Castlecalibur 3: Acampando escrita por TriceSorel


Capítulo 4
PARTE 4: Morceguinho Solar





         O desgovernado veículo saiu da estrada e capotou dezoito vezes ribanceira abaixo, enquanto os tripulantes gritavam e se seguravam até a Kombi parar de se mexer. O carro parou sobre seus quatro pneus furados próximo a uma linda cachoeira, no fim do barranco. Todos ainda estavam meio confusos.

        - Alguém se machucou? Estão todos bem? – perguntou Leon, tentando se mexer.

        - AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!! – ouviram um grito estridente de pavor.

        - Amy!!!! – desesperou-se Rafael. – O que houve, Amy?!

         - MEU PSP!!!! Está... demolido!!! – lamentou ela do fundo de seu coração.

        Todos saíram da Kombi ilesos, menos o PSP da Amy, que morreu.

        - Eu compro um Nintendo DS pra você, florzinha... – consolou Rafa. [Nintendo DS: outro vídeo-game de mão].

        - Nããão, eu quero o meu PSP da Hanna Montana! Não é justo, agora que eu ia matar o Kratos do God of Wars que se meteu no nosso joguinho! Aaahh! AAHHH!!

        - Calma, florzinha! Eu compro um boneco do Kratos pra você fazer vudu!

        - Você mima demais essa guria, Rafael! – acusou Hilde.

        - Como se você não fosse uma princesa mimada também! – intrometeu-se Siegfried.

        - Olha que eu te bato! – ameaçou ela, levantando a mão.

        - É por isso que eu não jogo jogos de luta, os personagens são muito violentos. Prefiro jogos de fases e missões... – admitiu Leon.

        - Você nem pode falar nada, porque fizeram um jogo de luta do Castlevania! – lembrou Hilde.

        - É, mas meu personagem não consta nele.

        - Ei, gente, olha só aquilo ali! – e Mathias apontou para uma cachoeira.

        - Vai querer tomar banho de cachoeira numa hora dessas? – questionou Hilde.

        - Não! Isso significa que do outro lado é o Morceguinho Solar!

        - É, e você pretende atravessar o rio nadando?! – irritou-se Hilde.

        - Não, a Kombi do Rinaldo é um veículo anfíbio. – revelou Mathias.

        Os sete subiram em cima do veículo, que flutuou até o outro lado do rio. Atravessaram um pequeno bosque e estacionaram em frente ao acampamento Morceguinho Solar. Cada um desceu com as suas bagagens e caminharam em direção às tendas, que estavam organizadas por setores. Mathias na frente, procurando suas reservas, seguido pelo resto do grupo.

        - Bayonetta... Devil May Cry... Mario Party, Kingdom Hearts, Resident Evil, Final Fantasy, Mortal Kombat... CASTLEVANIA! Achei! – disse, largando sua mochila em frente a uma das tendas.

        - Castlevania?! Somos eu, o Sieg, o Rafa e a Amy do Soul Calibur e só você e o Leon do Castlevania! Por que a reserva foi feita no nome do seu jogo?! – quis saber Hilde.

        - Porque vocês todos moram no MEU castelo, por isso! – respondeu Mathias atravessado. – E essa é a minha barraca e a do Leon. A sua e a do Sieg é aquela ali, e o Rafa e a Amy ficam com a da ponta. Essa outra aqui é do Jean-Eugène, que nem jogo tem, coitado.

        Leon, Hilde, Rafa, Amy e Jean-Eugène entraram nas tendas designadas a eles, mas Siegfried permaneceu paralisado.

        - O que foi, Sieg? – quis saber Mathias.

        - Eu vou dividir a tenda... com ela? – perguntou, em pânico.

        - O que tem? Vocês são protagonistas do mesmo jogo, ora.

        - Mas e se ela me bater? – choramingou o alemão.

        - Isso não vai acontecer... – disse Mathias, entrando em sua tenda.

        O vampiresco rapaz percebeu que seu colega de jogo procurava algo nas paredes e no teto da tenda.

        - Perdeu algo, Leo?

        - Eu não encontro a tomada, Mat... preciso ligar meu PlayStation. – respondeu o louro, pouco fazendo uso de seus neurônios.

        - Isso é uma tenda de lona, não tem tomada. – revelou Mathias, acabando com os sonhos e ilusões de Leon.

        - O quê?! Como eu vou ligar meu vídeo-game, a tevê, o computador, o microondas e o meu sintetizador?!

        - Você trouxe esse bando de tralhas pro acampamento? Eu falei pra pegar só o essencial, como roupas e repelentes!

        - Tecnologia é essencial pra mim, falou?

        - Tá, tá... – e Mathias abriu a mochila e retirou alguns acessórios. – Leo? Me faz um favor?

        - Quer que eu cace as criaturas da noite que assombram o acampamento com o meu chicote mágico da alquimia? – perguntou Leon, fazendo pose de importante com seu chicote.

        - Mais ou menos, quero que busque água. – e Mathias alcançou uma garrafinha para Leon.

        - Mas eu vou ter que ir até o rio!

        - Deixa de preguiça, Leon, é logo ali!

        - Tá bom! – e Leon saiu arrastando os pés.





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