(Nem) Todo Mundo Odeia a Emily escrita por May_Mello


Capítulo 45
Todo mundo odeia vingança.


Notas iniciais do capítulo

Hello pessoas lindas que ainda leem essa humilde história! o/
Cá estou com mais um capítulo.
Desculpem pela demora viu gente, mas agora eu tô de férias da facul e vô tentar postar mais uns três capítulos antes de voltarem as aulas. Portanto, não me matem.
Muuuito obrigada por continuarem lendo e espero que gostem desse capítulo escroto e pequeno.Tá pequeno meeesmo gente, mas semana que vem eu volto com outro hein.


Ah, e sobre um detalhe desse capítulo: Alguns leitores mais antigos se lembram que essa história não era original, era sobre Tokio Hotel. E eu meio que decidi manter essa ideia de banda na fic, então.... Acho que vocês vão entender lendo aí, gente. rsrsrs Bjão. :*



–Gregory, eu quero respostas, e quero respostas agora! Responda sinceramente, pois tudo o que disser será usado contra você no tribunal. E saiba que se mentir estará condenado a mais dolorosa morte...

–Pare de me assustar, Emily. – Eu podia sentir o garoto tremendo até mesmo a dois metros distancia. Alguns alunos espalhados pelo corredor observavam nosso chilique.

–Você matou o Anthony e enterrou o corpo em algum terreno baldio? Porque tipo, não é possível... O garoto não vem pra escola tem três dias, e a casa dele está mais silenciosa do que aquelas dos filmes de terror, e-

–Anthony sumiu? Quando? – Fez uma cara de incredulidade tremenda e só faltou perguntar “quem é Anthony?”, já que liga tanto pro balofinho que nem havia se dado conta do seu desaparecimento.

–Ai, mas é idiota mesmo! – Bati na minha própria testa, enquanto o seguia para dentro da sala de aula. – Sério, não tô conseguindo falar com o Anthony e estou preocupada. A mãe dele nunca o deixaria faltar de aula a menos que...

–Ele tenha morrido! – Agora Gregory se assustou pra valer.

–Eu ia dizer a menos que ele estivesse doente, mas morrido também serve. – Dei de ombros.

–E agora, Emily?!

–Como assim “e agora?”. Se ele morreu não há nada que possamos fazer. – Está pensando que eu sei a resposta de tudo?

–Podiam ao menos chorar a minha morte, caros amigos.

Pausa dramática para colocar uma musica de suspense na minha cabeça. Me virei lentamente e...

–ANTHONY!!! – Gregory leu meus pensamentos e gritou ao mesmo tempo que eu. – Por que não veio a aula nesses dias? Por que não avisou que não tinha morrido? Por quê?! Por quê?! Por quê?!

–Algo sinistro aconteceu! – Alguém já viu Anthony pronunciando a palavra “sinistro”? Então, é sinistro! – Há quatro dias eu minha mãe estávamos andando pela rua quando eu parei em frente a vitrine de uma loja de instrumentos musicas e fiquei olhando uma bateria super maneira por tempo suficiente pra que minha mãe avisasse que já estava escurecendo e precisarmos ir. E depois...

– A SUA MÃE MORREU E FIM! – Interrompi batendo palminhas. Nada típico do meu comportamento, só estava sendo irônica fisicamente, se é que é possível. – Ai, Anthony, para de enrolar e diz logo o que aconteceu!

–Como estava dizendo – me repreendeu com força –, depois disso eu fiquei doente. E cara, vocês conhecem a minha mãe. Ela pirou total e começou a dizer que eu estava doente por causa da bateria que eu tinha visto no dia anterior, estava “desconfiado”, e iria morrer se ela não comprasse a bateria. Então ela me comprou uma bateria e eu sarei do meu resfriado.

– E agora você tem uma bateria e três faltas na caderneta. Ótimo! – Revirei os olhos. A mãe do Anthony consegue ser mais louca do que eu, e olha que isso é difícil!

–LEGAL, CARA! SÓ FALTA APRENDER A TOCAR! – Gregory comentou “calmamente” atrás de mim.

–Vou beber água, não que interesse a vocês. – Anunciei assim que o sinal tocou, mas fui mesmo assim.

A medida que caminhava os corredores iam se esvaziando, pois até o segundo sinal já havia tocado. Ia começar a cantarolar uma musica feliz quando tive a visão do inferno: Thomas vinha caminhando todo fodão com um sorriso de orelha a orelha. Achei que deveria estar sorrindo pra alguma pessoa atrás de mim e ia passar reto quando me senti sendo puxada violentamente pelo bracinho.

–Você não vai acreditar nisso, boboca. – Deu um sorriso de lado assim que terminou de pronunciar a frase.

–Acreditar no quê? Você finalmente resolveu assumir que é gay?

–Gay é o... – pausa dramática – Tyler!

–Então o que foi?

–Eu acabei de chamar a Zooey pro baile... E ela aceitou! – Silêncio. – Isso não é ótimo?

–Se eu somente socar a sua face novamente você entenderá que é um “não”?! Eu não acredito que tá dando em cima dela de novo! – Tentei passar por ele e seguir meu caminho mas fui novamente impedida.

–Você não entendeu? Vai, Emily, confessa que era loira antes de pintar o cabelo...

–Huh? – Oi? Quê?

–Eu a chamei, porque essa é a vingança. Não sei direito o que vou fazer mas o plano é basicamente deixar ela plantada em casa me esperando. O que seria pior para uma patricinha do que perder um baile? E mesmo que ela arrume outro par pra levá-la de última hora, bom... Aí eu vou pensar nessa parte.

–Ah, é espertão? Não sei como foi que ela aceitou ir com você, mas é mais fácil ela se vingar de você do que você se vingar dela. Aliás, ela não te odiava? E aliás mais um vez, você está se vingando do que exatamente, sendo que não foi você o humilhado?

–Ah...

–Sem palavras, ameba? Olha, você realmente vem agindo estranhamente de uns tempos pra cá. A pessoa de boa aqui indo tomar água, e vem importunamente ser interrompida por um garoto retardado que começa a falar coisas sem sentido... É demais pra mim!

–Vai falar que não te anima nem um pouquinho saber que a Zooey vai se dar mal apenas uma vez na vida? – Hum... Deixa eu pensar... – É, aí está... O sorrisinho maldoso. – Comei a rir do comentário do Thomas sobre o meu sorriso de lado tipo o dele.

–Vamos tentar, ok? E saiba que se eu for pro inferno a culpa é toda sua!

–Ah, claro, toda minha. Você nem faz nada pra colaborar com a sua sentença. Agora vamos pra aula!

Só pra constar: eu nem consegui tomar água.

Também não me encontrei com o Tyler o resto do dia. Vai ver ele tenha morrido depois de se declarar pra mim e depois de eu rejeitar seu convite pro baile. Agora só me resta saber se essa declaração foi verdadeira e.... Ah, não quero nem pensar! Não pensar evita sofrer por antecedência, e eu li isso em algum lugar.



Notas finais do capítulo

E essa vingança aí hein? Quero nem ver.