O Pedido escrita por Laarc


Capítulo 32
A história da promessa


Notas iniciais do capítulo

Narração
"Diálogo"
'Pensamento'



Ele já ouvira aquela risada antes. Aquela risada tão vazia, mas ao mesmo tempo tão farta.

Vazia de bondade, candura e misericórdia. Vazia de alma.

Farta de malícia, crueldade e perversidade. Farta dos mais atrozes pecados.

E no momento em que a escutara, sentiu um desconfortável e involuntário arrepio lhe subir pela espinha e fazer seu corpo todo estremecer. Naquela hora, ele sentiu medo. Muito medo.

Mas o medo que Garfield sentiu não foi por ele, mas sim, por ela. Porque ele sabia exatamente quem fora a autora daquela risada tão desumana. E ele também sabia que, na hora em que a escutou, algo estava muito errado.

Ravena não costumava ceder tão facilmente aos caprichos do seu lado demoníaco. Muito pelo contrário. A jovem empata era sempre muito rígida consigo mesma, sempre meditando e buscando o autocontrole para evitar uma catástrofe. Para evitar que se tornasse apenas uma marionete nas mãos de Trigon.

Mas dessa vez ela deixara que o demônio dentro de si tomasse conta e isso preocupava enormemente Garfield.

Ele tinha medo que ela perdesse o controle e fizesse alguma besteira. Alguma besteira com a qual ela teria muita dificuldade em lidar depois. Alguma besteira irreparável.

Mas, apesar de todos os seus temores e de toda a preocupação que estava sentindo, Garfield não conseguia fazer nada além de assistir à cena que se desenrolava bem a sua frente. Seu corpo estava paralisado. Sua boca, seca. Seus olhos, vidrados. E foi com estes mesmos olhos muito vidrados que ele viu a imponente figura da empata enfrentar o Irmão Sangue.

Talvez "enfrentar" nem fosse o termo mais apropriado para se utilizar, uma vez que ela não parecia estar lutando contra o garoto, mas sim, brincando com ele. Ela usava de seus poderes para erguê-lo do chão, atá-lo com seus tentáculos de energia, arremessá-lo como se fosse um boneco velho e descartável. Nas mãos daquela endemoniada Ravena de quatro furiosos olhos vermelhos, o Irmão Sangue – o mesmo Irmão Sangue que quase acabara com a vida de Garfield como se o metamorfo fosse um inseto insignificante – não passava de um frágil brinquedinho.

"Você já me causou muitos problemas, Sebastian!" Escutou a jovem ralhar para o vilão, que agora estava caído ao chão e tinha seus cabelos loiros tingidos de vermelho devido a um corte em sua cabeça. "Você me sequestrou, feriu as minhas emoções com a sua magia de segunda categoria, teve a ousadia de enfiar essa sua língua suja na minha boca e como se isso não fosse ruim o bastante, você..."

E ela de repente parou. Garfield estranhou bastante essa súbita hesitação na fala de Ravena, porque até então ela não demonstrara nenhum sinal de fraqueza ou vacilo. Ele podia ouvir como a moça começou a respirar com mais dificuldade, como o coração dela passou a bater mais forte e errático e podia até mesmo senti-la tremer. Foi quando ela retomou sua fala e Garfield percebeu que não havia apenas raiva e rancor presentes na voz rouca e quebrada dela. Havia também um quê de tristeza e pesar. Havia desalento e lágrimas... ela estava chorando.

"E como se nada daquilo fosse ruim o bastante, você ainda matou a minha pessoa mais importante!"

Dizem que existem certos momentos na vida de uma pessoa que o tempo parece parar completamente. Para Garfield, o exato instante em que ele ouviu essas palavras deixando os lábios de Ravena foi um desses raros momentos.

Ele tinha certeza que ela só falara aquilo uma única vez, mas o espantado rapaz podia ouvir aquelas mesmas palavras reverberando em sua cabeça, ecoando em sua mente, ressonando em seus pensamentos. E ele as ouviu uma, duas, três, cem vezes.

Ele as ouvia sem parar.

"...você matou a minha pessoa mais importante."

Sentiu o ar deixar seus pulmões, seus joelhos fraquejarem, sua cabeça rodar. Inconscientemente, levou uma mão até o seu peito, apertando-o com força, tentando atenuar uma estranha dor que começara a sentir... como se o seu peito estivesse ardendo em chamas... como se sua pele tivesse sido brutalmente e repentinamente ferida.

E sentiu o mundo explodir ao seu redor.

.

.

Foi com enorme lentidão que ele abriu seus cativantes olhos verde-oliva e, devido a súbita claridade, se sentiu obrigado a piscar algumas vezes para acostumá-los com a desconfortável luz. Sua boca estava estranhamente seca e podia até sentir sua língua um pouco áspera e seus lábios levemente rachados.

Não demorou muito para Garfield perceber que não estava mais dentro daquela devastada boate e, a julgar pela luz do sol que atingia impiedosamente os seus olhos, não era mais de noite. Mas afinal do contas, o que tinha acontecido? Onde estavam Ravena e Sebastian? E o mais importante: onde é que ELE estava?

Esfregando o rosto e procurando respirar profundamente, se levantou com cuidado e, pondo-se de pé, avaliou o seu estado. Ainda vestia a mesma roupa com a qual fora na boate. Sua camisa preta ainda estava muito suja e rasgada. Mas, por incrível que pareça, ele não sentia mais aquela dor latejante que estava sentindo nas suas costelas. Na verdade, suas costelas estavam... normais. Que estranho... como ele poderia ter se curado tão rápido?

Quando o som fraco de água corrente chegou ao seus ouvidos, Garfield deu, pelo que seria a primeira vez, uma boa olhada na sua redondeza. E com olhos muito espantados ele viu uma paisagem bastante inesperada. Pra começar, ele estava de pé sobre uma grama bem verdinha. Árvores de todos os tamanhos o rodeavam e, um pouco mais a frente de onde ele se encontrava, havia um rio. Mas quando Garfield virou o seu corpo para olhar para trás ele viu algo que realmente nunca esperaria ver em toda a sua vida.

Porque a poucos metros dele estavam a Fera, majestosa e completamente ereta, bem ao lado de uma Ravena vestida no que parecia ser um suntuoso manto prateado. E essa Ravena, essa cintilante e deslumbrante Ravena prateada, tinha uma de suas delicadas mãos suavemente apoiada no braço daquele gigantesco animal, acariciando com ternura o esverdeado e vistoso pelo da Fera.

Com um suspiro fundo, o jovem herói deu o primeiro passo em direção àquele casal tão incomum. "Nós... nós já nos encontramos antes... não é mesmo?" Indagou o rapaz, encarando aquela diferente Ravena.

"Do que você se lembra?" A voz da moça foi suave e melodiosa, e Garfield não pôde evitar de se questionar mentalmente se era assim que os anjos soavam.

"Algumas coisas... está tudo um pouco confuso, mas... mas me lembro do suficiente, eu acho..." Respondeu Garfield coçando a nuca. E ele realmente se lembrava agora. De algum forma – e de uma forma que ele não fazia ideia de como explicar – aquelas últimas palavras pronunciadas por Ravena durante a luta contra o Irmão Sangue provocaram uma reação em sua mente e diversas lembranças que até então se encontravam adormecidas vieram à tona. Claro que sua memória ainda estava um tanto quanto nebulosa, mas aos poucos, conseguia se recordar de mais e mais detalhes.

"Eu não entendo..." Continuou o rapaz, seus olhos manifestando toda a confusão que ele sentia. "...mas eu me lembro agora. Me lembro de quando Ravena foi sequestrada, de quando enfrentei Sebastian e de... e de... quando eu... eu acho que eu morri... e eu não sei porque me lembro dessas coisas agora e porque eu não conseguia me lembrar de nada disso antes." Disse fracamente com o coração apertado.

A moça, que agora estava a poucos passos de distância de Garfield, lhe ofereceu um olhar solidário. "Você é capaz de se recordar por minha causa. O meu poder foi suficiente para preservar intactas tanto as suas memórias quanto as de Ravena, no entanto, devido ao choque emocional que ela sofreu, as lembranças dela despertaram muito mais rápido que as suas, que por sua vez permaneceram numa fase de latência até agora. Demorou um pouco, mas por fim consegui fazer com que você se recordasse de tudo o que aconteceu. Você... você lembra o que eu sou, Gar?"

"Sim..." Disse bem devagar e sem tirar os olhos daquela figura esplêndida. "Você é uma das emoções da Rae, não é mesmo? Uma emoção... recente." Vendo a bela emoção sorrir e assentir fracamente com a cabeça, ele completou. "Mas se você é uma emoção da Ravena, por que está aqui... e onde exatamente é aqui?"

Dessa vez, quem respondeu à pergunta não foi a jovem, mas sim o gigantesco animal que se encontrava ao lado dela. "Aqui, garoto, é o interior da sua mente." Sua voz soou como um trovão. Alta. Grave. Feroz. E Garfield sentiu o seu corpo estremecer quando a ouviu.

"O interior..." Repetiu baixinho. "Então Sebastian e Ravena... err... digo... a minha Ravena... eles estão..."

"Pela lógica, eles estão no exterior." Brincou a moça. "E não se preocupe, Gar, sua Ravena está bem." Respondeu com um sorriso gracioso nos lábios e enfatizando de propósito o pronome possessivo que ele usara. "E que bom que você se recorda de mim. Acho que isso tornará as coisas um pouco mais fáceis de serem tanto explicadas quanto compreendidas." Suspirando fundo e ainda acariciando o pelo da Fera, a emoção prateada prosseguiu com sua fala. "Como você mesmo disse, eu sou sim uma emoção recente e ao contrário das outras emoções de Ravena, eu nasci em condições muito especiais. Eu nasci por causa de uma pessoa."

'Ela nasceu por minha causa. Ela nasceu pra mim.' Pensou Garfield, sentindo seu coração bater mais forte e mais rápido em seu peito.

"Pelo fato de eu ter nascido para alguém em especial, isso significa que eu não tenho um vínculo apenas com Ravena, mas também tenho uma ligação com essa pessoa. Eu tenho uma ligação com você, Garfield."

Com olhos arregalados, ele logo perguntou. "Então, é por isso que você está na minha mente? Por que você também... err... me pertence?"

Ela sacudiu de leve a cabeça, negando. "Não é bem isso. Eu pertenço sim a você, porque eu nasci por você e para você, somente para você. E para mais ninguém. Mas o motivo pelo qual eu estou aqui é um bem diferente."

Garfield percebeu como o olhar dela se tornou mais triste e melancólico e como a Fera virou o seu animalesco rosto para encará-la, olhando-a com um misto de ternura e compaixão. "Eu estou aqui porque, no momento, eu não sou mais bem-vinda na mente de Ravena. Quando fui forçada a deixar o meu verdadeiro lar, o vínculo que tenho com você me atraiu para dentro da sua própria mente. Dessa forma, fiz aqui a minha morada... mas uma morada passageira, assim espero, pois ainda tenho esperanças de poder retornar à minha casa."

"Peraí! Agora eu fiquei muito confuso! A Ravena te expulsou da mente dela? Mas... por quê? Por que ela faria uma coisa dessas?"

"Não foi um gesto voluntário, Gar... o que aconteceu foi que Ravena se deixou consumir pelo medo e pelo sentimento de culpa e, por isso, tomou uma decisão muito radical."

"Radical?" Grunhiu a Fera com um pouco de irritação. "Aquilo foi uma decisão muito estúpida, isso sim. Será que ela não percebe o quanto está enganada ao fazer uma coisa dessas?"

"E que decisão foi essa?" Questionou o metamorfo, sem deixar de notar o tom de voz irritado, mas também repleto de preocupação, da Fera.

"Você não estava errado quando disse que havia morrido, porque você realmente morreu quando enfrentou Sebastian. Você sacrificou a sua própria vida para salvar a dela." Apesar da bela emoção não conseguir enxergar como Garfield estava boquiaberto e com olhos bastante arregalados, ela podia sentir uma enorme tensão emanando do jovem. "E Ravena não reagiu muito bem à sua morte."

"O que ela fez?" O rapaz estava tão assombrado que sua fala soou como um fraco sussurro.

"Ela fez um pedido. Um pedido desesperado e cheio de mágoa e remorso. Sabe, Gar, Ravena optou por desistir do amor. Ela acha que o amor que nasceu entre vocês dois é o verdadeiro culpado pela sua morte e por isso ela acredita que ao abdicar desse amor estará garantindo a sua segurança. Então... ela usou o seu poder para fazer o tempo voltar e, dessa forma, impedir que vocês criassem laços. Ela... ela pediu para o tempo voltar até o momento em qu-"

"Ai não!" Exclamou de repente o rapaz, interrompendo a fala da emoção e levando as mãos à cabeça. "Eu sei o que ela fez! Ela... ela... caramba! Ela voltou até o momento que a gente tava na cozinha, porque foi lá que tudo começou! Eu não acredito!" Disse com um misto de revolta e amargor. "O culpado de verdade é o Irmão Sangue! Foi ele quem sequestrou a Rae e foi ele quem me matou! Como é que ela pode pensar que ela tem alguma culpa nisso tudo que aconteceu?"

"Ela está confusa e triste... e a dor da sua perda foi tão severa que ela prefere viver num mundo sem amor do que num mundo sem você. Mas Ravena não compreende o quanto está equivocada ao pensar dessa maneira. Ela está tão cega pelo medo de te perder novamente que não compreende o quão errada é essa decisão... ela não percebe que os laços que vocês dois criaram não se romperam devido a essa regressão temporal."

Abaixando a cabeça, Garfield passou a fitar o chão com visível tristeza. "Isso explica o comportamento dela... porque ela tava tão distante e fria... ai Ravena! Como você pode pensar uma coisa dessas?" Lamentou para si mesmo. "Como você pode... desistir da gente dessa maneira..." Cerrando os punhos com força, ergueu a cabeça e bradou com súbita confiança. "Eu não posso deixar as coisas do jeito como estão! Eu tenho que fazer alguma coisa... agora que eu me lembro... agora que eu sei o que aconteceu, não posso deixar a Ravena continuar a se afastar de mim! Eu não posso... não posso e não vou perder a Rae!

Ao escutar as palavras de Garfield e perceber como sua voz estava repleta de segurança, a Fera soltou um rugido vitorioso. "É assim que se fala, garoto! Te desejo sorte e espero que consiga colocar um pouco de juízo na cabeça dura dela!"

"Puxa, valeu!" Respondeu esboçando um sorriso confiante. "Se a Rae acha que eu vou desistir da gente assim tão fácil ela tá muito enganada!" Dando alguns passos em direção à bela emoção, e colocando uma mão sobre o ombro dela, o jovem falou com suavidade. "Assim que eu conversar com a Rae, ela vai mudar de ideia e vai te aceitar de novo... eu não vou perder a Rae e de jeito algum que eu vou deixar ela perder você, afinal, uma emoção especial como você não pode ser deixada de lado, não é mesmo, Amor?"

Com olhos marejados, a jovem deu um abraço apertado em Garfield. "Muito obrigada, Gar... muito obrigada de verdade. Espero que a faça mudar de ideia!"

"Eu vou fazer!" Disse enquanto retribuia o abraço com a mesma intensidade. "E isso é uma promessa."

Encostando de leve o rosto no ombro do rapaz e encontrando conforto no cheiro dele, a moça fechou os olhos e disse com delicadeza. "Você precisa ir agora... Boa sorte, Gar."

E isso foi a última coisa que Garfield escutou antes de sentir uma estranha dormência dominar o seu corpo.

.

.

Uma forte dor na lateral do seu corpo o fez abrir os olhos com uma rapidez tremenda e Garfield logo se deu conta de três coisas muito importantes. A primeira delas é que provavelmente ele não havia sido curado, já que suas costelas ainda doíam pra caramba. A segunda é que ele se encontrava mais uma vez imerso na densa escuridão da boate. E a terceira é que o tempo aparentemente não havia passado enquanto ele estava dentro da sua própria mente, uma vez que, graças à sua aguçada visão, ainda podia ver Ravena agachada ao lado do Irmão Sangue, pressionando uma mão contra o peito do vilão adolescente.

"Diga ao meu pai que eu mandei um 'vai se ferrar'!" Ouviu a moça falar um pouco antes de evocar a sua magia e fazer surgir um vórtex, que engoliu completamente Sebastian e desapareceu tão rápido quanto surgiu.

"Ravena, você está bem?" Perguntou com preocupação quando a viu se levantar com extrema dificuldade. Mas se a moça o escutou, não fez menção alguma de demonstrar, já que ela nem se virou para encará-lo. E então, ele viu, como em câmera lenta, as pernas dela fraquejarem, os braços penderem pesadamente ao lado do corpo e a cabeça dela inclinar ligeiramente para trás.

Como se esquecesse por completo da terrível dor que sentia devido aos seus severos machucados, Garfield correu para perto de Ravena e, momentos antes do corpo da heroína se encontrar com o chão, ele a envolveu em seus braços.

"Rae!" Gritou aflito. Ajoelhando-se no chão, colocou-a com cuidado sobre suas pernas dobradas e apoiou a cabeça dela contra o seu peitoral. "Rae! Rae, fala comigo, por favor!" Dizia enquanto sacudia levemente o corpo amolecido da empata. Ela estava tão pálida... muito mais pálida do que de costume.

"Hum..." Ouviu a jovem gemer fracamente. E na hora que ela abriu seus bonitos olhos violetas uma sensação incrível de alívio inundou o seu corpo. "Garfield, Sebastian... ele... ele..." Murmurou.

"Ei, Rae! Tá tudo bem... Sebastian se foi! Você conseguiu... seja lá o que você fez com ele, duvido muito que ele vai voltar a te machucar!"

Ela queria sorrir, mas seu corpo estava muito cansado para isso. "Que bom..." As palavras custaram a deixar os seus exaustos e ressecados lábios. "... estou tão cansada, Gar... tão cansada..." E os seus olhos recém-abertos começaram a se fechar mais uma vez.

"Não, Ravena! Você precisa ficar acordada! Você não pode fazer isso comigo! Olha pra mim, Rae, por favor!" Implorou o atônito rapaz.

"Está tudo bem... eu só preciso dormir um pouco... usei muito poder..." Disse com suavidade, mas sem abrir os olhos.

"Ravena..."

"Não se preocupe... eu vou acordar... eu prometo que vou."

Envolvendo-a carinhosamente em seus braços e plantando um terno beijo na sua testa, Garfield secou algumas lágrimas que escorriam pelo rosto dela e a deixou dormir em paz.

E ele sabia. Sabia que ela ficaria bem. Afinal, ela prometera que iria acordar. Prometera que voltaria a abrir aqueles maravilhosos olhos que ele tanto gostava. Ela fizera uma promessa... e promessas não são quebradas.



Notas finais do capítulo

Olá a todos! A fic está chegando ao fim e o próximo capítulo deverá ser a conclusão da história! Ainda não decidi se vou ou não escrever um epílogo, mas de qualquer forma, aviso no próximo capítulo!
Abraços!



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