The Shield escrita por MariSpoladorMoreira, Sandy


Capítulo 10
Capítulo 9: Passado Que Condena.


Notas iniciais do capítulo

Boa noite pessoas...
Peço desculpas pela demora no post, mas, eu me atrasei para escrever...
Agradeço imensamente por cada review que recebemos. Tenho lido todos, e ficado cada vez mais feliz!
Espero que gostem do capítulo, e até breve...
Máh.

*-*-*-*-*

Heyy meninas. ♥
Bem agradeço os comentários e carinho
Leio todos, e fico imensamente feliz.
Obrigada,
beijoos ;**
Sandyy




Depois do banho Lisa continuava tagarelando sobre o que ela e Emm brincaram, estávamos jantando e mesmo com a boca cheia ela queria continuar contando.

- Esme, é um amor mamãe, me deu um pedacinho de bolo pra você e outro pra mim, eu comi três vezes...

- Meu Deus Lisa, devem ter pensado que você não tem comida em casa.

- Que nada, o Emmett comeu sete vezes... Então quando viemos embora disse ao Edizinho que queria ter um vovô e uma vovó, e uma papai também mais eu queria que ele fosse meu papai e queria vovó Esme e vovô Carlisle mas ele disse “é complicado demais” – ela fez uma voz grossa- E também “conversaremos mais tarde”, Ed já podemos conversar?

Fiquei totalmente engasgado com o rumo da conversa da pequena. Ela era muito, mas muito inteligente. Bella tomou um longo e forçado gole de água, encarando a filha de modo constrangido.

- Se continuar falando assim, Edward vai pensar que você não tem família amor... – Bella falou mastigando com dificuldade – Precisa de pai, avós...

- Mas eu preciso mesmo mamãe! – Lisa falou alto.

- Que tal deixarmos isso pra lá?

- Não mamãe. Agora já é mais tarde, precisamos conversar... – Lisa parecia um adulto falando.

- Lisa... – pediu Bella.

- Elisabeth. – interferi – Agora não, outro dia, outra hora...

- Mas Ed... Eu quero você, quero um papai.

- Lisa. – pediu Bella visivelmente irritada – Agora não!

- Mamãe! Eu quero agora, por favor! – pediu a pequena, os olhinhos cheios d’água.

- Lisa, isso é uma coisa difícil, complicada. Tem muitas coisas envolvidas... – falei baixinho.

- Porque Jake pode e você não Edzinho? Porque ele pode ser namorado da mamãe e você não? Porque ele pode ser meu papai, e você não? – as crianças de hoje em dia estão terrivelmente... Terríveis.

- Lisa... – ah pelo amor de Deus... Bella não podia chorar agora... Não mesmo!

- Hora de dormir. – falei sorrindo e peguei Lisa no colo, carregando-a como um saco de batatas nas costas.

- Eddie! Paraaaaaaaaaaaa! – ela gritava rindo. Bella abaixou a cabeça e a colocou entre as mãos.

Subi as escadas lentamente com uma Lisa risonha em minhas costas, fazendo comentários sobre como sou forte e bonito, e como ela queria que eu fosse seu papai... Ela nunca desistiria disso?

- Boa noite princesa... – murmurei enquanto ela deitava.

- Venha aqui Ed... – ela me chamou depois que sentou na beirada da cama.

- Fale. – me aproximei.

- Sente aqui, me cubra. – pediu. Fiz imediatamente, e já estava pronto para sair – Cante para que eu durma.

- Lisa... Eu não sei cantar. – admiti.

- Por favor...

- Certo...

Comecei a cantar uma canção que me veio à cabeça, sem saber se estava cantando certo. Só lembrava dessa canção porque minha mãe cantava para mim, Emmett e Alice quando éramos crianças. Tinha um tremendo medo de não agradar Lisa, afinal, minha voz era rouca demais para uma criança gostar. Parei de cantar e a pequena sorria.

- Sua voz é tão bonita... – ela sorriu e espalmou as mãozinhas no meu rosto – Eu te amo Eddie, nunca me deixe sozinha...

- Nunca... – murmurei e deixei um beijo em sua testa. Ela deitou em seguida, se cobriu, e dormiu rapidamente, enquanto eu cantava baixinho.

(...)

Depois de uma Lisa elétrica – nunca mais vou deixá-la comer mais de um pedaço de um bolo de chocolate- e cheia de perguntas, eu precisava conversar com a Bella.

- Bella, eu gostaria de conversar com você.

- Pode falar.

- Bem a próxima sexta é a formatura da minha irmã mais nova, e é em Paris e minha família toda vai... Você poderia me dispensar?

- Bem, eu também precisava conversar com você, pois eu tenho uma viagem sexta de manhã, para uns assuntos pendentes da empresa. E é bem para Paris, mas aonde eu vou Lisa não pode ficar comigo.

- Isso é realmente uma surpresa. Bem sendo assim, eu poderia levar Lisa comigo...

- Edward, é um momento da sua família.

- Sabia que todos querem te conhecer? Lisa falou muito bem de você, e também todos já a adoram, então não vejo problema em levá-la.

- Bem posso lhe dar a resposta depois? Hoje estou exausta, e depois pensarei com calma. Por que na verdade existe baby cities que trabalham por 24h.

- Eu não confio muito. – falei rapidamente. A ideia de ter a pequena nas mãos de uma babá qualquer não me agradava.

- Bem, pensarei nas minhas opções. Está com muito sono?

- Não.

- Bem agora que estamos sem a senhorita, “eu quero uma vovó que faz bolos de chocolate”- nós rimos- Me conte o que você fez de tão grave para estar aqui com uma família rica...

- Bem digamos que eu era muito boêmio. Dispensei a faculdade por mulheres, noitadas e bebidas. Meu pai se revoltou e me colocou para fora de casa. E disse que só teria regalias novamente quando eu tivesse uma vida totalmente planejada. O que para mim foi irônico, porque para que eu iria voltar se teria uma vida planejada? Com a vida feita, eu não voltaria para morar com meus pais... Enfim como todo revoltado, decidi fazer tudo extremamente ao contrário...

Sempre fui muito ligado a ele, bem na verdade eu sou. Estou somente com o ego ferido. O tenho como meu exemplo, quando mais novo o tinha como meu “super-herói”. mais influências sempre aparecem, e quando tinha meus quatorze anos vivi minha fase ‘’eu sou meu dono’’, ou o popular ‘’revoltado’’. Eu quase nunca estava com ele... Ás vezes por estar curtindo a vida, ou por ele estar trabalhando. Quando terminei meu ensino médio aos dezessete anos , por exemplo e admiração queria fazer faculdade de medicina, queria ser pediatra. Mas meus “amigos” me diziam que era coisa de gay, isso e aquilo. Eles não eram as pessoas certas para me dizerem isso, mas eu acabei fazendo uma faculdade de enfermagem porque era menos tempo, ocupava só a parte da tarde e eu teria a noite para sair e as manhãs para curar ressaca... Fui vivendo assim por um bom tempo. Mas meu pai não estava feliz com isso. O filho do dono do maior hospital inglês mais bem renomado, fazendo uma faculdade de enfermagem? Para a irritação dele e por puro capricho, sem pensar no futuro sendo que poderia ser um dos melhores pediatras, eu queria mesmo era estragar tudo, viver de noitadas e estripulias. Pra você ter noção ele nem quis que eu trabalhasse  no hospital dele. Eu não estava nem aí para o trabalho... Tinha dinheiro, uma vida fácil.

 Um dia ele chegou revoltado me pôs para fora. Então eu continuei curtindo e me odiando até o último fio de cabelo por não ter feito a minha faculdade, e ter ido na onda dos outros. Por “ordem” do meu pai nenhum hospital me abriu as portas, então procurei um emprego desesperado. Ele me tirou tudo, até meu apartamento e carro, meu dinheiro estava curto. Então eu te achei, confesso que estava meio revoltado no início, mais depois vi que por mais burradas que eu faça meus pais sempre tem razão. Então entrei na faculdade muitas matérias foram banidas e não precisei passar por um vestibular de novo. E aqui estou eu. Eu poderia até sentir ódio do meu pai, raiva, nunca mais querer olhar na cara dela... Mas pelo contrário. Eu o admiro por ter sido forte, e ter feito tudo isso pelo meu bem.

- Mas se as condições do seu pai já foram cumpridas pelo que você disse, o que você ainda faz aqui? Não que eu esteja reclamando...

- As primeiras condições foram cumpridas... Mas aquele dia em que fui sozinho até lá, ele disse que eu teria que quer ver até onde eu aguento e claro, perguntou se eu tinha parado com minhas “vadiagens”, o que também era uma condição. Eu disse que não tinha tempo para isso, então eis que me surge outra condição como o mesmo disse:” Terá que arrumar uma pessoa que te dê valor pelo que você está batalhando”.

- Bem isso não será difícil.

- Mais, toda raiva que eu fiz meu pai passar, tudo sem um motivo concreto, por pura ignorância e capricho como uma menininha revoltada.

- Mesmo assim você merece tudo pelos seus esforços. - fiquei feliz por ela compreender tudo e dizer isso. Ela poderia ser essa pessoa, a pessoa que me valorizaria, e eu não reclamaria.

- Pelo menos uma pessoa especial pôde compreender tudo isso.

- Eu não sou especial.

- Para mim é mais que o bastante.

- Eu, ahn... Vou me deitar. – ela anunciou rapidamente, se levantando – Amanhã te dou a resposta sobre a viagem ok?

- Pense com cuidado Bella. – pedi.

- Certamente. – sorriu um pouco – Boa noite Edward.

- Boa noite.

Sozinho na sala, só me restou ir para o meu quarto, me deitar, e encontrar uma boa música para ouvir no meu celular...