O Pedido escrita por Laarc


Capítulo 28
A história de um futuro incerto


Notas iniciais do capítulo

Narração
"Diálogo"
'Pensamento'



'Eu sou um homem morto! Ai, caramba... eu sou praticamente um defunto ambulante! Gar, seu idiota, onde é que você tava com a cabeça?' Pensava um abatido Garfield enquanto andava lentamente pelo corredor. Cabeça baixa, ombros caídos e um olhar que traduzia o mais puro desespero. E ele tinha mesmo um ótimo motivo para se sentir um tanto quanto desesperado. 'Cara... eu beijei a Ravena! A RAVENA! Ai, meu Deus... eu tô tãããooo ferrado!'

Parando no fim do corredor, passou a mão no rosto, ajeitou o seu uniforme que estava um pouco amassado, suspirou fundo e, plastificando um sorriso pra lá de falso no rosto, deu o primeiro passo em direção à sala.

"Cara! Por que é que vocês demorar- Ciborgue, caramba! O que foi que aconteceu com o seu braço?" Como num estalar de dedos, o sorriso falso em seu rosto deu lugar a uma verdadeira expressão de choque ao ver o estado em que seu melhor amigo se encontrava.

Um dos braços de Ciborgue estava claramente faltando.

"O meu braço, é?" Respondeu o rapaz muito nervoso, gesticulando o seu único braço como se não houvesse amanhã. "Aquele nanopestinha do Chip! Foi isso o que aconteceu com o MEU BRAÇO!"

"Amigo, por favor, se acalme!" Implorou Estelar enquanto segurava com cuidado o membro perdido de Ciborgue. "O seu braço não foi danificado. Tudo o que você precisa fazer é parafusá-lo no lugar! Vamos, eu vou te ajudar!" Aproximando-se do enorme rapaz, a alienígena começou a auxiliá-lo a encaixar o braço metálico no ombro dele. Victor, por sua vez, fazia o possível para engolir a raiva que estava sentindo e poder, então, se concentrar em se consertar.

Sentindo-se bastante confuso, Garfield se virou para encarar o seu líder. "Como assim 'Chip'? Achei que vocês tinham ido procurar o Irmão Sangue... o que é que o carequinha tem a ver com isso?"

"Nós esbarramos em Chip e Mamute tentando assaltar um banco quando estávamos voltando para a Torre." Disse Asa Noturna enquanto massageava suas têmporas e sentava bem no meio do sofá meia-lua. Não era sempre que Richard demonstrava sinais de cansaço mas, naquele momento, o jovem líder titã era a própria definição da palavra exaustão. "Se não fosse por aqueles dois, teríamos chegado há umas duas horas atrás."

"Sabe, vocês poderiam ter me chamado. As coisas por aqui estavam bem tranquilas."

"Não foi necessário. Tínhamos tudo sobre controle."

Olhando de relance para Kory e Victor, que ainda tentavam colocar o braço do rapaz no lugar, Garfield não se sentiu nem um pouco convencido. "Uh hum... sei... tudo sobre controle. Imagina se não tivesse..." Murmurou o metamorfo.

Se Asa Noturna ouviu o que o verdinho havia murmurado, ele com certeza não demonstrou. "E onde está a Ravena, Rapaz-fera?" Indagou o líder mascarado. "Temos novidades importantes sobre a Igreja do Sangue e acho que ela é uma das mais interessadas no assunto."

"A R-Ravena?" Disse o jovem bastante surpreso – e também sentido-se, de repente, muito, mas muito sem graça. "Bem... e-eu não sei onde está a Ravena! Por que eu deveria saber onde ela está? Só porque eu fiquei aqui na Torre com ela não significa qu-"

"Ô Verdinho! Quieta essa matraca aí!" Movimentando o seu braço recém-colocado, Ciborgue se aproximou dos dois rapazes e se sentou no canto do sofá. "Já deu pra entender que você não faz ideia de onde tá a Rae, tá bom!"

Foi quando um pequeno redemoinho de energia negra se formou bem na frente dos quatro titãs e, num piscar de olhos, a figura imponente da empata surgiu, completamente coberta por sua enorme capa escura. "Vocês demoraram."

"Amiga Ravena!" Exclamou a alienígena ruiva enquanto flutuava alegremente até a sua amiga. "Fico muito contente em saber que os seus poderes retornaram!"

"Eu também, Estelar. Acho que eu só precisava de uma boa noite de sono." Respondeu secamente a empata, ignorando o olhar alarmado que Asa Noturna lhe dera e fazendo o possível para evitar olhar para Garfield. O jovenzinho, por sua vez, não tirava seus olhos cor-de-oliva de cima dela.

"Bem..." Interrompeu rapidamente Richard. "Já que estamos todos reunidos aqui, deveríamos discutir sobre o que eu, Estelar e Ciborgue descobrimos nas últimas horas."

"Ah é, cara! E o que foi que aconteceu? Vocês encontraram o esconderijo do Sangue Júnior?" Perguntou Garfield, desviando o seu olhar de Ravena.

Assentindo gravemente, Asa Noturna, então, relatou tudo o que aconteceu desde o momento em que os três titãs colocaram os pés naquela praça. O jovem líder contou detalhadamente sobre como eles tiveram a sorte grande de testemunhar dois homens abrindo a tampa de um alçapão que ficava em algum lugar no meio da grama e como que aqueles dois sujeitos foram facilmente rendidos. Narrou também sobre como o destemido trio encontrou uma escura e comprida escadaria de pedra que descia para o subsolo, dando acesso a um corredor igualmente escuro e comprido que, por sua vez, desembocava num gigantesco salão subterrâneo.

Um gigantesco salão subterrâneo que, para azar dos mocinhos, não estava nem um pouco vazio. Sendo assim, os titãs foram obrigados a enfrentar e incapacitar cerca de trinta integrantes do culto do Irmão Sangue, o que não se mostrou uma tarefa muito difícil, já que os vilões foram pegos de surpresa. Investigando o local mais a fundo, foram encontrados uma enorme quantidade de documentos falsos, algumas armas sem registro e várias adagas. Sem contar, é claro, a vasta quantidade de entorpecentes, alucinógenos e estimulantes que existiam no esconderijo (aparentemente, era muito mais fácil entrar em contato com o "Mestre Trigon" quando sob influência dos psicotrópicos).

Com a chegada da polícia, foi possível prender os envolvidos e iniciar também um cansativo – e, diga-se de passagem, muito longo – interrogatório. Os titãs aprenderam que aquela câmara subterrânea existia bem antes da antiga igreja ser demolida e que o culto possuía aproximadamente uma centena de membros, ou seja, mais da metade dos integrantes da Igreja do Sangue ainda estava à solta pela cidade. E o pior de tudo: o paradeiro do líder, o garoto chamado Sebastian, ainda era desconhecido.

"Pelo que os caras falaram durante o interrogatório, o moleque praticamente morava naquele buraco!" Disse Ciborgue. "Nós só demos o azar de chegar lá num horário que ele não estava."

"Muito azar mesmo." Retrucou a empata. "Sebastian é, sem dúvida, o membro mais perigoso da Igreja do Sangue. Nós precisamos encontrá-lo o mais rápido possível."

Levantando-se do sofá, Asa Noturna logo respondeu "E nós vamos encontrá-lo, Ravena! A polícia já está ciente de que ele é muito perigoso e irá nos ajudar durante a busca. Eu também já pensei num bom plano para procurá-lo e nós podemos começ-"

"Amanhã!" Interrompeu Estelar com firmeza. "Depois de um merecido descanso. Não é mesmo, Richard?" Disse a ruiva com um olhar um tanto quanto ameaçador para o seu namorado.

"Eu concordo com a Estelar, Asa!" Disse Ciborgue se levantando do sofá e caminhando até o corredor. Virando-se para ficar de frente para os seus amigos, ele continuou. "Olha, a gente já tem uma boa vantagem sobre esse Juniorzinho. Já sabemos qual é o plano dele, sabemos sobre os poderes que ele tem e até já demos um jeito dele perder o seu quartel-general e uma boa parte do seu exército. Aposto que ele não vai aprontar nada até amanhã. Agora, o que nós precisamos mesmo é de dormir." Percebendo que Richard estava se preparando para confrontá-lo, Victor ergueu um dedo no ar e prosseguiu. "E nem vem me dizer que você não tá cansado, Dick, porque todo mundo aqui pode ver que você tá esgotado!"

Com um grunhido um tanto quanto inconformado, Asa Noturna não teve outra opção a não ser concordar. "Amanhã, então." E, dizendo isso, três exaustos titãs deram um breve "boa noite" aos outros dois e deixaram a sala.

Sem olhar para o metamorfo, e sem muito menos dirigir uma única palavra que fosse a ele, Ravena começou a caminhar lentamente até o corredor apenas para ser interrompida por uma mão apertando de leve o seu antebraço.

"Ravena, espera, por favor!"

"O que você quer, Garfield?" Sua fala foi seca e fria, e Garfield não pôde evitar de se sentir intimidado por ela.

Soltando o braço da jovem, o rapaz falou "Bem... agora que nós estamos sozinhos, eu acho que deveríamos conversar, sabe? Sobre o que aconteceu lá no seu quarto!"

Se ele se sentira intimidado apenas por ouvir ela falar, o metamorfo foi obrigado a engolir em seco e prender a respiração tamanho foi o medo que sentiu na hora em que ela se virou bem devagar para encará-lo. Devido ao capuz, era impossível ver aqueles dois olhos violetas mas, de alguma forma, Garfield sabia que aquelas duas ametistas brilhantes estavam perigosamente pregadas nele. "Não há nada para ser conversado, porque não aconteceu absolutamente nada." E, assim, sem mais nem menos, Ravena conjurou os seus poderes e se teletransportou, deixando Rapaz-fera sozinho na sala.

Boquiaberto e com os olhos muito arregalados, o pobre rapaz não podia acreditar no que acabara de acontecer. Ela simplesmente o ignorou e sumiu.

E ele ficou plantado na sala... a ver navios...

"Não aconteceu absolutamente nada..." Murmurou o verdinho, sentindo-se, de repente, muito frustrado. E aos poucos essa enorme frustração foi se transformando em uma forte indignação, uma revolta sem fim, até que chegou ao ponto da raiva. E, de repente, Garfield sentiu o seu corpo ser tomado por uma sensação inexplicável de fúria. Uma fúria como ele nunca sentira antes. "ÓTIMO!" Gritou bem no meio da sala vazia. "Sabe de uma coisa, Ravena? Eu também acho que não tem absolutamente NADA pra gente conversar! Quer saber? Eu não me importo! OUVIU BEM? Eu também não tô nem aí! A gente se beijou, HA! Grande coisa! Um beijo não significa nada pra mim, sabia? Porque... porque... porque existem milhares de gatas por aí disputando... OUVIU BEM, RAVENA? Disputando um beijo meu e eu não vou ficar esquentando a minha cabeça por SUA causa e muito menos por causa de um beijo estúpido!"

E ele parou. Por um instante, ficou apenas parado com os olhos fortemente fechados e bufando como um touro raivoso até que uma voz, uma voz grave, mas ao mesmo tempo muito calma, chamou sua atenção. "Então... você já terminou de gritar com o sofá?" E Garfield abriu os olhos para encontrar com ninguém menos do que Victor Stone parado, de braços cruzados, bem próximo ao corredor. "Sinceramente, eu espero que sim, porque desse jeito aí você vai acabar ferindo os sentimentos dele, sabia?"

"Ei... hum... e aí, Vic?" A fúria, que há pouco tempo o havia dominado, deixou completamente o seu corpo, sendo substituída por uma desconfortável sensação de constrangimento. Muito constrangimento. "O que você tá fazendo aqui? Achei que você fosse dormir, cara!" Disse coçando a nuca.

"É, é o que eu pretendo. Mas resolvi fazer um lanche antes... lembrei que eu não comi nada hoje e eu detesto dormir de estômago vazio!" Respondeu o grandão tentando evitar que um malicioso sorriso aparecesse em seus lábios.

"Hum... então... há quanto tempo você está aí?"

"Tempo suficiente."

"Legal..." Não que ele estivesse achando aquela situação toda muito legal na verdade.

"Quer conversar?"

"Ai, cara... num sei não..." Garfield respondeu fracamente enquanto se sentava no sofá.

"Sabe, Gar, por mais que seja bom descontar toda a nossa raiva em objetos inanimados, conversar sobre os seus problemas com outras pessoas também pode ajudar você a se sentir um pouco melhor!" Sentando-se ao lado do seu amigo esverdeado, Victor continuou "Então, você e a Rae, hein? Isso é um tanto quanto... err... como eu posso dizer... um tanto quanto..."

"Insano?"

"Eu estava pensando em algo como 'inesperado', mas acho que 'insano' também serve!" Disse o grandão com um sorriso no rosto. "Como que isso foi acontecer, verdinho? A gente deixa vocês dois sozinhos na Torre por menos de um dia e o quê? Vocês acabam se beijando?"

Passando suas mãos no cabelo e suspirando fundo, Garfield deixou suas costas afundarem no encosto do sofá. "Cara... bem que eu queria que aquilo tivesse sido só um beijo! Mas não foi não, viu... foi... foi muito mais que um beijo, sabia? Foi tipo... tipo uma bomba!"

"Bomba?" Ciborgue perguntou, sem entender muito bem aonde o seu amigo queria chegar.

"É! Uma bomba! Sei lá! Ai, Vic, eu nem sei mais do que eu tô falando... na verdade, eu nem sei como que isso foi acontecer! Eu nunca me senti daquele jeito antes... eu entrei no quarto dela e na hora que eu vi a Rae deitada na cama eu acho que perdi o controle sobre as minhas ações! Aí quando eu percebi ela já tava acordada e a gente tava se beijando e eu juro, cara, se você não tivesse nos chamado na hora que vocês chegaram, eu juro que a gente tinh-"

"Êeeepa! Pode parar por aí, verdinho! Você já tá com muita sorte por eu estar aceitando de boa essa história de beijo, mas mais do que isso eu não aguento não!" Disse o grandão com olhos bem arregalados. "Pode me fazer o favor de manter esses detalhes sórdidos só pra você, okay!"

"Foi mal... eu acho que me empolguei!" Disse Garfield com uma risada.

"Se empolgou mesmo! E pelo visto eu tava certo, olha só como conversar comigo já melhorou o seu astral! Cê não tá mais tentando matar o sofá e já tá até rindo!"

"É..." Mas o sorriso que o metamorfo tinha em seu rosto não chegava a alcançar os seus olhos. "Mas eu ainda tô meio aborrecido... eu queria muito conversar com a Rae e esclarecer esse negócio todo que aconteceu entre a gente! Porque foi algo muito estranho... e também muito intenso! Não foi uma coisa normal e eu sei que ela também sabe disso! Só que agora ela só fica me evitando e dando uma de rainha do gelo pra cima de mim!"

Colocando sua mão bem de leve no ombro do seu amigo e oferecendo um olhar solidário, Victor falou com suavidade. "Olha, Gar, você tem que ter paciência... principalmente com a Rae. Sabe, ela não é como essas garotas com quem você geralmente sai! Ela é mais tímida, mais na dela... e sem contar que a Ravena tem muita dificuldade pra lidar com esse tipo de coisa! Todo esse lance de sentir emoções e tal é novo pra ela. O negócio é você não se dar por vencido! Vocês dois têm mesmo que se entender, mas vai com calma, tá! Hum, eu já te contei de quando a Kar- …. ai não, mas que droga!"

"Que foi, Cib?" Perguntou Garfield, preocupado com a súbita mudança na fala de Ciborgue.

"Cara, eu esqueci completamente de ligar pra Karen pra avisar que eu não vou mais lá pra Torre da Costa Leste! Nossa... que mancada! Aqui, faz um favor pra mim?"

"Claro, fala aí!"

"Eu vou lá no meu quarto ligar pra ela, aí você tira uma pizza de carne do congelador e coloca no forno, tá bom?" Enquanto o metamorfo concordava com a cabeça e se levantava para ir até a cozinha, Victor já tinha alcançado o corredor.

Abrindo a porta do congelador, Garfield começou, então, a procurar a pizza que Ciborgue pedira.

"Vejamos o que tem aqui... queijo... não, hum! Vegetariana! Acho que eu vou acompanhar o Cib e também vou comer uma pizza!" Colocando a pizza de sua escolha sobre a bancada, voltou a procurar o sabor que seu amigo pedira. "Aqui tem uma de... mas que porcaria é essa? Anchovas com... banana? Que nojo! Aposto que é da Estelar... Ah! Carne! Finalmente."

Foi então que, ao fechar a porta do congelador, Garfield percebeu dois discretos pedaços de papéis presos por um ímã de geladeira. "Hum... que que é isso?" Murmurou o verdinho para si mesmo enquanto desgrudava os dois papeizinhos da porta do eletrodoméstico.

E ele não poderia ficar mais surpreso com o que acabara de encontrar, porque em suas mãos estavam nada mais nada menos do que os dois convites que Asa Noturna ganhara para ir na inauguração do que prometia ser uma das maiores – e melhores – boates da cidade de Jump. 'Cara... a festa é hoje à noite! Puxa... é uma pena que o Asa e a Kory não vão mais... aqueles dois tavam tão cansados que não vão acordar tão cedo, muito menos pra ir numa boate.' E então, enquanto contemplava aqueles dois convites, Garfield teve uma ideia.

Uma ideia que, para ele, parecia ser a solução para toda a frustração e aborrecimento que ele estava sentindo por causa de uma certa empata de cabelos violetas. Bem, pelo menos uma solução temporária.

Seus dois amigos certamente não iriam na tal festa, logo, aqueles dois preciosos convites seriam cruelmente desperdiçados. E Garfield nunca se perdoaria se deixasse algo tão valioso assim ser desperdiçado!

Dobrando os dois papéis com cuidado e os colocando num pequeno bolso do seu uniforme, o metamorfo voltou a se preocupar com o seu lanche.

Ele não iria mais ficar pensando em Ravena e no incrível momento de intimidade que os dois compartilharam há um pouco mais de uma hora atrás. Não naquela noite pelo menos. Porque agora ele iria pensar apenas em se divertir e se distrair. E que distração poderia ser melhor do que tomar alguns drinks e poder ver umas garotas bonitas dançando?

.

.

Do outro lado da cidade, um jovenzinho loiro que não aparentava ter mais que dezoito anos de idade andava cabisbaixo pelas ruas de Jump. O seu dia estava sendo um verdadeiro horror. Do que adiantava ter os poderes que Trigon lhe dera se o seu esconderijo tinha sido descoberto pelos titãs? E como aqueles malditos heróis descobriram a localização exata do seu esconderijo até então super-secreto? A Igreja do Sangue era um culto muito discreto e Sebastian tinha certeza que ninguém poderia nunca chegar a desconfiar de que havia uma câmara subterrânea embaixo daquela praça! Mas então como, como eles o descobriram?

Sebastian não fazia a menor ideia.

E ele nem teve tempo de pensar num plano para capturar a Gema. Nossa... ele estava mesmo muito ferrado! Como faria para capturar a titã Ravena agora? Vários de seus feiticeiros mais poderosos haviam sido presos naquele dia! Sem contar também que Raoul, a pessoa em quem ele mais confiava, também estava atrás das grades! Claro que havia ainda vários outros membros do culto soltos pela cidade, mas os mais importantes estavam presos na delegacia. O que Sebastian poderia fazer agora que estava praticamente sozinho e sem um lar? E pior: o que aconteceria se ele falhasse com o mestre Trigon?

Descansando suas mãos nos bolsos da sua calça jeans e dando um suspiro derrotado, o adolescente sentiu algo estranho dentro do seu bolso esquerdo. Um pequeno pedaço dobrado de papel.

Que engraçado, ele estava com a cabeça tão quente por conta dos acontecimentos recentes que já tinha até se esquecido disso... na verdade, ele tinha se esquecido completamente que conseguira um convite para a inauguração de uma grande boate em Jump.

Observando o pequeno pedaço de papel, o vilão finalmente tomou uma decisão.

Ele não iria mais ficar pensando naquele maldito-grupo-estraga-prazeres daqueles titãs. E muito menos ficaria pensando em Trigon. Não naquela noite pelo menos. Porque agora ele iria pensar apenas em se divertir e se distrair. E que distração poderia ser melhor do que tomar alguns drinks e poder ver umas garotas bonitas dançando?





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