Lua Azul escrita por Mandy Blanche


Capítulo 3
Capítulo Dois





Capitulo Dois

E já estava convencida de que não iria topar com ninguém quando ouvi uma voz suave como veludo, vindo de algum lugar atrás de mim:

- Algo me diz que você não deveria estar aqui.

Me virei procurando o dono da voz e meus olhos ficaram presos em outro par de olhos.E eu fiquei estupidamente deslumbrada.

-x-

Oregon, Salem

Bella PDV.

Ele era lindo. Estava encostado em uma das arvores olhando curioso para mim como se eu fosse uma espécie de laboratório a ser estudada. Dava para ver que ele era alto, mais ou menos um metro e novena acho? Não sei, mais era por ai.

Ele era musculoso, não tanto quanto Felix, mas eu podia muito bem perceber seu abdômen definido mesmo com ele vestindo camisa. E era um abdômen e tanto! Daqueles que eram bons para se aconchegar e ficar abraçadas... Meu Deus! O que eu estou pensando?

O rosto dele parecia o rosto de um anjo.Eu estava acostumada a ver belezas sobrenaturais, tinha convivido com elas por toda a minha vida, mas ele parecia ter algo a mais... Seus traços eram bem marcados e angulosos, tinha um queixo firme, uma boca carnuda e bem delineada e vermelha. Mais o que mais me chamou atenção foram os olhos. Verdes como esmeralda. Não, nem esmeraldas eram tão bonitas como os olhos dele.

Percebi que ele continuava a me analisar, minhas bochechas automaticamente coraram e ele pareceu incrivelmente vidrado nisso.

- O que te faz pensar isso? – perguntei tentando não parecer tão nervosa quanto eu estava.

- Talvez porque você estava correndo como se sua vida dependesse disso. – disse sorrindo levemente sem ter ideia do quanto estava correto. – ou por você não parecer humana e nem uma vampira evoluída.

- Eu sou diferente. – disse simplesmente.

- Eu percebi. – disse calmo mais com os olhos ainda queimando de curiosidade.

Eu simplesmente não conseguia tirar meus olhos dos dele, e não só porque eles eram os olhos mais lindos que já havia visto. Eu sentia que estava presa a eles, que poderia passar toda a eternidade só olhando para eles.

Eu sabia que não devia estar aqui. Deveria continuar correndo como uma louca, afinal como ele disse, minha vida dependia disso. Mas eu não conseguia. Irracionalmente eu sentia que devia ficar perto dele.

Me obriguei a ser racional e desviei meus olhos dos dele acabando com a conexão estranha que tinha se formado.

- Desculpe. – disse ele, abaixando os olhos e dando um sorriso constrangido.

Por que ele estava se desculpando afinal?

 – Sei que não é educado ficar encarando as pessoas. – disse em tom de explicação. Ele provavelmente deve ter visto minha cara de confusa.

- Ah, claro! Me desculpe você também. – me desculpei. Afinal ele não era o único que havia feito isso.

- Tudo bem. – disse calmo.

Ajeitei a mochila nas minhas costas me forçando a esquecer dessa necessidade irracional que eu tinha de ficar perto dele.

- Bem, agora eu tenho que ir. – disse, já pensando que os guardas do meu pai já deveriam ter percebido que eu fugi.

- Mas já? – perguntou ansioso.

- Sim. – disse triste, não sabendo o porquê da tristeza.

- Qual é o seu nome? – perguntou me pegando de surpresa.

- Isabella, mas pode me chamar de Bella. – disse, com uma vontade estranha de ouvir meu apelido saindo daqueles lábios, por aquela voz aveludada.

 Minha vontade foi feita em menos de dois segundos.

- Meu nome é Edward, Bella. – disse com aquela voz incrivelmente suave, dizendo meu nome num tom incrivelmente acariciante.

- Foi bom falar com você, Edward. – ignorei o estranho aperto no peito e tentei me concentrar na forma como seu nome dançava em meus lábios. – Agora eu realmente tenho que ir. – disse enquanto me virava para começar a correr.

- Espere! – disse ele parecendo desesperado.

E mesmo sabendo que não devia... eu esperei.

Edward PDV.

Eu nunca duvidava da minha mãe. Eu havia aprendido isso quando ainda era criança. Não sabia se isso era algum dom ou simplesmente um sexto sentido perfeito que nunca errava. Só sabia que nunca errava.

Ela sabia exatamente quando algo iria acontecer comigo. Quando estava com oito anos e ia sair para o parque perto de casa, em nossa área permitida, lembro que minha mão implorou para eu ter cuidado como se sentisse algo. Horas depois eu fui levado para um hospital com um braço quebrado.

 Não que tenha demorado para se curar ou eu tivesse algo permanente, mas a dor na hora e pelo menos pelos próximos quarenta minutos não foi nem um pouco agradável.

Aos dez anos minha mão estava nervosa e fragilizada como se algo fosse acontecer. Poucas horas depois eu vi pela primeira vez como a arrogância e o senso de grandeza de alguns originais poderiam ser fatais.

Alguns meses depois minha mãe estava temerosa, dizendo para eu não me meter em confusões que não fossem minhas. Horas depois no meu colégio vi pela primeira vez a poderosa realeza Volturi. Nunca esqueci da brutalidade daqueles originais. Talvez porque os alvos deles fossem meu melhor amigo e sua família.

Há um mês minha mãe estava pulando de felicidade como se algo muito bom fosse acontecer. Nós recebemos nossa autorização do Clã Volturi para sair dos seus domínios e partir para outro domínio de outro estado ou cidade, ou simplesmente partir para uma cidade neutra do país.

No máximo em um mês estaríamos mudando para uma cidade neutra.

Esses foram só alguns dos instintos da minha mãe. Por isso quando ela disse que hoje um pouco antes de eu ir relaxar no meu lugar favorito dentro dos domínios, em alguma arvore perto das montanhas que barravam os nossos limites, que algo iria acontecer, algo que ira mudar minha vida para sempre, eu me coloquei em alerta máxima.

Agora sentado no alto da minha arvore favorita, podendo ter uma visão privilegiada não só dos meus domínios, mas também de um mundo desconhecido alem disso e vendo tudo isso na maior paz, eu realmente comecei a duvidar.

Isso até vê-la.

Sentado aqui no alto eu podia vê-la ao longe, correndo como se sua vida dependesse disso. Ao chegar mais perto eu pude ver sua face de perto. Em seu rosto eram demonstrados uma grande variação de sentimentos: Raiva, confusão, medo, amor, desespero. Em seus olhos brilhavam uma imensa determinação. Um tipo de determinação que lembrava a determinação de como uma pessoa resolvia lutar por sua vida.

E foi isso que me fez olhar verdadeiramente para ela.

Ela era linda. Não, linda era muito pouco para descrevê-la.

Não era por pouco que minha tinha me falado que algo iria mudar minha vida. Essa beleza podia certamente virar o mundo de qualquer um de cabeça para baixo.

Não era muito alta, no máximo teria 1,60 de altura. Seu corpo era magro, com uma cintura finíssima e um quadril largo e proporcional ao corpo assim como as curvas. Elas não eram nem grandes nem pequenas. Seu corpo era perfeito.  Os cabelos longos que batiam em sua cintura não paravam quietos por causa do vento. Seus fios ondulados com grossos cachos nas pontas eram uma mistura de vermelho com um castanho. Castanho avermelhado. Aqueles cabelos me lembravam tantas coisas... Mogno, chocolate com canela

O rosto era tão perfeito. Suave e delicado. Tinha um nariz pequeno e arrebitado, as maçãs do rosto eram altas e estavam coradas por causa do vento, sobrancelhas finas cor de mogno assim como os cílios longos, uma boca pequena e rubra. Os olhos eram expressivos, doces e pareciam tão... confusos. Castanhos como chocolate.

Era beleza demais para ela ser uma simples humana.

E já estava partindo. Eu pensei rápido, não sabia o porquê, só sabia que não podia deixa-la ir. Ela parecia frágil demais, não gostava de pensar no que aconteceria com ela andando sozinha por aqui. Então sem pensar nas consequências eu disse:

- Vamos pra minha casa, você parece estar cansada, você aproveita e descansa um pouco porque parece que você vai cair no chão ao qualquer momento. – eu a convidei amistoso

Ótimo, talvez fosse a loucura que fosse mudar minha vida para sempre. Eu estava mesmo convidando uma completa desconhecida para minha casa? Ao que parece eu estava.

Ela hesitou deu uma olhada ao redor como se esperasse algum Original saltar de uma arvore. Isso me fez ter certeza de que ela estava fugindo, eu só não tinha ideia de quem, e tinha medo de saber.

_

Em poucos minutos de corrida no chegamos a minha casa. Apesar de viver nos domínios, graças a novas leis que foram implantadas pelo rei dos vampiros atual, nós Evoluídos vivíamos com bastante conforto e segurança apesar de haver muita intolerância. Aro Volturi me parecia ser um bom homem, diferente e mais justo do que qualquer rei que eu havia visto até agora. O único que pensou em nós como um todo e não um monte de súditos separados por sua natureza. Por causa disso, hoje meus pais eram formados em uma faculdade de renome, um lugar que séculos atrás eles não poderiam nem pisar. Graças a isso hoje meu pai era um medico que trabalhava no hospital de Salem e minha mãe uma decoradora de interiores reconhecida.

Abria porta de casa para Bella e em seguida peguei a mala de suas costas.

- Obrigada – ela agradeceu

- De nada. Agora venha, vou te levar pro meu quarto. Tenho um banheiro só meu e você pode o usar enquanto eu preparo algo para nós comermos.

Ela apenas assentiu com a cabeça e me seguiu enquanto eu subia as escadas. Caminhando pelo corredor agradeci mentalmente minha mãe me ter feito arrumar o quarto antes de sair. Abria a porta do mesmo e acenei para ela entrar primeiro. Ela o olhou parecendo se sentir meio deslocada.

Deixei sua mala em minha cama e falei:

- Vou estar lá embaixo qualquer coisa que você precise é só descer as escadas e seguir a direita. – disse – Aquele é o banheiro – disse acenando para uma porta ao lado de meu armário.

- Espere um momento – pedi

Sai do quarto e com minha velocidade natural fui até o armário que ficava no meio do corredor. O abrindo peguei uma enorme toalha felpuda preta, não podendo deixar de pensar em como essa cor teria um contraste incrível com sua pele cor de creme.

Voltei ao quarto e lhe entreguei a toalha.

- Aqui está, acredito que há uma um pouco menor debaixo da pia caso você queira uma para secar seus cabelos. – falei olhando imediatamente para as ondas cor de canela.

- Muito obrigada, Edward – ela sorriu e eu apenas balancei a cabeça.

Ela me olhou parecendo extremamente agradecida e somente assentiu.

- Sinta-se a vontade – disse com um meio sorriso no rosto que pareceu fazê-la relaxar enquanto eu saia do quarto.

Bella PDV.

Enrolada na toalha que Edward havia me oferecido eu sai do banheiro. O quarto dele não era muito grande, mas era extremamente organizado.

Suspirei e me sentei na cama onde a grande mala estava. Só agora podia perceber os emblemas da Louis Vuitton na mala que não era nem um pouco adequada para carregar do modo come eu havia feito. Resolvi abri-la e ver o que havia dentro.

A primeira coisa que vi foi um envelope branco e de aparência sofisticada. O abri rapidamente e logo vi a caligrafia elegante de minha tia.

Olá minha querida, se você está lendo isso significa que o que mais temíamos aconteceu. E você não sabe o quanto eu e Marcus sentimos por isso. Nós tivemos algum trabalho para prepararmos isso para você, mas nessa mala há tudo o que você irá precisar para sua jornada até a Forks  e se você perceber também é vai ser uma fonte preciosa.

Nessa mala há uma pasta contendo documentos falsos como identidade, históricos que você irá precisar. Há também um dossiê completo que foi criado com muito cuidado para você saber sobre seu “novo eu”.

Graças a nova identidade que criamos você terá uma Credencial Especial Autorizada. É como uma credencial comum mas sua única diferença é que ela passou por todos os governos do planeta o que significa que não há nenhum lugar para onde você não possa ir  Há também todos itens necessários para você se arrumar se acordo com seu novo disfarce.

Quando chegar a Forks procure por Carlisle Cullen. Ele é um grande amigo meu e de seu tio e está pronto para abrigar você. Ele e sua mulher sabem de tudo, sua filha é a única que não estará ciente das circunstancias em que você se encontra, por isso procure ler o dossiê antes de chegar por lá e tome cuidado com ela.

Cuide-se querida, te desejo sorte e saiba a amaremos como a filha que nunca tivemos.

- D

A dobrei novamente colocando dentro do envelope e a guardai na mala. Resolvi ver o eu mais havia na mala e logo vi a pasta de couro discreta que guardava todo o meu futuro. Dentro dela havia tudo que tia Didyme havia falado e muito mais. Diplomas, certidões, passaportes e até fotos, mas meu interesse estava nas folhas impressas e encardenadas do dossiê que havia sido mandado.

Pondo ele de lado resolvi me vestir. As roupas eram exatamente do meu tamanho, mas não se pareciam em nada com roupas em que eu me vestiria. Eram joviais, mas de um modo extremamente sofisticado. Parecia muito com as roupas que mamãe insistia para eu vestir.

Perguntei-me se ela sentia minha falta ou se queria me ver morta. Sulpicia era a mãe perfeita e super protetora, como eu acreditava que qualquer mãe devia ser, mesmo que ela também fosse rainha. Ela sempre esteve lá para mim e eu queria acreditar que isso não havia mudado.

Pensei em onde ela estaria, não só ela, mas toda a minha família. Essa era a temporada em que o Rei e a Rainha dos Vampiros visitavam cada estado e seus domínios do país onde estavam. Normalmente enquanto papai e mamãe viajavam eu ficaria em uma de nossas casas nos estados principais, de Nevada em Las Vegas, a cidade de Nova Iorque ou Washington DC, mas como logo faria dezoito anos e teria que assumir algumas responsabilidades resolvi ir com eles. Estávamos na cúpula do estado de Oregon em Salem quando aconteceu. O pergaminho mágico em que estava escrita a profecia da Lua Azul estava no subsolo da cúpula. Eu já havia vindo a Salem algumas vezes, adorava o lugar, sua mitologia e os inúmeros festivais, já havia estado na cúpula, mas nunca em seu subsolo. Perguntei-me se seria melhor se eu nunca tivesse posto meus pés por lá.

Fortes batidas na porta interromperam meus pensamentos.

- Pode entrar – falei alto

Edward entrou pela porta. Ele me observava com olhos indecifráveis parecendo me analisar, procurar por algo.

- Obrigada – eu agradeci tentando acabar com o silencio incomodo – O banho estava ótimo. Eu sei que você fez comida, mas eu só vou terminar aqui e vou partir, não posso ficar muito tempo.

- Eu imagino que sim... Isabella Volturi – ele disse frio

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Nevada, Las Vegas – 4 horas depois

- Como assim ela fugiu? – Aro perguntou furioso ao guarda.

- Acreditamos que ela por um dos tuneis – respondeu temeroso o guarda.

Aro fechou os olhos. Ele se lembrava de sua princesa gostar de brincar por aqueles tuneis que levavam ao subsolo. Sulpicia sempre ficava louca quando ela aparecia com os vestidos sujos de lama. Aro sentiu seus olhos se encherem de lagrimas.

- Saia, quero ficar sozinho – ele murmurou com a voz embargada.

O guarda se retirou em um instante e com isso Aro desmoronou no sofá de veludo vermelho de seu escritório. Estava assustado com tudo, mas principalmente consigo mesmo. Lembrou-se do quão facilmente havia concordado com Caius e ordenado sem pensar a morte de sua filha aos berros, lembrou-se do horror nas feições de sua esposa, na revolta e medo de sua irmã Didyme e seu cunhado Marcus.

- Aro – a voz fria e indiferente de sua companheira fez seu coração se apertar.

Ela nunca havia falado com ele desse modo. Sulpicia era sempre doce e meiga, mas não dessa vez. Sua voz estava cheia de magoa e ela parecia pronta para dilacera-lo.

- Querida eu... – ela o olhou com tanto desprezo que ele sentiu suas palavras morrerem. Não havia nada que poderia falar, mas mesmo assim ele tentou – Eu revoguei a ordem, ninguém irá encostar em nossa filha.

Sulpicia gargalhou. Era um som amargo, cheio de fúria e desespero.

- Você revogou, Aro – ele soluçou e então berrou  - Essa ordem nunca devia ter sido dada! Nossa própria filha, Aro. Nossa menininha.

- Eu estava assustado – ele tentou se explicar inutilmente. – Eu não pensei.

- Tenho certeza que não! – disse ela mortalmente.

Sulpicia internamente sofria por ele. Ela sabia que as coisas não seriam fáceis. Eles estavam controlando, mas logo a noticia vazaria mundialmente e todos saberiam que sua filha foi a escolhida da profecia da Lua Azul. Ia ser um pandemônio. Cada Original ganancioso no poder exigiria a Aro a morte de Bella, não importando as circunstancias.

Não sabia quem havia ajudado sua filha a fugir, quem desconfiava do que iria acontecer, mas fosse quem fosse lhe seria eternamente grata. Seu coração se congelava só de pensar no que teria acontecido se sua filha estivesse no castelo no momento em que a ordem havia sido dada.

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Caius andava de um lado para o outro furioso em seu quarto. Não tinha ideia de para onde Isabella havia ido e nem como havia fugido. Não tinha nem ideia de como começar a procura-la. Seus quatro guardas de mais confiança, Laurent, Boris, James e Raoul ficaram alertas e temerosos com o humor volátil do chefe.

Chamou seu próprio guarda mais leal, não podia deixar que ninguém descobrisse o que estava fazendo pelas costas do Rei. Caius sabia que mesmo depois de quatro horas Isabella ainda não havia deixado o estado Oregon. Ela não poderia sem documentos e sua foto estava em toda mídia aparecendo de vinte e vinte minutos, não entendia a demora que todos tinham em pegá-la. Mas não a perderia por descuido e por isso pensou nas primeiras pessoas para quem ela ligaria se tivesse problema de deu as ordens.

- Vocês irão viajar. Marcus e Didyme são os primeiros a quem Isabella recorreria e pelo o que eu os conheço vão para Washington D.C junto com Aro e Sulpicia e o resto de sua guarda amanha, James você vai junto com eles. Vai ser mandado para lá em meu nome como um reforço para ajudar na busca de Isabella. Pode levar Victoria junto consigo, mas não se atreva a dizer uma palavra do que foi dito neste quarto.

James assentiu rapidamente com a cabeça. Hoje não era um dia em que devia provocar o chefe.

- Boris você vai para Paris, quero que fique de olho no namorado de Isabella, Jonathan Alan Claude. Se fique atento a todas suas ligações, não tire os olhos dele.

- Sim, mestre – Boris respondeu calmamente.

- Raoul, quero que aproxime-se de Heidi Shawn, pelas informações que eu recebi ela esta na Suíça em Zurique. Ela é a melhor amiga de Isabella.

- Senhor e se ela não permitir a aproximação? – Raoul perguntou temeroso

- Arranje um jeito! Não ouse me dar desculpas! – Caius berrou ensandecido

- Entendido senhor – a voz de Raoul tremeu

-Laurent, sei que não é rastreador, mas preciso que você a rastreie, vire esse país de ponta a ponta, mas ache Isabella.

- Irei encontra-la senhor – Laurent disse confiante.

- É bom que encontre... – ele não precisou terminar, a ameaça era clara.

_

Caius se sentia muito mais calmo enquanto tomava uma taça cheia de sangue. Sentado confortavelmente em sua poltrona vermelha ele marcava uma passagem para voltar para Berlin. Não via hora de deixar os Estados Unidos, mesmo que isso significasse ter que aguentar sua esposa inútil, Athenodora.

Caius ouviu tímidas batidas na porta e mandou que entrassem, já sabia quem era. Hilda Banks e Annie Jolene entraram vestidas com delicadas camisolas negras no quarto. Em seus rostos sorrisos maliciosos e olhares expectativa.

As duas pareciam ter corpos que haviam sido esculpidos, lindos os bastante para deixar Caius se deixar levar e imaginar os corpos das duas mulheres que nunca teve e as que sempre desejou.

Hilda tinha o corpo com as curvas extremamente delicadas e cheias, suas feições que pareciam as de um anjo. Os olhos azuis acinzentados amendoados o obervava ansiosamente os cabelos loiros arruivados caiam ondulado. Caius via nela a imagem da mulher amada perdida. Um anjo que devia ser idolatrada e cultuada.

Annie era um pouco mais juvenil do que Hilda, seu rosto emoldurado por longos e lisos cabelos castanhos ainda preservava um pouco da inocência que outrora tivera. A pele era cor de mel, os traços levemente orientais, exóticos e os olhos pequenos de um castanho esverdeado intenso, o corpo pequeno e miúdo. Caius tinha ciência de que Annie e a menina-mulher que desejava eram muito diferentes, mas ele não se importava só queria alguém em que pudesse descontar sua raiva.

Enquanto dedicava todos os seus sentimentos puros a primeira a segunda era destinada sua obsessão e o desejo nocivo. A primeira era pura enquanto a segunda havia herdado toda a sujeira do homem que havia tocado do seu anjo. Hilda e Annie somente aguentavam as consequências do amor e desejo doentio de Caius por duas mulheres que elas desconheciam.

Logo as duas seguiam em sua direção e deixaram as roupas deslizarem por seus corpos. O resto da noite se seguiu em um padrão, enquanto era carinhoso e dedicado com Hilda era forte e rude com Annie. Quando amanheceu Caius estava ofegante assim como as duas mulheres ao seu lado.

Ele se levantou da cama e encheu sua taça com mais sangue. Era tudo que elas precisavam para saber que era a hora de partirem, rapidamente pegaram vestiram as camisolas com que estavam.

- Senhor – Hilda chamou a atenção de Caius.

- Sim? – perguntou

- Ainda vai precisar de nós? – ela perguntou

- Não, estou voltando para Berlin amanha. Vocês podem voltar para casa. – as dispensou friamente.

Hilda e Annie assentiram e saíram rapidamente do quarto.

Caius se sentou novamente e ficou girando o copo em sua mão. Não queria voltar para Berlin e ter que aguentar as futilidades de Athenodora. Se casar com ela havia sido um erro. Apesar da boa posição social no Império, a única coisa boa que sua esposa já havia lhe dado havia sido Jane, sua filha. Que por uma benção era muito parecida com ele.

Caius se lembrou de uma época em que tudo era mais fácil e se afogou nas lembranças desejando que o tempo voltasse.

N/a: Olá amores!

Espero que tenham gostado e me desculpem o atraso. Escrevi todo o capítulo no papel e passar para o PC e corrigir demorou um pouco mais do que o esperado.

Para ver as fotos da casa e quarto do Edward cliquem aqui*

 No próximo capítulo vamos continuar de onde paramos com Bella e Edward e viajar um pouco mais pelo Império dos Originais e seus integrantes.

Obrigada a todos que acompanham e mandam reviews *-*

Beijoos





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