A História que L. J. Smith não Contou

Autor(es): july_hta66, JulieAlbano


Sinopse

- Você já parou para pensar como era a vida de Stefan e Damon antes de virarem vampiros? Damon era realmente um imprestável como dizia seu pai? Como era pertencer à família Salvatore? Quem apresentou Katherine aos Salvatore? Katherine foi a primeira mulher que ficou entre os irmãos Salvatore? Bem, acho que não..."Tudo começa com a preparação da mansão Salvatore para a chegada de uma prima muito influente na história. Ela promete sacudir a vida na mansão, mexer com os irmãos, no caso primos dela, e ser uma peça decisiva para o destino de Damon, Stefan, Giuseppe Salvatore e futuramente Elena Gilbert."ATENÇÃO: Como houveram pedidos eu fiz a continuação dessa história, o nome da fanfic é Forget The Past And Live Your Present, disponível no link: http://fanfiction.nyah.com.br/historia/12198Forget_The_Past_And_Live_Your_Present


Notas da história
Uma história sobre amizade ou amor verdadeiro, depende da sua percepção..."Essa História tenta ser o mas fiel possível do seriado, ou seja, tudo que existe no seriado aqui também existe."AVISO IMPORTANTE:ESSE FIC É BASEADO NO SERIADO E NÃO NOS LIVRO... OS LIVROS SERVEM APENAS DE INSPIRAÇÃO..

Índice

(Cap. 1) Capítulo I - A Chegada
(Cap. 2) Capítulo II - Cavalos
(Cap. 3) Capítulo III - Primeiro Dia
(Cap. 4) Capítulo IV - O salvador Salvatore
(Cap. 5) Capítulo V - S de Solução ou de Stefan?
(Cap. 6) Capítulo VI - Conselhos de irmão
(Cap. 7) Capítulo VII - Reatando Amizades
(Cap. 8) Capítulo VIII - Traçando o futuro
(Cap. 9) Capítulo IX - Brincadeiras à parte
(Cap. 10) Capítulo X - Novos Ares
(Cap. 11) Capítulo XI - Novas Amizades
(Cap. 12) Capítulo XII – Passeio Vespertino
(Cap. 13) Capítulo XIII - Uma Proposta Nupcial
(Cap. 14) Capítulo XIV - Through The Trees
(Cap. 15) Capítulo XV - Surpresa Inesperada
(Cap. 16) Capítulo XVI - Surpresa Inesperada II
(Cap. 17) Capítulo XVII - Tulipas
(Cap. 18) Capítulo XVIII - Sweet Dreams
(Cap. 19) Capítulo XIX - Bday: Presentes
(Cap. 20) Capítulo XX - Bday: Revelações
(Cap. 21) Capítulo XXI - Bday: Amores
(Cap. 22) Capítulo XXII - Ressaca Pós-Festa
(Cap. 23) Capítulo XXIII - Noivados
(Cap. 24) Capítulo XXIV - Muros Desmoronando
(Cap. 25) Capítulo XXV - Cartas
(Cap. 26) Capítulo XXVI - Ruínas
(Cap. 27) Capítulo XXVII - Dor [Versão Aprimorada]
(Cap. 28) Capítulo XXVIII - Katherine Sempre Ganha
(Cap. 29) Capítulo XXIX - Será Mesmo o Fim?
(Cap. 30) Aniversário da FIC


(Cap. 1) Capítulo I - A Chegada

Notas do capítulo
Bom, essa minha história envolve personagens de L.J.Smith e alguns criados por mim. Fala sobre o passado que fica um tanto vago no seriado.

08 de Abril de 1863

Mal amanhecera e era possível ver o movimento crescente na Mansão Salvatore, parecia que estavam arrumando o casarão para uma festa. Os filhos de Giuseppe logo acordaram e desceram até a imensa sala de jantar onde estava sendo montada um café da manhã digno de reis, haviam frutas, bolos, queijos, manjares, geléias, torradas, bacons, waffles e muitas outras gostosuras. Damon estendia sua mão para apanhar um waffle, quando seu pai exclamou:

– Não agora, espere!

– Para quem toda essa produção meu pai? Indagou Stefan.

– Ontem à noite recebi uma carta de seu tio Alonzo muito atrasada admito, mas trazendo uma boa notícia, Giuliana virá passar uma temporada aqui conosco. A diligência dela chegou ontem na madrugada em Richmond, ela passou a noite junto com sua ama em uma pousada e partiria bem cedo em uma carruagem para se juntar a nós no café da manhã. Já deve estar chegando. – Respondeu Giuseppe.

– Que ótima notícia meu pai, só que eu não posso espera-lá, ainda tenho aula hoje na cidade é sexta-feira. Disse Stefan.

– É verdade Stefan, você não deve faltar, alimente-se e pode ir. Mas você fica não é Damon!? Você não tem nada pra fazer, ou tem?

– Não meu pai, por mais que eu não goste de bancar o anfitrião não perderia isso por nada, faz seis anos que eu me encontrei com aquela pestinha, ela provavelmente se transformou em outra pessoa.

– Muito cuidado com o modo de tratá-la Damon, ela não é mais uma garotinha de 10 anos e nem você um rapazinho de 17 anos. Ela é uma senhorita não mas uma criança que se divertia com suas brincadeiras, você já está bem maduro para saber medir suas atitudes. Aliás eu andei pensando e comentei com Alonzo que seria muita honra se ele cedesse a mão de Giuliana ao Stefan. Retrucou Giuseppe

– A mim? Stefan se espanta. – Mas pai eu só tenho 16 anos e ela também, o mais correto seria que ela se casasse com o Damon ele é o mais velho.

– Uouhh irmãozinho! Não empurra pra mim não, se você não quer é só dizer não! – riu Damon

– Fiquem quietos os dois! Isso é só um plano ainda, não queremos que ela saiba, primeiro Stefan irá cortejá-la e depois quando ela criar algum sentimento você pede a mão dela em casamento, pois ela quer se casar com alguém que ela ame e não com alguém que o pai dela escolha. Disse Giuseppe.

– E desde quando se faz as coisas como uma mulher quer? perguntou Damon.

– Ela é a filha caçula e caprichosa, não é à toa que ela passou os últimos três anos num internato de freiras californiano, além de ser muito agradável e preciosa, a amada princesinha de Alonzo sabe ser bem rebelde em certos assuntos. Riu Giuseppe.

Não aguentando ficar calado perguntou Stefan:

– E por que me envolver nessa história meu pai?

– Meu filho, ela é fruto do último casamento de seu tio, sua mãe é uma Giardini Marcone Santinelli Cesarin, uma das famílias mais influentes e nobres da Itália, ela é um ótimo partido pra você mesmo já sendo uma Salvatore. E quanto a casar com o Damon, Alonzo nunca aceitaria, pois ele nunca vai esquecer o maldito dia que ele pegou seu irmão aos beijos com sua filha do meio. Explicou Giuseppe

– Ehh... Grazia o nome dela não é?! e põe Grazia nela... lembro-me bem daquele dia. Damon suspirou e depois riu.

– Depois conversamos mais sobre esse assunto, agora estou atrasado pai! Stefan se retirou.

...15 minutos depois...

– A carruagem chegou! Grita um empregado, Giuseppe e Damon se dirigem para a porta.

· · ·

A carruagem tinha chegado, Damon e Giuseppe estavam na entrada da casa e aguardavam a saída da senhorita, então a porta se abriu e um clima de expectativa subiu ao ar, e de repente um semblante de uma mulher negra e um pouco idosa sai da carruagem, era a ama, e estendeu a mão para alguém dentro do meio de transporte , que aceitou a mão da ama, tudo que se via era uma luvinha de renda branca contrastando com a mão negra e enrugada da ama. De repente o homem e o rapaz conseguiram ver uma silhueta feminina sair da carruagem, era Giuliana, foi então que os dois se foram em sua direção. Era uma linda menina, e cada vez que eles se aproximavam mais bela e formosa ela ficava, tinha cabelos castanhos cacheados, um sinal de nascença um pouco acima do colo, olhos também castanhos, e seu corpo possuía lindas curvas que ficavam destacadas em seu espartilho, sua pele era suavemente bronzeada indicava o local de seu internato, a ensolarada Califórnia, pensou Damon, aquela definitivamente não era a garotinha que participava de suas travessuras na adolescência. Parece um anjo, pensou Giuseppe.

Agora, frente a frente, os cavalheiros cumprimentavam a senhorita. Damon segurou sua delicada mão e beijou-a olhando em seus olhos, e para surpresa dele após o cumprimento do rapaz, Giuliana o abraçou fortemente:

– Primo querido! Sentiu minha falta? Disse a moça.

– Me desculpe, mas eu não conheço moça tão bela e formosa quanto a vossa senhoria, só me recordo de uma moleca com jeitos masculinhos que subia em árvores em minha companhia. Tem Certeza que nos conhecemos? Perguntou Damon com um sorriso sínico estampado no rosto

– Muito engraçado... Disse Giuliana com um olhar de desdém dirigido ao rapaz.

– Não ligue para este tolo minha querida! Disse Giuseppe abraçado-a.

– Meu tio amado! Aceitava a garota o abraço. – Claro que não ligo!

– Vejo que você não mudou nada não é Damon, continua o mesmo galante.

– O mesmo eu não posso dizer da senhorita, está magnífica e formosa demais. Olhar para senhorita deveria ser proibido, pois sua beleza é capaz de enlouquecer o homem mais controlado e racional que existe. Disse Damon

Por um momento a mocinha corou e ficou calada

– É notável como o internato fez bem à senhorita! Exclamou Giuseppe

– Deveríamos mandar a vó Gertrudes prá lá também. Acrescentou Damon.

– Eu não acredito que o internato faça milagres. Brincou Giuseppe.

Os três riram por um momento. Realmente o tempo não fez bem à Dona Gertrudes, a bisavó materna rabugenta e enrugada de Damon e Stefan.

– Deus me livre, não quero nem lembrar daquele internato, as freiras me mantinham presa como um passarinho enjaulado. E se benzeu a menina.

– Tudo bem minha querida, vamos entrar temos um banquete te esperando. Convidou Giuseppe.

– Que ótimo, eu e Carmela estamos mesmo famintas! Aceitou Giuliana.

Notas finais do capítulo
Gostou? Recomenda e comenta Please, pra eu saber se estou agradando...




(Cap. 2) Capítulo II - Cavalos

Notas do capítulo
Mais um capítulo...

08 de abril de 1863

Agora já anoitecia na propriedade Salvatore, Giuliana e sua ama já estavam instaladas em seus aposentos, e depois de um dia inteiro descansando da longa e cansativa viagem, ela se aprontava para o jantar, enquanto mais uma carruagem chegava na mansão, era Stefan voltando da cidade. Depois que se aprontou ela e sua ama desceram para encontrar o outro membro do Clã Salvatore que não a recebera.

Enquanto descia as escadas, Stefan entrara pela porta. O coração do jovem disparou quando viu a bela moça e quase saiu pela boca quanto ela sorriu e disse seu nome:

– Stefan querido! Por que não me esperou chegar?

– Eu.. eu... eu estava atrasado para o colégio. Balbuciou o rapaz.

– Por favor não babe Stefan! Debochou Damon, descendo a escada logo atrás da moça .

Giuliana simplesmente ignorou o comentário infeliz do primo e continuou indo em direção do outro.

– Senti saudades primo... Disse ela abraçando-o como fez com Giuseppe e Damon.

– Também senti saudades prima. Disse Stefan aceitando o abraço, - Você está diferente.

– Todos me dizem isso. Disse Giuliana sorrindo para Stefan.

– O jantar está servido, o senhor Salvatore espera por vocês. Disse Carmela trazendo Stefan para a realidade.

– Então vamos logo, não vamos deixar meu tio esperando, já me basta ter deixado vocês em jejum à minha espera hoje pela manhã, me senti muito mal.

– Não foi incômodo nenhum, prima. Disse Stefan.

– Eu teria ficado de jejum até a hora do jantar por você minha prima. Disse Damon.

– Que gentil da parte dos senhores, mas isso ainda não diminui minha culpa. Sorriu Giuliana. – Vamos?!

\t\t E lá estava mais um banquete digno dos Deuses, Damon não perdeu a chance de um comentário.

– Querida prima, a senhorita deveria vir aqui mais vezes, meu pai nunca fez tantos banquetes seguidos assim, primeiro o café, depois o almoço, e agora essa jantar exuberante!

– Você fala como se aqui você se alimentasse mal Damon. Repreendeu Giuseppe

– Não meu pai, só estou dizendo que gosto da influência de nossa prima no Senhor. Retrucou Damon, então ele se virou para Giuliana que estava sentada ao seu lado na mesa e sussurrou bem baixinho: - Ele abra mais a mão. Giuliana não agüentou e soltou uma breve risada abafada.

– O que ele lhe disse minha cara? Perguntou Giuseppe

– Nada não meu tio, somente bobagens, sem importância. Disse Giuliana acobertando seu primo.

– Tudo bem, conte-nos sobre seu dia Stefan.

– Não teve nada demais, pai. Disse Stefan

– Mas nos conte pelo menos das aulas que você teve hoje. Interrogou o pai

– Eu tive aulas de esgrima, filosofia, literatura, francês, italiano e equitação. Disse Stefan sem tirar os olhos tímidos da prima sentada a sua frente.

– Você gosta de cavalos Stefan? Perguntou curiosa Giuliana.

– Na verdade, adoro prima, papai está construindo meu próprio mini-haras, já tenho alguns cavalos de raça no estábulo da propriedade. Disse Stefan timidamente sem conseguir olhar nos olhos da prima.

– Eu também adoro! Eu posso vê-los? Perguntou Giuliana.

– Acredito que o estábulo não é lugar para uma senhorita. Disse Giuseppe apagando o brilho que havia se instalado nos olhos de Giuliana.

Vendo sua prima vivaz entristecer, Damon interviu:

– Pai, ela merece, ficou anos trancada num internato, tudo o que a coitadinha deseja é ver uns cavalinhos.

– Mas o que o pai dela pensaria se soubesse que deixei sua princesinha caminhar entre estrume? Retrucou Giuseppe

– Ele não precisa saber, seria nosso segredinho, um presente de boas vindas a nossa prima. Conclui Damon, - E, aliás, ela não correria nenhum perigo, estaria na sua propriedade, sendo escoltada por mim e pelo Stefan, acrescentou o rapaz.

– Está bem, mas façam companhia a ela. Concedeu Giuseppe.

Grazie mile. Agradeceu Giuliana a Damon com um sorriso.

– Prego! Disse Damon devolvendo o sorriso.

– E você Damon não gosta de cavalos? Perguntou a prima.

– Não gosto mais, já gostei. Respondeu ele.

– E por que não gosta mais? Perguntou Giuliana.

E antes que ele pudesse responder Stefan entrou na conversa:

– Foi a mamãe quem o ensinou a gostar de cavalos, Damon era muito ligado a ela, e desde que ela morreu, no meu parto, ele não monta mais.

– Oh, mil desculpas eu não sabia.. Eu.. Eu não sei nem o que falar. Giuliana tentou se desculpar.

– Não tem o que se desculpar... Disse Damon

– Isso é o cúmulo! Eu sou ou fui sua amiga a muito tempo, e não sabia disso.

– Você é. Sorriu Damon logo depois de tomar uma golada de vinho.

– Não se culpe querida, essa não era uma conversa para vocês terem, eram crianças e pra mim ainda são. Sorriu Giuseppe para a moça.

– A propósito esse filé está muito saboroso, gostaria de congratular a cozinheira. Giuliana tentou desconversar, mas o clima de melancolia já tinha se espalhado.

– Depois com certeza. Disse Giuseppe

Agora ninguém emitia nenhum som, apenas comiam. Nem a prataria fazia barulho, definitivamente aquele seria um assunto que jamais Giuliana tocaria de novo.

Notas finais do capítulo
Aguardem um pouco.. logo, logo eu escrevo mais.. se gostarem recomendem, comentem e review... ok?!




(Cap. 3) Capítulo III - Primeiro Dia

Notas do capítulo
Aqui mais um capítulo..

09 de abril de 1863

Os primeiros raios de sol tocaram a face de Giuliana, ela acordou. Estava ansiosa para ver os cavalos, ela quase não dormiu elaborando um plano para fugir dalí. Não que ela não gostasse deles, mas ela precisava fugir de seu pai, ela já tinha consciência que estava na idade de casar, sua mãe se casara aos 14 anos, ela já tinha 16 e não suportava a idéia de casamento. Para ela era apenas uma convenção da sociedade, uma instituição falida que envolvia algum interesse das famílias. “Para que casar?” ela pensava, “Para viver presa, tendo que obedecer a um homem, cuidar da casa e de seus filhos? Eu não nasci para isso” era no que acreditava. Ela tinha que fugir, pois sabia que se voltasse para Itália seria forçada.

A chance dela era essa, em qualquer momento distrairia os irmãos Salvatore, usaria sua influência sobre Stefan e pediria para cavalgar um pouco. “Pobre Stefan, mal conseguia me olhar nos olhos” pensava, e quando concedesse seu desejo ela correria, correria sem rumo, sem saber aonde ir, mas casar a força, isso ela não poderia permitir que acontecesse. Enquanto eles estivessem no estábulo Giuliana estaria livre da sua guarda-costas, Carmela, que não sai de seu pé, pois ela estaria passando para os empregados da casa o gosto de sua senhora. Esse sem dúvida seria o momento propício para sua fuga.

De repente a porta se abre e alguém entra, era Carmela trazendo seu café da manhã:

– O sol já raiou, a senhorita pediu que lhe acordasse.

– Ah sim, claro, Carmela.

Os irmãos Salvatore já estavam no jardim da casa esperando a prima, eles tentavam jogar um jogo novo criado a 2 anos atrás no Canadá, hockey, Damon aprendeu esse jogo numa viagem que fez a negócios para seu pai. Giuliana assistia de longe essa cena, era horrível, os dois segurando seus tacos e tentando atingir o disco, tudo o que conseguiam era arrancar tufos de grama do chão, Giuliana não agüentou e soltou uma risada.

– O que foi prima? Perguntou Stefan

– Vocês estão jogando hockey, certo? Disse ela

– Você conhece o jogo? Questionou Damon.

– Claro que conheço esse jogo, eu estava num internato e não em outro planeta!

Damon deu uma breve risadinha sem graça, Giuliana percebeu e tentou se desculpar:

– Oh, Desculpe minha grosseria primo!

– Não há do que se desculpar prima, eu mereci, às vezes eu sou um troglodita. Disse Damon.

–Disso eu não posso discordar! Disse ela descendo a pequena escada e sorrindo em direção aos primos.

– Au, essa doeu! Disse Damon

– Brincadeira! Disse ela.

– Por que rias prima? Disse Stefan tentando entrar na conversa.

– Vocês estão jogando totalmente errado!

– E como se deve jogar? Perguntou Damon com tom de ironia.

– Primeiro vocês estão destruindo toda a grama, deixe o jardineiro ver isso, ele vai degolar vocês, e segundo o hockey deve ser jogado sobre uma superfície lisa e escorregadia, de preferência o gelo. Explicou ela levantando uma sobrancelha, estava tentando mostrar que conhecia mais esportes que Damon, era uma competição iniciada na infância dela.

Vendo que perdera essa batalha Damon se adiantou:

– Ora vamos, estamos a escutar conselhos sobre esportes de uma mulher! Debochou ele

– Machista! Exclamou Giuliana enquanto caminhava para junto deles.

– Exibida! Revidou Damon.

Se vendo entre os dois, novamente excluído da conversa Stefan sugeriu:

– Vocês deveriam parar de discutir, nos temos que ir logo ver os cavalos, pois em breve chegará o veterinário, hoje é sábado se lembra Damon?

Depois de Stefan dizer isso Damon e Giuliana se entreolharam e sorriram um para o outro, Stefan nunca entendia as brincadeira deles, por isso sempre ficava por fora.

– Claro Stefan! Disse Damon dando dois passos até chegar em Giuliana, então ofereceu seu braço à moça que aceitou, vendo isso Stefan entristeceu-se, mas após aceitar o braço do primo ela puxou também o do outro. Queria segurar o braço dos dois, afinal Giuseppe designou essa missão aos dois.

Chegando lá Damon pediu permissão à prima e retirou a mão dela de seu braço, ele estava indo abrir a porta do estábulo.

Entrando no estábulo Stefan sentiu-se em seu território, guiava a sua prima a todos os cavalos até aos que não eram de raça pura. Agora quem se auto excluíra fora Damon, estava um pouco atrás dos outros dois. Giuliana percebeu, mas não fez nada, pois se lembrou da conversa da noite passada e concluiu que não deveria ser fácil para o primo estar naquele local depois de anos, então ela deixou Stefan entretê-la e fazê-la esquecer um pouco do outro primo.

– Este é Trovão, um puro sangue árabe! Disse Stefan todo empolgado.

– Ele é lindo e muito alto também! Exclamou ela.

– Ele é mesmo. Concordou Stefan

\t\t Estavam os dois acariciando o pescoço do cavalo, Stefan direcionava seus olhares ora para o cavalo, ora para Giuliana. Perto dela ele se sentia anestesiado, aquela imagem era realmente divina para ele. Sua prima estava com os cabelos meio presos, alguns cachos caíam sobre seu ombro e ela vestia um vestido azul bem bonito, um pouco mais simples que o da noite passada, seu pequeno decote era humilde, mas ainda deixava visível seu sinal de nascença. Ele sentia-se em paz vendo aquela figura angelical acariciar seu cavalo favorito, de repente uma doce voz o trazia para realidade, era ela:

– Stef... posso faze-te um pedido?

– Tudo o que você quiser meu anjo. Sussurrou Stefan

– O que você disse Stefan, eu não consegui ouvir, você falou muito baixo. Disse ela sem ter mesmo escutado

– Eu disse, que po... podes pedir o que quiseres. Falou Stefan

– Ah, é que, bem, eu, eu queria muito cavalgar um pouco com Trovão. Ela estava colocando seu plano em prática

– Claro que pode, deixe-me selá-lo! Disse Stefan ainda um pouco anestesiado.

\t\t Neste momento Damon resolveu sair da sua auto exclusão e pronunciar-se:

– Eu acredito que não seja uma boa idéia! Meu pai não irá gostar nem um pouco.

– E desde quando você se importa com o que o papai gosta? Que eu me lembre sua última namorada era casada. Disse Stefan

Damon não se ofendeu, mas surpreendeu-se, Stefan sempre foi o menino de ouro do pai, nunca nem sequer pensou em desobedecer uma ordem dele, por isso era o filho queridinho:

– Tudo bem, eu é que não vou impedir que milagres aconteçam.

– O que você quer dizer? Perguntou Stefan.

– Nada irmãozinho, só quis dizer que por mim tudo bem. Damon justificou-se.

Giuliana já estava montando no cavalo quando Stefan instruindo-a disse:

– Tome o chicote, use apenas para ameaçá-lo mostrando na altura de seus olhos.

E lá estava ela montada no Trovão, sentada de lado claro, como qualquer dama sentaria. Deu alguns galopes até sair do estábulo, então bateu o chicote no traseiro do cavalo e ele começou a correr.

“Agora sim livre, eu consigo sentir o vento da liberdade em meu rosto, nada de casamento, nada de jaulas, guarda-costas, e principalmente nada de homens querendo mandar na minha vida” pensava ela enquanto o cavalo corria com toda velocidade e se afastava do estábulo e da mansão Salvatore.

Notas finais do capítulo
Estão com alguma expectativa? o que vai acontecer agora?..
Por favor Review!! =D




(Cap. 4) Capítulo IV - O salvador Salvatore

Notas do capítulo
Espero que vocês gostem...

09 de abril de 1863

“Livre eu vou ser, será se vou mesmo? Para onde eu vou, para a sarjeta? Eu não vou vender meu corpo, eu sou donzela. Meu pai não vai querer me ver nunca mais, vou decepcionar toda minha família, nunca mais vou ver meus irmãos, Grazia, Marco, Constanza, Francesco, Liandro e Fausta. Tio Giuseppe não vai querer nem ouvir mais meu nome, com certeza meu pai vai romper o laço com a família que vive aqui na América” Giuliana continuava pensando enquanto Trovão corria.

“Nunca mais vou ver Damon, meu melhor amigo em toda minha curta existência, e o Stefan, ele me faz sentir tão única e inalcançável como uma personagem dos livros românticos que li no internato para moças. Eu não acredito, mas vou sentir falta do meu pai também, mesmo sendo super protetor eu amo aquele pançudinho chato.”

– Meu Deus o que estou fazendo! , disse Giuliana puxando as rédeas do cavalo, estava tentando parar e voltar ao estábulo, mas o cavalo não a respeitava e continuava correndo.

No momento em que Damon viu a prima correr nem pensou duas vezes, colocou rédeas no cavalo mais próximo, pegou um chicote e montou para ajudar a prima que parecia estar sem o controle do animal, ele nem teve tempo de selar o cavalo que escolhera, foi tudo muito rápido, em fração de segundos. Enquanto isso Stefan estava paralisado e sem reação.

O cavalo de Damon ia muito rápido, enquanto Giuliana sem o controle e sentada de lado agarrava-se na sela de Trovão para não cair. Depois de um bom tempo perseguindo o cavalo e a prima, ele de repente escuta ela começar a gritar:

– Socorro! Alguém me ajude! Ele não quer parar! Agora eles já estavam fora da propriedade Salvatore e Giuliana ainda não tinha percebido que Damon estava indo salvá-la.

\t\t Damon dava chicotadas no seu cavalo para ele correr mais rápido e pensava: “Ela tinha que escolher o cavalo mais rápido e temperamental? Típico dela!”.

– Socorro! Socorro! Ela continuou pedindo ajuda, e cada vez mais Damon se aproximava até que ele conseguiu gritar para ela:

– Eu vou te salvar!

E finalmente seu cavalo ficou emparelhado com o da prima, Damon puxou as rédeas de Trovão e conseguiu pará-lo, em seguida ele disse:

– Me responda, por favor, mas não se ofenda tudo bem?

Ofegante e um pouco descabelada Giuliana disse:

– Tudo bem.

– Por que diabos você bateu o chicote no cavalo? Questionou ele

Ela demorou um pouco para responder inventando o que dizer, então disse:

– Eu... eu... eu queria correr um pouquinho, eu tentei parar o cavalo mas ele não obedeceu.

– Stefan disse claramente que era só para mostrar a ele, na altura de seus olhos. Disse ele com muita impaciência descendo do cavalo.

– Eu sei, é que eu queria muito sentir o vento nos meus cabelos.

Já no chão e ouvindo aquele absurdo Damon olhou para cima levantando sua cabeça, inspirou fundo e expirou pela boca demonstrando ainda mais sua impaciência para com o ato sem pé nem cabeça da moça, e disse:

– Sentir o vento nos seus cabelos?

– É. Disse ela envergonhada olhando para os lados.

– Sentir o vento nos seus cabelos? Sentir o vento nos seus cabelos? Disse ele totalmente fora do sério.

– Me Desculpe, foi um acidente, eu não queria aborrecer ninguém. Disse ela

– Aborrecer? Você com o seu capricho vai causar uma guerra pior que a civil que está acontecendo, quando tio Alonzo souber que a filhinha dele correu perigo, ele vai provocar a primeira Guerra Mundial! Exclamou ele

“Pior seria se eu tivesse fugido” Pensou ela.

– É só esse acontecido ficar só entre eu, você e o Stefan, se algum escravo tiver visto vocês ameaçam, subornam, sei lá. Disse Giuliana tentando solucionar o problema.

– Quem dera tudo fosse tão fácil assim. Disse Damon

– Por que você desceu do cavalo? Perguntou ela

– Eu desci e você vai descer também, essa corrida foi demais para esses cavalos que estão acostumados apenas a treinos esportivos. Ele justificou

– O que? Mas nós estamos muito longe da sua casa, estamos no meio do nada! Disse ela.

– Me desculpe, mas não era eu que queria sentir o vento nos meus cabelos! Agora vai ter que aguentar as consequências da sua estupidez.

– Agora estou ofendida, seu grosso! Disse ela começando a andar e emburrando-se.

{A estrada onde eles foram parar... }

\t\t Depois de 20 minutos caminhando eles chegaram ao estábulo. Stefan estava desesperado sem saber o que tinha acontecido.

– Graças a Deus você está bem! Não sei o que faria se tivesse se machucado. Disse ele impulsivamente e abraçando-a.

Ela aceitou o abraço e disse:

– Finalmente alguém preocupado com o meu bem estar e não com uma suposta guerra impossível. Uma guerra continental eu até aceito, mas mundial é evasão demais Damon. Debochou Giuliana

– Do que a senhorita está falando? Perguntou Stefan.

– Nada não Stef... Só das profecias absurdas de conspiração do seu irmão. Ignore! Disse Ela.

– Ah... Nosso pai vai nos dar uma tremenda bronca por isso, ele não queria nem que você estivesse aqui no estábulo. Disse Stefan preocupado.

– Ele não pode saber! Eu e Damon entramos em um consenso e nós não vamos contar. Por favor, não conte Stefan, ele vai querer me mandar de volta par Itália. Dramatizou ela.

– Não, não, se for assim eu é que não vou contar! Disse ele.

– Me prometa! Disse ela segurando as mãos de Stefan quase implorando.

– Eu prometo! Disse ele.

De repente Carmela chega e anuncia:

– O almoço está servido. O Sr. Salvatore espera vocês! Disse ela se retirando em seguida.

– Já vamos. Disse Stefan.

– Vamos logo, meu estômago está roncando. Disse Giuliana

– Você não quer nem saber qual foi o motivo desse acidente Stefan? Perguntou Damon.

– Não, tudo o que eu queria saber era se ela estava bem, agora eu já sei. Disse Stefan timidamente.

– Você sim se importa mesmo comigo Stef... Disse ela sorrindo para Stefan.

\t\t Stefan deu um sorriso e suas bochechas ficaram um tanto coradas.

– Você me acompanha até a casa Stefan? Perguntou Giuliana estendendo seu braço para ele.

– Adoraria. Disse ele afagando a mão da menina em seu braço.

Eles começaram a andar de braços dados e Damon foi atrás resmungando apenas mentalmente:

“Menina mimada, caprichosa, e ainda por cima mal educada! Stefan se importa mesmo com ela?! Aquele paspalho ficou paralisado, fui eu quem salvou ela! E nem um ‘-Obrigado Damon!’ eu recebo? Agora ela vai de braço dado com o bobalhão. Só porque eu não fico babando por ela que nem ele? Ele nem sabe cortejar uma mulher como se deve. Olha como ele fica sorrindo toda hora para ela fazendo cara de bobo. Ele ainda por cima fica com ciúmes quando ela me dá mais atenção, idiota! Não se deve sentir ciúme de uma coisa que não te pertence. Nem tão amiga dele ela é! Ela é mais minha amiga, na verdade a única mulher que já foi minha amiga, por isso eu tenho mais direitos que ele de ter ciúmes, é eu tenho. Espera aí! Eu estou com ciúmes?, não é possível, claro que não! É já sei... eu estou... é... com... eu estou é indignado com a ingratidão dela, depois de tanto tempo sendo minha amiga como ela pode escolher o Stefan e não a mim para levá-la até em casa, é isso. Damon Salvatore nunca irá ter sentimentos por uma mulher que o leve a atitudes idiotas como o ciúme. Mulheres foram feitas para a minha diversão!” Conclui Damon enquanto Stefan e Giuliana caminhavam na sua frente.

Notas finais do capítulo
Vou demorar um pouquinho (1 semana no máximo) para postar de novo, mas por favor Review!!!!




(Cap. 5) Capítulo V - S de Solução ou de Stefan?

Notas do capítulo
Demorei um pouquinho, mas quem espera sempre alcança...

09 de Abril de 1863

Giuliana estava em seu quarto penteando seus cabelos, faltava um pouco mais de duas horas para o pôr-do-sol quando Carmela entra em seu quarto para lhe noticiar um convite:

– Senhorita, o Sr. Salvatore lhe convida para um chá da tarde no jardim.

Giuliana deu um breve riso:

– Qual Sr. Salvatore Carmela?

– O mais moço, o Senhor Stefan. Disse a Ama.

– Diga que aceito e logo me juntarei a ele, só vou terminar de escovar meus cabelos. Disse a moça. Em seguida a criada acenou com a cabeça e saiu.

Agora estava sozinha novamente, começou a refletir sobre sua quase fuga:

“E se eu tivesse fugido o que teria acontecido? Talvez Damon tenha razão, talvez não, ele tem, meu pai iria mesmo iniciar essa tal Guerra Mundial” Ela riu.

“Por um momento eu entrei em pânico, pensei que ia cair do cavalo e ele ia me pisotear. Eu gritei tanto, se não fosse Damon não sei o que seria de mim, e eu nem agradeci, estava tão preocupada que eles não percebessem que inicialmente eu estava tentando fugir, esqueci completamente de agradecer meu herói.” Continuava pensando

“Salvador, Savior, Wybawca, Salvatore, Sauveur, etc, são várias as palavras que podem representar a mesma pessoa... Damon. Aquele machista, grosso, convencido, preconceituoso e namorador. Até hoje não entendo como aquela figura conseguiu se tornar meu melhor amigo. Não devo fazer o Stefan esperar, vou descer!”

Carmela guiava sua patroa até um canto do jardim que não podia ser visto pelas pessoas que estavam na casa. E lá estava uma mesa repleta de biscoitos e doces, haviam apenas duas cadeiras e em uma delas estava sentado Stefan esperando Giuliana.

Ele se levantou e puxou a outra cadeira para a moça, que agradeceu:

– Que bom que a senhorita aceitou meu convite. Pensei que precisava se distrair um pouco depois da manhã conturbada que teve. Disse Stefan sentando-se.

– Eu adorei o convite, mas pare de me chamar de senhorita, isso fica tão formal! Nem parece que nos conhecemos desde criança. Disse a moça

– Tudo bem, se deseja assim. Disse ele.

– Claro, enquanto você me chama de senhorita eu te chamo de Stef, isso fica estranho. È como se você quisesse que eu te chamasse de Senhor Salvatore! Afirmou ela.

– Não, para mim está ótimo ser chamado de Stef. Disse ele.

– Então pare com isso e me chame de Giuliana ou de você. Retrucou ela.

Stefan sorriu. Enquanto isso Carmela ficava um pouco distante apenas observando e tomando conta da menina, como se Stefan fornecesse algum perigo à menina que ela praticamente criou depois da morte da mãe quando ainda era um bebê.

Conversa vai, conversa vem, Stefan resolveu tocar em um assunto delicado para a menina:

– Quer dizer que Tio Alonzo vai te levar de volta para a Itália para casar você?

– Bem, segundo ele já estou na idade de casar.

– E quem foi o noivo escolhido? Perguntou Stefan.

– Ele não escolheu o noivo, respeitando um pouco minhas idéias sobre esse assunto ele pelo menos vai me apresentar vários pretendentes escolhidos por ele para que eu escolha o que mais simpatize. Disse ela tristemente.

– Mas eu sei que não vou me agradar com nenhum. Como italiana nata, para um homem conseguir meu afeto tenho que conhecê-lo a muito tempo, pois a conquista acontece aos poucos. Continuou ela.

– Entendo... O que a senhorita... Perdão, VOCÊ acha do casamento? Indagou Stefan.

– Sinceramente... Eu acho um circo. Uma convenção que deveria ser fundada pelo amor entre um casal, mas que foi totalmente banalizada pela sociedade através dos anos. Respondeu Giuliana.

– Nossa... VOCÊ é segura no que diz e defende suas idéias com bastante firmeza para uma...

– Para uma mulher? Ela interrompeu bastante aborrecida.

– Eu ia dizer: “... para uma moça tão jovem!”.

Os dois riram.

– Sinceramente, além de não querer casar com um desconhecido eu também não quero voltar para a Itália. Eu amo minha terra natal, mas me encantei com este país, ele é tão, tão...

– Tão selvagem. Completou Stefan.

– Eu ia dizer: “... tão excitante”. Disse ela.

E riram outra vez.

– Eu tenho uma solução para seu problema. Disse Stefan criando coragem.

– Então me diga! Disse Giuliana com os olhos cheios de esperança.

– É só você se casar com um americano! Disse ele.

– Meu pai nunca permitiria que eu casasse com alguém de uma cultura diferente da nossa, Stefan. Disse ela desanimando-se.

– Então se case com um americano de família italiana! Exclamou ele.

– É uma boa idéia, mas eu não conheço muitos rapazes dessa procedência, vou avaliar as poucas opções. Muito obrigada Stefan! Disse Giuliana.

De repente a coragem de Stefan o abandona:

– De nada prima! Ele teve sua chance, mas a deixou passar, talvez estivesse muito cedo, afinal tinha pouco mais de 24 horas que ela estava na casa.

E lá eles continuaram até bem perto da hora do crepúsculo, conversando sobre outros assuntos.

Notas finais do capítulo
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(Cap. 6) Capítulo VI - Conselhos de irmão

Notas do capítulo
Mais Um....

11 de abril de 1863


Era noite, Damon estava sentado na varanda do segundo andar de sua casa passando um pouco o tempo antes de se recolher, quando Stefan chegou e se juntou a ele. Damon percebeu a presença do irmão, mas não disse nada. Eles ficaram uns minutos em silêncio observando a paisagem, Stefan direcionou seu olhar agora para seu irmão que estava a menos de 2 metros dele, percebendo isso Damon disse:

– O que foi Stefan? Quando você se aproxima assim em silêncio é porque quer dizer alguma coisa.

– Nada não Damon. Disse Stefan.

– Vamos lá, pode se abrir Stefan. É pra isso que servem os irmãos, para brigar, brincar, dedurar, ajudar e ouvir o outro. Disse Damon.

\t\t Realmente os irmãos Salvatore sempre foram muito unidos, não eram só irmãos, mas amigos de verdade, inseparáveis. Mesmo sendo pessoas de gênios totalmente diferentes, eles se davam muito bem, a relação deles era admirável, considerada por muitos conhecidos inquebrável.

– Quanto tempo você acha que precisa para se apaixonar por uma pessoa? Perguntou ele.

– Não me diga que você... Você não cometeu esse erro, cometeu? Me diga por favor Stefan! Disse Damon.

– Como eu posso mandar em meu coração? Disse Stefan.

– Tá... Tudo bem, só me diga que não é ela! Pelo amor de Deus Stefan! Não é ela! Não poder ser ela! Exclamou Damon.

– E por que não pode ser ela? Perguntou Stefan.

– Você não é homem para ela. Disse Damon.

– E quem é homem para Giuliana, você Damon?

– Eh... Não... Não, nem eu e nem você. Ela é mimada, impulsiva, às vezes egoísta, respondona, inconseqüente, irresponsável, incompreensível, rebelde e principalmente indomável Stefan! Afirmou Damon.

– Eu não vejo nada disso. Disse Stefan.

– É porque você fica distraído com a beleza de seus olhos, da sua aparência angelical, de sua pele...

– Como é que é? Interrompeu Stefan.

– Eu só estou querendo dizer que a imagem que ela lhe passa faz com que sua personalidade passe por despercebida. Justificou Damon.

– Ah... Disse Stefan não muito convencido.

– Ela precisa de um homem que a coloque no lugar dela, e digamos que você não consegue se impor muito bem. Continuou Damon.

– Você vai ou não me dizer o que preciso fazer para que ela se apaixone por mim? Perguntou Stefan.

– Fazer com que ela se apaixone eu não garanto, mas eu posso dizer o que fazer para conquistá-la. Disse Damon.

– Quem melhor para me ensinar a conquistá-la senão você, sempre foi unha e carne dela. Conclui Stefan.

– Nem tanto... Não mais, isso foi quando ela ainda era uma criança, e acho que nunca mais será o mesmo. Ambos mudamos e mal nos falamos desde que ela voltou. Mas chega de nostalgia, eu vou te ensinar a conquistar qualquer mulher que você quiser! Disse o irmão mais velho.

– Mulheres gostam de ser paparicadas, de serem mimadas. Temos que elogiá-las para que se sintam a mulher mais bonita, ou a única que você acha bonita. Lembre-se de nunca demonstrar que está totalmente de quatro por ela, caso isso aconteça ela não vai te dar nenhum valor. E quando você perceber que ela está começando a gostar de você ignore-a por alguns dias, aí com certeza ela vai grudar em você... Dizia Damon quando foi interrompido por uma voz feminina que se aproximava.

– Você está totalmente errado outra vez. Disse Giuliana.

Stefan e Damon se entreolharam surpresos e assustados, Damon disse receoso:

– É muito feio ficar escutando atrás da porta minha prima.

– Concordo. Disse ela.

\t\t Stefan não sabia onde enfiar a cara, seu olhar de pânico encarava o irmão.

– Mas eu não escutei nada, quando me aproximava apenas presenciei a forma completamente equivocada de como se conquistar uma garota. Continuou Giuliana.

\t\t E um sentimento infinito de alívio pousou sobre os ombros de Stefan, e de Damon também.

– Então diga-nos sabichona, como se conquista uma mulher?

– Pois saiba você que eu sou a melhor opção do que os dois para ensinar isso. Não sei se perceberam, mas eu sou uma mulher. Disse ela sentindo-se ofendida.

– Você não é uma mulher, é uma menina! Exclamou Damon. – O que pode saber sobre a arte da conquista?

– Muito mais que você com certeza, seu xucro! Disse ela enfezando-se.

– Pois saiba que muitas mulheres caem de amores por mim. Disse Damon.

– De fato, posso apostar que são desmioladas! Retrucou ela.

– Uma delas é a sua irmã, Grazia. Revidou Damon.

\t\t Giuliana bufou e riu:

– Aquela ali não serve de parâmetro, ela morre de amores por qualquer um que use calças.

– Chega! Vocês dois só vivem discutindo, já basta essa Guerra Civil que não tem fim, e ainda vem vocês com ofensas e revidações, já ouviram falar em paz? Stefan interrompeu a conversação, para o espanto de Damon e Giuliana.

– Tens razão Stefan. Chega disso. Vou dizer como conquistar uma mulher. Concordou Giuliana.

– Primeiramente seja você mesmo, nunca finja ser o que não é, ninguém gosta de ser enganado. Nada de agradar se essa não for a sua vontade, mimar somente nas horas propícias. Nunca minta, pois valorizamos muito a sinceridade, seja sempre muito educado e carinhoso, mas não force espere os momentos adequados. Não vá com muita sede ao pote como o grosso aqui tentou dizer, mas nunca destrate uma mulher, nós queremos nos apaixonar por um cavalheiro e não implorar a atenção de um cafajeste. Disse ela insinuando seu olhar na direção de Damon. – E assim você pode entrar devagarzinho no coração de uma mulher!

– Obrigado prima. Disse Stefan.

– Não há de que. Sorriu ela.

– Quanta besteira! Disse Damon.

– Quanta besteira? Vamos Sr. Expert, me diga quantas mulheres no planeta amam você de verdade, excluindo essa prima boba que te adora muito e que não agüenta mais brigar? Disse Giuliana

– Ah, prima... Eu também te adoro e não agüento brigar mais também! Disse Damon.

– Por favor, assim eu não agüento, uma hora vocês se odeiam outra hora se amam. Eu vou me recolher, é o melhor que posso fazer. Boas noites! Disse Stefan.

Os três riram, Damon e Giuliana disseram: - Boas Noites! E Stefan se retirou.

– Proponho uma trégua. Disse Damon.

– Eu aceito. Disse Giuliana.

Os dois se abraçaram fortemente, igual foi o abraço de despedida dos dois a seis anos atrás.

– Eu senti sua falta, disse Damon.

– Eu também, disse ela.

– Eu fui um idiota com você anteontem, não deveria ter sido tão rude. Damon tentou se explicar.

– E eu não deveria ter sido tão mimada e mal educada, como pude não agradecer ao meu salvador e herói. Disse ela.

– Você me desculpa? Perguntou Damon.

– Só se você me desculpar também! Exclamou Giuliana.

– Claro! Exclamou Damon. E os dois se abraçaram outra vez.

– Te vejo amanhã no nosso velho esconderijo? Perguntou Giuliana.

– Três da tarde como de costume? Perguntou ele.

Giuliana consentiu com a cabeça:

– Boas Noites. Disse ela.

– Boas Noites. Disse ele, e mais um abraço foi dado.

– E a propósito, muito obrigada por ter salvado minha vida!

– Não por isso! Disse ele. Os dois riram.

Notas finais do capítulo
Logo posto mais... RevieW?




(Cap. 7) Capítulo VII - Reatando Amizades

Notas do capítulo
Mais um...

12 de abril de 1863

\t\t Como sempre Giuliana conseguiu fugir de Carmela, Damon já estava no esconderijo deles. Bem, não era realmente um esconderijo, era um pequeno campo de flores campestres amarelas que ficava nos fundos da mansão Salvatore, escondida por uma quantidade considerável de árvores. Lá eles se escondiam de todos e brincavam quando eram mais novos, o engraçado era que ninguém nunca pensou em procurá-los ali quando desapareciam, era um lugar tão óbvio.

\t\t Como de costume, Damon estendeu uma toalha na grama e bem longe do formigueiro, que eles costumavam destruir e re-destruir com gravetos e água. Aquele lugar era uma linda paisagem, onde o sol da primavera parecia despejar todos os seus raios luminosos contrastando e dando vida as flores amarelas. Giuliana se aproximava, como tradicionalmente, trazendo uma cesta de guloseimas.

– Olá, disse ela.

– Oi, disse ele.

\t\t Eles sentaram sobre a toalha estendida e começaram a saborear as guloseimas.

– Prima.

– Sim, Damon.

– O que você acha do Stefan?

– Ah... Sei lá, ele é um bom rapaz, inteligente, cortês, bem apanhado, decente... Por quê?

– Nada não... Disse ele.

– Hum... Disse ela.

– Prima. Disse ele enquanto provava um quindim.

– Sim, Damon.

– Eu nunca entendi porque o velho Alonzo te trancafiou em um internato. Foi-me dito que era um castigo para sua insolência e rebeldia, mas você nunca foi tão rebelde nem louca ao ponto de desrespeitar seu pai.

– Será mesmo Damon? Disse ela rindo brevemente.

– Conte-me o motivo real.

– O motivo real foi você.

– Eu? Disse ele surpreso.

– Não Literalmente. Disse ela. – Lembra que você andou de namorico com a Grazia e ela queria te obrigar a casar fingindo uma gravidez?

– Oh, e como lembro. Disse Damon afrouxando a gravata de seu corpo.

– Meu pai queria fazer casaco de pele de você, mas eu te defendi, disse que você poderia ser tudo, namorador, cafajeste, descarado, rebelde sem causa, crítico, indiferente...

– Tudo bem já entendi, chega de... Adjetivos! Disse Damon interrompendo a prima. – Você dizia que eu podia ser tudo...

– Sim, eu disse que você podia ser todos aqueles “adjetivos”, mas você não era capaz de tirar a pureza de uma donzela.

– Nossa! Como você era ingênua! Disse Damon rindo.

– Fazer o que? Eu só tinha 13 anos! Disse ela rindo com ele.

– Mas eu o desafiei realmente para uma garotinha tão nova e ainda fiquei contra minha irmã, para ele aquilo era um disparate, então resolveu me punir trancafiando-me, só depois que eu instalei a dúvida nele que resolveu chamar um médico para examiná-la. Conclusão: ela era donzela mentirosa, e eu uma menina com voz e opinião que deveriam ser caladas para o bem da sociedade. Inferiu Giuliana.

Por um momento eles riram.

– Você sempre foi mesmo um tanto revoltada. Disse Damon.

– Olha quem fala. O único abolicionista da Virgínia. Disse ela.

\t\t Não eram muitas pessoas que sabiam desses ideais de Damon, Giuseppe tentava esconder ao máximo evitando que até membros da família soubessem disso, Giuliana era uma das únicas pessoas que sabiam, mas Giuseppe desconhecia essa verdade. Talvez por isso que o pai tachava o filho de imprestável e vagabundo, os princípios em que Damon acreditava eram totalmente contrários ao do pai escravista e dos Estados Confederados. Ele era um rapaz revoltado com a sociedade, mas tinha seus motivos.

– Pelo que sei a senhorita acreditava nas mesmas doutrinas que eu. Não acredito que esse internato tenha feito uma lavagem cerebral em você! Disse Damon.

– Não, eu ainda acredito na igualdade entre os homens. Afirmou ela.

– Mas voltando ao assunto, era meio que óbvio que meu pai ia acreditar na filha assanhada, lembra que ele pegou vocês aos beijos uma vez? Continuou Giuliana.

– Foi um descuido, e acredito que aprendi a lição. Nunca mais me envolver com garotas do tipo da sua irmã... Dizia Damon quando foi interrompido pela moça.

– Que tipo? Olhe bem o que vai dizer, ela ainda é minha irmã. Disse Giuliana.

– Tipo grudenta e dissimulada, um tanto fácil, sem ofensas, mas daquele dia em diante eu só invisto em mulheres difíceis, conseguir conquistar assim é mais prazeroso. Disse Damon se gabando, enquanto Giuliana revirava os olhos e balançava a cabeça.

– Você não presta mesmo. Disse ela rindo.

– Nem um pouco. Disse ele rindo também.

– Mas diga-me, como foi ficar trancafiada naquele internato por causa de Muá? Disse Damon se gabando novamente e rindo.

– Foi um tanto cansativo e entediante, mas eu logo fiz algumas amigas e pude me distrair um pouco. A alguns meses atrás chegou uma garota nova no internato, foi estranho ela ter chegado no final da estadia, pois as freiras só aceitam meninas até os 16 anos e ela já tinha, por isso aqui estou, prestes a fazer 17. Nós ficamos amigas e um dia conseguimos fugir e voltar para o internato sem ser percebidas, fomos a todos os lugares divertidos da cidade. Disse ela.

– Mas vocês foram sozinhas? É muito perigoso duas senhoritas desacompanhadas numa cidade grande como Los Angeles. Disse Damon.

– Não, claro que não fomos sozinhas, a criada dela, Emily, foi nossa cúmplice, guiava-nos no nosso pequeno tour. Disse Giuliana, - Quer mais bombons? Perguntou ela.

Notas finais do capítulo
Espero que gostem... review?




(Cap. 8) Capítulo VIII - Traçando o futuro

Notas do capítulo
Espero que gostem...

15 de abril de 1863

\t\t Giuseppe estava saboreando uma taça de seu vinho preferido, dado de presente por Giuliana, enquanto observava o retrato de sua esposa na sala de estar. Quando de repente Stefan chega e diz:

– Com licença meu pai, mandou me chamar?

O homem consentiu com a cabeça.

– Stefan. Tenho observado a cada dia que sua amizade com minha sobrinha vêm crescendo mais e mais, vocês estão cada vez mais próximos e seu afeto por ela está quase impossível de não perceber, estou certo? Disse Giuseppe.

– Sim pai. Concordou Stefan.

– A pergunta que tenho a te fazer é bem corriqueira. Disse Giuseppe enquanto Stefan ouvia em silêncio. – Vamos ao meu escritório. Disse o homem.

Chegando lá ele se sentou em sua poltrona de couro localizada em frente uma mesa bem no centro da sala, e Stefan sentou-se em uma cadeira defronte ao pai.

– Filho, você ainda têm a mesma opinião quanto à união de vocês dois? Perguntou Giuseppe.

Stefan balançou a cabeça:

– Não meu pai. Temo estar me apaixonando por ela.

– Ótimo, juntemos o útil ao agradável. Vocês vão se casar! Exclamou Giuseppe

– Tão fácil assim? Perguntou Stefan.

– Claro que não Stefan! Você trate de conquistá-la, que eu me encarrego de conversar com o pai dela e quando você menos esperar eu pedirei a permissão dela e do pai para o cortejo! Disse Giuseppe eufórico.

Então um escravo doméstico bate na porta.

– Entre! Ordenou Giuseppe.

O homem timidamente de cabeça baixa disse:

– O Senhor George Lockwood está aqui e gostaria muito de dar as boas vindas à senhorita Salvatore em nome do prefeito e da cidade de Mystic Falls.

– Diga que estou indo e vá chamar minha sobrinha. Disse Giuseppe.

Quando o criado se retirou Giuseppe virou para Stefan e disse com uma expressão bem séria no rosto:

– Só tenha cuidado para não arranjar nenhum rival!

– Não se preocupe. Disse Stefan.

Giuseppe fazia sala para George quando Giuliana começou a descer as escadas, estava tão linda quanto no dia em que chegou a casa. Os dois se levantaram e foram em direção da escada, então o Lockwood pronunciou-se:

– Vejo agora que o que me disseram sobre a beleza da senhorita foi um total equívoco!

– Sinto muito ter decepcionado o senhor. Disse Giuliana enquanto já estava na metade da escada.

– Eu quis dizer que a senhorita é muito mais bela do que eu imaginava. Disse George enquanto beijava a mão de Giuliana.

– Nossa! Mystic falls é cheio de homens galantes. Disse ela.

– A senhora ainda não viu nada. Afirmou George.

Giuliana sorriu, apenas por educação, ela não foi com a cara de George.

– Senhorita, sem mais delongas, vim para desejar boas vindas em nome da família Lockwood e de toda Mystic Falls.

– Muito Obrigada, já me sinto bem vinda. Disse ela.

– Vim também em nome de minha irmã, Patrizia Lockwood, para convidá-la a passar uma tarde com ela e suas amigas, as senhoritas Annelise Donovan, Lana Fell e Camille Gilbert, em nossa mansão na cidade. Disse George

\t\t Ouvindo o nome Patrizia Lockwood Giuseppe sentiu um arrepio que começou em sua espinha e terminou em sua nuca.

– Eu adoraria. Disse Giuliana animada em conhecer outras garotas de sua idade.

– O senhor pode nos permitir essa honra Senhor Salvatore?

– Claro. Disse Giuseppe.

– Eu gostaria de convidar também Damon e Stefan, faz muito tempo que não jogamos conversa fora. Continuou George.

– É óbvio que iremos, não vou deixar minha prima em suas garras Georgezinho. Disse Damon entrando na sala e interrompendo o Lockwood.

George riu e disse:

– Damon, seu amigo traidor, por que nunca mais apareceu na cidade?

– Porque meu pai me quer enfiado nesta fazenda. Disse Damon.

– Lógico que quero, você é meu filho mais velho, daqui a alguns anos quando eu estiver muito velho ou morrer você é que irá cuidar dos meus negócios, e tudo o que você faz quando vai na cidade é gastar meu dinheiro com mulheres e vadiagens. Disse Giuseppe fora do sério.

– Pai, por favor, a senhorita Giuliana está aqui e temos visita, controle-se. Disse Damon.

– Controle-se? Olhe como fala comigo, sou seu pai! Eu deveria ter te dado mais palmadas quando era menino, foi nisso que eu errei. Disse Giuseppe alterando sua voz, mas percebendo que o filho estava certo em relação à presença de Giuliana e George, disse:

– Me Desculpem, mas esse moleque me tira do sério.

– Tudo bem. Disse George.

– Eu bem que sei disso. Disse Giuliana.

Damon revirou os olhos.

– Mas que dia iremos à sua casa? Perguntou Giuliana.

– Dia 30 está tudo bem para vocês? Perguntou George.

– Por mim tudo bem. Disse Giuliana.

– Como se eu tivesse outra coisa para fazer Disse Damon provocando o pai, que nem lhe deu ouvidos.

– Então, boas tardes! Ainda tenho coisas para fazer. Disse George.

– Boas Tardes! Disse Damon, Giuliana e Giuseppe.

Notas finais do capítulo
E ae.. algum palpite da influência do nome Patrizia em Giuseppe?
Please comentem...




(Cap. 9) Capítulo IX - Brincadeiras à parte

Notas do capítulo
Mais um...

17 de abril de 1863

Já era manhã, Damon dormia em sua cama, de repente ele acordou abrindo os olhos. Ele ficou uns poucos minutos ali deitado, logo resolveu se levantar, aproximou-se da janela para que seu corpo recebesse os raios do sol diretamente, fechou novamente os olhos para sentir o sol aquecendo-o, espreguiou-se, e quando abriu os olhos novamente percebeu uma coisa inusitada, Giuliana já estava de pé, estava sozinha, era tão cedo, a pouco tinha amanhecido, e lá estava ela em frente a uma roseira com algumas tintas e pinceis pincelando numa tela encaixada num tripé. Aquela cena realmente foi surpreendente para Damon, pois no sabia que ela pintava.

Ele resolveu descer e provocar um pouco a prima como de costume antes que os outros na casa acordassem.

Giuliana estava pintando a roseira durante os poucos minutos que tinha privacidade, enquanto Carmela dormia. Pincelava a pétala de uma rosa no momento em que Damon descia as escadas e dizia:

– Vejo que acordou com suas amigas, as galinhas.

– Bom Dia para voc tambm! E a propsito você no sabe o quanto eu senti falta do seu humor negro e sarcstico nesses anos. Disse Giuliana continuando a olhar para a pintura desprezando a presena do primo.

Damon no se satisfez então se aproximou da prima, agora estava do lado dela com suas mãos para trás enquanto ela pincelava.

– Nossa você pinta muito rápido, já esta terminando! Disse ele.

– Não pinto não... Comecei a pintar a 7 dias atrás eu pinto devagar, isso sim. Disse Giuliana.

– Minha vez de pintar! Disse Damon arrancando o pincel da mão de Giuliana.

– Não! Você vai estragar meu quadro! Disse ela.

– Está bem. Disse Damon.

– Você pode devolver meu pincel? Perguntou ela.

– Não. Disse ele sinicamente.

– Damon, devolve meu pincel! Exclamou ela já irritada.

– Não. Disse ele balançando a cabeça.

– Por favor! Disse Giuliana fazendo uma cara de cachorrinho sem-dono.

– Vai fazer essa carinha pro Stefan, isso não funciona comigo. Disse Damon se afastando da prima.

– Damon, devolve meu pincel. Disse ela novamente.

E ele novamente respondeu que não devolveria, então ela disse:

– Ah ?! Não vai devolver não? Pois bem foi você que pediu! Disse ela avançando na direção dele.

Ciente do que a prima ia fazer Damon comeou a correr, e Giuliana corria atrs o perseguindo.

– Me devolve Damon, para de idiotice. Dizia ela. Me Devolve!

Damon apenas corria e ria zombando de Giuliana. Por um instante ela parou de correr e disse:

– Para de correr eu já estou cansada. Disse ela sem fôlego observando Damon fugir.

– Você não cresce não ? Perguntou a prima.

Foi quando Damon disse:

– Tudo bem eu paro de correr, vem pegar seu pincel...

Giuliana foi andando na direção de Damon que estendia o pincel para ela. Quando ela ia tocando no pincel ele levantou o braço e disse:

– ...pegue seu pincel se alcanar. Agora quem tem que crescer você! Damon estava jogando sujo, ela era bem mais baixa que ele.

– Ha ha... Muito engraçado. Disse ela pulando para tentar pegar o pincel, enquanto ele ria e ria.

De repente Giuliana fez um olhar de raiva para Damon, que o intrigou a imaginar o que a prima ia fazer. Ela se afastou uns dois metros do rapaz enquanto ele apenas observava.

– Agora você vai ver! Exclamou Giuliana enquanto levantava uma de suas sobrancelhas.

A garota começou a correr na direção do primo que ficou paralisado e sem entender o que ela fazia. Quando se aproximou ela saltou em cima dele para pegar o pincel, e não agentando conter a velocidade da prima Damon caiu deitado e ela também, s que em cima dele. Ainda deitada sobre o primo, Giuliana pergunta já com o pincel na mão:

– Surpreso?

– Não, assustado e um pouco dolorido! Respondeu Damon.

Os Dois comearam a rir. Foi nesse instante de Carmela saiu da casa e viu aquela cena. Assustada ela disse:

– Mas o que significa isso? Mesmo sendo uma Ama, Carmela tinha toda a autoridade para falar com esse tom de repreensão com Giuliana, pois fora ela quem criara a menina desde bebezinha.

Os dois tomaram um susto e levantaram-se rapidamente.

– Foi essa maluca que me atacou! Disse Damon rindo.

– Foi você que no queria devolver meu pincel! Disse Giuliana.

– Sem desculpas, no interessa o porquê do acontecido. Você no mais uma menina já uma senhorita, e deve se comportar como tal, se seu pai visse isso diria que no criei você direito e pode at se arrepender de ter me alforriado. Disse Carmela repreendendo Giuliana.

A moça consentiu com a cabeça e começou a olhar para baixo. Quando Carmela se retirou Damon começou a zombar da bronca que a prima recebeu.

– Idiota. Disse ela retomando sua pintura.

Damon nem se ofendeu, comeou a observar o quadro e disse:

– Até que você pinta bem.

– Só paisagens, nunca tentei pintar pessoas... Disse ela.

– Posso ser seu primeiro modelo? Perguntou ele.

– E o que eu ganho com isso? Por que eu deveria comear com você? Perguntou ela.

– Para começar com estilo. Disse ele

– Convencido! Exclamou ela.

E Damon fez uma reverência.

– Eu sei que se eu não fizer você vai fica me enchendo. Afirmou Giuliana

Damon concordou balançando a cabeça

– Então vá ao meu quarto, pegue uma chave dentro da primeira gaveta esquerda da penteadeira, abra um baú grande que está nos pés da minha cama e traga uma tela limpa. Disse ela.

E lá foi ele. Chegando no quarto, direcionou-se penteadeira, pegou a chave e abriu o ba. No momento em que ele abriu um fundo falso soltou-se do baú libertando um livro de capa dura preta com uma inscrição em letras douradas: Diário de Giuliana Giardini Marcone Santinelli Cesarin Salvatore.

Bem fácil de adivinhar o que passava na cabeça de Damon: Abrir ou no abrir, eis a questão. Por um momento ele comeou a abrir o livro, mas logo o fechou e guardou, não poderia fazer isso com sua prima e única amiga de verdade que ele tinha, ela pode até cham-lo de idiota várias e várias vezes, mas ele não era, nem de longe ele era capaz de traí-la dessa forma. Pegou a tela em branco e a levou para o jardim.

28 de abril de 1863

– Damon, fica quieto! Disse Giuliana.

– Quer ficar parado por muito tempo cansa minha beleza. Disse ele.

Giuliana revirou os olhos escutando as palavras do primo.

– Mais um toque aqui, mais uma pincelada no nariz, um pouco de tinta branca no colarinho, e pronto, terminei!

– Deixe-me ver! Disse Damon.

– Olha aqui. Disse ela.

– Até que não está feio para seu primeiro retrato. Disse ele.

– Seja sincero, pela nossa amizade e cumplicidade de anos, pelo amor que sente por sua família, pelo ideal que defende sobre a igualdade das raças... Dizia Giuliana quando foi interrompida por Damon:

– Está bom, está bom... Seu quadro está horrível, eu no tenho um nariz desse tamanho!

– Você quem pediu, eu disse que só havia pintado paisagens em toda a minha vida. Disse ela.

– Está bem querida, retorne para suas paisagens. Disse Damon

Os dois riram.

– Tome, leve o quadro, não sei para que eu vou querer isso! Falou Giuliana.

– Posso me livrar do quadro? Não quero que ninguém veja o deus perfeito aqui deformado dessa maneira. Disse ele sinicamente.

– Por mim você pode até tocar fogo. Respondeu ela, -deus perfeito repetiu bufando uma risada.

Notas finais do capítulo
Espero que tenham gostado... review?




(Cap. 10) Capítulo X - Novos Ares

Notas do capítulo
Mais um...

30 de abril de 1863

Chegara o dia em que os jovens Salvatores irão visitar os jovens Lockwoods. Giuliana acordou mais cedo do que de costume, estava ansiosa para fazer novas amigas e para sair da mansão, pois ficara 22 dias trancada na propriedade, ignorando a quase fuga dela. Esse passeio com certeza era um ótimo motivo para se arrumar além do costume, Carmela a vestiu com um belo espartilho, que era ainda um tanto desconhecido pelas moças da pequena cidade de Mystic Falls, e com um dos vestidos novos que seu tio mandara encomendar na cidade para presenteá-la em agradecimento ao vinho.

Para alívio de Giuliana a carruagem que os Lockwoods mandaram só cabia quatro pessoas, Ela, Stefan, Damon e Giuseppe, ou seja, Carmela não iria para controlá-la porque seu tio decidiu de última hora ir junto com eles para resolver alguns negócios na cidade.

– Vamos logo, Damon, não quero me atrasar. Stefan e meu tio já estão na carruagem! Disse Giuliana.

– Calma, só vou tomar um copo de água, até parece que nunca foi naquele buraco que é Mystic Falls. Disse ele.

Stefan saiu da carruagem para que a prima entrasse e sentasse ao seu lado e logo em seguida entrou novamente, Damon entrou por último. A viagem em si foi tranquila, os quatro conversaram um pouco para passar o tempo.

– Quando você vai sair do colégio Stef? Perguntou Giuliana.

– Falta ainda dois anos, prima. Respondeu ele.

– Sabe, eu acho injusto, por que os homens ficam mais tempo nos colégios que as mulheres? Perguntou ela. - Meu ultimo ano foi esse.

– É porque as mulheres não precisam aprender muito, elas só vão cuidar da educação dos filhos e da casa, já os homens precisam aprender mais para dirigir a família e os negócios. Quando meu Stefan se formar na escola vou colocá-lo na Universidade da Virgínia em Charlottesville para cursar direito como eu fiz com Damon antes. Respondeu Giuseppe.

– Mas Damon é formado em Direito? Perguntou ela, - Eu não sabia.

– Não, ele não é, pois quando esse ingrato se envolveu com outros vagabundos tive que tirá-lo de lá e trazê-lo de volta para cá, para ficar debaixo dos meus olhos. Respondeu novamente Giuseppe.

– E quem eram esses “vagabundos”? Perguntou Giuliana desconfiada.

– Revolucionários abolicionistas! Exclamou Damon.

– Shhh! Não repita isso. Disse Giuseppe inclinando sua cabeça na direção do cocheiro que não escutou nada do lado de fora da carruagem.

– Esse daí sempre me traz desgosto! Disse Giuseppe referindo-se a Damon.

– Desculpe se eu não sou igual ao Stefan. Disse Damon ironicamente.

Na verdade Stefan também era contra aos ideais dos Estados Confederados, mas só Damon sabia disso. Porém diferentemente do irmão Stefan não tinha coragem de revelar e impor sua opinião.

– Esse sim daria um bom marido! Insinuou Giuseppe mudando o rumo da conversa.

– Chegamos. Disse Damon.

– Finalmente! Exclamou Giuliana.

Giuseppe se despediu dos três e beijou a testa da sobrinha:

– Até mais! Disse ele.

– Até. Disseram Giuliana e Stefan.

– Não tenha pressa de voltar papai. Disse Damon.

Giuliana deu uma cotovelada nele.

– Au! Reclamou Damon.

– Vamos, voltem para a carruagem que o destino de vocês ainda não é esse armazém! Exclamou o cocheiro.

– Chegamos à Mansão Lockwood! Anuncia o cocheiro.

Ambos os irmãos Salvatore saíram da carruagem e ofereceram a mão para Giuliana descer, mas ela quis variar e desceu sozinha recusando as duas mãos.

George estava na entrada da casa e quando percebeu a chegada da carruagem foi logo recebê-los.

– Boas tardes! Disse ele.

– Boas tardes! Responderam Damon e Stefan.

– Muito boas! Disse Giuliana.

– Vejo que a cada dia que passa a senhorita fica mais bela. Disse George beijando a mão da senhorita, que ficou ruborizada.

– E vejo que a cada dia ficas mais abusado! Exclamou Damon.

– Por favor, Damon, não seja rude com nosso anfitrião. Disse ela.

George ofereceu seu braço para guiar Giuliana pelo jardim até a casa. Enquanto eles caminhavam Stefan e Damon iam atrás.

– Senhor Lockwood, o senhor tem um casa e tanto. Disse ela.

– Senhor é para os velhos, eu tenho a mesma idade de Damon, me chame apenas de George. E sim, é uma bela casa.

– Ela parece ser nova, não deixei de perceber influências do revivalismo nela GEORGE.

– Ah sim, é nova, nos mudamos para cá à dois meses. Minha irmã adora arquitetura e decoração, muitas partes da casa foram idealizadas por ela. Disse George.

– A senhorita Patrizia? Perguntou Giuliana

– Sim, ela mesma, a única que Deus quis me dar, mesmo sendo frutos de casamentos distintos de minha mãe, nos damos tão bem quanto Damon e Stefan.

– Compreendo bem, sou meia-irmã de seis outros filhos de meu pai. Sou a mais nova. Disse ela.

– Ah jura? E quantas vezes seu pai se casou? Perguntou George

Damon apenas observava o teatrinho de George e comentava com Stefan:

– Olha só para ele, falando de Deus, a ultima vez que esse pilantra pisou na igreja foi na nossa primeira comunhão, há 15 anos atrás, ainda por cima fica fingindo estar interessado na conversa dela, somente um tolo não percebe que ele só quer dar o bote.

– Somente um tolo e uma donzela inocente, veja como ela se envolve no papo dele. Disse Stefan quase explodindo de ciúmes.

Enquanto isso George e Giuliana conversavam:

– Meu pai se casou 4 vezes. O primeiro casamento gerou Marco e Francesco, o segundo gerou Liandro, Grazia e Constanza, o terceiro gerou Fausta e o último gerou-me. Depois que minha mãe faleceu quando eu ainda era um bebê meu pai não tornou a casar.

– E por que ele não se casou? Perguntou George.

– Minha ama, que presenciou todos os casamentos de meu pai, disse que ele nunca chegou a amar as outras esposas só a minha mãe, acho que por isso é que às vezes ele é tão protetor comigo, segundo Carmela, minha ama, eu sou muito parecida com minha mãe.

Atravessaram todo o jardim, já estavam na frente da porta da casa, quando ela se abriu.


Notas finais do capítulo
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(Cap. 11) Capítulo XI - Novas Amizades

Notas do capítulo
Mais um...

30 de abril de 1863

A porta foi aberta e pode-se ver uma mocinha que aparentava ter a mesma idade de Giuliana. Ela era incrivelmente formosa, e por coincidência sua pele era igualmente bronzeada pelo sol como a de Giuliana. Com certeza essa senhorita não passou despercebida pelos olhares de Damon e Stefan. Quando viu a moça George falou:

– Agora entrego a Senhorita Salvatore a seus cuidados, Senhorita Fell.

– Prazer em conhecê-la Senhorita Salvatore. Disse a Senhorita Fell.

– Igualmente. Disse Giuliana.

– A senhorita já está bem famosa aqui em Mystic Falls. Disse Lana.

– Eu famosa? Indagou Giuliana

– Sim, todos comentam a chegada da sobrinha de Giuseppe Salvatore que faz parte da nobreza italiana. Sabe como é cidade pequena, qualquer novidade vira notícia digna de buchichos. Respondeu Lana.

– Ah sim, compreendo. E onde estão as outras senhoritas? Perguntou Giuliana.

– Estão no quarto de Pat, ela é uma ótima pessoa, aposto que vai adorá-la. Ela é minha melhor amiga. Disse Lana

– E agora é hora dos rapazes se divertirem! Exclamou George para os irmãos Salvatore.

– Nós não vamos ficar aqui? Perguntou Stefan.

– Por favor, Stefan, nós vamos ficar aqui no meio das moças? Vamos fazer programas de homens! Disse Damon.

Os três agora se dirigiam ao portão da casa por onde entraram.

– Mas aonde vamos? Perguntou Stefan.

– Ao bar beber e namorar algumas moças. Respondeu George.

– Mas eu sou menor de idade, não posso beber e não quero me envolver com mulheres da vida! Exclamou Stefan.

– Ah, pelo amor de Deus! Oh... tadinho do bebezinho Stef, está com medinho da Giuliana saber se você galantear outras moças é?! Zombou Damon. – Me poupa Stefan na sua idade eu já curtia a vida e dormia na cama de donzelas indefesas.

– Mas eu não sou você! Exclamou Stefan aborrecido.

– Está bem, está bem... Você não tem que beber, a gente bebe por você. Disse George.

– Por que você é sempre um estraga prazer, hein Stefan? Ironizou Damon. – Vamos logo George aposto que as meninas da Madame Boulevart estão morrendo de saudades de mim!

Enquanto isso lá na mansão.

– Vamos, eu lhe guio até o quarto dela. Disse Lana começando a subir as escadas.

– Oh sim, claro. Disse Giuliana.

Depois da escada elas chegaram a um corredor enorme cheio de portas e obras de arte nas paredes.

– Chegamos, é nessa porta. Disse Lana abrindo-a.

Era um quarto bem iluminado e grande. Patrizia estava em sua penteadeira se arrumando enquanto Camille e Annelise estavam esparramadas na cama, as três conversavam e no momento que Lana e Giuliana entraram elas se calaram.

– Esta é Annelise Donovan, a única filha mulher dos Donovan. Disse Lana apontando para a garota à esquerda da cama. - Esta é Camille Gilbert, filha do viúvo Jonathan Gilbert. Apontou para a menina à direita da cama. - E está é Patrizia.

– Seja Bem Vinda a nossa pequena cidade e ao nosso pequeno clube! Disse Patrizia levantando-se da cadeira.

Giuliana ficou surpresa com a aparência de Patrizia, esperava uma garota mais morena e com os cabelos castanhos como o irmão, mas sua pele era tão clara e seus cabelos tão negros, com certeza se os irmãos Grimm a conhecessem era de fato ela a inspiração de Branca de Neve e não deixava de ser também uma senhorita formosa e com um peculiar porte elegante.

– Muito obrigada, mas ao clube? Perguntou Giuliana.

– Ao nosso clube. Disse Camille

– Que clube? Perguntou novamente Giuliana.

– Ao clube das moças mais belas, solteiras e cobiçadas de Mystic Falls, somos também as herdeiras das famílias mais importantes e ricas da cidade, as famílias fundadoras. Assim como você. Explicou Patrizia.

– Excluindo Lana, ela não é solteira. Sua família arranjou um noivo para ela quando ainda usava fraudas. Disse Annelise começando a soltar seu veneno.

– E excluindo você também queridinha, sua família não é uma fundadora e muito menos tão rica assim. Revidou Lana

– Meninas, por favor, não vamos assustar nossa mais nova cúmplice. Disse Patrizia.

Digamos que Lana e Annelise nunca se deram muito bem.

– É verdade Lana, você é noiva desde criança? Perguntou Giuliana.

– Sim, sim. Nossas famílias sempre foram amigas, principalmente nossas mães. Você não deve conhecer a família dele, são os Johnsons da Carolina do Sul, eles são os grandes fornecedores de leite do país.

– Se conheço não me recordo do nome. Disse Giuliana. – Mas você gosta dele, qual é seu nome?

– Aquele paspalho se chama Stuart. A alguns messes pedi para aquele imprestável me fazer algum poema, pois adoraria receber um, acho muito romântico, e tudo o que ele escreveu foi ‘com carinho’ no cartão que acompanhava um livro de poesias. Aí, como eu odeio ele, idiota! Disse Lana.

– Eu já lhe falei que tanto ódio só significa uma coisa... AMOR! Ora vamos, por que então que pedistes a ele um poema? É amor sim, admita logo! Disse Patrizia.

– Eu amando aquele palhaço sem circo?! Deus me livre! Disse Lana se benzendo.

Todas no quarto riram, inclusive Giuliana. Foi então que Camille disse:

– Abra logo o jogo senhorita Salvatore, com qual dos irmãos você namora? Eles são tão... tão...

– ...tão ofegantes. Completou Annelise suspirando

– ...e airosos. Disse Lana

– Eh... Suspirou Camille concordando com os adjetivos, enquanto Patrizia preferiu ficar calada.

– Com nenhum dos dois, são meus primos! Exclamou Giuliana surpresa com a pergunta.

– Isso não impede nada, minha mãe, que Deus a tenha, era sobrinha de meu pai. Disse Camille.

– Mas não existiria nem clima, confesso que eles são um tanto charmosos, mas eu os conheço desde criança, seria bem estranho. Justificou Giuliana.

– Sabe, eu nem ligaria para isso. Disse Annelise.

– Lógico, vindo da mais espevitada. Provocou Lana

– Pelo menos eu tenho liberdade para escolher com quem eu posso ser espevitada. Revidou Annelise.

– Já disse que chega meninas! Vamos para o jardim. Disse Patrizia.

Essa guerra entre elas começou a quase 1 ano, quando Lana pegou Annelise de gracejos e risadinhas se oferecendo para Stuart. O pobrezinho nem ligou para a oferecida, mas sente as consequências até hoje.

Notas finais do capítulo
Espero que tenha gostado... Review?




(Cap. 12) Capítulo XII – Passeio Vespertino

Notas do capítulo
Mais um...

30 de abril de 1863

– Por que ao invés de ir para o jardim nós não vamos para a praça da cidade? Perguntou Camille descendo as escadas para as outras moças.

– É mesmo... Assim podemos ficar olhando os moços solteiros da cidade. Afirmou Annelise.

– Ai Annelise! Você só pensa em desencalhar, eu queria ir lá devido ao movimento, para Giuliana se habituar mais a nossa cidade. Disse Camille.

Por um milagre Annelise não revidou a observação de Camille.

– Me conte Camille, quais são os negócios de seu pai? Disse Giuliana enquanto atravessavam a porta da Mansão.

– Meu pai é criador de gado, mas sua paixão mesmo são seus inventos. Respondeu Camille.

– Nossa que interessante, um inventor em Mystic Falls, quem diria?! Espantou-se Giuliana.

– Um inventor que não inventa nada que preste. Debochou Annelise.

Foi então que Camille virou-se para Annelise e com o indicador na direção da moça disse:

– É melhor você ficar bem quietinha, não ouse falar do meu pai ou de qualquer membro de minha família. Não pense que sou Lana que te responde e poda ainda utilizando da educação e civilização, pois eu não tenho nenhum pudor ou vejo problema de boas maneiras em sentar a mão na tua cara! Exclamou Camille.

– Selvagem! Exclamou Annelise.

– Você vai ver a selvagem quando eu voar na sua garganta! Disse Camille enquanto Annelise alisava seu pescoço.

– Meninas, por favor, não briguem. Pediu Giuliana. – E o senhor Fell, o que faz? Perguntou ela dirigindo-se à Lana.

– Ele tem uma grande plantação de milho, mas o que ele mais gosta de fazer é cuidar do humilde e recém-criado Jornal de Mystic Falls. Respondeu Lana.

– E o senhor Lockwood, além de ser o prefeito o que mais ele faz? Perguntou novamente Giuliana só que se dirigindo a Patrizia.

– Nada de mais... Uma criação de ovelhas. E o que seu pai faz? Perguntou Patrizia.

– Ele tem uma plantação de uvas para fabricar o vinho que nossa família exporta e importa. Respondeu ela. - E o seu pai Annelise?

– Ah... Ele é dono dos armazéns da cidade. Respondeu Annelise.

Agora as mocinhas já estavam na praça e sentadas em dois dos bancos:

– Olhem aqueles rapazes ali! Exclamou Annelise.

– Onde? Perguntaram as outras.

– Ali no banco que está quase virado para nós. Explicou Annelise.

– Sim e o quê que tem? Perguntou Patrizia.

– Vou fazê-los vir aqui nos cumprimentar, quer ver só?! Disse Annelise.

– Duvido! Disse Lana

– Querem apostar quanto? Perguntou Annelise.

– Nada. Respondeu Camille. – Sempre me disseram que moças direitas não apostam.

– Pois bem, vocês é que vão perder mesmo, estão é com medo. Disse Annelise.

– Eu mesma não! Exclamou Patrizia.

– Então vejam e aprendam! Disse Annelise.

A moça começou a olhar e sorrir para os rapazes, que perceberam mais nem deram importância para ela, mas perceberam as outras senhoritas. As meninas zombaram de Annelise que ficou sem graça. Foi então que Patrizia disse:

– Por favor, que ridículo! Apenas observe e aprenda com a mestra.

Patrizia usou de seu olhar sensual por um segundo na direção dos rapazes, mas logo desviou o olhar, segundo ela os homens não gostam de garotas oferecidas e sim de difíceis para serem conquistadas. Foi incrível os três rapazes começaram a se aproximar e um deles disse:

– Podemos nos juntar a vocês?

– Claro. Disse Annelise toda derretida

– Claro que não! Exclamou Lana.

– Somos moças direitas e de família! Disse Camille.

– Com quem pensa que está falando?! Disse Lana.

E o rapaz se explicava quando foi interrompido:

– Não duvidamos disso, é que nos pensam que...

– Pois pensou errado! Disse Giuliana.

– E pare de nos importunar! Exclamou Patrizia.

– Nos desculpem, com licença. Disso o rapaz se retirando com os amigos.

Depois dos moços estarem bem longe as meninas começaram a rir e gargalhar, com exceção de Annelise ela estava aborrecida e com dor de cotovelo por não ter sido ela o motivo da abordagem dos rapazes.

– Coitadinhos! Disse Lana recuperando-se das gargalhadas.

Annelise resolveu se despedir, não queria ficar mais ali:

– Meninas, agora tenho que ir, vou para o armazém de meu pai. Foi um prazer conhecê-la senhorita Salvatore.

– Igualmente. Respondeu Giuliana

Depois que Annelise se retirou Camille não perdeu a oportunidade:

– Aquela ali já foi tarde!

As outras riram.

– Patrizia, seu irmão disse-me que são filhos de pais diferentes. Disse Giuliana

– É nós somos. Por quê? Concordou e indagou Patrizia

– Não pude deixar de perceber que seu sobrenome é igual ao dele. Como isso é possível? Perguntou Giuliana.

– Ah, esse é um mero detalhe. Meu pai era irmão do primeiro marido de minha mãe, ou seja, meu tio. George e eu somos irmãos e primos ao mesmo tempo, é um pouco complicado de entender. Respondeu ela.

– Não nem tanto. Disse Giuliana.

– Meninas, gostaria que dia 05 vocês fossem a minha residência para minha tea party às três da tarde. Disse Lana.

– Eu adoraria. Disse Giuliana

– Com certeza eu irei. Disse Camille.

– Sinto muito Lana, mas minha professora de canto virá excepcionalmente nesse dia de Richmond para me dar aulas, você entende? Disse Patrizia.

– Claro que sim Pat, você vai toda semana mesmo, eu perdoou desta vez. Disse Lana

– Meninas, está ficando tarde, logo a carruagem vem me buscar. Disse Giuliana.

– Então vamos voltar! Disse Patrizia.

As meninas entraram na Mansão Lockwood e logo foram repreendidas por George que estava sozinho.

– Posso saber aonde as senhoritas foram?

– Claro que não! Exclamou Patrizia.

– Eu te disse que era para vocês ficarem aqui. Disse ele.

– E desde quando você manda em mim, você é só meu irmão não meu pai! Disse Patrizia

–Uhh... acho melhor sairmos daqui. Disse Lana entrando na sala de estar da casa e sendo seguida por Giuliana e Camille.

– E acho bom você ficar quietinho e não contar nada para meu pai, caso contrário digo para a mamãe que você saiu com os irmãos Salvatore para beber! Ameaçou Patrizia.

– Isso é golpe baixo. Disse George

– Golpe baixo é deixar cinco moças indefesas sozinhas.

– Acho melhor eu ir chamar a senhorita Salvatore, a carruagem chegou. Disse ele

– É também acho! Exclamou ela colocando suas mãos na cintura.

Notas finais do capítulo
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(Cap. 13) Capítulo XIII - Uma Proposta Nupcial

Notas do capítulo
Espero que gostem...

Capítulo XIII – Uma Proposta Nupcial

30 de abril de 1863

Giuseppe, Giuliana e Stefan estavam jantando, e Damon estava recolhido em seu quarto.

– Parece que você e Damon se divertiram muito na cidade. Disse Giuliana se referindo a Stefan.

– Não, só ele se divertiu. Disse Stefan.

– Por quê? Você não se divertiu querida? Perguntou Giuseppe.

– Claro meu tio! As senhoritas foram muito divertidas e hospitaleiras comigo. É que Damon voltou bêbado, percebi pelo cheiro de álcool e pela facilidade dele cair em gargalhadas. Disse Ela.

– Se acostume querida, ele é imprestável assim mesmo. Disse Giuseppe.

– Eu não queria me meter, mas não o chame assim, percebi que ele ajuda muito o senhor aqui nos negócios da fazenda, e ele deve ficar magoado. Disse Giuliana.

– Você não deve entender querida, mas ele não é flor que se cheire. Disse Giuseppe

– Peço licença, gostaria de ir para meu quarto, não tenho fome. Disse Giuliana

– Pode ir querida. Disse o Senhor Salvatore

Quando Giuliana saiu, Giuseppe começou a falar com Stefan em um tom de voz bem baixo.

– Filho, eu não tinha lhe dito que iria falar com Alonzo sobre você se casar com Giuliana.

– Sim papai. Disse Stefan – O senhor já mandou a carta?

– Não só mandei como já recebi a resposta, e ele faz muito gosto dessa união, afinal ele sabe que você é um rapaz direito e honrado.

– Sério? Perguntou Stefan.

– Sério. Agora você já pode pedi-la, só não se esqueça de não mencionar a ela que esse casamento foi arranjado bem antes de seu consentimento. Disse o pai.

– Pode deixar, amanhã mesmo eu vou me declarar. Disse Stefan contente e decidido.

Eles não contavam que Damon estava atrás da porta escutando, ele tinha vomitado no banheiro e foi beber um copo d’água para tirar o gosto ruim da boca. Damon escutou tudo por acidente, mas mesmo um pouco zonzo ele não gostou nada de saber que seu pai e irmão estavam pretendendo enganar sua doce e mimada, prima e amiga, além do mais ele sabia que Stefan não era homem o suficiente para ela.

01 de maio de 1863

Giuliana estava na sala de estar da mansão bordando quando Stefan sentou-se do seu lado no sofá e disse:

– Prima, eu preciso muito falar com você.

– Diga Stef. Disse Ela

– Eu não sei se você percebeu, mas eu nutro por você um sentimento além da amizade.

– Stefan...

– Deixe-me terminar antes de falar algo, por favor. Disse ele

– Está bem. Disse ela

– Eu não conseguiria descrever o que sinto pessoalmente, pois minhas pernas tremem e as palavras de minha boca somem quando estou perto de você, então escrevi uns versos humildes para falarem por mim. Disse ele entregando uma folha dobrada ao meio à Giuliana.

Toda vez que te olho ...

Te enxergo de tantas maneiras iguais ...

Tantas maneiras diferentes ...

E meu coração por uns minutos para ...

E só penso em sentir você ...

Só penso em te tocar ...

e em te receber em meus braços ...

Ah .. se eu pudesse ...

Te fazer feliz ...

Eu faria ...

Porque sei ...

Que desde que te vi ...

Só vivo querendo viver dentro de ti ...

Stefan Salvatore

– Nossa! Stefan... Eu... Eu estou sem palavras... Não sei o que dizer. Disse Giuliana sendo pega de surpresa.

– Diga que aceita se casar comigo! Disse Stefan se ajoelhando diante da moça. – Sei que você não sente o mesmo por mim, mas sei também que você não quer voltar para a Itália, e que não quer se casar com um desconhecido que você não nutra nenhum sentimento. Espero que você sinta por mim algum afeto que torne possível aceitar meu pedido.

– Eu gosto muito de você Stefan! Exclamou ela mais surpresa ainda com o pedido.

– Então você aceita se casar comigo? Disse ele ainda ajoelhado estendendo sua mão direita à prima.

– Stefan, eu sinto muito afeto por você, mas está mesmo ciente que não sinto o mesmo que você? Perguntou Giuliana.

– Claro que estou, mas acredito que posso fazer você muito feliz e que juntos podemos construir um amor. Disse ele.

– Se é assim... Stefan Salvatore eu aceito me casar com você! Disse Giuliana segurando a mão dele.

Stefan beijou a mão dela e em seguida a abraçou como nunca tinha ousado antes. Eles ficaram horas conversando no sofá, Stefan fazia várias promessas para o futuro, mas os dois tinham consciência de que ficariam apenas noivos por um longo tempo, pois Stefan ainda iria para a faculdade.

– Mas como vamos convencer meu pai a deixar eu me casar com você Stef? Perguntou Giuliana.

– Não se preocupe, vou pedir para meu pai cuidar disso. Disse Stefan enganado-a.


Notas finais do capítulo
CREDITOS para a autora do poema de Stefan: Patrícia Farias.
Gostaram? Logo posto outro... Review para mim e para Patrícia?




(Cap. 14) Capítulo XIV - Through The Trees

Notas do capítulo
Gostaria de introduzir este capítulo com a tradução de um pequeno adaptado verso da música Through The Trees do filme 'Garota Infernal': Eu me lembro de como costumávamos conversar... Sobre os lugares que iríamos quando estivéssemos fora... Então você pode ver... O amor que você deixou dentro de mim? Por entre as árvores Eu te encontrarei; Eu curarei as ruínas deixadas dentro de você Porque eu ainda estou aqui, respirando agora... Eu ainda estou aqui, respirando agora... Até eu me libertar. Vá calmo por entre as árvores Porque você não está voltando Você não está voltando Tome meu fôlego como seu Tome meus olhos para guiar você para casa Porque eu ainda estou aqui, respirando agora... E eu ainda estou aqui...

03 de maio de 1863

Damon estava no campo das flores amarelas embaixo de uma árvore pensando um pouco. Já estava quase perto do sol se por.

– Aqui está você! Procurei por ti a tarde toda. Disse Giuliana se aproximando.

– Eu causo esse efeito nas pessoas mesmo! Disse Damon.

– Oi Damon... Adeus Damon! Disse Giuliana recusando-se a participar dos joguinhos de alto ego “Damonianos”.

– Não, fique! Disse ele.

Ela ficou e sentou-se ao seu lado para observar os tons róseos e alaranjados que surgiam no céu. Os dois ficaram em silêncio por algum tempo, até que Damon resolveu perguntar.

– É verdade o que todos na casa estão comentando, que você aceitou se casar com Stefan?

– Sim, é verdade... Eu aceitei o pedido dele, mas não quero que as pessoas saibam antes de meu pai permitir. Respondeu Giuliana.

Damon não acreditara no que acabara de ouvir, Stefan e Giuseppe tinham mesmo decidido o futuro da moça às escondidas. Ele queria muito dizer a Giuliana o que ouviu a três dias atrás, mas alguma força o impedia, acreditava que era o bom senso.

– Mas você o ama? Perguntou ele.

– Infelizmente não... Disse ela suspirando. – Mas sinto um grande afeto coisa que não vou sentir por nenhum pretendente que meu pai me arranjar, sei que um dia irei amá-lo, talvez... Disse ela nem um pouco animada com o que contava a Damon.

– Mas eu pensei que você não acreditava nessa história de “construção de amor”? Perguntou Damon enquanto mexia num galho seco da árvore.

– E eu não acredito, mas era me casar com Stefan ou ir embora daqui para sempre. Disse ela.

– Mas ele não é homem certo para você! Exclamou ele.

– Ele foi o único que criou coragem para fazer o pedido. Disse ela olhando para Damon decepcionadamente.

Damon não quis mais continuar com essa conversa, a forma que ela o olhou foi totalmente diferente de qualquer outra. Ele sentiu um calafrio começando da boca de seu estômago e terminando em sua nuca.

– Tudo bem, você toma a decisão que quiser, sou apenas um amigo. Disse ele, - Vamos mudar de assunto. Quando você vai me apresentar alguma de suas novas amigas?

– Nunca! Você vai iludi-las e em seguida partir seus corações. Disse Giuliana.

– É você tem razão, mas qual é o problema? Eu também sou seu amigo, você me conhece bem.

– Por isso mesmo é que sei o estrago que você é capaz de fazer. Disse Giuliana dando a volta na árvore e caminhando na direção da floresta.

– Ei! Onde você está indo? Aí é perigoso.

– Qual é o problema Damon?! Eu só quero explorar. Disse ela.

– Só explore em outro lugar, aí com certeza tem animais selvagens, é perigoso. Disse Damon.

– Ah é?! Vem me impedir! Disse Giuliana levantando um pouco de seu vestido e correndo em direção à floresta.

Damon levantou e desencostou-se da árvore e disse com um tom sínico de satisfação:

– Adoro quando garotas querem ser perseguidas!

Ele não via mais a prima, mas escutou sua voz que vinha das árvores:

– Vai ficar aí parado falando besteiras ou vai vir me pegar, seu bobão?

Foi então que ele começou a correr e entrou na floresta. Tudo o que se via eram agora árvores e já conseguia enxergar a prima correndo em sua frente por entre as enormes silhuetas das árvores. Não que Giuliana corresse devagar, pelo contrário, só que era totalmente injusto, ela usava salto e um vestido com várias saias enquanto Damon usava sapatos e calças.

Vendo o primo se aproximando ela começou a correr com mais velocidade:

– Vamos lá Damon, eu sei que você consegue, eu sou apenas uma mocinha indefesa, ou talvez não. Disse ela ironicamente rindo e provocando o primo.

Sendo provocado, Damon resolveu correr mais rápido e acidentalmente tropeçou num tronco, caindo no chão.

Giuliana ainda correndo resolveu olhar para trás e viu o primo tropeçar, foi então que ela viu uma árvore enorme e resolveu se esconder entre suas raízes expostas gigantescas.

Levantando, Damon, olhou para os lados, mas não via a prima então resolveu gritar:

– Então você quer se esconder? Não se preocupe eu ainda vou te pegar!

Tudo se silenciou repentinamente, só era possível escutar o barulho das folhas das árvores sendo balançadas pelo vento e o piar de uma coruja que acabara de acordar. Foi então que sem querer Giuliana esmagou com seu sapato um graveto que emitiu um pequeno ruído, instantaneamente ela colocou uma de suas mãos na boca para que ela não reproduzisse nenhum som.

Ela resolveu olhar discretamente atrás da árvore para ver se conseguia espionar Damon, mas por incrível que pareça, ele não estava lá. Agora ela já tinha tirado a mão da boca e respirava cautelosamente, porém ainda ofegante.

De súbito, Damon aparece na frente dela e a encurrala colocando suas mãos contra a árvore.

– Não disse que ia te achar! Comemorou ele

Giuliana não tinha mais como fugir, ele a estava prendendo, seus braços fortes a mantinham detida entre o tronco da árvore e o tronco do rapaz. Eles estavam tão próximos que suas respirações ofegantes pareciam se fundir em uma só, e era como se um pudesse sentir o batimento do coração do outro. Bastava um pequeno movimento para que fosse possível o toque de uma face na outra, eles estavam cara a cara. Os olhos dele encaravam os olhos dela e vice-versa.

Giuliana se sentia dormente ao olhar para aqueles olhos tão azuis e cristalinos, enquanto Damon se sentia tentado com o calor do corpo dela tão perto do dele. Ela colocou suas mãos delicadas nos baços dele que se localizavam na altura dos ombros dela e nesse momento ambos sentiram um formigamento iniciado nos locais onde as peles se tocavam.

Agora tudo estava quieto como se todo o mundo quisesse ser cúmplice dos dois, como se só os dois existissem no planeta inteiro e nada mais importasse enquanto eles compartilhavam esse instante.

Giuliana também estava sentindo o calor que vinha dele, e ele também estava dormente olhando nos olhos dela. Por uma fração de segundo eles se tornaram um só, e a atração que surgira nesse momento parecia se tornar cada vez mais inevitável e forte, era como um ima que insistia em juntar esses dois pólos distintos.

Damon avançava bem lentamente em direção a Giuliana, e ela não resistia. Foi nesse momento que a infeliz coruja resolve piar novamente anunciando a noite e assustando a moça trazendo-a para realidade:

– Já esta tarde. Temos que voltar! Disse Giuliana se livrando dos braços de Damon passando por baixo deles.

Ela correu atordoada na direção da casa, enquanto ele ficou ali parado por um período curto de tempo sem acreditar no que estava prestes a fazer.

Giuliana atravessou a porta da mansão batida.

– O que aconteceu minha filha? Perguntou Giuseppe que estava na sala próxima a entrada.

Ela não respondeu e continuou correndo, subiu as escadas ainda atordoada, entrou no seu quarto e bateu a porta.

– O que será que deve ter acontecido? Giuseppe se perguntou.

Poucos minutos depois chega Damon.

– O que aconteceu com Giuliana? Perguntou Giuseppe a Damon – O que você fez a ela?

Igualmente atordoado, Damon respondeu:

– Nada meu pai, eu não fiz nada a ela.

Giuliana entrou no quarto e se jogou na cama. Passando um pouco o calor do momento ela resolveu pegar seu diário no baú e começou a escrever:

03 de maio de 1863

Querido Diário, Não posso acreditar no que aconteceu , hoje eu tive pensamentos impuros com um de meus primos...

Notas finais do capítulo
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(Cap. 15) Capítulo XV - Surpresa Inesperada

Notas do capítulo
Espero que gostem...

04 de maio de 1863

Mais um dia ensolarado no último mês da primavera virginiana. Giuliana acordou decidida a esquecer o que se passara no dia anterior, iria simplesmente ignorar e trancafiar seus pensamentos numa área bem escondida de sua mente.

Enquanto ela se arrumava para iniciar o novo dia que começara, Carmela entra no quarto:

– Bom dia!

– Bom dia Carmela!

– Os senhores Salvatore já a esperam para o café da manhã.

– Eu estou meio que... sem fome. Acho que não vou me juntar a eles.

– Esta se sentindo indisposta? Perguntou a ama.

– É... não. Disse Giuliana

– Tudo bem pode me contar o que te aflige criança. Disse Carmela começando a pentear os cabelos de Giuliana. Ela não conseguia enganar sua mãe de criação

– Nada não... eu só quero ficar um pouco sozinha, eu estou...

– Naqueles dias? Perguntou Carmela.

– É... estou. Giuliana mentiu. – Carmela, você poderia me fazer um favor?

– Claro. Disse a ama.

– Fique lá embaixo e me avise quando os senhores Salvatore não estiverem mais na mesa, para que eu possa ir para o jardim sem encontrar com eles.

A criada acenou com a cabeça: - Com licença. Disse ela.

Giuliana estava em sua cama escrevendo em seu diário sobre os sonhos um tanto “indecentes” que teve na noite passada quando Carmela veio notificar a saída dos Senhores Salvatore. Rapidamente ela escondeu o diário embaixo do travesseiro e consentiu para que a criada saísse.

Ela então desceu as escadas segurando desastradamente seus pincéis, suas tintas, a tela e o tripé. Respirou fundo e foi em direção a porta, só que sem querer ela se esbarrou com alguém que passava.

Numa fração de segundos ela fechou os olhos e implorou mentalmente: “Por favor, por favor, não seja ele! Por favor!”. E ironicamente quando ela abriu os olhos era ele.

– Desculpe, eu não te vi. Disse Damon

– Não precisa se desculpar, eu também não ti vi. Disse ela

Damon começou a pegar do chão os objetos que tinha derrubado e entregou a prima.

– Obrigada!

– De nada.

Aquele foi realmente um clima estranho, um não conseguia olhar direito para o outro.

– Eh... Tchau. Disse Ela.

– Tchau. Respondeu ele.

Cada um foi para seu lado.

Giuliana estava no jardim da mansão pintando mais um quadro quando foi surpreendida com a aproximação de uma carruagem e um escravo correndo para avisar na casa.

No momento em que a carruagem chega uma figura familiar e feminina desce. Giuliana resolve então ir receber a visitante, quanto mais ela se aproximava mais nítida e conhecida ficava a pessoa:

– Lana, que boa surpresa!

– Espero não estar incomodando, estava voltando da fazenda de meu pai e resolvi te visitar. Disse Lana

– Claro que não é incomodo! Disse Giuliana.

– Nossa aqui é realmente lindo. Comentou Lana

– Concordo, eu adoraria viver aqui. Disse Giuliana

– Você pinta? Não deixei de perceber. Perguntou Lana

– Ah sim, somente paisagens e objetos.

– Eu também pinto mais minha especialidade é retratar pessoas tanto no seu cotidiano como em retratos mesmo. Disse Lana.

– Nossa que intelectual! Disse Giuliana e as duas riram.

Foi nesse instante que Damon desse as escadas da entrada da casa e interrompe a conversa das duas.

– Com licença, Bom Dia! Disse ele

– Bom dia, o senhor não deve me conhecer, mas sou a senhorita Lana Fell, desculpe chegar assim sem avisar. Vim visitar a senhorita Giuliana.

Agora que Damon e Giuliana estavam acompanhados parecia que aquele clima tinha desaparecido completamente.

– Prazer em conhecê-la. Disse ele beijando a mão de Lana. – A propósito, temo que se a senhorita não estivesse vindo aqui nunca teríamos nos conhecido.

– Por quê? Perguntou Lana.

– Porque minha prima nunca nos apresentaria. Ela é um pouco egoísta e me quer só para ela. Respondeu Damon

– Como é que é? Perguntou Giuliana.

Ele sorriu sinicamente para a prima:

– Eu pedi para ela me apresentar a suas amigas e ela se negou, acredita?! Disse ele se dirigindo a Lana.

Giuliana não quis responder a provocação:

– Eu acho melhor eu pedir uns refrescos para Carmela. Disse ela se retirando.

– Agora vou lhe mostrar o resto da propriedade, vamos? Disse Damon oferecendo seu braço para Lana que aceitou.

Enquanto eles caminhavam Damon puxava conversa:

– Como pude viver todos esses anos nessa cidade e não ter conhecido uma jóia rara como a senhorita?

Lana ficou um pouco ruborizada:

– É que eu não saio muito, fico mais em casa ou na fazenda. Disse ela um tanto sem graça com os galanteios de Damon.

– Mas é serio, a senhorita é muito bela. A forma como os raios do sol tocam e refletem na sua pele delicada e suave é realmente um pecado capaz de levar qualquer homem de boa fé à insanidade.

Por um pequeno instante ela ficou encantada, mas através do desenvolvimento da conversação ela percebeu as reais intenções do senhor Salvatore.

Ela até poderia ser uma donzela inocente, mas aquele canto da sereia que Damon emitia não era o suficiente para enganá-la. Lana era uma mocinha jovem de apenas dezesseis anos, porém já era muito sábia, entendia várias coisas da vida, e sua personalidade marcante e esperta não deixava um simples amador como Damon contorná-la.

– Desculpe senhor Salvatore. O senhor é muito gentil com seus galanteios, mas eu sou comprometida. Disse ela com bastante firmeza.

– Me chame de Damon.

– Eu já sou noiva. Disse Lana educadamente.

– Não me incomoda nem um pouco, eu não sou ciumento. E quanto mais proibido mais saboroso é o sabor do prêmio. Disse ele com um olhar de cobiça na direção dela.

Lana não conseguiu conter a raiva e o desprezo que sentiu ouvindo aquelas absurdas palavras e propostas subliminares.

– Seu imundo abusado! Disse Lana cravando um tapa no rosto de Damon.

Depois de ter feito isso ela o deixou falando sozinho e foi ao encontro de Giuliana.

– Tenho que ir, meu pai me espera em casa, sinto não ficar para tomar o refresco, mas não agüento ficar aqui por mais um minuto. Disse Lana.

– Entendo. Tudo bem. Fica para a próxima visita. Disse Giuliana, que tinha observado todo o acontecido de longe.

– Espero você amanhã no meu chá da tarde. Disse Lana entrando na carruagem.

– Com certeza. Disse Giuliana. – Tchau, até amanhã.

– Até. Disse Lana.

Agora a carruagem se afastava no horizonte. Damon se aproximou de Giuliana e antes que ele pudesse falar qualquer coisa ela lhe lançou um olhar de raiva e reprovação que por incrível que pareça doeu mais que a marca vermelha do tapa em seu rosto. Giuliana em seguida se retirou.

Notas finais do capítulo
Review?




(Cap. 16) Capítulo XVI - Surpresa Inesperada II

Notas do capítulo
Espero que gostem...

05 de maio de 1863

Giuliana e Camille estavam sentadas na sala de estar do casarão da família Fell, quando Lana foi recebê-las.

– Boas tardes meninas! Obrigado por terem vindo!

– Boas Tardes! Disseram elas.

– Vamos para o jardim! Não queremos que o chá esfrie?!

– A sua casa não deixa a desejar! Disse Giuliana provando um gole do chá.

– Obrigada! Disse Lana.

– Que bom que a chata da Annelise não veio. Séria um tanto desagradável outra tarde com ela. Disse Camille mordendo um pedaço de biscoito.

– Ai... Cruz credo! Não vamos falar de assuntos desagradáveis hoje. Disse Lana, e as três riram.

– Pena que Patrizia não pode vir, ela é uma boa companhia como vocês. Disse Giuliana.

– Sabe, logo chega o aniversário dela, e eu nem sei o que vou dar de presente. Disse Camille.

– Eu estou louquinha para chegar o dia da festa, Patrizia sempre organiza tudo, ela sabe como dar uma boa festa. Disse Lana. – Lógico, que ela recebe uma grande força da melhor amiga aqui, mas eu não quero me gabar. E elas riram de novo. De repente uma voz surge de longe:

– Adivinha quem chegou? Disse Patrizia.

– Ora que surpresa! Que eu lembre a senhorita ia ter aulas de canto agora. Disse Lana

– Assim você me ofende, eu nasci para brilhar, não preciso de aulas! Disse Patrizia brincando convencidamente.

Lana e Camille reviraram os olhos e balançaram suas cabeças.

– Liga não Giuliana ela é assim mesmo! Disse Camille

As quatro riram

– Agora é serio, minha professora pegou uma gripe e não pode vir de Richmond, então resolvi vir para cá. Justificou Patrizia - Estavam falando de mim?

– Ah sim... Estávamos falando de como suas festas são chatas e como você é uma pessoa desagradável de se conviver. Brincou Lana.

– Está bom, finge que eu acredito. Patrizia riu

– É verdade que seu aniversário está chegando? Perguntou Giuliana.

– Não está tão perto assim, mas minha mãe é muito detalhista e perfeccionista então os preparativos começam alguns meses antes. Explicou Patrizia.

– Ah... E quando é? Perguntou Giuliana.

– É ainda no verão, dia 26 de agosto.

– Sério? Perguntou Giuliana à senhorita Lockwood.

– Umhum. Disse Patrizia.

– Que coincidência é o dia do meu aniversário também! Disse Giuliana

– Que legal! Por que vocês não fazem uma festa só na mansão Salvatore? Eu sempre quis entrar lá. Disse Camille

– É uma boa idéia! Concordou Giuliana.

Patrizia um pouco desconcertada e receosa com a idéia perguntou:

– E o senhor Salvatore não se incomodaria?

– Claro que não, ainda mais agora que... Giuliana falava quando de repente se arrependeu.

– “agora que”... O que? Perguntou Lana curiosa.

– Ai... Eu não devia contar! Disse Giuliana.

– Conta vai! Disse Camille.

– É conta! Disse Patrizia.

– Eu só vou contar porque gostei muito de vocês. É que... Stefan me pediu em casamento e eu aceitei! Disse Giuliana

As outras três garotas começaram a gritar alegre e histericamente, afinal Giuliana ia se casar com um dos melhores partidos da cidade.

– Espero que ele não seja um idiota como o irmão. Disse Lana, bem baixinho.

– O que? Perguntou Patrizia.

– Eu disse que ele deve ter um bom coração! Disse Lana tentando disfarçar

– Hum... Disse Patrizia desconfiada e não muito crédula no que a amiga dizia.

– Então está combinado, vou convencer meu tio e nossa festa de aniversário será lá na casa dele! Disse Giuliana

– É está! Disse Patrizia sem conseguir esconder direito seu nervosismo.

– E você não teve mais notícias do Stuart, Lana? Perguntou Camille mudando de assunto.

– Ah tive sim, ele me escreveu uma carta e mandou uma foto mais recente dele... Não é que o paspalho está ficando bonitinho! Disse Lana rindo. - Deixe-me pegá-la, está em meu quarto.

Lana voltou com um porta retrato na mão.

– Aqui esta. Disse ela mostrando para as amigas.


– Nossa ele está ficando bonito mesmo, não é mais aquele moleque esquisito. Concordou Patrizia.

– Diz ele que vai vir para o seu aniversário. Disse Lana.

– Que bom, ele é uma gracinha. Disse Patrizia – Você vai adorar conhecê-lo Giuliana.

– Hum... Gracinha! Nem aqui nem na China. Disse Lana.

– Gracinha sim, e ainda é educado, cavalheiro e muito cortês. Disse Patrizia

– Então case com ele, ueh! Disse Lana.

– Até que eu casaria se eu o amasse. Mas quem ama é você! Retrucou Patrizia.

– Não amo nada! Exclamou Lana.

– Ama sim! Disse Patrizia.

– Não amo!

– Ama!

– Meninas, a façam parar, se deixar ela fica nisso a tarde toda. Suplicou Lana

– Fico mesmo. Concordou Patrizia. – Está bem, se você não o ama me explique porque colocou a foto que ele te mandou num porta retrato e ainda por cima no seu quarto? Interrogou Pat.

– É... é... Lana não sabia o que dizer. – Foi minha mãe que colocou, não eu!

– Ham... sim! Me engana que eu gosto! Disse Patrizia enquanto Giuliana e Camille apenas riam.

Notas finais do capítulo
Review??? Logo posto mais... =]




(Cap. 17) Capítulo XVII - Tulipas

Notas do capítulo
Espero que gostem...

16 de junho de 1863

À medida que o tempo passava mais Stefan tentava se aproximar dela, ele conseguia, mas o único sentimento que crescia em Giuliana era a amizade.

Giuseppe tentava promover encontros românticos para os dois, mas Stefan mesmo com suas palavras doces e poemas cada vez mais encantadores não conseguia entrar no coração da prima.

Giuliana estava na varanda de casa distraída com alguns pássaros que voavam ali perto, quando Stefan chega com um ramalhete humilde de tulipas vermelhas com alguns detalhes em tom branco.

– Pra você. Disse ele

– Nossa que lindas! Nunca vi esse tipo de tulipas antes. Disse Giuliana.

– São muito difíceis de encontrar assim como garotas iguais a você, são raras. Disse Stefan.

– Muito obrigada Stef. Disse ela

Mal sabia ele que a única flor que ela queria ganhar era a flor amarela do campo atrás da casa e a pessoa que ela queria que as entregasse não era ele.

– De nada. Disse ele ousando fazer uma coisa que nunca tinha feito antes, beijou a bochecha de Giuliana.

Encabulada ela disse colocando a mão sobre o local do beijo:

– Stefan!

– Oh... Desculpe-me, não queria passar por abusado. Disse ele.

– Tudo bem. Disse ela.

Damon que estava vendo tudo atrás da porta resolveu aparecer:

– Oh... Que bonitinho! Um casal cheio de não me toques.

– Vai procurar o que fazer Damon, e nos deixe em paz! Stefan se exaltou.

Giuliana não falou nada, já fazia mais de um mês do acontecido entre eles e todas as palavras que eles trocavam eram oi, tchau, bom dia, boa tarde..., excluindo as pequenas provocações que Damon fazia como esta. Incrivelmente a relação de anos entre Damon e Giuliana parecia não ter existido, eles se tratavam com total indiferença, como estranhos no mesmo teto. Ambos queriam negar e esquecer o que se passara naquela noite, mas era impossível convivendo na mesma casa todos os dias.

– Calma, calma irmãozinho eu só queria brincar. Disse Damon

– Então vá brincar com outras pessoas, eu e Giuliana não estamos interessados. Disse Stefan

– Nossa! Nem estão casados e você já fala por ela... Isso é que é dominação passiva! Retrucou Damon.

– Ele não está falando por mim! Giuliana resolveu falar.

– Parece que estava. Onde foi parar a garota indomável que eu conhecia? Perguntou Damon

– Quem é você para me julgar? Disse ela. – O Damon que eu conhecia não era capaz de se jogar em cima de uma moça comprometida!

– Ah... Então é por isso que você está diferente comigo! Por causa da senhorita Fell. Conclui Damon.

– O que? Qual é o seu problema Damon? Não tem nada a ver com a Lana, a culpa é sua exclusivamente sua e de suas atitudes contraditórias que me confundem e talvez minha também. Você quer me enlouquecer, uma hora quer me irritar e outra quer ser meu amigo. Por favor! Disse Giuliana deixando Damon sem palavras com sua atitude.

– Eu ainda estou aqui. Disse Stefan

– Me desculpe Stefan, mas de repente eu fiquei um pouco indisposta vou para o meu quarto, com licença. Disse ela se retirando e esquecendo o ramalhete que ganhara.

– Você vê Stefan? Esta louca é a mulher com quem quer se casar... Pule fora enquanto há tempo. Disse Damon.

– Sério Damon?! A única coisa que eu consigo ver é que você por algum motivo infeliz quer arruinar meu noivado, mas você não vai conseguir! Exclamou Stefan e também se retirou.

– Eu hein?! Dois irritadinhos, isso sim! Disse Damon conversando sozinho e pegando uma das tulipas para si.

19 de junho de 1863

Giuliana estava sentada num murinho do jardim e observava as flores bem séria, ela viu Damon chegando de mansinho, mas resolveu ignorá-lo.

Ele se sentou timidamente ao lado no muro e a ofereceu uma flor amarela, recém colhida pessoalmente por ele do campo. Ela nem se quer olhou para ele e a flor, continuou ignorando-o.

Ele virou-se para encará-la e ficou nessa posição por alguns minutos, Giuliana continuou ignorando-o. Então Damon resolveu chamar realmente a atenção dela.

– Me Desculpe! Disse ele.

– O que? Perguntou Giuliana surpresa.

– Eu disse humildemente: Me desculpe! Disse Damon.

– Não acredito Damon Salvatore pedindo desculpas!

– Me Desculpe! Repetiu ele.

– Eu já ouvi Damon. Disse ela.

– Você não vai me desculpar? Então eu vou apelar! Disse ele.

Damon segurou a mão dela e se ajoelhou:

– Me desculpe por ser um idiota, às vezes imbecil e incompreensível!

– Está bem eu desculpo, mas levante-se e pare de fazer escândalo! Exclamou Giuliana

Damon imediatamente se levantou e abraçou a prima tirando-a do chão ficando suspensa no ar.

– Ah!!! Me solta!!! Ela começou a berrar.

Agora ele a estava sacudindo para todos os lados e a descabelando toda.

– Para! Para! Giuliana gritava.

E finalmente ele parou e a soltou:

– Idiota! Disse ela dando um tapa no ombro dele. De repente eles começaram a rir descontroladamente. Quando a graça foi acabando Damon deu um beijo na bochecha de Giuliana, entregou novamente a florzinha amarela e a deixou se concertando, com a bochecha formigando.

E lá Giuliana ficou novamente observando as flores só que agora com um sorriso bobo estampado nos lábios, era como se a relação deles voltasse a ser como era antes.


Notas finais do capítulo
Review?




(Cap. 18) Capítulo XVIII - Sweet Dreams

Notas do capítulo
Gostaria de introduzir o capítulo com um trecho adaptado da música Sweet Dreams de Beyoncé:


Todas as noites quando eu vou para minha cama
Com esperança de que talvez
Eu vou ter uma chance de vê-lo
Quando fecho meus olhos

Eu estou saindo da minha cabeça
Perdido em um conto de fadas
você pode segurar minhas mãos
E ser meu guia?

Você pode ser um sonho doce
ou um lindo pesadelo
de qualquer maneira, eu não quero acordar de você
doce sonho, ou um lindo pesadelo
alguém me belisque
seu amor é bom de mais pra ser verdade

Eu falo de você quando eu digo minhas orações
Eu tenho você em todos os meus pensamentos...

Eu gostaria que quando eu acordasse você estivesse lá
Então envolver seus braços em volta de mim de verdade
E dizer que vai ficar ao meu lado...

Nem a morte pode nos separar
Que tipo de sonho é esse?...

Você pode ser um sonho doce
Ou um lindo pesadelo
De qualquer maneira, eu não quero acordar de você...

29 de junho de 1863

Era noite, Damon já estava preparado para dormir, até deitado na cama ele já estava, mas não conseguia pregar os olhos, pois não parava de pensar na sua doce e caprichosa prima.

– O que está acontecendo com você Damon Salvatore? Ele se perguntava.

Pensava no dia em que Giuliana chegou do internato, pensava no dia em que ele roubou o pincel dela e ela o atacou, esse pensamento trouxe um leve sorriso em seu rosto, pensava também em como sentia prazer em ouvir ela o chamar de idiota, este pensamento ele sabia que não fazia sentido algum, e principalmente ele pensava no dia em que a encurralou numa árvore da floresta, aquele dia foi como um despertar.

Ele sempre a via como uma garotinha, uma irmã mais nova para falar a verdade, mas naquele dia foi diferente e como foi.

E por estranho que pareça no momento em que as sensações dos dois pareciam se fundir num fascínio só, Damon se sentiu fraco, inevitavelmente propenso a tocar os lábios dela com os dele. E inacreditavelmente mesmo tão envolvido no êxtase do instante ele se sentiu aliviado, ele não faz idéia do que seria capaz se a coruja não a tivesse assustado. Damon de maneira alguma não queria magoar Stefan, seu irmão e amigo, ele se sentiria realmente muito mal se caísse naquela tentação.

Ele resolveu ficar totalmente indiferente a Giuliana, por isso ele não tentou fazer nada para se reaproximar, mas quando ele viu Stefan beijando a bochecha dela, Damon não conseguiu ficar apático, foi como uma punhalada. Ele acreditava que poderia esquecer o dia na floresta e que aquele acontecido não poderia romper uma amizade enorme que ele tinha construído com Giuliana, então ele resolveu se aproximar dela de novo, mas quando ela o perdoou ele não resistiu e teve que beijá-la também.

Damon estava realmente confuso todos os conceitos anti-amor, machistas e cafajestes em que ele tinha apreendido a acreditar em toda sua vida se confundiam com o medo de magoar Stefan, com os sentimentos ternos que sentia pela prima e com o desejo egoísta quase incontrolável de tomá-la só para si.

Enquanto ele se afundava em dúvidas, indagações e confusões alguém entra no quarto sorrateiramente, Damon percebe, mas não consegue ver quem é devido a escuridão que se encontrava o quarto. Até que a pessoa se aproximou da parte do quarto banhada pela luz da lua que o invadia através da grande janela aberta. Agora ele podia enxergar melhor, era Giuliana.

Damon olhava surpreso para ela que vestia uma camisola branca, mesmo cobrindo todas as partes do corpo dela, dos pés à cabeça, para a época era um absurdo um homem ver uma donzela assim, mas Damon não se incomodou nem um pouco com isso, a cena era até sedutora para ele.

– Prima, o que está fazendo? Vai pegar mal se alguém te encontrar aqui. Disse ele.

Giuliana ignorou completamente o que Damon dizia, e encostou suavemente seu dedo indicador nos lábios dele, para que fizesse silêncio. Damon ficou paralisado e sem reação, foi então que Giuliana o puxou para si e o beijou apaixonadamente.

Ele não resistia, pelo contrário, se envolvia e retribuía o beijo.

Nesse instante alguém bate na porta e Damon abre os olhos, era apenas um sonho. Revoltado ao perceber que o que acontecia não era real ele lança um de seus travesseiros contra a parede do quarto.

– Droga de vida! Disse ele.

07 de agosto de 1863

Giuliana estava no campo de flores amarelas pintando uma das árvores, para ser mais específico era a árvore em que ela encontrou Damon encostado no dia em que ele a perseguiu até a floresta.

Ela estava toda distraída e até cantarolava alguma coisa, foi então que Damon surgiu com outra flor amarela na mão.

– Pra você. Disse ele.

– Obrigada. Disse ela aceitando a flor.

Damon ficou próximo dela e observava em silêncio a pintura.

– Nem se atreva a me atrapalhar outra vez! Disse Giuliana lembrando-se do que ele fez da última vez que ficou tão quieto assim perto de uma pintura dela.

Damon riu brevemente:

– Não, não estou aqui para isso.

– Ah não? Está bem... Então me conte o que está te incomodando, eu te conheço. Disse ela.

Damon foi direto:

– Seu casamento com o Stefan está me incomodando!

– Como assim? Perguntou ela surpresa com o que ouvia.

– Eu não consigo para de pensar em você desde aquele dia da floresta, andei muito confuso quase enlouquecendo, mas descobri o que está me consumindo aos poucos. Estou apaixonado por você! Disse Damon.

– D... Damon, eu não sei o que dizer.

– Eu sei... basta você dizer que também me ama e que não vai casar com meu irmão. Disse ele.

– EU TE AMO DAMON SALVATORE! Giuliana exclamou. – Mas tudo não é tão fácil assim.

– Claro que sim! Você aceita fugir daqui e se casar comigo? Perguntou Damon.

– EU ACEITO. Disse Giuliana e os dois se abraçaram.

– Giuliana! Disse uma voz familiar chacoalhando a moça. Era Carmela, - Acorde querida, Desculpe te tirar de um sonho tão bom, percebi seu enorme sorriso, mas já está tarde.

– Tudo bem, já acordei, Carmela. Disse Giuliana decepcionada.

Notas finais do capítulo
Espero que tenham gostado... Review???




(Cap. 19) Capítulo XIX - Bday: Presentes

Notas do capítulo
Espero que gostem...

26 de agosto de 1863

E chega o grande dia, o dia da grande dupla festa de aniversário na Mansão Salvatore. Giuliana acordou ansiosa, iria se arrumar junto com suas amigas na casa dos Gilbert. Ao longo do tempo as quatro viraram amigas inseparáveis, (Camille, Giuliana, Lana e Patrizia), uma não saí da casa da outra.

Giuliana tomou seu café rapidamente.

– Devagar, minhas querida, não queremos que se engasgue. Disse Giuseppe

– Tudo bem meu tio, mas a carruagem já está me esperando, com licença. Disse ela se levantando.

– Espere, eu e seus primos queremos parabenizá-la antes de qualquer um. Disse Giuseppe.

Ele se levantou, foi na direção da sobrinha e beijou sua testa:

– Parabéns meu anjo!

– Muito obrigada tio. Disse ela.

Damon que sentava ao lado da moça se levantou e a abraçou, esse momento foi um pouco constrangedor para os dois:

– Parabéns priminha, não é todo o dia que fazemos 17 anos. Disse ele

– Obrigada!

Stefan que sentava do outro lado da mesa levantou-se e foi na direção dela segurando uma caixinha vermelha aveludada.

– Feliz aniversário, meu amor! Disse ele abraçando-a e entregando a caixa, – Quero ser o primeiro a te presentear.

– Não precisava. Disse ela abrindo a caixa.

– Claro que precisava. Disse ele

Quando viu o conteúdo da caixa ela não acreditou, era o anel de noivado mais lindo que ela já tinha visto.

– Ele pertenceu a minha mãe. Disse Stefan se ajoelhando e pegando o anel. – Quero agora que todos vejam, Giuliana Salvatore você aceita casar comigo?

Giuliana olhou direto nos olhos de Damon esperando uma reação, mas tudo o que ele fez foi desviar seu olhar dos olhos dela. Não muito segura do que dizia agora, ela respondeu:

– Sim, eu aceito Stefan.

Stefan colocou o anel e beijou as mãos dela.

– Agora vá, não quero que se atrase. Disse ele.

– Tchau tio, Stefan e Damon.

Chegando na Mansão Gilbert as meninas gritaram quando viram o anel.

– Que lindo! Disse Lana. O paspalho disse que vai trazer o meu dessa vez.

– É lindo mesmo, mas mudando de assunto o que vamos fazer o dia todo até a festa? Perguntou Giuliana

– Vamos usar máscaras faciais, cremes, nos pentear, beber muito líquido para não desidratar nossas peles e nos maquiar! Disse Patrizia animada.

– Meninas eu deveria aguentar até de noite, mas eu não consigo. Disse Camille pegando duas caixas e entregando uma a cada aniversariante. As meninas ficaram maravilhadas eram dois colares de brilhantes.

– Eu também não agüento. Disse Lana entregando uma caixa a Patrizia. – Mas meu presente foi combinado com o de Giuliana.

Patrizia não acreditou no que tinha recebido, era o vestido de seus sonhos, inacreditavelmente perfeito segundo ela, o vestido era todo vermelho com detalhes pretos.

– E o seu presente, por que combina com o da Lana? Perguntou Patrizia

– Deixe-me pegá-lo e você verá com os próprios olhos. Explicou Giuliana.

Patrizia abriu a caixa de presente de Giuliana e seus olhos brilharam mais do que de costume:

– Um espartilho! Eu sempre quis ter um, mas ninguém aqui na redondeza fabrica. Como você conseguiu?

– Eu mandei encomendar na Itália. Disse Giuliana

Era um espartilho igualmente vermelho e com detalhes pretos, até as cordas eram negras.

– Mas minhas criadas nunca vestiram alguém com um espartilho. Disse Patrizia entristecendo-se.

– Não se preocupe eu te empresto Carmela. Disse Giuliana.

– Agora é a vez do seu outro presente. Disse Lana. – Eu e Patrizia juntamos nossas mesadas e compramos uma coisa que soubemos que você adora muito.

– O que? Perguntou Giuliana.

– Isso você vai ter que ver para saber. Disse Patrizia.

– Nos siga! Disse Lana.

E elas foram no jardim e deram a volta na casa. Ao ver seu presente de tanta felicidade, Giuliana quase derramou lágrimas.

– Vocês são as melhores amigas que eu já tive! Disse Giuliana abraçando coletivamente às 3. – Eu sempre quis ter um, mas ninguém nunca deixou.

Era um lindo e pomposo alazão negro, seu pelo brilhava mais até que os olhos da moça ao vê-lo.


Notas finais do capítulo
Review?




(Cap. 20) Capítulo XX - Bday: Revelações

Notas do capítulo
Espero que gostem...

26 de outubro de 1863

Já era noite, todos aguardavam a chegada das aniversariantes. A nata da sociedade de Mystic Falls estava presente para presentear as moças que estavam um pouco atrasadas.

As pessoas bebiam, comiam, brindavam, comentavam a bela e sofisticada decoração supervisionada pala prendada senhorita Fell, também escutavam músicas e esperavam. Até que a porta se abre e eis que surgem as aniversariantes. A senhorita Lockwood usava o vestido que ganhara mais cedo, este a deixava mais linda e junto com o espartilho valorizava ainda mais os dotes que ganhara de herança genética da mãe, estava muito formosa. Já a senhorita Giuliana usava um vestido delicado em tom róseo bem claro, com detalhes de florzinhas bordados à mão, cheio de rendinhas e saias, não deixava de ser tão belo quanto o sedutor vestido da senhorita Patrizia, Giuliana estava um primor.

No momento em que elas entraram todos bateram palmas e cantaram uma canção de Feliz aniversário. Os convidados de um em um cumprimentavam-nas, entre apertos de mãos e desejos de felicidade algo despertou um sentimento ainda desconhecido por Giuliana. Damon foi cumprimentar Patrizia como todos na festa, mas algo foi diferente e realmente incomodou a prima do rapaz, ele olhava para a senhorita Lockwood de uma forma bem diferente, de uma forma que ele nunca olhou para a própria Giuliana e isso foi uma tormenta para a moça.

Percebendo o ciúme de Giuliana ao ver a cena de Patrizia e Damon juntos a fofoqueira e mal intencionada Annelise Donovan se aproxima e começa a falar com Giuliana:

– Qualquer um que olhar para você pode perceber seu ciúme do senhor Salvatore, está estampado no seu rosto.

Surpresa Giuliana tentou levar a conversa para outro rumo:

– É lógico que tenho ciúmes, Stefan é meu noivo. Disse ela dando um sorriso amarelo.

– Não é desse senhor Salvatore que eu me referia! Disse Annelise

– Meu tio?

– Não subestime minha malícia. Annelise riu brevemente. – Mas se eu fosse você não me preocuparia muito.

– Por quê? Perguntou Giuliana interessando-se pela conversa

– Pelo visto você não sabe do escândalo entre a família Lockwood e a família Salvatore. Disse a fofoqueira

– Que escândalo? Perguntou novamente Giuliana

– Lógico! Como você saberia?! Todo mundo na cidade sabe, mas tenta esconder ou fingem não saber, pois as duas são famílias fundadoras e muito influentes na cidade.

– Fale logo! Que escândalo?

– Há muito tempo atrás, a senhora Lockwood que sempre foi muito bela, ficou viúva e muito carente do primeiro marido. Enquanto isso o senhor Salvatore estava passando por uma crise no casamento antes da esposa esperar pela gestação do filho caçula. Um belo dia Giuseppe Salvatore começou a visitar freqüentemente a viúva Lockwood que estava muito triste com a morte do marido, junte A + B, e temos Patrizia.

– Mas e o pai, quer dizer, o atual marido da mãe dela, o senhor Lockwood? Perguntou Giuliana surpresa demais com essa notícia

– Ele sempre foi apaixonado pela senhora Lockwood, bem antes do irmão mais velho se casar com ela, aposto que para evitar um escândalo e salvar a amada aceitou casar com ela sabendo que esperava um bebê Salvatore. Disse Lana se retirando e aliviando Giuliana.

Foi nesse instante que Giuseppe se aproximou de Patrizia, segurou suas mãos e a abraçou ternamente.

Giuliana ficou a pensar: “Como nunca tinha pensado nisso? Isso explica o nome italiano dela... Ela tem mesmo os traços da família, sua pele é tão clara e os cabelos são tão negros como os de Damon, ela é tão romântica quanto Stefan, sua personalidade é tão forte e decidida como todos nós Salvatore, ela é minha prima! Isso explica muita coisa”. Agora ela estava muito aliviada, surpresa e feliz, além de ter ganhado outra prima Damon não estava jogando seu charme para outra garota.

Giuseppe começou a andar na direção de Giuliana e disse:

– Querida tenho uma surpresa para você. Saia um pouco da festa, vamos ao meu escritório!

– Sim, meu tio.

Chegando lá Giuseppe abriu a porta e mais uma surpresa acelerou o coração de Giuliana de tanta felicidade.

– Papai, Marco! Liandro, Francesco!

– Não podíamos deixar de vir ao seu aniversário maninha! Disse Liandro.

– Eu precisava dar um abraço na minha princesinha! Disse Alonzo.

– Trouxemos presentes! Disse Francesco

– Não precisava! Disse Giuliana

– Claro que sim, você merece depois de tanto tempo trancada no internato. Disse Marco.

Giuliana abraçou fortemente cada um.

– Querida, me perdoe ter te trancado no internato, espero que entenda o meu lado. Disse Alonzo

– Papai, não vamos falar em assuntos desagradáveis agora, vamos aproveitar a festa que apenas começou! Disse Giuliana.

Notas finais do capítulo
Review?




(Cap. 21) Capítulo XXI - Bday: Amores

Notas do capítulo
Espero que gostem...

26 de outubro de 1863

Patrizia estaria se divertindo muito na festa se algo não a incomodasse incansavelmente, o espartilho a estava apertando e ela mal conseguia respirar. Ela resolveu ir até uma saleta da casa que estava vazia e se aproximou da janela para respirar um pouco de ar puro:

– Droga de espartilho! Ele pode até modelar mais minhas curvas mais me impede de respirar direito. Ela disse pra si mesma.

Parecia que cada vez mais o espartilho ficava mais apertado e mais difícil ficava inspirar e expirar. De repente as vistas delas ficaram embaçadas e ela caiu no sofá que estava próximo dela. Para sorte da moça um rapaz passava pelo corredor, viu o desmaio e foi socorrê-la.

– Moça, moça, moça! Fala comigo! Moça acorda! Disse o rapaz

Patrizia começou a recobrar a consciência.

– Eu estou bem, eu só fiquei um pouco zonza. Quando abriu os olhos e viu o rapaz, ela se encantou assim como ele. Era um rapaz alto, moreno e bem apanhado.

– A senhorita desmaiou, precisa de um médico. Disse o rapaz igualmente maravilhado com a formosura da pobre moça que desmaiara.

– Não, não, nada de médico, eu só preciso de ar puro. Disse ela

– Então deveria ir ao jardim e eu faço questão de acompanhá-la. Disse o rapaz

– Está bem. Disse Patrizia

– Deixe eu me apresentar, me chamo Liandro, Liandro Salvatore.

– Meu nome é Patrizia, Patrizia Lockwood.

Os dois foram ao jardim e começaram a conversar sobre várias coisas, como arquitetura, flores, a vida, o amor, etc. Um se encantou com o outro.

As mãos de Patrizia suavam ao ver o sorriso do belo rapaz, ele a encantou com sua educação, cortesia e gentileza. Já Liandro sentia-se incrivelmente nervoso perto da senhorita Lockwood, ela era tão delicada e ao mesmo tempo tão expressiva, nunca nenhuma garota tinha despertado o impressionado assim. Eles conversavam e trocavam sorrisos como se tivessem se conhecido a vida inteira, ambos sentiam-se em uma paz incrível e despreocupados como se não houvesse nada mais importante que estar ali conversando com aquela pessoa que acabara de conhecer. O tempo passava e eles nem sequer notavam, continuavam ali sentados num banco do jardim entre as flores, era inevitável dizer que um sentimento crescia ali.

Enquanto isso dentro da casa, Damon estava pronto para incomodar sua mais nova vítima, Lana Fell.

Ele foi na direção dela que conversava com a senhorita Gilbert.

– Gostaria de dançar? Disse ele.

– Gostar eu não gostaria, mas sou educada demais para deixar você com a mão estendida. Respondeu ela.

Eles mal deram três passinhos no salão e um rapaz cutuca o ombro de Damon:

– Com licença, posso roubar sua parceira de dança? Disse o rapaz

– Stuart! Disse Lana surpresa ao ver o noivo, e um tanto cativada, ele estava muito bonito, não era mais um moleque magrelo e desengonçado que ela tinha visto da última vez. ‘Como a puberdade faz bem a uma pessoa’. Parecia um homem feito, viril e charmoso. – Ele é meu noivo. Disse ela apresentando-o a Damon.

Rapidamente o Salvatore cedeu ao Johnson a senhorita Fell, Damon era descarado, mas não idiota em cortejar uma moça na frente do futuro marido.

Lana e Stuart começaram a rodopiar pela pista enquanto conversavam:

– O que você veio fazer aqui afinal? Perguntou Lana.

– Vim conquistar a mulher que eu amo. Disse Stuart deixando a moça sem palavras

– Ama? Perguntou ela.

– Você deixa minhas pernas bambas, me faz suar em lugares onde eu nem sabia que podia, sinto calafrios no meu estômago quando perto de você, acho que isso é amor. Disse ele.

– Sinto lhe informar, mas esses parecem ser sintomas de doença, você deveria procurar um médico e não vir me falar bobagens! Disse Lana tentando ficar no controle da conversa. Stuart riu.

– Até que eu iria se o doutor tivesse um sorriso igual ao seu. Disse ele abrindo um sorriso que curiosamente deixou Lana por um instante sem ar.

Lana não entendia o que estava acontecendo. “Por que meu coração ficou acelerado?” Pensava ela.

– Espero que tenha sentido minha falta, pois eu não contava os dias para te ver de novo. Disse Stuart.

– Não, nem percebi sua ausência. Disse ela tentando atingir o noivo. – Foram meses agradáveis até agora.

– Espero que tenha desfrutado bastante desses dias, pois agora só vou embora quando você for junto. Disse ele um pouco magoado.

– Já vamos marcar a data do casamento? Perguntou Lana surpreendida.

– Não, mas eu não pretendo ir embora cedo. Disse ele

– Bom... Problema seu. Disse ela desdenhando mais gostando do que ouvia.

– Não é problema nenhum, assim eu vou ficar mais tempo perto de você. Disse Stuart abrindo outro sorriso e tirando o fôlego da noiva.

Passeando pela festa, Francesco não se divertia, e nem se interessava em cortejar nenhuma das moças, até que ele viu uma bela senhorita conversando com sua irmã e foi até elas.

– Giuliana, não vai me apresentar sua amiga. Disse ele

– Claro que sim. Está é Camille Gilbert, e Camille este é meu irmão Francesco.

– Prazer. Disse Camille

– Não, o prazer é todo meu. Disse Francesco

– Posso ter a honra de dançar com a senhorita a próxima valsa? Claro se não for incômodo roubar a amiga de minha irmã por um minuto.

– Claro que não é incômodo. Disse Giuliana.

– Eu... Eu... Adoraria. Disse Camille toda boba com a beleza do rapaz.

Eles dançaram uma, duas, três, quatro valsas, e não conseguiam se separar. Para Francesco, Camille era como um ima que o puxava, seus sentimentos estavam a flor da pele, e ao tocá-la ele percebia que eram recíprocos. Para Camille, Francesco era com um príncipe de cavalo branco e tudo, estava completamente perdida nos olhos dele. Às vezes a moça sentia a força do rapaz que momentaneamente não se controlava e apertava a cintura dela ao valsar.

– Desculpe. Disse ele ao perceber que machucava a acompanhante

– Não tudo bem. Disse Camille sem transparecer interesse em continuar nas mãos dele.

– É que às vezes eu não sei ser cuidadoso com seres tão graciosos como a senhorita. Disse ele

Camille era uma senhorita de fibra, bonita e com um temperamento bipolar, sua natureza era bruta e precisava ser lapidada. Francesco sentia isso apenas em tocá-la, e ao invés de assustá-lo como os outros rapazes, ela o instigava e interessava mais ainda.

– A senhorita é a mais bela da festa! Disse ele.

– Não seja galante. Ela riu toda derretida. - O senhor também não é feio. Agora disse sem demonstrar interesse.

– É o que dizem. Disse ele rindo.

Finalmente eles pararam de dançar. Resolveram ficar a sós em uma saleta da mansão e acidentalmente Francesco disse em voz alta:

– Essa festa está ficando cada vez melhor.

Camille fingiu não escutar e ruborizou.

Eles ficaram lá até o resto da festa se conhecendo mais e mais, e principalmente se apaixonando um pelo outro.

– Senhorita, temo estar me precipitando, mas meu coração implora para lhe falar, estou completamente enfeitiçado e apaixonado por vois, tenho medo de não conseguir voltar para Itália. Disse ele

– Quantos irmãos o senhor tem? Perguntou Camille desconcertada e incrédula no que ouvia, pois sentia o mesmo, só que ela tinha medo de não conseguir voltar para casa. Francesco era tão sedutor e tinha conseguido com certeza total domínio sobre ela.

Notas finais do capítulo
Aiai... O amor está no ar...
Pobre Giuliana, só foi figurante nesse capítulo.. rsrsrs...
REVIEW?




(Cap. 22) Capítulo XXII - Ressaca Pós-Festa

Notas do capítulo
Espero que gostem...

27 de agosto de 1863

Depois de uma festa de aniversário, como de costume Lana foi dormir na casa de Patrizia, sua melhor amiga.

As moças viraram a noite conversando sobre a festa, a senhorita Lockwood não conseguia parar de falar no seu herói da noite passada, e a senhorita Fell também não parava de falar no senhor Johnson, mas é claro não dava o braço a torcer.

Elas foram acordadas com uma linda surpresa, quando uma empregada bateu na porta do quarto:

– Senhoritas, acordem, dois entregadores deixaram presentes para vocês.

Bem animadas e curiosas as moças se arrumaram e desceram. O presente deixado pelo primeiro entregador foi um caixa de bombons com um cartão para Lana, o segundo foi um buquê de rosas vermelhas com um cartão para Patrizia.

"Ontem éramos três; eu, você e a felicidade. Hoje somos dois; eu e a saudade."

Agora tenho um novo motivo para respirar, vê-la outra vez, só sinto pelas flores que são humilhadas diante ti.

Com carinho,

Liandro

"Antes de ferir um coração lembre-se que você pode estar dentro dele!"

Espero que estes bombons sejam tão doces quanto imagino que sejam seus lábios.

Eternamente seu,

Stuart

Enquanto Patrizia suspirava pelo seu bilhete, Lana ruborizava com o seu. Essa manhã que começava foi realmente muito agradável na mansão Lockwood, mas temo que não foi assim em toda a Mystic Falls.

Giuliana acordou assustada com gritos e berros que vinham do térreo da Mansão Salvatore, ela nem se vestiu direito, cobriu-se vestindo um roupão sobre a camisola que usava e foi ver o que era toda aquela confusão.

A cena foi muito surpreendente e impactante, Giuliana apenas observava escondida atrás de uma porta, sem acreditar no que via.

Jonathan Gilbert estava perseguindo pela casa Francesco, que vestia apenas ceroulas, com um revólver. Todos na casa tentavam impedir o pai de Camille, mas tudo o que o homem fazia era gritar:

– Esse vagabundo desonrou minha filha! Eu vou te matar!

O Gilbert fazia de tudo para colocar o rapaz em sua mira, mas ele se esquivava. Nessa época a sociedade aceitava limpar o nome de uma família com sangue. Não tem vergonha pior para um pai perceber que a filha não dormiu em casa e encontrá-la seminua na cama de um sujeito.

As mulheres choravam, os homens tentavam apartar. E finalmente quando o homem conseguiu colocar o irmão de Giuliana em sua mira Camille agarrou o braço do pai que segurava a arma para defender seu amante, na angústia do momento Jonathan atirou sem querer no teto e empurrou a filha que caiu no chão, o rapazote conseguiu escapar de sua mira.

– Eu vou acabar com você! Dizia o Senhor Gilbert

Francesco correu o quanto podia e a confusão foi se parar no jardim da casa, agora todos estavam armados, Giuseppe, Liandro, Marco, Damon, Alonzo, alguns empregados e até Stefan portava uma pequena arma. Mesmo tendo um pouco de razão em estar com raiva a situação não estava favorável para Jonathan.

Agora com o rapaz em sua mira ele estava pronto para atirar, mas pestanejou ao ouvir uma ameaça do pai de Francesco:

– Companheiro, entendo que queira se vingar de meu filho o que ele fez não foi certo, mas se machucá-lo tenho obrigação de pai em matá-lo. Disse Alonzo tentando persuadir o Gilbert descontrolado.

– Antes morto com a honra lavada do que vivo com a vergonha estampada. Disse Jonathan decidido a atirar.

Foi nesse instante que Camille colocou seu corpo na frente da pistola:

– Não o mate, eu o amo. Não sou uma mocinha indefesa, ele não me forçou a nada!

Vendo aquilo Jonathan desistiu, abaixou o revólver e cuspiu em Camille:

– Eu não tenho mais filha! Disse ele se retirando e voltando para a cidade.

Os apaixonados se abraçaram, não tinha mais volta. Camille não tinha mais para onde ir, estava totalmente entregue a Francesco.

Camille começou a chorar nos braços do amante, então ele disse:

– Não se preocupe meu amor, vou cuidar de você, nós logo iremos para a Itália, construiremos nossa família com muitos filhos, vou te fazer muito feliz e em breve você esquecerá toda essa humilhação. Disse Francesco dedilhando o cabelo da amada.

Essa com certeza não era uma cena comum para a doce Giuliana e nem para a sonsa e pacata Mystic Falls, que mesmo tendo segredos tão obscuros escondidos fingiu por anos ficar abismada com aquele incidente.

Notas finais do capítulo
Uma noite é suficiente para uma pessoa começar a amar outra???

REVIEW?




(Cap. 23) Capítulo XXIII - Noivados

Notas do capítulo
Espero que gostem a história está chegando o fim...

28 de outubro de 1863

O tempo passava e cada vez mais Stuart Johnson conseguia perfurar a barreira protetora que Lana Fell havia construído para ele em seu coração, ela não conseguia mais disfarçar por completo.

– Mandei reformarem a casa só para sua chegada. Disse ele

– Jura? Perguntou ela derretida. - Quer dizer, hum... o dinheiro é seu faça o que quiser. Disse Lana tentando esconder a empolgação.

Stuart apenas sorriu, pois percebia que já estava amolecendo a noiva:

– Você já foi melhor nisso. Disse ele\t\t

– Melhor em que? Perguntou Lana pronta para iniciar uma discussão

– Nada, nada não. Disse ele sorrindo e olhando diretamente nos olhos de Lana. Ela sentiu novamente a vontade inexplicável de voar nos lábios do rapaz, já não entendia mais seus sentimentos, uma hora queria esganá-lo, mas era só ele abrir um sorriso e tudo o que desejava no momento era fechá-lo e selá-lo com um beijo. Mas ainda sim conseguia se controlar.

– Lana, eu queria ter certeza de meus sentimentos antes de entregar para você, e agora eu tenho. Disse Stuart pegando a mão de Lana e tirando do bolso uma pequena caixa, era o anel de noivado que pertencia a sua família à anos.

– Espero que você queira se casar comigo tanto como eu quero me casar com você. Disse ele colocando o anel no dedo da noiva.

E por um pequeno momento ela não se controlou, voou no rapaz e o abraçou fortemente. Depois de alguns segundos ela recobrou a consciência, empurrou o rapaz que a abraçava também, arregalou os olhos e saiu da sala de estar de sua casa correndo. Tudo o que Stuart ouviu foi o barulho de uma porta bater, a moça tinha se trancado no quarto. E o rapaz confuso ficou ali com uma cara de bobo, suspirando e com mais um delicioso sorriso estampado na boca.

Já a amizade de Liandro e Patrizia havia evoluído bastante. Todas as tardes ele ia visitá-la. Lógico que as visitas eram supervisionadas por George, que enquanto o padrasto estava na prefeitura era o homem da casa e devia zelar pela honra da meia irmã, afinal depois do incidente com a família Gilbert ninguém confiava em deixar uma moça pura perto de um Salvatore.

O dia da partida dos Salvatore que estavam de passagem se aproximava e Liandro estava amando mesmo a senhorita Lockwood que na verdade deveria ser chamada de senhorita Salvatore, então ele resolveu ir até a prefeitura:

– Senhor Lockwood, eu acho que já sabe que nutro por sua filha sentimentos puros e tenho boas intenções. Liandro disse tentando persuadir o prefeito. – Eu vou retornar para a Itália em breve e gostaria muito de levar sua filha como minha esposa.

O prefeito pensou em hesitar e não ceder a mão da filha, pois ele era um Salvatore, e por isso mesmo lembrou do escândalo que acontecera alguns meses atrás com a filha de Jonathan, e ele sabia que a filha seria capaz de fugir, sabendo ele que Patrizia também sentia os mesmos sentimentos pelo rapaz.

– Seria de muito gosto, ela já está na idade de casar inclusive. Disse o Sr. Lockwood.

Liandro não agüentou de felicidade e foi correndo a pé da prefeitura até a casa de Patrizia, não ficava muito longe.

A moça estava no jardim cortando umas flores para colocar no seu quarto, Patrizia era muito exigente e não aceitava que as criadas fizessem esse trabalho por ela. Quando viu Liandro chegar correndo e atravessar o portão ficou um pouco confusa, mas feliz em ver o amado.

Liandro chegou até a moça e ela disse:

– O que foi querido, por que estava correndo.

– Meu amor, tenho ótimas notícias, eu conversei com seu pai...

– Sobre o que? Perguntou Patrizia curiosa.

– Sobre isso. Disse Liandro mostrando um anel de noivado à Patrizia.

– Meu amor! Disse ela abraçando Liandro e segurando o rosto do amado com suas mãos delicadas.

Liandro não resistiu e roubou um beijo apaixonado da noiva, que aceitou, mas logo em seguida ficou bem vermelha de vergonha, havia sido o primeiro beijo da moça.

Notas finais do capítulo
Queria terminar esse capítulo com a tradução de um trecho da música Love Story de Taylor Swift: Eu não sei o que pensar Ele se ajoelhou no chão e puxou um anel... E disse... Case-se comigo Julieta, você nunca terá de ficar sozinha Eu te amo, e isso é tudo o que eu realmente sei Eu falei com seu pai, vá pegar o vestido branco Essa é uma história de amor, querida, apenas diga sim Review?




(Cap. 24) Capítulo XXIV - Muros Desmoronando

Notas do capítulo
Espero que gostem... Este foi meu menor capítulo até agora =D

03 de dezembro de 1863

Chegou o dia da partida dos parentes de Giuseppe, Stefan e Damon. Giuliana ficaria talvez nem voltasse mais para a Itália, pois ia se casar com o primo americano. Era noite e as bagagens estavam sendo colocadas nas diligências, voltariam mais pessoas do que chegaram, a senhorita Gilbert futura senhora Francesco Salvatore e a senhora Liandro Salvatore. O casamento de Patrizia foi realizado um mês depois do dia em que ficaram noivos, foi mais uma festa memorável para Mystic falls. Alguns amigos estavam lá para se despedir dos visitantes e das moças, inclusive Lana e seu noivo Stuart.

– Espero que você não se esqueça de mim e arrume uma nova melhor amiga italiana. Disse Lana

– Nunca. Disse Patrizia abraçando a amiga. – Prometa que vamos nos comunicar por cartas.

– Claro. Disse a senhorita Fell – E prometa que virá para o meu casamento.

– Virei lógico, não perco por nada, serei a madrinha assim como você foi a do meu. Mas espera ai, vocês já marcaram a data? Perguntou a mais nova senhora Salvatore.

– Daqui a cinco meses lá na Califórnia do Sul. Disse Stuart animado.

– Com certeza virei. Disse Patrizia

Enquanto todos se arrumavam alguém de ma fé observava entre a mata. Era um homem a mando de Jonathan para matar Francesco, o mal elemento já tinha o rapazote que desonrou Camille em sua mira e atirou, só que o descuidado senhor Johnson passou na frente da bala e foi atingido de raspão no ombro. O atirador fugiu e desacostumado com a dor Stuart caiu no chão e ficou inconsciente por alguns breves segundos.

– Stuart, meu amor, fale comigo, meu amor, acorda! Disse Lana se ajoelhando ao lado do noivo desesperada.

As mulheres se aglomeraram ao redor do senhor Johnson enquanto os homens em uma tentativa falha tentavam encontrar o atirador. Stuart começou a recobrar a consciência e Lana repetia:

– Meu amor, fale comigo!

– Eu acho que morri e estou no céu. Disse ele um pouco tonto.

– Por quê? Perguntou Lana ainda desesperada.

– Por que a mulher da minha vida me chamou de ‘MEU AMOR’. Disse Stuart se sentando no chão.

– Seu bobo, meu paspalho! Ainda ajoelhada disse Lana, destruindo completamente a barreira que construiu em seu coração e beijando Stuart.

Passada a confusão os Salvatore partiram com suas mais novas princesas, Camille e Patrizia.

Notas finais do capítulo
Vou terminar esse capítulo com um trecho da tradução de Halo de Beyoncé:

Lembra-se daquelas paredes que eu ergui?
Bem, baby, elas desmoronaram
E elas nem resistiram à queda,
E a queda nem sequer foi barulhenta

eu encontrei uma maneira de te deixar entrar
Mas eu nunca tive mesmo duvida
Quando em frente da luz da sua Aureola
Eu tenho o meu anjo agora.

É como se eu tivesse sido despertada,
Tantas regras eu tive que quebrar
É grande o risco que estou correndo
Eu nunca vou te deixar de lado...

Me atingiu como um raio de sol,
A queimar através da minha escura noite
você é o único que eu quero
acho que estou viciando na sua luz

REVIEW???




(Cap. 25) Capítulo XXV - Cartas

Notas do capítulo
Espero que gostem...

06 de dezembro de 1863

Finalmente depois de meses Giuliana teria um tempo só para ela e Damon. Acordou, se arrumou, tomou café com os primos, almoçou e como fazia antes do pai e os irmãos estarem aqui iria às três da tarde para o campo de flores amarelas, o refúgio deles, era quarta-feira, Giuliana sabia que Damon ia estar lá.

Terminou de escrever em seu diário e desceu com a cesta de guloseimas de sempre. Quando estava prestes a passar pela porta foi surpreendida por Carmela:

– Aonde a senhorita vai? Perguntou a ama.

– Eu ia tomar um pouco de ar. Justificou Giuliana assustada por ter sido pega com a boca na botija.

– Com toda essa comida? Perguntou novamente Carmela desconfiada.

– Eu ia lanchar no jardim. Disse a moça dando um sorriso amarelo.

– Está bem, eu estava te procurando, chegou uma carta hoje cedo para a senhorita, aqui está. Disse a criada entregando o envelope.

– Vou pro meu quarto saber do que se trata, com licença.

Chegando lá, curiosa rasgou o envelope, pegou a carta e começou a ler:

Miss Giuliana Salvatore,

Senti muito sua falta nesse ano que se passou, falta das nossas pequenas fugas do internato, falta das nossas conversas, de falar sobre nossas famílias, nossos sentimentos, ou seja, de nossas confidências e de nossos amores. Por falar nisso a senhorita ainda gosta do seu primo o senhor Damon Salvatore?

\t Voltei para casa como era previsto, as únicas companhias que tenho são as de meus pais o senhor e a senhora Pierce, eu ando muito solitária, por isso conversei com eles e pedi para que a senhorita pudesse vir passar uns dias aqui comigo em Atlanta na propriedade da família, claro se não for incômodo. Assim poderemos passar um tempo juntas e matar a saudade.

P.S.: “Espero que a senhorita tenha sentido minha falta, do mesmo modo que sentir a sua”

Atenciosamente sua amiga do internato,

Miss Katherine Pierce

Giuliana começou a escrever uma carta de resposta:

Miss Katherine Pierce,

Sua pergunta sobre o senhor Salvatore me fez ruborizar, eu adoraria passar uns dias com a senhorita, mas não acho prudente e nem meu tio concordaria em passar uns dias numa casa onde meus responsáveis não conhecem os proprietários.

Sinto muito, mas não posso ir, pois...

Giuliana se lembrou de Damon, abandonou a carta que escrevia e foi correndo para o encontro dele.

Chegando lá Giuliana viu Damon recostado na árvore com a toalha no chão esperando por ela, aquilo era o paraíso para seu coração, só ela e ele juntos sem ninguém para incomodar, sem Carmela, Stefan, Giuseppe. Só eles e a natureza em cumplicidade. Ela se aproximou e sentou-se ao lado dele na toalha.

– Pensei que não ia vir. Disse Damon sorrindo para ela

– Quase fui pega por Carmela hoje, tive que despistá-la. Disse a moça retribuindo o sorriso.

Um sentia algo pelo outro, era inegável. Eles se sentiam completos juntos, mas algo os impediam de se declarar, talvez fosse Stefan, ou talvez eles não estivessem prontos para dizer em voz alta o que se passava em seus corações.

Conversa vai conversa vem Damon resolve tocar num assunto delicado:

– Por que você vai se casar com o Stefan? Eu não entendo.

– Para não ir embora daqui, eu gosto muito da América, e para não ficar longe de você. Disse a moça timidamente corando suas bochechas.

– Isso é ilógico, ele não é o homem certo para você! Disse ele com a mesma desculpa de sempre. - Ele não vai ser capaz de te fazer feliz!

– Então quem é o homem certo pra mim, quem é capaz de me fazer feliz? Perguntou Giuliana criando esperança que ele fosse se declarar.

– Não sei, só sei que não é ele. Disse Damon destruindo as esperanças da prima. – Você não o ama e é boa demais para ele! Só não se case.

Lágrimas começaram a cair dos olhos de Giuliana, ela chorava.

– O que foi, o que eu falei? Perguntou Damon preocupado. E entre lágrimas ela responde.

– Você não falou nada, esse é o problema. Disse ela se levantando. E se levantando também Damon pergunta:

– O que eu fiz para te magoar?

– Para de fingir! Fala Giuliana alterando o tom de sua voz e derramando mais lágrimas.

– Parar de fingir o que? Perguntou Damon surpreso

– Para de fingir que não sabe o porquê das minhas lágrimas, para de fingir que o que aconteceu naquela floresta não significou nada para você, para de fingir que não sente algo a mais por mim, para de se enganar, e para de fingir que não quer que eu me case com o seu irmão porque ele não é bom o suficiente para mim. Pois eu cansei de fingir, não agüento mais fingir que não estou apaixonada por você. Pare de fingir que não sente o mesmo! Disse Giuliana. Damon ficou paralisado não estava preparado para isso.

Em seguida a moça correu de volta para casa chorando, abandonando o rapaz mais uma vez com a mente confusa. Damon não se mexia, nem sequer piscava estava completamente aéreo.

Depois de quase meia-hora paralisado ele finalmente disse alguma coisa atrasado, pois a moça já estava há muito tempo em casa:

– Eu te amo.

Stefan encontrou a prima, que chorava de cabeça baixa, escondida na sala de estar da mansão Salvatore:

– O que aconteceu prima, por que esta chorando?

Ela levantou a cabeça e olhou com os olhos cheios de lagrimas nos olhos de Stefan:

– Stefan, eu não posso me casar com você. Disse ela entre soluços

– Por quê? O que aconteceu? Disse ele preocupado

– Eu amo outro. Disse Giuliana tirando o anel de noivado e entregando a Stefan

– É o Damon, não é?! É ele quem você ama?! Stefan perguntou retoricamente.

Giuliana não disse nada, apenas abaixou sua cabeça novamente e foi correndo para seu quarto. Stefan poderia ser novo, mas já era sábio o suficiente para entender que não poderia tomar posse de um coração que já tem dono.

Giuliana se trancou nos seus aposentos e ao ver a carta que não tinha acabado de escrever foi na direção, amassou o papel, enxugou suas lágrimas e começou a redigir uma nova resposta:

Miss Katherine Pierce,

\t A senhorita caiu do céu, com certeza vou me juntar a vocês dentro de alguns dias, não agüento ficar nem um dia sequer nesta casa. Não se preocupe convencerei meu tio e meu pai a deixar-me visitá-la. Em breve chego a Atlanta.

Espero encontrá-la em breve,

Miss Giuliana Salvatore

Notas finais do capítulo
Damon é lerdo viu?! Depois quando as mulheres se apaixonam por Stefan ele fica sofrendo.... =/

Esse trecho da música Broken Arrow de Pixie Lott é pro Stefan:

Você está
Sentado na primeira fileira
Quer ser o primeiro da fila
Esperando na minha janela
Dedicando todo o seu tempo a mim
Você poderia ser o meu herói
Se eu pudesse esquecer
Mas o amor dele ainda está em mim
Como uma flecha partida

Ele é o espinho na minha carne
Que não consigo remover
Ele está roubando o meu fôlego
Quando você está por perto

E agora você está
Tentando me convencer
Que ele não valia a pena
Mas você não pode me completar
Ele é a parte que me falta
Eu sinto falta dele
Estou sentindo falta dele
Oh, como eu sinto a falta dele
Eu sinto falta dele
Estou sentindo falta dele

O que fazer
Quando o seu coração está dividido em dois?
Você sente arder
Mas está destruído por dentro
Você sente o amor
Mas não consegue se envolver com ele


REVIEW???




(Cap. 26) Capítulo XXVI - Ruínas

Notas do capítulo
Espero que gostem...

04 de janeiro de 1864

Engana-se quem não acreditou que Giuliana convenceria seu pai e seu tio, ela conseguiu a permissão para visitar sua amiga do internato. Como o próprio Damon dizia ela era mimada e caprichosa, ela tinha consciência de sua influência e até mesmo ele não ousava subestimá-la.

Enquanto não viajava Giuliana evitou Damon o máximo que pode, ele tentou uma ou duas vezes conversar, mas ela sempre estava trancada no quarto ou indisposta, então ele aparentemente desistiu.

Chegou o dia da partida dela, se despediu de Stefan, do tio e da ama que por milagre não ia junto por decisão de Alonzo. Ela foi embora à sorrateira para não encontrar Damon. O rapaz apenas viu a carruagem se afastando no horizonte e sentiu o coração apertar em seu peito, sentia como se nunca mais fosse vê-la.

Ele então saiu correndo na direção da carruagem e gritou:

– Por favor, não vá! Eu amo você! Volta, eu já consigo assumir meus sentimentos! Não vá!

A carruagem estava muito longe a moça nem sequer ouviu o que Damon gritou.

07 de janeiro de 1864

Giuliana já estava entrando na suposta propriedade Pierce, ela colocou a cabeça para fora do meio de transporte e não acreditava na cena que via. Era um lugar no meio do nada, com um casarão em ruínas, realmente caindo aos pedaços, descolorido, madeira sendo comida por cupins, acompanhado de um jardim seco e sem vida. Ela avistou a senhorita Pierce e Emily na porta da casa que parecia abandonada.

Ao descer da carruagem ela foi de encontro à Katherine e Emily.

– Senhorita Pierce, Emily! Senti falta de vocês. Disse Giuliana

– Nós também. Respondeu apenas Emily Bennet.

– Katherine, o que estamos fazendo nesta casa, ela é horrenda. Disse a senhorita Salvatore.

– Não fale assim. Pode magoar o senhor e a senhora Pierce, que foram muito gentis comigo emprestando essa casa velha e suas suculentas veias cheias de sangue. Disse Katherine apontando para dentro da casa que estava aberta.

Giuliana resolveu olhar para o lugar que a senhorita Pierce apontou atordoada:

– Veias suculentas? Sangue? Do que Katherine está falando? Ela se perguntava.

Ao chegar mais perto da entrada principal da casa Giuliana viu dois corpos deitados, um de mulher e outro de homem, estendidos na sala de estar da casa que estava toda cheia de poeira e teias de aranha, no mesmo instante ela gritou e tentou sair correndo, mas a senhorita Katherine com uma rapidez e força sobrenatural agarrou Giuliana pelos braços, disse com uma voz persuasiva e um olhar hipnotizante:

– Você não vai a lugar nenhum, essa casa é a mais bonita que você já viu, quando anoitecer você vai trancar as portas da casa, espalhar o querosene que estão naqueles barris por toda a casa e se banhará com o que sobrar, ascenderá um fósforo e jogará no chão. Quando o fogo começar a te queimar tudo o que irá sentir são cócegas e você cairá em gargalhadas até morrer, fará isso sem questionar. Disse Katherine. – Agora repita o que você vai fazer.

– Eu não irei a lugar nenhum, essa casa é a mais bonita que eu já vi, quando anoitecer eu vou trancar as portas da casa, espalharei o querosene que estão naqueles barris por toda a casa e me banharei com o que sobrar, ascenderei um fósforo e jogarei no chão. Quando o fogo começar a me queimar tudo o que irei sentir são cócegas e eu cairei em gargalhadas até morrer, farei isso sem questionar. Repetiu Giuliana em um transe impressionante.

Katherine se sentou numa cadeira no meio da sala de estar e começou a redigir apoiada em uma mesinha uma carta destinada a Giuseppe Salvatore contando como os escravos revoltados incendiaram a casa.

– Ai... Estou com sede você não quer me oferecer seu sangue? Perguntou Katherine usando do mesmo olhar hipnotizante e sombrio.

Giuliana ofereceu seu braço, foi então que a senhorita Pierce revelou suas presas e veias escuras pareciam saltar da regiam de seus olhos que estavam negros por inteiro como as trevas. Giuliana sentia uma dor aguda onde Katherine afundou seus dentes e sentia também seu sangue sendo drenado, lutava por dentro tentando se libertar, mas sua mente estava dominada.

– Seu sangue é ótimo! Pena que não posso bebê-lo todo, pois preciso de alguém para acender o fósforo. Disse a vampira caindo numa risada diabólica. – Você já esteve com um homem?

– Não senhorita Pierce, eu nunca nem fui beijada. Disse Giuliana.

– Sinto muito, odeio ter que matar pessoas que ainda nem curtiram a vida. Katherine se desculpou.

– Então não a mate. Tentou intervir Emily

– Não isso nunca, ela é minha chave para chegar a família mais importante de Mystic Falls, e eu quero fazer daquela cidade meu meio de sair definitivamente da mira de Klaus e dos Originais. Além do mais, eu não vou matá-la, ela vai se matar. Justificou Katherine. – Vamos Emily, terminei de escrever a carta, amanhã iremos mandá-la por correio e em menos de um mês aposto que estarei tomando chá na varanda da Mansão Salvatore e me entretendo com os rapazes da casa.

– Tchau Giuliana, foi um prazer conhecer você. Só sinto que você não sente o mesmo. Katherine riu. – Ah... E obrigada pelas informações que me deu. Não se preocupe vou cuidar muito bem dos seus primos Damon e Stefan.

Notas finais do capítulo
=/ Nem todo mundo pode ter um final feliz... Mas continuem lendo ainda não é o final... Vou surpreender vocês com um Gran Finale!

Review???




(Cap. 27) Capítulo XXVII - Dor [Versão Aprimorada]

Notas do capítulo
Espero que gostem...

10 de janeiro de 1864

Giuseppe Salvatore estava em seu escritório bebendo mais uma taça do vinho que Giuliana o presenteou, quando um empregado lhe traz uma carta. Ao ler o conteúdo, dramaticamente o senhor Salvatore derruba a taça no chão, quebrando-a e derramando o vinho no carpete:

Mister Salvatore,

O senhor não deve me conhecer, mas já deve ter ouvido falar em meu nome por minha cara amiga Giuliana Salvatore. Como é de seu conhecimento ela veio passar alguns dias aqui na Geórgia comigo, mas ouve um incidente trágico.

Ontem 07 de janeiro de 1864, fui provar um vestido numa modista da cidade próxima da fazenda, houve um problema na carruagem e fiquei retida na estrada até tarde da noite. Quando o problema foi resolvido fomos para casa eu e minha criada Emily, que me acompanha a todos os lugares.

Chegamos na propriedade e vimos o desastre, a casa ardia em chamas, todos que estavam dentro faleceram, a senhorita Giuliana e meus pais os senhor e senhora Pierce. Por uma obra do destino e com certeza com um dedo de Deus, por pouco eu e Emily teríamos morrido também.

No dia seguinte o xerife da cidade após conter o fogo que consumiu toda a mansão averiguou e concluiu que o incêndio foi causado pelos escravos da família que se revoltaram e queriam vingar-se de meus pais.

Sinto muito ter que informar esse desastre a família de minha amiga. Estou sofrendo por perder meus pais e uma de minhas melhores amigas, meus pêsames.

Não sei nem como estou conseguindo escrever está carta, agora não tenho nem para onde ir. Acho que eu e Emily iremos para a sarjeta.

Minhas Humildes Condolências,

Miss Katherine Pierce

Depois de ler a carta Giuseppe foi correndo contar aos filhos e escreveu uma carta para o pai da moça.

A pior reação de todos diante da morte de Giuliana foi a de Damon, nem o pai dela sofreu tanto.

Ao ouvir a notícia, ele saiu correndo da sala de estar muito desnorteado, uma dor imensa e inexplicável vinha de dentro de seu peito, parecia que seu coração tinha sido arrancado bruscamente.

Ele queria gritar e chorar, pois se sentia culpado, achava que se ele tivesse admitido seus sentimentos isso não teria acontecido.

Damon se jogou na grama do jardim e viu um machado esquecido, pegou o instrumento e foi na direção do esconderijo dos dois.

Violentamente ele começou a descontar a raiva de si nas flores amarelas. Damon destruiu todas as flores e a beleza do campo. Depois soltou o machado e foi na direção da floresta, começou a procurar a árvore onde ele quase beijou Giuliana, quando encontrou recostou-se em seu tronco, sentou-se entre as raízes e começou a chorar.

– Por quê? Deus, por que você a tirou de mim? Eu já estava pronto para amá-la! Ele gritava para o nada. E tudo o que acontecia era seu eco retornando. – Malditos escravos!

Horas depois ele se trancou em seu quarto e ficou por lá dias. Quando resolveu sair foi para se alistar no exército dos Confederados, ele abandonou a causa abolicionista definitivamente, ia se juntar com os outros escravistas como vingança aos cativos que mataram a única mulher que até agora tinha conseguido entrar no coração dele.

Mesmo assim ele entrou em estado de negação, queria esquecer e fingia que Giuliana um dia foi tão importante em sua vida. Damon prometeu para si mesmo que nunca mais se apaixonaria, mas ele não esperava conhecer a senhorita Katherine Pierce.

25 de março de 1864

Após o enterro e depois de se acostumar um pouco com a perda da família, Giuseppe resolve escrever uma carta para a pobre senhorita Pierce, uma órfã desamparada e sozinha no mundo.

Cara Miss Pierce,

Sinto também pela sua perda e sabendo da sua desgraça e desamparo, faço-lhe um convite e recuso um não como resposta, adoraria hospedá-la em minha casa para que possa organizar sua vida pelo tempo que for necessário. Espero que perdoe minha demora em respondê-la, mas a morte de minha sobrinha com certeza não foi nada fácil para nossa família.

Atenciosamente,

Mr. Giuseppe Salvatore

Notas finais do capítulo
Eu tinha que postar uma homenagem à dor de Damon, e aqui vai, é a tradução completa da música Incomplete de Backstreet Boys: Incompleto Espaços vazios me enchem de buracos Rostos distantes sem nenhum destino Sem você dentro de mim não posso encontrar descanso Aonde vou ninguém pode adivinhar Eu tentei continuar como se nunca tivesse te conhecido Estou acordado mas meu mundo esta meio adormecido Eu rezo para que meu coração pare de doer Mas sem você eu vou ficar incompleto Vozes me dizem que eu devo seguir em frente Mas eu estou nadando em um oceano completamente sozinho Amor, meu amor está escrito em seu rosto Você ainda se pergunta se cometemos um grande erro Eu tentei continuar como se nunca tivesse te conhecido Estou acordado mas meu mundo esta meio adormecido Eu rezo para que meu coração pare de doer Mas sem você eu vou ficar incompleto Eu não quero prolongar isso Mas eu não consigo deixá-la Eu não quero fazer você encarar este mundo sozinha Eu quero deixá-la ir Eu tentei continuar como se nunca tivesse te conhecido Estou acordado mas meu mundo esta meio adormecido Eu rezo para que meu coração pare de doer Mas sem você eu vou ficar incompleto Incompleto Review?




(Cap. 28) Capítulo XXVIII - Katherine Sempre Ganha

Notas do capítulo
Espero que gostem...

14 de abril de 1864

A carruagem de Katherine e Emily se aproximava da propriedade Salvatore, quando viu a mansão a vampira virou-se para a bruxa:

– Tenho grandes planos para essa cidade, Emily! Disse ela feliz e satisfeita.

Quando chegou à casa e desceu da carruagem Katherine se surpreendeu com a beleza de uma rapaz que a aguardava na porta, e o rapaz com a dela:

– Deve ser a senhorita Pierce. Disse o rapaz se aproximando dela

– Por favor, me chame de Katherine. Disse ela segurando a mão de Stefan e se reverenciando...

"...O resto da história você já deve conhecer! [...]"

Notas finais do capítulo
ATENÇÃO o Último capítulo é o próximo

Review?




(Cap. 29) Capítulo XXIX - Será Mesmo o Fim?

Notas do capítulo
Espero que gostem...

Atualmente

Damon estava habitualmente sentado no balcão do bar do Mystic Grill tomando sua dose diária de seu uísque favorito. Enquanto Elena e Stefan namoravam sentados em uma mesa, Damon escutava a conversa com sua super audição aguçada. Quando o telefone celular de Elena toca, era Jeremy.

– Alô? ...

– Jura? ...

– Que ótimo! ...

Quando Elena desligou o telefone Stefan perguntou:

– O que foi meu amor?

– Minha irmã que mora na Califórnia está aqui em Mystic Falls e vindo para cá. Disse Elena

– Você nunca me disse que tinha uma irmã. Disse Stefan

– Eu queria deixá-la longe da palavra que começa com “V” e da palavra que começa com “D”. Disse ela enquanto Damon, revirava os olhos.

– Mas como ela é sua irmã se você é adotava? Perguntou Stefan.

– Ela é filha do John com Marisa Salvatore, a irmã do Zach que morreu no parto, eu pensa que ela era minha prima, mas se ela é filha do John e eu também, então somos meias-irmãs, estranho se a mãe dela é sobrinha do Zach então ela é tatara...tatara...tataraprima de você e do Damon, como o mundo é pequeno, não?! Disse Elena.

– Ela é ligada ao John? Perguntou Stefan – Quantos anos ela têm?

– Não, ela sempre viveu com uns parentes Salvatore que vivem na Califórnia. Ela têm 16 anos, um ano mais nova que eu, é uma ótima garota, quando pequenas éramos muito amigas, não a vejo desde o enterro de meus pais. Disse ela.

– Que bom, que ela veio então. Disse Stefan sorrindo e dando um beijinho em Elena.

De repente chega uma moça desconhecida no Grill e se aproxima de Elena timidamente:

– Elena que saudade! Vim logo quando soube que éramos irmãs, eu nem acreditei, eu já te considerava mesmo. Disse a moça.

Elena se levantou da cadeira e abraçou a meia irmã:

– Este é o Stefan, meu namorado que te falei. Disse Elena.

– Oi, Stefan, sou Juliana Gilbert, Elena me falou muitas coisas boas de você, disse também que somo primos, prazer em conhecê-lo.

Stefan e Damon não acreditavam no que estavam vendo, a moça era tão idêntica a Giuliana quanto Elena era de Katherine, Juliana tinha até a mesma pinta de nascença no mesmo lugar, acima do colo.

Ao ver a moça, Damon acidentalmente quebrou o copo de uísque com a mão...

...E foi assim que mais uma doppelganger aterrissou em Mystic Falls...

Notas finais do capítulo
Quem gostou da história e quem não gostou também manda um REVIEW contando sua opinião...

MUITO OBRIGADO POR TER ACOMPANHADO ATÉ O FINAL...
LEIAM AGORA A CONTINUAÇÃO... MINHA FANFIC:
" Foget The Past and Live Your Present ": http://fanfiction.nyah.com.br/historia/121988/Forget_The_Past_And_Live_Your_Present




(Cap. 30) Aniversário da FIC

Notas do capítulo
Oi gente.. Olha eu aqui de novo huashusa

Como ontem foi o aniver´sario da fic, eu comecei a postar uma fic continuação dessa daqui...

Onde eu vou poder contar o que eu não contei aqui...

Talvez muita coisa surpreenda vocês...

Espero que acompanhem e se divirtam muito, como foi divertido para mim estar aqui com vocês...

E para quem não leu as continuações da fic tb, el vai ser em estilo 1864 90%... Acho só terá pequenos flashbacks do futuro husauhsauhsauha...

(DETALHE: Flashbacks são do passado kkkkkkkkkkkkkkk)

Esse é o link, conto com vocês nessa mais nova jornada, de amor, amizade, aventura, mistério e tudo mais o que a gent tem direito... ;)

http://www.fanfiction.com.br/historia/158649/Um_Pouco_Mais_Que_Amigos

Notas finais do capítulo
Espero vcs lá! :D




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