(Nem) Todo Mundo Odeia a Emily escrita por May_Mello


Capítulo 33
Todo mundo odeia ter amigo fofoqueiro.


Notas iniciais do capítulo

Eu voltei! E agora é pra ficar! Porque aqui... aqui é o meu lugaaaarrr.... (8)
HUSHDJAHDJADH'
Sim, sim, sim! Aqui estou!Cheia de saudades e também de cansaço, mas aqui estou.
Sentiram minha falta? Mais uma vez pensarm que eu nunca mais voltaria? HAHA
Reparei que por a história ter mudado de categoria tem rostinhos novos por aqui. Sejam todos bem vindos, viu?
E bom, vamos ao capítulo, né? *-*
Nesse tem a continuação dos passos que o Anthony deu pra Emily e está escroto, só pra variar.



Quase que a minha meia fina preta foi pro escambau quando eu caí descendo as escadas da minha varanda, mas abafemos o caso, pois a única coisa que aconteceu foi um pequeno desfiado no joelho.  Ajeitei minha mochila nas costas e me reergui feito um arranha-céu, alá Demi Lovato.

Fui andando lentamente pela calçada até parar ao lado de duas pessoinhas. Uma me olhou de cima a baixo com um olhar que eu não soube identificar e logo depois fitou os próprios pés, me ignorando completamente; a outra sorriu de leve, murmurando um “bom dia”, que foi prontamente respondido por mim.

Será que ele não notou a minha pequena... mudança? Tudo bem, talvez ele apenas não queira me dar “esperanças”, porque no fundo eu sei que ele sabe que eu ainda gosto dele.

Quarto passo: Não tenha medo de conversar, por mais estranho que o papo for ou por mais medo e falta de coragem que você tenha.

-Então... Esperando o ônibus? – Não, idiota, esperando uma espaçonave.

-É, meio que isso. – Adivinha quem me respondeu? Claro que foi o Lukas. Aliás, nem me lembro mais da existência energúmena do Thomas.  

 Depois que o Lukas me respondeu, eu comecei a rir baixinho de mim mesma e da minha idiotice. Mas só que é mentira. Estava era rindo de nervosismo. Aí o Lukas também começou a rir e Thomas se afastou, dando um estalo de irritação com a língua.

Ok, o quarto passo é um dos mais difíceis entre os difíceis. Eu não tenho mais assunto, e isso prejudica o passo cinco, que seria não ficar travada ou não ter um chilique de ciúmes – esse passo o Anthony inventou depois que eu contei da fatídica noite na floresta e de como fiquei travada e depois possuída de tanto ciúme.

E graças aos céus – ou ao motorista drogado mesmo –, o ônibus chegou. Lukas foi o primeiro a entrar, e Thomas se sentou com ele. Ainda bem, porque eu não sei se me sentar com o Lukas daria bandeira demais. Nota mental: Perguntar isso pro Anthony.

Pois bem, me sentei na fileira de bancos ao lado da deles, na mesma reta. Só que quando pensa que não, na outra parada do ônibus, o Thomas mudou de lugar e foi se sentar lá pro fundão, dando chance para um certo alguém se sentar com o Lukas sem pensar duas vezes. Até te dou um tempinho pra você adivinhar quem foi... É uma líder de torcida, o nome começa com “S” e vai ser uma das primeiras pessoas a morrer quando meu rifle que eu comprei pela internet chegar. Adivinhou agora que eu estou falando da Samantha?

E como assim o Thomas muda de lugar e ela se senta ali? Começo a suspeitar que esses dois têm um complô. O Thomas me odeia mesmo, devo estar preparada pra tudo que vier dele.

Bom, só fiquei sentadinha, quietinha, no meu melhor estilo Lady Gaga e sua cara de “poker face”. O quinto passo está sendo utilizado com força total nesse momento, e eu estou tentando não lembrar de quando o Lukas disse que ela é especial.

Depois de um tempinho, Samantha deu uma olhada pro lado e nossos olhares se encontraram. E eu conheço aquela expressão que ela fez. Sim,  é medo. Sei bem como é porque era justamente essa expressão que eu fazia toda vez que eu, Anthony e Gregory reinávamos de descer a ladeira da casa do meu amigo de cabelo chapado com um skate sem uma das rodas.

Mas do que Samantha estaria com medo? Sempre parece preocupada quando está falando com o Lukas, mas não foi assim quando ela apareceu lá na nossa mesa pela primeira vez.  Será que meu olhar mortífero pra cima dela é muito... mortífero? Não sei, não. Só sei que ela se voltou pro Lukas novamente e se levantou do banco, mudando de lugar e se sentando o mais longe o possível de nós. Cara, inveje o poder da minha mente. E cara, como eu preciso da ajuda do Tyler pra descobrir mais sobre essa garota.

_X_

-Mais cuidado da próxima vez, cabelo de fogo.

Dei um sorrisinho irônico como resposta ao motorista drogado, que fechou a porta do ônibus na minha cara de pau. Só por que eu não me dou bem com qualquer tipo de escada e tropecei um pouquinho na hora de descer? Vá debochar da mãe!

Suspirei e ajeitei minha mochila. Ah, não. Cadê o Lukas? Será que já foi pra sala?E cadê o Anthony? Será que já morreu essa peste?  Decidi acabar com parte das dúvidas e sabiamente rumei à sala. Nem deu tempo de colocar um pé dentro daquele inferno e algo aconteceu:

-EMILY DO CÉU, COMO É QUE VOCÊ NÃO ME CONTA QUE TÁ APAIXONADA? – E esse aí é o Gregory gritando feito um vendedor de feira que estou apaixonada. – NÃO, PERAÍ, PERAÍ. VOCÊ ESTÁ MESMO APAIXONADA? VOCÊ? LOGO VOCÊ? EU NÃO-

-CALA A BOCA! – Falei lentamente e enfiei o dedo na cara dele, enquanto o segurava pelo colarinho da camisa. – O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?COMO VOCÊ DESCOBRIU ISSO? EU VOU MATAR VOCÊ! – Rangi os dentes e comecei a soltar fogo pelas ventas. – SE BEM QUE ANTES DE MATAR VOCÊ, EU VOU MATAR QUEM TE CONTOU ISSO! – Dos meus olhos já quase saiam raios lasers quando eu direcionei meu olhar para o Anthony, que lá do fundo da sala parecia que iria se fundir a cadeira, de tanto que estava encolhido nela.

-Não, não, não. Espera. Escuta, Emily. Eu não disse nada, foi o Gregory que chegou a essa conclusão sozinho. – Ele tentava se defender enquanto eu pisava duro em direção a ele.

-COMO É QUE O GREGORY IA ADIVINHAR ALGO SOZINHO, SEU BALOFO? – Grudei ele pelo colarinho da camisa também.

-Olha o escândalo, olha o escândalo. – Ele ajeitou o óculos enquanto eu já o matava na minha mente, e foi aí que eu percebi que não estávamos só nós três na sala. Havia outros acéfalos olhando o meu acesso de loucura com os olhos arregalados, mas por sorte nem sinal do Lukas. Quase que ajoelho no chão para dar graças.

-O que é que estão olhando, hein, capetas? – Dispersei os observadores enquanto soltava Anthony. Coloquei as mãos na cintura e encarei aquele traidor gordinho à minha frente. – Eu disse que não era pra contar pra ninguém, e você vem e conta justo pro Gregory? Pro Gregory, Anthony?

-O Gregory é nosso amigo, Emily. Saiu sem querer, mas ele é de confiança. – Anthony se ajeitou na cadeira.

-É, sou de confiança. – Gregory chegou pelo outro lado da carteira do Anthony e cruzou os braços. – Poxa, Emily, você ia esconder isso de mim até quando?

-Até o fim dos tempos, mas... Tá, que seja. Agora você já sabe mesmo, então... Só cala a boca, ok? – Revirei os olhos e dei uma olhadinha pro Anthony, que deu de ombros. – Mas... Vem cá... Você sabe por quem é que eu tô apaixonada também?

-É claro que sei, e é pelo... pelo... – A fala do Gregory foi morrendo à medida que ele foi sacando meu olhar mortífero.

-SE VOCÊ ABRIR ESSA MATRACA PRA ALGUÉM, EU JURO, JURO MESMO DESSA VEZ, QUE CORTO OS SEUS CABELOS E AINDA QUEBRO A SUA CHAPINHA!

-Tá legal, como eu não sou um ingrato como você que nem ia me contar, eu não vou dizer nada a ninguém. Minha boca é um túmulo. E saiba que eu deveria estar muito magoado! MAS EU QUERO MESMO É AJUDAR O ANTHONY A AJUDAR VOCÊ! – E lá estava o velho Gregory de sempre, gritando.

-Ajudar com o quê, hein? –Nós três demos uma olhada com os olhos bem arregalados para o ser atrás de mim.

-L-Lukas? – Pausa para ligar o cérebro. Ai, o processador travou.

-Ajudar a Emy fazer bolo de chocolate porque eu sou muito fã. – Anthony salvou a pátria, enquanto eu me sentava no meu lugar aliviada.

-É, quer ajudar também? – E em pensar que eu já odiei o Gregory por ele convidar as pessoas sem perguntar nossas opiniões antes. Valeu aí, Gregory.

-Claro que quero. Onde e quando? – Lukas se sentou no seu lugar de sempre, que é bem atrás de mim.

-Hoje, depois da detenção lá na minha casa. – E sorri.

_x_

Eu batia minhas perninhas de grilo freneticamente, olhando para o relógio da sala de detenção que marcava exatamente três e vinte nove. Estou muito ansiosa pra ir fazer um certo bolo.

Quando finalmente deu três e meia, só se viu aquela manada de alunos correndo para sair dali. E por maldade do destino, eu fiquei presa naquele aglomerado de “detentos” e quase fui pisoteada. Fui uma das ultimas a sair, e quando saí, Thomasei um sustinho bom.

-E ae, “E.”? Sentiu minha falta? – E lá estava Tyler sorrindo encostado à parede em frente à porta que tinha acabado de sair. – Não vá me dizer que se esqueceu do que me pediu.



Notas finais do capítulo

*baruho do vento*
Comentários?
Ó só, o próximo post não vai demorar dois meses tipo esse não. Vai sair mais rápido. Vou dar um jeito de organizar essa minha vida.
Obrigada por ler.
Bjos&Qjos :D