Castlecalibur 3: Acampando escrita por TriceSorel


Capítulo 5
PARTE 5: o forjador de demônios





        Leon segurava o cantil de má vontade enquanto atravessava o bosque. Em meio às árvores, avistou um rapaz de longos cabelos claros ondulados caindo pelos ombros. Usava uma camisa azul escura com um colete preto com o símbolo da forja de demônios atrás. Usava uma faixa vermelha presa à cintura e empunhava uma grande espada. Atrás dele, uma espécie de golem com cristais cor-de-rosa nas costas o seguia.

        - Calma, amigo, eu vou salvá-lo!! – e Leon partiu pra cima do monstro com seu chicote, nocauteando-o.

        - Ahhh, Doryval!! – gritou o homem, voltando-se para o seu golem. – Você matou ele, seu grosso!

        - Ele não tava perseguindo você?

        - Não! Ele é o meu demônio inocente! Eu sou Hector, forjador de demônios! E você?

        - Meu nome é Leon Belmont, e eu estou acampando no Morceguinho Solar.

        - Belmont, você disse? Não... não pode ser.

        - Não pode ser o quê?

        - Você conhece ele?

        - Ele quem?

        - Belmont!

        - Sou eu.

        - Não você! A Lenda! O Belmont! O Caçador de Vampiros!

        - Não entendo o que você tá falando...

- Tenho que ir. Estou procurando uma pessoa, um forjador de demônios como eu. Ele é ruivo, usa um penteado emo e uma roupa meio gay. Se o vir, diga que Hector o está caçando!

- Tá bom... – Hector sumiu. – Gente maluca, não fala coisa com coisa... – dizendo isso, Leon virou-se para seguir seu caminho, mas foi trombado por um outro homem e foi ao chão.

- Desculpe-me, eu vinha apressado e não o vi. – disse o rapaz, com uma voz baixa e tranqüila, ligeiramente rouca.

        Era da estatura de Leon, possuía os cabelos castanhos lisos caindo um palmo abaixo dos ombros e cobrindo parte do rosto. Do lado esquerdo de sua face havia uma cicatriz que ia da testa até o maxilar, denotando uma pequena falha na sobrancelha. Contudo, ainda que o ferimento passasse pelo meio da região ocular, seus olhos eram perfeitos e simétricos, a íris em um poético tom de azul celeste.

        Seu nariz era fino e seu rosto era, de certa forma delicado, mas sem perder os traços masculinos marcantes. As sobrancelhas baixas davam um ar sério ao rapaz, quase severo, ainda que sua expressão fosse serena. Era, simplesmente, como o gráfico mais perfeito para PlayStation 2 até então.

        - Você se machucou? – perguntou aquele belíssimo e misterioso homem. – Quem é você?

        - Meu nome é Leon Belmont.

        - O barão Leon Belmont?

        - Só Leon Belmont. Abdiquei do título no início do jogo. E você é...

        - Sou do clan Belmont, também. Trevor Belmont, ao seu dispor.

        - Trevor? A quem eles chamam de “Belmont, A Lenda”? – perguntou Leon, lendo uma revista de games que achara ali.

        - Sim. Apesar de ter uma música chamada “Belmont the Legend”, eu sou apenas um homem mortal como qualquer um. E quanto aos grandes feitos que pelos quais fiquei famoso, devo ressaltar que não estava sozinho. Só cheguei onde cheguei com a ajuda de muitos homens bravos e valentes que lutaram ao meu lado.

        - Você também veio acampar no Morceguinho Solar?

        - Não. Estou atrás de um forjador de demônios. Você o viu?

        - Sim, ele foi por ali.

        - Obrigado.

        - Ei, Trevor?

        - Sim?

        - Eu sempre quis conhecer gente do meu clan e os personagens de outras edições de Castlevania! Posso ir com você?

        - Venha. – respondeu o moreno e apressou-se por entre as árvores, sendo seguido por Leon.





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