(Nem) Todo Mundo Odeia a Emily escrita por May_Mello


Capítulo 29
Todo mundo odeia brigar com o Thomas.


Notas iniciais do capítulo

Ow, que saudade!
Demorei mais do que o normal pra vim postar, mas é. HAUSHD'
É que essa pessoa ocupada que vos fala agora decidiu entrar na academia também. E tá um calor do inferno aqui. E eu tô com vontade de viajar pra outro planeta. E é.
KKKKKK
Enfim, o capítulo tá uma bosta e nem foi revisado. E não, eu não encontrei um título melhor.
Enfim... Vejo vocês lá embaixo, xuxus. :*



Espera.

O QUÊ?!





















E aqui, crianças, podemos ver dois selvagens em seu habitat natural. Observemos esses dois animais, então:

O animal selvagem número 1 é perseguido pelo número 2. Tudo o que o número 1 queria era um pouco de comida, mas o número 2 não estava disposto a facilitar as coisas, e encarou o número 1 como uma ameaça, como uma presa.

E aqui estão eles, correndo feito loucos. Vale ressaltar que eles se odeiam, pois essa é a ordem natural das coisas.

Mas alguma coisa está errada! Observem. O animal número 1, com suas frágeis patinhas, está perdendo velocidade. Não pode ser! Ele será devorado!

O longo período sem comida deixa o número 1 frágil e abalado, não facilitando em nada a sua fuga. Então ele rapidamente avalia a situação.

–Não agüento ma-mais! - O pobre animal número 1- AH! CHEGA! O único animal aqui é o Thomas! Palhaçada! E foi isso aí que eu declarei, me rendendo e me virando para trás.

Estávamos naquela corrida feito selvagens há um bom tempo. Parecíamos, além de animais, retardados mentais que acabaram de fugir do hospício.

E O PIOR É QUE EU AINDA TENHO CHOCOLATE NA CARA!

–Eu não agüento mais! – Declarei novamente, deixando a sacola com o lanche ao lado dos meus pés, enquanto apoiava minhas mãos nos joelhos. Eu mal conseguia respirar.

Thomas veio todo ofegante e pegou a sacola raivosamente do chão. E ainda ficou me olhado com aquela cara de “vou te estrangular na esquina”, enquanto eu tinha um ataque de asfixia.

–Eu só estou com fome! Poxa! – Falei, assim que meus pulmões pararam de doer um pouco.

Ele simplesmente me ignorou, girou nos calcanhares e saiu andando.

–Agora é você quem não está falando comigo? Que idéia original!

De repente ele parou de andar, e sem se virar começou a olhar para os lados, parecendo confuso.

–Muito maduro da sua parte, ficar me plagiando! Sou EU, EU quem não está falando contigo! – Cruzei os braços e fiz bico.

–Cala a boca, estúpida. – Ele estava falando baixo e ainda de costas para mim. Não estou entendendo nada além de chiados.

De repente senti algo na minha perna. JESUAS ACO- Ah, é só uma cobra.

...

Mentira! É um graveto. Tudo bem.

Thomas ainda continuava a falar/chiar, enquanto eu olhava para as árvores ao meu redor. Foi aí que o mundo parou! Eu me dei conta de que...

–É melhor você calar a boca mesmo, porque...

– A GENTE TÁ PERDIDO! – Cortei o monólogo do Thomas com um grito que fez eco pela floresta.

–E ERA JUSTO ISSO QUE EU ESTAVA DIZENDO, SUA BURRA! – Finalmente ele se voltou para mim, gritando. – E isso tudo é sua culpa! SUA!

–Minha culpa?! – Apontei para o meu próprio peito. – Foi você quem começou a me perseguir!

–Só porque você roubou o lanche!

–Mas agora não faz nenhuma diferença mesmo! Os outros nem vão comer lanche nenhum, já que você fez o favor de me perseguir e fez a gente se perder!

–NÃO VENHA JOGANDO A CULPA PRA CIMA DE MIM, NÃO, DONA EMILY!

–EU SÓ QUERIA A MINHA PARTE DESSA MERDA DE LANCHE! MUITO BONITO, DOUTOR THOMAS! Além de estar perdida eu ainda tenho chocolate na cara! – Acidentalmente taquei meu braço engessado no meu nariz, quando tentei passar a mão pelo meu rosto.

–Podia ter pedido a sua parte. Eu teria avaliado seu caso! E PROVAVELMENTE NÃO ESTARÍAMOS PERDIDOS!

–Haha. Faça-me rir! Como se você fosse mesmo dar a minha parte do lanche, e além do mais, como eu iria pedir se nem estava falando com você? Aliás, por que é que VOCÊ estava levando o lanche? – Comecei a dar passos lentos em direção a ele, apontando meu dedo indicador em sua direção.

–Não interessa! Só sei que tudo começou com VOCÊ não falando comigo! – Ele fez a mesma coisa, também apontando pra mim.

–Não! Tudo começou com VOCÊ pegando a Zooey!

Peraí. – Ele pareceu pensar, parando de andar em minha direção, mas já estávamos bem próximos um do outro. – Então, basicamente, nós estamos perdidos por causa da Zooey? – Pus-me a refletir.

–É! – Respondi completamente incerta, mas tentando passar que estava com toda a certeza do mundo. – Do que é que a gente tava falando mesmo?

–Não sabia que eu “pegando” – ele riscou aspas no ar – a Zooey te faria ficar tão bravinha assim.

–Num tô bravinha. Não tô! – Cruzei os braços, fiz bico e ainda por cima comecei a bater o pé.

–Mentirosa. – Riu da minha cara. – Não sabia que você odiava a Zooey tanto assim.

–Pois odeio! Odeio do fundo do núcleo de todas as minhas células! E AGORA ODEIO VOCÊ AINDA MAIS, TAMBÉM!

–Não faz diferença. A gente vai morrer nessa floresta mesmo. – Ele deu de ombros. Muito motivador. Muito. – A propósito, eu também te odeio! – Me encarou.

Suspirei pesadamente e relaxei a expressão. Desativei o meu modo de ataque.

–Você não entende a gravidade da situação, não é? Você... Você e a Zooey... a Zooey e você... Você não merece nem o meu ódio!

–Sabe o que eu acho? Acho que isso não é ódio, é ciúmes! – Sorriu todo convencido, cruzando aqueles braços que sabem tocar guitarra.

O QUÊ?! O QUE ELE ESTÁ OUSANDO INSINUAR? EU, COM CIÚMES DELE?!

– VOU TE MOSTRAR OS CIÚMES! – Dei um soco no olho dele. E logo depois voei em cima dele!

Ele se desequilibrou e nós começamos a rolar no chão. Eu batendo com uma mão só e ele apanhando. É assim que se faz!

–Não está fazendo nem cócegas! – Ele desafiou o perigo.

–Ah, é? Ah, é? Pois então- O LANCHE! – Vi a sacola toda amassada e estribuchada ao nosso lado. Tinha esquecido que ela estava nas mãos desse animal!

Saí correndo de cima dele e rapidamente peguei a sacola. Sem nenhum de nós falarmos alguma coisa, andei um pouco, enquanto ele ainda tentava respirar lá no chão, e me sentei no meio das folhas e fezes de bichinhos mesmo.

Com uma cara de menina má abri a sacola. Ele viu o que eu estava fazendo, mas não disse nada. Pelo contrario, se levantou e logo depois se sentou ao meu lado.

–Pão? Sério? Pão e água? – Olhei indignada pro conteúdo da sacola e quase tive um ataque. Bufei irritada. – Mas já que vamos morrer mesmo, não posso reclamar.

Peguei uma garrafinha de água da sacola e bebi quase tudo de uma vez. Coé? Estava com sede pela corrida. Logo depois peguei um dos pães secos, bem a tempo de Thomas tomar a sacola das minhas mãos e pegar um pão pra ele também.

–Então é isso? Você abandona a luta pra comer?

–Cala a boca. – Respondi de boca cheia. – E você sabe que eu gosto do Lukas, não é ciúmes de você! Você está delirando? – Olhei pra ele, que começou a rir.

–Eu não estava falando de você sentir ciúmes de mim, estúpida. – Ele bebeu um gole de água de outra garrafinha. – Era sobre você sentir ciúmes da Zooey. – Quase cuspi o que tinha na boca.

–Eu? Ciúmes da Zooey? Só por que ela é popular? Volto a repetir: você está delirando?

–Ela é popular, bonita, loira... – Que isso agora? Ele está elogiando ela? Realmente, ele está delirando!

–Burra, siliconada e com amigos falsos. – Completei.

–Ok. Entendi. Você realmente a odeia.

–Demorou, hein, lerdeza? – É claro que eu odeio mesmo ela. Ninguém fala da minha família... Ou “quase” família, mas ninguém precisa saber que é esse o principal motivo que eu quero que ela morra.

–Tá. Agora cala a boca e come, Emy. – Alguém aí reparou que ele e me chamou de “Emy”? Mas deixei quieto. Estou com fome.

–Com tantas garotas no mundo tinha que ser justo a Zooey? – Sim, eu adoro acabar com os momentos de paz.

–Foi ela que-

–NAÕ QUERO SABER! Se você soubesse o quanto isso me magoou nunca mais teria coragem de olhar pra mim.

Ele murmurou alguma coisa indecifrável. Acho que era algo sobre eu puxar assunto e depois gritar “NÃO QUERO SABER!”.

–Eu disse que era pra ficar longe dela. – Falei.

–Não achei que fosse sério. E você está é fazendo muito drama, se quer saber! Foi só uma vez, pronto. Nunca mais nem chego perto dela.

–Agora que você já fez a cagada não adianta mais. E eu estou falando sério quando digo que não quero mais falar com você. Chame de drama ou do que quiser, mas eu não vou nem olhar na sua cara, exceto quando envolver o Lukas, é claro.

–Mesmo, Emily? Você acha que já pode ser considerada uma adolescente com essa mentalidade? – Ignorei. – Ok. Ótimo! Não vai fazer a mínima diferença pra mim. Na verdade, prefiro assim. E eu pego a Zooey quantas vezes eu quiser!

Silêncio.

–Porque o que você pensa não faz nenhuma diferença! E com que direito você acha que pode me proibir de fazer alguma coisa?

Cri... Cri... Cri...

–E você deveria é se preocupar mais com a Sam e o Lukas do que comigo e a Zooey!

Barulho do vento...

–E foi tudo culpa dela!

–Além de sem-vergonha ainda não tem coragem pra admitir que você é tão ou mais culpado do que ela. Covarde. – Falei sem olhar pra ele enquanto mordia mais um pedaço do pão. Ele ficou quieto.

–Pensei que não tivesse falando comigo. – Ele se pronunciou depois de um tempo.

–Não estou. Sou só a sua consciência pesada.

–E como assim sou “tão ou mais culpado”? Culpado? Não vou ficar me sentindo culpado por você! E se é um pedido de desculpas o que você quer, saiba que não vai ter. E também não vou me afastar da Zooey porque você quer! Não vejo nada de errado entre mim e ela!

–Então apenas espere. Espere e verá! Porque eu- – ALGUÉM ACODE QUE EU ENGASGUEI COM O PÃO SECO! Comecei a tossir, tossir, tossir... E Thomas, vendo que eu estava morrendo, começou a rir. Eu vou bater tanto nele quando-

–Emily? Você está ficando roxa, estúpida! – Praticamente uma garrafa inteira de água foi enfiada minha goela. Foi um sacrifício, mas eu desengasguei. Estou viva ainda, pra infelicidade de muitos! – Sua mãe nunca te ensinou que se deve mastigar os alimentos e não falar de boca cheia? – Bebi mais um cinco litros de água. – Viu? Eu sempre te ajudo e o que eu ganho em troca? Você não falando comigo. – Revirei os olhos, levando em conta que tudo o que ele fez foi enfiar a garrafa na minha boca. – Você precisa de mim, Emily! Guarde essas palavras.

Silêncio.

–Quer saber? Agora sou eu que não estou falando com você! Agora você vai ver o quanto precisa de mim! Não adianta nem implorar, pra mim você não existe mais. Boa sorte com o Lukas, e é pra valer! – E dizendo isso ela saiu andando todo fodão.

Espera.

O QUÊ?!



Notas finais do capítulo

Agora a porra ficou séria. '-'
Será que esses dois aguentam ficar sem se falar?
...
Preciso responder os reviews! Sim, eu sei. E vocês são tão lind's, gente! *-*
Muito obrigada por não desistirem de mim, viu?
Vejo vocês em algum domingo por aí. E por favor, por favor, comentem!
Muitos Bjos&Qjos. :*