Memories escrita por Laris Neal


Capítulo 8
Capítulo 8




Todas essa vidas que você tem tirado
no fundo meu coração está quebrado.”

 

Liv – Andrew. Não comece...

Andrew – Cala a boca! Você não quer que eu conte, mas a verdade sempre vem a tona! Detetive Benson, você se acha inatingível, inabalável, não é? E se eu a lembrasse de quando nós dormimos juntos...que você não queria...

Liv – Cala a boca!

Ell – Como assim? – ele estava confuso com tudo aquilo.

Liv – Nada. Esse louco não fala coisa com coisa. Passado é passado, Adrew. – ele não podia saber, não podia! Ela tinha que calar a boca de Andrew... Elliot nunca poderia saber, ele morreria!

 

“Lares quebrados pela separação.
Você não sabe que é violação?
É tão errado mas você verá.
Nunca te deixarei tomar meu mundo”

 

Andrew – Não! Eu contarei! Esta sua preciosidade, já foi violada por mim...

Ell – Não! Não é possível... – ele estava em choque.

Liv – Desgraçado... – lágrimas escorriam de seus olhos.

Andrew – Isso chame do que quiser, mas eu sei o que você gosta na cama... Se passar por vítima...

Liv – FDP! – ela deu um chute na mão dele jogando sua arma para longe, e deu um soco em sua barriga. Ele caiu no chão, surpreso, mas ainda sim conseguiu pegar a arma e apontar para o Elliot.

Andrew – Sua vagabunda, você se acha a tal! Mais uma gracinha dessa e ele morre! Não tenho nada a perder...

 

“O mundo fora dessas paredes pode saber que você está respirando
mas você não vai entrar.
Não vai entrar.”

 

Olívia paralisou. Não, ele não iria tocar nesse assunto. Ela não ia deixar. Elliot não poderia saber, não assim. Andrew não invadiria seu mundo, não provocaria mais estragos do que já tinha provocado.

Andrew – Isso, quietinha... – ele levantou-se e ficou atrás dela, com a arma apontada para suas costas. – Agora, você fará o que eu mandar. – disse sussurrando.

Ouviram um grito, vindo da outra sala. Era Casey.

Liv – Casey... Não... O que...

Andrew – Quieta! Escute-me. Quem você irá salvar? Elliot, Casey ou a garotinha? Qual amor falará mais alto? O de amantes? O de amizade? Ou o de mãe?

Liv – Isso não... Por favor, eu não posso...

Ell – O que? O QUE? – ele não conseguia ouvir o que diziam.

Andrew – Já mandei calarem a boca! Agora... – ele voltou a sussurrar – você terá sua escolha. Pense rápido.

E era isso que ela fazia. Pensava o mais rápido que podia. O que fazer?  Não podia escolher simplesmente isso. Era de mais para ela. Estava a ponto de perder a cabeça, quando uma idéia lhe ocorreu.

Liv – Se eu escolhesse a Casey... Você deixaria a menina livre? – ela disse cabisbaixa.

Andrew – Ok.

Liv – Eu escolho a Casey.

Andrew – Como? Não, para. Não me mate de susto desse jeito! É brincadeira, não é?

Liv – Não.

Ell – O que? O que está acontecendo???? – Liv lutava contra suas forças, para não chorar, não fraquejar naquela hora. Se não, seu plano ia por água a baixo.

Andrew – Já que você quer tanto saber, Elliot, essa sua linda mulher aqui, Liv, preferiu salvar a sua amiguinha Casey, do que você...

Liv – Ela, ela precisa de mim... – os olhos cor de chocolate dela cruzaram com os olhos azuis dele. Eles se aprofundaram um no outro, como se dissessem, implorassem para que entendesse. Era um sacrifício. Quem sabe essa não fosse a maneira para salvá-lo?

Ell – Eu, eu não acredito... – seus olhos começaram a ficar vermelhos.

Liv – Sorry...Ell... – o nó na garganta quase a fazia fraquejar.

Ele, havia entendido que o que ela estava fazendo, era importante, mas não entendia realmente o que ela estava fazendo. E de todas as maneiras, mesmo que houvesse entendido, tinha que representar também.

Ell – Como assim? Não! A Casey? Mas... E eu?

Liv – Eu...eu... – ela respirou fundo. – Eu não te amo Elliot.

Aquelas palavras atravessaram o coração dele como estacas de cristal, sua respiração ficou difícil. Como? Não havia explicação para aquilo...

Ell – Mas... Liv, e... E nós? E o nosso amor? Foi, foi tudo mentira? – ele não podia acreditar! Lágrimas salgadas percorriam o caminho do seu rosto até pararem em seus lábios.

Liv – Elliot, para! Nunca houve nenhum nós! Amor? Isso não existe! Eu nunca te amei! Foi só diversão! Amor é pura ilusão! E isso é realidade! A único de verdadeiro valor aqui é esta corrente, que vale ouro. – ela tentava acreditar com todas as suas forças de que ele entenderia a deixa, que na verdade quando ela falara da corrente, ela falava do amor deles! Ele tinha que entender, e contracenar com ela!

Ell – Congratulations! Que bela atriz você é! Excelente! – disse batendo palmas. A raiva, a tristeza, a decepção, tudo sendo colocado num liquidificador e sendo misturado, triturado. Era demais para ele.

 

“Olhe para os meus olhos
Você verá o que significa para mim.
Procure no seu coração, procure na sua alma
E quando lá me encontrar, não vai procurar mais.”

 

Andrew olhava tudo quieto, com um sorriso no rosto que se desfez logo, logo. Não tinha planejado isso. Ela deveria escolher Elliot! Não era ele que ela amava? Então, por isso que ele estava sofrendo e iria sofrer mais! Mas, ela escolhera Casey! Meu Deus, e agora? Estava fora de controle...

Liv – Pronto. Agora, solte a Casey e a garotinha.

Andrew pensou rápido. Ta, poderia soltar aquela promotora barata e aquela pirralha, mas o que faria com Elliot?

Andrew – Ok. Mas antes... Venha aqui belezinha... – ele agarrou Liv e virou-a dando-lhe um beijo na boca, forçado, fazendo-a quase vomitar.

Os olhos de Elliot ficaram vermelhos. Era como se uma onda o tivesse tomado, uma onda demoníaca. Ele não agia feito um banana, ás vezes isso era bom, mas em situações como aquela, era uma maldição...

 

“Não me diga que não vale a pena tentar,
Não pode me dizer que não vale a pena morrer por isso.
Você sabe que é verdade, tudo que eu faço, eu faço por você.”

 

Ell – Largue-a! – ele saiu correndo pronto para encher o outro de porrada, quando na sua frente só viu um cano e uma bala zunindo...

Liv – ELLIOT!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! – um grito desesperado, cortando o silêncio que havia reinado ali. Andrew havia atirado. Elliot fora atingido no peito. Seu corpo caíra, pesado no chão, escorrendo sangue por todo lado.

Andrew – Vai lá ver esse idiota se debatendo no chão... – disse em meio às gargalhadas.

Liv saiu correndo e agachou-se ao lado de Ell. Suas mãos pressionando o ferimento, tentando conter o sangue, mas em vão.

Ell – Meu raio de sol...

Liv – Honney... Please... Vai ficar tudo bem! Não morra! – o desespero tomava conta dela. Enquanto ela estava parada agachada ao lado dele, Casey veio correndo de dentro da outra sala, toda suja e machucada, gritando.

Andrew – Como... Como você...?

Casey – Filho da Mãe desgraçado! Eu já deixei a policia entrar... Você vai pagar por tudo!

Andrew – Sabia que eu tinha que ter acabado contigo quando tive a chance... Mas agora você que vai pagar! – e então, nesse exato momento, Liv olhou e viu. Ele atirou. Casey caiu no chão sangrando.

Liv – Não!!!!!!!!!!!! – ela estava completamente desesperada! Não a tinha salvo! Ela poderia ter salvo Casey mas não o fez! Não impediu!

Andrew ria olhando o desespero de Olívia.

Andrew – Isso! Grite, chore por eles! Eles não valem nada, e você menos ainda! Agora sim, você está pagando pelo que fez.

 

“Olhe para o seu coração, vai encontrar,
Não existe nada lá para esconder.
Me aceita como sou, fica com a minha vida,
Eu te entregaria totalmente, eu a sacrificaria.”

 

Cap – Não! Você está pagando pelo que fez.

Andrew – Como? – ele olhou para trás e um tiro certeiro pegou seu coração. Ele caiu no chão, soltando a arma.

Atirador 1 – Seqüestrador atingido.

Cap – Rápido! Uma ambulância. – os outros policias chamaram a ambulância e foram pegar Andrew. John chegou correndo com Fin e ajoelhou-se ao lado de Casey.

John – Casey! Não! – pela primeira vez, o John brincalhão chorava em publico, angustiado.

Casey – Estou bem... – ela falava com dificuldade.

John – Eu estou aqui! Por favor, fique bem! Eu imploro!

Enquanto isso, Liv tentava manter Elliot vivo enquanto a ambulância não chegava.

Liv – Por favor... Não vá!

Ell – Mas... Você não me ama... E nunca me amou... – ele dizia com dificuldade, a encarando.

Liv – Eu. Eu fiz tudo por você... Por nós!

Ell – Eu-Eu sei que, que nunca houve nenhum... Nós.

Liv – Ell... Eu, eu...





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