(Nem) Todo Mundo Odeia a Emily escrita por May_Mello


Capítulo 8
Todo mundo odeia ser enganado.


Notas iniciais do capítulo

Oie, pessoas! õ/
Ainda tem alguém vivo aí? -q
Desculpa pela demora, estava ocupada com minha outra fic e essa semana quase nem parei em casa.
Eu falei pra bebeat que iria postar sem falta na terça e olha o dia que eu vim postar. Desculpa, ok? -q
Vou tentar postar toda quinta agora. Mas ja viram o quanto eu sou boa em cumprir datas, hein? kk'
Enfim... Esse capítulo tá chaaaaaato, mas espero que tenham uma boa leitura. C:
Obrigada pelos reviews, coisas lindas.




Como ele pode me enganar assim e ainda pegar o meu all star?”


 

Estou quase morrendo de tanto ódio! Corrigindo: Já morri! Estou vendo minha vida passando diante dos meus olhos, e todas as cenas nostálgicas estão tendo como acompanhando uma música insuportável vinda da casa dos meus vizinhos.

A única pessoa que sabia, além do Anthony e do Gregory, que aquele era meu tênis da sorte era o futuro ser que iria virar cadáver chamado Lukas. E por que diabos a minha porta da sacada está entreaberta? Eu me lembro que fechei ela com bastante força da última vez!

Sim, agora tudo faz sentido. Tudo bem, nada faz sentido. Por que o Lukas roubaria o meu tênis? É isso o que eu vou descobrir agora.

Fui para a minha sacada e percebi que o estrago que eu fiz na porta deles tinha sido tapado com um pedaço de papelão e fita adesiva. Que coisa de pobre, meu Deus!

Gritei o máximo que podia pra chamar a atenção dos dois, mas meus gritos eram todos abafados pelo alto “projeto de música”. Alguém vai morrer hoje!

Me cansei de tanto gritar e resolvi pular pra sacada deles. Tenho que admitir, não foi muito fácil.

Depois de três horas me contorcendo mais do que minha mãe quando tenta limpar o umbigo eu pulei pro outro lado. Gritei, esperneei, esmurrei... Só faltei chorar pra que eles me ouvissem. Mas aí, do nada, a música parou.

Agora percebo o quanto isso fez mal para os meus tímpanos. Com muito custo fui retomando a audição e ouvindo a voz daqueles ratinhos brancos do outro lado.

–BILL, EU VOU MATAR VOCÊ! – Gritei, socando a porta deles mais uma vez.

Thomas levou um susto tão grande, mas tão grande quando abriu a porta que eu podia jurar que ele iria desmaiar.

Viu? Agora foi ele quem se assustou. A justiça falha, mas não tarda! Ou seria o contrario? Enfim...

–Emily? – Ele murmurou com os olhos arregalados.

–Emily? – Lukas repetiu com os olhos da mesma forma.

–Não, a minha avó! – Ironizei, empurrando Thomas da minha frente e invadindo o quarto deles.

Quase tropecei em uma guitarra enquanto seguia marchando até Lukas. Opa, espera aí. Uma guitarra? Olhei para a guitarra Stratocaster toda preta no chão e quase entrei em transe. QUASE, porque eu tinha coisas mais importantes para fazer.

–O QUE VOCÊ FEZ COM O MEU TÊNIS? ALIÁS, POR QUE VOCÊ ROUBOU O MEU TÊNIS? – Apontei um dedo na cara de Lukas, que deu alguns passos para trás, se afastando.

–Seu tênis? Eu não peguei o seu tênis. – Ele tentava se explicar. – Suponhamos que eu tenha pego o seu tênis... – Não complica pra você, moleque. – E se eu supostamente peguei o seu tênis por que eu fui devolver ele hoje de tarde se eu poderia supostamente só ficar com ele?

–Como é que você sabe que é ESSE tênis que eu estou falando, hein? E você só ficou sabendo que aquele era meu tênis da sorte quando “supostamente” foi me devolver. – Fiz aspas no ar.

Thomas gargalhou enquanto eu não tirava meus olhos do rosto assustado de Lukas.

–Tênias da sorte? – Thomas ainda ria. – Garota, saia do meu quarto antes que eu te jogue pela janela.

–Nós temos um caso muito sério aqui. – Falei no meu melhor estilo “Sherlock Holmes”, desviando minha atenção de Lukas para Thomas. – Foi um de vocês, ou os dois, só pode ser. Que tipo de ser estúpido invadiria um quarto pra roubar apenas um tênis? Estúpidos iguais a vocês! – Comecei a andar em círculos, dando ênfase na minha teoria. – O que uma pessoa faria com um único pé de um tênis? Macumbeiros iguais a vocês fariam macumba! E vocês tinham motivos, razões e circunstâncias para fazerem isso com o meu pobre tênis já que ele foi o motivo de uma porta quebrada.

–Não viaja. – Thomas balançou a cabeça negativamente, pegando a guitarra no chão e se sentando em uma das camas. – Se você terminou já pode ir. Não tenho tempo pra perder com você.

–Desculpa, Emily, mas não tem nenhum tênis da sorte aqui. – Lukas falou fazendo uma carinha fofa. Uma carinha fofa que não me engana!

Fez-se um silêncio no quarto, e eu pus-me a observar o mesmo. Partindo da porta da sacada, havia duas camas do lado direito, separadas por uma mesa com um computador. Havia um amplificador a lado da cama em que Thomas estava sentado, ao qual a guitarra que ele tinha em mãos estava ligada. Tinha vários CDs jogados sobre a outra cama, e do outro lado do quarto havia uma porta – que julguei ser o banheiro – e um closet enorme. E por que eu estou observando tudo isso? Porque tudo me parece muito suspeito.

Thomas dedilhava a guitarra lentamente, observando o nada. Lukas brincava com o microfone que só agora percebi que tinha em mãos.

O negócio estava tão tenso que só faltava um relógio daqueles de igreja badalando para completar o clima.

–Eu não saio daqui sem o meu tênis. – Me sentei no espaço vazio ao lado de Thomas, que agora além de dedilhar a guitarra fazia gestos esquisitos com os lábios. Culpado!

Suspirei entediada.

–Sinto muito pelo seu tênis, Emily. – Lukas fingiu lamentar-se. Como é que ele pode fazer isso sem rir?

–Lukas, vem aqui um pouquinho! – Uma voz feminina gritou do andar de baixo.

–Já vou, mãe! – Lukas gritou em resposta, olhando para mim e jogando o microfone na outra cama antes de sair.

Me joguei na cama, de modo que fiquei com o tronco deitado na mesma.

–Sai da minha cama, ameba. – Thomas resmungou.

–Não, protozoário. – Respondi, olhando para as minhas unhas.

Thomas começou a dedilhar com mais força a guitarra, fazendo com que eu movesse involuntariamente meus pés que estavam para fora da cama. Não acredito que esse ‘coiso’ sabe tocar guitarra!

De repente ele parou, e o silêncio voltou a prevalecer.

–Ai, que saco! – Me sentei na cama de novo. – Vocês não podem apenas devolver o meu tênis e me deixar ir? Eu juro, eu prometo que nunca mais quebro nada de vocês. – Encarei Thomas suplicante.

–Bem, que parte do “não tem nenhum tênis da sorte aqui’ você não entendeu? Me fala pra que eu possa desenhar pra você. – Thomas me encarou, entediado.

–E que parte do “não saio daqui sem o meu tênis” você não entendeu? – Arqueei uma sobrancelha.

–Então você nunca mais sairá daqui, o que é uma pena, porque está me dando enjôo ficar olhando para a sua cara.

–Vê? Eu odeio você e você me odeia. Devolva o meu tênis, eu vou embora e nunca mais vou olhar na sua cara, então a vida volta à sua mais perfeita anormalidade. Simples assim. – Concluí.

–SEU TÊNIS NÃO ESTÁ AQUI. – Thomas falou alto e calmamente cada palavra. – Quer que eu soletre?

Ok. Isso está realmente me irritando. Eu tenho certeza de que foram eles!

–Ai, meu Deus. – Finalmente minha ficha caiu. – Se não está aqui então o que vocês fizeram com ele? O que vocês fizeram?! – Arregalei os olhos, me jogando no chão sobre as minhas pernas e fazendo um perfeito drama.

–Tá vendo essa guitarra, garota? – Thomas apontou para a guitarra que tinha em mãos. – Eu só não quebro ela na sua cabeça porque eu tenho muita pena dela.

–Ok. Se não está aqui então você não se importa se eu der uma olhada pelo quarto, não é? – Perguntei, sentada sobre as minhas pernas, olhando para ele com uma cara de “HÁ, se ferrou!”

–Não. – Ele deu de ombros. Droga. E lá se vai o meu plano.

–Não mesmo? – Fiz uma cara interrogatória, mexendo com as sobrancelhas.

–Olha só, caí fora do meu quarto! – Ele se irritou, deixando a guitarra sobre a cama.

–Por que está tão preocupado que eu dê uma olhada pelo quarto, senhor “seu tênis não está aqui”? – Perguntei, erguendo um pouco a barra da colcha da cama em que ele estava sentado e colocando minha cabeça debaixo da mesma para observar lá.

–Pela última vez: NÃO ESTÁ AQUI! – Ele berrou, fazendo com que eu me desconcentrasse e batesse minha cabeça na cama enquanto eu tentava tirar ela de debaixo da mesma.

–Au! – Coloquei a mão na minha cabeça, no lugar que teria um futuro galo.

–Não está aqui, nós não pegaríamos o seu tênis e eu só quero que você saia do meu quarto. – Ele falou convicto, olhando bem no fundo dos meus olhos. É, acho que me convenceu.

–Tudo bem, eu desisto! Cansei. – Ok, não foram nem meia hora de batalha e eu já estava rendida. Eu sou uma bela soldada, eu sei.

Me levantei seguindo em direção a sacada deles. Depois de mais três horas consegui pular para a minha novamente. Eu não acredito que saí derrotada, mas eu realmente não agüentava mais ouvir a voz daquele garoto e ele conseguiu me convencer. Mas quem pegaria o meu tênis se não foram eles?!

–E a propósito, você toca muito mal. – Falei com uma cara de convencida, enquanto estava prestes a fechar a porta da minha sacada e ele fazia o mesmo com a dele.

–E a propósito, você tem uma guitarra legal. – Ele sorriu de orelha a orelha, fechando a porta na minha cara.

–Hãn? Como é que ele sabe que eu tenho uma guitarra se ele nunca entrou no meu quarto? – Fazia meu raciocínio em voz alta após ter fechado a porta da sacada. Eu ainda não tinha captado a mensagem. - O quê?! – E foi assim que eu, Emily Evans, matei Thomas Schultz após invadir o quarto dele com uma faca.

Não. Eu não fiz isso. Apenas me encarei no meu imenso espelho. Nada de escândalo.

A única coisa que meu ódio me deixa pensar nesse momento é que eu vou matar esse garoto lentamente após esfregar a cara dele no asfalto e fazer com que ele assista a própria morte. Como ele pode me enganar assim e ainda pegar o meu all star? Se ele quer guerra, é o que ele terá!

Sabe a parte que eu disse sem escândalo? Então... Esquece.

–AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! 




Notas finais do capítulo

AEAEAE. õ/
Foi chato, mas pelo menos agora sabemos quem foi que roubou o all star da Emy.
Mas... E agora, José? -q
Comentem, ok? Nem que for pra me xingar lá nos reviews. HAUDHAJDHADUAD'
Até quinta que vem... ou não. '-' /levaumtiro
Bjos&Qjos ~