” só a pegou para se vingar de Slughorn por ter posto o galhudo em detenção, não que isso nos impeça de ir ao vilarejo... – então dera uma piscadela que a fez rir.

— Lorigan deu a entender “que eu também poderia dar um jeito” – disse Sarah dando de ombros - ... como se eu pudesse sair sem ser vista... ainda não aprendi o feitiço de invisibilidade... e muito menos tenho alguma capa...

— Você não... mas conheço alguém que tem... – disse Sírius com um sorrisinho sapeca nos lábios.  – Vou atrás do galhudo antes que faça alguma besteira... – dizendo isso dera um beijo estalado na bochecha da garota e saiu correndo pelo corredor. Sarah já estava se acostumando a esse tipo de tratamento tanto que não se impressionava. Girou nos calcanhares e subiu para o dormitório das garotas para tomar um banho decididamente pensar no que poderia fazer sobre a visita ao vilarejo.

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O tão esperado dia  dos duelos finalmente havia chegado. Cada casa com seus respectivos representantes faziam do castelo seus "outdoors" particulares, tanto que  assim que passavam pelas portas do saguão de entrada, havia uma tapeçaria enorme com a cara de Phillipa Carlson sorrindo para todos. Sarah levou um susto logo que acordou aquele domingo e dera de cara com uma grande tapeçaria com o rosto de Ralph Meminger pendendo em uma das paredes do terceiro andar. A vitória lufana sob a casa dos leões já não era mais assunto. Ok, Gryffindor ainda estava com o orgulho ferido, e por vezes nenhum dos leões preferia abrir o bico sobre quadribol, tanto que quando no dia anterior  o resultado do sorteio dos duelistas saiu foi praticamente como se fosse uma revanche. Sarah tinha coisas mais importantes na sua cabeça para ligar para esse tipo de coisa, Tobbias Toft e Brigite Colle tinham praticamente desaparecido. Lembrava-se de ter visto Tobbias ser retirado da aula de poções porque sua mãe havia sido encontrada morta, depois disso não o vira mais na escola. As coisas realmente estavam tomando proporções enormes, o que queria dizer que estava cada vez mais perigoso.

— Eu já disse e vou repetir... – dizia Olivia enquanto desciam para o salão comunal naquele domingo, a visita a Hogsmade tinha sido antecipada para a manhã já que a tarde começaria o torneio -  ... como tiram o pessoal da escola se Hogwarts é o lugar mais seguro do mundo?

— Bem...  - respondeu Emme agora enquanto iam para o salão principal - ... tecnicamente vocês não tem visto Dumbledore não é?

Realmente, fora o dia em que foram anunciados os escolhidos para os duelos, bem, Sarah não se recordava de ter visto o diretor de Hogwarts com muita freqüência. Sabia realmente que as coisas estavam complicadas, e também sabia que o bruxo era um dos mais influentes, mesmo que não concordasse com o Ministério abertamente, muitas famílias levavam sua opinião em consideração.

— Vocês souberam do Ken Carter? – perguntou Alice que acabava de lhes alcançar, todas as meninas sacudiram suas cabeças e então a garota as puxou para um espaço longe da entrada do salão principal. O rosto de Phillipa Carlson sorridente balançando acima delas.

— Não sei porque mas esses cartazes dão a impressão de que estão sempre nos vigiando. – Advertiu Olivia enquanto se afastavam ainda mais, estavam quase dentro de um dos armários de vassouras.

— Agora desembucha Godofredo.... – ordenou Emme em tom de brincadeira.

— Não sei a quem se refere como “Godofredo”... – disse Alice dando de ombros, fez sinal e as meninas se aproximaram mais. – Vocês sabem que Carter é meio estranho né... – elas então confirmaram com a cabeça - ... digo, estranho de ter um olhar cruel, muitas vezes até Frank dizia que ele tinha um pé nas artes das trevas... mas eu nunca...

— khamham... – fez Emmeline interrompendo o raciocínio de Alice fazendo-a voltar a conversa - ... sim, sabemos de quem você está falando.

— Bem... estava no banheiro quando ouvi a Anabel Midgeon dizer que o tiraram da sala de Herbologia. Dois homens do Ministério...- então ela baixou ainda mais o tom de voz – Parece que o corpo do tio do Carter apareceu “misteriosamente” em pleno saguão de entrada do Ministério em frente uma lareira.

— Mas como é que o corpo de alguém simplesmente aparece em baixo dos bigodes do Ministro e ninguém sabe quem foi? – perguntou Emmeline e então Sarah começou a pensar. Um corpo aparecendo em pleno Ministério, James tendo quase duelado com um sonserino a ponto de ser proibido de ir a Hogsmade... não era preciso ser um Corvino para juntar que um mais um eram dois.

— Aposto que atribuíram esse fato ao Sr. Potter também não foi? – perguntou Sarah e as três a encararam curiosas – Encontrei Sírius e James ontem... James mal me cumprimentou... – então quando o olhar delas mudou Sarah rapidamente falou o que queria - ...bem, Sírius disse que o Potter havia sido suspenso do passeio a Hogsmeade por ‘quase” ter duelado com um sonserino... aposto minha coleção de figurinhas de quadribol que o bruxo nas masmorras com quem ele “quase” duelou era o Carter.

— Mas porque James duelaria com aquela minhoca se sabe que podia tomar uma detenção? – perguntou Alice.

— A questão é... – disse Olivia - ... sabemos que o Carter andava pra cima e para baixo com o trio “maravilha” MMB.

Alice encarou Olívia e então Sarah tomou a palavra.

— M M B – Malfoy, Mayfair e Black... – disse ela encarando as três - ... os vi juntos aquele dia em que fomos a Hogsmeade... lembra Olivia? – a menina então confirmou com a cabeça – Pareciam muito suspeitos – acrescentou Olivia e então Sarah continuou – Carter estava conversando com Malfoy e Mayfair, parecia uma “reuniãozinha” na frente da Zonkos. Não é de hoje que sabemos que os Carter lidam com artes das trevas e são bem “a favor” das idéias desse maluco que se intitula Lord.

— Mas porque James se meteria a besta... – respondeu Emmeline agora encarando as três - ... todo mundo sabe que os sonsos, principalmente aquele quarteto de varinhas está recrutando gente na surdina. Estão até mais “oriçadinhos” desde que esse “novo ministro” foi nomeado...

— Fala baixo Emme... – advertiu Olivia mas a garota sempre disse e fez o que quis e não ia ser agora que mudaria .

— Tá, tá... – respondeu Emme contrariada.

— Bem, Remus disse que ele não anda muito bem... – disse Olivia e então Sarah percebeu os olhares para ela, não que elas a estivessem culpando mas tinha algo haver com a separação, com certeza.

— Escutem bem... – começou Sarah – James Potter é e sempre foi dono do próprio nariz, ter o pai caçado como um traidor, suspeito de assassinato e com certeza agora “assassino” não faz bem aos miolos de ninguém...  então acho melhor a gente abrir bem os olhos,  limpar bem os ouvidos e começar logo aquele grupo de estudos antes que a poção exploda na nossa cara antes que possamos ter o antídoto.

As meninas concordaram com a cabeça. Não tinha comentado nada mas conforme o dia do primeiro duelo se aproximava, algo dentro de Sarah crescia e não era algo bom. Não sabia explicar com clareza mas temia que algo acontecesse com James. Embora muitas vezes tentasse ignorar isso, era mais forte do que ela imaginava. Depois do delicioso café o qual Sarah não conseguiu engolir nada, a agitação pelos duelos começava a tomar formas distintas. Cada casa com seus campeões e gritos de guerra e as costumeiras provocações. Sarah e Olivia tiveram que correr quando passavam pelo corredor na Ala inferior Oeste, indo para o pátio na torre do relógio pois uma chuva de tinta amarela e preta começou a cair no meio do  corredor.

— Aqueles texugos de uma figa... – ralhava Olivia passando a mão pelos cabelos e notando uma mexa amarela se misturar com uma mancha preta – Vou levar uma eternidade para tirar isso.

— É só usar poção de limpeza que sai... – disse Amos com seu sorriso encantador - ... eu avisei para pararem mas quem disse que eles me ouvem?

— Poxa... pensei que você fosse o monitor... – argumentou Olivia e ele então fizera uma careta.

— Se não ouvem nem mesmo Sprout... que é nossa diretora... imagine a mim que sou só um monitor... – respondeu ele dando de ombros - ... espero que estejam a fim de uma cerveja amanteigada... pois esta me devendo uma Perks... – o garoto olhou para Sarah e dera uma piscadinha. Olivia então a encarou como se estivesse perguntando que “raios aconteceu ali.”

— Que? – perguntou Sarah.

— Hãhã... não tem nada que queira me contar? – perguntou Olivia.

— Ah... isso? – disse ela apontando para o garoto que andava com um grupo de meninas dando risinhos atrás dele – Se lembra quando preferiu ficar com Remus a ir jogar quadribol comigo? Bem... Alice convidou Frank, que convidou o Amos...  garotas contra rapazes... – disse Sarah enquanto desviava de mais um pessoal corvinal que parecia animado - ... e como pode perceber... as meninas perderam... então, tecnicamente estou devendo uma cerveja a ele. –Olivia lançara a ela “aquele olhar” o que fez Sarah parar de andar a meio caminho e encarar a amiga – O que é Olivia?

— Isso não é “tecnicamente” um encontro? – disse ela cerrando os olhos e arqueando uma de suas sobrancelhas.

— Não...  – respondeu Sarah agora séria, ela já tinha tido experiência suficiente com um garoto para se jogar de cabeça novamente em outro relacionamento, fora que o que sentia por James duvidava conseguir sentir por qualquer outro garoto. – Olha Oli, eu sei o que sinto aqui... – e colocou a mão no peito – não é algo que simplesmente vai desaparecer só por conta de um sorrisinho bonito.

— Tudo bem... desculpe... – disse Olivia com um suspiro - ... eu devia ser um tantinho mais solidária. Não deve ser fácil...

— E não é... – respondeu Sarah com um suspiro triste, por mais que o tempo passasse, tivesse envolvida com quadribol, Niems e seja lá mais o que tivesse por vir, não conseguiria esquecer o que havia vivido com James nesses poucos meses que estiveram juntos. – venha... vamos tirar essa tinta toda já estou me sentindo uma texuga por tabela... além disso você e Alice tem de ir a Hogsmade não é?

— Ah claro... – disse Olivia com meio sorriso - ... mas não acho justo que você tenha que ficar aqui trancada por que a WILSON BANCOU A IDIOTA COMPLETA... – essas últimas palavras Olivia teve o prazer de dizer alto e claro pois Mandy descia as escadas. Esta apenas empinou o nariz, passou por ela e dera um sorrisinho “maligno” por assim dizer a Sarah,  a garota simplesmente a encarou no mesmo nível enquanto entravam na sala comunal. Foi então que viu James parado conversando com Sírius, Remus então se aproximou das duas com um sorriso.

— Corredor da Ala Oeste? – disse ele vendo o estado em que as meninas se encontravam.

— Está tão visível assim? – comentou Sarah, pode perceber que James nem levantara os olhos, continuava a ler atentamente alguma coisa. Sírius falava baixo e parecia sério enquanto o outro somente o ouvia. – Vai dizer que não gostou do “look texugo”.

— Olha sinceramente... – disse ele agora olhando para Sarah e depois para Olivia – vocês ficam lindas de qualquer maneira, mas confesso que prefiro vocês sem as cores do adversário. Sarah pode notar que o resto de Olivia ficara ruborizado. – Animadas com a visita surpresa a Hogsmeade?

— Bem... a Olivia está... – respondeu Sarah dando de ombros.

— Ah deixa de besteiras, já te disse que se você não pode ir... eu também não vou... – respondeu Olivia com azedume, Remus olhou de uma a outra em busca de explicação e Sarah foi quem respondeu. – Pode agradecer a Wilsson por isso...

— Foi você quem meteu um soco nela... isso explica os falatórios nos corredores... – respondeu Remus.

— MOONY.... VEM AQUI.... – ouviram a voz de Sírius que então acenou para as duas.

— Bem nos vemos depois... – disse Sarah subindo as escadarias para o dormitório. A única coisa que pensou foi deixar Olivia e Remus sozinho para ver se ele a convencia em ir. Ainda arriscou um olhar para James a um canto da sala antes de entrar totalmente no dormitório feminino. James parecia ainda mais concentrado seja lá no que fosse que estava lendo. Meneou a cabeça enquanto entrava no seu dormitório agora um tanto quanto na penumbra. Não havia sol naquele dia estranhamente nublado devido ao frio intenso. Estava tão absorta em seus problemas que mal notara o tempo do lado de fora. Bem, gostaria de fazer alguma coisa por James mas se ele não queria sua ajuda, então era melhor ficar longe. Mesmo porque doía-lhe o coração vê-lo e não poder fazer nada.

“Mas você poderia ajudá-lo como?” – aquela mesma vozinha de sempre importunando sua mente.

Ela não tinha a mínima noção de como poderia ajudar, talvez dando o apoio e a amizade que ele precisasse já seria um bom começo. Mas parecia que ele fazia o possível para que ela se mantivesse o mais longe possível. Evitava qualquer contato, até mesmo um simples “Oi”. Isso a deixava triste e porque não dizer magoada? Era como se o que tivessem vivido não passasse apenas de “mais um caso”, mas o que ela “Sarah Perks” sentiu, e ainda sentia ela sabia que não tinha sido isso. E sentira nos próprios lábios que James falava a verdade, então porque motivo essa indiferença toda? Estava correndo tanto perigo assim a ponto de fingir que ela não existisse?

Tinha de confessar que isso realmente a deixava frustrada. Entendia os motivos, mas era difícil, muito difícil aceitar isso. Enrolou-se na toalha, saiu do banheiro e seguiu para o seu malão. Estava procurando uma roupa confortável afinal iria passar a manhã toda e até parte da tarde na torre e somente ao entardecer começaria o torneio, quando sentiu algo roçar em suas pernas. Abaixou os olhos e viu Luy, o  gato de James ronronando.

— Oh... olá Luy... – disse ela com um sorriso, podia até não falar com James mas adorava aquele gato gorducho. - ... se está procurando por atum, bem... vai demorar um pouco para arranjar já que Wilson não dorme mais aqui...

Luy então seguiu até a cama onde ela dormia saltou e parou ao lado de um embrulho. Era estranho, não lembrava-se de ter visto nada sobre a cama antes de entrar para o banho. Luy então empertigou-se como um pavão e colocou a patinha sobre o pacote prateado. Ele olhava dela para o pacote, e do pacote para ela.

— Isso é para mim? – perguntou e ele pareceu sorrir (gatos podem sorrir?), bem se aproximou da cama e então abriu o embrulho, nele havia uma capa prateada, o tecido parecia tão fino e leve que a garota teve de tocar para saber se realmente era um tecido. Pegou-o com as duas mãos e o levantou. Tecnicamente ela não era alta” mas com certeza a capa podia lhe cobrir inteiramente. – Uma capa? – Olhou novamente o tecido e do tecido para o gato que ainda estava sobre sua cama – Acho que ela não vai me proteger do frio intenso lá fora Luy... – Ele dera um miado e um chiado como se tivesse lhe dando uma ordem. Sarah então girou os olhos nas órbitas, fez um movimento circular e a colocou sobre os ombros olhando-se no espelho. No que a capa cobriu seu corpo ela dera um salto para traz e um pequeno grito. – LUY.. ISSO É... ISSO É... – então com o braço afastou um pouco descobrindo sua mão – é uma capa de invisibilidade... mas como...

Demorou um pouco até que ela finalmente começasse a pensar com clareza, o gato era de James, obviamente a capa também era. Ela então encarou o gato por alguns instantes, olhou para o embrulho, nenhum bilhete, nem ao menos um “divirta-se”.

— Olha Luy eu agradeço mesmo... – começou ela a dizer e então Olivia entrou no quarto e dera um grito que acabou fazendo Luy saltar para debaixo da cama.

— Você quer me matar do coração? – perguntou ela e então se aproximando com o dedo indicador esticado cutucando a cabeça flutuante de Sarah. – Mas o que...

— Luy me trouxe... acho que James deve ter ficado com pena e... – disse ela tirando a capa de cima dos ombros - ... o mandou trazer ela a mim...

— É OBVIO não é? – disse ela com um sorriso que a muitos dias Sarah não via em seu rosto – Por que será que ele enviou isso a você?

— Porque não quer dividir a torre da Gryffindor comigo? – perguntou Sarah dobrando a capa com dificuldade, o tecido era muito fino, tinha medo de que ao menor descuido ele fosse rasgar.

— Deixa de ser besta... – respondeu Olivia, um brilho nos olhos que a fez sentir uma fisgada no estomago - ... Ele quer que você vá ao vilarejo... talvez queira um encontro com você sem os olhos daqueles abutres do ministério.

— Olha Olivia... – quis tentar questionar Sarah, ela tinha ouvido da própria boca de James que não era seguro para ela terem alguma coisa, tanto que nem ficavam no mesmo local se não fossem obrigados, então porque motivos, ele mandaria ela a Hogsmade para um encontro? – Isso não faz sentido... eu te contei sobre os motivos dele...  – mas Olivia parecia não a ouvir.

—Então vai ficar com essa cara ou vamos pra Hogsmead?- perguntou Olívia

Sarah levantara a cabeça com uma das sombrancelhas arqueadas, Olívia sabia que ela não podia ir, estava em detenção e se algum professor a visse estaria realmente fazendo as malas para casa. Sem falar, que já tinha sido advertida com um "Se sair um dedinho da linha Srta. Perks, esqueço o bem que faz ao nosso time de quadribol e lhe envio pra casa!" que havia saído da boca da professora Minerva.

— Ora vamos vai ser divertido enganar aquela "gata velha do Filch"  vamos vai ser como nos velhos tempos ande anime-se!

Olívia atirou-se sobre a cama enquanto Sarah agora colocava seus pensamentos para funcionar, nunca se entregara sob qualquer situação, nem mesmo quando seus pais haviam morrido, porque abaixar a cabeça agora? mas não podia fazer muito por ele a não ser esperar. Então, que esperasse com as amigas.

—Vamos cadê sua coragem vamos mostrar a Godric Gryffindor suas leoas audaciosas e valentes...

A jovem então desviara os olhos para o espelho enquanto ouvia a voz retumbante da professora Minerva em seus ouvidos.

— Vamos não desanime é isso que aquela imbecíl da Wilson quer, nos levar pra baixo se desanimar ela vence...

Por um lado era exatamente a reação que estava tendo que deixava os sonsos(e Mandy) realmente mais poderosos, não tinham coração então o que pudessem fazer contra os sentimentos alheios eles fariam e ela, demonstrando tanta fraqueza seria a primeira a cair, e isso ela não se perdoaria. Virou-se rapidamente e encarou Olívia.

— Eu sei Olívia... mas você se lembra do que a Minerva disse se eu saísse um único dedinho da linha... - disse ela com pesar - ... e mesmo que possamos ir, a lista de professores é enorme e a maioria está lá de vigília, com a minha sorte eu daria de cara com a Minerva na primeira esquina... - então sentiu algo se roçando em suas pernas e viu Luy, mesmo o gatinho lindo de James estava lhe mandando ter alguma diversão. - Bom... pensando bem... acho que um passeio não faria mal.... - então após fazer um carinho no gato ela pegou a capa e olhou com um brilho maroto nos olhos - ... Isso se não se importar em fingir que está sozinha...

Nada mais as segurava então, próxima parada, ruas de Hogsmeade. Rapidamente vestiu seu Jeans, pelo menos umas 3 blusas, jogou o casaco de inverno vermelho por cima. Calçou as botas de neve e habilidosamente amarrou os cabelos em um rabo de cavalo, não precisava de muita produção afinal, estava sendo praticamente contrabandeada para fora da escola embaixo de uma capa de invisibilidade.  O plano não era muito difícil, esconderia a capa dentro do casaco, e acompanhara Olívia até os jardins, Luy a acompanhou em cada passo que dava. Fingira estar entediada em ter de ficar e seguiria com Olívia contornando o lago com a desculpa de sentar-se sob as sombras das árvores da margem e fora lá que “supostamente” ela desapareceu. Jogara a Capa por sobre ela mesmo assim era mais fácil de se locomover sem esbarrar em algum aluno. O caminho não era tão longo mas,  Sarah fez  o papel muito bem fingindo se despedir-se de Alice e Olivia e voltando momentos depois as encontrando nos portões entre as duas enormes estatuas de Javali. Quando sentiram que tudo estava livre começaram a andar, Sarah segurou firme a capa de James que Luy havia lhe trazido. Não sabia se era certo pegar assim sem permissão mas estava desesperada para tirar essas preocupações da mente e principalmente tentar se divertir um pouco.

Como a maioria dos alunos já estava no vilarejo não fora difícil ela e Olívia saírem, Luy como sempre caminhando ao seu lado, dando a impressão de que acompanhava a amiga. Falavam baixo, afinal, Olivia estava supostamente sozinha, então não podia se arriscar a fazer com que a amiga parecesse uma doida varrida conversando sozinha. O caminho estava basicamente com poucos alunos, a maioria já tinha ido mais cedo para lá acompanhado diretamente dos professores.

— Vamos mais devagar... – disse ela de repente olhando para Olivia por baixo da capa e segurando seu braço. Vira um pouco mais a frente a professora Minerva e isso dera-lhe um frio no seu estomago sem falar no desconforto por estar traindo de certo modo sua confiança. Estava em detenção, não devia ir a Hogsmeade mas precisava arejar as idéias um pouco, afinal era uma garota de 17 anos não é?

Reduziram o passo até que chegaram na entrada do povoado, assim como Sarah, Olívia também pareceu parar ao ver o estado em que o vilarejo estava. A fachada da Dedos de Mel estava destruída, embora seu interior estava apinhado de alunos, seu exterior estava parcialmente destruído. Também havia algumas janelas da Zonko’s com tábuas, e até mesmo o Três vassouras ao longe, tivera o telhado parcialmente destruído. Havia muito entulho em alguns pontos, principalmente perto dos correios.

— Resquícios da última batalha... – murmurou para Oli que meneou a cabeça concordando. Agora sabiam o motivo pelo que a professora Minerva ficara tão zangada por conta do duelo feito por eles na primeira visita do ano.

Sarah não podia arriscar-se a ir a um lugar muito cheio, estava invisível mas mesmo não aparecendo aos olhos, era extremamente sólida se caso esbarrassem nela. Advertiu Olivia com isso. Esperaram que a professora desaparecesse na curva que levava ao três vassouras e então, sorriu embora soubesse que Olívia não veria.

— Então.... para onde nós vamos? – perguntou ela. Por mais que tentasse parecer contente havia uma sombra crescendo em seu coração e ela não sabia direito como explicar. Tinha certeza de que estava quase virando um zumbi, embora por fora parecesse normal, por dentro estava reduzida a pó.

 

“Pelas barbas de Merlin, você poderia ao menos fingir se divertir? Esqueça aquele garoto pelo menos hoje!” – repreendia-se ela, mas como apagar da memória alguém que estava realmente gravado “a ferro” em seu coração?

— Não disse que queria comprar um presente para o Remus? - Tentou disfarçar em sua fala, passando um pouco de animação embora seu coração não estivesse tão animado quanto ela gostaria. A animação a sua volta chegava a irritar, não falavam em outra coisa além do tal “baile” o qual ela já tinha decidido não ir. Tinha problemas demais em sua cabeça pra ficar se preocupando em acertar Mandy com seus punhos se ela novamente cruzasse seu caminho.

— Sim... – respondeu a garota.

Viu Olivia passar os olhos ao redor, talvez decidindo onde iriam não havia muitas opções, mas quanto menos fosse o tumulto melhor. Então, dera uma olhada para o lado da loja Trapo Belo, algo lhe chamara a atenção por alguns instantes. Alguém cujo andar era inconfundível, ficou observando o vulto singular ir em direção aos correios, mas as palavras de Olivia a fizeram voltar sua atenção a ela.

—Bom eu preciso de mais polidor para minha vassoura, preciso de penas novas, e outras coisinhas, mas poderíamos ir procurar Alice, ela não vai nos perdoar por deixá-la sem nós por ai e também precisamos pará-la, tenho certeza que ela já está nos doces e não agüento mais ela de tão elétrica aquela garota anda fora de controle... – disse Olivia guardando a pequena listinha que havia em suas mãos no bolso da calça

— A culpa é do Frank... – disse Sarah com um sorriso apesar de ainda estar coberta pela capa de invisibilidade - ... quem manda ele sumir sem avisar e deixar ela a ver navios? Mas você sabe que não podemos ir onde tem muita gente... posso estar invisível mas ainda sou completamente sólida...

Sarah então riu alto embora seus olhos ainda esquadrinhavam os correios, tinha certeza de ter visto Bellatrix por ali, o andar dela era inconfundível. Mas, como dizer a Olivia que pretendia ir até os correios se estava proibida de enviar correspondências? Ficara alguns segundos sem responder e então vira o olhar curioso de Olívia e não achou justo não comentar nada com a amiga.

— Acho que não sou a única que andou desobedecendo a ordens do diretor... – disse ela e então viu Olívia virar para os lados a procura do que ela tinha dito - ... perto dos correios... a não ser que eu esteja muito enganada a priminha do Sírius decidiu aparecer por aqui também... mas porquê será?

 

Milhões de coisas passavam por sua cabeça naquela hora, todos haviam ouvido ar recomendações de McGonagall, tudo bem que duvidava que Slug teria tido tanto pulso firme quanto a vice diretora, mas as detenções eram específicas, estavam realmente fora de cogitação visitas a Hogsmeade para quem tinha aprontado. Sentiu algo estranho passar pelo corpo, principalmente por sua mente. Mas não poderia acusar sem provas, tinha certeza de que o motivo de Bellatrix Black estar ali era algo muito maior do que uma simples “escapada” da detenção.

Nesse instante uma certa euforia tomou conta do lugar, alguma coisa acontecia próximo da Dedos de Mel, e como era de se esperar, apenas olhou para Olívia e então estavam andando rumo ao local da bagunça. Quem seria maluco para arrumar confusão com tantos professores por lá? Ralph Meminger, o lufano cujo o combate seria com James estava mais a frente olhando uma vitrine da pequena loja próximo aos correios, não vira exatamente o que ele estava olhando mas não deu muita importancia.

Passava com Olivia perto da loja de doces quando viu Alice por lá. A amiga era viciada em sapos de chocolate e tinha absoluta certeza que não demoraria muito. A viu fazer sinal para Olivia de que as encontraria no 3 Vassouras e então, as duas foram caminhando lentamente para lá. Sarah olhou para o interior pela janela embaçada, não viu ninguém suspeito além de Evans e a monitora até poderia achar a ação dela errada, mas, já estava cansada de ficar debaixo da capa sem pelo menos poder conversar decentemente com as amigas. Foi até a pilha de entulhos ao lado e tirou a capa deixando-se mostrar, Luy pareceu não gostar muito da idéia mas ele que não começasse com essa história de superproteção também. Escondera a capa dentro do casaco e entrou depois de Olivia. Sentira um aperto no peito quando vira o professor Lorigan e por alguns minutos pensou em sair. Mas Olivia a fez sentar-se e ficar de costas para quem entrava ou saia do lugar. Não demorou muito para Madame Rosemerta aparecer e depois de pedirem duas cervejas amanteigadas, Sarah dera um adeuzinho com a mão para cumprimentar Lily. E voltou a se concentrar nas idas e vindas dos alunos pela janela.

— Será que Alice conseguiu sair da Dedos de Mel sem "excesso de carga" dessa vez? - Sarah então sorriu, sabia que a amiga era viciada nos doces da loja, afinal quem não era. Luy desapareceu como por encanto e ela tinha certeza que o gatinho talvez tivesse achado outra coisa com que se divertir. O Caminho da escola ele sabia, e inteligente como era, não precisava se preocupar com ele. Tinha de admitir, que ficar ali com as amigas, rir e se divertir não era algo tão difícil assim. O único problema era que Sarah não devia estar ali. Ela sabia muito bem disso e também sabia dos riscos quando decidira aceitar a “proposta de Luy” e ir escondida sob a capa de invisibilidade. Mas o que era a vida sem riscos? Talvez estivesse menos cautelosa e descuidada, mas não estava ligando muito pra isso no momento. A cerveja amanteigada estava sob a mesa e nem bem fizera a observação de que Alice talvez se sobrecarregasse de tanto doce.

—Se bem conheço Alice – disse Olivia bebendo um gole da sua bebida -  ela deve vir com um carregamento anual de sapos de chocolate, não sei onde tudo aquilo vai viu...

O clima havia se transformado completamente como se por mágica alguém decidisse que era melhor terem chuva além do frio. O pior era ela ter de enfrentar toda aquela chuva de volta. Mas, ela podia ser um pouco irresponsável não podia? Estava ponderando nessas possibilidades quando a porta se abre e como um tornado Alice, outra de suas melhores amigas aparece.

— Hi, girls!! Céus... tempinho estranho, Né? – disse batendo as vestes respingando água por todo lado, o que as duas concordaram prontamente. Sarah apenas observou a amiga pegando sua bebida e tomando um belo gole.

— Tudo bem... vai em frente e se sirva... afinal.... tudo que é de Sarah Perks é do público não? – disse sorrindo para Alice que logo soltou sua garrafa.

—Tá, ta... Vou pedir minha própria cerveja, não se preocupa...  – respondeu Alice fazendo uma careta que a fez rir alto - Não vou nem indagar se estão se divertindo, pois a cara de vocês dispensa qualquer pergunta... Aliás, estão esperando faz tempo?

Sarah apenas pegou sua bebida e dera mais um gole. O Líquido descera refrescante pela garganta.

— Não... chegamos a pouco -  respondeu Olivia então fez sinal para que Alice se aproximasse mais -  viu os sonsos na dedos de mel? Aqueles não me enganam alguma estão aprontando e coisa boa é que não é...

— E quando é que eles não estão aprontando? – perguntou Sarah levando novamente a garrafinha aos lábios. Foi nessa hora, que percebera quem a monitora da Gryffindor estava esperando era nada mais nada menos do que Severus Snape. Sarah segurou-se para não cuspir o gole de cerveja que tinha recém colocado pra dentro da boca.

— O que o Seboso faz aqui?  - Ouviu Oli dizer. Então com um sorriso maroto chamou Alice e Sarah que se aproximaram mais suas cabeças - ... E parece que você Sah não foi a única a fugir da detenção. Remus me disse que Snape também tinha sido proibido depois que quase ter azarado James nas masmorras...

—Sim, é verdade! Por pouco não esbarro no Malfoy... Ele saiu primeiro da Dedos de mel, mas logo após sua saída, vi também, o Carter e Rockwood... – respondeu Alice - Se não me engano, e se eles não tomaram outro rumo, pareciam ir em direção a escola... ... Aposto que só vieram para Hogsmead pra conversar em particular... O Malfoy também não estava em detenção?

Sarah o vira lançar lhe um olhar tão intimidador que ela apenas deu um “adeusinho” coma mão. Não tinha porque temer, em primeiro porque ele não poderia dizer que ela estava lá sem entregar que ele também tinha burlado o castigo. Ou seja, ela teria de engolir não poder entregá-lo, mas ele também não poderia fazer isso. Estava saboreando esse pequeno momento. Seu instinto estava praticamente gritando de que havia algo muito errado. Cobras não se arriscavam à toa, algo eles estavam tramando, mas o que? Se Carter e Rockwood estavam também em Hogsmeade, isso explicaria muito o fato de Lucius e Bella também estarem, fora que na mesa ao lado, Snape estava lá também. Alguma coisa estava errada o quê é que Sarah precisava descobrir.  Estava absorta em pensamentos quando um doido abriu a porta com tudo fazendo a pessoa que iria sair levar uma “portada” com força no nariz. Sarah só viu a vítima em questão voar para cima de uma das mesas enquanto uma voz muito conhecida berrava a plenos pulmões.

— MCGONAGALL NA ÁREA!!!

Era Peter, seu colega da Gryffindor e um dos marotos, mas que raios ele fazia ali? E porque teria entrado naquele lugar fazendo todo aquele estardalhaço.

— Droga.. era tudo o que eu queria... – disse ela para as amigas - ... além de encontrar os FB’s também tenho que me preocupar com a Minerva???

Olhara para fora e pela vidraça reconhecera o andar da professora, sem pensar duas vezes deslizou pela cadeira para debaixo da mesa, rapidamente tirou a capa de invisibilidade de dentro da jaqueta. Tinha problemas maiores. Se não fosse tão imprudente, não estaria agora naquela situação. Agora estava lá, embaixo da mesa se escondendo de sua vice diretora. Rezava pra que ninguém a visse naquele instante, isso seria demais pra ela. O três vassouras já estava praticamente lotado e ao longe podia se ouvir o som de trovões. Tinham de sair de lá o quanto antes. Ainda tentava imaginar como sair sem que a professora lhe visse quando ouviu novamente Alice.

— Não importa.. O caso é que, tudo relacionado os “sonsos” temos que, no mínimo, ficar com “uma perna atrás”, como costumam dizer os trouxas... – ouviu Alice fazer uma pausa -  Ou seria, com uma orelha atrás? E por que estamos falando baixo?

Sarah pensou em responder, mas nesse instante viu um par de pernas entrando coberto por uma capa e, parou atrás da cadeira de Alice. Ela até tentou puxar a barra da calça da amiga mas era tarde.

— Por quem me tomas, seu atrevido?- Ouviu a voz de Alice zangada- Com quem pensa que está falando? Com umazinha qualquer? Acho bom sair daqui, antes que a gente realmente te dê um motivo para esconder a cara!

Demorou uns segundos e então, ouviu a voz audível de Frank. Ouvia ao longe a voz de Alice falando alguma coisa ou até mesmo repreendendo Frank por ter sumido e deixado ela lá na dedos de mel sozinha.  Sem falar que tanto Olivia quanto Alice queriam comprar presentes para Remus e Frank, como Alice faria isso com ele por perto?

— Você fica rindo, é? Deve ter sido divertido onde você estava então... Porque eu fiquei desesperada aqui... Não ria, seu bobo! Isso é jeito de tratar sua namorada, seu.. Seu. Tratante

Sarah então viu a amiga sentar-se e na raiva Alice acabou pisando em sua mão o que não teve como não gritar com a dor.

— Foi mal, Sah.... – A ouviu dizer, mas a dor na mão era bem desconfortável.

— Não foi mal… foi péssimo… - disse ela jogando a capa de invisibilidade por cima dos ombros vendo Frank enfiar a cabeça para baixo pra ver embaixo da mesa e sabendo que ele perguntaria o que ela estava fazendo ali em baixo, foi logo respondendo - ... é uma longa história Frank... meninas...acho melhor irmos... .

Sarah então saiu de baixo da mesa já coberta com a capa de invisibilidade, se aproximando dos amigos

— Eu não sei vocês mas eu, acho melhor sumirmos... eu estou burlando a detenção, e não sou a única... – então passou os olhos mas não viu sinal de Snape - ... vamos logo, já está quase na hora de começar os duelos.

Sarah esperou a porta ser aberta, Olívia tratou de se levantar para deixar os dois pombinhos sozinhos, embora soubesse que com o tempo feio do jeito que estava, eles não demorariam muito. Assim que Olivia abrira a porta, Sarah teve de segurar a capa para não voar, seria um longo trajeto até o castelo.





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