O Pedido escrita por Laarc


Capítulo 19
A história de Nunca Mais


Notas iniciais do capítulo

narração
"diálogo"
'pensamento'



Nunca Mais certamente não estava do jeito como Garfield se lembrava. Se antes o local era assustador e repleto de horripilantes corvos de olhos vermelhos, agora era um lugar muito, mas muito mais agradável. O caminho rochoso fora substituído por um bonito gramado, as árvores que antes eram secas, agora possuíam vistosas folhas, o céu não era mais escuro, mas de um azul celeste. A única coisa que não mudara foram os grandes portais de pedra, que davam acesso aos distintos reinos de cada emoção.

"Uau... esse lugar tá muito diferente! Eu me lembro dele ser assustador e tal, mas agora... sei lá... ele tá muito bonito!" Exclamou o metamorfo.

"Bem, acho que faz sentido... a Ravena mudou muito nos últimos anos e agora ela não sofre mais com a influência de Trigon. Nada mais sensato do que a mente dela refletir essa mudança toda." Respondeu Asa Noturna coçando o queixo e apreciando a paisagem. "Então, Logan! Como fazemos para encontrar com as outras Ravenas?"

"Ih, cara! A gente vai ter que andar! Se eu me lembro bem, eu e o Cib atravessamos um daqueles portais ali." Disse o jovem enquanto apontava para uma das construções de pedra.

E andar eles fizeram. E muito.

Mas não encontraram ninguém. Nenhuma emoção sequer.

Garfield estava desconsolado. Ele e Richard já estavam caminhando a mais de uma hora e não haviam encontrado nenhuma Ravena colorida. O lugar estava completamente deserto. E pior, o cansaço devido a noite não dormida já começava a aparecer.

"Asa!" disse Rapaz-fera tentando impedir um bocejo "Vamos tentar aquele portal ali! Acho que nós ainda não passamos por ele!" O líder assentiu e os dois atravessaram o dito portal. Mas os rapazes certamente não estavam preparados para o que iriam encontrar.

Nessa nova região de Nunca Mais, a grama não era a única coisa verde. As nuvens, os troncos das árvores, e até os bizarros morangos alados, tudo era verde. Mas não foi isso que chamou a atenção dos heróis. Na verdade, eles nem ligaram muito para o excesso de verde. Os dois estavam mais preocupados com as oito coloridas Ravenas que estavam caídas sobre a grama. Todas inconscientes.

Como um raio, eles se aproximaram delas e fizeram o possível para acordá-las. Mas nada funcionava. As garotas mal se mexiam.

Asa Noturna e Rapaz-fera estavam muito alarmados. Eles estavam, sem dúvida, muito preocupados com Ravena, mas agora, também estavam bastante preocupados em como iriam fazer para sair de Nunca Mais.

Foi quando uma voz muito suave chamou a atenção dos dois jovens.

"Não adianta, elas não vão acordar tão cedo."

.

.

Victor estava sentado em frente ao computador. Ele não conseguia se concentrar em mais nada além de encontrar a identidade do misterioso sequestrador. Seguira o conselho de Asa Noturna e deixou o computador pesquisando o rosto do jovem em todos os arquivos fornecidos pela cidade: banco de dados da polícia, câmeras de vigilância, qualquer coisa que pudesse fornecer aos titãs uma pista sobre o loirinho desconhecido. O rapaz estava completamente focado no monitor, até sentir uma familiar presença atrás dele e dois carinhosos braços circulando seu pescoço.

"Você deveria estar dormindo, Karen!" Disse para a moça que o abraçava.

"E você deveria estar recarregando sua bateria!" Respondeu a líder, beijando carinhosamente a bochecha dele.

"A minha bateria não chegou nem na metade ainda. Não vou precisar recarregar tão cedo." Ele não conseguia tirar seus olhos da tela.

"Se você diz... hum ….Vic, a quanto tempo eles estão lá?" Abelha desfez o abraço e puxou uma cadeira, sentando-se ao lado do seu namorado.

"Quase três horas..." O tom na voz de Ciborgue era muito grave. E Karen sabia o porquê. Desde o começo ele fora contra a ideia de entrar na mente de Ravena. E seus amigos estavam demorando muito lá dentro.

"Entendo... e … o que você está pesquisando? Conseguiu achar alguma coisa sobre o nosso suspeito?"

"Consegui duas imagens gravadas por uma câmera de monitoramento de trânsito." Respondeu o grandão enquanto mostrava à garota os arquivos na tela do computador. "As duas são muito recentes, da semana passada pra ser mais exato."

"Uau! Tô impressionada! Achei que fosse demorar pra gente encontrar alguma coisa!"

"É, eu também! Mas isso não é o melhor. Olha o que eu descobri! Essa câmera filma uma rua que dá acesso a uma praça no subúrbio da cidade. Nas duas imagens que eu consegui, o garoto aparece saindo dessa praça."

Karen coçou o queixo avaliando a foto na tela do computador. "O que você acha? Será que ele mora ali perto?"

"Na verdade, eu acredito que ele esteja usando esse lugar como um esconderijo! Fiz uma pesquisa sobre o local e achei algumas coisas bem interessantes." Ciborgue virou o rosto para encará-la. "Parece que na década de 50 havia uma igreja nesse mesmo terreno, mas que foi fechada e ficou abandonada até uns cinco anos atrás, quando foi demolida para a construção de uma área de lazer."

"Fechada? Como uma igreja pode ser fechada?" Perguntou a líder, muito intrigada.

"Aparentemente, nela eram realizados cultos de adoração ao demônio, com direito a sacrifício humano e tudo! Isso deixou a comunidade bem revoltada e foi realizado um grande protesto para que o local fosse fechado."

"Ainda não entendi... por que você acha que esse lugar pode ser um esconderijo?"

"Porque essa praça, mesmo sendo nova, não é usada pela comunidade. Na verdade, ela é evitada a todo custo. Encontrei algumas reportagens dizendo que após a igreja ser fechada, vários moradores diziam ainda ouvir vozes saindo de dentro dela, e essas vozes podem ser ouvidas até hoje, mesmo não havendo mais igreja e a praça estando completamente vazia. Dizem que o local é mal-assombrado pelo tal demônio que era adorado."

"E o que você acha, Vic?"

"Sinceramente, eu não acredito em vozes do além. Se tem alguém escutando barulho é porque tem alguém fazendo. E se não está sobre a praça, deve estar embaixo dela!"

Abelha deu um sorriso bem humorado e deixou escapar uma risada abafada. "Sério? Uma câmara subterrânea? E o que mais? Uma passagem secreta? Isso não é meio, sei lá, cinematográfico?" Perguntou com um olhar bem descrente.

Ele franziu as sobrancelhas por causa da reação da moça. "Ei! Num me olha assim não! Tá certo que é a teoria pode soar um pouco estranha, mas eu acho que faz todo o sentido! Pensa bem... um culto de adoração ao demônio, o sequestro da Ravena e esse cara flagrado andando bem no lugar onde era realizada a seita!"

Karen ficou bem pensativa. A ideia de existir uma passagem secreta nessa praça guiando para uma câmara subterrânea era meio surreal. Sem contar uma seita misteriosa que existia desde metade do século passado. E o que Ravena tinha a ver com essa tal seita? Adoração ao demônio... Ravena...

E para Karen, a ficha caiu naquele momento.

Ela engoliu em seco antes de perguntar "Você pensou nele, não pensou? Em Trigon?"

Ciborgue não disse nada. Mas também, não precisava. Sua expressão grave e severa já respondia por ele.

.

.

Asa Noturna e Rapaz-fera estavam petrificados. Nenhum dos dois conseguia tirar os olhos daquela cena. Bem a sua frente estava uma Ravena, de pé, apoiada contra uma imensa e frondosa árvore.

Mas ela não era como as outras Ravenas e muito menos como a Ravena que eles conheciam. Ela era diferente. Bem diferente.

Sua capa não era opaca como as das outras emoções. Mas de um prateado magnífico, cintilante. Suas feições, ternas e serenas. Sua postura, mais graciosa e, ao mesmo tempo, mais sensual. Mas não era só isso. Para os dois jovens aquela visão era algo totalmente majestoso, sublime, quase... celestial. E se Garfield não acreditava em anjos, naquele instante, ele passou a acreditar.

A voz da moça quebrou o estranho encantamento que envolvia nossos heróis, e os dois voltaram à realidade. "Quem são vocês? Como conseguiram entrar nesse reino?" Perguntou bem suavemente.

O metamorfo foi o primeiro a conseguir falar, ou melhor, gaguejar. "R-Rae!"

Ela arregalou os olhos, muito espantada. Sabia muito bem a quem aquela voz pertencia "Gar! É você mesmo?" E se fosse possível, seus olhos se arregalaram mais ainda ao sentir o jovem prendendo-a em um forte e desejado abraço.

"Rae! Nossa! Eu tava tão preocupado... quando eu vi todas as outras Ravenas desmaiadas eu... eu posso continuar te chamando de Rae? Eu sei que você não é a Rae, mas uma das emoções dela!"

E ela riu. Um riso doce e amável. Desprendendo-se parcialmente do abraço, deixou seus dedos tocarem bem de leve o rosto do rapaz, que ainda mantinha as mãos possessivamente na cintura da moça. Pôde sentir o seu queixo forte, suas orelhas pontudas, seus cabelos rebeldes.

E ela sabia que era ele.

"Gar..." Deixou escapar quase como um suspiro "Eu gosto quando você me chama de Rae..."

Por mais feliz que Garfield estava ao ver que pelo menos uma das Ravenas estava bem, ele não conseguia evitar de sentir que alguma coisa estava errada com aquela emoção. Por que ela não tinha reconhecido os dois de primeira? Por que ela estava tocando o rosto dele daquela forma? E por que ele tinha a ligeira impressão de que ela não olhava diretamente para ele enquanto conversavam, mas sim para... ….o nada?

"Rae, tá tudo bem com você?"

Ela respondeu com um lindo sorriso "Está sim! E quem mais está com você? Eu consigo sentir mais uma presença aqui."

"Esse seria eu!" Disse Asa Noturna se aproximando do casal.

"Richard!" Exclamou a alegre emoção, virando a cabeça em direção à voz do seu amigo.

Ele pegou com muito carinho a mão dela, guiando-a até o seu ombro. "Eu estou bem aqui, Ravena."

"Ah, obrigada!"

Garfield não entendeu nada do que acabara de presenciar. "Que que você pensa que tá fazendo, Asa! É claro que ela pode ver que você tá aí, n-não pode?"

Asa Noturna teve de rolar os olhos "Você é muito sonso, hein! Vai me dizer que não percebeu ainda?"

"Perceber o quê?"

"Está tudo bem, Richard! Eu... eu sou cega, Gar!" Respondeu a serena moça, o sorriso nunca deixando seu rosto.

"O QUÊ? Como assim?" Perguntou o metamorfo muito alarmado.

"Ossos do ofício, eu acho!" Disse ela com uma risada, e continuou "Mas algo me diz que vocês não estão aqui nem a passeio e nem para discutir a minha visão, ou a falta dela, não é mesmo?"

Os dois rapazes ficaram muito sérios. "Você está certa." Respondeu Asa Noturna. "Precisamos de ajuda para encontrar a Ravena. Será que você pode nos ajudar com alguma coisa?"

A expressão no rosto da jovem se tornou muito melancólica. "Tudo o que sei sobre o sequestro foi o que a Ravena teve oportunidade de aprender até então. Nada mais, nada menos. Infelizmente, desconheço a localização dela, mas sei quem a capturou e porque o fez. A pessoa que vocês procuram chama-se Sebastian. Ele pode ser jovem, mas é muito poderoso. Até onde sei, ele é o líder de um culto de adoração a Trigon, um culto chamado Igreja do Sangue. Sebastian é o Irmão Sangue."

"Mas nós já enfrentamos o Irmão Sangue, e ele não era aquele garoto!" Disse Garfield.

"O Irmão Sangue que vocês conheciam era o pai de Sebastian..."

Asa Noturna arqueou as sobrancelhas. "Era?"

"Sim, era... Sebastian o matou para assumir o cargo de líder da Igreja do Sangue." Respondeu a bela emoção com um tom pesaroso.

O queixo de Garfield foi quase ao chão. Richard cerrou os pulsos com força. Eles estavam lidando com um verdadeiro psicopata.

"E o que Trigon pretende dessa vez? Usar a Ravena como Portal novamente?" Perguntou Asa Noturna, ainda em choque.

A moça balançou a cabeça "Não... Ravena não pode mais ser usada como Portal. A profecia já foi cumprida. O papel dela agora é dar vida ao novo Portal." Suspirou fundo e abaixou a cabeça antes de continuar "O novo Portal... o fruto do ventre da Gema..."

"F-Fruto do v-ventre?" Balbuciou o metamorfo "Tipo filho? Tipo engravidar a Ravena?" Ele levou as mãos à cabeça "AI, MEU DEUS!"

Garfield estava desesperado e Asa Noturna, severamente alterado. As notícias, que já não eram nada boas, ficaram ainda piores.

"E o que foi que aconteceu com as outras emoções? Por que estão todas inconscientes? Esse Sebastian fez alguma coisa com a Ravena?" Questionou o líder, já esperando o pior.

"Essa foi a forma que o Irmão Sangue encontrou de subjugar a Ravena." Respondeu bem suavemente, mas com o tom um pouco triste "Sem a ajuda de suas emoções, ela é fraca e não consegue usar seus poderes."

"Mas eu não entendo! Você também não é uma emoção? Por que não está como as outras? E por que a Rae não pode usar os poderes se ainda tem você?" Questionou o metamorfo, claramente confuso.

Ela mordeu bem de leve o lábio. "Isso é um pouco complicado, mas acho que conseguirei explicar a vocês dois. Todas nós, emoções, somos unidas a Ravena por meio de um vínculo, pelo qual flui o poder que ela é capaz de usar. Quanto mais forte esse vínculo, mais poderosa é Ravena, porque mais poder é capaz de fluir. No entanto, essa ligação é individual, ou seja, cada emoção possui o seu próprio vínculo, e por isso mesmo ele pode ser mais fraco para umas e mais forte para outras. Como você já sabe, Garfield, a emoção conhecida como Felicidade pereceu há algum tempo atrás. Felizmente, Ravena conseguiu trazê-la de volta. No entanto a experiência vivenciada foi tão significativa e especial para ela que resultou não só no renascimento de Felicidade, mas também no meu próprio nascimento."

A emoção não podia ver mas ao dizer aquilo a face de Garfield se iluminou de alegria. Ele sabia que ajudara a trazer Felicidade de volta, mas ele não tinha ideia que também fora responsável pelo nascimento de uma nova emoção para a empata. Ainda mais uma tão encantadora como aquela.

Observando a reação de Rapaz-fera, Asa Noturna só arqueou as sobrancelhas. Ele não sabia sobre o problema que a sua amiga tivera com a emoção Felicidade, mas tinha certeza que o verdinho tinha alguma coisa a ver com essa tal "experiência tão significativa e especial" vivenciada pela empata.

A misteriosa emoção continuou sua história. "Apesar de eu e Felicidade termos nascido juntas, a nossa ligação com Ravena possui uma intensidade bem diferente. Ravena já conhecia Felicidade e também já a aceitava, uma vez que a minha irmã era uma emoção mais antiga e, diferentemente de mim, ela renasceu. Dessa forma o vínculo entre elas é forte e estável. No entanto, Ravena não me conhece ainda, pois eu sou muito recente, e por isso o nosso vínculo é muito fraco. Vejam bem, para o poder ser capaz de fluir pela nossa ligação, é necessário que Ravena não só me sinta, mas que ela me aceite e que compreenda o meu verdadeiro significado. Ela já é capaz de me sentir, e muito, mas ela ainda não me aceitou, ela não sabe o que eu represento, e se ela não é capaz de me compreender a nossa ligação não se fortalecerá, e assim eu não serei capaz de ajudá-la. Agora a situação é ainda pior, porque ela sabe exatamente o que aconteceu com as outras emoções. Ela sabe o que a magia usada pelo Irmão Sangue fez com suas emoções e por isso ela acredita forte e intensamente que não é mais capaz de sentir nada, mesmo eu não sendo afetada pelo encantamento que ele usou. Ela está tão convencida que não pode mais sentir que acabou por enfraquecer ainda mais o nosso vínculo."

"Cara! Por que tudo relacionado à Ravena tem que ser tão confuso?" Exclamou Garfield, levando suas mãos à cabeça.

O líder titã deu um olhar reprovador para o seu amigo e tornou a encarar a emoção prateada "E por que essa magia não foi capaz de afetar você? Isso tem a ver com o seu vínculo, que ainda é fraco?"

Ela sacudiu a cabeça. "Não, isso não tem nada a ver com o nosso vínculo. A magia negra utilizada não me afeta. Isso porque o objetivo dela era levar as emoções à exaustão, fazendo-as sentir mais do que podiam. Mas eu tenho uma capacidade ilimitada de sentir. Nada poderia me sobrecarregar, nunca!"

Os três permaneceram em silêncio por algum tempo. Os rapazes tentavam absorver toda a informação obtida com a ajuda da emoção prateada.

Garfield estava muito sério e só conseguia pensar em Ravena e no fato dela estar sozinha, sem poderes e nas mãos de um assassino lunático doido para ter um filho com ela. "Ela não pode se defender desse cara, não é? Desse... Sebastian..." A bela emoção apenas sacudiu a cabeça. "Nós precisamos descobrir o esconderijo dele e resgatar a Ravena! Agora que a gente já sabe quem sequestrou a Rae, deve ficar mais fácil!"

Ela deu um bonito sorriso "Obrigada pela ajuda e pela preocupação!" Ergueu bem devagar sua mão direita e apontou para frente "Acho que já disse tudo o que poderia auxiliá-los nessa busca! Criei uma saída na direção para a qual o meu dedo aponta. Não está muito longe e aposto que conseguem enxergá-la daqui. Boa sorte... ...a todos nós!" Dito isso, a encantadora Ravena prateada se desmaterializou bem na frente dos jovens, e a última coisa que Garfield viu foi o adorável sorriso que enfeitava os lábios da moça. E a lembrança daquele sorriso o acompanhou durante todo o trajeto até o portal.

"O que você acha que ela é, Asa? Digo... o que será que ela representa?" Perguntou o metamorfo parando bem em frente ao enorme portal.

O líder titã coçou o queixo e deu uma olhada bem humorada para o seu amigo. "Você não tem ideia mesmo, não é?" O verdinho só sacudiu a cabeça, negando. "Hum... não sei se eu deveria te contar..."

"Cara! Se você sabe, é claro que você deveria me contar! Pelo menos me dá uma dica!" Implorou um alarmado Garfield.

"Uma dica, hein... sabe, Gar, você já ouviu falar na expressão 'o amor é cego'?" E ele atravessou o portal, puxando um perplexo e boquiaberto Garfield junto.





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