(Nem) Todo Mundo Odeia a Emily escrita por May_Mello


Capítulo 9
Todo mundo odeia a Zooey.


Notas iniciais do capítulo

Oi, como vai você? Eu vou bem, obrigada. Minha vida tá boooouuua! /pcsiqueiraFAIL
Antes de jogarem (insira qualquer coisa que doa quando for atirado em uma pessoa aqui) deixem-me explicar. Eu iria postar ontem; iria cumprir a data certinha. Mas aí o Nyah! fédafruta tava dando erro.'
Então... Espero que me perdoem. ~~pisca olhinhos vesgos~~
Olha só, deu alok' mais do que o normal em mim enquanto estava escrevendo esse capítulo, por isso ignore qualquer coisa ae. -q
Obrigada pelos reviews, xuxus. :*
Boa leitura. ♥




“Pois foi o que eu fiz, e agora estou oficialmente morta! Só espero que no inferno tenha ar condicionado.”







–Emily. – Alguém chutava levemente um de meus pés. Mas que coisa! Não me deixam nem roubar uma loja de chocolate em paz. – Emily! – A voz se tornou mais insistente, assim como os chutes no meu pé. – EMILY! Você está atrasada! – A voz de minha mãe se tornou nítida no meu quarto.

–Novidade... – Resmunguei, bêbada de sono. Me virei na minha macia cama, tentando voltar a dormir. Macia cama? Tá pior do que cama de prego, isso sim. Que cama mais...

–Emily! – Minha mãe voltou a me chamar. Abri um dos meus olhos, olhando para o nada, desnorteada. – EMILY!

–Tá, já entendi. Eu sou... Emily. – Fechei meu olho novamente, recebendo um chute na bunda que me fez gritar e sentar desesperada. – Está atrasada para a escola! Eu já tô saindo. Tchauzinho. – Minha mãe cantarolou, batendo a porta do meu quarto.

Olhei para tudo ali. Eu estava no chão. Espera aí. Eu tinha dormido no chão? Cara, como eu sou burra. Por que eu estava dormindo no chão?

Ah, depois de um surto eu me joguei no chão, e após ficar até umas quatro da madrugada resmungando “Eu odeio Thomas Schultz” eu peguei no sono. Maldito Thomas! Meu dia nem começou e ele já está todo estragado só de eu me lembrar que aqueles Schultz existem.

Até quase chorei de raiva, e depois de tudo isso eu só tenho uma coisa a dizer:

–Maldito despertador do Teletubbies que nunca toca. – Massageei o lugar atingido pela desalmada da minha mãe enquanto me levantava.

Me olhei no espelho e parecia que eu tinha acabado de voltar de uma guerra. Espero que minhas olheiras possam matar todos que olharem para mim. Sim, elas podem matar, até estou com medo de mim mesma nesse momento.

Caí no banheiro enquanto tentava tomar banho, foi xampu no meu olho e ainda bebi um tanto de condicionador. Mas fora isso eu estou viva, porque erva ruim a geada não mata. Bem, acho que bati a cabeça muito fortemente na privada...

Eu, minhas olheiras e minha cara amassada marchamos rumo à escola.

Quando eu finalmente cheguei em frente à porta da minha sala, depois de um pequeno “probleminha” na entrada, o sinal que indicava o final da primeira aula tocou, e minha professora de Artes que saia da sala quando me viu quase teve um ataque cardíaco. Tadinha. Deve ter ficado traumatizada.

Entrei com a delicadeza de um elefante brigando com um rinoceronte pra ver quem ficaria com a dona zebra. Nossa, eu realmente tenho que começar a tomar os meus remédios na hora certa.

A sala toda, que estava em uma grande baderna, parou para me observar.

–EMILY! – Gregory berrou lá do fundão.

–Aberração. – Zooey murmurou.

–PSICOPATA! – Thomas também berrou. Ele não tem mesmo medo da morte.

Acho que fiquei tempo demais pensando em como matar Thomas com a carteira, pois até o professor de Inglês já havia entrado e todo mundo já tinha calado a boca. Ele “carinhosamente” me mandou ir sentar, já que eu estava lá parada feito uma retardada, o que sempre acontece, já que eu sou uma retardada.

Pequena conclusão: Eu odeio a Zooey, eu odeio insetos, eu odeio os pássaros, eu odeio o cereal barato que a minha mãe compra, eu odeio a diretora, eu odeio a minha escola, eu odeio o sol, eu odeio a lua, eu odeio Inglês, eu odeio a cerca do meu quintal, eu odeio a caneca roxa que eu tenho desde os meus cinco anos, eu odeio a minha vida, eu odeio o mundo, eu odeio o universo, eu odeio o Lukas... Eu odeio tudo, mas o que eu odeio mesmo é um garoto chamado Thomas Schultz.

Lukas tentou me enganar, por isso eu o odeio. Já o Thomas me enganou, me ofendeu e ainda tirou uma com a minha cara, por isso eu quero arrancar as tripas dele.

Direcionei meu olhar mortífero fortificado pelas minhas olheiras para Thomas enquanto ia em direção à minha carteira. Me joguei lá e fiquei olhando para Anthony e Gregory com a minha típica cara de bocó entediada e com um olhar bastante conhecido por eles. Um olhar que queria dizer: “Tem equação nesse problema”. Ok. Eu realmente preciso de um médico.

–O que foi, Emy? – Anthony perguntou, desinteressado.

–Eu detesto informar, mas temos ladrões no meio de nós. – Respondi, com a voz ligeiramente rouca.

–Eu juro que não tive culpa. Eu pensei ter ouvido você falar que eu poderia pegar aquele seu DVD especial do Nirvana. – Gregory se defendeu. Espera aí.

–Foi você, seu traidor?! – Me exaltei. – Mas nesse momento não importa, porque a coisa foi mais séria. – Olhei para Lukas e Thomas, que “fingiam” não prestar atenção na conversa enquanto “fingiam” conversar. – ELES pegaram o meu all star. Sim, aquele all star. – Apontei para os Schultz, observando Anthony se esforçar para arregalar os olhos, já que ele estava quase dormindo sobre a carteira de novo.

–Ei, eu já disse que não fomos nós! – Thomas tentou se defender. Tá vendo como eles só “fingiam” não prestar atenção? E como é que ele pode ser tão cínico?

–Espera. Como assim? Eu estou ligeiramente confuso. – Anthony olhava de um lado para o outro, não entendendo nada.

–Esqueci de te contar que a minha rua é mesmo amaldiçoada e que eu tenho novos vizinhos. Vizinhos esses que me apunhalaram pelas costas porque eu acidentalmente quebrei o vidro da porta da sacada deles com o meu pobre all star. Então eles resolveram se vingar, roubando esse precioso objeto que me pertencia. – Expliquei “formalmente”. Tá parecendo até tribunal isso.

–Acidentalmente? Você quebrou acidentalmente?! Se aquilo for acidentalmente eu sou o Batman! – Thomas exclamou, fazendo Lukas tapar os ouvidos, já que Thomas berrava e quase pulava por cima da carteira dele para falar comigo.

–E se não foram vocês que roubaram o meu all star eu sou o Robin! – Revidei.

–Vixi. – Gregory murmurou.

–E claro que foi acidentalmente, era pra ter acertado a sua cara! – Continuei. – E você, seu pequeno traíra? Você e a sua carinha de “não fui eu, eu sou fofo” são os piores. – Me voltei para Lukas.

–Olha, eu não apoiei o Thomas nisso. Eu só contei pra ele que o tênis que você tinha tacado lá em casa era o seu tênis da sorte. – Lukas se defendeu.

–Lukas! – Thomas o repreendeu.

–Não importa! EU ODEIO VOCÊS E QUERO O MEU TÊNIS DE VOLTA! – Berrei o mais alto que podia, me levantando.

–E EU ODEIO VOCÊ E NÃO VOU DEVOLVER! – Thomas também berrou se levantando.

–Emily e Thomas, pra fora da sala agora! E detenção no final da aula! – O professor gay gritou lá da frente. Sério, eu só não rio da voz dele porque estou com muita raiva.

–Ótimo. – Thomas resmungou, olhando furioso para mim. – E a propósito, sua saia está ao contrário. – Ele disse, assim que passou por mim.

Opa.

_X_

E daí que a minha saia está ao contrario? Vai ficar assim, eu odeio esse uniforme mesmo. Só gosto das minhas roupas de marca... Marca de ketchup, de graxa, de pasta de dente...

Enfim, eu odeio tudo isso aqui. Depois eu taco uma bomba na escola e me perguntam o porquê.

Estou debaixo da arquibancada, matando a terceira aula porque acho que eu não seria capaz de ver a imagem de Thomas sem puxar aqueles dreads e... Ah, eu ainda tenho que terminar o meu plano de como matar Thomas Schultz e recuperar o meu all star.

Talvez eu taque fogo na casa deles, pois se não posso ter meu all star, eles também não terão. É um bom plano. Nem queira saber os maus.

Acho que já estou aqui há tempo demais; ouvi o sinal indicando o intervalo para o lanche tocar. Quero muito continuar aqui vegetando, mas eu tenho que matar a fome antes que ela me mate. Viu como a vida é injusta?

Caminhei lentamente, observando e esbarrando em alguns infelizes no meu caminho até a nossa mesa.

Quando olhei pra nossa mesa só não tive um ataque cardíaco porque estou cansada demais para isso, mas tenho certeza que senti uma veia pulsar na minha testa enquanto caminhava até lá.

–Eu não acredito nisso! – Exclamei, socando a mesa. Houve um tremendo silêncio, onde só se podia ouvir o barulho que vinha do copo de Anthony, que estava com suco já no final e era sugado por um canudinho. – O que vocês estão fazendo aqui? O que você está fazendo aqui? – Apontei um dedo na cara de Thomas, que apenas sorriu de lado. – Essa é a minha mesa!

–Nossa mesa. – Anthony me corrigiu, recebendo o meu olhar mortal.

–Emily, eles são legais. – Gregory opinou.

–Legais porque eles nunca roubaram um tênis seu, cabeção. – Revidei.

–Eu nunca roubei nada. – Lukas murmurou.

–Tanto faz. Você é um traidor mesmo assim! – Olhei para ele, enquanto pegava e comia raivosamente a batatinha que Gregory estava tentando levar até a boca. – E você? A mesa da Zooey não é melhor? – Olhei para Thomas.

–Eu minto às vezes. – Thomas fez uma falsa cara de arrependimento. – E pra ser sincero a mesa dela é um saco. Se bem que quando você está aqui também é saco. Droga, essa escola é um saco. – Ele divagava, enquanto eu tentava não enfiar um garfinho de plástico em sua jugular.

–Ok. Votação! – Gregory exclamou animadamente, com uma cara de bobo alegre que só ele sabia fazer. – Quem quer que eles fiquem na nossa mesa levantem o braço. – Ele e Anthony levantaram o braço. – E agora quem não quer. – Eu e o Anthony levantamos os braços.

–Cara, você não pode votar duas vezes. – Gregory repreendeu Anthony.

–Eu estou confuso. Eu acho que tenho certeza de que não escolho nenhum das duas opções.

–Então você vota em branco, mané. – Gregory falou, fazendo com que eu desse um tapa na minha própria testa.

Eu até ia dizer que eles só não eram mais estúpidos por falta de espaço quando sinto um empurrão nas minhas costas que quase me fez voar sobre a mesa.

Me virei e vi a cara de “periquita sem dono” da Zooey.

–E aí, aberração? Sabe o que eu fiquei sabendo? – Ela começou com aquela voz de gralha dela.

–Como é que eu vou saber se eu não sou uma bruxa igual a você pra adivinhar as coisas? – Perguntei. Ela apenas deu um sorrisinho convencido.

–Eu sei, pequena Emily, que a diretora te mandou fazer uma coisa que você não fez. Ela me disse que se você não entrar pra o clube das Líderes de Torcida você estará definitivamente ferrada, de um jeito que você nunca esteve antes. – Ela tentava fazer um ar assustador. Estava até parecendo Chuck Bass sussurrando e com a cara tão próxima que eu quase podia ver os pequenos furos que foram causados para injetar botox na cara dela.

–Líder de Torcida? Ela não pode me punir com isso. Eu prefiro o inferno do que ficar pulando com um pompom. Espera. – Fingi pensar. – Eu já estou no inferno, o que seria pior do que ver essa sua cara todo dia? Droga! Pior do que isso é ter que ver sua cara em todos os treinos também. Essa diretora é bastante esperta.

–Os treinos são as segundas, quartas e sextas depois da aula, querida. – Ferrou de vez. – E, ah! – Ela já ia se virando para sair quando se voltou para mim novamente. – Você disse que animação de torcida é ficar pulando com um pompom? É muito mais do que isso, e eu só estou deixando você entrar porque... Pobrezinha. Você estará ferrada de todas as maneiras. – Sínica e metida. Eu quero mergulhar a cara dela num pinico.

–Muito mais do que isso? Interessante. Então quer dizer que além de pular com o pompom vocês também sacodem ele? – Fiz um olhar de peixe morto.

– Nós saltamos de dois metros de alturas; nós animamos. Nós somos uma família, mas eu não culpo você. O que você pode saber sobre ser uma família se você nem tem um pai e sua mãe é uma louca?

Silêncio. Sabe, isso tocou lá no fundo do meu coração cheio de colesterol. Eu só abaixei a cabeça e olhei para os meus próprios pés.

–Quem você pensa que é pra falar com ela assim, hein, sua Barbie?! Você não tem o direito de falar assim com os meus amigos. – Eu estou tão desnorteada que nem sei quem gritou isso e se colocou ao meu lado. Só sei que... Nada sei.

–Oh, coitadinhos. Esqueci que vocês também não têm pai. – Ergui a cabeça e vi que ela levou uma das mãos em frente à boca, fazendo um falso drama. Olhei para o lado e Thomas estava ali. Era ele quem havia gritado com ela e era com ele que ela falava.

–Como você sabe disso? – Lukas perguntou, inconformado.

–Eu sei de muitas coisas, baby. – Ela respondeu. Ai, que nojo!

–CALA A SUA MALDITA BOCA, SUA VACA! – Querem um conselho? Nunca grite com Zooey Grey. E aqui vai um conselho melhor ainda: Nunca, jamais, nem se quer sonhe em gritar com Zooey Grey e tacar alguma sopa da bandeja do Anthony na cara dela, principalmente se ela é a capitã das Lides de Torcida e você está prestes a “fazer parte do time”. Pois foi o que eu fiz, e agora estou oficialmente morta! Só espero que no inferno tenha ar condicionado.



Notas finais do capítulo

TCHARÃN!
E ae, hein? Zooey é mesmo uma filha dum mosquito com um calango. {?} '-'
-q
Se gostaram comentem, se não gostaram comentem também... Enfim, comentem...
Vou responder os reviews agora, ok?
E até QUINTA que vem ... ou não. '-'
Bjos&Qjos :*