The Shield escrita por MariSpoladorMoreira, Sandy


Capítulo 13
Capítulo 12: Formatura.


Notas iniciais do capítulo

Obrigada pelos muitos comentários, e continuem nos fortificando. O capítulo foi feito com muito carinho até o próximo
Beijos ;**
Sandyy

*-*-*-*

Boa noite...
Muito obrigada pelos adoráveis e crescentes reviews que vocês tem mandado. Bem vindas leitoras novas!
Esperamos que gostem, até o próximo!
Máh.




Quando acordamos passava-se das dez da manhã. Isabella não estava mais na cama conosco.

Bom dia Edward,

Desculpe mas saí mais cedo para me preparar para a minha reunião de negócios.

Eu ainda irei aproveitar e resolver coisas pessoais.

Eu pensei com muito carinho e se der tempo eu irei à formatura de sua irmã sim.

Dê um beijo na Lisa por mim e diga que eu a amo.

Bella.

- Vamos Lisa nosso dia vai ser cheio.

- Só mais um pouquinho Ed.

- Nem mais um minuto. Vamos tomar café. – fui até ela na cama lhe beijei a bochecha - Esse beijo é da sua mãe, e ela mandou te dizer que te ama.

- Hum, e você?

- Bom dia Lindinha, e eu também te amo. Muito.

(***)

Levei-a para passear. Eu já estivera em Paris algumas vezes, conhecia os lugares. E é lógico que não poderíamos ir a Paris e não comer uns cupcakes. Elisabeth lógico quis o mais engraçado que tinha lá. Bem segundo ela era engraçado, porque para mim é estranho.

Passeamos de mãos dadas, como se realmente fossemos pai e filha e para mim é o que éramos. Elisabeth ficou um pouco receosa por não ver a mãe, mais não se deixou abalar, continuamos com nosso “tour”.

A cara dela foi impagável quando ela viu a Torre Eiffel de baixo para cima. A visão realmente era deslumbrante. 

Almoçamos – bem na verdade, comemos bobagens – sentados no enorme gramado da torre. Que Bella não fique sabendo que andamos trocando refeições por bobagens, parecendo americanos.

- Essa coisa é enolme. – ela ainda estava encantada com a Torre.

- É enorme mesmo.

- Edzinho, quem telia colagem para subi lá em cima, pla construir ela? – eu viveria mil anos e não entenderia a língua de Elisabeth. Ela falava palavras incrivelmente difíceis, e engolia ‘r’ ou o substitua por ‘l’. Vez ou outra falava a palavra certa, mas por ora errava a mesma palavra.

- Bem, tem elevadores dentro dela, sabia? – ela fez uma carinha surpresa.

- Mesmo Eddie?

- É, são para casais apaixonados, em lua de mel.

- Você já subiu lá?

- Não

- Você nunca apaixonou?

- Que tal eu te contar a história da Torre? – eu evitava essa pergunta ultimamente- A Torre Eiffel foi construída por Gustave Eiffel para a Exibição Universal de 1889, em Paris, realizada na data do centenário da Revolução Francesa. Uma estrutura revolucionária para a época. Ainda hoje, é um dos principais símbolos de Paris e da França.  A Torre levou dois anos para ser concluída e foi inaugurada pelo Príncipe de Gales que, posteriormente, tornou-se o Rei Eduardo VII do Reino Unido. Até a época da construção da Torre Eiffel, a edificação mais alta erguida por seres humanos era a Grande Pirâmide de Quéops, no Egito, com 138 metros de altura e

Quase cinco mil anos de idade. A Torre Eiffel permaneceu como a construção mais alta do mundo até 1930.

- Você é inteligente Ed. – ela sorriu – Eu queria levar ela pla mim- disse pensativa. 

- Bem então eu vou levar ela ‘pla’ você.

Peguei sua pequena mãozinha atravessamos a avenida. Entrei com ela a uma loja de souvenires e comprei para ela a ‘torre’.

(***)

Estava arrumando Lisa para irmos. Ela ficou parecendo gente grande e eu tive que rir. Tão pequena e tão ‘mulher’ ao mesmo tempo.

- Está tão linda Lisa... – comentei, passando seu perfume.

- Obrigada Eddie, você também está lindo... – ela sorriu e me abraçou – Quando vamos encontrar vovó Esme, tia Rose, tio Emm e o vovô? – sim, Lisa já adotou toda a minha família para ela.

- Em breve. Eles virão nos buscar aqui lindinha...

- Você parece um príncipe! – ela sorriu me analisando.

- E você é minha princesa! – peguei-a no colo e a rodei. O telefone do hotel tocou. – Sim? – atendi.

- Senhor Cullen, seus pais o esperam na portaria.

- Ok, obrigada. – sorri olhando para Lisa – Vamos para a festa pequena...

- Eba! – ela gritou e se atirou porta afora.

No caminho minha mãe e Rose estavam eufóricas, pois ainda não tínhamos visto a formanda e ela nem sabia que eu estava junto com todos.

No auditório os parentes dos estudantes conversavam calmamente. Tinha uma pequena pessoa com os olhos cheios d’água, e com o rosto desesperado. Um cara alto a abraçava e dizia algo em seu ouvido. E eu não gostei disso. Pô é a minha irmã mais nova.

Ela percorreu o lugar com um olhar mais uma vez, e seus olhos brilharam, ela saltou e correu pulando em mim e no Emmett ao mesmo tempo.

-Eu não acredito que vocês chegaram , eu estava aflita já. E chorando. –Alice tinha um sério problema: Sofria por antecipação.

- E você achava que não viríamos minha filha? – Esme sorriu.

- Achei. – ela chorava agora – Estou tão emocionada, meu irmão lindo e amado veio! – ela me deu um forte abraço – Obrigada Ed, obrigada!

- Eu jamais faltaria... – beijei sua testa. Elisabeth riu baixinho, e todos se viraram para ela, inclusive Alice, sorrindo.

- E quem é essa princesa aqui? – perguntou minha irmã.

- Sou Elisabeth senhora, sou filha dele. – ela apontou para mim, sorri.

- Imaginei mesmo. Fiquei sabendo que meu irmão agora tem uma filha, minha mãe me contou.

- Você é filha da vovó Esme? – perguntou.

- Isso aí, irmã do papai. – Alice sorriu, abaixando-se até a altura de Lisa – Você é uma boneca.

- E você parece uma fadinha!

- Aaaawwwn! – Alice a abraçou – Obrigada por ter vindo lindinha...

- Posso te chamar de tia? Como tia Rose, e tio Emm?

- Claro que sim, claro! – Alice estava esfuziante – Linda minha sobrinha né gente...  – elas ficaram de mãos dadas um tempinho, enquanto conversávamos todos juntos.

- E quem era aquela que estava conversando com você ao pé do ouvido hein? – perguntou Emmett.

- Aaah! Quase me esqueci! – Alice riu – Jazz! Venha cá amor! – amor? Que porra é essa?

- Err... Oi. – o cara se aproximou.

- Mãe, pai, Emm, Ed, Rose, Lisa. – sorriu para a baixinha – Esse é meu namorado, Jasper. Jasper, essa é minha família.

- É um prazer. – ele falou vermelho.

- Olá querido, é um prazer nosso também. – disse minha mãe.

- Realmente... – meu pai estava sorrindo? Traíra!

- Emm? Ed? – chamou Alice – Não irão dar oi para o Jazz?

- Oi... Jazz. – falei de mal gosto.

- Oi. – falou Emm com a cara fechada.

- Argh gente, qual é? Nada de ciúmes aqui hein? – Alice falou – Amor, essa é Rose, minha cunhada, e essa é Lisa, minha sobrinha! – os olhos de Alice brilharam. Ela sempre quis ser tia.

- Olá. – ele se abaixou para Lisa – Você é linda.

- Obrigada senhor. – ela disse.

- Me chame de tio. – o cara falou. Mané.

- Tio Jazz?

- Isso aí. – ele sorriu.

- Ela não é uma gracinha? – perguntou Alice – Hein? Hein?

- Calma Lice. – disse Rose.

- Todos os formandos, favor se dirigirem para os fundos do palco, onde faremos a organização. – falou um idoso no palco, gritando no microfone.

- Precisamos ir. – falou Alice. – Depois ficaremos grudadinhos hein?

- Certamente filha. – meu pai sorriu, visivelmente orgulhoso. Eu queria poder dar esse orgulho para ele um dia...

Minutos depois, senti algo puxando meu terno para baixo. Era minha pequena.

- Edward, minha mamãe não vai vim?

- Lisa, eu não sei, mais calma os estudantes vão se arrumar lá em cima dá tempo da sua mãe chegar. – quanto terminei de fechar a boca, uma Bella,  entrou, e meu deus, ela só pode está querendo me provocar...

- Boa noite a todos. – Bella falou se sentando ao meu lado.

- Mamãe! – Lisa gritou pulando em seu colo. Meus pais sorriram abertamente, já emocionados, Emm e Rose acenaram com sorrisinhos maliciosos.

- Edward? – chamou a deusa – Edward?

- O que? – gritei, e várias pessoas me olharam.

- Você está bem? Parecia tenso... – tenso. Tinha outra coisa que estava bem tensa no meu corpo, mas, não quero dar vazão para isso.

- Estou bem. – falei baixinho.

- Senhoras e senhores, pais, amigos, familiares. Daremos inicio a nossa cerimônia de formatura. – o mesmo velho falou ao microfone.

Era hora do choro da família.

(***)

Passada a solenidade e tudo que vem com ela (choro, baba, gritos, mais choro...) chegou a parte que eu mais gosto: festa. Era um salão enorme e cheio de luzes legais.

O jantar passou rápido (graças a Deus) e logo pudemos nos jogar na pista. Até Elisabeth dançou, e dançou muito. Dançou a primeira música comigo, outra com Bella, várias outras com os ‘tios’ e depois já se cansou. Meus pais estavam na mesa, ela foi até lá e deitou no colo deles, dormindo em seguida.

Bella se movimentava com graça pela pista, aquelas curvas alucinantes se movendo loucamente na minha frente. Era demais para minha libido ferida, era demais para um ser em recuperação das safadezas como eu. Chega disso, hora de brincar.

Não Edward, não vai brincar nada. – minha mente falou – Pare com isso.

Só que quando você tenta se tornar uma pessoa decente, o mundo conspira para que você continue no lado ‘mau’ da coisa. Esse era meu destino, ser um puto safado. Mas, que Bella era uma loucura era. Não resisti quando começou a tocar a próxima música, simplesmente era irresistível.

- Sabe Bella... – falei segurando-a por trás – Você está me provocando...

- Como? – se fingindo de desentendida...

- Essa roupa, esse cheiro, esse corpo, essas danças... Quer me matar?

- Nunca. – ela falou baixo – Você é o anjo da Lisa.

- Só dela? – perguntei.

- Só. – ela falou tremendo. – Quer me soltar?

- Não, eu quero dançar com você...

- Então dance Cullen. – hum... Agora está no meu nível.

Em poucos minutos de música, já estávamos praticamente agarrados em meio a pista de dança. Eu estava ignorando todos os presentes naquele salão, parecia só eu e ela, e nossas mãos, e depois, nossas bocas coladas, aprofundando o beijo cada vez mais e mais, me perdendo naquela loucura...

- Venha aqui... – arrastei Bella em meio aos corpos dançantes, e a prensei numa parede, retirada do aglomerado de pessoas – Me deixa doido...

- E você Edward... Tão, quente... – ela gemeu me agarrando.

- Sente isso? – falei roçando minha ereção nela – Culpa sua...

- Meu Deus... – ela disse – Me beija agora seu... Seu...

- Lindo. – falei rindo.

- Safado.

Perdi a noção do tempo quando estava com ela em meus braços. Só me liguei na hora quando me separei dela um pouco, e vimos a pista quase vazia, Emmett jogado num canto, Rose ao seu lado, e meus pais praticamente dormindo na mesa, com Lisa.

- É melhor irmos... – Bella falou, saindo do meu aperto de aço, e tirando a mão do meu peito desnudo desde o momento em que ela abriu um pouco minha camisa.

- Realmente. – murmurei me recompondo, enquanto ela se arrumava.

- Se não quiser surpresinhas de noite, tranque bem o seu quarto. – falei baixo, só para ela, que corou.

(***)

Deitei Elisabeth com cuidado na cama, logo depois de ter colocado nela um pijama confortável e quentinho. Beijei sua testa e deixei o abajur ligado. Saí do quarto, fechei a porta de fininho, e parei na porta da frente. Forcei a maçaneta, e estava... Trancada? Como assim? Trancada? Forcei mais um pouco, e estava realmente trancada.

- Porra... – falei escorregando na porta, sentando no chão, a cara entre as mãos.

O jeito era voltar para o quarto, respeitar o sono da minha filha e dormir, tentando apagar o fogo que me consumia...