(Nem) Todo Mundo Odeia a Emily escrita por May_Mello


Capítulo 27
Todo mundo odeia dias estranhos.


Notas iniciais do capítulo

HAHA' Voltei, moçada.
Bom, antes de tudo quero dizer que o capítulo tá uma bosta. HAUHDAD'
Não, mentira, antes de tudo eu queria mesmo era agradecer pelos reviews - muito mesmo! - mas é sério sobre o capítulo estar uma bosta, ok? '-'
Agora tá... Tá... ~~barulho do vento~~
Ah, é! Um SUPER OBRIGADA mais especial ainda pra quem recomendou a fic, a "lolita" e um perfil que tá "Anônimo" agora, mas é. Cara, nem sabem como me deixaram feliz, não é?
E vou parar de enrolar aqui. Boa leitura, ok?



“(...) mas hoje o dia está muito estranho mesmo... Ou talvez seja só eu.”










 –Você sabe pra onde a gente está indo, não é, Lukas? – Perguntei enquanto tentava andar, desviar a minha cara dos galhos, não pisar nas pedras e “breguetes” e respirar ao mesmo tempo.

–Claro. Estamos quase chegando. – Respondeu e ficamos em silêncio ainda andando.

Essa seria uma boa hora pra falar uma coisinha novamente:

–Você se lembra quando eu disse que foi a Zooey quem fez o Tyler começar a ser nosso “inimigo”?

–Sim. – Ele respondeu, olhando pra mim pelo canto do olho, pensativo.

–Tome cuidado com as líderes de torcida, ok? – Não sei se ele entendeu a indireta mais direta possível sobre ficar longe da Samantha. Aliás, também não sei por que eu estou falando isso pra ele. Cada vez mais eu faço questão de me mostrar mais idiota ainda.

–Eu sei que você tem uma espécie de rixa com a Zooey, mas não significa que todas as líderes de torcida são iguais. – Certo. E com isso ele quer dizer que a Samantha é uma santa? – Mas tudo bem. Eu vou tomar cuidado. Conselho anotado. – Ele sorriu. – Chegamos! – E eu vou apenas esquecer do fato que ele me deu uma tirada agora.

–Yah. – Fingi uma animação com uma cara de maconheira.

Estou preocupada em relação ao Lukas. Muito preocupada. Vou ter que trabalha direito nas “Regras de Conquista” se quiser que ele fique comigo.

–Emily! Emily! – Anthony berrou correndo em minha direção e me abraçou, assim que eu comecei a andar em direção ao “casarão”.

–Você está viva! – Não, Gregory. Imagina.

Gregory se juntou ao abraço, e os dois me esmagaram.

–Estávamos preocupados com você. Ainda bem que o Lukas te encontrou! – Anthony disse assim que os dois me soltaram.

–Eu nem tinha notado que o Tyler estava de volta, mas eu vou quebrar a cara dele quando o ver! – Gregory deu um soco na própria mão, feito um justiceiro dos infernos.

–Tudo está bem. Só fiquei um pouquinho confusa e fui pensar um pouco. – Joguei o cabelo, tentando fazer um “estilo diva”. – E não se preocupem com o Tyler. Vamos apenas ignorá-lo.

–É, vamos só fingir que ele não existe, ele não merece nossa atenção. Mas se ele tentar alguma coisa...

–Ele estará ferrado. – Lukas completou a fala de Anthony, enquanto ria não sei do quê. Acho que era da nossa idiotice.

–Ignorá-lo? Mas... Mas... – Gregory tentava argumentar.

–Eu já dei um tapa nele. Me vinguei. Prometa que não vai fazer nada, Gregory, se não eu corto o seu... Seu... Cabelo enquanto você dome, seu retardado! – Botei moral.

Também não quero que ninguém estrague a “ajuda” que Tyler vai ter me conceder em relação à Samantha. Se Gregory bater nele já era... Se bem que eu mesma já bati nele. Ai, ai, ai. Mas calma. Respira.

–Tá. – Gregory concordou, passando a mão pelo seu cabelo “chapado”.

–Err... Desculpa interromper, mas... Alguém viu o Thomas? – Lukas perguntou.

–Espero que tenha morrido. – Murmurei, enquanto fingia uma tosse logo depois.

–Não vi, não. – Gregory respondeu.

–E EU ESTOU INDO COMER! – Anthony berrou ao perceber que o almoço já começara a ser servido.

Lukas deu de ombros, enquanto rumávamos em direção ao “refeitório” que consistia, basicamente, em duas mesas enormes de madeira, com um banco de cada lado delas, do mesmo cumprimento das mesas. Tudo ali, a céu aberto, convidando também os insetos pra se juntarem à nossa maravilhosa refeição, com direito a alguma gororoba não identificada e suco aguado.

Sentei ao lado do Lukas, o que não foi uma boa idéia, porque fiquei engasgando até com o ar quando ele olhava rindo e arqueando uma sobrancelha pra mim. Acho que fiquei mais olhando o Lukas do que a própria comida, e posso até ter comido alguns insetos por engano. Brincadeira... Ou não.

Fato é que eu poderia até estar distraída, mas estava prestando atenção pra ver se encontrava o Tyler com os olhos. Não tenho uma plano pra chantageá-lo e fazer me ajudar, e provavelmente nunca vou ter. Terei que pedir na cara dura mesmo. Percebi que ele estava na outra mesa, à frente da nossa, onde também se encontravam as líderes de torcida, que não comiam, só encaravam o prato com nojo. Tomara que morram, também! Mas... Espera aí! Cadê a Zooey?

Olhei pra tudo quanto é canto enquanto batia a colher no meu pratinho de metal já vazio, fazendo um barulho irritante. E foi numa virada brusca pra olhar em direção ao dormitório... Que eu desloquei o pescoço.

Dessa vez não é mentira, meu pescoço realmente estalou e doeu, mas não foi isso o que mais me surpreendeu. Foi a Zooey saindo arrumando suas roupinhas de boneca-Barbie, olhando para os lados e parecendo preocupada. Isso sem falar na passada do dedo indicador logo abaixo dos seus lábios pra tentar ajeitar o batom borrado. Hum... Tem fumaça nesse fogo.

–Acho que vou procurar o Thomas. – Lukas falou ao meu lado e foi aí que eu acordei.

Silêncio.

Como assim, cara?! Como assim o Thomas estava “desaparecido” esse tempo todo e eu nem notei? Como assim o Thomas e a Zooey estavam desaparecidos esse tempo todo e eu nem notei? Se Thomas estava com ela, ele realmente não tem vergonha na cara, e eu vou odiá-lo mais do que tudo! TUDO! Porque uma coisa é falar que ela é “gostosinha”, outra é “pegar” ela. Isso depois de tudo o que ela fez e disse! Só... Espero que ele não tenha feito nada. Ele não teria coragem, teria? Realmente espero que não!

Voltei meu olhar para o meu pratinho vazio, enquanto Zooey se juntava com as outras macacas saltitantes.

–Ainda continuo com fome. – Comentei baixinho. Pensando seriamente nos fatos.

_X_

Ficamos a tarde toda viajando enquanto olhávamos para as nuvens e tentávamos formar desenhos. Bom, eu fazia isso. Não sei os outros.

Thomas se juntou à gente logo depois do almoço. Não fiz nada, não falei nada... Ele estava todo normal mesmo. E chato, como sempre. Mas a verdade é que estava com medo da resposta se perguntasse algo.

Não saí de perto do Lukas, e ele realmente parecia se divertir com os meus outros amigos acéfalos.

Estou preocupada comigo. Sério. Como pode uma pessoa pensar o dia todo e não morrer?! Pra algumas pessoas pensar é normal e essencial, mas não pra mim, e desde que cheguei nesse fim de mundo não consigo parar de pensar.

Todos os professores e coordenadores estavam arrumando a trilha que seria feita por nós amanhã. “Por nós” se eu não morrer antes, não é?

Como diria um provérbio chinês que eu acabei de inventar: a vida é mesmo uma merda!

Enquanto estávamos na rodinha formada em volta da fogueira, depois de jantarmos, decidi que eu iria falar com o Tyler ainda hoje.

–Por que está tão quieta, Emy? – Anthony me perguntou, e eu realmente não sabia o que responder. Todos os meus outros “amiguinhos do peito” olharam para mim, tirando o Thomas. Não, o Thomas também olhou, só quero dizer que ele não é meu amigo.

–Deve ser por causa do Tyler. – Gregory argumentou. Espera. Gregory “argumentou” algo? O mundo está acabando, mulheres e crianças primeiro!

–É. – Concordei, mas não era por isso que estava calada. Na verdade era por tudo.

–Quem é Tyler? – Thomas perguntou, boiando na história.

–Longa história. Nós-

–Eu já vou indo para o dormitório deitar um pouco. Não estou muito bem. – Interrompi Anthony enquanto me levantava. É, não estou nada bem. Acho que vou morrer. TÁ VENDO? EU FALEI QUE PENSAR MUITO PODIA LEVAR À MORTE!

–Ok. – Lukas sorriu e estranhamente as minhas pernas não tremeram.

Anthony continuou a explicar as coisas pro Thomas enquanto eu fui pro dormitório. Depois que eu descansar um pouco eu procuro o Tyler.

Parei em frente à minha beliche e tomei uma grande decisão: vou dormir na cama de baixo. A de cima é muito arriscada pra alguém como eu.

Peguei minha mochila na cama de cima e joguei na de baixo. Procurei minha toalha e meu pijama, que consistia numa camiseta velha de uma banda qualquer e um short, e fui rumo ao “banheiro” pra tomar banho.

Não sabe onde é o banheiro? É bem ali, virando a esquina do “Não tem água quente lá, porra!”.

O banheiro é nos fundos do dormitório, onde só tem dois chuveiros que não esquentam. Mas fui.

Quase morri congelada e comida por bichos que estavam na lâmpada. Enfim saí e fui caminhando feito um zumbi pra minha cama.

Bom, eu até estava indo, quando uma risada me chamou a atenção.

–Tyler. – Virei meu rosto em direção a uma beliche e lá estava Tyler, sentado e rindo olhando pra mim.

–“E.”, bom te ver novamente. – Medo. Muito medo.

Olhei por todo dormitório e tinha alguns alunos rindo e conversando distraidamente. Até cheguei a medir a distância entre eu e a saída, caso precisasse correr. Mas eu teria que procurá-lo mesmo, já que havia decidido falar com ele ainda hoje. Era agora ou nunca!

–É realmente bom te ver novamente também. – Falei, o fazendo ficar com uma cara de curioso.

–O que você quer?

–Ficar rica. – Dei de ombros.

–Não, sério. Ainda te conheço bem pra saber que está interessada em algo. O que você quer? – Perguntou, se aproximando.

–Preciso de um favor.

–Que tipo de favor, pequena “E.”? – Sorriu da única forma que ele sabe.

–Eu preciso descobrir algo sobre uma pessoa. Pensei que você pudesse roubar alguns arquivos da escola. – Mordi o lábio inferior.

–Tudo bem. Eu faço. Quem é a pessoa?

–Quê? Como assim você aceitou tão depressa sem chantagens, nem nada? – Arregalei os olhos.

–Digamos que estou... Hum... Afim de fazer isso por você.

–Conta outra. – Fiz uma cara de descrente.

–Por que não acredita em mim? É sério... Bom, se não quiser acreditar tudo bem. – Deu de ombros. – Você quer que eu faça ou não?

–Tá, quero. E o que você quer em troca?

–Nada, já disse. - Estou realmente impressionada! Será que ele está tentando se redimir da dívida que tem comigo? – E o que você quer?

–Eu quero saber tudo sobre a Samantha. Tudo!

–Samantha? Quem é essa? – Tá vendo? Nem ele sabe sobre a existência dela. Não, mentira, é ele que é falso mesmo, porque é claro que a conhece.

–É claro que você sabe quem é, afinal, ela é do grupinho das líderes de torcida, amiguinha da Zooey assim como você é amiguinho! – Tratei logo de sair de perto dele antes que tivesse um derrame cerebral de tanto nervo. Deixei ele lá, todo pensativo. Estranho o fato dele não ter falado nada depois disso e nem ter vindo atrás de mim, mas hoje o dia está muito estranho mesmo... Ou talvez seja só eu.

Me joguei na minha cama e fiquei me revirando nela; acho que consegui ficar em umas quinhentas mil posições diferentes. Fiquei fazendo isso até que alguém se sentou na cama de baixo da beliche ao lado, e como eu estava com a cabeça pra fora da minha cama, em uma posição estranha, eu enxerguei o dito cujo de ponta-cabeça.

–Oi, estúpida. – Era o Batman.

–Oi, ameba. – Respondi carinhosa.

Silêncio.

–Anthony me contou que você deu um tapa no tal de Taylor. – Thomas voltou a puxar assunto depois de um tempo.

–É Tyler. – Saí da posição estranha e me sentei sobre as minhas pernas, olhando para ele. – E é ele quem vai me ajudar a descobrir sobre a Samantha.

–Uma coisa inútil, eu tenho que dizer.

– Além de não ajudar fica aí, dando palpite? E eu vou descobrir coisas sobre ela e pronto! Tirar ela do caminho!

–Ah, fica quieta. E quando sairmos daqui você começará a cumprir as “Regras de Conquista”, ouviu? Só que do jeito certo, dessa vez. – Falou todo autoritário.

–Que seja. – Me deitei, virando de costas para ele.

–Sabia que o Lukas me conta tudo, não é? Então... Ele me contou que você não soa convincente quando diz que não o ama. – Disse, me fazendo virar do outro lado pra olhá-lo. Então Lukas realmente não acreditava nas minhas “mentiras”.

–E como é que eu vou fingir que não sinto nada por ele, cabeção?

–Apenas fingindo. – Deu de ombros e eu bufei, antes de virar de costas pra ele de novo.

–Você estava com a Zooey mais cedo, não é? – Perguntei de repente, e sobre um assunto totalmente diferente do anterior.

–Sim. – Respondeu simplesmente.

–O que vocês estavam fazendo?

–Você não quer que eu responda, né, Emily?

–Suas “regras de conquista” são uma merda! – Praticamente gritei.

Alguém me explica o que está acontecendo? Eu só queria mesmo era pular no pescoço dele e estraçalhar a sua cara depois de ter minhas suspeitas confirmadas. Mas não fiz nada.

–Pois deveria agradecer, ao invés de ficar só reclamando! Não devia estar fazendo nada por você! – Ele rebateu, irritado.

Depois de um tempo eu me virei pra ele de novo e vi que ele também se deitou na cama de baixo, de costas para mim.

–Thomas.

Fui ignorada.

–Thomas.

Silêncio.

–THOMAS!

Barulhos dos grilos.

–EU SÓ QUERIA DIZER QUE EU TE ODEIO! – Me virei novamente e soquei o colchão. ODEIO THOMAS SCHULTZ MAIS DO QUE TUDO!

Por que vida? Por que esse chupango existe? Por quê?!

Só sei que dormi de tanto ódio! E só “quase acordei” um bom tempo depois - eu acho-, quando um mosquito dos infernos pousou quentinho na minha bochecha e depois deu uma picada fria na mesma.

Só dei um tapa na minha própria cara sem abrir os olhos e voltei a dormir.




Notas finais do capítulo

Sim, agora podem odiar o Thomas à vontade também.
HAUSHAJHD' E não me matem!
Não sei se alguém entendeu a mensagem subliminar no final do capítulo, mas o que importa é que eu nunca vou contar o que é. MWWWAAHAHAHAHA-cof, cof.
E amanhã começam as minhas aulas. Êlaia. Acho que... vou morrer. /drama
Enfim... Comentem, ok? Me deixem feliz, já que estou morrendo de tristeza por conta da volta às aulas.
Bjos&Qjos :*
Vejo vocês em breve. ♥