O Cometa escrita por Carol, thammy horan jones, renatatwifan


Capítulo 20
20. Pedindo ajuda.


Notas iniciais do capítulo

aaaah, voltei, meu povo!Finalmente. --Não, gente, mas fala sério: tudo bem que eu não vim na velocidade da luz e tals, mas pelo menos eu não demorei até 2012 que nem da outra vez, né.Agora, ao capítulo!



19. Pedindo ajuda.


-Viva a Sue! - gritamos todos juntos, sorrindo para a mulher de cabelos negros que ria como criança.

Era o almoço de aniversário da mãe de Leah e Seth, e o povo todo de La Push estava reunido na casinha amarela. As pessoas estavam todas muito alegres, sorrindo e desejando felicidades a Sue, e a comida estava uma delícia.

Mas, mesmo assim eu não estava muito bem. O ambiente festivo não estava conseguindo me animar, e eu sabia bem o motivo. Ou os motivos.

Primeiro que eu estava nervosa, pois iria dormir na casa de Jake hoje e sabia que a conversa sobre os meus amigos-vampiros não podia mais ser adiada. Alice e Jasper haviam partido para o Alasca hoje pela manhã, e a essa hora, certamente, já haviam chegado.

E o segundo motivo para o meu mal estar era que eu estava preocupada - muito preocupada - com a Leah: a garota mal havia aparecido na hora de cantar parabéns para a mãe, e agora já estava se retirando da sala novamente.

Levantei-me do sofá e Jake tirou os olhos da enorme fatia de bolo para me olhar.

-Aonde você vai? - perguntou de boca cheia.

Sorri e coloquei a mão em seu rosto: ‘Eu vou atrás da Leah, quero conversar com ela’.

Ele assentiu.

-Tudo bem, eu vou com você.

‘Não precisa, amor... Eu quero falar a sós com ela, entende?’ - eu não falava em voz alta, pois não queria que ela escutasse e fugisse de mim, assim como estava fazendo com todas as outras pessoas que tentavam se aproximar.

Ele meneou a cabeça, meio contrariado, mas depois lançou um olhar piedoso ao bolo em seu colo, e acho que a fome venceu sua batalha interior.

-Então tá. - deu de ombros.

Beijei seus lábios de leve e me apressei em direção à porta, não queria perdê-la de vista. Leah já estava quase desaparecendo entre as árvores, do outro lado da estrada, quando a chamei.

Ela se virou rapidamente.

-Nessie?

-É, hm... Oi. - falei, sem jeito. A verdade é que eu estava meio insegura sobre como puxar assunto com ela sem parecer uma metida.

-Oi. - ela sorriu fracamente.

Saí da varandinha da casa e atravessei a rua a passos largos.

-Estou atrapalhando? Você pretendia ir a algum lugar?

Ela balançou a cabeça.

-Nada importante, apenas... Espairecer.

Sorri para ela.

-E você se importaria de ter companhia? - me ofereci.

Leah sorriu, dessa vez um sorriso de verdade.

-Não, eu não me importaria.

Legal!

-Podemos ir às piscinas naturais! - sugeri, empolgada.

-Às piscinas naturais, então. - novamente seu sorriso verdadeiro.

O caminho não era muito longo, então logo chegamos. Fomos em silêncio o tempo todo.

As piscinas eram lindas, fascinantes. O rochedo que as envolvia era bem escuro e alto -  dando a impressão de serem grutas - e contrastava com a água quase cristalina, conferindo-lhe um aspecto meio mágico. Peguei meu celular no bolso e fotografei o lugar novamente, acho que já tinha tirado umas cem fotos dali.

-O meu trabalho vai ficar incrível. - comentei baixinho, mas eu sabia que ela ouviria. Na verdade, eu só queria quebrar o gelo.

-Certamente. - ela falou, sentando-se na beira do lago salgado e colocando os pés dentro da água.

Andei suavemente até ela e sentei-me ao seu lado.

-Lee... - chamei-a para que me olhasse, ela não o fez - Eu vim até aqui porque queria conversar com você, amiga. Eu sei que você está com algum problema.

Leah não respondeu. Apenas encarava a água como se não tivesse ninguém falando com ela.

-Você gostaria de desabafar? - perguntei da forma mais delicada que pude.

Mais silêncio.

Silêncio...

Silêncio.

-Não, obrigado. - falou por fim, ainda sem me olhar.

Eu me irritei um pouco com aquilo.

-Por quê? - minha voz era um pouco mais seca agora - Não confia em mim?

E finalmente ela virou a cabeça para me olhar, seu rosto não tinha expressão nenhuma.

-Falta de confiança? - deu um riso sem humor - Eu queria que fosse esse o meu problema.

Ela falava com dificuldade, como se as palavras, quando proferidas, a ferissem por dentro.

Eu não pensei duas vezes: passei meus braços em torno de sua cintura, abraçando-a de forma meio torta, em uma tentativa desajeitada de tirar um pouco da sua dor.

Seu corpo ficou imóvel, rígido, e penso tê-la visto prender a respiração por um segundo. Mas logo depois seus braços longos e magros me envolveram também, retribuindo o meu abraço.

-Você já amou alguém que não te amou de volta? - ela perguntou com a voz embargada - Alguém que já tivesse outro amor?

Fiquei em silêncio por um instante, então era isso. Amor não correspondido. De novo. Pobre Leah.

-Não. - respondi, suave - Eu já gostei muito de alguém, antes. Mas amor... Jake foi meu primeiro e único.

Ao ouvir minha última frase, uma lágrima rolou por seu rosto.

-A vida é uma droga, não é?

Balancei a cabeça negativamente.

-Só é uma droga até deixar de ser, Leah.

Ela soluçou baixinho.

-Mas o que eu posso fazer? Não está em minhas mãos: eu não escolho por quem me apaixono e...

-Lute! - falei firmemente - Lute pelo seu amor.

-Argh! - ela exclamou - Você não sabe o que está dizendo.

Dei de ombros.

-Eu lutaria... - hesitei - Sabe, se o amor de Jacob estivesse em jogo. Eu lutaria. - falei com convicção.

-Mas você não precisa, né. É muito fácil falar, Nessie, porque ele sofreu imprinting com você. Vocês pertencem um ao outro, são prometidos. Se todas as mulheres do mundo se jogassem aos pés dele, ele nem notaria, porque só enxerga você. Assim como você só enxerga ele.

-E você não acha que isso possa vir a acontecer com você?

Ela fez um som de escárnio.

-Não diga besteiras. - soltou-se do meu abraço e se levantou do chão.

Ergui as mãos como quem se rende.

-Tudo bem.

Leah olhava para a parede de pedras agora.

-Eu não vou mais me transformar. - anunciou.

Eu assenti, entendia aquilo. Ela não queria a piedade dos outros novamente.

-Se quiser eu posso estar junto quando você for dar essa notícia.

Ela se virou para mim.

-Obrigado, mas não. Isso é entre mim e a matilha.

Assenti.

-E o que você pretende fazer depois?

Ela deu de ombros.

-Acho que vou fazer uma faculdade, sabe... Tentar uma bolsa de estudos. Pedagogia. Eu gosto de crianças, vai ser legal dar aulas.

-Tenho certeza de que você vai ser uma ótima professora, Lee Lee. Mas você pretende dar aulas na escolinha aqui de La Push?

-Não, claro que não. A não ser que seja a minha única opção. Se eu puder escolher, irei para o mais longe possível.

-Leah... - choraminguei - Ai, é tão ruim te ver nesse estado, amiga.

Ela deu um sorriso fraco.

-Não se martirize, Nessie, isso não é culpa sua... - respirou fundo - Pelo menos não diretamente.

Franzi o cenho, confusa.

-O que quis dizer com isso, Leah?

Ela chacoalhou a cabeça rapidamente.

-Nada, eu não quis dizer nada.

Dei de ombros.

-Ok.

Se ela não queria falar, eu não iria insistir.

Ficamos em silêncio por um instante e, de repente, como uma luz iluminando meus pensamentos, me ocorreu uma ideia ótima.

Eu podia contar sobre meus tios a Leah! Ela certamente me ajudaria a falar com Jacob se eu pedisse, e, dessa forma, não teria problemas. Pelo menos não tão graves. Quero dizer... Ele não gritaria comigo se houvesse testemunhas, certo?

Bem, eu acho que não gritaria.

-Lee? Posso te pedir algo? - perguntei, insegura - É um pouco complicado, mas...

Ela sorriu.

-Claro, pode falar.

Respirei fundo.

-Na verdade, o que eu quero mesmo é a sua ajuda. Tem algo que eu preciso dizer ao Jacob, mas não consigo sozinha... Eu tenho medo da reação dele. - confessei num sussurro.

Leah me olhou com desconfiança.

-Você precisa da minha ajuda para contar algo ao seu namorado? Por quê? O que você andou aprontando, Nessie?

Eu ri nervosamente.

-Ai, eu não aprontei nada, né. É só que... É complicado.

Ela deu de ombros.

-Pode falar.

-Na verdade, eu pensei mesmo foi em te mostrar.

-Hein? - perguntou, confusa.

Tomei coragem, dei três passos em direção a ela e coloquei a mão em seu rosto.

:// FLASH BACK ON

-Nessie! Mas como está crescida essa mocinha, parece que não nos vemos há anos! - a linda mulher sorriu e me pegou no colo, girando-me no ar.

-Aaaaaaaaaaah! - gritei em meio às gargalhadas - Aaaaaaaah, hahahahahaha.

-Irina! - uma outra, também loira, repreendeu a primeira - Todos estamos com saudades da pequenina, não a monopolize!

-Tia Tanyaaaaa! - berrei empolgada, me jogando-me nos braços frios dela - Que saudadeee!

Ela sorriu.

-Eu também estava, minha querida. - beijou minha bochecha - Mas olha só como você está grande!

Fiz beicinho.

-Não, eu sou a mais baixinha da minha turma! - resmunguei.

-Mas isso porque você começou mais cedo na escola, florzinha. - Kate disse, roubando-me dos braços da irmã.

-É isso que eu tento explicar a ela todo o santo dia! - mamãe disse cansada, jogando-se em uma poltrona - Ela tem apenas cinco anos, mas como é muito inteligente, já está na turma das crianças maiores.

-Isso mesmo. - Irina concordou - Você é uma menina superdotada de inteligência, Nessie, isso é muito bom.

-Mas eu não gosto de ser diferente! - choraminguei - Nenhum amigo da minha turma faz o que eu faço com as mãos. Só eu! A esquisita!

-Nessie, não diga isso, bebê linda! - a doce Carmen falou - Você é especial, assim como todos aqui... Sabia que todos nós temos algum segredo?

Franzi a testa, pensativa.

-Legal! - exclamei - Se vocês também têm um segredo, então eu não estou sozinha!

Todos riram da minha inocência infantil.

FLASH BACK OFF//:

-O que diabos isso significa? - Leah perguntou de olhos arregalados, tremendo levemente.

Suspirei.

-Isso mesmo que você viu, Lee... Isso mesmo.

Ela abriu a boca e fechou novamente. Fez isso mais umas dez vezes.

-Ca-ra-lho! - exclamou finalmente - O Jacob vai ficar doido, você sabe.

-Ah, obrigado. - falei sarcasticamente - Está me ajudando muito.

-Mas eu não quero te ajudar com isso. - ela falou - Se você quiser, eu posso dar um fim nos seus amiguinhos lá, mas esse é o máximo que eu posso fazer.

-Leah! - exclamei, estupefata.

-Não me venha com “Leah!” - disse ela - É sério, Nessie, eu não vou te ajudar se você quiser continuar com essa besteira de ser amiga de um bando de... - fez uma careta - Argh! Você não percebe que isso é perigoso? Não percebe o risco que corre desde que era apenas um bebê? Isso é uma insanidade! Uma loucura suicida e...

-O que é uma loucura suicida? - a voz de Jacob me fez gelar.

Olhei de olhos arregalados para Leah, e ela parecia tão surpresa quanto eu, afinal, mesmo com seus sentidos de lobo não havia detectado a aproximação dele.

-Jake, amor, há quanto tempo está aí? - perguntei devagar e num tom de voz razoavelmente baixo, para não entregar meu nervosismo. Mas tenho certeza de que ele já havia lido  a palavra “MEDO”, bem grande, escrita em minha testa.

Ele se aproximou cautelosamente de mim, seus olhos fixos em Leah. Puxou-me de encontro a seu corpo, como se quisesse me proteger de algo.

-Responda, Leah! Qual é o risco que a Nessie corre? O que é perigoso para ela? - ele estava nervoso, seu tom era autoritário.

Mas eu não permitiria que fosse grosseiro com Leah, mesmo que essa não fosse sua intenção e ele só fizesse isso por causa do nervosismo.

Lee se encolheu.

-Hey, eu não fiz nada! - protestou - Nessie estava conversando comigo, só isso.  

-Sobre o quê?

Ela ficou em silêncio e me lançou um olhar rápido, pedindo permissão para contar. Balancei a cabeça negativamente, Jake me olhou desconfiado.

-Olha, eu não vou me meter nesse assunto, sério, isso é entre vocês dois.

Franzi a testa e meu queixo caiu. Leah estava dizendo claramente que não iria me ajudar.

Ela percebeu minha expressão.

-Olha, Nessie, não me leva a mal... Mas é que eu realmente não tenho nada a ver com isso, e...

-Vocês estão me deixando cada vez mais confuso. - Jake declarou, aborrecido.

-Bom, então... Tchau. - Leah falou, já saindo - Ah, Jacob... - disse sobre o ombro - Como não existe perigo algum aqui na reserva, eu só vou me transformar em caso de extrema necessidade. Caso a matilha precise de mim, estarei em casa.

Jacob ficou encarando as costas de Leah até ela sumir de vista, e depois olhou para mim. Ele estava tipo “hein?”.

-Ness, será que você pode, por favor, me explicar o que a demente da Leah quis dizer? Porque eu não entendi porra nenhuma.

Engoli em seco, sem saber o que dizer.

-Só se você me disser o que faz aqui. - me peguei falando, e dei graças aos céus por minha mente ter funcionado tão rapidamente - Eu disse que queria falar a sós com ela.

Ele se encolheu.

-Nossa, desculpa. É que eu queria te chamar para dar uma volta na praia, e quando ouvi vocês, corri direto par cá, e... A Leah estava dizendo algo sobre você estar em perigo. Eu juro que não queria me intrometer na conversa, Ness, mas eu fiquei preocupado.

Abracei-o.

-Mas não precisava, você se preocupou à toa. Não é nada de mais, Jake.

-Então você vai me contar?

-Claro. - tentei sorrir - Me leva para a sua casa? Nós podemos conversar lá.



Notas finais do capítulo

HAHA, vocês ficaram bravas por eu ter parado bem aqui? Sorry, gente, mas deixar as leitoras curiosas é a alma do negócio. #bichamáEntão, não percam o próximo capítulo, fica a dica ;)E, bem, eu disse que faria esse cap mais comprido para compensar o anterior, mas acontece que ele ficou ainda mais curto, kkk. A verdade é que eu estou mesmo tentando dar uma diminuída neles, para não ser muito cansativo para vocês.. Eu não quero que enjoem da fic (:Não se esqueçam dos meus REVIEWS ^^Beeeeijo, amores.