Momentos de Percy J. e Annabeth C. [Em Revisão] escrita por Nicolle Bittencourt


Capítulo 61
Capítulo 60: Destemido


Notas iniciais do capítulo

Oiiii Leitores!!!
Então, aqui estou eu, desculpem pela demora, mas minhas provas acabaram só ontem e essa semana foi das provas mais difíceis, por isso, nada de criatividade, ou tempo para capítulos. Eu até ia escrever na quinta, pois foi minha prova de matemática e como eu não fui lá muito bem (prova muito difícil, e olha que eu tiro notas boas)tinha pensado em escrever e esquecer a prova. Eu até comecei a escrever, mas perdi a criatividade e fiquei com preguiça, por isso só terminei agora. Desculpa!
Outra coisa: Desculpem por não responder os reviews dos últimos dois capítulos, mas sem tempo. Tentarei responder alguns agora! Desculpem, mas não me abandonem!
Ok, parei de enrolar, bom capítulo e não queiram me matar!
Beijos e muito obrigada a todos!
LEIAM AS NOTAS FINAIS!



Percy’s POV

– O que vai tirar dai? – perguntamos Bryan e eu, ao que ele completou – Não me diga que tem uma chave universal.

– Não. – disse Annabeth sorrindo e segurando coisas pequenas na mão – Eu tenho algo bem melhor: dois grampos!

– O que você vai fazer com eles? – perguntei, imaginando que ela iria prender os cachos loiros e pensando em como isso ajudaria a abrir o cadeado.

– Abrir os portões ora! – disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

Fiquei perdido, tentando entender como ela iria abrir os portões usando dois grampos, tudo bem, eu já tinha visto coisas parecidas em filmes, mas filmes são filmes e nem sempre mostram a verdade. Não é?

– Como você pretende fazer isso?- perguntou Bryan olhando intrigado para Annabeth, mas devo confessar que eu me perguntava a mesma coisa.

– Observem! – disse ela sorrindo.

Annabeth começou a puxar algo do grampo, utilizando as unhas, após conseguir o que queria, lançou o que quer que fosse ao chão, abriu o grampo mais ou menos num ângulo de 90 graus, e fez o mesmo com o outro grampo. Bryan e eu continuávamos ali, apenas observando, tentando entender o que ela fazia.

– Ainda não entendi o que ela vai fazer com esses grampos, quer dizer, são grampos, como vão abrir o cadeado? – perguntou Bryan ao meu lado.

– Não sei como vão abrir, mas sei de uma coisa: nunca duvide da capacidade de Annabeth Chase, ela sempre irá te surpreender. – respondi para Bryan, no entanto, não vi sua expressão, pois não quis tirar meus olhos da Sabidinha, tentando acompanhar seus movimentos.

Annabeth pegou um dos grampos abertos e forçou-o, até formar um pequeno de laço, depois pegou o outro grampo e também forçou-o, até também formar um pequeno laço. Esse laço ela colocou no cadeado, e também rodou a haste em sentido horário, formando novamente 90 graus e tirando o laço do cadeado.

Honestamente, eu estava confuso com o que Annabeth fazia, quer dizer, eu estava tentando entender como ela iria abrir aquele portão, e tentando entender como ela havia aprendido aquilo. Se bem que... Eu já a tinha visto pilotar um helicóptero, matar milhares de monstros, segurar o céu, lutar fraca, e receber uma facada envenenada no meu lugar, é, eu não duvidava da capacidade de Annabeth em conseguir coisas extraordinárias.

Voltei a prestar atenção ao que ela fazia.

Annabeth colocou o laço na fenda, mas dessa vez ela usou também o outro grampo, e não me pergunte como, pois agora eu não conseguia entender o que ela fazia, Annabeth girou os grampos, e o cadeado fez um alto “pleck”.

– Pronto. – disse ela abrindo o cadeado – Podemos entrar agora.

Minha boca se abriu, formando um O, e tenho certeza de os olhos de Bryan se arregalaram ao ver que Annabeth realmente havia aberto o cadeado.

– Você? – disse ele – Abriu o cadeado? Com dois grampos? Como? Quer dizer, como?

Annabeth soltou uma risadinha.

– Eu sei algum truques Para Raio! – disse ela rindo – Agora os dois venham aqui e me ajudem a abrir os portões!

Prontamente fomos em direção à ela, Bryan continuava a falar palavras sem sentido, tentando entender o que ocorrera.

Os portões eram um pouco pesados, ferro puro, mas logo nós três conseguimos abri-los, e achamos melhor colocar o cadeado de volta neles, mas sem trancar, apenas fingindo, para que ninguém desconfiasse que havia alguém ali dentro, mas agora nos restava saber, haveria alguém fora nós ali dentro?

– Onde você aprendeu aquilo? – perguntei ao ouvido de Annabeth enquanto começávamos a caminhar pelo parque.

E devo dizer, era um parque aquático, mas por onde caminhávamos havia um enorme jardim, com árvores frutíferas, mas a maioria era de flores, andávamos por um caminho de pedras, e a forma como o clube parecia enorme, me fez chegar à conclusão de que era para pessoas com dinheiro.

– Bem, se aprende alguns truques após se passar vários verões seguidos com os Stoll no Acampamento. – disse ela sorrindo.

– Então você sabe arrombar? – perguntei, fazendo-a ficar vermelha.

– Não, não assim, sei apenas abrir algumas coisas, ainda mais porque meu pai adora mexer em tralhas, códigos e coisas assim, então... Talvez eu tenha aprendido algo. – disse ela sem graça.

– Cada dia eu me surpreendo mais com você Sabidinha! – disse eu sorrindo enquanto lhe beijava a bochecha. Ela sorriu em resposta.

– Vamos, temos que explorar este lugar. – disse ela sorrindo enquanto ficávamos ao lado de Bryan, que havia ido um pouco na frente.

Nós estávamos numa parte que parecia o fim do caminhos de pedras, havia três direções diferentes a se tomar por ali, mas nada informava para onde esses caminhos davam.

– Alguma coisa Para Raio?

– Nada não, só que está silencioso, não parece ter ninguém, mas acho que não custa nos separarmos e darmos uma olhada, afinal esse lugar parece ser enorme. O que acham? – perguntou ele, os olhos azuis analisando nossas reações.

– Por mim tudo bem, afinal, concordo com você. – disse Annabeth olhando ao redor.

– Por mim também. – respondi – Então, nos encontramos aqui daqui há quanto tempo?

– Quinze minutos. – disse Bryan – Acho que é o suficiente para darmos uma olhada superficial. Pode ser?

– Okay! – respondemos eu e Annabeth – Quinze minutos.

Nós três fizemos um aceno com a cabeça, cada um seguindo numa direção.

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Eu, que havia seguido pela esquerda, estava caminhando há poucos minutos, uns dois talvez, e estava passando por uma área que deveria ter salas de sauna e massagem, digo isso porque abri algumas das portas, e a maioria parecia ser isso.

Após passar por essa área, voltei ao caminho principal, segui andando, o silêncio era perceptível, e estranho, afinal, num lugar tão grande, deveria haver alguns animais, como pássaros e insetos fazendo barulho, mas nem isso. Fora que eu estava com uma estranha sensação no peito, e isso me fez temer por Annabeth e Bryan, afinal, talvez não estivéssemos tão sozinhos assim.

Continuei andando, seguindo em frente até parar perto de uma das enormes piscinas do clube. Olhando sua água límpida, cristalina e sem nenhuma sujeira, era quase irresistível não colocar pelo menos os pés nela, e provavelmente eu teria colocado, não fosse eu ter reparado em algo: como uma piscina poderia estar tão limpa, sem folhas ou sujeiras sendo que havia centenas de árvores pelo clube? Bem, talvez a respostas fosse que alguém a limpou muito bem, mas quando se é um semideus... Sempre se desconfia de tudo.

Sacudi a cabeça e parei de pensar nisso, deixei a área das piscinas para lá e resolvi continuar procurando por algo ou alguém, mas nada, nem um barulho se quer, e isso estava me irritando, me irritava não ouvir nada, não saber que os outros estavam bem.

Que legal, mais um otário! – ouvi uma voz em minha mente.

Olhei ao redor, reparando que já estava bem distante das piscinas, numa área onde havia pasto, um cavalo branco estava próximo de mim, bem, supus que era ele que havia falado em minha mente, e não gostei nenhum um pouco de ser chamado de otário.

– Eu não sou um otário! – respondi me virando em sua direção.

Mais uma prova de que é otário, não se conversa com cavalos garoto.” – respondeu ele relinchando – “Espera, você me ouviu? Sério?”

– Sim, e por favor, não me chame de otário de novo. – disse eu, o cavalo me olhava com grandes olhos pretos, a cabeça inclinada – Me chamo Percy Jackson, e você?

Bem, os humanos me chamam de Destemido, então, é, eu me chamo Destemido. E por você me ouvir devo imaginar que é filho de Poseidon. Certo?”

– É, certo. – perguntei meio desconfiado, afinal, ele havia me chamado de otário – Então Destemido, você é um cavalo de um clube aquático?

É, bem, o clube não é apenas aquático.” – ele fez uma careta de cavalo – “E se quer um conselho, volte para os seus amigos, e saiam daqui assim que der.”

Por que?

Porque é melhor vocês saírem antes que as pessoas que cuidam do clube voltem. Há não ser que queira que peguem vocês no flagra, otário.”

– Bem, eu não quero isso, e também não sou otário.

“Você que está dizendo, agora, ao invés de perder tempo com um cavalo, não é melhor ir encontrar seus amigos?”

Assenti com a cabeça, tentando entender aquele cavalo e aquele lugar.

– Você tem razão, acho melhor encontrar eles. – disse dando as costas, minhas sobrancelhas franzidas, me virei para o cavalo e dei um aceno - Tchau Destemido!

“Tchau Percy Otário Jackson! – disse ele em tom de risadinha de cavalo, ao qual eu lancei um olhar congelante- “Ok, esqueça, tchau filho de Poseidon. E outro conselho: não acredite em tudo que vê.”

– O que? – perguntei, mas ele já havia saído galopando.

E assim, ainda confuso e um pouco irritado, voltei pelo caminho que vim, indo em direção ao caminho de pedras, em direção ao local marcado para reencontrar Bryan e Annabeth.

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– Até que enfim Cabeça de Alga, pensei que tinha acontecido algo! – disse Annabeth assim que me viu chegando ao caminho de pedras, ela estava vindo em minha direção. – Por que demorou tanto?

Annabeth parecia preocupada comigo, e devo dizer que Bryan também.

– Demorei? – perguntei confuso.

– Sim, estamos te esperando há quase 10 minutos. – disse Bryan – O que houve cara?

– Nada. – disse, mas Annabeth me lançou um olhar desconfiado, ela me conhecia muito bem, e sabia quando algo me incomodava – Não foi nada.

Ela me lançou outro olhar.

– Ok, eu conto depois, porque acho melhor andarmos logo, temos muito a fazer. – desconversei, ainda não havia entendido os conselhos de Destemido, ou melhor, não havia entendido o por que desse conselhos.

– Percy tem razão Annabeth. – disse Bryan que estava encostado em uma pedra – Temos que trocar de roupa e nos mandar daqui, não podemos esquecer da nossa viagem e da missão, lembre-se: o trem sai daqui há quase três horas, se o perdemos, teremos que esperar mais cinco horas até o próximo.

Eu não estava entendo a parte do trem, e Annabeth viu isso em meus olhos.

– Percy, temos que ir para São Francisco, mas não podemos ir de avião, seria ariscado para você, por isso vamos ter que pegar um trem, ou melhor, dois trens, já que termos que fazer uma troca de trem em Chicago, fora que esse trem só nos leva até Emeryville na Califórnia, e sendo assim, teremos que pegar um ônibus lá, e esse sim nos deixará em São Francisco. – eu estava ficando confuso com tanta informação - É uma viagem de dois dias. Sendo assim... cada minuto é precioso. Então, vamos procurar os banheiros daqui!

Com essas palavras, nós três decidimos seguir pelo mesmo caminho, indo procurar os banheiros, e mesmo assim, eu não pude deixar de me sentir mal, afinal, não fosse por eu ser filho dos deus dos mares, a viagem demoraria apenas poucas horas, pois poderíamos pegar um avião. Maldita rivalidade entre Zeus e Poseidon!

– Vocês encontraram alguém aqui? – perguntei olhando ao redor, as árvores farfalhando com o vento.

– Não, nada. – disse Bryan.

– Eu também não vi nada, e nem ouvi nada, fora as árvores nada aqui faz barulho, tudo é muito quieto, quase como se... – ela parou de falar de repente.

– Como se? – instiguei.

– Deixa para lá. – disse ela – É melhor eu não dizer, é só uma impressão não muito boa, bobagem.

Ela disse isso, mas não tinha cara de quem achava bobagem, e pelos seus olhos eu sabia o que ela pensava: aquilo tudo era estranho, e isso só aumentava as chances de ser uma armadilha.

Caminhamos em silêncio, seguindo pelo lado do qual Annabeth viera, pois ela disse que lá havia vestiários. E foi assim, após uma pequena caminhada, nós estávamos de frente para duas portas, cada um com um boneco, um masculino e outro feminino.

– É aqui! – disse Annabeth, Bryan e eu nos olhamos, Annie entendeu nossos olhares e riu – Não se preocupem, se o vestiário masculino for como o feminino, há mais portas lá dentro, cada uma para um banheiro particular.

– Definitivamente esse lugar é de gente rica!- disse Bryan – Embora seja estranho um lugar tão chique ser fechado apenas com um cadeado, vai entender...

– Quinze minutos para tomar banho e se arrumarem nada mais ouviram? – disse Annabeth o cortando, mas parecia ter tido a mesma linha de raciocínio de Bryan.

– Sim senhora! – dizemos ele e eu batendo continência. Annabeth só riu e nos empurrou, para que seguíssemos pela porta do vestiário masculino, antes de entrar a última coisa que vi foi Annabeth entrando no banheiro feminino, ou quase entrado, pois de alguma forma a pulseira de tridente que a dei prendeu na maçaneta, mas ela logo soltou, e foi a minha vez de rir enquanto seguia Bryan e entrava no vestiário masculino.

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Como Annabeth havia dito, ali dentro haviam várias portas, cada uma dando para um banheiro particular, eu entrei em uma e Bryan em outra. Mas isso havia sido há 10 minutos, e sendo assim eu já tinha tomado uma ducha rápida e trocado de roupa, resolvi sair do banheiro e do vestiário e ir esperar por Bryan e Annabeth lá fora.

Assim que sai olhei ao redor, tudo igual à antes, e ninguém ali fora, o que me fez imaginar que Annabeth ainda trocava de roupa.

Me sentei num banco próximo, jogando minha mochila num canto e comecei a batucar os dedos no banco, é, digamos que eu não consigo ficar parado esperando, e isso é culpa do Transtorno de Déficit de Atenção. Eu acho que fiquei assim por um minuto, mas parecia uma eternidade, fora que o silêncio me incomodava, mas algo me surpreendeu e me fez para de batucar, um som de algo se mexendo nas árvores.

Fiquei em alerta, quieto, tentando ouvir o que ou quem era, o som continuava, mas seguia em outra direção, como se estivesse saindo dali.

Me coloquei de pé, pegando minha mochila e tirando Contracorrente do bolso. Segui em direção ao som, que parecia mais distante.

Lentamente entrei no meio das árvores, e reparei que o som havia parado, como se o que quer que fosse houvesse parado também, mas se passaram alguns segundos e comecei a ouvir vozes, mas eram vozes familiares.

– Eu não sei... – sussurrou uma voz que pensei ser de Annabeth.

– Mas eu sei! – disse a voz que parecia com a de Bryan.

Um silêncio se seguiu.

Passei por entre algumas árvores, tentando achar Annabeth e Bryan, o que não foi difícil, já que estavam perto, eu estava ao ponto de perguntar o que faziam ali quando vi algo que nunca pensei que veria, vi algo que fez meu coração gelar e fez minha respiração travar.

Vi Annabeth e Bryan sentados na grama, mas isso não era o problema, o problema era que se beijavam intensamente, se beijavam da mesma forma como eu costumava beijar Annabeth: com amor.



Notas finais do capítulo

Então? Querem me matar? kkk ~lê eu fazendo as malas para o Polo Norte e fugindo da fúria de vocês~
Ok, parei!
Aqui vai um aviso: O capítulo especial sairá depois do próximo capítulo ou depois do próximo do próximo. Mesmo assim não passa de semana que vem. Os capítulos voltarão a ser postados quarta e sábado, e sobre como ler o capítulo especial antes dos outros, tudo será explicado no próximo capítulo.
Ah! E obrigada a todos pelos lindos reviews e pelas séries que recomendaram, eu tentarei assistir algumas. E outra coisa, só uma observação porque me perguntaram se eu gosto de música: EU AMO MÚSICA, SOU VICIADA EM MÚSICA, E AMO CANTAR E DANÇAR. Enfim, música é uma das minhas paixões, é um dos motivos pelo qual eu vivo, então... Eu amo! E hoje fiquei triste porque fui comprar um CD e tinha acabado na loja :( Triste!!!!
Enfim... Acho que é isso! Obrigada a todos, irei tentar responder reviews!
Não queiram me matar!
Beijos!!!!
Mereço reviews? Recomendações?
OBS: Qualquer erro desculpa!
OBS2: Muitos leitores estão me chamando por apelidos, eu AMO ISSO! kkkkkk Podem continuar com isso, eu adoro apelidos!