The Shield escrita por MahSpoladorMoreira, Sandy


Capítulo 34
Capítulo 33: Amor Que Não Se Mede...


Notas iniciais do capítulo

Capítulo mega fofinho é dedicado a M-giih que recomendou a fic, obrigada flor. seja bem vinda a novas leitoras! Beijoo ;*
Dyy
*-*-*-*
Boa noite meninas!
Muito obrigada pelos reviews lindos, perfeitos, maravilhosos, divertidos e enriquecedores! Vocês são perfeitas!
Obrigada M-giih que recomendou, e bem vindas leitoras novas!
Esperamos que gostem...
Máh.




POV Bella

- O que você faz aqui?- olhei assustada, surpresa, com raiva, um misto de tudo.

- Bella, eu posso conversar com você?- ele me olhou intensamente com os seus olhos cor de chocolate, idênticos aos meus.

- Olá vovô!- Lisa disse olhando para cima, por ser pequena. Ela não se lembrava dele, pois quando o deixei ela tinha apenas sete meses.

- Elisabeth? Oh meu deus, está tão grande e linda!- ele abaixou e abraçou minha pequena. Um arrepio percorreu meu corpo... Sonhei tantas vezes com esse momento, e ao mesmo tempo, queria que ele não acontecesse nunca... - Você está tão diferente desde a última vez que eu lhe vi!

- Estou mesmo! Linda, com uma família, um cachorro e um melhor amigo. -Lisa falava sem se refrear. Minha menina conversava como se conhecesse e convivesse com o avô de longas datas.

- Edward, leve Lisa para o quarto... – pedi.

- Você ficará bem meu amor? – perguntou ele, docemente.

- Ficarei. - ele pegou a pequena no colo, trocamos um rápido beijo e ele começou a se retirar.

- Odeio ser criança! Sempre sou retirada da sala! Tchau vovô me espera tá?

- Espero sim- Charlie sorriu e eles subiram as escadas. Ainda ouvi Lisa reclamar um bocado, até uma porta ser fechada.

- O quê você faz aqui Charlie? – perguntei secamente.

- Vim atrás de você!

- Agora, depois de quase seis anos?

- Eu procurei em mais de quinze países, por você. Até decidi colocar um detetive, e aqui estou!

- Para quê isso? Maltratar-me? Humilhar? Pois se foi, pode sair agora mesmo!

- Posso falar? – continuei calada - Bem, eu sei que errei em não te dar o apoio necessário quando estava grávida de Elisabeth...

- E parar de falar comigo, e me tratar mal, e me ignorar e me... – fui interrompida.

- Também, mas você é minha única filha, a coisinha que eu acompanhei crescer desde o ventre. Aquela que eu cortei o cordão umbilical... Segurei acalmando-a ainda toda ensanguentada, acompanhei desde a primeira mamada até o primeiro passo, primeiro beijo... Você se lembra que chegou afoita me contando aos seus treze anos?- ele meio sorriu entre lágrimas- Aquela por quem eu daria a vida. Então a minha pequena menina se tornou mulher, trazendo ao mundo com muita dificuldade sua pequena cópia. Eu errei muito em não falar com você. Foi muito difícil, aceitar que você tinha crescido. Sua mãe sofrendo tanto, e eu como médico deixando-a morrer aos poucos, me sentindo impotente diante a situação. E quando finalmente eu resolvi tentar recomeçar com a minha pequena, conhecendo a minha neta formalmente, pois toda noite eu ia ao seu quarto te cobria e cobria lisa no berçinho também. Ela não se aquietava nunca! Se mexia demais de noite, e acabava descoberta! Sua mãe desfaleceu em meus braços, e depois de tudo você se foi levando a pequena consigo. Eu nunca pensei que você teria ficado em Londres... Te procurei até no Brasil! E olha só, estava bem aqui do meu lado...

- Pai, eu... – não tinha palavras.

- Olha Bella eu sei que não tenho direito de interferir na sua vida... Mas eu só te procurei para pedir desculpas por minhas grosserias, eu fui insano. E não percebi o amor que eu realmente sentia, poderia te pedir mil desculpas, mas na realidade, era só seu velho pai sendo idiota. Eu queria ter visto Lisa crescer, ajudá-la em seus primeiros passos, como aconteceu com você... Ficar noites acordado por causa dos dentes, das febres e das manhas. Mas na verdade eu perdi isso tudo e não há como recuperar o tempo perdido. Eu só precisava dizer isso, e já vou prometo não te procurar mais- Isabella, já fez tantas burradas! É o seu pai, lembra? Aquele que fazia seus deveres de matemática por ser péssima, aquele que te aguentava com carinho, que te carregava com a perna quebrada, porque o gesso era dez quilos mais pesado que você. Aquele que inutilmente tentou te ensinar a nadar, andar de bicicleta, jogar vôlei... Que no momento em que ele deixou de te apoiar, te cobria a noite. Era seu pai. -essa sou eu mesmo me reprimindo internamente... Por ser idiota e não ver as coisas como elas verdadeiramente são!

-Pai, por favor, não vai não... - ele parou de frente o elevador. - Você só foi meu pai, coisa que ninguém conseguiria ser. Pois ser meu pai é meio que impossível- eu sorri com o rosto coberto de lágrimas. Ele voltou me abraçando.

- Obrigada filha! – choramos juntos, ainda abraçados.

- Vamos parar de chorar... –eu sorri- Venha conhecer o seu genro, pai de seus futuros netos, eu netas- eu disse passando a mão na barriga com um sorriso verdadeiramente feliz e animado.

- Bebê, está grávida? – ele sorriu.

- Sim! De dois ainda! - ele me abraçou novamente. - Agora terá que cumprir a promessa, olhar eles, pois se puxarem Lisa estamos ferrados. – nós rimos.

- Aquele que estava aqui é o pai?

- Sim, meu namorado... Ele é perfeito. Está cursando medicina.

- Como ele trata Lisa?

- Como a pedra mais preciosa do mundo, como um verdadeiro pai. Faz tudo por ela, pela felicidade dela... Canta para ela dormir e tudo! – Charlie sorriu.

- Ele dorme aqui?- ele fez uma careta.

- Pai!

- O que foi? Você ainda é minha filhinha!

- Menos papai, beem menos! – sorri – Vou chamá-los!

Depois de muitos ‘gritos’, Edward desceu com uma Lisa sorridente, já meu príncipe, estava com cara de medo!

- Olá. – ele sorriu.

- Olá rapaz, Charlie Swan, muito prazer. – meu pai estendeu a mão.

- Edward Cullen senhor.

- Nada de senhor, apenas Charlie... Como vai?

- Muito bem, e você? – eles pareciam tontos... Com falas decoradas...

- Muito melhor agora. Está cursando medicina rapaz?

- Oh bem, sim. – Ed sorriu.

- Fico orgulhoso... Sabe, lembro que na minha época...

Eles entraram em assuntos nem um pouco interessantes. Eu e Lisa ficamos na sala, apenas ouvindo, sem nada entender. Eu na verdade, fiquei observando Edward, em toda sua perfeição e beleza... E gostosura e... Oh céus! Hormônios!