(Nem) Todo Mundo Odeia a Emily escrita por May_Mello


Capítulo 15
Todo mundo odeia ajuda.


Notas iniciais do capítulo

Oi, pessoas que moram no meu coração cheio de colesterol. ♥
Como vão?
Ó só, eu não deveria estar aqui, mas estou.
É que amanhã começa minha segunda semana de provas do bimestre e a coisa tá feia.
Então só queria dizer que se não tiver post no domingo que vem, não me matem, ok? /levaumtiro
Enfim, enfim... Esse capítulo ficou escroto, assim como os outros.
Mas mesmo assim: Boa leitura! ♥




“VIU?! VIU O QUE EU DISSE?! E VIU O QUE EU ESTAVA QUERENDO DIZER COM ‘ALGO DE MUITO MAL VAI ACONTECER’?”





Tudo aconteceu muito rápido. Infelizmente, a pequena garota chamada Emily Evans, após finalmente perceber que estava pela primeira vez em sua vida amando uma pessoa, foi levada para a enfermaria da escola, já que havia sofrido um acidente grave naquela tarde.


A enfermeira a examinou, e constatou, com o rosto cheio de lágrimas, que ela teria que ser levada para o hospital. Seus amigos, prestativos e preocupados, ligaram para a mãe de um deles – mais precisamente a mãe do amigo que gostava de comer chocolate – e ela foi levada de carro às pressas para o hospital.


Gregory, um dos amigos da pequena Emily, decidiu voltar para casa e aguardar notícias, já que não caberia e conseqüentemente não poderia ir no carro junto de sua amiga.


Lukas, o garoto pelo qual a pequena Emily era apaixonada, ficou ao lado da maca dela o tempo todo enquanto ela fazia todos os exames necessários no hospital.


Mas, infelizmente, naquela mesma tarde, enquanto Lukas segurava a mão não danificada da garota, um médio entrou no recinto e deu uma noticia trágica. Uma notícia que acabou com os sonhos da pequena Emily. Infelizmente, o seu pulso estava muito machucado e, devido aos fatos, teria que ser amputado.


Todos os sonhos da garota foram arrancados do seu peito brutalmente. Naquele momento ela pensou que estava tudo acabado, mas, com o tempo, ela se acostumou com os olhares assustados que eram direcionados a ela, quando percebiam que ela não tinha uma das mãos. Mas a garota não se importava, pois Lukas havia lhe dito que a amava de qualquer jeito, e que o que os outros pensavam não importava. Não mesmo. Fim.





RÁ! PEGADINHA DA EMILY! Brincadeirinha, brincadeirinha, brincadeirinha...

Eu não tive meu pulso amputado e o que é mais trágico: Lukas não ficou segurando minha mão e nem disse que ama. Ah, vida cruel!


Fui sim levada para o hospital pela mãe do Anthony. Os gêmeos também nos acompanharam e a enfermeira da escola não chorou quando examinou o meu pulso.


Estou aqui no hospital, sentada na maca e com o pulso esquerdo engessado enquanto espero ser liberada. Os meus acompanhantes traíras estão comendo no refeitório do hospital e eu aqui passando fome.


–Oi, Emily. – Alguém abriu a porta. Ai, para o mundo que eu quero descer.


–Oi, Lukas. – Cara de paisagem, colega.


Ele se sentou ao meu lado na maca e rolou um clima... Um clima bem tenso, diga-se de passagem.


–O Thomas está avisando a nossa mãe que estamos aqui e Anthony e a mãe dele ainda estão no refeitório. – Explicou-me, sorrindo de canto. – Não quer que a gente avise a sua mãe também?


–Não precisa. O médico disse que foi só uma torção... Uma torçãozinha que resultou num deslocamento e que quase quebrou o meu pulso. – Dei de ombros.


–Eu fiquei preocupado. – Ele disse sorrindo e de repente segurando a minha mão “não danificada”. Perdi algumas batidas, já que meu coração fez uma pausa dramática e logo depois voltou a bater com força total.


Ai, ai, ai! Obrigada all star da sorte, obrigada! Mas precisava me fazer sofrer tanto pra só depois me deixar feliz assim?


–Está doendo muito? – Ele perguntou, provavelmente ao notar a minha cara de “Fui viajar. Volto logo.”.


–Não, é a melhor sensação do mundo. – Sussurrei, viajando no país das maravilhas.


–Hein?


–Er... Quer dizer... Hãm... Agora está doendo menos. – Disfarça e sorria com a sua cara lavada, Emily Evans, sua burra.


Fiquei sorrindo para ele e ele sorrindo para mim, enquanto ainda estávamos de mãos dadas.


–Olá, garota do cabelo estranho. – O médio entrou no quarto sem nem ao menos bater na porta. Mas que falta de respeito com a garota de cabelo estranho!


Lukas soltou minha mão, mas ainda continuou sentado ao meu lado.


–Bom, você vai ter que ficar com o gesso por algum tempo, quatro semanas, no máximo. Mas por hora já pode ir. Se sentir dor pode tomar esse remédio que estou prescrevendo aqui. – O médio dizia enquanto escrevia uma receita lá. O que estranhamente me faz lembrar da Zooey. Ah, Zooey... Eu te odeio tanto, sua periquita que faz minha vida parecer com a de um filme clichê! – Você me disse que machucou no treino, não é? Vai ter que ficar longe dele por algum tempo. – Com licença, vou ali soltar alguns foguetes e já volto!


All star da sorte, eu te amo, quer casar comigo? Se ao menos eu tivesse o outro pé eu acho que não estaria com o braço cheio de gesso e latejando agora, mas em compensação Lukas Schultz segurou a minha mão duas vezes em um só dia. Ouviu isso, mundo?


–Mas você é destra, não é? Pelo menos não vai ter problema em ir à escola já que machucou o pulso esquerdo. – O médio completou.


Ok, all star da sorte, eu retiro o que disse. Eu te odeio, capeta! Mentira... Er... Eu não quis dizer isso.


Depois de muito rolo a mãe do Anthony nos levou até em casa. Me sentei ao lado de Lukas no banco de trás do carro e Thomas estava estranho, mais do que o normal. Ele ficou com uma cara de “estou pensando, não ligue se houver cheiro de queimado” durante todo o percurso. O que será que ele está planejando?


Assim que chegamos cada um tomou seu rumo, mas eu fiquei observando o Lukas até ele desaparecer das minhas vistas sofridas e cansadas e finalmente entrar em casa. Ai, que depressão.


_X_


POFT!


Foi mais ou menos esse o barulho de alguém caindo da cama e metendo a cabeça no chão. O único problema é que esse alguém era eu. Por sorte – se é que houve alguma – caí sobre o lado direito do corpo, e por isso meu braço machucado não sofreu danos drásticos, apesar de ter dado uma pequena fisgada que me fez contorcer como uma lombriga com epilepsia.


Me levantei desnorteada e mal conseguindo abrir os olhos. Meu cabelo deve estar pior do que o da minha tia quando faz escova. E o pior de tudo é que estou toda dolorida por causa do treino de ontem.


–Vou cuidar bem de você, ouviu? – Falei para o meu braço engessado. Se ele não fosse grudado a mim tenho certeza que sairia correndo agora.


O lado direito do meu corpo doía como a morte. Ai, que bela vida. Olhei para o meu relógio dos Teletubbies em cima do meu criado ao lado da cama.


–Três hora da tarde? Por que é que eu tinha que cair da cama a essa hora da madrugada? – Refleti, me deitando novamente e fazendo um bolo em volta de mim com o edredom.


A aula já deve ter acabado. Qualquer um que me conhece bem acharia estranho eu não estar pulando feito uma gazela e estourando bombinhas pela rua, já que minha mãe me deixou faltar na escola porque eu menti que o meu braço estava doendo muito. Mas, meu caro, não estou fazendo nada disso porque já saquei qual é a armadilha que o destino está preparando para mim. Claro, quando coisas boas começam a acontecer, pode saber que algo de muito – mas muito mesmo – mal vai acontecer também.


Pois é, lembro-me como se fosse ontem do meu aniversário de cinco anos, quando eu pedi um skate para minha mãe e ela me deu. Feliz, não? NÃO! Eu quebrei um braço e um pedaço do dente da frente, e ralei até a alma assim que subi em cima daquele negócio, e pra completar ainda apanhei quando cheguei chorando em casa.


Eu não sou paranóica. É a verdade e somente a verdade, ok? Além do mais eu preferia ir pra escola ver o Lukas. Espera, o quê?! Não! Quer dizer... Sim! Mas de qualquer forma eu sou um gênio, já que vou na casa dele “pegar a matéria”. Como se eu me importasse muito com ela, não é? Mas de qualquer forma... Venere-me, mero mortal! Rá!


Tirei um pouco o edredom da minha cara, já que estava quase morrendo sufocada. Olhei para perto da minha guitarra e lá estava o único pé do meu all star da sorte que eu tinha agora.


–O que eu faço pra conseguir o outro pé de volta, meu Deus? – Perguntei pra mim mesma.


–Peça com carinho?


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!


E assim a pobre menina morreu de parada cardíaca. Esse foi o fim de Emily Evans. Horário da morte? 15h01min.


–FRUTA QUE CAIU! SOCORRO! SOCORRO!AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! – Cai da cama, esfolei a testa de novo, bati os dentes... Só faltei quebrar o nariz. Espera, eu acho que está quebrado. – FRUTA QUE CAIU! – Levei a mão direita até o meu nariz e dirigi meu olhar até a porta da minha sacada.


Quem adivinhar quem era que estava ali deixo assinar no meu gesso, beijos.


–Para de escândalo. Sabe, você deveria trancar a porta da sua sacada. Sacomé, né? Só pra evitar imprevistos. – Thomas disse sorrindo sacana.


–O QUE É QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI, SEU IMBECIL?! – Gritei e tentei me levantar depressa. Péssima idéia. Cambaleei com uma tontura inesperada e cai na cama, e só então percebi que meu pulso latejava. – Droga, Thomas. Eu vou ligar pra policia. – Segurei meu pulso com uma cara de “Estou morrendo. Diga para o meu cachorro que deixo minha herança para ele”.


Até pensei em gritar a minha mãe, mas com certeza ela já havia saído. VIU?! VIU O QUE EU DISSE?! E VIU O QUE EU ESTAVA QUERENDO DIZER COM “ALGO DE MUITO MAL VAI ACONTECER”?


–Você está bem? – Ele perguntou, vindo até mim.


–FICA AÍ! FICA LONDE DE MIM! – Me encolhi na cama.


–Me deixa ver. – Ele segurou o meu braço. Obrigada por me ignorar, beijos.


–Vou ligar para o FBI, vou chamar a NASA e mandar o esquadrão anti-bombas ser acionado! – Puxei meu braço de volta, o que logicamente também foi uma péssima idéia. – AU!


–Garota estúpida. – Ele bateu na própria testa.


–Estúpido é você, seu... Estúpido! – Falei e logo depois choraminguei de dor. Apoiei meu bracinho na minha coxa. Opa. A minha coxa que estava com mais da metade descoberta, já que o shortinho que coloquei pra dormir era muito pequeno. Ele olhou descaradamente para as minhas pernas e se afastou! Olhudo!


Cobri as minhas pernas com o edredom e logo depois apoiei meu braço nelas de novo. Olhei para ele com cara de “Morre, diabo!”


–É, você vai sobreviver. – Se referiu ao meu pulso... Acho.


–O QUE É QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO NA MINHA CASA?!


–Para de gritar! – Ele implicou.


–EU NÃO ESTA- – Ok. Parei. – Você não pode entrar na minha casa assim quando bem entender!


–É? Liga pra minha preocupação e vê se ela atende. – Thomas deu de ombros, olhando pro meu quarto como se examinasse a cena de um crime.


–Desde quando você estava aí? – Meu Deus, me sinto violada.


–Desde a parte do “Vou cuidar de você”. Como é que você pode não me notar ali? Você é realmente uma pessoa muito fácil de enganar. – Abusado! Ele ficou perambulando pelo meu quarto, observando tudo atentamente. – E eu que achava que nosso quarto era bagunçado.


–O que você está fazendo aqui, hein?!


–Eu ouvi o barulho de uma coisa bem pesada, tipo um elefante, caindo no chão e vim checar. – Olhou pra mim sorrindo.


–Ah, aind- – Me levantei num pulo. – O QUÊ?! ELEFANTE É A SENHORA SUA MÃE!


– LAVA A BOCA COM ÁGUA SANITÁRIA PRA FALAR DA MINHA MÃE, OK? – Se voltou para mim com um ódio mortal que me fez tremer até o último cabelinho dos cílios. Ui.


Ele logo relaxou a expressão e seguiu em direção a minha guitarra. Minha... HÃN?!


–NÃO OUSE ENCOSTAR UM DEDINHO NESSA GUITARRA, THOMAS SCHULTZ! – Estátua! Nós dois ficamos paradinhos.


Ele me olhou sorrindo de canto, enquanto levava lentamente o dedo indicador até uma das cordas da minha guitarra. Ele finalmente tocou uma delas, fazendo um som agudo ecoar.


Aviso: As cenas a seguir são proibidas para menores de cem anos e você pode conferi-las na versão sem cortes para DVD.


Voei no pescoço dele. Voei mesmo, e tentei estrangulado com uma só mão. Depois de muita luta por minha parte, eu estava ofegante e com o pulso doendo enquanto ele só sorria. Mas pelo menos consegui deixar marcas de unha do pescoço dele, yeah!


–Eu vou matar você! – Falei entre os dentes, ainda ofegante.


–Ah, é? Que pena. Justo hoje que eu decidi que iria te ajudar.


–COMO É QUE VOCÊ ENTRA NO MEU QUARTO, ME OFENDE, TIRA UMA COM A MINHA CARA E AINDA TOCA NA MINHA GUITARRA?! VO- Como é que é? – É, finalmente parei de gritar pra prestar atenção na última frase dele.


–Eu vou ajudar você. – Sorriu todo convencido.



Notas finais do capítulo

Hãm? Como assim, Thomas? HAUDHJDHJASDHSUDH'
Vocês só vão descobrir o que o THomas quer dizer com "ajudar" no próximo capítulo, mas deem seus palpites ae. *-*
Lembrando que pode não haver post na semana que vem. /apanhamuitoemorreestribuchada
Quero agradecer muito, muito, muito mesmo pelos reviews, gente. E pode demorar o tempo que for, mas eu vou responder todos, viu? :D
Então, comentem e me digam o que acharam do capítulo.
Obrigada por ler. :)
Inté mais. Bjos&Qjos. :*