Castlecalibur 3: Acampando escrita por TriceSorel


Capítulo 7
PARTE 7: Belmont, A Lenda





        Hilde acordou na manhã seguinte e percebeu que estava com o rosto apoiado no ombro de Mathias e seu braço sobre o peito dele. Levantou-se rapidamente, sem se dar conta que isso podia acordá-lo. No entanto o rapaz apenas virou o rosto e seguiu dormindo.

        “Droga, eu dormi enquanto ele falava sobre tempestades magnéticas e chuvas ácidas”, lamentou ela. Espiou para fora da tenda. Não queria que ninguém descobrisse que ela dormira na tenda de Mathias porque estava com medo de dormir sozinha. Ao ver que estava tudo deserto, saiu. Abriu a porta de pano de sua tenda mas, antes que pudesse entrar, Rafael saiu da dele e lhe cumprimentou.

        - Bom dia, Hilde! O que tá fazendo aqui fora tão cedo da manhã?

        - Ahn... eu... – Hilde não podia contar a verdade a Rafael. – Eu fui buscar água na cachoeira.

        - E cadê seu cantil?

        - Esqueci lá.

        - Eu pego ele pra você...

        - Não, não precisa! Ah, que cabeça a minha, o cantil tá ali dentro da tenda! Por isso não consegui pegar água! – e ela entrou na tenda, apressada.

        - O ar puro não tá fazendo bem pra ela... – lamentou Rafael, avistando Siegfried. – Sieg! Você está de volta! O que é isso com você?

        - Oi, Rafa! Esse é meu elfo abandonado que eu encontrei, ele me seguiu até aqui, posso ficar com ele?

        - Pede pra Hilde.

        Sieg entrou na tenda de Hilde, feliz, com seu elfo de estimação.

        - Hilde, Hilde, encontrei esse elfo no bosque, posso ficar com ele?

        - Pergunta pro Mathias... – disse ela, sem cabeça para resolver esses assuntos.

        Sieg entrou, por fim, na tenda de Mathias, que ainda dormia.

        - Mathias, Mathias! – e ele sacudiu o vampiresco rapaz. – Posso ficar com esse elfo?

        - Pode, mas você vai ter que alimentá-lo e limpar a sujeira dele... – falou Mathias, recobrando a consciência aos poucos. – O Leon não tava contigo?

        - Não, eu não vi ele desde que a gente chegou. Ele não dormiu na tenda?

        - Não, acho que ele se perdeu...

        Enquanto isso, em frente a uma grande igreja ali perto...

        - Você veio rezar? – indagou Leon.

        - Não, vim procurar o forjador. – respondeu Trevor, entrando no templo abandonado.

        - Se ele forja demônios, por que viria para uma igreja?

        - E eu sei lá? Tô só seguindo o roteiro do jogo...

        Os dois caminhavam pelo altar quando um homem entrou apressado seguido por um golem e um fadinho infante de vinte centímetros, ambos com cristais rosas nas costas.

        - Ei, você aí!

        - Eu?

        - Você é o Forjador de Demônios?

        - Não, esses dois aqui atrás eu comprei no E-Bay.

        - Sério? E foi caro? Pagou frete?

        - Mas que burro! É claro que eu sou forjador de demônios!

        - Então essa é a hora da sua morte! – disse Trevor, exatamente como ele faz no jogo quando ele e Hector se encontram pela primeira vez, na igreja abandonada.

        - PIEDADE! Eu tenho dois demônios pra criar...

        - Não terei piedade de quem se vale dos poderes das trevas!

        - Mas meus demônios são inocentes! Você deve estar atrás do Isaac... Ele também é forjador.

        - É... se eu lembro bem, haviam dois forjadores, mesmo.

        - Eu abdiquei do dom das trevas há três anos atrás, quando casei-me com Rosaly...

        - Sim, eu ouvi dizer que um deles havia abdicado, mas... como você sobreviveu? Achei que você tivesse morrido quando derrotamos o Conde Drácula.

        - Você... então você é Belmont, a Lenda?!

        - Sim. E você?

        - Hector, prazer!

        - Epa, vocês falaram em Conde Drácula? – interrompeu Leon, aproximando-se dos dois.

        - Sim, você o conheceu? – quis saber Trevor.

        - Claro! E ainda conheço! Ele está acampando com o pessoal do Soul Calibur no Morceguinho Solar! – respondeu Leon.

        - Então ele tá vivo? – surpreendeu-se Trevor.

        - Que furo, Belmont, nem pra matar ele direito! E ainda chamam você de A Lenda... tsc tsc. – reprovou Hector.

        - Ele... como ele sobreviveu? – questionou-se Trevor.

        - Ele nunca morreu. E nem vai morrer, porque é imortal. E vocês deviam parar com essa história de perseguir o Drácula, ele é um cara legal.

        - Leve-nos até ele. – pediu Hector.

        - Não! Vocês são maus! Não quero mais acompanhá-los! Passem bem. – e Leon saiu revoltado e acionou o mapa na tela pelo comando do Joystick pra descobrir o caminho de volta ao acampamento.





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