(Nem) Todo Mundo Odeia a Emily escrita por May_Mello


Capítulo 19
Todo mundo odeia ser estúpido e azarado.


Notas iniciais do capítulo

Olá, flor de maracujá. -q
FINALMENTE eu vim postar, hein?
aleluia, aleluia, aleluuuiaaa (8) õ/ -q
Antes de tudo: Muito obrigada a SarahRiot_ pela linda recomendação. *-* Até me fez sentir melhor. WIII~
Bom, ó só: Não postei na semana passada porque minha tia veio só de noite, e pra completar ela esqueceu de trazer o pen drive (que na verdade não se chama pen drive mas eu não sei nome) pra colocar o HD do meu ex-note lá e ver se ainda tinha alguma coisa salva. Bom, ela esqueceu. E tudo foi levado para um técnico pra ele avaliar a situação. Ele disse que foi a placa mãe que parou de funcionar, então... já era.
Mas também disse que o HD tá funcionando. Agora só tenho que esperar minha tia voltar daqui um mês com o "pen drive". '-'
Resumindo tudo, eu não tenho mais notebook, e é praticamente impossível digitar ou fazer qualquer coisa aqui no PC dos meus pais. Nem sei como consegui reescrever esse capítulo. Meu pai é um chato que fica me chutando daqui. E vocês vão comprovar mais dessa chatice dele lá em baixo. Então, LEIAM AS NOTAS FINAIS. VAI SER IMPORTANTE!
Pra variar, não gostei desse capítulo. Não gostei mesmo, mesmo, mesmo. Não só da escrita, mas... Oiai. ~~semorre~~
Enfim... Boa leitura. ♥



“Então é isso? Com licença, vou me matar e já volto.”

PUTAQUEPARIU! Esqueci de colocar meu nome! Esqueci de colocar meu nome na carta! Ele vai adivinhar que fui eu? ESQUECI! E AGORA? E AGORA? O QUE EU FAÇO?!



Ok. Respira, inspira, expira... Respira...

Me levantei e comecei a pular chacoalhando a minha mão “boa” freneticamente. Ok. Calma. Provavelmente o Lukas já sabe que sou eu. Provavelmente. Provavelmente. AAAAAHHHHHHHHHHHHHH! E se ele não souber?! O QUE EU FAÇO?!

Coloquei a mão direita na cabeça, desesperada, e corri pro meu quarto. Não sei por que eu fiz isso.

Fiquei andando em círculos quadrados enquanto murmurava coisas indecifráveis até pra mim mesma que as pronunciava.

O que eu faço? O que- TENHO QUE FALAR COM O THOMAS! Isso, falar com o Thomas! E como é que eu vou falar com o Thomas sem dar de cara com o Lukas, diacho?! Será que ele já viu a carta? Será?

Olhei através da porta da minha sacada. O vidro da porta deles já estava concertado e eu nem prestei atenção. Me sentei na minha cama, mas ainda dá pra ver a sacada e consecutivamente o quarto deles, já que a “cortina” da porta não estava fechada. Ui, que perigo. Tenho que me lembrar sempre de trancar e fechar a “cortina” da minha porta. Mas não importa também...

–Nhééé... – Fiz um choramingo estranho. Acho que é a emoção do momento. Continuo olhando e olhando pro quarto deles, que a propósito, estava vazio.

Vou ficar encarando o quarto deles até morrer, porque achar uma solução pra corrigir minha estupidez eu não vou conseguir tão fácil. “À espera de um milagre, o filme.”

Saco, saco, saco, saco... Thomas! THOMAS! O Thomas apareceu... Sozinho! Milagres são reais.

Ele abriu a porta do quarto rindo muito. Muito mesmo. E tacou a mochila dele sobre uma das camas.

Corri e abri a minha porta, ficando na minha sacada.

–Thomas! Thomas! Garota indefesa precisando de ajuda aqui! – Esgoelei.

Acho que ele ficou com dó de mim e abriu a porta e saiu na sacada, ainda rindo muito.

– Aconteceu uma tragédia, moleque. Você contou pro seu irmão sobre eu gostar dele? Você tem que me ajudar!

–Ow... – Ele parou de rir, me encarando seriamente. – Agora você precisa de ajuda? O que aconteceu com o “você é ridículo” e “eu odeio você”? – Ele cruzou os braços. Medo.

–Eu falei aquilo na emoção do momento, ok? Agora me responde: Você falou pro seu irmão sobre mim? Por favor, diz que sim.

–Não. – Ele deu de ombros. – Agora ele está tentando descobrir quem é que foi que escreveu uma carta anônima pra ele. Quem será, né? – Ele perguntou irônico. Cachorro! Ele sabe que fui eu e nem pra me ajudar?

–Você não falou que fui eu que escrevi?

–E eu deveria? – Ele arqueou uma sobrancelha.

–Claro! – Pulei, dando ênfase a minha resposta.

Então ele começou a rir novamente, enquanto eu fazia cara de cachorro sem dono.

–Eu não sei se rio mais da sua carta que o Lukas me mostrou ou do seu pijama de vaquinhas. – Ele falou entre os risos.

–Thomas! – Choraminguei. – Você pode falar pra ele que fui eu que escrevi...

–Por que eu deveria fazer isso? – Ele perguntou, ainda rindo um pouco. Só estou ignorando os risos dele porque estou em uma situação crítica aqui, entendam.

–Por favor... – Murmurei tão baixo que não tenho certeza se foi um pensamento.

–Ok. Só porque você pediu “por favor”. – Ele deu de ombros.

–Ô, moleque dos ouvidos biônicos! – Sussurrei, e ele deu um sorriso antes de...

–LUKAS! Ô LUKAS! – Gritou o irmão e começou a falar algumas coisas em alemão. Sei lá.

–Não! Não! Não! Não faça isso agora! – Gritei baixo. Ok, essa nem eu entendi. – Tudo bem, faça. Mas eu não vou estar aqui. – Entrei no meu quarto e me escondi feito um bichinho do mato. Fechei tudo, até a janelinha do banheiro. Nunca se sabe, né? Primeiro tenho que me preparar, oras!

Ah, agora tudo o que tenho que fazer é me acalmar e esperar uma resposta do Lukas. Será que... Não! Ele me ama. Eu sinto. Ah, eu não sinto, não. Mas ele é tão legal comigo... Eu só tenho que esperar a resposta. Isso.

...

Deus, já faz um minuto que eu estou esperando! Será que vai demorar muito?

Me joguei na minha cama e esperei como quem espera a pizza em um domingo solitário em que não tem nem farinha no armário.

Depois de um tempo só escutando o barulho do silêncio, eu me aconcheguei no meu edredom e dormi.

Só fui acordar no outro dia com o barulho da chuva. Sábado chuvoso e nublado. Maravilha. Pelo menos minha mãe não me acorda nos finais de semana.

Fiquei algum tempo olhando para o teto, até que a campainha tocou. Provavelmente minha mãe já saiu, pois são três horas. Quem será a essa hora da madrugada?

Depois de tropeçar em umas milhares de coisas pelo caminho e quase voar a escada inteira eu consegui chegar até a porta, abrindo-a.

Imagina a cena: Uma garota com pijama de vaquinha, com uma cara de “maconheiro com gripe”, com o cabelo tingido tão bagunçado que estava quase chegando ao teto. Imaginou? Agora imagina que do outro lado da porta está o garoto mais lindo do mundo segurando uma carta. O garoto pela qual a garota está apaixonada.

Arregalei tanto os olhos que acho que eles até pareciam pratos. Depois sabe o que eu fiz? Bati a porta com tudo na cara do Lukas e corri pro meu quarto.

Não acredito nisso! Estou tão envergonhada que eu acho que... Argh! Destino cruel! Fiquei tanto tempo esperando pra isso acontecer?!

Me encolhi na minha cama. A campainha não voltou a tocar, mas ouvi batidas na porta. Sabe qual porta? A da minha sacada!

–Emily! – Lukas me chamava.

Me levantei cautelosamente e puxei levemente a cortininha da porta, só pra espiar. Não acredito nisso!

–Eu não vou sair daqui até que você me ouça.

–Ham... O-ok. Só espera um pouquinho. – Vou deixar ele na chuva? Cara, eu sou má.

Corri desesperadamente pelo meu quarto até achar a escova de cabelo e tentar dar um jeito na minha juba. Até que ficou bom. Rá! Mentira.

Taquei água na cara e dei umas batidinhas no meu pijama, tentando dar uma ajeitada, como se você melhorar a vergonha de estar usando-o. Suspirei fundo e abri a porta da sacada, porque afinal, é agora ou nunca.

Lukas estava todo molhado e com a maquiagem borrada. Ele estava encharcado, na verdade, e minha pobre carta também.

–Emily, olha... Eu fiquei pensando seriamente no que te dizer. – Vixi. – E eu... Eu...

–Primeiro entra. Vai morrer aí nessa chuva. – O interrompi.

–Não. Eu já estou molhado mesmo, não vai fazer muita diferença. – Tudo bem. Valeu pelo coice. – Olha... – Ele gaguejava e não conseguia dizer nada.

Não, não, não! Eu não queria acreditar, mas...

–Tudo bem. Eu entendi. Você não gosta de mim. – O interrompi de novo. Deus, como dói dizer isso. E como é que eu consegui dizer isso?

–Não, não é isso. Eu gosto de você, só que não do mesmo jeito que você gosta de mim. – Quem já assistiu aquele truque de mágica em que uma espada por vez vai sendo enfiada num cesto com um pessoa dentro? Então, é exatamente assim que estou me sentindo. Como se alguém estivesse enfiando espadas no meu coração. E isso não é drama! – Eu te acho a garota mais legal que já conheci, e adorei a sua declaração. Na verdade eu ri bastante, não se sinta ofendida, por favor. – Não. Que isso? Imagina. – Eu- Eu... Sinto muito. Você é incrível e... Sinto muito. Me desculpa. – Talvez ele já goste de outra. Provavelmente é a Samantha. Ou outra qualquer. Cara, eu não sei nada sobre ele. Como posso estar sofrendo assim por esse garoto?

Ele ficava ainda tão mais lindo com os pingos de água escorrendo lentamente por todo seu rosto enquanto pedia desculpas. Tão bonito, mas nada podia melhorar a dor que estava sentindo agora. Na verdade, eu já esperava que algo assim acontecesse. Ele provavelmente iria me dar um fora de qualquer forma. Mas... Eu tinha “aquela” esperança, sabe?

–Você não precisa se desculpar. – Murmurei, tentando não olhar pra ele.

–Eu já desconfiava que fosse você quem escreveu a carta, e o Thomas confirmou isso... – Eu sou muito discreta, mesmo. – Nos conhecemos tem tão pouco tempo. – Ele continuou. – Eu só... Sinto muito.

–Que belo começo o meu, hein? Me apaixono mas não sou correspondida. Eu devo ser muito estúpida e azarada mesmo. – Sorri sem humor. Empresta o telefone aí pra eu ligar pra “dona Graça”.

–Não, não diga isso. – Ele se aproximou e segurou meu rosto. – Nós podemos ser amigos, certo? E não aceito um “não” como resposta. – Ele sorriu. Sorriu tão graciosamente que eu não pude evitar de concordar com a cabeça. Estou triste, José. – Eu tenho que ir pra casa agora, antes que eu morra, mas... Você é linda, legal e perfeita. Você vai achar alguém que te ame. E não pare de falar comigo por conta disso. Nós somos amigos. – Ele me deu um beijo na bochecha e me entregou a carta toda molhada. Peguei-a quase que inconscientemente, enquanto ele se afastava novamente.

Então é isso? Com licença, vou me matar e já volto.

Ele sorriu mais uma vez antes de se virar e pular para a sacada dele.

E foi aí que eu... que eu... Vi que Thomas estava logo ali, na sacada deles, escutando toda a conversa. Não achou que eu fosse completar o “e foi aí” com “que eu comecei a chorar”, achou? Porque afinal... Droga! Está chovendo aqui dentro, ou sou só... Merda!

Isso partiu meu coraçãozinho cheio de colesterol ao meio. Sermos só amigos? Isso vai machucar mais do que já estou machucada.

Fechei a porta da sacada lentamente, não me preocupando em trancá-la. Depois disso fiz a coisa mais corajosa que podia fazer no momento: Entrei de baixo da minha cama e comecei a soluçar de tanto chorar, enquanto olhava para as “ripinhas” que sustentavam o colchão e segurava a carta toda molhada fortemente contra o meu peito.

Boa sorte para aqueles que ainda tentam amar. Vejo vocês no fundo do poço.



Notas finais do capítulo

Hey, obrigada por ler até aqui. *-*
Ainda tem alguma alma viva que lê essa fic! HAUHDASJDSJDH'
E, ah, muito obrigada pelos reviews e pelas boas "vibrações". -q
Não sei quando vou poder respondê-los, mas... Ainda vou responder todos, ok? Demore o tempo que for!
Alguém reparou que não tem mais "capa" no cap.? Não vai ter mais. Era uma merda, mesmo, mas eu gostava de me enganar. Só que agora já era também... ~~cry~~
O que eu tinha de importante pra falar é que agora tá SUPEER complicado pra postar. Mas disso vocês já sabiam. O que vocês não sabiam é que... MEU PAI VAI CANCELAR A INTERNET! (insira muitos gritos histéricos aqui)
É, bom... Ele vive me dizendo que vai cancelar, e agora que meu note já era, ele tem um bom motivos. ~~chora~~
Ele é um pai dumaw! D:
Então, se eu sumir por tempo indeterminado, já sabem... A internet foi cortada. (Ou eu morri de depressão por ter perdido tudo na minha vida, é ~exagero~)
Mas não se preocupem, NÃO VOU ABANDONAR A FIC JAMAIS! Não desistam de mim, ok?
Bjos&Qjos. :*
Amo ocês.