(Nem) Todo Mundo Odeia a Emily escrita por May_Mello


Capítulo 11
Todo mundo odeia planos maléficos.


Notas iniciais do capítulo

Cadê o capútulo que tava aqui? k'
Sério, que óóóódiuuuuu! Eu tinha postado o capítulo bunitinho e certinho na quinta, mas aí o Nyah deu pau.
Perdi o capítulo, perdi os reviews do capítulo, perdi os reviews que eu tinha respondido e até perdi o meu avatar. -q
Tenso.
Mas tudo bem. Aqui estou pra postar e pra me desculpar pela semana de atrasado. Mas acontece que eu tava podre de doente.
Podre; odeio essa palavra. ~~rosna~~
O problema com as imagens nos capítulos ainda continua, mas isso logo será resolvido... ou não. '-'
Espero que gostem, porque eu não gostei, como sempre. u.ú





“Só queria que você pudesse ouvir minha gargalhada maléfica que estou dando em pensamentos nesse momento.”


 Sim, tudo o que aconteceu foi muito lindo. Thomas me defendendo, eu tacando sopa na Zooey... É, foi mesmo muito lindo, mas amanhã será mais lindo ainda quando eu tiver que ir para o treino das líderes de torcida. Eu não posso morrer! Se eu morrer como eu vou matar o Thomas? Depois do que fiz, acho bom mudar de nome e de país.

Não, eu não estou com medo da Zooey, apenas estou com medo do que ela pode fazer. Assim como eu não tenho medo da bola na Educação Física; eu tenho medo é dos monstros correndo com a bola.

Sorvetes, vacas voadoras, bolinhos falantes... Onde estou?

–EMILY! – Tem alguém me chamando e cutucando meu ombro, e dessa vez não é minha mãe. – Ah, foda-se, garota! – Identifiquei a voz de Thomas e de repente tombei para o lado, caindo da cadeira e acordando de vez.

–Merda! Eu estava quase conseguindo dormir, garoto! – Olhei para Thomas, que me olhava de pé. – Ah, de novo não. – Levei novamente uma das mãos à minha bundinha dolorida por já ter levado duas pancadas em um único dia. – O que foi, inferno?! – Gritei, voltando a realidade. Eu estava quase conseguindo dormir de tanto pensar no meu triste destino.

–Nada. – Ele respondeu sério, com uma cara de “sou mau, pega no meu... pé”, já saindo da sala de detenção e me deixando caída. Eu costumo ficar mais idiota quando estou quase dormindo e sou acordada. E onde está minha inocência, meu Deus?

Olhei ao meu redor e não havia ninguém. De repente me bateu um medo. Vai que a loira do banheiro, mais conhecida como Zooey, resolve aparecer? Ainda bem que esse estrupício me acordou. Me lembre de nunca agradecer.

Peguei minha mochila e saí correndo. Passei por Thomas no corredor escuro, enquanto tentava correr e não tropeçar nos meus próprios pés. Assim que me vi livre da escola quase beijei a rua de tanta felicidade.

Até pensei em mudar o caminho que eu costumo usar pra ir pra casa com medo de me encontrar com Thomas, mas como eu não sei por onde ele vai eu fiz o mesmo caminho de sempre, o que incluía passar em frente a uma loja de doces.

Fiquei babando que nem cachorro em frente àquelas máquinas de carne girando. Me deu vontade de comer algo com muito açúcar, mas como a vida é injusta eu não tenho dinheiro. Procurei até dentro no ninho de rato que é meu cabelo tentando encontrar alguma moedinha que fosse e nada. Estava quase desistindo quando olhei pela vitrine de vidro de novo e vi alguém conhecido lá dentro. Superman? É, faz tempo que eu não vejo ele, mas não era não.

–Lukas? – Sussurrei pra mim mesma. Ai, que felicidade. Mentira. Eu não posso ficar feliz por isso. Não posso. Mas...

Sem nem pensar abri a porta que fez um sininho irritante tocar. Sim, era o Lukas mesmo. Como poderia não ser?

Caminhei saltitante até ele. Ok. Agora eu passei de cachorro babão para gatinho manhoso. Tudo bem, isso foi estranho. Concordo.

Fiquei olhando para ele com cara de sem noção, ou seja, com a minha cara mesmo. Ele não chegava a ser meu “inimigo” propriamente dito, mas nessas horas onde se pode ganhar um doce de graça, não tem problema se render um pouquinho.

Ele finalmente se voltou para mim e eu sorri mais ainda.

–Lukas? Nossa, você por aqui? Então, né? Eu acabei de entrar pra comprar um doce e de repente... É você mesmo? – Sim, eu sou uma ótima atriz.

–É, eu acho que sou eu. – Ele falou confuso.

–Estranha. – O cara que estava atendendo Lukas murmurou atrás do balcão. – Espera aí. Você não é aquela garota que tentou sair sem pagar?

–Não, você está me confundindo. – Viu? Deveria concorrer ao Oscar de melhor atriz.

–Não, não. Eu tenho certeza. Era você mesmo. – O tiozinho insistiu.

–Foi há muito tempo atrás, ok? – Me rendi. Lukas estava mais perdido do que camaleão em frente a arco-íris e nem sabia pra quem olhar.

–Foi semana passada! – O cara voltou a dizer, mas uma garota que também trabalha aqui - cuja qual eu ameacei com um palito de pau utilizado pra colocar os morangos espetados quando ela tentou me roubar me cobrando muito mais do que eu devia - puxou-o para longe de mim.

–É, oi, Emily. – Lukas sussurrou, assustado. Não o culpo, de vez em sempre eu sou assustadora. – Quer um doce?

–Pensei que você nunca fosse perguntar! – Exclamei, feliz.

_X_

–Então você está me dizendo que Thomas é um mentiroso? – Perguntei para Lukas, enquanto comia um algodão doce e nós voltávamos pra casa.

–Não. Eu sou suspeito pra falar, mas o Thomas é legal, só não foi com a sua cara. E estou só dizendo que ele mentiu pra você quando disse que tinha gostado de se sentar na mesa da Zooey, mas isso você já sabia. Acho que ele não te odeia, só pegou seu all star porque, segundo ele, era necessário, já que você quebrou a nossa porta. Você tem idéia do que tivemos que inventar pra nossa mãe quando ela viu o estrago que você fez? – Lukas falava e tentava comer as balinhas que ele tinha comprado ao mesmo tempo.

–Sinto muito. – Falei com a boca cheia de chocolate; o algodão doce já era. No fundo, no fundo, bem no fundo, pra ninguém ouvir, tinha me batido um arrependimento por causa do Lukas. – Era só pra acertar o Thomas, não pra complicar pra você. Você tem sido legal, apesar de ter ajudado a roubar meu tênis.

Ele sorriu, olhando para mim.

–Eu não ajudei, eu só contei pro Thomas. Pra falar a verdade, eu nem sei onde seu tênis está.

Opa. Espera um pouquinho aí. Tive uma pequena e brilhante – como as roupas da minha mãe, ou até mais – idéia.

–Lukas, sabe... Você tem sido legal, coisa e tal. E como eu já quase fali você na loja de doces, você poderia ser um pouco mais legal agora...

–O quê? – Ele arqueou uma sobrancelha. Ok, nem eu entendi o que disse.

–Quer me ajudar? – Perguntei, toda esperançosa.

–Ajudar no quê?

–Olha, eu até tinha pensado em pedir sua ajuda pra matar o Thomas, mas acho que você não achará uma boa coisa. Então... Quer me ajudar a pegar meu tênis de volta? – Estou usando meus “olhinhos brilhantes”. Isso sempre funciona.

Silêncio. Ele ajeitou a mochila no ombro, pensativo.

–Eu pensei que vocês sabiam tudo um do outro, e se você soubesse onde meu tênis está seria até mais fácil, mas... Você é a única esperança, cara. – Fiz drama, como de costume.

–Eu ajudo. – Ele disse, todo sorridente.

–Então, o mundo seria um lugar melhor e- O quê?! – Eu continuava a falar, pra tentar convencê-lo, mas então percebi o que ele tinha acabado de dizer. Uni as sobrancelhas, logo depois fazendo uma cara “investigativa”. – Ok. Pode falar. O que você quer em troca?

–Nada. – Ele simplesmente respondeu.

–Espera. Você disse que me ajuda e nem vai pedir nada em troca? De que planeta você veio? – Estranho, muito estranho.

Mordi mais uma vez a minha barra de chocolate. Minha cara de incredulidade deve estar muito marcante agora. Ele apenas riu divertido.

Fiquei observando como ele ria com uma cara fofa enquanto caminhávamos pela rua vazia; fiquei observando como tudo nele é perfeito...

–Cara, eu acho que te a- - Engasguei. Merda. Engasguei com o chocolate.

–Emily?! – Lukas me chamava, dando tapas nas minhas costas, enquanto eu tossia feito uma condenada. Devo estar parecendo um cachorro louco, se é que cachorros loucos tossem. Meu olhos se encheram de lágrimas. Estou morrendo, é o fim da minha jornada. – Emily?

–E-Eu tô bem. – Falei, já me recuperando, enquanto secava meus olhos. Finalmente desengasguei. – Acho que o chocolate derreteu e aí passou. Eu tô bem. Eu tô bem. – Eu fazia gestos desconexos com as mãos, tentando raciocinar.

Fiquei olhando para ele, que me olhava preocupado.

–O que diabos eu estava fazendo? – Perguntei mais pra mim mesma.

–Não sei, não. Você só estava falando e de repen-

–Você não ouviu o que eu disse, ouviu? – Pai amado, eu imploro, tenha piedade de mim e não deixe que ele tenha ouvido.

–Não. Mas você está bem mesmo, não é? – Obrigada, Senhor.

–Estou muito bem. – Respondi, enquanto voltávamos a andar. – Tão bem que até já tenho o plano perfeito: Quando Thomas chegar em casa, você me chama que eu fico distraindo ele enquanto você procura meu tênis... Ou você pode procurar a qualquer momento. Você é mesmo um bom aliado!

–É. – Ele concordou, confuso. – Vou ver o que posso fazer enquanto ele não chega. Te chamo à noite.

–É! Pode me chamar! – Exclamei com animação. Opa. – Er... Que dizer... Ok. Faça isso. – Tentei passar indiferença.

Isso! Maravilha! Até o seu irmão está contra você, Thomas Schultz! Eu vou ter meu tênis de volta. Só queria que você pudesse ouvir minha gargalhada maléfica que estou dando em pensamentos nesse momento.

E o que eu estava falando para o Lukas mesmo? Ah, esqueci. Sim, eu sou muito boa em enganar até a minha própria consciência.



Notas finais do capítulo

Tuntz, tuntz, tuntz (8) /delirando
Hey! Se você chegou até aqui é porque já leu o capítulo, não é? Fico muito feliz, e vou ficar ainda mais feliz se você deixar um review!
:3
*apanha muito e morre estribuchada*
HAUHDJAHDJADHJADHJAHD'
Quero agradecer do fundo do meu pâncreas pelos reviews!Amo ucês!
E volto ainda essa semana com mais um capítulo... ou não. ._.
*leva um tiro na testa*
Inté! õ/
Bjos&Qjos. :*