Férias Insanas escrita por flamells


Capítulo 2
1. um começo, sem fim


Notas iniciais do capítulo

Então...



Tudo começou no mês de fevereiro, do ano 1999, era o meu primeiro dia de aula na primeira série. Meus pais haviam me deixado, na escola, meia hora antes para que eu me acostumasse com todo aquele pandemônio.

Nunca fui uma criança agitada, fazia tudo o que os meus pais pediam. Por mais que não gostasse. E se existe algo que eu sempre detestei, desde pequena, é algum tipo de descriminação, agora o tal bullyng. E foi isso o que me aproximou de Alice.

Faltava apenas 10 minutos para tocar o sinal, que dava início a aula, todos os alunos estavam procurando suas classes. Como cheguei cedo, demais, já havia encontrado a minha sala. Portanto fiquei aguardando sentada em um banquinho, debaixo de uma árvore, balançando os pés e analisando o local. Foi quando eu a vi era uma garotinha com curtos cabelos castanhos. Pequena, mais até do que eu.

Tudo que ocorreu em seguida foi muito rápido, um garoto passou por ela correndo fazendo que garota esbarrasse em outra, loira, mais alta, que já passava o batom pela segunda vez, fazendo com que ela borrasse toda a cara. Foi uma cena engraçada, a menina loira começou a ter um tique nervoso e foi acudida por suas seguidoras, que mais tarde vim a descobrir que eram as “patricinhas” da escola.

Acompanhei tudo de longe, e vi quando a garotinha de cabelos castanhos, apavorada, manifestou-se:

– Oh, desculpe! Porcaria, deixe-me limpar. – Ela já largava seus materiais para limpar o rosto da menina. Quando a Loira a empurrou e ela caiu no chão, sentada.

– Tira essa mão de mim sua anã! Você é o que, cega?! Ai, você me paga, vai se arrepender ter feito isso, para sempre!- A loira, que devia estar na quarta-série, disse.

Não aguentei ver aquilo. Levantei e fui até lá, resolvendo confrontar aquela garota. Sei que eu tinha apenas 7 anos, mas me senti na obrigação de fazer aquilo. Eu precisava ajudar aquela garotinha.

– Hei!- me manifestei – Por que não vai brigar com alguém do seu tamanho, sua idiota? – a loira me olhou, furiosa.

– Ah, a amiguinha veio defender foi...- a loira disse – Pois suma daqui você também, ou acabo com as duas. – Me encolhi com o que ela havia dito.

Mas minha avó sempre me disse que eu jamais deveria abaixar a cabeça a alguém que não estivesse com razão. Do meu ponto de vista, a loira não estava.

– Em primeiro lugar eu não a conheço, e em segundo... - ajudei a menina com os seus materiais e sai caminhando com ela ao meu lado, dando as costas àquelas garotas e dizendo por cima do ombro – a mais inteligente para primeiro.

Antes de me afastar delas ainda pude ouvir a garota bufar e suas amigas arfarem, em conjunto. Mal sabia eu que aquela foi a minha passagem para o inferno, depois daquele dia a loira e suas seguidoras viviam aprontando comigo e com Allie.

Voltei para o “meu banquinho”, com a menina atrás de mim. Não tive coragem de falar nada e ela resolveu se pronunciar.

– Hm, obrigada. – Ela me agradeceu.

– Er, não tem por onde. – Limitei-me a dizer.

– Então, tenho a impressão de que seremos ótimas amigas! A propósito sou Alice, Alice Brandon , mas pode me chamar de Allie. Eu estou na primeira série “A”. E você?- Ela perguntou, e parecia que seus olhos brilhavam.

– É um prazer! Meu nome é Isabella, Isabella Swan. Mas prefiro Bella. E parece que estamos na mesma série. – Dei um sorriso constrangido, e banguela, para Allie.

A partir daí Alice desatou a falar. E este foi o início da nossa amizade. E tão engraçado, nós somos completamente diferentes ela ainda continua pequena, mas totalmente na moda. Eu prefiro ser mais normal, invisível na verdade.

E acho que são essas e muitas outras diferenças que mantém a nossa amizade tão firme. Enquanto eu sou o cérebro ela é o coração, fazemos funções distintas, mas somos indispensáveis em um todo.

Nossas famílias, depois que nos tornamos melhores amiga, ficaram bem próximas. Costumo dizer que somos uma grande família. Todos felizes.

Voltando à história, ainda estávamos embaixo da árvore tentando conter o choro, com todas aquelas lembranças que nos atingiam como flechas. Já se passava das 23 horas, tínhamos que ir para nossas casas. Não iríamos ao baile, pois no dia seguinte realizaríamos um dos nossos sonhos, viajaríamos para fora do país.

Quando tínhamos 12 anos tivemos a absurda ideia de que quando nos formássemos no 2º Grau, iríamos viajar por alguns países da Europa (França, Holanda, Suíça e Inglaterra), visitaríamos suas capitais. Assim, no verão daquele mesmo ano, começamos a trabalhar nas férias, economizávamos e guardávamos meticulosamente nossas mesadas.

Meu pai é chefe de polícia de Forks, tem um bom salário, e minha mãe decoradora. O pai de Alice é médico e sua mãe, por algum acaso do destino, é decoradora e trabalha com minha mãe. Nós temos o lado financeiro super bem, mas eu sempre gostei de independência e Alice, mesmo mimada, decidiu também pagar sua própria viagem. Por fim, conseguimos cobrir 80% dos gastos de toda a viagem, o restante nossos pais deram de presente de formatura.

– Allie, amanhã passarei na sua casa 7 horas da manhã, em ponto! Por favor esteja pronta. – Tive que adverti-la.

– Ok! – Falou. - Quem vê assim eu demoro um século para me arrumar. Até parece. – murmurou indignada.

– E não é?! – perguntei, assim que ouvi o que ela havia dito. - Ai, quer saber?! Não começa, minha paciência está por um fio já. – Era assim que começava as nossas brigas, mas eu realmente estava irritada com ela. Fazia um mês que ela não parava de falar e fazer planos para a viagem.

– Epa! Pode parando ai mocinha, o que eu falei para a senhorita estar tão estressada, heim? O que você está escondendo de mim, senhorita Isabella Swan?

Ela semicerrou os olhos, e ficou me encarando como se lesse minha alma. Isso sempre me colocava medo. Ela é pequena, mas tem um temperamento meio bipolar.

– O que?! Eu?! Nada Alice, ah, mas que coisa! – e ela continuava a me intimidar, me olhando daquele jeito. Não aguentei. – Não arrumei as malas ainda. – murmurei.

– Como? Repete, acho que não entendi direito. – pediu ela, e eu tinha certeza que ela tinha ouvido só não estava acreditando.

–Não arrumei as minhas malas ainda. – Falei claramente. E assim que terminei de falar tapei os ouvidos, já me prevenindo dos gritos que ela daria.

Mas ainda pude ouvir:

– COMO É QUE É?! – Depois só a via mexendo os lábios sem parar para respirar, me pergunto, desde que nos conhecemos, como ela faz isso. Mas era sempre assim, ela era pior que minha mãe.

Quando ela finalmente se calou, perguntei se já poderíamos ir embora e ela só assentiu com a cabeça. Ignorando-me. Bufei e rolei os olhos, ela odiava quando eu fazia isso, contudo não falou nada.

Ao chegarmos perto do carro dos nossos pais, pude ver minha mãe e Tia Helen, mãe da Alice, nos avaliando. Como se soubessem que estávamos brigadas.

– Parece que tem alguém de mau-humor aqui. - disse minha mãe, Renée.

– Pelo visto já brigaram novamente. Vocês duas, heim, vou te contar viu!- Tia Helen não perde a oportunidade de fazer seus comentários.

– Mãe, tia! Vocês acreditam que a sem noção da Isabella – me deu um tapa na cabeça - não fez as malas ainda?! – Alice estava indignada comigo.

Minha mãe me olhou espantada, pelo fato de eu ter dito que já estava tudo pronto para a viagem. Prevendo a bronca que ela me daria ali mesmo, me adiantei:

– Vamos logo para a casa, antes que a fofolete comece a buzinar nos meus ouvidos. – Allie me fuzilou com os olhos e eu mandei um beijo estalado para ela.

– Vai de uma vez, vai! Te ligo mais tarde para saber se você não está esquecendo de nada.- Alice nunca resistia ao beijo estalado. Pronto, nossa briga acabava ali. Era sempre assim.

Despedimos-nos e fomos para casa. Assim que cheguei à minha, fui rapidamente para o meu quarto antes que minha mãe começasse a falar. Comecei a arrumar minhas malas, acabei por volta das duas horas da manhã, estava com duas malas grande e uma bagagem de mão.

Desse tempo Allie havia ligado três vezes, eu já estava quase desligando o celular e o aparelho telefônico, para que ela me deixasse em paz. Assim que fechei o zíper da última mala o meu celular começa a tocar, Alice. De novo.

– Puta que pariu Alice!- Atendi não me importando em ser mal educada.

Como você sabia?– Ela disse, fazendo com que eu fizesse uma careta. Não acreditando no que eu ouvia.

– Sério anã, será que da para parar de ligar?! Eu preciso dormir "Srª Empolgação"!- bufei.

Nossa Bellicha, quanto mau-humor! Amiga nós vamos viajar pela Europa, hello!– Alice sempre foi assim, sempre que ficava ansiosa com algo me ligava a madrugada toda, não me deixando dormir. E no dia seguinte reclamava do meu mau humor.

– Tá amiga, tá! Acabei de fazer as malas. Pode ficar tranqüila que eu não estou esquecendo nada. Agora tchauzinho e boa noite. – Eu estava morrendo de sono, precisava desligar.

Mas é que...– fui obrigada a interromper.

– Boa noite, até mais, mil beijos e eu te amo. – Desliguei, mas antes eu ainda pude ouvir um: eu te odeio, vindo dela.

Deitei-me e logo caí em um sono profundo, sem sonhos. Eu realmente estava muito cansada, foi um dia longo. Ouvi o despertador tocar ao meu lado, seis horas, ainda cansada dei um tapa nele, que caiu no chão, desligando aquele “bip” pavoroso. Devo ter pegado no sono novamente, pois senti alguém derramando água em mim. Irritada, levantei rapidamente me desequilibrando. Caí no chão.

– Mas. Que. Merda!- sibilei. Olhei para o lado e vi meus pais parados, na porta do meu quarto, rindo. Minha mãe com um copo na mão.

– Bom dia querida! – disse mamãe – É melhor você se apressar. – apontou para o relógio. 06:40, ai meu Deus! Lice vai me matar, se chegar atrasada na casa dela, pensei.

– Estamos esperando você na sala – disse meu pai saindo do quarto, carregando minhas bagagens maiores, com minha mãe atrás.

Levantei do chão, bufando, e fui tomar um banho de água fria para acordar.

06:50. Saí correndo do meu quarto e tropecei em algo caído no chão.

Caralho.- Resmunguei levantei e segui meu caminho, já devidamente vestida, com minha bagagem de mão. Atravessei a sala correndo, indo direto para a cozinha. Abri a geladeira e peguei minha barra de cereal, meu café da manhã. Voltei para a sala.

– Então, tudo ok?- perguntou papai, confirmei fazendo um gesto de positivo com o polegar. Mamãe ensinou que é feio falar de boca cheia.

Segui para o carro, com meus pais, pedindo que meu pai acelerasse. Eu precisava chegar à casa de minha amiga em apenas cinco minutos.

Cheguei lá exatamente na hora, Alice estava com uma roupa rosa super chique - Alice jamais saia vestida como uma qualquer-, enquanto ela ia de calça jeans e salto alto eu ia de jeans e all-star, de braços cruzados e batendo o pé no chão enquanto me fuzilava com os olhos. Tentei evitar a risada, não consegui.

– Pensei que isto – apontei para ela, e a sua posição – só acontecia em filmes. – Ela virou as costas e me deixou falando sozinha.

– Então, vamos?- perguntei, estranhando ela ter sentado. – O que foi agora? – Ela estava ficando roxa, e isso acontecia quando ela ficava muito irritada.

AAAAAAAH – explodiu - Minha mãe acabou de dizer que o filho de uma amiga dela vai conosco. – desabafou.

– E o que tem demais nisso?- perguntei não vendo o porquê da sua revolta.

– Amiga, senta aqui que vou te explicar... - disse batendo no sofá, ao seu lado – O que eu quero dizer é que ele vai passar as férias conosco! – disse jogando as mãos para o alto.

– O QUE? – gritei chocada – Como assim? Não acredito!- não conseguia acreditar, era para ser as nossas férias inesquecíveis, juntas, e agora um estranho iria junto.

– Pois é! Também não acredito nisso. Só espero que seja um gato, porque, meu bem, ele tem vinte aninhos! Haha... – ela disse, ouvi nossos pais pigarreando da cozinha. Gargalhamos.

Foi nesse momento que eu tive uma visão do inferno. Uma criatura passava pela porta puxando duas enormes malas cor de rosa, e mais uma no tamanho miniatura na mão. Ele vestia uma calça esquisita e cheia de paetês, uma camiseta escrito: “I LOVE MADONNA”, um lencinho rosa amarrado no pescoço e para finalizar um enorme óculos de sol na cabeça, afastando da testa seus cachinhos. Ele nos fitou por um momento e começou a se apresentar.

– E aí mundicinhas! Cheguei. Prazer sou Roney com “y” no final, Rô-rô para os mais íntimos, ui. – deu uma piscadela.

Olhei para minha amiga espantada, assim como ela olhava para mim.

– MÃE! – Alice gritou e rapidamente Tia Helen , e o resto dos nosso pais, já estava na sala. – Mãe, o que é isso? – ela perguntou, apontando para Roney.

– Isso não criança. Mais respeito. Hunf! – disse a criatura.

– Oh, querida. Tenha modos! – Tia Helen advertiu-a. – Esse é Roney, ele é quem viajará com vocês. – Assim que Tia Helen disse isso vi Tio Beto e meus pais arregalarem os olhos.

– Ai meu Deus! – falamos eu e Alice juntas. Mas logo tratei de me apresentar, antes que minha mãe falasse algo. - Olá, prazer sou Bella! – disse e ele me olhou como se não se importasse. Cutuquei Allie.

– Ah, é! Sou a Alice. Mas pode me chamar de Allie. – Alice era muitas vezes mais educada do que eu, constatei que o fato dela estar um tanto quanto muda nesse momento foi o susto que ela teve quando viu “Rô-rô” passando pela porta.

– Então, - Tio Beto se manifestou, pela primeira vez no dia. – vocês vão se atrasar. Já é sete e meia. O voo de vocês sai de Seattle em uma hora e meia.

Rapidamente fomos cada um para seus respectivos carros, Roney foi com os pais de Lice, porém uma de suas malas foram conosco, já que sempre que minha amiga viajava levava todo o guarda-roupa.

Quando chegamos ao aeroporto, a fila para o check-in não era grande, portanto não foi preciso esperar tanto.

– Amiga, sabia que Roney também vai cursar moda!? – Alice, já no seu estado normal, começava a tagarelar com aquela coisa indefinida.

– Não. Nossa, que legal! – Tentei mostrar interesse, mas tudo o que eu queria era sentar na poltrona do avião e dormir a viagem toda.

Passageiros do vôo-173 com destino à Paris com escala em New York, favor dirigirem-se ao portão “B” de embarque. – era a chamada para o nosso vôo.

Abracei meu pai, que pediu para que eu me cuidasse. Então minha mãe veio chorando e me abraçou, nunca fui muito emotiva, mas devolvi seu abraço com força assegurando-lhe que tudo ficaria bem. Olhei para o lado e vi minha amiga e sua mãe se desmanchando em lágrimas, e mais afastado Roney lixando sua enorme e brilhante unha, revirar os olhos foi inevitável.

– Anda mundiçada, anda! Que eu quero me esbaldar em Paris, ulálá.– disse Roney, não pude deixar de rir. Algo me dizia que a companhia dele nos faria dar muitas risadas nessa viagem.

Embarcamos no avião. Sentei na poltrona da janela, Allie no meio e Roney no corredor. E ele começou a resmungar.

– Ai, me poupe né. É uó ter que ir de classe econômica, Deus é demais para o meu coraçãozinho. Olha, é pobre demais por metro quadrado!- Então, graças a Deus, o piloto deu o aviso que iríamos decolar.

Fazia duas horas que estávamos no ar, Allie havia inclinado sua poltrona e caiu no sono, ela já estava babando. Eu estava lendo um livro, não conseguia pregar os olhos de maneira nenhuma, e Roney... Cadê o Roney!?

Levantei para ir ao banheiro lavar o rosto e ver se encontrava aquele ser cintilante. Quando alguém esbarrou em mim, e desastrada como só eu consigo ser, acabei caindo sentada no colo de um rapaz lindo, que aparentava ser um pouco mais velho que eu.

– Nossa, eu não sabia que o serviço aéreo dessa empresa era tão bom. Tudo que a gente precisa, cai praticamente no nosso colo. - O garoto de olhos verdes começou a rir.

– Oh Deus! Desculpa, é que eu sou tão desajeitada, ai que ódio. – Eu deveria estar mais vermelha que um tomate, pois sentia minhas bochechas queimarem.

– Não se preocupe. Prazer sou Edward, – disse ele estendendo a mão – você é? – Acho que ele estava tentando ser educado.

– Isabella. – Apertei sua mão, constrangida. Perdida em seus olhos verdes.

– Er, eu sei que deve estar bem confortável ai, mas será que se importa? – Ele apontou para mim, só então percebi que ainda estava sentada em seu colo.

Arregalei os olhos e levantei num pulo, saindo dali a passos largos, sem olhar para trás. E deixando o lindo cara de olhos verdes rindo de mim. Que vergonha.

Desde quando éramos crianças pagação de mico era minha especialidade, o que conseguia constranger até quem estava comigo.

A primeira vez que eu saí com minha amiga para ir a uma balada, inventei de ir de salto. Eu consegui quebrar o salto e torcer o tornozelo. Fui o assunto da escola por uma semana.

Na outra vida, devo ter sido uma pessoa horrível e agora pago os meus pecados de forma vergonhosa. Pois vivo declarando meu amor platônico pelo chão, e isso é diariamente.

Cheguei às nossas poltronas e vi que Roney já estava ali, lendo uma revista de fofoca, e Allie já havia acordado.

– Onde você foi?- Perguntou ela, e Roney fechou a revista na mesma hora. Credo.

– No banheiro, ué.- Tentei parecer normal.

– Mentira! – gritou ele, fazendo com eu sobressaltasse no banco – Essa cara de quem viu príncipe encantado não me engana. Tu tava com um bofe que eu sei, não tente negar. – Comecei a ficar corada mais uma vez. - Ahá, eu não disse! Roney vê, Roney sabe. – Afirmou ele, certo de suas teorias.

– Cala a boca, protótipo de Mãe Diná. –disse Alice para ele e virou-se para me encarar - Amiga conta absolutamente tudo! – Senti a sua ênfase no tudo, então resolvi contar. Mal acreditando no que eu acabara de fazer.

– Não acredito! – Sua boca estava aberta em um “O” perfeito.

– Ai minha Nsra das grifes! Até a cafuçu-mor acha um bofe escândalo e eu aqui nessa miséria. – Disse ele, não resisti a dar uma bofetada em sua nuca.

Esse ser humano sabia tirar qualquer um de seu juizo perfeito.



Notas finais do capítulo

:).



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