(Nem) Todo Mundo Odeia a Emily escrita por May_Mello


Capítulo 13
Todo mundo odeia a Sam.


Notas iniciais do capítulo

*Voz do Cid Moreira* IMPORTANTE: Leiam as notas finais.
Mil anos-luz depois... {?} ESTOU DE VOLTA! RIARIARIARI- cof, cof. ._.
E ae, como estão, miolos do meu pão? q
Estava relendo as indicações e os reviews ali e tava pensando: "Pontequepartiu! Que leitores perfeitos esses meus!". Ai, ai, ai. Amo ocês. ♥
Enfim... Voltei com um capítulo grande dessa vez... Eu acho. '-'
Já resolvi os trecos das imagens nos capítulos e tem personagem novo entrando de pára-quedas na história. o/
Muito obrigada pelos reviews, indicações e por tudo! E boa leitura! ♥





“- Ela é diferente das outras, é legal.”


–Não, mãe, eu te amo... NÃO FAZ ISSO COMIGO! NÃO! – Eu gritava, esgoelava, esperneava, me debatia...

–ANDA, VESTE ESSE UNIFORME SE NÃO QUIZER USAR AQUELES AVENTAIS DE HOSPITAL DEPOIS DE FICAR EM COMA ETERNO! – Ela jogou um amontoado de roupas na minha cara enquanto eu corria pelo meu quarto.

Depois de um tempo ela veio me acordar, e quando eu disse que não iria à escola, ela estalou os olhos, deu um chilique ainda com os olhos estalados digno de filme de terror, e puxou meus cabelos até que eu caísse da cama. Às vezes a maluca da minha mãe é bem “normal” e isso é muito mais estranho do que quando ela está sendo anormal.

–VOCÊ ACHA QUE É LEGAL QUANDO A DIRETORA ME LIGA QUASE TODOS OS DIAS DA SEMANA, HEIN, EMILY EVANS? – Coé? Deve ser ainda mais legal escutar a voz daquela “fada” pelo telefone. – VOCÊ VAI COLOCAR ESSE UNIFORME E VAI SER AGORA!

Parei de correr, olhei para um lado e para o outro, funguei, olhei pra minha mãe e sorri falsamente.

–Tudo bem, mãezinha, eu coloco o uniforme. – Colocar o uniforme não significa que eu vá para a escola. Rá! Eu sou demais.

–E nem adianta tentar me enganar. Eu vou telefonar pra escola pra saber se você foi mesmo pra lá! – Falou brava, e quando achei que ela iria pegar minha guitarra e tacar na minha testa ela sorriu toda feliz. – Estou saindo. – Cantarolou como sempre fazia, e saiu da minha caverna, quer dizer... Quarto.

Lembra quando eu disse que eu era demais? Então... Vai me dizer que você acreditou, esperto?

_X_

Tudo bem, estou fodida, mas eu descobri uma coisa muito legal, se quer saber. Não quer saber? E daí? Eu vou contar de qualquer forma. Que rufem os tambores. Eu descobri que tem um ônibus amarelo escrito “Escolar” que sai da rua da minha casa e para em frente à escola, pelo que o motorista drogado me disse. E como é que eu descobri isso? Bom, é impressionante o que se pode fazer quando não se está atrasada. Por exemplo: Eu até tive tempo de pensar no que eu iria fazer pra sobreviver, já que hoje tem treino das “macacas saltitantes”. E eu decidi que já que não tenho um dos pés do meu tênis da sorte... Eu iria com um só. Olha que legal! Estou eu aqui, sentada no ônibus, com um dos pés calçados com o meu all star da sorte e o outro com o sapatinho da escola.

Mas nem tudo são rosas. Vou dar mais um exemplo: Eu também descobri que o ônibus nos leva até a escola, mas não trás de volta porque ainda estão tentando achar um motorista pra fazer esse árduo trabalho, já que o expediente desse motorista drogado e que estava dormindo sobre o volante quando cheguei acaba antes das aulas acabarem. Mas tudo bem, eu já estava acostumada mesmo... Ok, é mentira!

E se você não acha esse um exemplo suficiente de que a vida realmente não é uma rosa e está mais pro cabo cheio de espinhos dela, aqui vai mais um: A vida pode ferrar com tudo quando coloca certos gêmeos no mesmo lugar que você. Eu só estava aqui, sentada no ônibus e observando a paisagem – que incluía uma criança quase tendo um braço arrancado pela sua mãe do outro lado da rua – quando os Schultz entraram.

Estou bem no fundão, então posso ver nitidamente Thomas “desfilando” pelo ônibus todo. E logo atrás dele está... Ai, meu Deus! EU NÃO CONSIGO RESPIRAR, EU NÃO CONSIGO RESPIRAR, EU NÃO- tá, estou respirando.

Lukas parou e se sentou ao lado de alguém que eu não consigo ver. Não, não, não! Acho que ele nem me viu! Por que, vida cruel?

Thomas continuou todo sorridente até se sentar ao meu lado.

–Adorei os sapatos. – Ele falou, todo sarcástico. Nem olhei para ele.

–Obrigada. – Falei, toda triste. Ah, cara, o que está acontecendo? Daqui a pouco estou até chorando. – Sabe, a vida é muito irônica. – Me virei para ele. Momento desabafo, oi.

–Mas... Hein? – Ele arqueou uma sobrancelha, todo confuso. O que eu estou fazendo?!

–Ah, esquece, garoto! Eu nem estava falando com você. – Fingi uma irritação. Thomas olhou para mim e... Espera. Thomas só ficou quieto e ajeitou a faixa na testa? Isso não estava no script.

O ônibus partiu, finalmente. Estou com medo desse motorista, se bem que eu corria mais risco de morrer quando ia a pé do que com esse drogado dirigindo.

A vida é mesma muito irônica. Logo eu que nunca acreditei em amor fui me apaixonar logo à primeira vista? Cara...mba! Dá pra ter mais prova do que isso de que a vida é uma merda?! Ok, respira, calma.

Fiquei a viagem inteira olhando para o que conseguia ver do Lukas e me esqueci do mundo. Mundo? O que é isso? É de comer?

Enfim o ônibus parou num solavanco que me fez voar lá no pára-brisa. Ok. Nem tanto. Me apressei em sair, mas aqueles jumentos demoram séculos para descer. Fiquei em pé, esperando.

–Pode deixar que eu vou falar pro Lukas tomar bastante água, viu? Porque depois do tanto que você o secou, ele deve estar bem desidratado. – Aquele filhote de “cruz credo” chamado Thomas falou no meu ouvido.

–Cof, cof. – Tosse falsa seguida de cotovelada no estômago. Dei meu golpe preferido nele.

Olhei para trás e o “pobre” – reparem na ironia – não conseguia nem respirar. Depois disso saí e deixei ele lá. Desci com classe do ônibus. Sim, com muita classe: tropecei em não sei o quê, voei e soquei minha testa naquela plaquinha que indica onde o ônibus devia parar. Poxa, não dá pra parar num lugarzinho melhor não?

–Au! – Passei a mão pela minha testa. Olhei para frente e quem estava olhando para mim? Sim, acertou quem respondeu Oprah. Não, diacho, era o Lukas! A essas alturas o Thomas já tinha se recuperado e passado por mim.

–Oi, Emily. – Lukas disse, todo sorridente. Estado de transe, aqui vou eu... Espera! QUE MERDA É ESSA?! Eu estou muito diferente hoje. CHEGA! Aposto como é tudo enganação da minha mente; é apenas encanto, eu não estou apaixonada coisa nenhuma!

Fiz uma cara de indiferença enquanto Thomas parava ao lado de Lukas e os dois me observavam.

Passei por eles sem nem ao menos responder ao Lukas e marchei rumo à sala.

–Vocês está bem? – Lukas perguntou, tentando me alcançar. Eles estão me seguindo? Acho que não, vai ver a sala deles também seja a minha!

Parei e olhei para trás, vendo um sorrisinho de “Eu sei o que você fez no verão passado” do Thomas.

–Qualquer hora eu vou pra sala, ok, Lukas? – Thomas anunciou, entrando no corredor próximo a ele ainda com aquele sorrisinho sacana direcionado a mim e desaparecendo das nossas vistas.

–Você está bem? – Lukas voltou a repetir. Arregalei os olhos, só agora percebendo que nós estávamos sozinhos - apesar de ter milhões de alunos passando por nós.

–Aham. – Minha voz nem saiu tremida. Eu sou fera!

–Então... Você pensou em um novo plano? – Perguntou, voltando a andar.

–Plano? – Pus-me a caminhar ao seu lado.

–É, ou não quer mais seu tênis de volta? – Ele arqueou uma sobrancelha, enquanto subíamos as escadas.

–Ah, é, meu tênis. Claro que quero! – “Mas eu não pensei em um plano, porque eu estava pensando em você a noite intera. Acredita nisso?”, completei em pensamento. Só espero que ele não possa lê-los. – E eu tenho um plano perfeito: Seqüestramos o Thomas e o torturamos até ele confessar onde meu tênis está. Você não contou nada pra ele sobre isso, certo?

Lukas sorriu, mas logo parou, suspirando.

–Não, eu não contei. E... Olha, se até eu não sei o que ele fez com o seu tênis, é melhor desistir. Talvez algum dia ele devolva.

–O quê? Você esta do lado dele, traidor? – Por mais que eu quisesse falar isso toda séria e parecer uma assassina, eu não consegui parar de rir feito uma bocó alegre para ele.

–Não. É só que... Quando chegar a hora ele vai te devolver... – Lukas e eu paramos em frente à porta da sala. - ... Ou não. – Ele completou a última parte sinistramente, entrando na sala e me deixando com uma cara de bocó maior ainda. Como assim? Mãe de quem?

Será que o Lukas desistiu de me ajudar? Tudo bem, mas eu não vou desistir de recuperar o meu tênis! Não mesmo! NÃO MESMO! Hum, e tenho dito!

_X_

O sinal que indicava o intervalo bateu estridente, fazendo até os piolhos da minha cabeça pularem. Todo mundo saiu da sala correndo feito “maníacos do parque”; como se alguém estivesse distribuindo comida grátis... Espera, eles estavam fazendo isso, mesmo que a comida fosse horrível, diga-se de passagem. Então está explicado.

A aula toda eu tinha ficado encolhida na minha carteira e só olhava para frente, embora quisesse muito – acredite, muito mesmo – olhar para trás. Decidi que tinha que ignorar o Lukas pra perceber que era tudo enganação da minha mente.

Lógico que Anthony e Gregory estranharam eu estar quieta, mas como são bons amigos preferiram me deixar na minha...

CLARO QUE NÃO!

Eles me atazanaram em todas as aulas, me perguntando por que eu estava daquela maneira, de um em um segundo. E o pior é que nem adiantava dizer que eu estava de TPM, já que eu vivo em TPM constante, pois odeio o mundo inteiro e tudo que há nele. Mas com muito custo apenas permaneci quieta. Anthony até murmurou algo como “Só deve estar nervosa pelo treino das líderes de torcida”.

Enfim saímos da sala.

Gregory, Thomas e Lukas foram na frente pelo corredor rumo ao refeitório, conversando animadamente. Quem acertar o que eu fazia enquanto isso ganha um dólar! Claro que eu observava o Lukas, e fazia isso até o Anthony me chamar de volta à Terra.

–Emily, tem alguma coisa que você queira me contar? – Perguntou dando ênfase em “alguma coisa”, enquanto mordia um pedaço da barra do seu chocolate. – Tem alguma coisa acontecendo? – Insinuou sacana, mexendo as sobrancelhas sugestivamente.

–Sim, há muitas coisas acontecendo agora, como pessoas morrendo na China a cada palavra minha, mas não é nada do tipo que eu queira contar. – Desconversei. Tá pensando o quê? Eu sou esperta, meu fio.

–Eu soube desde da primeira vez que vi você olhando pra “eles” que tinha alguma coisa “mudando” em você. – Referiu-se aos gêmeos.

–É claro que tinha alguma coisa mudando, era o meu estômago embrulhando de desprezo e minha raiva pela sociedade escrota nesse mundo aumentando. Passar bem, Anthony. – Aumentei o ritmo dos meus passos, deixando um Anthony sorridente para trás.

Comecei a caminhar ao lado de Gregory, mas sem prestar muita atenção no que eles falavam. Assim que chegamos ao refeitório fomos pegar nossas bandejas. Eu até tentei usurpar mais de um hambúrguer, mas a velha da cantina anda muito esperta e com um movimento de ninja bateu na minha mão, me fazendo largar o solitário hambúrguer ali.

Fomos pra nossa mesa: a mesa dos perdedores. Que orgulho!

Já que estavam todos em suas posições comecei a comer sem perder tempo. O ruim é que eu nem sei o que estava comendo ou fazendo; meus pensamentos estavam tão longe que podiam alcançar até... Ora, até o outro lado da mesa, onde se encontrava o Lukas, é claro.

Até que... Até que... Até que eu senti as placas tectônicas se movendo em baixo dos meus pés. Sim, meu Deus! Isso não é possível. NÃO É! ISSO É UM SONHO! UM SONHO! UM PESADELO EM FORMA DE SONHO!

NÃO, NÃO, NÃO... MIL VEZES NÃO!

Sam, uma morena dos cabelos longos e olhos extremamente azuis, veio até a nossa mesa. Até aí tudo bem. ATÉ AÍ, mas “a saga” continua. Até aí seria normal, se ela não fosse uma líder de torcida e não tivesse ido falar com o Lukas após nos cumprimentar timidamente.

Alguém aí escutou a parte que ela é uma líder de torcida e que FOI FALAR COM O LUKAS?!

Lukas falou alguma coisa com ela que eu não pude ouvir e sorriu. Sorriu graciosamente, e ela retribuiu o “maldito” sorriso. Nesse momento estava tudo rodando na minha mente, absolutamente TUDO! Até estava vendo meu purê de batatas falando comigo.

–SAMANTHA! – Zooey berrou lá da mesa das “macacas” e como um cãozinho assustado Sam correu até lá.

–O que foi isso? – Thomas perguntou, direcionando um sorriso malicioso para o irmão. – As líderes de torcida não odiavam a gente depois do que aconteceu? – Me esforcei para ouvir já que eu mal podia controlar o batuque de ritual de macumba que estava minha mente.

Lukas sorriu sem graça, antes de responder:

–Eu só... Ela é diferente das outras, é legal. Eu estava conversando com ela no ônibus. Eu acho que ela é especial, Thomas. Realmente especial.

Minhas vistas escureceram e... POFT.



Notas finais do capítulo

ASSERERRÊ RÁ DERRÊ DERREBETUBERREBE ASSEIBIMOMBA MARRIPIENEBUGUI ENEBUGUINIPÍ (8)
Hãm... Err... Oi. '-'
Enfim... Pobre Emy, pobre Emy. u.ú -q
HAUHDAJHDJADH'
Err... Esqueci o que era importante e que eu tinha que falar, mas já lembrei. '-' Alguém aí notou que as atualizações estão sendo feitas nos domingos? Então... Quero dizer que agora VOU ESTAR ATUALIZANDO AOS DOMINGOS! Só isso. ._. *leva um tiro*
E deixe um review, sim? Estou cada vez mais feliz com eles. *-*
Por falar nisso, vou respondê-los agora. o/
Inté domingo que vem... eu acho. '-'
Bjos&Qjos. :*