Castlecalibur 3: Acampando escrita por TriceSorel


Capítulo 6
PARTE 6: o elfo mudo e o temporal





        Rafael estava contando histórias de terror na fogueira para os personagens da Nintendo. Mário, Peach, Sonic, Kirby, Zelda, Diddy Kong, os Ice Climbers, o Space Fox e o Pikachu estavam aterrorizados com a história. [personagens fofinhos da Ninendo, sendo a maioria bichinhos].

        - Então o terrível vilão, que era uma tartaruga mutante, estava seqüestrando macacos, princesas e gorilas para transformá-los em troféus, e para isso precisava do poder elétrico de um Pokémon... – contava ele.

         - Qualé, velho, cê anda jogando muito Super Smash Bros Brawl. – deduziu Amy. [Smash Bros: jogo da Nintendo que une os personagens citados acima e outros em uma história única, parecida com a do Rafa].

        - Isso é só uma história de terror, Amy! A propósito, você não parece ter se assustado muito... – concluiu Rafa.

        - Eu não me assusto com nada, eu jogo Fatal Frame, Resident Evil e Silent Hill. – revelou Amy. [Jogos de terror].

        - Rafa, Amy, já é hora de dormir. E chega de histórias de terror, se não as pequenas e fofinhas criaturas da Nintendo vão ter pesadelos. – pediu Jean-Eugène.

        Eles foram para as suas tendas. Hilde estava em frente à dela.

        - Não vai dormir agora, Hilde? – perguntou Rafa.

        - Eu vou, mas estou preocupada com o Siegfried. Ele sumiu.

        - Tá com medo de dormir sozinha? – provocou Mathias.

        - É claro que não, só estou pensando se o Sieg não se meteu em nenhuma encrenca! – respondeu ela, ríspida.

        - O Leon foi buscar água e não voltou até agora. Vai ver eles estão juntos e foram desbravar o lugar. – respondeu Mathias, entrando em sua tenda.

        - É, vai ver foi isso... – e ela entrou também.

        Enquanto isso, Siegfried caminhava pelo bosque, perdido.

        - Droga. Não devia ter fugido da Hilde sem ter pego o mapa do lugar... agora não sei mais voltar. E aqui é perigoso... a qualquer momento pode aparecer o terrível Nightmare. – dizia ele para os botões de sua armadura. – Se bem que eu prefiro enfrentar o Nightmare que a Hilde brava...

        Caminhando pela floresta, Siegfried encontrou uma figura muito estranha. Um rapazinho metade da estatura de Sieg, usando uma roupa verde e um chapeuzinho tipo touquinha de duende, também verde. Seus cabelos eram louros e suas orelhas, pontudas. Parecia um elfo, e estava acompanhado de uma pequena fadinha voadora.

        - Olá, pequena criatura! Você também tá perdido? – perguntou Sieg.

        - Não, ele é um elfo que... – começou a fadinha a explicar, mas Siegfried a interrompeu.

        - AHHH, UMA LIBÉLULA MUTANTE DEMONÍACA! Estamos sendo atacados! – e grudou a Soul Calibur na fada, que caiu inconsciente.

        O elfo se abaixou para ver a fadinha desfalecida. Depois olhou para Siegfried com uma cara de “essa era a fadinha que me ajudava o jogo inteiro”.

        - Venha, eu vou cuidar de você! Quem é você e o que faz aqui? – quis saber o alemão.

        O elfo mostrou sua ocarina e fez uma expressão de “meu nome é Link e essa é minha ocarina do tempo, e eu vim salvar a princesa Zelda”.

        - Que bonitinho! Você tem um brinquedinho! Deve ser filhote, ainda! Venha, eu vou cuidar de você! Eu sempre quis ter um elfo, mas nunca achei pra vender! Venha, vou levar você pra minha tenda!

        E Sieg puxou Link pela mão, e apesar de tentar manter resistência e esticar a outra mão em direção à fadinha, pouco ele pode fazer e acabou acompanhando o cavaleiro errante.

        Enquanto isso, no acampamento...

         Rafael dormia agarrado em sua girafa cor-de-burro-quando-foge enquanto Amy jogava seu Nintendo DS que ela comprara do Sephiroth na tenda do Final Fantasy. Na tenda ao lado, Hilde se mantinha acordada olhando para o teto. Resolveu ir até a outra tenda.

        Mathias lia um livro à luz de seu lampião quando Hilde abriu a porta de pano da tenda.

        - Posso entrar?

        - Entra... – disse, largando o livro. – Algum problema?

        - É que eu fiquei pensando... e se o Sieg ou o Leon encontrarem o Algol ou o Nightmare, ou algum desses vilões? Afinal, aqui está cheio de vilões, pelo menos um por jogo...

        - Bom, se você acha que eles estão em perigo, eu posso ir procurá-los... – e Mathias se levantou.

        - Não, não vá... pode ser perigoso.

        - Eu sou um vampiro, não vou me machucar tão fácil.

        - Mas ouvi dizer que um tal de caçador de vampiros por essas bandas, é melhor não arriscar.

        - Certo... então você vai atrás deles.

        - Eu? E por que eu?

        - Você tá com medo?

        - É claro que não! É que eu já coloquei a minha armadura de dormir e estou com preguiça de trocar...

        - E o que você sugere? Que sentemos e esperemos?

        - Pode ser... o que você tá lendo?

        - Um livro sobre alquimia.

        - Livro? Isso parece o mangá do Fullmetal Alchemist. – e Hilde folheou as páginas do mangá.

        - E daí?! A autora manja do assunto, falou?

        - Eu adoro o Alphonse! – confessou a germânica otaku [fã de mangás e animes japoneses].

        - Eu prefiro o Roy Mustang. – admitiu o romeno vampiro.

        Começou a chover torrencialmente.

        - Ah, não, chuva! – lamentou Hilde.

        - Você não gosta de temporal?

        - Não é isso, é que não vou ter como voltar com a minha tenda...

        - Dorme aí no saco de dormir do Leon... ele não vai voltar hoje, mesmo, pelo jeito...

        - Posso, mesmo?

        - Claro. Não vou deixar você ficar sozinha na sua tenda se tá com medo do temporal...

        - Que absurdo!! Eu, a grande Hildegard von Krone, nada temo e tudo enfrento! – disse ela, altiva e confiante.

        CABRUUUUUM!

         - Ahhhh!!! – gritou ela.

        - Menos trovoadas.

        - Não é isso. É que o estrondo soou de repente, foi isso.

        - Certo...

        CABRUMZARRÃO!!

         - AAAAAAHHHHHHHHH!!! – e ela encolheu-se no canto da tenda, cobrindo-se com o travesseiro.

        - Calma, o trovão é só uma descarga elétrica devido às nuvens muito carregadas, não pode nos fazer mal algum porque os raios estão caindo longe daqui, não precisa ficar com medo.

        - Eu não estou com medo!!! – admitiu ela, tremendo de medo. - E como você sabe disso?

         Ele sentou-se ao lado dela para explicar.

        - Se você calcular o tempo da trovoada em relação ao relâmpago que a antecedeu, você pode ter uma noção da distância em que o raio caiu, e o barulho indica a intensidade da descarga elétrica. – explicou ele, de forma nérdica.

        - E se cair um raio na nossa tenda?

        - É pouco provável, porque eles caem geralmente em lugares altos, como árvores, pára-raios ou na cabeça dos jogadores de Mario Kart. – [existe um item no jogo que faz cair um raio na cabeça de todos jogadores].

        CABRUMZÃOZARRÃOMEGABÃO!!!!!        

        Hilde deu um pulo e agarrou-se em Mathias por reflexo ao susto, escondendo o rosto em suas roupas. Mathias sorriu. Aquela alemã altiva e mandona tinha medo de trovoadas. Quando o estrondo cessou, ela soltou-o e se afastou.

        - Não conta pra ninguém... – pediu, timidamente.

        - Que você tem uma fraqueza? Não conto, não. Mas não devia ficar com vergonha, todo mundo tem um ponto fraco. Eu, por exemplo, não posso com luz solar, estacas de madeira...

        - Água benta, alho, crucifixos... nossa, como você é fraco!

         - Ei, eu tô te consolando, vê se ajuda!

        Os dois ficaram acordados por um longo tempo, esperando o temporal acalmar e seus amigos voltarem, enquanto Mathias explicava a Hilde as razões dos fenômenos na natureza e suas causas.





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