O Pedido escrita por Laarc


Capítulo 21
A história de uma donzela em apuros


Notas iniciais do capítulo

narração
"diálogo"
'pensamento'




Os titãs seguiram pelo comprido e escuro corredor em direção à origem daquele estranho cântico, que ficava mais alto a cada minuto que se passava. A jornada foi longa, vagarosa e muito desconfortável, e a única luz que iluminava aquele sinistro caminho era proveniente de uma fraca lanterna localizada no ombro de Ciborgue. Quando finalmente chegaram ao final do corredor e se depararam com uma grande porta de madeira, a música parou abruptamente e um incômodo silêncio se estabeleceu por completo.

"Okay, foi impressão minha ou mais alguém achou isso muito estranho?" Sussurrou Ciborgue.

"Algo me diz que eles já sabem que nós estamos aqui." Respondeu o Asa Noturna, seu olhar fixo na porta.

"Acho que você está certo, Asa." Concordou o metamorfo "Consigo sentir o medo deles. Antes não havia cheiro nenhum... mas agora, está muito forte!"

Abelha mordeu o lábio bem de leve e deu um cansado suspiro. "E agora? Nossa emboscada foi praticamente pelos ares... com certeza eles vão estar nos esperando assim que passarmos por essa porta!" Desabafou a moça.

"Isso não nos impede de ainda pegá-los de surpresa." O jovem líder tinha um tom de voz bem confiante. "Eu tenho um plano."

.

.

O enorme salão subterrâneo estava lotado. Todos os membros da Igreja do Sangue estavam presentes e muito ansiosos para o início da cerimônia de união entre a Gema de Trigon e o Irmão Sangue. O evento mesmo só iria começar dentro de algumas horas, mas os encapuzados monges já estavam reunidos ao redor do grandioso altar de pedra, entoando cânticos em oferenda a Trigon. Tudo estava muito calmo até que a mensagem de que os Titãs haviam invadido o esconderijo da seita começou a ser disseminada entre todos os presentes. A música parou na mesma hora e a atmosfera tranquila foi substituída por um pânico crescente. Armas começaram a ser distribuídas entre os integrantes, que as aceitavam sem pestanejar. Cada um se armou da melhor forma possível. Uns faziam uso de magias, outros empunhavam bastões de luta ou afiadas adagas, e mais uns outros dependiam apenas de suas habilidades com artes marciais. Poucos eram os que portavam armas de fogo, mas estes não hesitariam nem um pouco em usá-las. A missão era apenas uma: proteger a Gema a qualquer custo.

Todos se viraram de frente para a porta do salão. Havia apenas uma única entrada e se os Titãs realmente a descobriram, só haveria uma forma deles terem acesso ao salão principal. E seria através daquela porta.

E eles esperaram. Apreensivos. Inquietos. Aflitos.

Mas nada aconteceu. Não havia um só ruído, um só movimento, nenhuma indicação de que os heróis de Jump estavam realmente ali. Alguns monges baixaram a guarda e começaram até a se perguntar se o aviso não passara de um alarme falso.

Quando, de repente, uma forte explosão destruiu a porta e mandou seus destroços voando por todos os lados. Uma enorme e densa cortina de fumaça se formou logo em seguida, deixando muitos integrantes do culto completamente desnorteados e sem ação. A fumaça se espalhava cada vez mais, encobrindo quase metade das pessoas que estavam na câmara subterrânea. O pavor era visível nos olhos de todos. Ninguém sabia o que estava acontecendo e muito menos aonde estavam os Titãs. A única coisa da qual tinham ciência eram dos gemidos e gritos de dor que escapavam de dentro daquele espesso e opaco nevoeiro. Alguns começaram a recuar, outros assumiram posições defensivas, como se esperassem ser atacados repentinamente. Aqueles portando revólveres começaram a disparar tiros a esmo, apenas para os projéteis ricochetearem nas poderosas e firmes paredes de pedra.

Mas, somente após o líder titã bradar a plenos pulmões o famoso grito de guerra, que o caos reinou por completo no enorme salão.

"TITÃS, ATACAR!"

A fumaça se dissipou rapidamente deixando visíveis não apenas quatro titãs, mas também cerca de duas dezenas de monges, que se encontravam caídos no chão, completamente inconscientes. Aqueles que ainda estavam de pé correram para cercar os heróis, atacando-os sem parar.

Asa Noturna fazia o possível e o impossível para bloquear os inúmeros golpes desferidos contra o seu corpo e também para atacar o máximo de pessoas possíveis. Eram chutes, socos, cotoveladas e joelhadas, além de vários bumerangues lançados incansavelmente contra aquele numeroso exército.

Estelar e Abelha, graças à capacidade de voar, não encontraram muita dificuldade para desviar das balas e das magias que eram lançadas contra as duas heroínas. A bela alienígena usava sua superforça para nocautear seus inimigos, ao passo que a valente líder da Torre da Costa Leste incapacitava seus adversários com pequenos, mas muito eficazes, raios disparados pelos seus ferrões.

Devido à proteção oferecida pelas suas partes metálicas, Ciborgue se mostrou praticamente imune contra as afiadas adagas empunhadas pelos monges da Igreja do Sangue. O grandão ficou responsável por desarmar o máximo de inimigos possíveis, tarefa para a qual ele não encontrou problema algum, já que seu poderoso canhão conseguia destruir tranquilamente as armas dos monges. O titã ainda guardava um grande ressentimento contra o Irmão Sangue e estava mais do que empenhado em acabar com a linhagem do seu arqui-inimigo.

O quarteto lutava com muita garra e determinação, e aquele exército de quase uma centena de pessoas foi sendo, aos poucos, subjugado pelos destemidos heróis.

Entretanto, em meio aquele verdadeiro campo de batalha, ninguém percebeu um distinto e pequeno lagarto verde que, andando rapidamente pela parede de pedra, atravessou o salão e chegou a um outro corredor.

Ninguém percebeu também quando esse pequenino réptil se transformou num cachorro de pelo tão verde quanto as escamas do lagarto.

E muito menos perceberam quando esse cachorro de cor tão discrepante saiu correndo pelo corredor, farejando todas as portas que apareciam pela sua frente.

.

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Garfield mal podia acreditar no tamanho daquele corredor. Ele não estava contando, mas não tinha dúvidas de que já havia passado por pelo menos dez portas. E ainda não conseguira sentir o cheiro dela.

Ravena... o que ele não daria para encontrá-la logo. O que ele não daria só para saber se ela estava bem. O que ele não daria para quebrar cada osso do corpo daquele loiro miserável que sequestrara sua preciosa empata.

E, quando o jovem menos esperava, ele sentiu um cheiro diferente. Misturado àquele cheiro forte de terra, poeira e suor, havia um perfume doce e suave de lavanda... feminino, misterioso, intrigante. E ele sabia muito bem a quem aquele delicioso perfume pertencia. Assumindo sua forma humana, o metamorfo se deparou com uma porta um tanto quanto diferente das outras. Ela era um pouco maior e possuía estranhos desenhos pintados de vermelho. Garfield podia não compreender o significado de todos aqueles distintos símbolos, mas de um deles o rapaz nunca iria se esquecer. Um deles estava marcado para sempre na sua memória. Um deles o fez ter pesadelos durante meses e meses.

Porque um desses simbolos era a marca de Scath.

E lá estava ela, bem no centro da porta. Ameaçadora, perversa, cruel.

Por um tempo, ele ficou lá, parado, apenas encarando aquele símbolo maligno. Garfield sabia que só havia uma razão para aquela marca estar pintada na porta.

Naquela única porta.

E em nenhuma mais.

Com o coração batendo a mil, colocou sua mão na maçaneta e a girou com cuidado.

'Ravena...'

.

.

Antes de completar dezesseis anos, tudo o que Ravena mais queria era poder ser normal. Não ter que se preocupar com Trigon, ou com suas emoções, ou com o fim do mundo. E muito menos se preocupar em perder o controle sobre os seus poderes. Tinha dias que ela queria simplesmente dar um basta em tudo isso e ser capaz de curtir a vida como qualquer outra pessoa. O que ela não daria para trocar as horas que passava sozinha no quarto meditando, para poder ficar junto a seus amigos, rindo e se divertindo sem que nada quebrasse ou explodisse. Mas ela sabia que não podia se dar a esse luxo. Tudo na vida da empata era sobre controle e abnegação. E a sua felicidade era o preço que ela deveria pagar pela felicidade e segurança dos outros.

Mas, apesar de seu comportamento altruísta, a jovem se permitia, de vez em quando, ser assaltada por pensamentos egoístas, nos quais ela não era uma heroína e muito menos a Gema da profecia. Nas suas fantasias secretas, ela era apenas Ravena, simples, normal e livre. Totalmente livre. A pequena empata nunca admitiu para ninguém, mas há alguns anos atrás seu desejo mais profundo era se ver livre dos seus poderes. Para sempre.

E então, como num piscar de olhos, tudo mudou. Após a queda de Trigon, Ravena descobriu que, sem a influência do deus-demônio, controlar os seus poderes não era mais um bicho de sete cabeças. Na verdade, era algo muito simples e a jovem titã finalmente conseguiu aceitar sua verdadeira natureza. Depois de uma vida inteira negando e repudiando sua descendência não-humana, Ravena descobriu que ser normal era superestimado. E, mais precisamente nesta última semana, ela pôde descobrir também que seus poderes não a impediam em nada de encontrar a felicidade.

Mas o futuro é algo incerto, imprevisível.

Quando menos se espera, quando tudo parece correr bem, a vida toma um rumo inesperado, pegando a todos de surpresa. E, infelizmente para Ravena, essa surpresa não foi nada agradável. Porque um desejo há muito esquecido pela bela empata se tornou realidade. Sim, pouco tempo depois dela fazer as pazes com os seus poderes, eles lhe foram tirados repentinamente. Não para sempre, já que ela os teria de volta dentro de alguns dias. Mas o que importa mesmo é que naquele exato momento ela não os tinha mais.

E como ela os queria de volta. Mais do que qualquer outra coisa no mundo.

Se ela tivesse seus poderes de volta... ah... tudo seria tão mais fácil!

Para início de conversa, ela não estaria ali, presa naquele enorme, vazio e sombrio quarto, vestida com um curto, desconfortável e, na opinião dela, horrendo camisola branco, completamente à mercê de um moleque tarado que, só para deixar a história mais emocionante, tinha um pacto com o atual demônio de plantão – vulgo Trigon ou... papai.

Se ela tivesse seus poderes de volta, Ravena poderia se curar sem problemas e não estaria mais sentindo aquela lancinante dor no seu rosto, resultado da explosão de raiva do seu sequestrador pavio curto. Na hora em que fora agredida, o sedativo ainda não havia perdido todo o efeito e seu corpo ainda estava bastante anestesiado. Mas agora que a droga não se encontrava mais em seu organismo, Ravena sentia uma dor excruciante em toda sua face. Naquele quarto não havia um espelho para permitir que a moça avaliasse o tamanho do estrago, mas ela nem precisava de um. Sabia muito bem que seus machucados não deveriam estar nada bonitos.

E o mais importante de tudo. Se ela tivesse seus poderes de volta ela não estaria se sentindo tão derrotada e indefesa. E como ela abominava a ideia de se sentir indefesa.

Ravena não era uma donzela em apuros! Não... geralmente era ela quem salvava as donzelas em apuros! Porque Ravena era uma heroína. Destemida, forte, independente. Sempre pronta para enfrentar malfeitores e salvar o dia! Ela não era indefesa, ou desamparada, ou... qualquer outra coisa desse tipo.

E definitivamente ela não era o tipo de garota que precisava ser resgatada das garras do diabólico vilão! Não mesmo! De forma alguma! Ela não precisava de um príncipe encantado, ou de um cavaleiro errante, ou de um herói!

Então por que diabos ela não conseguia parar de imaginar Garfield entrando por aquela maldita porta, pegando-a nos braços e carregando-a até a Torre Titã? E como ela se odiava por isso! Ao invés de estar pensando num plano de fuga, lá estava ela, sonhando acordada, como se fosse uma garotinha apaixonada.

A vida dela não era um conto de fadas. Ela não era uma princesa e Garfield não era um príncipe. E ela sabia muito bem que se não fizesse alguma coisa, o seu final não seria nada feliz.

Chacoalhando a cabeça, como se tentasse apagar aqueles pensamentos de sua mente, Ravena suspirou fundo e se pôs de pé. Ela tomara sua decisão. Não iria esperar sentada por um resgate. Não iria se dar por vencida, e muito menos bancar a donzela em perigo!

Com ou sem poderes, ela iria escapar daquele lugar.

Com ou sem Garfield, ela se veria livre das garras do Irmão Sangue.

Mas, antes de tudo, ela precisava formular um plano. E tinha que ser um ótimo plano. O seu inimigo a conhecia muito bem. Ele não apenas soube exatamente como bloquear seus poderes, mas também soube como fazer para evitar que ela escapasse. Caso contrário, a porta não estaria pintada com aqueles símbolos.

E ela conhecia muito bem aqueles símbolos.

Sempre que perdia o controle sobre os seus poderes, os monges de Azarath a castigavam. A empata era trancafiada em um pequeno cômodo que possuía apenas uma porta, na qual eram desenhadas, tanto do lado de dentro quanto do de fora, aquelas mesmas gravuras. Letras mágicas. Místicas. Um feitiço milenar, uma antiga magia de aprisionamento de demônios. Ela não poderia tocar na porta, e dessa forma só estaria livre se alguém a abrisse. Só estaria livre depois que aprendesse uma lição.

E agora, lá estava ela, seu olhar ardentemente fixado em sua única opção de fuga. Se ela quisesse fugir dali, deveria esperar até que alguém abrisse aquela porta.

E quanto tempo isso demoraria? Apenas duas pessoas haviam estado com a empata até agora. Primeiro, Sebastian, e depois, um dos servos do garoto. E isso tudo ocorrera horas atrás! Mas... se bem que o servo dissera alguma coisa sobre o próprio Irmão Sangue ir buscá-la pessoalmente na hora da cerimônia. Se isso era verdade, então a qualquer momento o pirralho estaria lá. A qualquer momento ela teria uma chance de escapar.

Um pequeno e suave 'click' vindo da direção da porta fez a empata despertar do seu devaneio. Alguém estava prestes a entrar no quarto. Sem dúvida, fora mais rápido do que ela imaginara, mas não poderia de forma alguma desperdiçar aquela chance. Ela precisava fazer alguma coisa.

E tinha que ser agora.

Com toda a velocidade, puxou o lençol que cobria a cama e o carregou consigo, permanecendo escondida atrás da porta. Ela iria mostrar àquele Irmão Sangue com quem ele estava mexendo.

'Você já era, pivete!'

E a porta se abriu.

Tudo aconteceu muito rápido. Sem ao menos se dar ao trabalho de descobrir realmente quem era o seu visitante, Ravena lançou o pesado lençol sobre a misteriosa pessoa, que ficou completamente coberta pelo tecido. Em seguida, desferiu um poderoso chute no que parecia ser o estômago da pobre vítima, que por sua vez perdeu o equilíbrio e caiu no chão, gemendo de dor.

"AAAHHHH!"

Ela deixou um sádico sorriso aparecer em seus lábios. "Gostou da surpresa, querido?" Ah, nada como o bom e velho sarcasmo. "O que foi, hein? Gosta de bater nos outros, mas não gosta de apanhar?" E deu mais um forte chute no estômago do desconhecido, que gemia e rastejava numa tentativa inútil de escapar do ataque daquela vingativa mulher. Rodeando a sua queixosa presa, a empata conseguiu estimar onde estavam as pernas do rapaz e mirou o próximo chute numa região bem especial. "Vamos ver se depois de hoje você ainda vai conseguir ter algum filho!"

"RAAEEE, NÃÃÃÃOOOOO!" E ela parou o chute na metade, o que a fez quase perder o equilíbrio. "Pelo... amor de Deus... Rae! Tenha piedade! Me chuta em qualquer lugar, menos aí!" Aquela voz não pertencia a Sebastian e muito menos a algum capanga dele. Aquela voz só poderia pertencer a uma pessoa.

"G-Garfield?" Embasbacada e com olhos bem arregalados, tudo o que ela conseguia fazer naquela hora era assistir ao rapaz tentar se livrar daquele enorme lençol.

"Sabe... Rae... ai..." Dizia o jovem que, sentado no chão, tentava recuperar o fôlego. "Já que você não... tá mais... aff... tentando me matar... bem que... você... podia me dar uma... ajudinha aqui, hein!"

Ela estendeu a mão e o ajudou a se levantar. "Eu estava tentando fugir. Não sabia que era você... sinto muito se o machuquei." Disse secamente.

O tom de voz de Ravena, tão vazio de emoções, deixou o rapaz um pouco espantado, afinal fazia tempo que ele não a ouvia dizer algo dessa forma. "Tá tudo bem, Rae, e-" E ele não conseguiu dizer mais nada. Quando finalmente seus olhos pousaram no rosto da moça, sentiu seu coração quase parar. Com muito cuidado e ternura, deixou seus dedos percorrerem as feições da empata, que recuou um pouco devido a dor. "Me desculpa, eu... eu... foi ele quem fez isso com você?"

"Não se preocupe com isso, Gar-"

"Como assim, não me preocupar?" Sua resposta foi muito séria e Ravena tinha certeza que notou um certo desespero na fala do jovem. "É lógico que eu me preocupo! Como você pode dizer que eu não devo me preocupar? Caramba, Ravena! Eu tava quase ficando doido! Ninguém sabia onde você tava e o que tinha acontecido e... e..." E ela o abraçou com toda a força. Ravena podia não ter suas emoções naquela hora. Podia não sentir alívio, ou afeto, ou até mesmo compaixão ao ver um Garfield pra lá de desconsolado na sua frente, mas isso não a impedia nem um pouco de tentar oferecer ao rapaz algum tipo de conforto, além de lhe mostrar sua imensa gratidão.

"Obrigada, Gar..." Sussurrou no ouvido dele.

O metamorfo retribuiu o abraço, envolvendo-a possessivamente pela cintura e afundando seu rosto próximo ao pescoço dela, permitindo-se inebriar por aquele perfume que ele tanto gostava.

Bem devagar, Rapaz-fera desfez o abraço, mas manteve suas mãos confortavelmente repousadas no quadril da heroína. "Vamos embora daqui, Rae! Os outros estão lá fora esperando a gente!"

E antes que Ravena pudesse responder, uma terceira voz se fez ser ouvida.

"Eu devo discordar de você, titã. A minha noiva não está indo a lugar algum!"





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